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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER
20 Ago 20183:37EP 1000

O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER

O QUE VOC&Ecirc; VAI SER QUANDO CRESCER?<br /> <br /> Uma conceituada escola de ioga espalhou, por suas paredes, diversos cartazes, mostrando praticantes em posi&ccedil;&otilde;es consideradas dif&iacute;ceis ou at&eacute; imposs&iacute;veis para a maioria das pessoas.<br /> <br /> Eram fotos de fazer inveja a qualquer aluno ou admirador da pr&aacute;tica oriental. Foram tiradas de praticantes de v&aacute;rias partes do mundo e todos com muita experi&ecirc;ncia e anos e mais anos de exerc&iacute;cio.<br /> <br /> Visivelmente se percebia que todos os iogues estavam num est&aacute;gio diferente de vida, de compreens&atilde;o das coisas e controle do corpo.<br /> <br /> E o mais interessante &eacute; que, abaixo de cada grande imagem, havia uma inscri&ccedil;&atilde;o que se repetia:O que voc&ecirc; quer ser quando crescer?<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Fazer tal questionamento a adultos &eacute; lev&aacute;-los a profundas reflex&otilde;es &iacute;ntimas, certamente.<br /> <br /> Viver sem objetivos maiores, sem almejar ser mais do que j&aacute; se &eacute;, assinala um certo tipo de morte moral, um morrer antes mesmo do fim da exist&ecirc;ncia corporal.<br /> <br /> Assim, todos precisamos vislumbrar algo maior e busc&aacute;-lo, mesmo que esse anelo esteja a vidas e vidas de dist&acirc;ncia.<br /> &Eacute; o caminhar em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;s conquistas da alma que nos faz grandes, ou, crescidos.<br /> <br /> Ser conduzido pela vida, pelos acontecimentos, como um barco &agrave; deriva, &eacute; parar no tempo, &eacute; desistir da felicidade.<br /> Precisamos almejar o crescimento e trabalhar por ele diariamente.<br /> <br /> O praticante de ioga, como no exemplo trazido, ao vislumbrar as conquistas incr&iacute;veis de alguns poucos no mundo, inspira-se nelas e segue em frente, pois est&aacute; no caminho da ilumina&ccedil;&atilde;o, assim, j&aacute; est&aacute; sendo iluminado.<br /> <br /> Compara-se consigo mesmo e analisa:<br /> <br /> Onde eu estava, onde eu estou agora &ndash; percebendo o crescimento &ndash; e aonde eu desejo chegar &ndash; programando a mente para o futuro.<br /> <br /> Sim, a mente precisa ser programada e, em alguns casos, reprogramada. &Eacute; atrav&eacute;s da ideia constru&iacute;da do pensamento que conseguimos realizar as grandes obras do mundo e do Esp&iacute;rito.<br /> <br /> Vale a pena repetir esse questionamento de tempos em tempos: O que eu quero ser quando crescer? Onde quero chegar nesta vida?<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Pensemos nisso:<br /> <br /> Pensemos no que desejamos alcan&ccedil;ar, colocando sempre em primeiro plano as conquistas da alma. S&atilde;o as mais importantes. S&atilde;o as que levamos conosco.<br /> <br /> Antes de sermos invadidos pelo des&acirc;nimo, pela pregui&ccedil;a, imaginemo-nos l&aacute;, onde desejamos estar. Aproveitemos a sensa&ccedil;&atilde;o de plenitude e nos deixemos inundar por ela. Isso nos dar&aacute; for&ccedil;as para n&atilde;o desistir.<br /> <br /> Lembremos que muitos j&aacute; conseguiram alcan&ccedil;ar esse patamar, entendendo a lei de progresso na qual todos n&oacute;s, Esp&iacute;ritos imortais, estamos inseridos.<br /> <br /> Assim, ele n&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel.<br /> <br /> N&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel nos livrarmos da inveja, do ego&iacute;smo, do orgulho e do &oacute;dio. Leva tempo. Custa dedica&ccedil;&atilde;o e disciplina, mas &eacute; totalmente poss&iacute;vel.<br /> <br /> Os que vieram antes, os que alcan&ccedil;aram graus de perfei&ccedil;&atilde;o elevados, s&atilde;o a prova de que todos podemos chegar l&aacute;.<br /> A perfei&ccedil;&atilde;o &eacute; conquista da alma. Conquista de muito tempo e trabalho.<br /> <br /> Perfeitos &ndash; &eacute; o que precisamos desejar ser quando crescermos. Construindo esse estado futuro na realidade e possibilidade de cada dia. Dia ap&oacute;s dia.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 26.4.2013.<br /> <br /> <br />

O HOMEM QUE NÃO SE IRRITAVA
17 Ago 20183:41EP 998

O HOMEM QUE NÃO SE IRRITAVA

<span style=''font-size: small;''>O HOMEM QUE N&Atilde;O SE IRRITAVA<br /> <br /> Em cidade interiorana havia um homem que n&atilde;o se irritava e n&atilde;o discutia com ningu&eacute;m.<br /> Sempre encontrava sa&iacute;da cordial, n&atilde;o feria a ningu&eacute;m, nem se aborrecia com as pessoas.<br /> Morava em modesta pens&atilde;o, onde era admirado e querido.<br /> Para test&aacute;-lo, seus companheiros combinaram lev&aacute;-lo &agrave; irrita&ccedil;&atilde;o e &agrave; discuss&atilde;o, numa determinada noite em que o levariam a um jantar.<br /> Trataram todos os detalhes com a gar&ccedil;onete que seria a respons&aacute;vel por atender a mesa reservada para a ocasi&atilde;o. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito.<br /> A gar&ccedil;onete chegou pr&oacute;xima a ele, pela esquerda, e ele prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa.<br /> Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa.<br /> Ele esperou calmamente e em sil&ecirc;ncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na dire&ccedil;&atilde;o da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.<br /> Ap&oacute;s servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia conclu&iacute;do a tarefa e retornou &agrave; cozinha.<br /> Naquele momento n&atilde;o se ouvia qualquer ru&iacute;do. Todos observavam discretamente, para ver sua rea&ccedil;&atilde;o.<br /> Educadamente ele chamou a gar&ccedil;onete, que se voltou, fingindo impaci&ecirc;ncia e lhe disse: O que o senhor deseja?<br /> Ao que ele respondeu, naturalmente: A senhora n&atilde;o me serviu a sopa.<br /> Novamente ela retrucou, para provoc&aacute;-lo, desmentindo-o: Servi, sim senhor!<br /> Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos...<br /> Todos pensaram que ele iria brigar... Suspense e sil&ecirc;ncio total. <br /> Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranquilamente: A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais! <br /> Os amigos, frustrados por n&atilde;o conseguir faz&ecirc;-lo discutir e se irritar com a mo&ccedil;a, terminaram o jantar convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura.<br /> * * *<br /> Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irrita&ccedil;&atilde;o e impensadamente.<br /> Ao protagonista da nossa singela hist&oacute;ria n&atilde;o importava quem estava com a raz&atilde;o, e sim evitar as discuss&otilde;es desgastantes e improdutivas.<br /> Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas t&atilde;o sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discuss&atilde;o.<br /> Isso porque algumas pessoas t&ecirc;m a tola pretens&atilde;o de n&atilde;o levar desaforo para casa, mas acabam levando para a pris&atilde;o, para o hospital ou para o cemit&eacute;rio.<br /> Por isso a import&acirc;ncia de aprender a arte de n&atilde;o se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma sa&iacute;da inteligente como fez o homem no restaurante.<br /> * * *<br /> A pessoa que se irrita aspira o t&oacute;xico que exterioriza em volta, e envenena a si mesma.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em hist&oacute;ria de autoria ignorada.<br /> Em 02.09.2012.<br /> </span> <br />

MÚSICA, A VOZ DO MUNDO
16 Ago 20183:32EP 997

MÚSICA, A VOZ DO MUNDO

MUSICA, A VOZ DO MUNDO<br /> <br /> Conta-se que, um dia, ao ouvir o silvo do vento passar pelo tronco oco de uma &aacute;rvore, o homem o desejou imitar. E inventou a flauta.<br /> Tudo na natureza tem musicalidade. O vento dedilha sons na vasta cabeleira das &aacute;rvores e murmura melodias enquanto acarinha as p&eacute;talas das flores e os pequenos arbustos.<br /> Quando se prepara a tempestade, ribombam os trov&otilde;es, como o som dos tambores marcando o passo dos soldados, em batidas ritmadas e fortes.<br /> Quando cai a chuva sobre a terra seca pela estiagem, ouve-se o burburinho de quem bebe com pressa.<br /> Cantam os rios, as cachoeiras, ulula o mar bravio.<br /> Tudo &eacute; som e harmonia na natureza. Mesmo quando os elementos parecem enlouquecidos, no pren&uacute;ncio da tormenta.<br /> E lembramos das poderosas harmonias do Universo, gigantesca harpa vibrando sob o pensamento de Deus, do canto dos mundos, do ritmo eterno que embala a g&ecirc;nese dos astros e das humanidades.<br /> Em tudo h&aacute; ritmo, harmonia, musicalidade.<br /> Em nosso corpo, bate ritmado o cora&ccedil;&atilde;o, trabalham os pulm&otilde;es em ritmo pr&oacute;prio, escorre o sangue pelas veias e art&eacute;rias.<br /> Tudo em tempo marcado. Harmonia.<br /> Nosso passo, nosso falar &eacute; marcado pelo ritmo.<br /> A m&uacute;sica est&aacute; na natureza e, por sermos parte integrante dela, temos m&uacute;sica em nossa intimidade. Somos m&uacute;sica.<br /> Por isso &eacute; que o homem, desde o princ&iacute;pio, comp&ocirc;s melodias para deliciar as suas noites, amenizar a saudade, cantar amores, lamentar os mortos.<br /> Tamb&eacute;m aprendeu que, atrav&eacute;s das notas musicais, podia erguer hinos de louvor ao Criador de todas as coisas.<br /> E surgiu a m&uacute;sica m&iacute;stica, a m&uacute;sica sacra, o canto gregoriano.<br /> Entre os celtas, era considerada bem inalien&aacute;vel a harpa, junto ao livro e &agrave; espada.<br /> Eles viam na m&uacute;sica o ensinamento est&eacute;tico por excel&ecirc;ncia, o meio mais seguro de elevar o pensamento &agrave;s alturas sublimes.<br /> Os crist&atilde;os primitivos, ao marcharem para o mart&iacute;rio, o faziam entre hinos ao Senhor. Verdadeiras preces que os conduziam ao &ecirc;xtase e os fortaleciam para enfrentar o fogo, as feras, a morte, sem temor algum.<br /> A m&uacute;sica &eacute; a mais sublime de todas as artes. Desperta na alma impress&otilde;es de arte e de beleza. Melhor do que a palavra, representa o movimento, que &eacute; uma das leis da vida. Por isso ela &eacute; a pr&oacute;pria voz do mundo superior.<br /> Ela pode expressar os estados de esp&iacute;rito, todas as sensa&ccedil;&otilde;es de alegria e da dor, desde a invoca&ccedil;&atilde;o de amor at&eacute; &agrave;s entona&ccedil;&otilde;es mais tr&aacute;gicas do desespero.<br /> A m&uacute;sica &eacute; a linguagem dos esp&iacute;ritos.<br /> Cantemos.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com trechos do cap. VII do livro<br /> O espiritismo na arte, de L&eacute;on Denis, ed. Arte e cultura.<br /> Em 19.07.2012.<br /> <br />

PARTIDA E CHEGADA
15 Ago 20184:40EP 996

PARTIDA E CHEGADA

<strong><span style=''font-size: small;''>&nbsp;Partida e chegada</span></strong><span style=''font-size: small;''><br /> <br /> <br /> O texto de hoje, &eacute; a vis&atilde;o religiosa deste autor.Mas, sem a pretens&atilde;o de fazer com que o ouvinte compartilhe dela.E sim, de refletir dessa grande possibilidade, da qual acreditamos sem a menor duvida. <br /> Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espet&aacute;culo de beleza rara.<br /> O barco, impulsionado pela for&ccedil;a dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor. <br /> N&atilde;o demora muito e s&oacute; podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o c&eacute;u se encontram. <br /> Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamar&aacute;: J&aacute; se foi.<br /> Ter&aacute; sumido? Evaporado? <br /> N&atilde;o, certamente. Apenas o perdemos de vista.<br /> O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava pr&oacute;ximo de n&oacute;s.<br /> Continua t&atilde;o capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.<br /> O veleiro n&atilde;o evaporou, apenas n&atilde;o o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.<br /> E talvez, no exato instante em que algu&eacute;m diz: J&aacute; se foi, haver&aacute; outras vozes, mais al&eacute;m, a afirmar: L&aacute; vem o veleiro.<br /> Assim &eacute; a morte.<br /> Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro e o vemos sumir na linha que separa o vis&iacute;vel do invis&iacute;vel dizemos: J&aacute; se foi.<br /> Ter&aacute; sumido? Evaporado? <br /> N&atilde;o, certamente. Apenas o perdemos de vista.<br /> O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental n&atilde;o se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.<br /> Conserva o mesmo afeto que nutria por n&oacute;s. Nada se perde, a n&atilde;o ser o corpo f&iacute;sico de que n&atilde;o mais necessita no outro lado.<br /> E &eacute; assim que, no mesmo instante em que dizemos: J&aacute; se foi, no mais Al&eacute;m, outro algu&eacute;m dir&aacute; feliz: J&aacute; est&aacute; chegando.<br /> Chegou ao destino levando consigo as aquisi&ccedil;&otilde;es feitas durante a viagem terrena.<br /> A vida jamais se interrompe nem oferece mudan&ccedil;as espetaculares, pois a natureza n&atilde;o d&aacute; saltos.<br /> Cada um leva sua carga de v&iacute;cios e virtudes, de afetos e desafetos, at&eacute; que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecess&aacute;rio.<br /> A vida &eacute; feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.<br /> Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros &eacute; a chegada.<br /> Um dia partimos do mundo espiritual na dire&ccedil;&atilde;o do mundo f&iacute;sico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da Imortalidade que somos todos n&oacute;s.<br /> Tec.:Troca o BG.<br /> * * *<br /> Victor Hugo, poeta e romancista franc&ecirc;s, que viveu no S&eacute;culo XIX, falou da vida e da morte dizendo:<br /> A cada vez que morremos ganhamos mais vida. As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhante.<br /> Eu sou uma alma. Sei bem que vou entregar &agrave; sepultura aquilo que n&atilde;o sou.<br /> Quando eu descer &agrave; sepultura, poderei dizer, como tantos: Meu dia de trabalho acabou. Mas n&atilde;o posso dizer: minha vida acabou.<br /> Meu dia de trabalho se iniciar&aacute; de novo na manh&atilde; seguinte. <br /> O t&uacute;mulo n&atilde;o &eacute; um beco sem sa&iacute;da, &eacute; uma passagem. Fecha-se ao crep&uacute;sculo e a aurora vem abri-lo novamente.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto da FEP, com pensamentos finais de <br /> Victor Marie Hugo, do livro A reencarna&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dos<br /> s&eacute;culos, de Nair Lacerda, ed. Pensamento.<br /> Em 09.08.2012</span><br />

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE
13 Ago 20184:11EP 995

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE

<strong>CONTEMPLA&Ccedil;&Atilde;O DO EXCELENTE</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Atravessamos na Terra, fase de dificuldades sem conta, nas &aacute;reas de cultura geral.<br /> Desconhece-se a estrutura da pr&oacute;pria linguagem que se fala. Usam-se g&iacute;rias ou express&otilde;es chulas que denunciam a pobreza dos falantes relativamente &agrave; forma&ccedil;&atilde;o cultural.<br /> Ignoram-se os fatos hist&oacute;ricos que envolvem a sociedade em que se vive.<br /> Espalham-se infames zombarias, inventam-se lendas sem beleza e sem sentido, refletindo a pouca madureza social.<br /> N&atilde;o se cogita de penetrar as raz&otilde;es desse ou daquele monumento, sentindo-se, tantos, impulsionados pelo instinto destruidor e v&acirc;ndalo, que, incapazes de compreender, por descaso, preferem pichar, destro&ccedil;ar ou poluir de modo dr&aacute;stico, o que encontram pela frente.<br /> O gosto pelas Bibliotecas, pelas salas de arte, por Museus, por Teatros e pela literatura excelente de todos os tempos, tudo tem ficado na retaguarda das prefer&ecirc;ncias.<br /> Os desportos nobres e educativos ainda contam com poucos adeptos.<br /> Temos, ao rev&eacute;s, um quadro enorme dos que procuram os exerc&iacute;cios desportivos excitantes e violentos, que pouco ou nada acrescentam no &acirc;mbito das conquistas do Esp&iacute;rito.<br /> Encontram-se, com maior frequ&ecirc;ncia, muitos que se ajustam a espet&aacute;culos pornogr&aacute;ficos, do palco ou da tela, em franco deboche &agrave; sensibilizante arte.<br /> * * *<br /> Diante de tudo isso, precisamos com urg&ecirc;ncia de educa&ccedil;&atilde;o e de boas refer&ecirc;ncias.<br /> O bom gosto se forma pela contempla&ccedil;&atilde;o do excelente e n&atilde;o do sofr&iacute;vel, dizia Goethe, compreendendo com perfei&ccedil;&atilde;o a constru&ccedil;&atilde;o do aprendizado na alma humana.<br /> Cabe aos pais e aos educadores mostrarem o excelente, preencher os educandos de boas refer&ecirc;ncias desde cedo, se desejarem desenvolver neles uma cultura rica e &uacute;til.<br /> As crian&ccedil;as, os jovens, precisam estar mergulhados num caldo cultural que favore&ccedil;a o desenvolvimento de uma massa cr&iacute;tica, que proporcione a contempla&ccedil;&atilde;o do belo, que os ensine a pensar e a sentir.<br /> As grandes m&iacute;dias est&atilde;o repletas de um verdadeiro lixo cultural, se podemos chamar assim, porque n&oacute;s, a grande maioria, consumimos isso.<br /> Ali&aacute;s, a palavra consumo &eacute; uma das preferidas nos tempos atuais, inclusive invadindo &aacute;reas em que n&atilde;o h&aacute; como se conjugar o verbo consumir, na ess&ecirc;ncia, pois o que n&atilde;o &eacute; material, o que n&atilde;o &eacute; tang&iacute;vel, n&atilde;o se consome.<br /> Na verdadeira arte nada se consome. A arte se contempla, se admira. Ela alimenta a todos quando &eacute; instrumento do belo e do bem e nunca se acaba, pois o que se consome, se finda.<br /> Podemos consumir um CD, um arquivo de MP3, mas nunca uma bela m&uacute;sica.<br /> &Eacute; tempo de retirar as cascas e m&aacute;scaras que criamos atrav&eacute;s de nossos v&iacute;cios morais, e nos permitir enxergar tudo como realmente &eacute;.<br /> O que verdadeiramente importa para mim? N&atilde;o sou um consumidor, sou um ser, e estou aqui para crescer moral e intelectualmente.<br /> Quero aprender com quem j&aacute; esteve aqui, com a Hist&oacute;ria do meu povo, com os grandes, com os mission&aacute;rios, com aqueles que deram a vida para que hoje tivesse o conforto de que desfruto.<br /> Estou aqui para me tornar mais s&aacute;bio, n&atilde;o o s&aacute;bio de Biblioteca apenas, mas o que tem condi&ccedil;&otilde;es de aplicar em sua vida tudo aquilo que aprende, que faz de seu conhecimento uma mola propulsora para que possa amar mais e melhor.<br /> Cultura e amor. Eis o que precisamos com urg&ecirc;ncia.<br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Juventude e cultura, <br /> do livro C&acirc;ntico da juventude, pelo Esp&iacute;rito Ivan de Albuquerque, <br /> psicografia de Jos&eacute; Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> Em 31.3.2015</span></em></div>

GRANDEZA DA RENÚNCIA
11 Ago 20184:27EP 994

GRANDEZA DA RENÚNCIA

<strong>&nbsp;Grandeza da ren&uacute;ncia</strong><br /> <br /> Alberto D&uuml;rer, o excelente pintor alem&atilde;o, antes de ser famoso, necessitando estudar, combinou com um jovem amigo, igualmente artista, sobre a necessidade de procurarem um n&uacute;cleo de maior cultura.<br /> Mudariam de cidade para que ambos pudessem aprimorar seu estilo.<br /> Porque n&atilde;o dispusessem de um mecenas, ou seja, um financiador ou padrinho que os ajudasse, estabeleceram um plano: um trabalharia como lavador de pratos, enquanto o outro iria estudar pintura.<br /> Assim, com a venda dos primeiros quadros, o que trabalhava passaria tamb&eacute;m a estudar.<br /> Chegando ao local pretendido, Alberto afirmou: Eu me dedicarei ao trabalho de lavar pratos. Contudo, o companheiro respondeu: N&atilde;o. Eu sou mais velho e j&aacute; tenho emprego no restaurante.<br /> Dessa forma, gra&ccedil;as &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do amigo, D&uuml;rer come&ccedil;ou a estudar e a pintar.<br /> Depois de um tempo, Alberto reunira uma soma que permitiria que o companheiro estudasse. Ele deixou o trabalho no restaurante e se dirigiu &agrave; escola.<br /> Percebeu, por&eacute;m, que a atividade rude lhe destru&iacute;ra a sensibilidade t&aacute;ctil, desequilibrara o ritmo motor.Deu-se conta de que nunca atingiria a genialidade, ainda mais, descobrindo a qualidade superior de D&uuml;rer.<br /> Dotado de sentimentos nobres, renunciou &agrave; carreira e retornou ao trabalho de lavador de pratos.<br /> Numa noite em que D&uuml;rer voltou ao est&uacute;dio, ao abrir silenciosamente a porta, estacou na sombra, vendo pela claraboia do teto o reflexo do luar que adentrava pelo c&ocirc;modo.<br /> A luz alumiava duas m&atilde;os postas em atitude de prece.<br /> Era o amigo, ajoelhado, que rogava b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os para o companheiro triunfar na pintura.<br /> O artista, comovido ante a cena, imortalizou-a numa pequena tela, que passou &agrave; posteridade como Estudo para as m&atilde;os de um Ap&oacute;stolo, para o altar de Heller, hoje na galeria Albertina, em Viena.<br /> * * *<br /> E n&oacute;s ouvintes, ser&aacute; que somos capazes de viver tal grau de ren&uacute;ncia?<br /> Em dias em que a competi&ccedil;&atilde;o nos desespera e afoga, exigindo que sejamos sempre melhores do que os outros, sen&atilde;o n&atilde;o somos ningu&eacute;m &ndash; ser&aacute; que j&aacute; descobrimos o caminho seguro da ren&uacute;ncia?<br /> A ren&uacute;ncia &eacute; a emo&ccedil;&atilde;o dos Esp&iacute;ritos superiores transformada em b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os pelo caminho dos homens.<br /> Quem renuncia estabelece, para o pr&oacute;ximo, a diretriz do futuro em clima de paz.<br /> A ren&uacute;ncia &eacute; melhor para quem a oferta.<br /> Poder ceder, quando &eacute; f&aacute;cil disputar; reconhecer o valor de outrem, quando se lhe est&aacute; ao lado, ensejando-lhe oportunidade de crescimento; ajudar sem competir, s&atilde;o express&otilde;es elevadas da ren&uacute;ncia que d&aacute; &agrave; vida um sentido de significativa grandeza.<br /> Felizes aqueles que hoje cedem para amanh&atilde; receber; os que agora doam para mais tarde enriquecer-se; os que compreendem que a verdadeira felicidade consiste em ajudar e passar, sem impor nem tomar.<br /> Quem renuncia, enfloresce a alma de paz, granjeando a gratid&atilde;o da vida pelo que recebe.<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 8, do livro Receitas de paz, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal<br /> Em 04.10.2012.</em></div>

A MELODIA DO AMOR
10 Ago 20184:50EP 993

A MELODIA DO AMOR

<strong>&nbsp;A MELODIA DO AMOR</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Ataques terroristas, independente de onde sejam realizados, s&atilde;o viol&ecirc;ncias contra a Humanidade inteira.<br /> Assombro, destrui&ccedil;&atilde;o, medo. Amea&ccedil;as invis&iacute;veis que levam para longe a pouca paz de que dispomos, instaurando um reinado de inseguran&ccedil;a.<br /> Representam o que h&aacute; de mais triste e baixo no ser humano. &Eacute; o mal representado em a&ccedil;&otilde;es, o mal que ainda encontra guarida em tantas almas no globo.<br /> Ao longo dos tempos, tentamos combater o mal com outro mal maior. Vimos que n&atilde;o deu certo. A dor s&oacute; aumentou.<br /> Vestimos a vingan&ccedil;a de justi&ccedil;a e sa&iacute;mos por a&iacute; como loucos, cheios de justificativas, tentando aplacar nossa sede de paz, de amor, repletos de &oacute;dio no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Ainda hoje, tanto no plano material, como no mundo espiritual, grande quantidade de Esp&iacute;ritos se enraiza na raiva, na indigna&ccedil;&atilde;o e na m&aacute;goa, acreditando ser o revide a solu&ccedil;&atilde;o que ir&aacute; lhes acalmar o &iacute;ntimo desequilibrado.<br /> N&atilde;o... Esse n&atilde;o pode ser o &uacute;nico caminho.<br /> Causar dor ao outro nos traz paz? Anula ou faz desaparecer o que nos fizeram? Acalma o cora&ccedil;&atilde;o desesperado?<br /> Ser&aacute; que s&eacute;culos e s&eacute;culos de sofrimento n&atilde;o nos fizeram enxergar a verdade ainda?<br /> Os que tentaram nos dar as respostas foram calados de s&uacute;bito. Ouvir falar em perd&atilde;o, compreens&atilde;o e bem, quando estamos feridos, chega a ser ofensivo. Escondemo-nos da verdade.<br /> A verdade pode ser dif&iacute;cil num primeiro instante. Lutar contra nossos &iacute;mpetos e tend&ecirc;ncias milenares exige esfor&ccedil;o fora do comum.<br /> Por&eacute;m, compensa, tenhamos certeza. A verdade liberta.<br /> Ela sempre esteve ao nosso alcance. O caminho alternativo sempre esteve em nossas rotas, nos chamando.<br /> A outra face. A outra face...<br /> A face do amor frente ao &oacute;dio. A face dos bra&ccedil;os abertos que aceitam, frente &agrave; intoler&acirc;ncia que repudia. A face da caridade que constr&oacute;i frente &agrave;s bombas que despeda&ccedil;am.<br /> A outra face. N&atilde;o a face da indiferen&ccedil;a, mas a da a&ccedil;&atilde;o inteligente no bem, pois se o mal &eacute; ardiloso, perspicaz, sorrateiro, o bem &eacute; articulado, amoroso e vigilante.<br /> Assim, quando atacados, de que forma for, apresentemos uma face diferente daquela que nos atingiu. O &oacute;dio e a viol&ecirc;ncia podem persistir por um tempo, mas n&atilde;o resistem ao poder absoluto e superior do amor.<br /> Quando do terr&iacute;vel ataque sofrido pela cidade de Paris, em 2015, foram muitos que resolveram oferecer a face do amor.<br /> Um pianista an&ocirc;nimo ousou trazer seu piano de cauda para a rua, posicionou o instrumento em frente a um dos locais onde diversas pessoas haviam morrido, e tocou lindamente para todos que passavam.<br /> Ao som de Imagine, de John Lennon, l&aacute;grimas se misturavam a sorrisos atrav&eacute;s da arte. A m&uacute;sica, como ora&ccedil;&atilde;o e canto de esperan&ccedil;a, convidava todos a refletirem sobre seu futuro, sobre suas vidas e objetivos maiores.<br /> Nos dedos do pianista misterioso n&atilde;o havia &oacute;dio nem desejo de vingan&ccedil;a. Havia empatia para com a dor de seus conterr&acirc;neos e um profundo desejo de paz.<br /> Naquele lugar de tanta afli&ccedil;&atilde;o, ao som dos tiros e bombas, que ainda ecoavam cru&eacute;is pelas constru&ccedil;&otilde;es, misturava-se agora a melodia do amor.<br /> * * *<br /> Imagine todas as pessoas partilhando todo o mundo.<br /> Voc&ecirc; pode dizer que eu sou um sonhador, mas n&atilde;o sou o &uacute;nico.<br /> Espero que algum dia voc&ecirc; se junte a n&oacute;s.<br /> E o mundo viver&aacute; como um s&oacute;.<br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com cita&ccedil;&atilde;o de<br /> versos da m&uacute;sica Imagine, de John Lennon.<br /> Em 7.3.2016</span></em></div>

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