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PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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Onde vive nosso eu verdadeiro
30 Nov 20204:25EP 1566

Onde vive nosso eu verdadeiro

Onde vive nosso eu verdadeiro Tua vida, meu irmão, é uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das aparências que os homens chamam com teu nome. Se essa casa for escura ou vazia, não poderás iluminá-la com as lâmpadas de teu vizinho nem enchê-la com os seus bens. E se estiver no deserto, não a poderás transferir para um jardim plantado por outros, e se estiver no pico de uma montanha, não poderás baixá-la para um vale onde os caminhos foram abertos por outros pés. Nossas vidas interiores, meu irmão, são rodeadas pelo isolamento e a solidão. Sem eles, tu não serias tu e eu não seria eu. Sem eles, confundirias tua voz com a minha voz, e quando olhasses no espelho, não saberias se estavas vendo-te a ti mesmo ou a mim. * * * As palavras de Khalil Gibran calam fundo na alma... Não somos a imagem que vemos no espelho. Não somos as aparências. Nessa casa, afastada de todas as outras, vive nosso eu real, eu Espírito. E cada um deve iluminar a sua casa com suas próprias conquistas. As lâmpadas dos vizinhos nos seduzem, até nos inspiram, mas nossa iluminação precisa vir de dentro. Não adianta casar com alguém bom para viver a bondade. Não adianta receber um amor infinito para termos amor para sempre. Não adianta estarmos próximos a pessoas felizes para vivermos a felicidade. Os bens do outro são do outro. Podemos até usufruir deles, pela bondade divina, mas apenas como forma de motivação, para que tenhamos forças e exemplo para lograr os nossos próprios, ao nosso tempo. Se essa nossa casa estiver ainda no deserto, caberá a nós, apenas a nós, transformar a aridez em jardim florido. E todos os caminhos precisam ser abertos por nossos próprios pés... Somos individualidades. Não há um ser igual ao outro neste Universo. E dentro de cada individualidade há uma espécie de solidão, um lugar onde todos estamos sós. Solidão que machuca enquanto ainda somos mais sombra do que luz, mas que depois se harmoniza e se transforma em solitude – uma unidade saudável da criatura com o Criador, seja lá como você define ou imagina esse “Criador”. É reservado um plano especial no Universo para cada um de nós. Não há insignificância alguma no Cosmo, por menor que possamos nos imaginar. Acreditar-se pequeno, ou insignificante é, ainda, típico de quem não se encontrou em profundidade, de quem não conhece sua própria casa no Universo. Somos grandes, somos capazes, somos parte de um todo perfeito, por isso somos fadados à perfeição individual. * * * Quando a sombra de um desânimo qualquer desejar bater à porta de nossa casa, lembremos da grandiosidade do Universo e de que fazemos parte disso tudo. Lembremos de que somos importantes. Não permitamos que as distrações ou as vicissitudes da vida enfraqueçam nossas forças. Elas são parte do ensino apenas, do ensino desta grande escola chamada Terra. * * * Tua vida, meu irmão, é uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das aparências que os homens chamam com teu nome. Redação do Pense Nisso,com base em trecho do texto Isolamento e solidão, do livro Curiosidades belezas, de Khalil Gibran, ed. ACIGI.

DESUNIÃO E DIVERGÊNCIA
28 Nov 20204:30EP 1565

DESUNIÃO E DIVERGÊNCIA

<strong>&nbsp;Desunião e divergência</strong><br /> <br /> Depois das ultimas eleições no Brasil, tenho percebido que muitas pessoas, que antes eram amigas, hoje nem se falam, por conta das divergências políticas e religiosas. Essa é uma situação, em grande escala, que o mundo já provou ser maléfica.<br /> As grandes atrocidades cometidas pelo homem se inicia sempre desta forma: pelo nosso pretenso pragmatismo. Isto é, pela imposição das verdades de cada um. Sim, é correto e salutar, que nos posicionemos quanto a ideias e opiniões. Mas, sempre com bom senso e respeitando aos demais, que são contrários à elas. Sem fanatismo, intolerância e personalismo poderemos, com as nossas ideias, fomentar a paz e o progresso.<br /> Seria impossível a existência de um grupo humano, por menor que fosse, sem um pensamento discordante, sem uma opinião contrária a qualquer coisa. Entre dois amigos, como entre dois irmãos muito afins, pode haver divergência frontal ou inconciliável, em matéria política, religiosa, social... sem que haja qualquer &quot;arranhão&quot; na amizade. Discutam, discordam, assumam posições opostas, mas continuem unidos.<br /> Porque, o que todos nós queremos, é a paz e a prosperidade.<br /> Isso me lembra o discurso de &ldquo;O Grande Ditador&rdquo;, personificado por Charles Chaplin. Que diz assim:<br /> &ldquo;Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Queremos viver pela felicidade dos outros, não pela miséria dos outros. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.<br /> O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.<br /> A aviação e o rádio(e hoje a televisão e a internet) aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: &ldquo;Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo.<br /> Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!<br /> Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino está dentro do homem &ndash; não de um só homem ou grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder &ndash; o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto &ndash; em nome da democracia &ndash; usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.<br /> É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!&rdquo;<br /> Que essas palavras, proferidas pelo personagem inesquecível de Charles Chaplin, nos façam refletir ...pense nisso.<br /> &nbsp; <div><em>Redação do Pense Nisso. Com base<br /> no discurso de &ldquo;O Grande Ditador&rdquo; de Charles Chaplin.</em></div>

A VIDA EM TRANSFORMAÇÃO
27 Nov 20204:08EP 1564

A VIDA EM TRANSFORMAÇÃO

&nbsp;A VIDA EM TRABSFORMAÇÃO<br /> <br /> Há quem diga que a vida está perfeita e que não querem mudá-la em nada, ou então o oposto (dizendo que a vida é sempre insatisfatória). São pessoas que não aprenderam uma regra básica da vida, a qual se manifesta no médio e no longo prazo. É a constatação de que a vida sempre muda.<br /> <br /> Bom mesmo é experimentar a mudança com curiosidade, buscando aprender a interpretá-la, mesmo que nos cause dor ao invés de prazer. Afinal nenhuma mudança é permanente a ponto de estagnar e, justo por isso, não temos que nos lamentar por algum revés que se apresente a nós. Sempre há uma perspectiva nova.<br /> <br /> No entanto, já repararam que às vezes passamos longos períodos (dias, meses...) sonhando com pessoas que há muito tempo não vemos? Na verdade, às vezes até mesmo encontramos alguém fisicamente.<br /> <br /> Ao contrário do senso comum, o tempo é cíclico. Há um padrão triplo: sempre se busca algo, sempre se consolida alguma coisa, e sempre se desestabiliza o que se construiu. Só para se começar de novo.<br /> <br /> Ao invés de prosseguirmos em uma linha infinita do passado para o futuro, estamos na verdade dando uma volta e formando um círculo. Cada ponto da circunferência do círculo tem sua própria memória, seu próprios personagens (embora às vezes mudem os atores que os representam) e um enredo próprio.<br /> <br /> É como se vivêssemos histórias repetidamente, sem nos darmos conta. Há quem chame estas histórias de kharma, mas vou lhes contar um segredo. Podemos quebrar esse kharma se entendermos as histórias e mudarmos nosso papel nelas. Podemos, por exemplo, nos reconciliar com alguns de seus personagens. Podemos também mudar o padrão de nossas decisões para obter resultados diferentes. O resultado é que criamos outras histórias.<br /> <br /> No esoterismo e no ocultismo, usualmente refere-se ao tempo cíclico como a passagem de grandes eras. Só que o macrocosmo se assemelha ao microcosmo de forma que normalmente não se suspeita ser possível.<br /> Uma pequena mudança de estratégia e pode ficar mais fácil atingir um objetivo, alcançar uma meta, chegar a um resultado.<br /> Por vezes nós perdemos muito tempo em tentativas vãs e não nos damos conta de que uma pequena mudança bastaria para facilitar a nossa vida.<br /> Se você está sentindo que seus passos não estão lhe conduzindo numa direção segura, pare um instante.<br /> Reflita sobre onde quer chegar e, se for necessário, corrija a bússola da sua existência e siga em frente.<br /> * * *<br /> Quando você bate numa porta por muito tempo e ela se recusa a abrir, talvez esttá na de você buscar outra saída.<br /> Embora muitas situações nos pareçam fruto do acaso, não imaginemos que estamos à revelia das leis que regem o Universo do qual fazemos parte.<br /> Pense nisso e procure ouvir seguir essa sugestão para que faça uma pequena mudança na estratégia.<br /> E lembre-se: Se a porta na qual você está insistindo em bater não se abre, talvez seja o momento de buscar outra alternativa.<br /> <br /> <br /> Transforme sua vida.<br /> Pense nisso.

Ter sempre razão
26 Nov 20204:36EP 1563

Ter sempre razão

TER SEMPRE RAZÃO Quanto custa ter sempre razão? Em algum momento, paramos para analisar esta questão? Já pensamos quais são as consequências de sempre querer provar que estamos certos? É claro que defender um ponto de vista é corriqueiro. Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, é mesmo saudável. Trocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, são posturas naturais e comuns nas nossas relações cotidianas. Porém, quando essa atitude supera todas as barreiras, está sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a razão, qual o preço a ser pago? Quantas vezes nos aborrecemos com alguém pelo simples fato de querermos convencê-lo de que ele está errado em sua forma de pensar? Quem de nós não se pegou transformando uma discussão tranquila em um afrontamento pessoal? Ou ainda, quantas vezes não elevamos o tom da conversa, nos tornamos ríspidos no enfrentamento de ideias? Defendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade, conforme nossos valores, conceitos e capacidades. Quatro pessoas, cegas de nascença, ao serem colocadas junto a um elefante vão conseguir relatar o que puderem tocar do animal. Se não lhes derem a oportunidade de perceber as diferenças entre orelha, cauda, tromba, corpo, terão apenas uma ideia parcial. Não estarão erradas, apenas cada uma terá somente parte da razão. Muitas vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. Temos a nossa percepção, a nossa capacidade de análise. Não quer dizer que estejamos errados ou que não tenhamos razão em nossos argumentos. Porém não podemos esquecer de que o outro tem sua própria forma de ver, seus valores, suas ideias. Enfrentar-se nessas situações, será o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que, quase sempre, o que existe, de verdade, é o desejo de impor nosso raciocínio, nossa argumentação. Inúmeras vezes, em nome de desejarmos provar que a razão nos pertence, usamos nossa palavra como quem está numa batalha, não desejando nunca perder. Ter sempre razão às vezes custa o preço de uma amizade. Buscar impor aos outros nossos argumentos, repetidamente, pode ocasionar o desgaste da relação. Querer estar sempre certo, no campo das ideias e reflexões, pode causar fissuras nas relações familiares. Assim, antes de buscarmos ter razão, melhor buscarmos a preservação da harmonia. Antes de querermos ser vencedores em nossa argumentação, melhor que tenhamos paz de espírito. A verdade, mais dia, menos dia, se fará presente, duradoura, perene. Assim, mesmo quando toda a razão nos pertença, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias. Talvez, o melhor, em determinadas situações, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de validação para buscar compreender o próximo. Ao assim procedermos, poderemos entender o porquê dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas relações. Dessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e dissabores, pesos desnecessários ao nosso coração. Pensemos nisso. Redação do Pense Nisso.

Se não houver amanhã…
25 Nov 20203:05EP 1562

Se não houver amanhã…

Se não houver amanhã… Nos últimos dias, tenho andado bastante reflexivo. A rotina agitada nos faz perder muitos momentos especiais em família, e percebi que, mais que isso, tenho desperdiçado a oportunidade de conhecer realmente, quem eu mais amo. Eu que costumava deixar muitas coisas para amanhã, resolvi dizer, hoje, a minha esposa e filhos, o quanto todos são importantes pra mim. Cheguei a acordar nesta madrugada, com um grito na alma, que me indagava: Vai deixar pra depois? E se não houver amanhã? Então, decidi que preciso ser mais próximo, participar mais da vida de cada um deles. Quero ouvir as ideias da minha família com mais atenção, observar os gestos mais singelos, decorar o tom da voz de cada um, o jeito de andar, de correr. Eu quero saber qual é a comida preferida, a música que minha esposa e meus filhos mais gostam, a cor predileta… ah, quanto tempo eu perdi até agora! Hoje tenho no coração o desejo de descobrir seus sonhos mais secretos e tentar realizá-los. Se não houver amanhã... que cada um de nós leve na lembrança os momentos gostosos em que desfrutamos um da presença do outro; Hoje eu quero fazer uma prece e ensinar a minha família o poder da oração e a necessidade de cuidarmos também do nosso espiritual; Eu quero que minha família me conheça melhor também. Eu vou dizer mais “por favor”, “obrigado”, “me desculpa”, e “me perdoe”, se for necessário. Estou disposto a me esvaziar do orgulho e da indiferença que , por muito tempo, fez parte da minha vida. Eu costumava deixar as palavras gentis para dizer no dia seguinte, carinhos para fazer amanhã, a atenção para oferecer depois, mas o amanhã talvez não nos encontre juntos. Hoje eu preciso dizer o quanto minha família é importante para mim. Amanhã o sol será o mesmo mensageiro da luz mas as circunstâncias, pessoas e coisas, poderão estar diferentes. Hoje significa o nosso momento de agir, semear, investir suas possibilidades afetivas em favor daqueles que convivem conosco; Hoje é o melhor momento para ficar perto de quem a gente mais ama. Pense Nisso, mas… Pense agora! Pense Nisso baseado em trechos do livro Momento Espírita, Volume 3.

Indagações
24 Nov 20203:42EP 1561

Indagações

INDAGAÇÕES Você acredita na vitória do bem, sem que nos disponhamos a trabalhar para isso? Admite você a sua capacidade de errar a fim de aprender ou, acaso, se julga infalível? Se estamos positivamente ao lado do bem, que estamos aguardando para cooperar em benefício dos outros? Nas horas de crise você se coloca no lugar da pessoa em dificuldade? E se a criatura enganada pela sombra fosse um de nós? Se você diz que não perdoa a quem lhe ofende, porventura crê que amanhã não precisará do perdão de alguém? Você está ajudando a extinguir os males do caminho ou está agravando esses males com atitudes ou palavras inoportunas? Irritação ou amargura, algum dia, terão rendido paz ou felicidade para você? Que mais lhe atrai na convivência com o próximo: a carranca negativa ou o sorriso de animação? Que importa o julgamento menos feliz dos outros a seu respeito, se você traz a consciência tranquila? É possível que determinados companheiros nos incomodem presentemente, no entanto, será que temos vivido, até agora, sem incomodar a ninguém? Você acredita que alguém pode achar a felicidade admitindo-se infeliz? * * * É necessário refletir diariamente sobre o que queremos para nossa vida realmente. É necessário pensar diariamente sobre o Universo e suas leis perfeitas, colocando-nos no lugar certo, na hora certa, ao lado das pessoas que precisam de nós. Olhemos ao nosso redor: tudo está onde deveria estar. E nós? Como estamos? Conseguimos perceber isso? Conseguimos extrair disso forças para enfrentar os desafios? Conseguimos entender que tudo é um grande processo de aprendizado? Não somos um acidente de percurso, como pode até nos ter sido dito, mencionando uma possível gravidez inesperada. Assim, não gastemos nosso tempo com futilidades. Não nos afastemos dos caminhos que nos levam adiante. Não abdiquemos das oportunidades que a vida nos dá para entender melhor as questões importantes para nosso desenvolvimento. Pensemos antes de agir. Repensemos antes de reagir. Peçamos ajuda antes de tomar decisões importantes. Indaguemo-nos. Autoconheçamo-nos. Não aceitemos verdades sem antes uma análise minuciosa. As respostas sempre virão para os que realmente estamos interessados em nos melhorarmos; para os que não pensamos apenas em nós mesmos, egoisticamente; para aqueles que vivemos o amor e queremos aprender mais sobre ele. Redação do Pense Nisso, com base no cap. 35, drancisco Cândido Xavier, ed. Comunhão Espírita Cristã. Em 01.o livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de F4.

O zelador da fonte
23 Nov 20204:49EP 1560

O zelador da fonte

O zelador da fonte Conta uma lenda austríaca que, em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo Conselho Municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade. O cavalheiro, com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos. Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. Rodas d'água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite.As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária. Os anos foram passando. Certo dia, o Conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente. Um dos membros do Conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte. De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade. E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma. Seu discurso a todos convenceu. O Conselho Municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte, de imediato. Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d'água começaram a girar lentamente, depois pararam. Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado. O Conselho Municipal tornou a se reunir, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido. Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte. Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas d'água voltaram a funcionar. Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso. * * * Assim como o Conselho da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados servidores. Aqueles que se desdobram, todos os dias, para que o pão chegue à nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas; os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos. Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa. Servidores anônimos. Quase sempre passamos por eles sem vê-los. Mas, sem seu trabalho, o nosso não poderia ser realizado ou a vida seria inviável. O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável. Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá. Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para ser felizes! Pensemos nisso! Redação do Pense Nisso, com base no cap. O zelador da fonte, de Charles R. Swindoll, do livro Histórias para o coração, de Alice Gray, ed. United Press.

Tia Doce
21 Nov 20204:45EP 1559

Tia Doce

Tia Doce Ela era uma senhora muito compenetrada de suas obrigações familiares. Seu marido trabalhava em uma fábrica e ela cuidava com esmero dos tesouros que Deus lhes dera: duas filhas. Nos finais de semana, costumavam passear juntos, pelos campos, jardins, observando os pequenos animais e as flores coloridas, que chamavam a atenção das pequenas. Porém, o rumo daquela família foi alterado pela partida do marido e pai, em um acidente. Adaptações, acertos, mudanças foram sendo vencidas, com paciência e coragem. Mãe e filhas mudaram sua residência para um bairro mais simples, numa casa menor, onde o aluguel era mais condizente com a situação delas. A pensão deixada pelo marido mal dava para os gastos mais urgentes. Era preciso ser criativa, ter disposição para inovar. Então, a viúva decidiu fazer bolos e doces para vender. No início, foi um grande desafio a conquista dos clientes. Mas, a propaganda boca a boca foi de muita ajuda. Com o tempo ela ficou conhecida, no bairro, pela delícia de seus quitutes. Não vencia as numerosas encomendas. Certo dia, ficou sabendo de um abrigo de crianças, que esperavam por adoção, situado próximo de onde moravam e decidiu ir visitá-lo, com as filhas. Apaixonou-se por aqueles pequenos e, fez uma autopromessa: levaria bolos e doces todos os domingos. E assim passou a fazer. Eram momentos felizes para o trio familiar. Quando chegavam ao portão do abrigo, as crianças corriam a gritar: Olha a Tia Doce... Passados alguns meses, Tia Doce resolveu adotar um dos meninos, que lhe tocara, profundamente, o coração. Rolaram os anos. As meninas se transformaram em adultas responsáveis e assumiram o trabalho iniciado pela mãe. O garoto resolveu estudar administração de empresas em uma faculdade pública. Formado, ele propôs à mãe e irmãs abrirem uma confeitaria, com o especial nome de Confeitaria “Tia Doce”. O tempo continuou a somar meses e anos. Tia Doce, um dia, partiu serena, certa de ter muito bem orientado os filhos. * * * Algumas pessoas, ainda hoje, comentam a generosidade dessa mulher, que levava bolos e doces para as crianças, no abrigo... O exemplo dela contagiou a muitos que, não somente a buscaram imitar, quanto também se interessaram pela adoção de crianças. Não são necessárias grandes posses materiais para se deixar marcas de vida exemplar na Terra. A simplicidade também deixa grandes exemplos. A felicidade que, muitas vezes, buscamos além, nasce das pequenas atitudes generosas que tomamos frente às realidades que aqui vivemos. Nas oportunidades que a vida nos apresenta, podemos optar por deixar sinais de amor e sabedoria, como benditas sementes que, um dia, germinarão. Não são poucos os que, vencendo com galhardia seus problemas, fazem de suas vidas exemplos a serem seguidos. Vivamos com alegria e disposição, e as situações que se nos apresentarem serão vencidas, mostrando a todos quanto é bom ser bom. O bem que se faz com o coração é perene na alma dos que o recebem. Igualmente, excelente contágio para espíritos sensíveis. Redação do Pense Nisso

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