DESUNIÃO E DIVERGÊNCIA

PENSE NISSO · EP 1565

DESUNIÃO E DIVERGÊNCIA

28 Nov 2020 · DURAÇÃO 4:30
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<strong>&nbsp;Desunião e divergência</strong><br /> <br /> Depois das ultimas eleições no Brasil, tenho percebido que muitas pessoas, que antes eram amigas, hoje nem se falam, por conta das divergências políticas e religiosas. Essa é uma situação, em grande escala, que o mundo já provou ser maléfica.<br /> As grandes atrocidades cometidas pelo homem se inicia sempre desta forma: pelo nosso pretenso pragmatismo. Isto é, pela imposição das verdades de cada um. Sim, é correto e salutar, que nos posicionemos quanto a ideias e opiniões. Mas, sempre com bom senso e respeitando aos demais, que são contrários à elas. Sem fanatismo, intolerância e personalismo poderemos, com as nossas ideias, fomentar a paz e o progresso.<br /> Seria impossível a existência de um grupo humano, por menor que fosse, sem um pensamento discordante, sem uma opinião contrária a qualquer coisa. Entre dois amigos, como entre dois irmãos muito afins, pode haver divergência frontal ou inconciliável, em matéria política, religiosa, social... sem que haja qualquer &quot;arranhão&quot; na amizade. Discutam, discordam, assumam posições opostas, mas continuem unidos.<br /> Porque, o que todos nós queremos, é a paz e a prosperidade.<br /> Isso me lembra o discurso de &ldquo;O Grande Ditador&rdquo;, personificado por Charles Chaplin. Que diz assim:<br /> &ldquo;Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Queremos viver pela felicidade dos outros, não pela miséria dos outros. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.<br /> O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.<br /> A aviação e o rádio(e hoje a televisão e a internet) aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: &ldquo;Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo.<br /> Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!<br /> Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino está dentro do homem &ndash; não de um só homem ou grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder &ndash; o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto &ndash; em nome da democracia &ndash; usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.<br /> É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!&rdquo;<br /> Que essas palavras, proferidas pelo personagem inesquecível de Charles Chaplin, nos façam refletir ...pense nisso.<br /> &nbsp; <div><em>Redação do Pense Nisso. Com base<br /> no discurso de &ldquo;O Grande Ditador&rdquo; de Charles Chaplin.</em></div>

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