
SERVOS E ANJOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

PODCAST · 3042 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca. O título do Pense Nisso de hoje foi transcrito da frase proferida pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, conhecido como o filósofo da afirmação da vida. Nos tempos atuais, tempos de vidas líquidas, onde tudo é descartável, as pessoas se agarram cada vez mais na solidão. E tem na solidão como estilo de vida positivo. Dia desses, numa enquete feita por um programa radiofônico, fora feita a seguinte pergunta. Você acha que é possível ser feliz vivendo sozinho? Pelas respostas, percebemos que a solidão nos dias de hoje seja mais atraente do que imaginamos. Pessoas diziam que, com tanta gente fútil que nos cerca, solidão está mais para um remédio. Haviam aqueles que opinavam. Dizendo que a solidão é luxo nos dias atuais. Muitos afirmavam que preferem a solidão como um modo de se protegerem da infâmia do politicamente correto. Onde você corre o risco de ser processado por dizer oi? E arrematam, é melhor viver num casulo do que ter uma dor de cabeça explicando o inexplicável. O que fica claro diante dessas afirmações é que a solidão se tornou uma amiga protetora para nossa sociedade onde tudo é tão líquido que vê no relacionamento interpessoal como um problema que somente a solidão resolve. Em suma, estamos nos tornando misantropos, isto é, vivemos com desconfianças da sociedade da qual fazemos parte. Existe em nós o dilema do porco-espinho criado pelo filósofo Arthur Chopin Hauer, dos porcos espinhos. Quando sentimos frio, nos aproximamos, por necessidade das pessoas. Mas ao fazermos isso, espetamos e somos espetados pelos espinhos. E assim, vivemos essa tensão. Eu quero calor, eu quero proximidade com outras pessoas, mas essas pessoas têm ideias diferentes, gostos diferentes, opiniões dissonantes das minhas. Essas pessoas têm espinhos e, desta forma, nos afastamos para, logo mais, sentirmos a necessidade de nos aquecer de novo. Aqui fica a lição de que devemos viver em comunhão, mas sem ocupar o espaço sagrado de cada um. Sim, isso é a arte que poucos dominam. É por isso que, em nossos dias, as redes sociais fazem tanto sucesso. Ela te aproxima das pessoas, mas sem que fiquem tão próximas a ponto de te espetarem com seus espinhos. Então, com o smartphone nas mãos eu controlo as distâncias. Com o celular resolvemos o dilema do porco-espinho. Ele aproxima, mas sem o risco de ser espetado. E por outro lado, eu consigo um certo calor humano. Tépido, tênue, mas com algum calor. E ao mesmo tempo, mantenho a minha solidão controlada. Não venha roubar minha solidão se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca. Ofertamos então aquelas coisas, entre aspas, antiquadas. Como por exemplo, as visitas entre amigos com os intermináveis bate-papos que hoje se extinguiram. Graças a dispositivos tecnológicos que permitem contatos na nossa aldeia global sem sair da frente de um visor.<br /> Cultivar amizades, distribuir afagos, buscar companheiro para entretenimento sadio, aplaudir um teatro, sair com colegas de trabalho para uma tarde de laser junto a natureza, são atos a que todos podemos nos propor, aprendamos a desfrutar da companhia um do outro, mesmo que de vez em quando, haja alguns espinhos, isso faz parte de uma relação menos líquida, no contato humano é que burlamos experiências e sentimentos, aprendemos a disciplina do próprio proceder, portanto, vamos viver uma vida, menos líquida e parar de solicitar que a solidão seja sólida. Pense nisso, mas pense agora.

<br /> <br /> Existem situações nas quais passamos no dia a dia capazes de nos fazer refletir, o que demonstramos com nossa atitudes, o que as pessoas observa em nós, e o que percebemos nelas. Clara mora em uma cidade grande no Brasil, com milhões de pessoas que dividem o espaço em movimentadas ruas, todos os dias na hora do almoço ela anda 6 quadra até o restaurante que costuma frequentar, nesse trajeto até a poucos meses, havia semáforos para pedestres em apenas uma das esquinas que cruzava, a pouco meses viu com alegria a instalação de novos semáforos para pedestres em todas as esquinas daquele trajeto. Mas, os sinais de transito não era percebido pela maior parte da pessoas que por ali circulava, ela pensava, é só uma questão de tempo, logo todos vão prestar atenção. Várias semanas depois, Clara percebeu que as pessoas em sua maioria, desrespeitavam os sinais luminosos, e continuavam a cruzar a rua sem segurança. Chegou a observar uma jovem com um bebê no colo, cruzar a rua quando o sinal estava vermelho para os pedestres e quase foi atropelada. Dia desses Clara resolveu contar o tempo que levaria a mais para chegar no restaurante se tivesse que esperar todos os sinais fecharem e abrirem a conclusão foi surpreendente, apenas um minuto e vinte segundos, e por tão pouco as pessoas arriscavam tanto, ela pensou em escrever para o departamento responsável do trânsito e solicitar uma campanha de educação aos pedestres, mas logo pensou: O cidadão também deve fazer a sua parte. Ela continuou a esperar pacientemente a vez de cruzar a rua, mesmo sendo muitas vezes a única pessoa a respeitar o sinal. Muito se fala em cidadania, é quando o cidadão possui e exerce o direito civis e político de um estado. Falar em direito é sempre agradável para qualquer individuo, e sem duvida alguma, todos devemos lutar por eles, para viver dignamente, mas morando em comunidades, devemos sempre estar atento aos nossos deveres, pois se cada um buscar apenas os direitos a vida em sociedade será um caos, em um país, todos estão sujeitos a Constituição que é a carta que dita deveres e direitos a todos os cidadãos. Temos sim, portanto, deveremos para com o próximo, e o próximo é nosso familiar, nosso amigo, nosso colega de trabalho, nosso vizinho, e você como você age no seu dia-a-dia, como aqueles que só pensam nos seus direitos ou como quem mostra a evolução moral de conhecer e cumprir seus deveres, como você se comporta diariamente? reflita com carinho e você concluirá que devemos melhorar a cada dia, aprendendo a respeitar as leis, a respeitar o próximo e a fazer a nossa parte mesmo que aqueles com que convivemos ainda não o façam. Pense Nisso, mas pense agora.

Em uma floresta havia um monge que era capaz de prever o futuro. Muitas pessoas o procuravam para ouvir suas previsões. Eram tantas pessoas que o procuravam que ele resolveu passar a viver escondida em uma caverna para assim poder meditar e não precisar atender tanta gente. Os anos se passaram. Dois amigos se perderam na floresta e foram parar na caverna onde o monge vivia. Ele os recebeu, os alimentou e abrigou para passarem a noite. Eles lembraram do monge, pois ele era muito famoso naquele lugar. Então, resolveram pedir para que ele lhes revelasse o futuro. O monge meditou por uns momentos e então previu que um dos amigos. Em um ano seria o rei daquele lugar e para o outro amigo ele previu que em um ano seria assassinado. No dia seguinte bem cedo os dois foram embora. Um dos amigos estava feliz e o outro desesperado. O amigo que iria virar o rei começou a se tornar uma pessoa arrogante e responsável. Certo de que quando se tornasse rei teria poder ilimitado sobre todos. Já o amigo que iria morrer começou a repensar a sua vida. Decidiu ser a melhor pessoa que pudesse ser para deixar uma boa lembrança aos seus amigos e familiares. Um ano se passou e os dois se encontraram e decidiram fazer um passeio pela floresta. Enquanto andavam o amigo que se tornaria rei tropeçou em um vaso e quando pegou viu que ele estava cheio de ouro. Ele ficou feliz começou a cantar e. Dançar, já sentindo que sua sorte estava por começar. Sua empolgação chamou a atenção de um bandido que passava por aquele lugar. O bandido tentou assaltá-lo, e o amigo tentou defendê-lo, mas acabou levando uma facada no ombro. O bandido acabou fugindo, e os dois voltaram para a cidade onde viviam. Meses se passaram, e um deles não se tornou rei, e o outro não foi assassinado. Então, resolveram voltar até o monge para saber o que tinha acontecido. O monge meditou e falou para o homem que seria rei, suas ações arrogantes e irresponsáveis fizeram seu destino mudar, e sua sorte foi reduzida a um pote de ouro. Para o outro homem, o monge falou, suas ações bondosas fizeram seu destino mudar, e o seu assassinato foi reduzido a uma facada no ombro. O nosso destino foi reduzido a uma facada no ombro. O destino muda conforme nossas ações, não se prendam a previsões e sim tentem ser as melhores pessoas que puderem e todo seu destino será favorável. Essa história ilustra uma lição poderosa sobre como nossas ações moldam o nosso destino. A certeza do futuro não está apenas nas mãos de quem prevê, mas principalmente em como escolhemos agir no presente. Enquanto um dos amigos se deixou consumir pela arrogância e pela certeza de um destino glorioso, o outro usou a perspectiva de um fim iminente para viver com espera e propósito. No final, o verdadeiro poder sobre nosso destino reside em nossas próprias escolhas e atitudes. Pense nisso, mas pense agora.

Certo dia, li uma poesia, cujo verso se referia a uma hipótese de um ser humano ser Deus por uma semana, se eu fosse Deus, escreveu o poeta, um minuto seria suficiente para tomar uma decisão, na qualidade de Deus chamaria meu anjo secretário e ditaria um artigo da minha lei. <br /> Artigo 1° - A partir deste instante, fica abolido o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância, a guerra e a morte.<br /> Certamente muito de nós, como o poeta, faríamos a mesma determinação, eliminando para sempre a miséria, o desamor, a injustiça, a ignorância, a guerra e a morte. Mas, se observamos bem, veremos que deus que é a inteligência suprema do Universo, já decretou isso nas suas soberanias, as leis, é só questão de tempo e obediência para que essa situação se torne realidade. Isso porque o criador que é a sabedoria suprema não pode violentar o livre arbítrio de seus filhos, impondo uma perfeição que ainda estamos longes de alcançar. Se Deus nos tivesse criado perfeitos, nenhum mérito teríamos para gozar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o merecimento sem a luta? Além disso, a desigualdade existente entre as criaturas é necessárias as suas personalidades, tudo isso colaborando com a harmonia do Universo. Cada um dos seres humanos é único e tem suas próprias qualidades, por isso mesmo, cada um de nós temos missões diferentes sobre a terra, conforme os graus de evolução em que nos encontramos, somente cabe a nós fazermos a parte que um dia a terra seja um planeta ideal onde reinem a paz e a felicidade. Todos fomos criados simples e sem nenhum conhecimento mas todos temos como destino final a perfeição, só depende da nossa vontade e os nossos posicionamentos e nessa vontade também inclui a busca das verdades que regem a vida, ou seja as leis divinas. A miséria, o desamor, a injustiça, as doenças, a ignorância e a guerra, são problemas criados por nós mesmos, portanto, não precisamos ser Deus para abolir todas as misérias que nos causam dor e sofrimentos, basta que queiramos, que nos empenhemos para isso, que estabeleçamos uma corrente firme dando nos as mãos todos nós, com esse único proposito, nós podemos, juntos construir um mundo melhor. Pense nisso, mas pense agora!

Havia um rei muito sábio que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar em uma pintura a paz profunda. Muitos artistas começaram a pintar suas telas. Procuravam as cores mais tranquilas, as pinceladas mais suaves, os motivos mais calmantes. Um deles quis pintar o silêncio, mas não conseguiu. Outro quis pintar a brisa suave, mas só conseguiu fazer um furacão. Muitos tentaram retratar a paz das formas mais variadas. No dia marcado, várias telas foram apresentadas ao rei. O monar colheu atentamente cada uma das obras. Eram realmente belíssimas, mas ele queria encontrar aquela que representaria a paz. Finalmente, ficou com duas pinturas que mais gostou e tinha que escolher entre elas. A primeira representava um lago muito tranquilo. Este lago era um espelho magnífico, onde se refletia uma paisagem maravilhosa com árvores, montanhas e as nuvens do céu. Tudo suave, delicado e plácido. Era a visão do paraíso mais perfeito. Todos que olharam para essa pintura acharam que ela representava perfeitamente a paz profunda. A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram cheias de escarpas e sem nenhuma vegetação. Sobre elas havia um céu onde se armava uma tempestade com uma chuva forte, arraios e trovões. Descia pela montanha uma cachoeira agitada com a água batendo em rochas e formando espumas. As pinceladas eram vigorosas e fortes. As cores vibrantes. Nada naquele quadro parecia ter paz. Quando todos já olhavam com estranheza para aquela obra. O rei reparou um pequeno detalhe. Atrás da cachoeira havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto, um delicado ninho de passarinho. No meio da turbulência da água, o pássaro estava calmamente sentado observando a natureza. Na mais profunda paz. O rei escolheu a segunda tela. Todos ficaram espantados e o sábio monarca explicou. A paz profunda não é estar em um lugar calmo, sem ruídos, sem problemas, livre de dores e tentações. A paz profunda é estar calmo e confiante, independente do meio que nos cerca. Qual é o seu conceito de paz? É igual a este lago tranquilo? Parece uma simbologia perfeita para definir essas palavras tão buscadas por todos ao longo da vida. Mas quantas vezes você não percebe? Mas, de fato, a nossa vida se encontra como este lago. Muitos momentos são semelhantes ao quadro da cachoeira agitada, onde o temporal se arma. No entanto, ter paz em meio ao caos é uma habilidade valiosa para preservar o equilíbrio emocional e mental, mesmo em situações desafiadoras. Encontrar serenidade no tumulto requer a capacidade de focar no que pode ser controlado, deixando de lado o que está além do nosso alcance. Cultivar a resiliência emocional e buscar momentos de tranquilidade, mesmo que breves, são fundamentais para manter a paz interior em meio às adversidades. Até porque, uma hora, a cachoeira pode vir mais calma e a tempestade ir embora. Não é um estado permanente. Por isso, é necessário aprender a ter equilíbrio, tranquilidade e a tão requisitada paz nesses momentos

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

<br /> <br /> <br /> <br /> <br /> Interações Humanas Certa vez, um homem estava viajando e passou por uma aldeia para descansar. Aquele local era um lugar de descanso para vários viajantes. O homem, depois de se hospedar em uma pousada, foi até a praça para comer em uma barraquinha, que vendia macarrão. Encontrou um velho e começou a conversar com ele. Que tipo de pessoas vive nesse lugar? Perguntou o homem ao velho. Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você veio? O pior tipo de gente. A minha cidade é cheia de pessoas da pior espécie. Pois o mesmo tipo de pessoas você encontrará aqui, respondeu o velho. No dia seguinte o homem foi embora. Dia depois um jovem chegou na aldeia da mesma maneira que o outro, se hospedou, foi até a praça para comer. E encontrou na barraquinha de macarrão o mesmo velho. Que tipo de pessoas vive nesse lugar? perguntou o jovem ao velho. Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você veio? O melhor tipo de gente. Lá as pessoas são amáveis e amigas. O mesmo tipo de gente você vai encontrar aqui. Depois de comer o jovem foi embora e o dono da barraquinha perguntou ao velho. Como é possível que você dê respostas tão diferentes para duas pessoas? Cada um vê o ambiente onde vive de acordo com o seu coração. A maneira que você vê o mundo a sua volta é igual aos seus sentimentos internos. Portanto, para que o mundo mude é preciso mudar o seu coração e sua maneira de enxergá-lo. Esse conto nos ensina que a vida está intrínsecamente ligada ao ato de dar. No tecido complexo das interações humanas, descobrimos que a energia que emanamos para o mundo muitas vezes retorna para nós de maneiras inesperadas, podendo ser positiva ou negativa. Essa dinâmica essencial é um lembrete constante de que aquilo que oferecemos ao próximo e ao mundo, ecoa de volta em nossa própria vida. É uma forma de semear e colher, dar e receber. O que você tem recebido do outro? Ou melhor, o que tem dado ao outro na vida? Pense nisso, mas pense agora.