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PODCAST · 468 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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Contemplação do Excelente
5 Nov 20204:30EP 28

Contemplação do Excelente

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE Atravessamos na Terra, fase de dificuldades sem conta, nas áreas de cultura geral. Desconhece-se a estrutura da própria linguagem que se fala. Usam-se gírias ou expressões chulas que denunciam a pobreza dos falantes relativamente à formação cultural. Ignoram-se os fatos históricos que envolvem a sociedade em que se vive. Espalham-se infames zombarias, inventam-se lendas sem beleza e sem sentido, refletindo a pouca madureza social. Não se cogita de penetrar as razões desse ou daquele monumento, sentindo-se, tantos, impulsionados pelo instinto destruidor e vândalo, que, incapazes de compreender, por descaso, preferem pichar, destroçar ou poluir de modo drástico, o que encontram pela frente. O gosto pelas Bibliotecas, pelas salas de arte, por Museus, por Teatros e pela literatura excelente de todos os tempos, tudo tem ficado na retaguarda das preferências. Os desportos nobres e educativos ainda contam com poucos adeptos. Temos, ao revés, um quadro enorme dos que procuram os exercícios desportivos excitantes e violentos, que pouco ou nada acrescentam no âmbito das conquistas do Espírito. Encontram-se, com maior frequência, muitos que se ajustam a espetáculos pornográficos, do palco ou da tela, em franco deboche à sensibilizante arte. * * * Diante de tudo isso, precisamos com urgência de educação e de boas referências. O bom gosto se forma pela contemplação do excelente e não do sofrível, dizia Goethe, compreendendo com perfeição a construção do aprendizado na alma humana. Cabe aos pais e aos educadores mostrarem o excelente, preencher os educandos de boas referências desde cedo, se desejarem desenvolver neles uma cultura rica e útil. As crianças, os jovens, precisam estar mergulhados num caldo cultural que favoreça o desenvolvimento de uma massa crítica, que proporcione a contemplação do belo, que os ensine a pensar e a sentir. As grandes mídias estão repletas de um verdadeiro lixo cultural, se podemos chamar assim, porque nós, a grande maioria, consumimos isso. Aliás, a palavra consumo é uma das preferidas nos tempos atuais, inclusive invadindo áreas em que não há como se conjugar o verbo consumir, na essência, pois o que não é material, o que não é tangível, não se consome. Na verdadeira arte nada se consome. A arte se contempla, se admira. Ela alimenta a todos quando é instrumento do belo e do bem e nunca se acaba, pois o que se consome, se finda. Podemos consumir um CD, um arquivo de MP3, mas nunca uma bela música. É tempo de retirar as cascas e máscaras que criamos através de nossos vícios morais, e nos permitir enxergar tudo como realmente é. O que verdadeiramente importa para mim? Não sou um consumidor, sou um ser, e estou aqui para crescer moral e intelectualmente. Quero aprender com quem já esteve aqui, com a História do meu povo, com os grandes, com os missionários, com aqueles que deram a vida para que hoje tivesse o conforto de que desfruto. Estou aqui para me tornar mais sábio, não o sábio de Biblioteca apenas, mas o que tem condições de aplicar em sua vida tudo aquilo que aprende, que faz de seu conhecimento uma mola propulsora para que possa amar mais e melhor. Cultura e amor. Eis o que precisamos com urgência. Redação do Pense Nisso, com base no cap. Juventude e cultura, do livro Cântico da juventude, pelo Espírito Ivan de Albuquerque, psicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter.

 Fugindo da Verdade
4 Nov 20204:24EP 27

Fugindo da Verdade

Fugindo da Verdade A pintura “A Verdade Saindo do Poço” de Jean-Léon Gérôme, escultor e pintor francês, está ligada a uma parábola do século 19. Segundo essa parábola, a Verdade e a Mentira se encontram um dia. A Mentira diz à Verdade: "Hoje é um dia maravilhoso!" A Verdade olha para os céus e suspira, pois, o dia era realmente lindo. Elas passaram muito tempo juntas, chegando finalmente ao lado de um poço. A Mentira diz à Verdade: “A água está muito boa, vamos tomar um banho juntas! ” A Verdade, mais uma vez desconfiada, testa a água e descobre que realmente, a água está muito gostosa. Elas se despiram e começaram a tomar banho. De repente, a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e foge. A Verdade, furiosa, sai do poço e corre para encontrar a Mentira e pegar suas roupas de volta. O mundo, vendo a Verdade nua, desvia o olhar, com desprezo e raiva. A pobre Verdade volta ao poço e desaparece para sempre, escondendo nele sua vergonha. Desde então, a Mentira viaja ao redor do mundo, vestida como a Verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade, porque, em todo caso, o Mundo não nutre nenhum desejo de encontrar a Verdade nua." Bertrand Russel, um dos mais preeminentes pensadores do século 20, escreveu em seu decálogo: “ Seja escrupulosamente verdadeiro, mesmo que a verdade seja inconveniente, pois será mais inconveniente se tentares escondê-la.” Em nossos dias, o que menos se quer é a, entre aspas, “inconveniência” da verdade. Vivemos, através dos eufemismos, para que, quem sabe, possamos suavizar, ou até mesmo, evitar a verdade. Mentimos pra nós mesmos. Procuramos nas futilidades algo que nos distraia e que nos mantenha em nossa confortável e consoladora “matrix”. A fuga da realidade é um mecanismo de defesa a que muitas pessoas recorrem como uma forma de evitar determinados sofrimentos. Entretanto, na verdade este comportamento é uma espécie de paliativo, pois por mais que num primeiro momento pareça que a dor irá diminuir; fugir da verdade não é o melhor caminho, já que os problemas serão apenas abafados por um tempo e continuarão ali, sem uma solução definitiva. O ideal é buscar forças para enfrentar este desconforto, conseguir se libertar e encontrar sua felicidade. E você, como está a sua relação com a verdade? Acredita que já recorreu ao mecanismo de fuga como forma de se proteger? Reflita! Por fim, busque seu autoconhecimento de modo a entender como os acontecimentos e experiências passadas influenciam os seus sentimentos e comportamentos atuais. Isto é indispensável para você viver sua realidade sem atalhos e para conquistar uma vida mais plena, madura e verdadeira. Lembremos: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Libertará da dor maior, do sofrimento insano, da incerteza, da desesperação, acendendo luzes de esperança em sua vida. Pense nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso.

Um mundo melhor
3 Nov 20204:08EP 26

Um mundo melhor

Um mundo melhor Quantas vezes ouvimos, ou nós mesmos repetimos que o mundo está cada dia pior? Somos nós, seres humanos, em várias ocasiões, os porta-vozes do pessimismo. Basta um acontecimento ruim, para justificar nossa tese de que tudo vai de mal a pior. Dizemos que perdemos a crença na Humanidade, que o mundo não tem jeito. E outras tantas afirmações de desânimo. Mas, será isso mesmo verdade? Será que a Humanidade vai de mal a pior, como muitas vezes afirmamos? O historiador holandês Rutger Bergman reuniu em seu livro “Utopia para realistas”, alguns dados interessantes. Segundo ele, em 1820, 84% da população mundial vivia em extrema pobreza. Cem anos depois o número baixou pela metade. No início do Século XXI, menos de 10% da população mundial vive em extrema pobreza. Assuntos que eram ficção científica, há pouco tempo, tornam-se realidade: implantes cerebrais que restituem a visão, pernas robóticas que permitem paraplégicos se locomoverem com autonomia, cirurgias de alta precisão feitas por robôs. A energia solar ficou 99% mais barata nos últimos quarenta anos. Desde 1994, o número de pessoas com acesso a Internet saltou assustadoramente. A expectativa de vida global hoje é mais do que o dobro do que era em 1900. Desde 1990, a taxa de mortalidade por tuberculose caiu para quase a metade. A partir do ano 2000, o número de mortes por malária e AIDS sofreu uma grande queda; Se pararmos pra olhar o que tem dado certo, talvez percebamos que existem muitos pontos positivos também no mundo. Há milhões de pessoas colaborando para o mundo ser um lugar melhor do que imaginamos ou percebemos. São incontáveis os que se sacrificam pelos seus filhos, que fazem o melhor que podem na sua profissão, que atuam voluntariamente em causas nobres. Cabe, no entanto, lembrarmos sempre que cada um de nós pode dar sua cota de colaboração, oferecendo ao mundo o que temos de melhor, na mente e no coração; Talvez você não tenha percebido, mas tudo aquilo que focamos, expande. Se você foca no problema, ainda que seja pequeno, aos seus olhos pode tornar-se maior. Que possamos usar toda nossa energia, sabedoria e criatividade para pensar no lado bom da vida. Nas pessoas que temos por perto, nas conquistas que colecionamos e desafios que já vencemos. Que a nossa história de vida sirva para inspirar outros; e que possamos levar mais luz, independente das circunstâncias. Que sejamos aqueles que anunciam um mundo melhor, através de boas atitudes; Você pode pensar: Mas tenho tantos gigantes ainda para vencer! Todos nós temos. Mas não nos esqueçamos dos muitos motivos que também temos para celebrar. Pense nisso... mas, pense agora. (*)Pense Nisso, baseado no texto do Momento Espírita, com dados extraídos do livro Utopia para realistas, de Rutger Bergman, ed. Sextante.

Aprendendo Com a Morte
2 Nov 20204:01EP 25

Aprendendo Com a Morte

APRENDENDO COM A MORTE Toda vez que se pensa na morte, imagina-se que é o outro quem vai morrer, não nós. Mas, todos vamos morrer. É o que existe de mais preciso. Não importa se somos ilustres ou desconhecidos, que tenhamos muitos diplomas ou sequer tenhamos cursado o ensino fundamental. Não importa se tenhamos estragado nossa vida, tornando-a quase insuportável, ou se a tornamos bela, harmoniosa. Todos vamos morrer. Mas, se isso é o que há de mais certo na nossa vida, por que tememos tanto a morte? Segundo Léo Buscaglia, só tememos a morte quando não estamos vivendo. Se estamos envolvidos no processo de vida, não vamos gritar, nem gemer. Se tratamos bem as pessoas enquanto estavam ao nosso lado, na carne, nós as deixaremos morrer com dignidade, sem que tenham que se sentir culpadas porque morreram antes de nós. A morte é um processo contínuo e belo da vida. É uma boa amiga, pois nos diz que não temos para sempre e temos que viver agora. Por isso, cada minuto é precioso. E temos que viver conforme esta verdade. Quando alguém está falando conosco, escutemos e não olhemos por cima do ombro para ver o que mais está acontecendo. Usufruamos o momento. Olhemos a pessoa nos olhos. Ouçamos o que ela tem a dizer. Pode ser que seja o seu último contato conosco. E nos empenhemos em ouvir sua voz, gravando-a em nossa memória. Assim, quando tivermos saudades do timbre daquela voz, poderemos amenizá-la, acionando os preciosos mecanismos cerebrais, escutando-a outra vez, na intimidade da alma. A morte nos ensina que o momento é sempre agora. É este o momento para pegar o telefone e ligar para a pessoa que amamos e dizer que a amamos. É este o momento de atender o chamado do filho e observá-lo enquanto ele se balança no galho mais alto da árvore e, feliz, nos pergunta: Viu o que eu faço? É o momento de pararmos de ler o jornal e almoçarmos com a família, de corpo e alma presentes. Dar-se conta de que o filho está com o joelho machucado e perguntar onde foi que se esfolou. Olhar para a esposa e fazer um carinho, dizer-lhe como, apesar dos anos, ela continua a namorada encantadora e porque, um dia, nos apaixonamos por ela. A morte nos ensina que não temos a eternidade na Terra. Ensina que nada aqui é permanente. Ensina-nos a deixar as coisas terrenas, que não há nada a que nos possamos agarrar, senão aos sentimentos que nos acompanharão aonde formos. A morte nos diz para olharmos hoje para o mar, com olhos de quem quer mesmo olhar o mar. Encantar-se com o pôr do sol, reconhecendo que este pôr do sol, com estas tonalidades, jamais se repetirá. Finalmente, a morte nos diz para vivermos agora, sem querer de forma ansiosa viver o momento seguinte, porque afinal, ninguém pode ter a certeza de que ele existirá para nós. Este é um grande desafio. Viver o instante presente, com toda intensidade, usufruindo todo o encanto, amor e ternura que ele nos pode oferecer. * * * A vida é como um delicioso picolé de groselha, sabemos que uma hora vai acabar. É é por isso, que devemos saborear cada pedacinho, cada momento dela. Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso, com base no cap. As crianças de amanhã, do livro Vivendo, amando e aprendendo, de Léo Buscaglia, ed. Nova Era.

O Que Você Fala É Mais Alto
31 Out 20203:49EP 24

O Que Você Fala É Mais Alto

Era uma tarde de domingo ensolarada, na cidade de Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois filhos para jogar minigolf. Acompanhado pelos meninos dirigiu-se à bilheteria e perguntou: Quanto custa a entrada? O bilheteiro respondeu prontamente: São três dólares para o senhor e para qualquer criança maior de seis anos. A entrada é grátis se eles tiverem seis anos ou menos. Quantos anos eles têm? Bobby informou que o menor tinha três anos e o maior, sete. O rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza: O senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim? Se tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu não saberia reconhecer a diferença. Poderia ter economizado três dólares. O pai, sem se perturbar, disse: Sim, você talvez não notasse a diferença, mas as crianças saberiam que não é essa a verdade. * * * Sem a consciência que Bobby tinha da importância de sermos verdadeiros em todas as situações do cotidiano, muitos de nós apresentamos uma realidade distorcida aos nossos filhos. Tantas vezes, para economizar pequena soma em moedas, desperdiçamos o tesouro do ensinamento nobre e justo. Desconsiderando a grandeza da integridade e da dignidade humanas, permitimos que esses valores morais sejam arremessados fora, por muito pouco. Nesses dias de tanta corrupção e desconsideração para com o ser humano, vale a pena refletir sobre os exemplos que temos dado aos nossos filhos. Às vezes, não só mentimos ou falamos meias-verdades, como também pedimos a eles que confirmem diante de terceiros as nossas inverdades. Agindo assim, estaremos contribuindo para a construção de uma sociedade moralmente enferma desde hoje. Ademais, o fato de mentirmos nos tira a autoridade moral para exigir que os filhos nos digam a verdade, e isso nos incomoda. Pensamos que pequenas mentiras não farão diferença, na formação do caráter dos pequenos, mas isso é mera ilusão, pois cada gesto, cada palavra, cada atitude que tomamos estão sendo cuidadosamente observadas e imitadas pelas crianças que nos rodeiam. Daí a importância da autoridade moral, tão esquecida e ao mesmo tempo tão necessária, na construção de uma sociedade mais justa e digna. E autoridade moral não quer dizer autoritarismo. Enquanto o autoritarismo dita ordens e exige que se cumpra, a autoridade moral arrasta pelo próprio exemplo, sem perturbação. A verdadeira autoridade pertence a quem já conquistou a si mesmo, domando as más inclinações e vivendo segundo as regras de bem proceder. Dessa forma, o exemplo ainda continua sendo o melhor e mais eficaz método de educação. Sejamos, assim, cartas vivas de lições nobres para serem lidas e copiadas pelos que convivem conosco. * * * Diz o poeta americano Ralph Waldo Emerson: Quem você é fala tão alto que não consigo ouvir o que você está dizendo. Em tempos de desafios e lutas, quando a ética e a moral são mais importantes que nunca, assegure-se de ter deixado um bom exemplo para aqueles com quem você trabalha ou convive. Redação do Pense Nisso

Não Te Entregues
30 Out 20204:06EP 23

Não Te Entregues

Os amigos a quem devotaste tuas horas te abandonaram? Aqueles que elegeste para o convívio mais estreito debandaram, quando a brisa de suspeitas infundadas se levantaram contra ti? Pessoas a quem confidenciaste questões particulares jogaram ao vento as informações, permitindo que os que não vibram contigo as usassem para agressões pessoais? Ouvidos aos quais segredaste tuas mais íntimas dificuldades transportaram a lábios inconseqüentes as minúcias das tuas dores? Recebeste dos comensais da tua vida as mais duras críticas, esquecidos do quanto juntos já investiram na afeição? Acreditas que estás só, difamado, em abandono? Não te permitas a hora da invigilância e não te aconchegues nos braços da tristeza. Não concedas forças ao mal que te deseja fraco e dominado. Pensa que a borrasca que te alcança tem por escopo maior testar as tuas resistências morais. Lembra que é nos combates mais difíceis que se forjam os líderes e se formam os heróis. Foi na solidão dos meses de prisão que a adolescente Joanna D´Arc teceu os fios da coragem, que lhe permitiram enfrentar o julgamento arbitrário e a condenação injusta. Tem em mente que todas as más circunstâncias que te envolvem, te permitem avaliar, com absoluta precisão, os verdadeiros amigos. Aqueles que, mesmo cometas erros, prosseguirão contigo. Não para os aplausos da sandice, mas para colaborar no soerguimento moral de que necessitas. Permanecerão contigo, mesmo que a fortuna te abandone os cofres e os louros do mundo se transportem a outras cabeças. Lembra, ao demais, que, embora o mundo não te faça justiça, o Celeste Amigo sabe das tuas intenções, dos teus acertos e das tentativas de ajustes. E olha por ti, todos os dias. Mesmo naqueles que se apresentem com as nuvens carregadas ou os ares anunciem tormentas e furacões. O Celeste Amigo confia na tua força e investe na tua vitória. Recorda-O e evoca-O nas tuas horas mais amargas. Tudo é passageiro no mundo e os panoramas se modificam, em minutos e até mesmo segundos. O que agora é, poderá deixar de ser logo mais. Quem agora comanda, poderá ser substituído de imediato. Quem pensa estar de pé, pode se descobrir tombado ao solo. Não esqueças que o Celeste Amigo está vigilante e providencia, atento, o de que careces. Pode ser uma lição a mais, um apoio, uma trégua. Pensa nisso, e não permitas que os raios das estrelas que brilham em teus olhos sejam empanados pelas chuvas torrenciais da tua amargura incontida. Não apagues do teu semblante a serenidade que informa aos que passam por ti, que a confiança é o teu escudo e o Divino Amigo segue contigo. Não concedas vitória aos maus, àqueles que te desejam subjugado e vencido. Nasceste para crescer, renasceste neste mundo para vencer. Sempre. Serve-te da prece. Revigora-te na leitura dos ditos do Senhor e segue em frente, hoje, amanhã e depois. Sempre. Redação do Pense Nisso Com base em um texto de autoria desconhecida

Perdendo a noção do tempo
29 Out 20203:17EP 22

Perdendo a noção do tempo

Perdendo a noção do tempo A frase estampada numa arte divulgada em uma rede social me chamou a atenção: “Compromisso não é chegar sempre no horário. Por vezes, quer dizer perder a noção do tempo”. Tempo é algo tão precioso, que, hoje em dia, muitos têm dificuldade em administrar... Já não temos paciência para uma longa conversa no telefone, optamos por mensagens em grupo, respostas rápidas, e assim a vida segue. Utilizamos de ferramentas para otimizar o nosso tempo, mas deixamos de lado o essencial, o contato, o afeto, a presença. Quando pensamos em programar algo diferente com as pessoas que amamos, precisamos encontrar uma brecha, fazer alguns ajustes, porque, geralmente, as agendas não batem... No dia a dia, temos que concluir um trabalho até determinado horário, porque, logo na sequência, temos outros compromissos. As reuniões presenciais e as aulas foram substituídas por encontros virtuais. E aos poucos a gente começa a perceber que nossa agenda está cheia novamente. O ano passa numa velocidade assustadora. E o que temos feito com o nosso tempo? Muitos aproveitaram o período de quarentena pra estudar mais, outros pra ajustar a vida espiritual e até mesmo familiar. Por causa da pandemia, para muitos de nós, a noção de tempo mudou. O valor dele também. Aprendemos que momentos em família são necessários. Mas também aprendemos da maneira mais difícil, que o tempo não para, e que não podemos voltar atrás quando perdemos uma pessoa importante pra nós. Precisou que tudo parasse lá fora por um período, para enxergarmos onde estávamos falhando e o quanto é gostoso ficar perto de quem amamos. E passamos a entender que o tempo pode ser o nosso maior aliado ou o nosso pior inimigo. Depende da forma como lidamos com ele. De todos os compromissos, os que têm a ver com afeição, são os mais preciosos. Precisamos sim, aprender a administrar cada minuto para tornar o nosso trabalho mais produtivo, mas não podemos nos esquecer das nossas prioridades. Que possamos nos permitir perder a noção do tempo com quem amamos... andando de bicicleta com os filhos, tomando um sorvete com a família, sem pressa nenhuma. A vida está passando. Será que é tempo que nos falta pra perceber? Hoje temos o privilégio de estarmos juntos. Parafraseando Lenine, Será que temos esse tempo pra perder? A vida é tão rara Pense nisso... mas, pense agora! (Sugestão programar a música Paciência, do Lenine, na sequência) Redação do Pense Nisso baseada em trecho da música Paciência, do Lenine

Nossa Herança
28 Out 20204:53EP 21

Nossa Herança

NOSSA HERANÇA Qual a mãe que não gosta de ver seus filhos bem-vestidos? Qual o pai que não deseja dar aos filhos os melhores presentes, vê-los estudando nos melhores colégios, quem sabe na faculdade...? Mas, num mundo em que apenas sobreviver já é um desafio, pode parecer pretensão demais sonhar com coisas assim. Tudo custa dinheiro: bons brinquedos, boas roupas, boas escolas. Temos então de nos contentar em dar a eles apenas aquilo que está a nosso alcance: brinquedos baratos, roupinhas modestas, escolas da rede pública. Então pensamos: ah, o dinheiro... sempre o dinheiro! Pela falta do bendito dinheiro é que muitos jovens descambam para a droga, o crime, a delinquência. Como esperar que nossos filhos se tornem bem-sucedidos, pessoas de bem, se já começam a vida assim, em desvantagem? Certos adolescentes, inclusive, chegam a justificar sua rebeldia pela situação financeira precária da família. Afinal, é duro ver os outros tendo tudo o que querem, e a gente sem nada. Os pais, então, sentindo-se culpados, acabam convencidos de que tudo o que as crianças fazem de errado se deve à revolta gerada pela pobreza. Mas aí abrimos o jornal, e as manchetes nos deixam confusos: “Estudante de Medicina invade cinema e mata 5! Esposa de advogado famoso arquiteta morte do marido! Gangue formada por filhos de empresários ataca e mata menino de 15 anos! Jovem engenheiro planeja e executa sequestro do próprio pai!” Como explicar essas aberrações? Seus protagonistas são, todos, pessoas cultas, bem situadas na vida. Nenhum deles estava desesperado por dívidas impagáveis, com o aluguel atrasado, ou mesmo passando fome. Como, então, entender o comportamento dessa gente? Afinal, não se apregoa tanto que é o desespero, a necessidade extrema, o que induz as pessoas ao crime? O fato é que às vezes valorizamos demais as condições materiais de uma pessoa, na tentativa de justificar suas atitudes. Acreditamos que o dinheiro seja a resposta para tudo, a solução de todos os problemas, e a sua falta, origem de todos os desvios da conduta humana. Mas a verdade é que, embora o dinheiro possa proporcionar conforto e facilitar a vida, jamais deu caráter a ninguém. O mundo está cheio de pessoas sofridas, que passaram a vida toda lutando para sobreviver, mas que nem por isso se tornaram más, revoltadas ou desonestas. E também está cheio de criaturas insensíveis, que, embora tendo nascido em berço de ouro, não hesitam em cometer as maiores perversidades contra o semelhante. Uma coisa é certa: se algo faltou a essa gente, por certo não foi dinheiro ou escola. Acontece que caráter não se compra, nem se aprende no colégio. A maior herança que podemos legar a um filho talvez não seja o dinheiro, nem carros ou apartamentos, nem mesmo o estudo — mas o amor e o exemplo. O ambiente em que nasce e cresce é tudo na formação do caráter de uma criança. Se ela se sente amada, jamais vai ter medo do mundo, nem se esconder da vida. Se aprende desde cedo a respeitar o semelhante, se lhe é ensinado que seus direitos terminam no ponto em que os direitos do outro começam, jamais pensará em enganar, roubar ou ferir ninguém, por mais pobre que seja, por maiores que sejam as dificuldades que enfrenta. Aliás, há uma certa Maria na história da humanidade que nunca teve dinheiro para proporcionar conforto material a seu único filho — mas nem isso impediu que Ele se tornasse o maior homem de todos os tempos... Redação do Pense Nisso.

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