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PODCAST · 467 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O zelador da fonte
23 Nov 20204:49EP 43

O zelador da fonte

O zelador da fonte Conta uma lenda austríaca que, em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo Conselho Municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de água da comunidade. O cavalheiro, com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos. Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela água cristalina. Rodas d'água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite.As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária. Os anos foram passando. Certo dia, o Conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente. Um dos membros do Conselho resolveu inspecionar o orçamento e colocou os olhos no salário pago ao zelador da fonte. De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago há anos, pela cidade. E para quê? O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma. Seu discurso a todos convenceu. O Conselho Municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte, de imediato. Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. Certa tarde, alguém notou uma coloração meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d'água começaram a girar lentamente, depois pararam. Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado. O Conselho Municipal tornou a se reunir, em sessão extraordinária e reconheceu o erro grosseiro cometido. Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte. Algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. As rodas d'água voltaram a funcionar. Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso. * * * Assim como o Conselho da pequena cidade, somos muitos de nós que não consideramos determinados servidores. Aqueles que se desdobram, todos os dias, para que o pão chegue à nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas; os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos. Há quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o ônibus, abra os portões da empresa. Servidores anônimos. Quase sempre passamos por eles sem vê-los. Mas, sem seu trabalho, o nosso não poderia ser realizado ou a vida seria inviável. O mundo é uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa específica, mas indispensável. Se alguém não executar o seu papel, o todo perecerá. Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para ser felizes! Pensemos nisso! Redação do Pense Nisso, com base no cap. O zelador da fonte, de Charles R. Swindoll, do livro Histórias para o coração, de Alice Gray, ed. United Press.

Tia Doce
21 Nov 20204:45EP 42

Tia Doce

Tia Doce Ela era uma senhora muito compenetrada de suas obrigações familiares. Seu marido trabalhava em uma fábrica e ela cuidava com esmero dos tesouros que Deus lhes dera: duas filhas. Nos finais de semana, costumavam passear juntos, pelos campos, jardins, observando os pequenos animais e as flores coloridas, que chamavam a atenção das pequenas. Porém, o rumo daquela família foi alterado pela partida do marido e pai, em um acidente. Adaptações, acertos, mudanças foram sendo vencidas, com paciência e coragem. Mãe e filhas mudaram sua residência para um bairro mais simples, numa casa menor, onde o aluguel era mais condizente com a situação delas. A pensão deixada pelo marido mal dava para os gastos mais urgentes. Era preciso ser criativa, ter disposição para inovar. Então, a viúva decidiu fazer bolos e doces para vender. No início, foi um grande desafio a conquista dos clientes. Mas, a propaganda boca a boca foi de muita ajuda. Com o tempo ela ficou conhecida, no bairro, pela delícia de seus quitutes. Não vencia as numerosas encomendas. Certo dia, ficou sabendo de um abrigo de crianças, que esperavam por adoção, situado próximo de onde moravam e decidiu ir visitá-lo, com as filhas. Apaixonou-se por aqueles pequenos e, fez uma autopromessa: levaria bolos e doces todos os domingos. E assim passou a fazer. Eram momentos felizes para o trio familiar. Quando chegavam ao portão do abrigo, as crianças corriam a gritar: Olha a Tia Doce... Passados alguns meses, Tia Doce resolveu adotar um dos meninos, que lhe tocara, profundamente, o coração. Rolaram os anos. As meninas se transformaram em adultas responsáveis e assumiram o trabalho iniciado pela mãe. O garoto resolveu estudar administração de empresas em uma faculdade pública. Formado, ele propôs à mãe e irmãs abrirem uma confeitaria, com o especial nome de Confeitaria “Tia Doce”. O tempo continuou a somar meses e anos. Tia Doce, um dia, partiu serena, certa de ter muito bem orientado os filhos. * * * Algumas pessoas, ainda hoje, comentam a generosidade dessa mulher, que levava bolos e doces para as crianças, no abrigo... O exemplo dela contagiou a muitos que, não somente a buscaram imitar, quanto também se interessaram pela adoção de crianças. Não são necessárias grandes posses materiais para se deixar marcas de vida exemplar na Terra. A simplicidade também deixa grandes exemplos. A felicidade que, muitas vezes, buscamos além, nasce das pequenas atitudes generosas que tomamos frente às realidades que aqui vivemos. Nas oportunidades que a vida nos apresenta, podemos optar por deixar sinais de amor e sabedoria, como benditas sementes que, um dia, germinarão. Não são poucos os que, vencendo com galhardia seus problemas, fazem de suas vidas exemplos a serem seguidos. Vivamos com alegria e disposição, e as situações que se nos apresentarem serão vencidas, mostrando a todos quanto é bom ser bom. O bem que se faz com o coração é perene na alma dos que o recebem. Igualmente, excelente contágio para espíritos sensíveis. Redação do Pense Nisso

Preconceito
20 Nov 20204:15EP 41

Preconceito

PRECONCEITO Aconteceu num voo da British Airways entre Johanesburgo, na África, e Londres, na Inglaterra. Uma senhora branca, de uns cinquenta anos, senta-se ao lado de um negro. Visivelmente perturbada, ela chama a comissária de bordo. Qual é o problema? - Pergunta a moça. Mas, você não está vendo? - Responde a senhora. Você me colocou ao lado de um negro. Eu não consigo ficar ao lado de gente desta classe. Quero que você me dê outro assento. Por favor, acalme-se. Quase todos os lugares deste voo estão tomados. Vou ver se há algum lugar disponível. A comissária se afasta e volta alguns minutos depois. Minha senhora, como eu suspeitava, não há nenhum lugar vago na classe econômica. Conversei com o comandante e ele me confirmou que não há mais lugar na classe executiva. Entretanto, ainda temos um assento na primeira classe. Antes que a senhora pudesse fazer qualquer comentário ou esboçar um gesto, a comissária continuou: É totalmente inédito o fato de a companhia conceder um assento de primeira classe a alguém da classe econômica. Contudo, dadas as circunstâncias, o comandante considerou que seria verdadeiramente vergonhoso alguém ser obrigado a se sentar ao lado de uma pessoa intratável. E, dirigindo-se ao senhor negro que, até aquele momento ficara sempre calado, ouvindo as agressões da senhora, que parecia tão distinta, a comissária complementou: Senhor, se for de sua vontade, faça o favor de apanhar os seus pertences e me acompanhar. Eu o encaminharei para um assento na primeira classe, que está à sua espera. E todos os passageiros ao redor, que acompanhavam a cena, muito chocados, levantaram-se e bateram palmas. * * * O preconceito é próprio dos orgulhosos. Expressa, em verdade, a estreiteza de visão da criatura. Todos os seres humanos são formados dos mesmos elementos. Têm as mesmas necessidades, como seja de comer, beber, dormir, amar e sonhar. Não há, pois, motivo algum para que alguém se julgue mais importante ou superior a quem quer que seja. Qual a importância da cor da pele? Se apagarmos as luzes de uma sala cheia de pessoas e nos tocarmos no escuro, saberemos distinguir os brancos dos negros e esses dos amarelos? Se chegássemos em uma aldeia indígena, onde os seus componentes jamais tivessem visto um homem branco, eles nos estranhariam. Reclamariam da palidez da nossa pele e seríamos ali um elemento muito diferente. Que se diria se, em um canteiro de rosas viçosas, abertas, perfumadas, as de cor vermelha, aveludadas, desprezassem as amarelas? Não acharíamos grande tolice? Pois o mesmo se aplica aos seres humanos. * * * A única superioridade que devemos perseguir, com ardor, é a superioridade moral. Ela nos conferirá fraternidade, amor e justiça, afastando de nós todo preconceito, egoísmo e orgulho, porque nos elevará à condição de verdadeiros filhos de Deus. Redação do Pense Nisso, com base no artigo Racismo, de autoria desconhecida.

 A família
19 Nov 20203:21EP 40

A família

A família Sabemos que é na família que está a base da construção do caráter e também a educação dos sentimentos da criança e do jovem. O lar é, por excelência, uma grande e abençoada escola, uma instituição humana educativa na qual aprendemos a amar pais, filhos e irmãos para, um dia, ampliarmos esse amor a toda a Humanidade. O processo de educação é relativo pois, ao mesmo tempo em que pais e mães estão educando seus filhos, estão também crescendo individualmente. A ingenuidade infantil facilita a tarefa de modelagem do caráter e o direcionamento adequado das más tendências. É então na adolescência que costumam surgir as grandes dificuldades. É nessa fase que o jovem está buscando construir a sua própria identidade, estabelecendo-se facilmente um conflito entre as gerações. As diferentes visões de mundo podem ser uma das causas desse conflito. Salutar entender que a diversidade de opiniões é necessária para o avanço e procurarmos não fazer dessas diferenças motivo de discórdia. Elas passam a se tornar motivo de choque quando as partes envolvidas, pais e jovens, sobretudo os mais velhos, tentam impor a sua visão de mundo. Para que não ocorra essa imposição, por nenhuma das partes, deve haver muito diálogo, nos relacionamentos, objetivando a construção de uma nova visão e o aprendizado de que o ponto de vista do outro deve ser respeitado. Outra questão que leva a essas divergências é a diferença de valores e interesses entre as gerações. É certo que há valores que são perenes e devem fazer parte da construção do caráter de pessoas de bem. Honestidade, respeito, aprendizado de uma ocupação útil, ética e esforço pessoal são aquisições inquestionáveis. Porém, se nos mantivermos cristalizados em nossas próprias experiências, tendemos a transferi-las para nossos filhos, não abrindo espaço para que eles desenvolvam seus próprios interesses. O tipo de educação recebida pelos pais pode colaborar nesse processo. Opressão demais e processos de intolerância geralmente não causam resultados positivos. A flexibilidade é necessária em certos momentos. Deve-se cuidar também com a permissividade em excesso. Na busca de uma nova definição para si mesmo, o jovem passa a apresentar características que antes desconhecíamos, muitas das quais preferíamos que eles não as tivessem, mas temos que aprender a respeitá-las. É fundamental diferenciar o que é específico da personalidade do indivíduo, como os gostos e preferências, e o que precisa ser moldado e orientado. * * * Para que no lugar de um conflito entre as gerações, possamos estabelecer um encontro entre elas, é importante o cultivo de profundo respeito entre pais e filhos. É indispensável também que o diálogo esteja sempre presente e que as concessões ocorram quando necessário. Mas sobretudo, o que deve prevalecer é o amor, traduzido na expressão de cuidado e afeto. Pensemos nisso.

A caridade do respeito
18 Nov 20204:56EP 39

A caridade do respeito

A caridade do respeito Você já parou para se perguntar o que é a verdadeira caridade? A palavra caridade, tão conhecida das pessoas e instituições que a ela se propõem, nem sempre é bem entendida. Raras vezes é bem praticada. De um modo geral, aquelas pessoas que se dispõem a exercê-la, não se atentam para um detalhe muito importante: Estamos tratando com pessoas. Homens, mulheres, crianças. Todos têm, como nós, seus gostos, suas vontades. Como nós, eles gostam de algum alimento e não de outros. Apreciam uma fruta e não outra. Como nós, eles gostariam, por vezes, mais de um pedaço de chocolate, do que um pão com manteiga ou margarina. Podem estar com fome, mas, como nós, sonham em saborear esse ou aquele prato. Então, seria válido nos perguntarmos o porquê que nas nossas ações de voluntariado, se é que acontecem, devemos servir o mesmo alimento todos os dias? Não seria interessante variar o cardápio, oferecer algo mais aos nossos irmãos que precisam? Alguns talvez possam entender tal prática como luxo. Não é isso. Esta é apenas uma chamada para que voltemos a nossa atenção ao respeito. Seria importante nos colocarmos no lugar de quem está recebendo o prato de comida. Não gostaríamos que, vez ou outra, ele fosse diferente? Tivesse outro sabor? E se falarmos de roupas e calçados? Alguns de nós simplesmente damos, sem permitir que a pessoa escolha por esse ou aquele tipo de doação. Muitos gostariam de receber um calçado que realmente pudesse usar, que servisse no seu pé... Temos a ideia equivocada de que quem está precisando de ajuda deve aceitar o que lhe seja ofertado. Muitos limpam o guarda-roupa, mas sem propósito. Sim, o necessitado engole sua vontade, e veste o que lhe damos porque ele precisa. Quanto melhor se sentiria se lhe permitíssemos a escolha. Ainda que tenhamos as melhores das intenções, falta-nos muitas vezes o gesto gentil de dizer: Amigo, não sei se lhe pode servir, mas é o que tenho. E se você tem condições de fazer melhor, faça.. Isso é tratamento de um ser humano a outro ser humano, um irmão a outro irmão. Se você tem a disposição e condições de doar uma cesta básica a uma família, que tal escolher os melhores alimentos, como se fosse para abastecer a sua casa? Seja generoso. A recomendação de Cristo é de fazermos aos outros o que gostaríamos que nos fizessem. Então, temos que nos questionar se gostaríamos de vestir uma roupa de número cinquenta, quando nosso manequim é quarenta e dois, se calçaríamos um sapato quarenta quando nosso número é trinta e seis. Temos ainda que nos perguntar se comeríamos algo sem qualidade. Tudo pelo simples fato de que a necessidade nos visita. Olhemos aquele que nos busca, com respeito, com compaixão. Se nada tivermos que lhe possa servir, que possamos dizer. Mas olhemos nos olhos dele, falemos como quem se importa, verdadeiramente. Muitos que buscam a caridade alheia são pessoas que mais do que o pão, o leite, o abrigo, precisam de um coração que os abrace, de um olhar que os descubra visíveis, gente como toda gente. São mães que buscam corações sensíveis que as ajudem a manter vivos os filhos queridos. Há filhos órfãos que precisam encontrar uma mão estendida para os livrar das garras da morte. Há pais de família que, mesmo trabalhando de sol a sol, não ganham o suficiente para manter a família. Pensemos nisso e atendamos com respeito e amor as pessoas e famílias a nossa volta! Pense nisso... mas pense agora. (*)Pense Nisso baseado em trechos do Momento Espírita.

 A Soberba
17 Nov 20204:49EP 38

A Soberba

A Soberba Carl Segan escreveu que a astronomia é uma experiência que forma o caráter e ensina a humildade. Certamente, não há melhor demonstração da tolice das vaidades humanas do que se observar um mapa astronômico em que o nosso planeta aparece como um minúsculo ponto. E basta se estudar um pouco a História da Humanidade para se ter ainda mais a dimensão da tolice das nossas ambições. Lemos a respeito dos grandes conquistadores e nos perguntamos: De que lhes valeu tantos crimes, em nome de conquistas de territórios e submissão de povos? Lembramos de Temujin, que comandou a Mongólia, sucedendo ao pai. Bastou uma vitória militar e o povo o declarou Gêngis Khan, que quer dizer imperador universal. Para fazer jus à homenagem, ele saiu em uma campanha militar, que durou vinte e cinco anos. Conquistou os tártaros e a China. Depois, as hordas mongóis varreram a Rússia, detonaram o Império Persa, engoliram a Polônia, a Hungria e ameaçaram a Europa como um todo. Temujin morreu aos sessenta e cinco anos. Foi sucedido por seu filho Ogedei e, por algum tempo, as conquistas continuaram. Mas, depois, o Império começou a se esfacelar e as hordas mongóis tomaram o rumo de casa. Recordamos de Alexandre, o grande, o mais célebre conquistador do mundo antigo. Tornou-se rei aos vinte anos, após o assassinato de seu pai. Sua carreira é muito conhecida. Conquistou um império que ia dos Balcãs à Índia, incluindo o Egito e o atual Afeganistão. Foi o maior e mais rico império que já existiu. Morreu antes de completar trinta e três anos, não se sabe se por envenenamento, malária, febre tifoide ou alcoolismo. Não se discutem os benefícios das campanhas, pois Gêngis Khan uniu as tribos mongóis e tornou conhecidos do Ocidente os povos do Oriente, enquanto Alexandre, admirador das ciências e das artes, transformou Alexandria em centro cultural, científico e econômico, por trezentos anos. No entanto, de que lhes valeu tanto sangue derramado, tantas terras conquistadas? A morte lhes encerrou as carreiras e seus impérios bem cedo se esfacelaram. Isso nos remete a reflexionarmos a respeito de nós mesmos. O que estamos fazendo para alcançar nossa realização pessoal? Estamos agindo de forma ética, correta, ou buscamos destruir quem esteja à frente, exatamente como faziam os grandes conquistadores? Certo, não nos servimos do assassinato físico, mas quantos sonhos alheios teremos destruído, em nosso propósito de ascensão? Os verdadeiros valores são morais. Esses não são destruídos pelo tempo e nem são amaldiçoados pela memória dos que foram derrotados, no decorrer da nossa jornada de conquistas. Pensemos nisso: os verdadeiros objetivos da vida são transcendentais. Afinal, a vida neste planeta é transitória. Rapidamente se esvai. O importante é o que levaremos em nossa bagagem individual, dentro d’alma. Pensemos nisso e, aproveitando os dias que se nos oferecem à frente, estabeleçamos um planejamento estribado no amor. Assim, por curta ou longa que seja nossa existência, sempre seremos lembrados como quem semeou a boa semente, em algum canteiro do mundo. Sermos benevolentes e justos, eis a meta a ser batida. Pense Nisso Redação do Pense Nisso.

Três pedidos atendidos
16 Nov 20205:08EP 37

Três pedidos atendidos

TRÊS PEDIDOS ATENDIDOS Naquele ano, um grande baque atingiu o coração do jovem casal. Seu filho, de apenas sete anos, partiu para a Espiritualidade. Haviam sido meses exaustivos de cuidados até que a enfermidade o abraçou, minando-lhe a vida física. Um ano depois, em férias, optaram por visitar a Turquia. Entre tantas paisagens maravilhosas, uma visita especial a Éfeso, à casa de Maria, a mãe de Jesus. A edificação de pedra, no monte Rouxinol, recebe, anualmente, cerca de dois milhões de visitantes. A grande maioria relata intensas emoções ao adentrar o local. Não foi diferente com eles. De mãos dadas, andaram por entre aquelas paredes, lembrando a grandeza do Espírito de Maria de Nazaré. Recordaram o que haviam lido em obras que relatavam a respeito de João ter ido a Betânia buscar a mãe de Jesus para que viesse morar com ele. Recordaram... recordaram, enquanto os corações pareciam unidos em prece. Na saída, sentaram em uma pequena mureta, contemplando o que faziam quase todos os peregrinos: escreviam em um papel três pedidos e colocavam o bilhete entre as pedras de um extenso muro lateral. Ambos ficaram ali, olhando, e disseram um ao outro: Por que escrever em um papel o que desejamos, se Deus conhece o que vai na nossa intimidade? Ademais, pensaram, como podemos pedir algo mais à Divindade? Nosso filho se foi, mas guardamos a certeza de que vive na Espiritualidade. Nossa filha está bem. Nós temos saúde, emprego. Que mais poderíamos pedir? Numa prece silenciosa, rogaram ao Pai Supremo que, se algo pudessem receber a mais, por Sua vontade, então que Ele lhes enviasse. Retornaram ao Brasil e, mal passados dez dias, Oswaldo recebeu um telefonema. Era de uma cidade do Estado vizinho. A questão era simples: três meninas estavam à disposição para adoção. Ele gostaria de adotá-las? O número três lhe veio à mente, de imediato. Três pedidos poderiam ter sido feitos lá em Éfeso. Eles haviam deixado que Deus decidisse se mereceriam algo mais. Agora, Deus estava lhes enviando três joias para sua casa. O Divino Pai ouvira sua rogativa e a atendera. Entre a emoção e a gratidão, telefonou para a esposa e juntos foram buscar as três pérolas que Deus lhes encaminhara aos generosos corações. Dez anos se passaram. As joias cresceram, se desenvolveram e, repetidas vezes, entre abraços de amor, dizem ao jovem casal como sua presença é importante em suas vidas. * * * Deus ouve sempre as rogativas que lhe dirigimos e as atende. Cabe-nos estarmos atentos para a correta tradução do que nos chega. De um modo geral, não sabemos interpretar a resposta recebida. Isso porque a nossa vontade é de que o pedido fosse atendido exatamente como o havíamos concebido, em todos os detalhes. Contudo, a Sabedoria Divina sabe o que nos seja melhor. Hoje, pode ser a negativa, o adiamento do que ardentemente desejamos. Ou, então, algo em que não pensáramos, mas que vem para abençoar nossas vidas. Pensemos nisso.

Brasil de todos nós
14 Nov 20204:17EP 36

Brasil de todos nós

Brasil de todos nós Há de chegar um tempo em que o Brasil de todos nós será um país de paz. Um país onde não haja a miséria de recursos amoedados, nem a ignorância das letras. Onde todos trabalhem e haja trabalho para todos. Os que não necessitem dos valores salariais, trabalhem pelo bem geral, em voluntariado de amor. Há de chegar um tempo em que derrubaremos os muros dos quintais, não mais cultivando o medo. E abraçaremos o vizinho como um irmão. Um tempo onde as crianças voltem a correr pelos parques, nos dias de sol. Crianças que possam ir e vir das escolas, sozinhas ou em grupos, enchendo as ruas de risos, corridas, alegria. Ah, Brasil, como te desejo grande! Maior do que teu território. Um Brasil sem fronteiras internas, onde os filhos do Norte e os do Sul falem a mesma linguagem, a do bem. Onde os sotaques, os regionalismos sejam preservados, como essa diversidade sadia, característica do grande mundo de Deus. Mas onde o idioma único seja o da fraternidade. Irmãos do leste e do oeste trabalhando pela mesma grandeza da nação. Haverá de chegar um tempo, que pode ser já, se você e eu começarmos hoje a estender a mão ao vizinho e o saudar com um bom dia, amigo! Um tempo em que os estádios ficarão lotados com pessoas cujo objetivo é assistir um bom jogo de futebol. Um jogo onde o importante não será quem leve a taça, mas aquele que demonstre a mais apurada técnica, a melhor habilidade e a mais fina ética. Um tempo em que as salas de teatro se abram para todos, crianças, jovens, adultos, idosos para assistir o drama e a tragédia em elaboradas peças. Assistir o cômico, rindo com prazer. Também para ouvir a música dos imortais, o cancioneiro popular, as baladas do coração. Haverá de chegar um tempo em que música também se ouvirá nas praças, nos parques, nas estações de trem, nos terminais de ônibus. Então, em vez de ansiedade e preocupação, a alma se extasiará com a harmonia das notas, em escalas crescentes e decrescentes, com as melodias compostas com a mais delicada sensibilidade. Quisera que esse dia chegasse logo para não mais ver lágrimas de mães pranteando filhos prisioneiros, mas sim deixando escorrer o pranto da emoção pelas conquistas dos seus rebentos. Quisera que esse dia chegasse logo para ver mais sorrisos e menos dores; mais justiça e menos demagogia. Quisera que esse dia chegasse logo para, no dia da pátria, contemplar com emoção o pavilhão nacional tremular ao vento, mostrando suas cores, com especial destaque para o branco da paz. E, então, cantar o hino pátrio com todo vigor: Terra adorada, entre outras mil, És tu, Brasil, ó pátria amada! Dos filhos deste solo, és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! Redação do Pense Nisso.

Nada tocando
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