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PODCAST · 467 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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Como se escreve?
10 Dez 20204:28EP 51

Como se escreve?

COMO SE ESCREVE? Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do Jardim de Infância pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam. Joey desenhou a sua família. Depois, traçou um grande círculo com lápis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do círculo, ele saiu de sua mesinha e foi até à mesa da professora. Professora, como a gente escreve...? Ela não o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever mais a interromper a aula. Joey dobrou o papel e o guardou no bolso. Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi até sua mochila, pegou um lápis e olhou para o grande círculo vermelho. Sua mãe estava preparando o jantar, indo e vindo do fogão para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para ela. Mamãe, como a gente escreve...? Menino, não dá para ver que estou ocupada agora? Vá brincar lá fora. E não bata a porta. -Foi a resposta dela. Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso. Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou o lápis. Ele queria terminar o desenho antes de mostrá-lo para seu pai. Alisou bem as dobras e colocou o desenho no chão da sala, perto da poltrona reclinável do seu pai. Papai, como a gente escreve...? Joey, estou lendo o jornal e não quero ser interrompido. Vá brincar lá fora. E não bata a porta. O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da calça do filho, enrolados num papel, uma pedrinha, um pedaço de barbante e duas bolinhas de gude. Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo. Os anos rolaram... Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua família. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse: Este aqui é você, papai! A garota também riu. O pai olhou pra o grande círculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente começou a passar o dedo sobre o círculo. Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou: Eu volto logo! E voltou. Com um lápis na mão. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou: Papai, como a gente escreve amor? Ele abraçou a filha, tomou a sua mãozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia: Amor, querida, amor se escreve com as letras t...e...m...p...o. * * * Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extrapara amar, não esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa é ter quem ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive. Não espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, família, afeição. Por fim, lembre: se você não tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e o tempo...bom, o tempo é uma questão de escolha. Redação do Pense Nisso, com base no cap. Círculo de amor, de Jeannie S. Williams, da obra Histórias para o coração da mulher, de Alice Gray, ed. United Press, 2002.

O valor da paciência
9 Dez 20204:17EP 50

O valor da paciência

O VALOR DA PACIÊNCIA Alguém disse, um dia, que a paciência é a arma dos fracos. Nada mais falso: a paciência, ao contrário, talvez seja o estágio mais avançado de força que um ser humano pode atingir. Algumas pessoas neste mundo são capazes de derrubar um exército inteiro com a força das mãos, e por isso se julgam fortes. Outras são capazes de arriscar a própria vida pelos motivos mais banais, e por isso se julgam fortes. Mas, pensando bem: quantos de nós são capazes de suportar uma longa aflição, sem queixar-se uma única vez? Quantos são capazes de tolerar o sofrimento, a tristeza, a doença e as pequenas contrariedades da vida, em silêncio, dia após dia, e mesmo assim tirar ânimo, sabe-se lá de onde, para continuar acreditando na sorte e na felicidade? Não há dúvida de que é preciso ser forte para derrubar um exército ou arriscar a vida. Mas é preciso ser ainda mais forte para levantar da cama, disposto a tentar novamente, mesmo já tendo tentado e fracassado um milhão de vezes. Muita gente se deixa impressionar pela suposta força dos destemidos e valentões. Porém, às vezes, há mais força na paciência, na resignação e na obstinação de certas pessoas aparentemente frágeis do que em qualquer outro lugar. Quando alguém nos ofende ou desfaz de nosso valor, é normal que sintamos a necessidade de responder à altura, fazer a pessoa engolir suas palavras — mas isso a fará acreditar em nós ou nos respeitar? Absolutamente, não. Crescer e aparecer: eis a única forma de fazer alguém mudar de ideia a nossa respeito. Para isso, é preciso paciência: deixar nossos críticos e agressores falando sozinhos para, de repente, surpreendê-los — não com palavras, mas com obras. Conquistando vitórias que julgavam fora de nosso alcance. Crescendo e aparecendo, enquanto fazem pouco de nós. Quando vemos nosso sacrifício resultando inútil, nosso esforço todo jogado por terra, é natural que sintamos vontade de chorar e nos revoltar — mas isso vai mudar a realidade? Absolutamente, não. Juntar os cacos e recomeçar: eis a única forma de mudar alguma coisa. Também para isso é preciso paciência: engolir a decepção sem perder tempo com lágrimas inúteis, para voltar à carga com a mesma disposição de antes, como se nada houvesse acontecido. O desespero, muitas vezes, nasce de nossa própria ignorância: nos julgamos incapazes de suportar determinadas situações, superar momentos de aflição e tristeza, recomeçar do zero. Mas estamos enganados quando pensamos dessa forma: quem tem paciência para deixar a poeira baixar acaba, mais cedo ou mais tarde, percebendo que o bicho nunca é tão feio quanto parece. E, mais importante do que isso, que somos sempre mais fortes do que imaginamos. Embora talvez mais difícil, embora às vezes penoso, a paciência é sempre o caminho mais curto e mais certo: aquele que sabe esperar e persistir acaba sempre alcançando a vitória. Quem aprende a ser paciente sabe que não há nada melhor do que um dia depois do outro. E que a paciência pode ser amarga como o limão, mas seus frutos são doces como o mel... Pense Nisso, mas pense agora. ****** Redação do Pense Nisso. Com base no pensamento de Bertrand Rosseau

Mulher e dedicação
8 Dez 20204:22EP 49

Mulher e dedicação

MULHER E DEDICAÇÃO Em uma de suas mais famosas canções, o ex-Beatle John Lennon cantou a opressão que vitimava mulheres em todo o Mundo. Lennon foi assassinado em 1980, mas suas palavras ainda são atuais, nesses dias em que vivemos. No Brasil, na Arábia ou na Índia. Na antiguidade ou nas metrópoles de hoje. Em todas as épocas e povos, a mulher sempre teve sua posição atormentada pelas dificuldades do não reconhecimento de seu valor e de seu papel. Esforça-se, rompe barreiras, mas continua assombrada por um certo desprezo, nascido da aparente fragilidade que carrega. Em alguns locais o estigma é forte, bem visível, e oprime, fere, humilha. Em outros, a vida parece um pesadelo com a violência que assusta, com o terror que espalha. Basta ligar a TV, ou abrir jornais e revistas para ter notícias dos abusos impostos às mulheres. Vilipendiadas, desrespeitadas, caladas à força, elas prosseguem: carregam famílias, assumem tarefas, adoçam os dias com o mel que só um coração delicado pode oferecer. Mesmo nos países em que é valorizada, facilmente se percebe um certo desrespeito, um preconceito camuflado em piadas e risos irônicos. Sem falar nos salários mais baixos, nas avaliações que consideram mais o corpo que a inteligência. Ou você nunca notou? Por toda a parte em que se vai, basta abrir os olhos e ver as mulheres assinaladas pelo signo da generosidade. Por mais que trabalhem, sejam bem sucedidas, realizadas, o selo feminino é o da dedicação que não conhece limites. Quer prova disso? Observe as mães e esposas de atletas e artistas. Quem na maioria das vezes os estimula, torce, sacrifica as horas? Quem está, invariavelmente, ao lado deles, quando ninguém quer sonhar junto? Quem sempre acredita? E os filhos deficientes? Você já percebeu a presença materna ali ao lado? Onipresente, forte, protetora. Todos os estudos na área de deficiência física ou mental revelam que a figura materna, na maioria dos casos, é quem apóia o filho e vai em busca de alternativas, terapias, equipamentos, médicos. Mão estendida, voz cariciosa, presença constante. Mães, irmãs, avós, esposas, namoradas. Sempre ao lado, de mãos dadas, com brilho nos olhos e força nos braços. Tanta dedicação muitas vezes tem um preço caro demais. A mulher acostuma-se ao sacrifício o tempo inteiro. E fica invisível. Passa a fazer parte da paisagem. Ninguém lembra de agradecer, acarinhar, sorrir de volta. Mas quem disse que ela se abate? Mulher é entidade forte, cheia de graça e de poder, capaz de fazer nascer borboletas. Capaz de fazer brilhar o sol. * * * Se nos cabe reconhecer no homem o condutor da Civilização e o mordomo dos patrimônios materiais, na Terra, não podemos esquecer de identificar na mulher o anjo da esperança, ternura e amor. A missão feminina é espinhosa. Mas, efetivamente, só a mulher tem bastante poder para transformar os espinhos em flores.

Ajudar-se a si mesmo
7 Dez 20203:55EP 48

Ajudar-se a si mesmo

AJUDAR-SE A SI MESMO O mundo está cheio de gente azarada, desprezada pela sorte, para quem nada parece dar certo. São pessoas eternamente frustradas, perseguidas pelo destino, e que estão sempre precisando de ajuda. Ao nos contarem a tragédia de suas vidas, quase nos convencemos de que são mesmo criaturas esquecidas por Deus. Todos nós conhecemos alguém assim. Todos nós conhecemos ao menos uma dessas pessoas que, por serem tão sofridas, nos despertam a vontade de ajudar. E então, na primeira oportunidade que aparece, estendemos a mão. A pessoa recebe nosso auxilio com entusiasmo — mas, depois de algum tempo, por um motivo qualquer, anuncia que não vai mais poder usufruir daquele benefício: às vezes é falta de tempo, às vezes não era exatamente aquilo o que ela queria, outras vezes é uma dificuldade qualquer... O fato é que, no final das contas, nossa boa intenção resulta inútil. Depois de duas ou três experiências assim, compreendemos que é quase impossível ajudar certas pessoas: por mais que recebam apoio, elas esbarram sempre na própria falta de iniciativa. Há os que sonham ser artistas, mas jamais se aventuraram a fazer um curso de teatro, de musica. Há os que se queixam do emprego, mas não pró ativos, não saem atrás de coisa melhor — esperam talvez que alguma multinacional os procure em casa e lhes ofereça a presidência da empresa e um salário de magnata. Para justificar sua inércia, muitos tentam mascarar os verdadeiros motivos de seus fracassos: ou não são suficientemente inteligentes, ou não tem uma aparência boa o bastante, ou não tem tempo, ou não tem talento...Tudo pretexto. Ora, o mundo está cheio de pessoas vencedoras, mas que não são necessariamente inteligentes ou bonitas. O mundo está cheio de cantores de sucesso que não sabem cantar, e atores bem sucedidos que não sabem representar. Quanto ao tempo, os dias de Albert Einstein, Beethoven ou Abrahan Lincoln tinham as mesmas 24 horas...e lhes asseguro; eram bem curtos. É verdade que alguns lutam com todas as forças e, mesmo depois de muitas tentativas, não conseguem resultado. Mas também não são poucos os que se queixam da falta de riquezas que, no fundo, pouco ou nada fazem para conquistar. A verdade é que sempre haverá gente azarada, esquecida pela sorte, para quem nada parece dar certo. Pessoas que estarão sempre se queixando do destino e que, por mais que tentemos socorrer, serão sempre aquilo que são, frustradas e incapazes de realizar seus sonhos. Pessoas que passam a vida inteira pedindo a ajuda alheia, mas que, estranhamente, não se ajudam a si mesmas... Seja você um teísta ou ateu, já deve ter ouvido aquela frase: “ajuda-te que o céu te ajudara. Pense nisso ...e mãos à obra. Redação do Momento Espírita.

Fixação mental
5 Dez 20203:33EP 47

Fixação mental

FIXAÇÃO MENTAL Você já teve a sensação de que não fechou a porta, não desligou o ferro elétrico, não travou o carro, não apagou a luz? Essas situações surgem, pondo em dúvida o que, há poucos minutos, tínhamos como uma certeza. Se nós nos deixamos atormentar por tais idéias, elas passam a fazer parte do nosso cotidiano, transformando-se em neuroses que, em escala maior, causam-nos prejuízos. É a chamada idéia fixa, fixação mental ou monoidéia. Nessa mesma linha de raciocínio, os sentimentos de ciúme, de inveja, o fanatismo político, religioso e esportivo, considerados os graus de intensidade, podem causar danos à nossa economia espiritual. Causados por essas idéias fixas, surgem as ansiedades, os medos, as inseguranças, as mágoas guardadas, entre outros males. Quando agasalhamos esses sentimentos em nossa intimidade, de maneira a nos deixar atormentar por eles, a tal ponto que se constituam em idéia fixa ou monoidéia, poderemos gerar desequilíbrios e perturbações de difícil remoção. Se percebermos as insinuações dessas idéias negativas tentando instalação em nossas mentes, envidemos esforços para expulsá-las imediatamente. Empreguemos a vontade firme, a iniciativa, a perseverança nos bons propósitos, a fé e a paciência, como verdadeiros antídotos para expulsar essas idéias perniciosas. A transformação moral, a ação no bem, os nobres ideais do sentimento, da arte, da cultura, são medidas eficientes na prevenção de idéias indesejáveis. Se, por vezes, nos encontramos enredados nas teias de circunstâncias perturbadoras, façamos uma análise dos pensamentos que alimentamos, pois neles estão a causa desses desequilíbrios. Portanto, manter a mente e as mãos ocupadas no trabalho nobre são medidas profiláticas, que nos fortalecem espiritualmente, predispondo-nos à libertação definitiva dessas verdadeiras prisões mentais. Busquemos arejar a nossa mente com o otimismo, com leituras edificantes, permitindo-nos ser felizes tanto quanto se pode ser feliz sobre a Terra. Que a esperança seja o nosso grande tesouro e que nosso coração possa estar sempre balsamizado por suas luzes, iluminando-nos a alma e ajudando-nos a libertar-nos, em definitivo, das prisões mentais que tanto nos infelicitam. * * * Nos momentos em que nos permitimos fixações mentais desajustadas, Espíritos infelizes podem sugerir-nos idéias maléficas, aumentando nosso desequilíbrio. Nessas situações, podem incitar-nos o orgulho, a sede de vingança, o ciúme, as fobias, entre outros males. Portanto, vigiais! A vigilância sobre os pensamentos que emitimos, a fim de que possamos controlá-los, não nos permitindo cair em sugestões infelizes. Redação do Pense Nisso, com base no artigo Fixação mental, de Orson Peter Carrara, da Revista Reformador, de setembro de 1996, ed. Feb.

Desfrute de você
4 Dez 20203:03EP 46

Desfrute de você

DESFRUTE DE VOCÊ Há pessoas que, na tentativa de suprir suas carências e insatisfações, buscam envolver-se mais e mais com pessoas que lhes preencham o vazio interior. Enganam-se a si mesmas, pois essa eterna busca só acontece por causa da insatisfação. Uma pessoa feliz não precisa dessa busca desenfreada por companhia. É, como se diz, uma pessoa bem resolvida. Autoconfiante, segura do que quer e do que faz. Se você que esta me ouvindo neste momento, é daquelas pessoas que não consegue manter um relacionamento por muito tempo e acredita que a sua felicidade depende de outros; aumente o volume do rádio e preste atenção ao que vamos falar a seguir: Primeiro fique sozinho. Primeiro comece a se divertir sozinho. Primeiro amar a si mesmo. Primeiro ser tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio, transbordando. Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem - Você não está em falta. Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta. Você está em casa. Se alguém vier, bom, ótimo. Se ninguém vier, também é bom e ótimo. Feito isso, você já se encontra preparado para um relacionamento equilibrado e feliz. Agora você se move como um mestre, não como um mendigo. Agora você se move como um imperador, não como um vassalo. E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraído para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo. Quando dois mestres se encontram - mestres do seu ser, de sua solidão – a felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada. Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração. E eles não exploram um ao outro,, eles compartilham. Eles não utilizam o outro. Em vez disso, pelo contrário, ambos tornam-se UM e desfrutam da existência que os rodeia. Você entendeu como é importante desfrutar de sua própria companhia? Isso eleva a auto estima e atrai o amor e o encanto de outras pessoas por você. Pense nisso e faça isso. Redação do Pense Nisso

 Onde? Quando? Por quê?
3 Dez 20204:17EP 45

Onde? Quando? Por quê?

Onde? Quando? Por quê? Um senhor, de idade avançada, chegou ao Pronto Socorro para fazer um curativo em sua mão, que apresentava um profundo corte. Quando o médico iniciou o atendimento, percebeu que o idoso estava muito agitado, como se estivesse tomado de profunda afobação. E, enquanto vagarosamente higienizava suas mãos antes de iniciar o procedimento, o senhor, contrafeito, asseverou: Vamos, meu filho, ande rápido com isso que eu estou com muita pressa! O médico começou a cuidar do corte. O idoso, agitado, não conseguia permanecer muito tempo com a mão em repouso, dificultando o procedimento. O médico ficou curioso a respeito do motivo de tamanha pressa e questionou o paciente, que respondeu: Todas as manhãs eu visito a minha esposa, que está em uma casa de repouso, pois sofre do Mal de Alzheimer. Agora eu entendi o motivo de tamanha pressa, disse o médico, não contendo um sorriso. Se nos demorarmos por aqui, ela poderá ficar preocupada com a sua demora! Na realidade, ela já não sabe quem eu sou, disse, triste, o idoso. Há quase cinco anos não me reconhece mais. Mas, então, por que tanta pressa e para que a necessidade de estar com ela todas as manhãs, se ela não o reconhece mais? Com um sorriso terno e um grato brilho no olhar, o velhinho respondeu: Ela não sabe quem eu sou. Mas eu sei muito bem quem ela é... Ela é o amor da minha vida! * * * Num mundo em que o culto à aparência física, à beleza, à imagem se soprepõe a princípios morais e éticos; num mundo em que expressar o que se sente é sinal de fraqueza e ingenuidade, nos questionamos: Onde, quando e por que o amor? O amor é, por excelência, o centro da natureza de todos os seres. Muitos já falaram sobre o amor durante milênios, tudo para que pudéssemos aprender a amar. Mas o que sabemos sobre o amor?. E quão poucos de nós ultrapassamos as barreiras do orgulho e do egoísmo para vivenciarmos esse que é o sentimento mais sublime de todos. O amor é um modo, uma filosofia de vida. O amor é um caminho a ser percorrido. O amor é a fonte de todas as virtudes, pois que sem ele não há caridade, , resignação, benevolência, perdão, esperança...sem o o amor não há a suma criação. O amor é o laço que nos liga a todos e nos direciona a um mesmo fim, por um mesmo meio e de uma mesma forma. * * * Onde o amor? Ele deve se fazer presente onde há guerra, onde há violência, onde há tristeza, dor, ódio, sofrimento, fome, angústia, desespero, solidão... Quando o amor? Quando a verdade vacilar, o desânimo se abater, o medo se aproximar, o orgulho prevalecer. Quando a saudade apertar, o coração se ferir, o egoísmo corroer... Por que o amor? Porque o amor é o caminho certo a ser percorrido por todos aqueles que desejamos ser verdadeiramente felizes, termos paz, alcançarmos o equilíbrio, progredirmos, compreendermos a nossa própria existência. Pensemos nisso.

Um pai em nossas vidas
2 Dez 20204:34EP 44

Um pai em nossas vidas

Um pai em nossas vidas Pais existem de todos os jeitos. Existem aqueles que somente dão a sua contribuição biológica, não se envolvendo em mais nada. Existem outros que se preocupam em prover o abrigo, o alimento, a instrução, trabalham demais... Somente esquecem de oferecer as suas preciosas presenças no lar, nas conquistas dos filhos, desde as menores às mais grandiosas. Existem outros que se revestem de ternura, atenção, cuidados. Alguns são os grandes promotores do sucesso dos seus filhos, são referência de cumplicidade. Sempre prontos a ouvir os seus anseios, os sonhos, a escutar as confidências, as pequenas tolices do dia a dia.... E colaboram, nas várias etapas da concretização dos seus sonhos, permitindo-se ouvir as reclamações, as queixas, os desabafos ante os percalços que eles encontram. São esses a quem muitos de nós devemos o sucesso na carreira, o sonho alcançado. Assim foi com a indiana Gunjan Saxena, que se tornou a primeira oficial da Força Aérea Indiana. Criança, em viagem aérea, teve oportunidade de entrar na cabine de comando. Deslumbrou-se com o que viu: a aparelhagem, o imenso céu azul parecendo ser conquistado pelo enorme avião. Desejou ter o domínio de todos aqueles instrumentos. Queria sentar-se no banco do comandante que lhe disse: Para sentar aqui, você precisa se tornar piloto. Ela foi perseguir o seu sonho. Em 1996, depois de conseguir sua graduação como bacharel em Ciências em Física, ingressou na Força Aérea Indiana. Enfrentou dificuldades e em alguns momentos vacilou. Seu pai, no entanto, lhe oferecia o ombro para chorar, os ouvidos para escutar, o coração para amar. E as suas palavras eram sempre de incentivo, de não desistir, de alcançar o seu sonho. A grande diferença de um pai presente na vida de uma filha. O primeiro posto de Saxena foi em Udhampur, onde precisou enfrentar desafios de gênero. De toda forma, segundo ela, os pilotos do sexo masculino aceitaram a situação mais rápido do que ela mesma esperava. Foi a única mulher piloto a participar da batalha de Kargil, entre maio e julho de 1999, na qual a Índia lutou contra os paquistaneses que tomaram posições na linha de controle indiana. Suas principais funções, durante essa guerra, eram evacuar os feridos, transportar suprimentos e ajudar na vigilância. Ela teve que lidar com áreas de pouso improvisadas, alturas de treze a dezoito mil pés e fogo inimigo. Uma única mulher entre os dez pilotos. Participou do resgate de novecentos soldados, feridos ou mortos. * * * Quantos de nós, como a indiana Gunjan tivemos um pai atento, responsável e incentivador? Importante que o saibamos agradecer. Se já é idoso, mais ainda precisamos destacar a sua atuação em nossas vidas. Para todos os que somos pais no agora, uma lição. Tenhamos os olhos nos nossos filhos. Ouçamos os seus sonhos, e os auxiliemos, com nossa palavra, a ir em frente, a prosseguir, a galgar os degraus até a vitória. Lembremos: um pai faz a grande diferença na vida dos seus filhos. Pense nisso... Mas, Pense agora. (*) Pense Nisso com base em texto do Momento Espírita, de 04/11/2020, e dados biográficos de Gunjan Saxena e filme A tenente de Kargil.

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