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PODCAST · 3051 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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AS FRUSTRAÇÕES
20 Set 20143:43EP 35

AS FRUSTRAÇÕES

&nbsp;As Frustra&ccedil;&otilde;es <br /> <br /> Grande parte das pessoas, na sociedade atual, &eacute; infeliz, &eacute; frustrada. Voc&ecirc; j&aacute; se perguntou por que isso acontece?<br /> Muitos s&atilde;o os estudos feitos para se descobrir as poss&iacute;veis causas da infelicidade do homem moderno e todos apontam para um &uacute;nico e grande causador de tudo isso: o pr&oacute;prio homem.<br /> O ser humano traz em sua bagagem, ao nascer, um plano de felicidade. Ele traz consigo basicamente tr&ecirc;s motiva&ccedil;&otilde;es que o levar&atilde;o a uma satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal, se as conseguir manter ao longo da exist&ecirc;ncia.<br /> Uma delas &eacute; ter um relacionamento pessoal satisfat&oacute;rio.<br /> Outra, &eacute; poder ser &uacute;til na comunidade em que vive e, por fim, crescer como indiv&iacute;duo, alcan&ccedil;ando sua auto-realiza&ccedil;&atilde;o.<br /> Se todas as pessoas conseguissem atender a esses apelos do seu interior jamais se sentiriam frustradas ou infelizes.<br /> No entanto, h&aacute; outros apelos muito fortes que v&ecirc;m do exterior, que a sociedade imp&otilde;e como sendo indispens&aacute;veis: ter muito dinheiro, ter fama e ser fisicamente atraente.<br /> E &eacute; quando o ser humano entra na luta pela conquista de posses materiais, de fama e de uma apar&ecirc;ncia f&iacute;sica atraente, que muitas vezes se infelicita e se frustra.<br /> E por que isso ocorre?<br /> Porque, em sua maioria, as criaturas se esquecem das suas aspira&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas e passam a lutar com todas as suas for&ccedil;as para conquistar o que a sociedade convencionou chamar de homem bem sucedido.<br /> E, para &quot;subir na vida&quot;, tantas vezes n&atilde;o se importa em passar por cima de seus semelhantes, e mata uma de suas motiva&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas: a de ter um bom relacionamento pessoal.<br /> Deixa de ouvir a voz da consci&ecirc;ncia que o chama &agrave; utilidade, junto &agrave; comunidade, e passa a lutar por uma profiss&atilde;o que lhe d&ecirc; status e fama.<br /> Se aspirar, por exemplo, a ser um m&eacute;dico &uacute;til &agrave; sociedade, passa a ver na profiss&atilde;o um meio de ganhar dinheiro e fazer fama, tornando-se um comerciante da medicina, que s&oacute; atende se for bem pago.<br /> E para poder se manter fisicamente atraente, muitos indiv&iacute;duos vivem &agrave; custa de drogas e regimes cru&eacute;is, e passam a depender disso para manter as apar&ecirc;ncias.<br /> E quando o corpo f&iacute;sico cobra seus tributos, em fun&ccedil;&atilde;o da idade, passam a esticar a pele por todos os lados, como se fosse poss&iacute;vel enganar as leis que regem a mat&eacute;ria.<br /> O que o indiv&iacute;duo n&atilde;o se d&aacute; conta, &eacute; que quanto mais luta para ter, mais se esquece de ser e mais se infelicita.<br /> Os que conseguem conquistar posses materiais, fama, e uma boa apar&ecirc;ncia, passam a empregar seu tempo e sua sa&uacute;de para mant&ecirc;-los.<br /> E os que n&atilde;o logram realizar esses sonhos estabelecidos pela sociedade, se tornam infelizes e frustrados por se julgarem incapazes para tal.<br /> Assim, quando o ser humano entender que o dinheiro &eacute; meio e n&atilde;o fim para ser conquistado a qualquer custo, colocar&aacute; esse bendito recurso a servi&ccedil;o do progresso pr&oacute;prio e dos seus semelhantes em todos os sentidos.<br /> Voc&ecirc; vale pelo que &eacute;, e n&atilde;o pelo que tem ou pela sua apar&ecirc;ncia f&iacute;sica.<br /> As virtudes s&atilde;o os tesouros mais preciosos que voc&ecirc; pode conquistar.<br /> Lembre-se sempre de que nada vale a pena se tivermos que abrir m&atilde;o da nossa dignidade, da nossa honradez, ou dos nossos valores nobres.<br /> <br /> <br /> Texto da Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em texto do livro Porque fazemos o que fazemos, de Edward Deci, ed. Neg&oacute;cio.<br />

TER SEMPRE RAZÃO
19 Set 20144:44EP 34

TER SEMPRE RAZÃO

&nbsp;Ter sempre raz&atilde;o<br /> <br /> Quanto custa ter sempre raz&atilde;o?<br /> Em algum momento, paramos para analisar esta quest&atilde;o? J&aacute; pensamos quais s&atilde;o as consequ&ecirc;ncias de sempre querer provar que estamos certos?<br /> &Eacute; claro que defender um ponto de vista &eacute; corriqueiro. Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, &eacute; mesmo saud&aacute;vel.<br /> Trocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, s&atilde;o posturas naturais e comuns nas nossas rela&ccedil;&otilde;es cotidianas.<br /> Por&eacute;m, quando essa atitude supera todas as barreiras, est&aacute; sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a raz&atilde;o, qual o pre&ccedil;o a ser pago?<br /> Quantas vezes nos aborrecemos com algu&eacute;m pelo simples fato de querermos convenc&ecirc;-lo de que ele est&aacute; errado em sua forma de pensar?<br /> Quem de n&oacute;s n&atilde;o se pegou transformando uma discuss&atilde;o tranquila em um afrontamento pessoal?<br /> Ou ainda, quantas vezes n&atilde;o elevamos o tom da conversa, nos tornamos r&iacute;spidos no enfrentamento de ideias?<br /> Defendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade, conforme nossos valores, conceitos e capacidades.<br /> Quatro pessoas, cegas de nascen&ccedil;a, ao serem colocadas junto a um elefante v&atilde;o conseguir relatar o que puderem tocar do animal.<br /> Se n&atilde;o lhes derem a oportunidade de perceber as diferen&ccedil;as entre orelha, cauda, tromba, corpo, ter&atilde;o apenas uma ideia parcial.<br /> N&atilde;o estar&atilde;o erradas, apenas cada uma ter&aacute; somente parte da raz&atilde;o.<br /> Muitas vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. Temos a nossa percep&ccedil;&atilde;o, a nossa capacidade de an&aacute;lise.<br /> N&atilde;o quer dizer que estejamos errados ou que n&atilde;o tenhamos raz&atilde;o em nossos argumentos.<br /> Por&eacute;m n&atilde;o podemos esquecer de que o outro tem sua pr&oacute;pria forma de ver, seus valores, suas ideias.<br /> Enfrentar-se nessas situa&ccedil;&otilde;es, ser&aacute; o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que, quase sempre, o que existe, de verdade, &eacute; o desejo de impor nosso racioc&iacute;nio, nossa argumenta&ccedil;&atilde;o.<br /> In&uacute;meras vezes, em nome de desejarmos provar que a raz&atilde;o nos pertence, usamos nossa palavra como quem est&aacute; numa batalha, n&atilde;o desejando nunca perder.<br /> Ter sempre raz&atilde;o &agrave;s vezes custa o pre&ccedil;o de uma amizade.<br /> Buscar impor aos outros nossos argumentos, repetidamente, pode ocasionar o desgaste da rela&ccedil;&atilde;o.<br /> Querer estar sempre certo, no campo das ideias e reflex&otilde;es, pode causar fissuras nas rela&ccedil;&otilde;es familiares.<br /> Assim, antes de buscarmos ter raz&atilde;o, melhor buscarmos a preserva&ccedil;&atilde;o da harmonia.<br /> Antes de querermos ser vencedores em nossa argumenta&ccedil;&atilde;o, melhor que tenhamos paz de esp&iacute;rito.<br /> A verdade, mais dia, menos dia, se far&aacute; presente, duradoura, perene.<br /> Assim, mesmo quando toda a raz&atilde;o nos perten&ccedil;a, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias.<br /> Talvez, o melhor, em determinadas situa&ccedil;&otilde;es, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de valida&ccedil;&atilde;o para buscar compreender o pr&oacute;ximo.<br /> Ao assim procedermos, poderemos entender o porqu&ecirc; dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas rela&ccedil;&otilde;es.<br /> Dessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e dissabores, pesos desnecess&aacute;rios ao nosso cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br />

PENSANDO NA MORTE
18 Set 20143:00EP 33

PENSANDO NA MORTE

Pensando na morte<br /> <br /> N&oacute;s, seres humanos, somos de ra&ccedil;as e cores diferentes. Temos m&uacute;ltiplas formas de nos expressar, atrav&eacute;s da linguagem e da diversidade dos costumes.<br /> Em mat&eacute;ria de cren&ccedil;a religiosa, filiamo-nos &agrave;quela que melhor nos fale ao cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Somos de graus variados em intelecto, posi&ccedil;&atilde;o social e sentimentos.<br /> Mas, se h&aacute; um verdadeiro ponto comum para todos n&oacute;s, esse se chama morte.<br /> Todos estamos fadados a ela e, de forma paradoxal, &eacute; com o que menos nos preocupamos.<br /> Planificamos nossa vida como se esta jamais fosse findar. Criamos rixas e desaven&ccedil;as com pessoas e na&ccedil;&otilde;es, disputando coisas passageiras, sem nos darmos conta de que tudo ficar&aacute; aqui, na Terra, quando chegar nossa hora de partir.<br /> Acumulamos bens e trabalhamos muito al&eacute;m da conta, para encher cofres e contas banc&aacute;rias, sem pensar que isso somente vale enquanto estamos por aqui.<br /> Enfim, vivemos como se a carne fosse imortal e a morte nunca nos houvesse de alcan&ccedil;ar.<br /> Para quase todos, ali&aacute;s, falar em morte equivale a algo l&uacute;gubre, tenebroso.<br /> Um conceito que foi fabricado especialmente pela grande noite da Idade M&eacute;dia, com suas supersti&ccedil;&otilde;es e fanatismo, envolveu a morte em terr&iacute;veis sombras, vestindo-a de pavor.<br /> As carpideiras, as vestes negras e roxas, as cerim&ocirc;nias macabras, tudo dava a impress&atilde;o de horror e desalento em refer&ecirc;ncia &agrave; morte.<br /> &Eacute; hora de retornar &agrave;s fontes primitivas. Com a certeza da continua&ccedil;&atilde;o da vida, a morte passar&aacute; a ser recebida com serenidade.<br /> Morrer deixar&aacute; de ser trag&eacute;dia. Ser&aacute;, sim, o mecanismo que facilitar&aacute; o renascimento em outra esfera, no Mundo Espiritual.<br /> <br /> <br /> Sigamos, pois, na sua dire&ccedil;&atilde;o, com tranquilidade e sem temor.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 29, do<br /> livro Desperte e seja feliz, pelo Esp&iacute;rito Joanna de<br /> &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br />

SUPERSTIÇÕES
17 Set 20144:14EP 32

SUPERSTIÇÕES

&nbsp;Supersti&ccedil;&otilde;es<br /> <br /> O que voc&ecirc; faz quando um gato preto lhe atravessa o caminho? E se derramar sal, sem querer?<br /> Voc&ecirc; acredita que plantas, como arruda e guin&eacute;, s&atilde;o segura prote&ccedil;&atilde;o ao mal?<br /> &Eacute; interessante observar como no S&eacute;culo de tanta tecnologia, em que o homem conquistou a lua, envia naves para investigar o Cosmo, ainda se entret&eacute;m com coisas da ignor&acirc;ncia.<br /> &Eacute; comum visitar-se um doente e encontrar debaixo da cama tesouras abertas, carv&otilde;es acesos.<br /> Na era em que a medicina realiza extraordin&aacute;rias cirurgias, devassando a intimidade do ser humano, ainda mesmo antes dele nascer.<br /> Os supersticiosos s&atilde;o almas infantis. Preferem o temor ao amor, sufocam a esperan&ccedil;a na desconfian&ccedil;a.<br /> Ao inv&eacute;s de combater os inimigos de dentro, acreditam ser mais f&aacute;cil se utilizar de subterf&uacute;gios.<br /> Para o sucesso, a cor certa, o amuleto devido. H&aacute; os que falam em come&ccedil;ar o dia com o p&eacute; direito. Oxal&aacute; Deus nos permita dispor dos dois - o que nos facilita a locomo&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; mesmo?<br /> Os que se deixam enlear pelas supersti&ccedil;&otilde;es acabam v&iacute;timas de enganadores da Terra , que os exploram. Basta lembrar das in&uacute;meras cestinhas da fortuna &agrave; venda, dos gnomos da sorte, das bruxinhas, das flores ex&oacute;ticas ou populares para atra&iacute;rem isso ou aquilo.<br /> Tamb&eacute;m se tornam excessivamente preocupados, infelicitando-se.<br /> <br /> N&atilde;o se torne vitima de pessoas que se dizem revestidas de poderes m&aacute;gicos.Se busca o &ecirc;xito nos seus empreendimentos, esfor&ccedil;a-se no estudo e no trabalho, caminhos que o conduzem ao progresso, sem d&uacute;vida.<br /> As supersti&ccedil;&otilde;es e os supersticiosos s&atilde;o heran&ccedil;as da insensatez e do obscurantismo. &Eacute; pr&oacute;prio do homem que prefere a treva &agrave; luz, o sofrimento ao amor, a piedade ao respeito.<br /> Os que apregoam amuletos e f&oacute;rmulas m&aacute;gicas s&atilde;o criaturas que ainda se mant&eacute;m presas ao pret&eacute;rito da Humanidade.<br /> Ningu&eacute;m conceberia chamar Deus a um homem somente porque descesse de um avi&atilde;o.<br /> N&atilde;o se pode conceber que uma fita, uma planta, uma est&aacute;tua possa nos modificar a vida. Seria jogar por terra conquistas intelectuais e morais j&aacute; realizadas.<br /> Conhecereis a verdade e a verdade vos libertar&aacute;. A frase foi dita tem mais de vinte s&eacute;culos. Continua atual. O convite persiste. Vamos ler e nos instruir?<br /> Vamos movimentar nossas energias mentais nos pensamentos positivos?<br /> Bertrand Russel, filosofo, matem&aacute;tico e Nobel de literatura disse uma vez: &ldquo; h&aacute; algo d&eacute;bil e um pouco desprez&iacute;vel no homem que n&atilde;o consegue encarar as adversidades da vida sem a ajuda de mitos confortantes&rdquo;. <br /> Pense nisso e libertar-se.<br /> <br /> <br /> <br /> Pensa em prosperidade, abund&acirc;ncia, mas n&atilde;o s&oacute; de valores materiais, e sim, dos demais bens , que s&atilde;o essenciais para uma vida de qualidade.<br /> Pensa e viver&aacute;s consoante a onda mental que emitires.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nos pensamentos <br /> do filosofo ingl&ecirc;s Bertrand Russel.<br />

GENEROSIDADE
15 Set 20143:29EP 31

GENEROSIDADE

&nbsp;GENEROSIDADE<br /> <br /> <br /> Quando tinha treze anos, Severino saiu de Olho D&rsquo;&aacute;gua Seco, no sert&atilde;o de Pernambuco, para morar com um tio na capital, Recife.<br /> Certo dia perdeu-se na cidade grande. Sem saber ler, n&atilde;o conseguia encontrar o caminho de volta olhando as placas e o nome das ruas. Era como se fosse cego, diz.<br /> Quando, afinal, achou o endere&ccedil;o, pediu ao tio para lhe comprar uma cartilha de alfabetiza&ccedil;&atilde;o. Sozinho, aprendeu a ler e a escrever. Um ano depois, voltou ao sert&atilde;o e tratou de ensinar o que sabia &agrave; irm&atilde;.<br /> N&atilde;o era muito, mas era o bastante. Depois, improvisou uma escolinha para alfabetizar outros moradores. J&aacute; tinha ensinado duzentas e trinta e uma pessoas a ler quando deixou Pernambuco por uma vida melhor em S&atilde;o Paulo.<br /> Gosto de passar adiante tudo o que aprendo. N&atilde;o vou levar nada para o caix&atilde;o. Ent&atilde;o tenho de compartilhar o que sei com quem precisa, sen&atilde;o esse conhecimento morre comigo, conta ele.<br /> * * *<br /> Estamos acostumados a reconhecer a generosidade em gestos grandiosos como o de Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do planeta, que doou vinte e nove bilh&otilde;es de d&oacute;lares &agrave; institui&ccedil;&atilde;o de combate &agrave; pobreza que fundou com a mulher, Melinda.<br /> Mas a hist&oacute;ria de Severino n&atilde;o deixa d&uacute;vida de que a generosidade pode ser praticada mesmo por quem tem pouco ou quase nada &ndash; e de v&aacute;rias formas, muito al&eacute;m de dar bens que sobram.<br /> Alguns exemplos s&atilde;o:Ant&ocirc;nio, um desembargador de justi&ccedil;a, que conta hist&oacute;rias para crian&ccedil;as num hospital. &Eacute;lcio, que incentiva a solidariedade na empresa que lidera, e ajudou a fazer dela um dos melhores lugares do mundo para trabalhar.<br /> Danielle, que aos sessenta e tr&ecirc;s anos, ajuda milhares de deficientes visuais a ter acesso a livros.<br /> Todos podemos ser generosos, e se desejamos realmente um mundo melhor, come&ccedil;ar pela benevol&ecirc;ncia nas pequenas coisas, nos gestos singelos, &eacute; fundamental.<br /> * * *<br /> Proponha a voc&ecirc; mesmo este desafio. Pratique um ato de generosidade, no dia de hoje e veja os resultados.<br /> N&atilde;o o resultado do reconhecimento &ndash; pois ele quase sempre n&atilde;o vem, e n&atilde;o deve ser nosso foco &ndash; mas o resultado em sua alma, em sua alegria interior.<br /> Doe-se ao outro. Doe-se ao mundo. Doe sua vida ao amor e ganhe a felicidade t&atilde;o sonhada!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita com base em artigo da revista<br /> Sorria, v.1, de mar&ccedil;o/abril de 2008, e no item 886, de O livro dos<br /> Esp&iacute;ritos, de Allan Kardec, <br /> ed .Feb.<br />

IDEIAS INATAS
13 Set 20143:56EP 30

IDEIAS INATAS

&nbsp;IDEIAS INATAS<br /> <br /> Ivan M&aacute;rcio Gomes Barbosa nasceu em Surubim, Pernambuco, em 1977. Filho de pedreiro e de uma dom&eacute;stica.<br /> Aos cinco anos come&ccedil;ou a montar carrinhos de madeira. Aos doze anos come&ccedil;ou a fazer os carrinhos com sucatas de latas de &oacute;leo de cozinha, pois n&atilde;o tinha condi&ccedil;&otilde;es financeiras para comprar material.<br /> Foi engraxate, vendedor de algod&atilde;o doce e picol&eacute;, catador de lixo, pipoqueiro e verdureiro. Sempre juntando sucatas para seus inventos.<br /> Aos vinte anos come&ccedil;ou a fazer rob&ocirc;s com sucatas eletr&ocirc;nicas: materiais de vitrolas, de aparelhos de som, de r&aacute;dio, de televisores que conseguia no ferro velho.<br /> Sua facilidade para manipular esses materiais fez com que ele procurasse uma escola t&eacute;cnica em mec&acirc;nica industrial. Assim o fez, come&ccedil;ou a estudar e, em 1998, obteve o primeiro lugar na Feira de Conhecimentos.<br /> Foi primeiro colocado numa Feira de Ci&ecirc;ncias em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.<br /> Em 1999, em Recife, Pernambuco, concorreu com 54 col&eacute;gios noutra Feira, onde, da mesma forma, obteve a primeira premia&ccedil;&atilde;o.<br /> Atualmente, &eacute; membro do Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia, em Pernambuco e j&aacute; fez 15 rob&ocirc;s de sucata.<br /> Entre eles, um rob&ocirc; antibomba e anti-inc&ecirc;ndio, com manipulador de materiais, para proteger a vida de bombeiros, por exemplo.<br /> Seu dom atraiu o Fant&aacute;stico, da TV Globo, em meados de 2005.<br /> Por ter sido premiado v&aacute;rias vezes ao vencer concursos de inventos, mesmo em outros Estados e querendo desenvolver seus dons e tend&ecirc;ncias de crian&ccedil;a, Ivan quer estudar Mecatr&ocirc;nica e Rob&oacute;tica.<br /> <br /> Essa facilidade de Ivan para criar rob&ocirc;s, desde pequeno, primeiro com madeiras e depois com sucatas, at&eacute; eletronicamente, s&atilde;o ind&iacute;cios que nos fazem pensar.<br /> De onde Ivan trouxe esses conhecimentos?<br /> N&atilde;o os adquiriu nesta vida, porque nasceu e cresceu num meio totalmente diverso a isso.<br /> Qual a origem das faculdades extraordin&aacute;rias dos indiv&iacute;duos que, sem estudo pr&eacute;vio, parecem ter a intui&ccedil;&atilde;o de certos conhecimentos, o das l&iacute;nguas, do c&aacute;lculo e das artes?<br /> Lembran&ccedil;a do passado? Progresso anterior da alma?<br /> Sem querer defender, essa ou aquela doutrina religiosa, podemos pensar que, o corpo muda, o Esp&iacute;rito, por&eacute;m, n&atilde;o muda, embora troque de roupagem.<br /> Podemos pensar assim, que a Lei da multiplicidade das exist&ecirc;ncias para o Esp&iacute;rito &eacute; imprescind&iacute;vel &agrave; Lei de progresso.<br /> Os conhecimentos adquiridos em cada exist&ecirc;ncia n&atilde;o se perdem.<br /> O Esp&iacute;rito at&eacute; pode esquec&ecirc;-los, de forma moment&acirc;nea, em uma vida. Mas a intui&ccedil;&atilde;o que deles conserva lhe auxilia o progresso.<br /> Pensemos nisso. E nunca deixemos de investir em n&oacute;s mesmos, porque nada que se aprenda ou assimile se perder&aacute;.<br /> Tudo constitui crescimento, progresso, ascens&atilde;o.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em artigo de<br /> Washington Fernandes, publicado na Revista Internacional de <br /> Espiritismo, de mar&ccedil;o de 2006 e nos itens 218 e 219 <br /> de O livro dos Esp&iacute;ritos, de Allan Kardec, ed. Feb.<br />

BARBEIROS NÃO EXISTEM
12 Set 20142:48EP 29

BARBEIROS NÃO EXISTEM

&nbsp;BARBEIROS N&Atilde;O EXISTEM!<br /> <br /> Conta-se que, um dia, um homem foi &agrave; barbearia para cortar os cabelos e, enquanto o barbeiro o atendia, ambos mantinham uma conversa animada.<br /> Falavam de muitas coisas, at&eacute; que o homem resolveu falar da vida e, para explic&aacute;-la, falou a respeito de Deus.<br /> O barbeiro, homem muito incr&eacute;dulo, come&ccedil;ou a contestar a exist&ecirc;ncia de Deus e falou:<br /> Deixe disso, meu caro! Deus n&atilde;o existe!<br /> E por qu&ecirc;? Perguntou o homem.<br /> Ora, se Deus existisse n&atilde;o haveria tantos miser&aacute;veis passando fome! Olhe &agrave; sua volta e veja quanta tristeza. &Eacute; s&oacute; andar pelas ruas e enxergar!<br /> Bem, se essa &eacute; a sua maneira de pensar, eu a respeito.<br /> Sim, claro. Falou rapidamente o barbeiro.<br /> O homem pagou o corte e ia saindo, quando avistou um maltrapilho com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pesco&ccedil;o.<br /> N&atilde;o se conteve, deu meia volta e falou ao barbeiro:<br /> Sabe de uma coisa? N&atilde;o acredito em barbeiros! Barbeiros n&atilde;o existem.<br /> Como assim? Perguntou surpreso o descrente.<br /> Sim, falou o homem, se existissem barbeiros n&atilde;o haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!<br /> Ora, existem tais pessoas porque evidentemente n&atilde;o v&ecirc;m a mim!<br /> Que bom! Disse o homem. Agora voc&ecirc; entendeu.<br /> * * *<br /> Se o fato de existirem pessoas passando fome, enfrentando dificuldades, sofrimentos, dores fosse suficiente para provar que Deus n&atilde;o existe, estar&iacute;amos observando a realidade de um ponto de vista muito estreito.<br /> A exist&ecirc;ncia de Deus &eacute; uma verdade subjetiva, e como tal, deve ser buscada com a raz&atilde;o e o sentimento.<br /> Cada pessoa pode encontrar Deus de maneira diferente, mas existe uma condi&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica: &eacute; preciso busc&aacute;-Lo com firme desejo de encontr&aacute;-Lo.<br />

UM SABIO CONSELHO
10 Set 20143:32EP 28

UM SABIO CONSELHO

&nbsp;Um s&aacute;bio conselho<br /> <br /> <br /> Geralmente as pessoas gostam de dar conselhos, mas nem sempre s&atilde;o conselhos dignos de serem seguidos.<br /> No entanto, com aquele jovem m&eacute;dico foi diferente.<br /> Quase ao t&eacute;rmino da festa de sua formatura, um de seus professores se aproximou, colocou a m&atilde;o sobre seu ombro, e lhe disse:<br /> Meu filho, vou lhe dar um conselho. Sempre que voc&ecirc; for receitar um rem&eacute;dio para um paciente, pergunte-se primeiro: &quot;Eu tomaria esse rem&eacute;dio? Eu o daria para minha esposa, minha m&atilde;e, meu pai? Receitaria para um filho ou um irm&atilde;o?&quot; Se a resposta for sim, ent&atilde;o pode prescrever a medica&ccedil;&atilde;o e guardar a consci&ecirc;ncia tranquila.<br /> Bom seria que cada formando, ao deixar a Universidade, recebesse um conselho desses e o seguisse na sua vida profissional.<br /> Se engenheiros e arquitetos se perguntassem sempre, antes de fazer um projeto, se morariam naquele edif&iacute;cio ou casa, se colocariam um ente querido para morar no seu interior;<br /> se o fabricante desse ou daquele produto usasse o mesmo crit&eacute;rio, e jamais colocasse em circula&ccedil;&atilde;o mercadorias que n&atilde;o deseja para si nem para os seus, n&atilde;o ter&iacute;amos reclama&ccedil;&otilde;es de consumidores;<br /> se pol&iacute;ticos, advogados, magistrados refletissem sobre suas a&ccedil;&otilde;es, perguntando-se se as aplicariam a si mesmos ou aos seus amores, ter&iacute;amos uma sociedade bem melhor e mais justa;<br /> se os professores, enfermeiros, farmac&ecirc;uticos fizessem o mesmo, o mundo seria melhor.<br /> Se os governantes, antes de fazer a guerra, se perguntassem se iriam para a frente de batalha, se mandariam a sua m&atilde;e, seu filho, sua esposa, seus mais diletos amigos, certamente optariam pela diplomacia.<br /> Enfim, se todos os indiv&iacute;duos, em qualquer atividade que desempenhem agissem sempre tendo por base fazer aos outros o que aceitariam de bom grado para si mesmos, n&atilde;o haveria viol&ecirc;ncia, injusti&ccedil;a, desamor...<br /> A solu&ccedil;&atilde;o de todos os problemas da Humanidade num preceito t&atilde;o simples e f&aacute;cil de entender...<br /> No entanto, poucos est&atilde;o dispostos a lan&ccedil;ar m&atilde;o desse recurso.<br /> E sabe por qu&ecirc;?<br /> Porque precisaria derrotar os vil&otilde;es mais poderosos que ainda habitam o cora&ccedil;&atilde;o do homem: o orgulho e o ego&iacute;smo.<br /> Mas voc&ecirc;, que deseja construir um mundo mais feliz e mais justo, pode fazer a sua parte sem se preocupar com aqueles que ainda se comprazem na explora&ccedil;&atilde;o dos semelhantes.<br /> Pois voc&ecirc; s&oacute; responder&aacute; pelos pr&oacute;prios atos, perante sua pr&oacute;pria consci&ecirc;ncia e de mais ningu&eacute;m.<br /> Pense nisso, e fa&ccedil;a a sua parte no exerc&iacute;cio da sua profiss&atilde;o, seja ela qual for.<br />

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