Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3051 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
O QUE VOCE É FALA MAIS ALTO
20 Jan 20154:16EP 99

O QUE VOCE É FALA MAIS ALTO

&nbsp;O que voc&ecirc; &eacute; fala mais alto...<br /> <br /> <br /> Era uma tarde de domingo ensolarada, na cidade de Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois filhos para jogar minigolf. Acompanhado pelos meninos dirigiu-se &agrave; bilheteria e perguntou:<br /> Quanto custa a entrada?<br /> O bilheteiro respondeu prontamente:<br /> S&atilde;o tr&ecirc;s d&oacute;lares para o senhor e para qualquer crian&ccedil;a maior de seis anos.<br /> A entrada &eacute; gr&aacute;tis se eles tiverem seis anos ou menos. Quantos anos eles t&ecirc;m?<br /> Bobby informou que o menor tinha tr&ecirc;s anos e o maior, sete.<br /> O rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza:<br /> O senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim?<br /> Se tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu n&atilde;o saberia reconhecer a diferen&ccedil;a. Poderia ter economizado tr&ecirc;s d&oacute;lares.<br /> O pai, sem se perturbar, disse: Sim, voc&ecirc; talvez n&atilde;o notasse a diferen&ccedil;a, mas as crian&ccedil;as saberiam que n&atilde;o &eacute; essa a verdade.<br /> * * *<br /> Sem a consci&ecirc;ncia que Bobby tinha da import&acirc;ncia de sermos verdadeiros em todas as situa&ccedil;&otilde;es do cotidiano, muitos de n&oacute;s apresentamos uma realidade distorcida aos nossos filhos.<br /> Tantas vezes, para economizar pequena soma em moedas, desperdi&ccedil;amos o tesouro do ensinamento nobre e justo.<br /> Desconsiderando a grandeza da integridade e da dignidade humanas, permitimos que esses valores morais sejam arremessados fora, por muito pouco.<br /> Nesses dias de tanta corrup&ccedil;&atilde;o e desconsidera&ccedil;&atilde;o para com o ser humano, vale a pena refletir sobre os exemplos que temos dado aos nossos filhos.<br /> &Agrave;s vezes, n&atilde;o s&oacute; mentimos ou falamos meias-verdades, como tamb&eacute;m pedimos a eles que confirmem diante de terceiros as nossas inverdades.<br /> Agindo assim, estaremos contribuindo para a constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade moralmente enferma desde hoje.<br /> Ademais, o fato de mentirmos nos tira a autoridade moral para exigir que os filhos nos digam a verdade, e isso nos incomoda.<br /> Pensamos que pequenas mentiras n&atilde;o far&atilde;o diferen&ccedil;a, na forma&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter dos pequenos, mas isso &eacute; mera ilus&atilde;o, pois cada gesto, cada palavra, cada atitude que tomamos est&atilde;o sendo cuidadosamente observadas e imitadas pelas crian&ccedil;as que nos rodeiam.<br /> Da&iacute; a import&acirc;ncia da autoridade moral, t&atilde;o esquecida e ao mesmo tempo t&atilde;o necess&aacute;ria, na constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais justa e digna.<br /> E autoridade moral n&atilde;o quer dizer autoritarismo. Enquanto o autoritarismo dita ordens e exige que se cumpra, a autoridade moral arrasta pelo pr&oacute;prio exemplo, sem perturba&ccedil;&atilde;o.<br /> A verdadeira autoridade pertence a quem j&aacute; conquistou a si mesmo, domando as m&aacute;s inclina&ccedil;&otilde;es e vivendo segundo as regras de bem proceder.<br /> Dessa forma, o exemplo ainda continua sendo o melhor e mais eficaz m&eacute;todo de educa&ccedil;&atilde;o.<br /> Sejamos, assim, cartas vivas de li&ccedil;&otilde;es nobres para serem lidas e copiadas pelos que convivem conosco.<br /> * * *<br /> Diz o poeta americano Ralph Waldo Emerson: Quem voc&ecirc; &eacute; fala t&atilde;o alto que n&atilde;o consigo ouvir o que voc&ecirc; est&aacute; dizendo.<br /> Em tempos de desafios e lutas, quando a &eacute;tica e a moral s&atilde;o mais importantes que nunca, assegure-se de ter deixado um bom exemplo para aqueles com quem voc&ecirc; trabalha ou convive.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br />

SENTIR NA PROPRIA PELE
19 Jan 20154:40EP 98

SENTIR NA PROPRIA PELE

&nbsp;SENTIR NA PR&Oacute;PRIA PELE<br /> <br /> Uma determinada ONG alem&atilde; apresentou, de forma inusitada, um excelente exemplo de marketing social.<br /> Em alguns cinemas da Alemanha, o p&uacute;blico entrava para assistir aos filmes e se deparava com diversos cobertores dobrados, colocados um em cada poltrona.<br /> Nada foi dito ou explicado e, conforme os primeiros an&uacute;ncios e trailers iam passando, a sala come&ccedil;ava a esfriar, chegando a temperaturas baix&iacute;ssimas, similares &agrave;s das madrugadas de inverno naquela regi&atilde;o.<br /> Ent&atilde;o, subitamente, uma mensagem come&ccedil;ava a aparecer, mostrando moradores de rua em muita dificuldade, assim como seus pr&oacute;prios relatos narrando os problemas causados pelo frio intenso.<br /> Ao final da mensagem, um deles, inclusive, em tom de bom humor, dizia para que n&atilde;o incomodassem mais as pessoas no cinema e as deixassem assistir a seus filmes.<br /> A campanha finalizava avisando &agrave;s pessoas que, em cada cobertor que receberam, havia um c&oacute;digo, que poderiam ler com seus celulares, e efetuar uma doa&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea para ajudar os moradores de rua, os sem teto.<br /> O resultado foi surpreendente. Ap&oacute;s realizarem a experi&ecirc;ncia em diversas salas de cinema de todo o pa&iacute;s, computaram um retorno de noventa e cinco por cento, isto &eacute;, noventa e cinco por cento das pessoas que estiveram nessas salas de cinema se comoveram e fizeram doa&ccedil;&otilde;es.<br /> * * *<br /> A interessante experi&ecirc;ncia revela que ainda precisamos sentir na pr&oacute;pria pele para que desenvolvamos a verdadeira empatia para com o outro.<br /> Colocar-se no lugar do outro &eacute; fundamental para que possamos entender a situa&ccedil;&atilde;o do nosso pr&oacute;ximo e ajud&aacute;-lo sem ressalvas e sem medo.<br /> Deus e Sua provid&ecirc;ncia, nos processos das vidas sucessivas, nos coloca em tais situa&ccedil;&otilde;es, para que aprendamos a enxergar a vida, as pessoas, estando do outro lado.<br /> Assim, renascemos, muitas vezes, em condi&ccedil;&otilde;es opostas &agrave;s que antes t&iacute;nhamos no planeta, como por exemplo, tendo que lidar com a mis&eacute;ria material, muitos de n&oacute;s que, em exist&ecirc;ncia anterior, tivemos tudo e nem sequer olhamos para os lados para encontrar o pr&oacute;ximo necessitado.<br /> Em pa&iacute;ses, onde ainda se vive a realidade de castas, de segrega&ccedil;&otilde;es de ra&ccedil;as etc, aqueles que detinham o poder, que viviam privil&eacute;gios, renascem por vezes entre os subjugados; tanto quanto os que antes ocupavam posi&ccedil;&otilde;es de inferioridade, retornam como ricos, como poderosos &ndash; quando necess&aacute;rio.<br /> Essas varia&ccedil;&otilde;es, essas mudan&ccedil;as de lado se fazem necess&aacute;rias para que alarguemos nossos horizontes e enxerguemos a vida de forma diferente, com menos ego&iacute;smo, com menos orgulho.<br /> Costumamos dizer que s&oacute; quem passou por esta ou aquela situa&ccedil;&atilde;o sabe como &eacute; estar l&aacute;.<br /> Por&eacute;m, podemos desenvolver em n&oacute;s esse costume, essa pr&aacute;tica saud&aacute;vel de nos colocarmos no lugar do outro, buscando estar em seu sentimento e, assim, compreend&ecirc;-lo melhor em todas as situa&ccedil;&otilde;es.<br /> Seremos mais indulgentes e, por consequ&ecirc;ncia natural, mais caridosos com nosso pr&oacute;ximo.<br /> A empatia nos tira da indiferen&ccedil;a, da estagna&ccedil;&atilde;o, desse como que sono profundo onde ainda estamos todos n&oacute;s que insistimos em enxergar apenas nosso pr&oacute;prio umbigo.<br /> Pensemos no outro. Sintamo-nos como o outro. Ajudemos.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br />

ME TORNAR AMOR
17 Jan 20154:46EP 97

ME TORNAR AMOR

&nbsp;Me tornar amor<br /> <br /> Nenhum p&aacute;ssaro jamais saber&aacute; cantar, se a m&uacute;sica n&atilde;o existir em mim.<br /> Nenhum por do sol, nem a voz da crian&ccedil;a, a chuva, o abra&ccedil;o, a presen&ccedil;a, nada carregar&aacute; nenhum tipo de beleza se, em minha interioridade, predominar a escurid&atilde;o. <br /> <br /> N&atilde;o haver&aacute; luz que ilumine o caminho, esperan&ccedil;a em noites dif&iacute;ceis, serenidade para escolhas de paz, calma para enxergar com isen&ccedil;&atilde;o, sabedoria para discernir os dias, significado para projetar nos acontecimentos, sem que eu perceba que &eacute; dentro, em mim, onde moram todas as coisas.<br /> <br /> As montanhas ser&atilde;o apenas ac&uacute;mulos de terra, ou pedra e nada mais. Os oceanos, nada al&eacute;m de muita &aacute;gua e as flores, sem beleza, sem perfume, sem diversidade, n&atilde;o passar&atilde;o de caprichos da natureza, se, antes, em mim, n&atilde;o houver um extenso jardim, com montanhas formadas pelos aclives e declives da exist&ecirc;ncia, oceanos que me refrescam, me arejam, me espantam com seus estrondos que somente eu posso ouvir.<br /> <br /> Amor ser&aacute; sin&ocirc;nimo de fraqueza, de esp&iacute;rito pobre, amedrontado e servil. Jamais passar&aacute; de t&iacute;tulo de m&uacute;sica popular, inspira&ccedil;&atilde;o de algum poeta alienado, ou quem sabe gancho de novela, sem sentido, sem densidade, sem nenhuma utilidade, se minha alma estiver seca, se meu medo servir de bloqueio e continuar me impedindo de saltar, de correr riscos e assumir as implica&ccedil;&otilde;es de responder as demandas da vida em amor. Amor ser&aacute; apenas uma palavra a&ccedil;ucarada enquanto estiver fora de mim, enquanto n&atilde;o estiver claro que s&oacute; posso experiment&aacute;-lo quando de fato eu me tornar amor.<br /> <br /> Deus? O que ser&aacute; Deus al&eacute;m do chefe da religi&atilde;o, do &quot;cara l&aacute; de cima&quot;, fora, desconectado, cruel, mau, manipulador que se diverte com o sofrimento alheio, alienado enquanto ignora a pobreza, a fome, o abandono de seus filhos? Enquanto nos alimentarmos de nossas teologias, tentarmos encaixotar o que n&atilde;o cabe em nenhum lugar, a n&atilde;o ser no universo que somos n&oacute;s. <br /> <br /> Quem pode descrev&ecirc;-lo? Quem pode anunciar-se como representante divino, portador de alguma mensagem, dono da &quot;palavra de Deus&quot;, sem que se esvazie de si mesmo, que entregue-se ao mist&eacute;rio, que mergulhe na presen&ccedil;a e, perplexo, descubra Deus na gente, aqui, dentro, em mim e, sem condi&ccedil;&otilde;es de encar&aacute;-lo, renda-se ao Eu Sou em profunda gratid&atilde;o, humilde, reverente, em estado de quietude interior?<br /> <br /> Tudo o que voc&ecirc; enxerga no mundo, as cores que tingem sua realidade, s&atilde;o apenas reflexos. Nenhuma verdade, nenhum significado, nenhum valor, nenhuma esperan&ccedil;a. Sem sentido, sem absolutamente nenhuma conex&atilde;o com nada, caos, desordem, bagun&ccedil;a, loucura, assim ser&aacute; seu mundo, sempre, at&eacute; que voc&ecirc; mude a perspectiva e, finalmente entenda, que tudo mora dentro, que nada l&aacute; fora existe desconectado do que voc&ecirc; tem se tornado e, ainda que a vida continue dif&iacute;cil, interpret&aacute;-la a partir da pr&oacute;pria interioridade abre uma outra dimens&atilde;o, iluminada pela consci&ecirc;ncia de que, no fim das contas, todas as experi&ecirc;ncias, todas elas, tem por finalidade nos fazer aprender a amar.<br />

VIOLENTAR - SE NÃO É VENCER
16 Jan 20152:23EP 96

VIOLENTAR - SE NÃO É VENCER

&nbsp;VIOLENTAR-SE N&Atilde;O &Eacute; VENCER<br /> <br /> <br /> Certas passagens da vida t&ecirc;m o poder de nos desgostar de tal forma que somos levados, ao menos por algum tempo, a medir todas as pessoas e acontecimentos por aquela desilus&atilde;o.<br /> <br /> E a maneira que &agrave;s vezes encontramos de nos prevenir de novas decep&ccedil;&otilde;es &eacute; nos convencermos de que o mundo &eacute; um lugar horr&iacute;vel, e todas as pessoas, sem exce&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o malvadas e mal-intencionadas. <br /> <br /> Assumimos, ent&atilde;o, uma atitude defensiva. Paramos de mostrar os dentes e fechamos a cara. Se algu&eacute;m amea&ccedil;a despertar em n&oacute;s alguma emo&ccedil;&atilde;o positiva, j&aacute; lembramos o tombo do passado e endurecemos o cora&ccedil;&atilde;o. Nem adianta tentar: ningu&eacute;m mais vai nos fazer de bobos.<br /> <br /> Ficamos convencidos de que, ao nos fecharmos dessa forma, sufocando nossos melhores sentimentos, colocamo-nos a salvo do mal e derrotamos, num duelo imagin&aacute;rio, o mundo cruel.<br /> <br /> Mas ser&aacute; que nos podemos considerar vitoriosos, quando nos permitimos transformar em coisa semelhante &agrave;quilo que nos desgosta e decepciona?<br /> <br /> Ser&aacute; que podemos nos considerar vitoriosos, quando permitimos que as decep&ccedil;&otilde;es sofridas nos encham a alma de amargura e arrasem nossa f&eacute; no semelhante e na vida?<br /> <br /> Ou o vencedor, na verdade, ser&aacute; o mundo cruel que tanto condenamos, quando nos curva a espinha, converte-nos em seus aliados e sufoca aquilo que temos de mais humano?<br /> <br /> Que tenhamos, neste novo dia, discernimento para identificar o perigo e dele nos proteger.<br /> <br /> Mas que n&atilde;o nos tornemos descrentes e amargos na tentativa de fugir ao sofrimento: seria como saborear uma vit&oacute;ria falsa, in&uacute;til e sem sentido. <br /> <br /> Pois n&atilde;o existe vit&oacute;ria sem felicidade. <br /> <br /> E a verdade &eacute; que ningu&eacute;m pode ser feliz neste mundo quando perde a esperan&ccedil;a...<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br />

PORQUE TRAZER UMA CRIANÇA AO MUNDO
14 Jan 20154:04EP 95

PORQUE TRAZER UMA CRIANÇA AO MUNDO

&nbsp;Porque trazer uma crian&ccedil;a a esse mundo?<br /> <br /> Estava no aeroporto de Cuiab&aacute; com a minha esposa, gr&aacute;vida de 9 meses, quando algu&eacute;m me cutucou.<br /> me virei em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa, vi que era um senhor j&aacute; de idade avan&ccedil;ada, e de maneira quase que inquisit&oacute;ria, o senhor nos falou:<br /> &ldquo; &eacute; preciso muita coragem pra colocar um filho no mundo, em uma &eacute;poca como a atual. Voc&ecirc;s n&atilde;o veem como o mundo est&aacute; ruim de se viver?&rdquo;<br /> eu, calmamente respondi: &ldquo; o senhor se engana, essa &eacute; a melhor &eacute;poca de todos os tempos de se ter um filho&rdquo;. respondi com essas palavras, por que lembrei de uma campanha publicit&aacute;ria institucional, cujo titulo era: porque trazer uma crian&ccedil;a a esse mundo?<br /> possivelmente , alguns de n&oacute;s, diga que tem medo sim, ao ver o presente. o presente que a gente vive.afinal, agora voc&ecirc; tem a vida de uma outra pessoa para cuidar.<br /> porque trazer uma crian&ccedil;a a esse mundo?<br /> para que essa quest&atilde;o possa ser respondida, vamos falar &agrave; voc&ecirc;s futuros pais.<br /> falar de algo que voc&ecirc;s devam saber sobre o mundo em que seus filhos v&atilde;o viver. algo real.<br /> algo que esta acontecendo agora; todo dia, mais e mais alimentos s&atilde;o cultivados com tecnologias revolucionarias. outras tecnologias, v&atilde;o disponibilizar &aacute;gua limpa e pot&aacute;vel para centenas de milh&otilde;es de pessoas. essa, sem duvida, vai ser a guerra da &aacute;gua que se fala tanto.<br /> e doen&ccedil;as que no passado matavam tanto, e hoje foram praticamente radicadas, ou s&atilde;o de f&aacute;cil tratamento.<br /> basta que se pense nos dias em que os portadores da hansen&iacute;ase, tamb&eacute;m chamada lepra, eram colocados para fora das cidades, segregados do conv&iacute;vio dos seus afetos, expulsos da comunidade.<br /> hoje, s&atilde;o tratados em hospitais, cl&iacute;nicas, ambulat&oacute;rios e t&ecirc;m conviv&ecirc;ncia social normal. sem falar da segrega&ccedil;&atilde;o racial, que antigamente era t&atilde;o normal, t&atilde;o aceito, e hoje, isso &eacute; crime.<br /> <br /> sim, o mundo est&aacute; melhor hoje do que estava ontem.<br /> seus filhos, ter&atilde;o a possibilidade de ter um cora&ccedil;&atilde;o mais saud&aacute;vel do que qualquer pessoa hoje. e a mesma chance, de ter um cora&ccedil;&atilde;o partido. disso, ningu&eacute;m escapa.<br /> e quando, finalmente conhecerem a pessoa certa, essas crian&ccedil;as ter&atilde;o a chance muito maior que a nossa, de conhecer os seus bisnetos.<br /> pais, podem respirar com calma. tragam uma crian&ccedil;a ao mundo. nunca houve um momento t&atilde;o bom, para criar um futuro melhor para todos que vivem neste planeta, e para aqueles que est&atilde;o chegando.<br /> eu gosto de pensar que o meu filho vai crescer, e se tornar uma daquelas pessoas que far&atilde;o a diferen&ccedil;a/// para um mundo sempre melhor.<br /> <br /> ent&atilde;o? porque trazer uma crian&ccedil;a a esse mundo?<br /> <br /> por que o mundo esta melhor...voc&ecirc; esta melhor.<br /> <br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base na campanha publicit&aacute;ria da Unilever, no artigo da revista Reformador, de outubro de 1990 e na experi&ecirc;ncia pessoal do redator deste texto.<br />

OUTRAS VIOLÊNCIAS
13 Jan 20153:28EP 94

OUTRAS VIOLÊNCIAS

&nbsp;Outras viol&ecirc;ncias...<br /> <br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; o ato de constranger f&iacute;sica ou moralmente. &Eacute; o uso da for&ccedil;a.<br /> Na atualidade, muitos somos os que afirmamos temer a viol&ecirc;ncia. Por isso mesmo, erguemos altos muros ao redor de nossas resid&ecirc;ncias, tentando evitar que ela nos atinja.<br /> Contratamos seguran&ccedil;as para proteger nossas empresas e nossos lares. Instalamos equipamentos sofisticados que nos alertem da chegada de eventuais usurpadores dos nossos bens.<br /> Resguardamo-nos da viol&ecirc;ncia que vem de fora e pode nos atingir.<br /> No entanto, existe outro tipo de viol&ecirc;ncia para a qual n&atilde;o atentamos. &Eacute; a que reside em n&oacute;s.<br /> &Eacute; a viol&ecirc;ncia da indiferen&ccedil;a. Aquela que nos permite observar diariamente, pelos notici&aacute;rios, as paisagens da fome, da mis&eacute;ria e prosseguirmos de bra&ccedil;os cruzados.<br /> Sim, alguns de n&oacute;s nos sensibilizamos, chegando &agrave;s l&aacute;grimas, mas as manchetes seguintes nos desviam a aten&ccedil;&atilde;o e tudo cai no esquecimento, quais notas apagadas e sem valor.<br /> Viol&ecirc;ncia que nos faculta assistir, extremamente interessados, as not&iacute;cias acerca da agress&atilde;o sofrida por personalidade importante, ansiosos por detalhes e mais detalhes.<br /> Desejamos saber tudo e quanto maior for a viol&ecirc;ncia para com a criatura, mais nos interessamos, pois afinal, depois, logo mais, iremos reprisar tudo para o colega, o vizinho, o amigo.<br /> E n&atilde;o nos recordamos de nos recolher &agrave; intimidade do cora&ccedil;&atilde;o para orar pelo agredido, pelos seus. &Agrave; parte a fama, s&atilde;o gente como toda gente. Sofrem como todos, desde que a dor tem car&aacute;ter universal e imparcial.<br /> Participamos ativamente ou assistimos impass&iacute;veis a programas em que o ser humano &eacute; exposto em toda sua nudez moral.<br /> Onde a problem&aacute;tica f&iacute;sica ou de ordem &iacute;ntima &eacute; levada a p&uacute;blico como contos para divers&atilde;o e lazer. Contudo, os envolvidos s&atilde;o seres humanos que sentem, sofrem, se angustiam.<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; a atitude com que destinamos velhos e enfermos dif&iacute;ceis a institui&ccedil;&otilde;es, sem jamais nos interessarmos pelo seu bem-estar.<br /> Costumamos aliviar a consci&ecirc;ncia dizendo que n&atilde;o dispomos de tempo para os cuidados, pois trabalhamos em demasia. Pagamos para que os atendam, &agrave; dist&acirc;ncia, a fim de n&atilde;o lhes ouvir os queixumes e lamenta&ccedil;&otilde;es.<br /> E poderiam estar conosco! Se podemos dispor de recursos amoedados para os manter longe, por que n&atilde;o direcionar esses mesmos recursos a quem os possa cuidar, zelar, pr&oacute;ximos de n&oacute;s, sob nossos olhos vigilantes?<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; o ato de mudez que elegemos para agredir o outro, no relacionamento dom&eacute;stico, estabelecendo sil&ecirc;ncios g&eacute;lidos &agrave;s interroga&ccedil;&otilde;es afetuosas.<br /> &Eacute; o filho que se fecha em si mesmo, n&atilde;o respondendo aos questionamentos do amor materno e paterno, como forma de agress&atilde;o por n&atilde;o lhe concederem o que anseia.<br /> S&atilde;o os esposos que, entre si, contratam a mudez como s&iacute;mbolo do desconforto de viverem um ao lado do outro, como acorrentados sem remiss&atilde;o.<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; a indiferen&ccedil;a pelo bem-estar alheio, que nos faculta chegar ao lar, sermos servidos em tudo e sequer erguer os olhos para ver as rugas de preocupa&ccedil;&atilde;o, as l&aacute;grimas de dor no rosto macerado de quem nos serve.<br /> &Eacute; levantar-se, comer, usufruir dos bens, deitar-se, sem contribuir em nada para a paz do lar.<br /> E bastaria sorrir, agradecer, quem sabe, abra&ccedil;ar quem padece a car&ecirc;ncia da nossa ternura.<br /> A viol&ecirc;ncia de fora pode nos ferir e magoar. A viol&ecirc;ncia de dentro, silenciosa, que aplicamos todos os dias, em nossos relacionamentos &eacute; igualmente perniciosa e destruidora.<br /> Muitas enfermidades se aninham e evoluem gradualmente ou abruptamente, como resultado da pr&oacute;pria viol&ecirc;ncia &iacute;ntima ou da de outrem, normalmente, afetos bem pr&oacute;ximos.<br /> Mudez, indiferen&ccedil;a, frieza. Viol&ecirc;ncias que se reprisam, armas cru&eacute;is.<br /> Principiemos por alijar de n&oacute;s a viol&ecirc;ncia, exercitando o di&aacute;logo, o perd&atilde;o, os bons sentimentos.<br /> E veremos, exatamente como no solo crestado pela invernia, rebentar em flores e verdura a primavera da paz, em nossos cora&ccedil;&otilde;es.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br />

A DOR DO ERRO
12 Jan 20153:41EP 93

A DOR DO ERRO

&nbsp;A Dor do erro<br /> <br /> Quem de n&oacute;s pode avaliar a pr&oacute;pria vida como uma estrada feita somente de acertos?<br /> Quem tem condi&ccedil;&otilde;es de afirmar que seus dias foram constru&iacute;dos de forma irrepreens&iacute;vel, de maneira correta?<br /> Se bem analisarmos, perceberemos que os erros, trope&ccedil;os e enganos s&atilde;o naturais em nosso processo de aprendizado, finalidade maior da nossa exist&ecirc;ncia.<br /> Erramos, muitas vezes, por imaturidade. Portadores de valores ou sentimentos pouco nobres, acreditamos, ao eleg&ecirc;-los, que esses seriam os mais adequados para nos conduzir.<br /> Assim, nos deixamos guiar ora pelo orgulho, ora pela vaidade. Ou, ainda, a soberba e a arrog&acirc;ncia nos acompanham nas decis&otilde;es e comportamentos ao longo da vida.<br /> At&eacute; que nos apercebemos que eles nos trazem dissabores e n&atilde;o s&atilde;o os melhores conselheiros e condutores da exist&ecirc;ncia.<br /> Mais maduros, calejados pela experi&ecirc;ncia, ao nos darmos conta de que aqueles n&atilde;o s&atilde;o os melhores valores para nos acompanhar, nem os melhores par&acirc;metros para nos aconselhar, os abandonamos para buscar rumos mais felizes e saud&aacute;veis.<br /> Ao avaliarmos esses dias de equ&iacute;vocos, ao olharmos para tr&aacute;s, percebemos que n&atilde;o agimos por maldade. Apenas &eacute;ramos imaturos e, talvez, um tanto levianos.<br /> Foi necess&aacute;rio que as dores decorrentes do erro e o peso das dificuldades nos forjassem na alma, uma conduta mais positiva..<br /> * * *<br /> Assim ocorre com muitos pela estrada da vida. S&atilde;o v&aacute;rios aqueles que nos acompanham que agem dessa forma.<br /> Servem-se de valores equivocados nos relacionamentos. Estabelecem padr&otilde;es ilus&oacute;rios para pautar seu comportamento. Buscam condutas reprov&aacute;veis na sua viv&ecirc;ncia.<br /> Agem como ag&iacute;amos h&aacute; pouco tempo para, logo mais, as dores da vida os convidar para as li&ccedil;&otilde;es do aprendizado.<br /> Como sabemos disso, porque era exatamente assim que nos port&aacute;vamos, at&eacute; recentemente, n&atilde;o julguemos.<br /> Aqueles que hoje agem de maneira equivocada, sem d&uacute;vida ter&atilde;o sobre os pr&oacute;prios ombros o peso dos seus erros, no justo reflexo que a vida oferece de tudo que fazemos.<br /> Se a vida j&aacute; nos permitiu esse aprendizado, mais do que ningu&eacute;m sabemos desnecess&aacute;rias a nossa cr&iacute;tica acida para com aqueles que hoje erram.<br /> Dessa forma, se os nossos caminhos se cruzam com os caminhos de criaturas ainda iludidas a respeito do verdadeiro significado da vida, aproveitemos a chance para cultivarmos compreens&atilde;o.E deixemos que a vida, a seu tempo, ofere&ccedil;a as melhores li&ccedil;&otilde;es, para todos n&oacute;s, que ainda temos tanto a aprender a respeito das coisas.<br /> Pense nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br />

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00