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PODCAST · 3051 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O ÓBVIO
17 Fev 20153:33EP 114

O ÓBVIO

&nbsp;O &oacute;bvio<br /> <br /> <br /> Certa vez, um amigo abordou o m&eacute;dium Chico Xavier e lhe perguntou:<br /> Chico, na sua opini&atilde;o, qual &eacute; o homem mais rico?<br /> Para mim, respondeu ele, o homem mais rico &eacute; o que tenha menos necessidades.<br /> Arriscando nova pergunta, o companheiro quis saber:<br /> E o homem mais justo e s&aacute;bio?<br /> Com o fraterno sorriso de sempre, ele voltou a responder:<br /> O homem mais justo e s&aacute;bio &eacute; o que cumpre com o dever.<br /> Mas - voltou a insistir o homem, certamente querendo uma resposta ou revela&ccedil;&atilde;o diferente - o que voc&ecirc; est&aacute; me dizendo &eacute; o &oacute;bvio!<br /> Sem parar o que estava fazendo e, com a espontaneidade de sempre, Chico terminou dizendo:<br /> Meu filho, tudo que est&aacute; no Evangelho &eacute; o &oacute;bvio!<br /> N&atilde;o existem segredos nem mist&eacute;rios para o bem proceder. Nada mais &oacute;bvio que a verdade!<br /> O nosso problema &eacute; justamente este: queremos alcan&ccedil;ar o c&eacute;u, vivendo fora do &oacute;bvio na Terra!<br /> * * *<br /> A palavra &oacute;bvio vem do latim obvius e significa tudo aquilo que &eacute; evidente, &agrave; vista, lugar-comum.<br /> Ela &eacute; formada de ob, que representa &agrave; frente; e de via, que significa caminho.<br /> Assim, ela indica aquilo que est&aacute; &agrave; nossa frente, sem ser segredo ou estar escondido, o que salta &agrave; vista.<br /> Chico Xavier, na sua humildade de sempre, mostrou excelsa sabedoria ao apontar uma caracter&iacute;stica humana dos dias atuais: a de complicar o que &eacute; extremamente simples.<br /> Assim criamos f&oacute;rmulas, palavras m&aacute;gicas, receitas e esquemas mil, para entender o que sempre esteve t&atilde;o claro nas li&ccedil;&otilde;es que h&aacute; mais de dois mil anos s&atilde;o ensinadas.<br /> Por vezes, parece que a fuga do &oacute;bvio &eacute; fuga da responsabilidade.<br /> Responsabilidade de quem j&aacute; sabe o que deve fazer, de quem j&aacute; tem o conhecimento, mas deixa a a&ccedil;&atilde;o, a mudan&ccedil;a, a renova&ccedil;&atilde;o sempre para amanh&atilde;.<br /> Por que relutamos tanto em entender o &oacute;bvio? Ser&aacute; entendimento o que falta? Acreditamos que n&atilde;o. Nossa gera&ccedil;&atilde;o j&aacute; tem entendimento e intelig&ecirc;ncia suficientes.<br /> O que falta &eacute; o movimento interior da mudan&ccedil;a, de deixar as paix&otilde;es negativas para tr&aacute;s.<br /> As li&ccedil;&otilde;es dos sacerdotes, pastores e palestrantes esp&iacute;ritas, embasadas no Evangelho, &eacute; o &oacute;bvio. O &oacute;bvio t&atilde;o necess&aacute;rio para acalmar nossas almas angustiadas com as incertezas do mundo.<br /> &Eacute; via segura &agrave; nossa frente, conduzindo &agrave; t&atilde;o sonhada felicidade.<br /> Pense Nisso!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no texto do Momento Esp&iacute;rita<br />

SER COMO SE JÁ NÃO FÔSSEMOS
14 Fev 20154:04EP 113

SER COMO SE JÁ NÃO FÔSSEMOS

&nbsp;Ser como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos<br /> <br /> &Eacute; preciso n&atilde;o esquecer nada:<br /> nem a torneira aberta nem o fogo aceso,<br /> nem o sorriso para os infelizes,<br /> nem a ora&ccedil;&atilde;o de cada instante.<br /> &Eacute; preciso n&atilde;o esquecer de ver a nova borboleta, nem o c&eacute;u de sempre.<br /> O que &eacute; preciso &eacute; esquecer o nosso rosto, o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.<br /> O que &eacute; preciso esquecer &eacute; o dia carregado de atos, a ideia de recompensas e de gl&oacute;ria.<br /> O que &eacute; preciso &eacute; ser como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos, vigiados pelos pr&oacute;prios olhos, severos conosco, pois o resto... o resto n&atilde;o nos pertence.<br /> * * *<br /> Cec&iacute;lia Meirelles nos faz pensar e viajar por entre suas palavras singelas e profundas.<br /> Seria poss&iacute;vel viver como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos, em um mundo de tangibilidade plena como o nosso?<br /> Seria poss&iacute;vel como que viver em dimens&otilde;es diferentes ao mesmo tempo? E, ser&aacute; que j&aacute; n&atilde;o vivemos?<br /> H&aacute; uma parte de n&oacute;s vivendo na esfera ponder&aacute;vel, da mat&eacute;ria, das necessidades de sobreviv&ecirc;ncia.<br /> H&aacute; outra, habitante do eterno, onde os espelhos do mundo n&atilde;o refletem nada, imponder&aacute;vel, espiritual.<br /> Viver como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos, pode significar estar no mundo, sem ser do mundo.<br /> Dependemos do material para a sobreviv&ecirc;ncia, para a manuten&ccedil;&atilde;o da encarna&ccedil;&atilde;o.<br /> Por&eacute;m, nosso cora&ccedil;&atilde;o, nossas mais valiosas energias podem estar sendo investidas nessa vida maior, na vida eterna do Esp&iacute;rito imortal.<br /> Quando investimos no amor, na doa&ccedil;&atilde;o, no sorriso para os infelizes ao nosso redor, estamos sendo como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos, pois estamos vivendo o espiritual, o permanente, acima do ef&ecirc;mero, do passageiro.<br /> Quando investimos no autoconhecimento, buscando em n&oacute;s, diariamente, o que precisa de reforma, estamos sendo como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos.<br /> Quando n&atilde;o esperamos as recompensas e gl&oacute;rias do mundo, vivendo com leveza o dia carregado de atos, estamos sendo como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos.<br /> Severos conosco, no sentido de vigiarmos nossos pensamentos e atos, dando conta de nossa pr&oacute;pria administra&ccedil;&atilde;o.<br /> N&atilde;o a severidade que pune, que enche de culpa, mas aquela que previne e que corrige sempre, evitando perdermos tempo em caminhos infelizes.<br /> E o resto... o resto n&atilde;o nos pertence.<br /> Pertencem a Deus a Lei e a Justi&ccedil;a. Pertence &agrave; consci&ecirc;ncia de cada um seu pr&oacute;prio julgamento.<br /> * * *<br /> L&eacute;on Denis, grande s&aacute;bio do s&eacute;culo 18, em sua obra Depois da morte, ensina:dolorosa, cheia de ang&uacute;stias para uns, a morte n&atilde;o &eacute;, para outros, sen&atilde;o um sono agrad&aacute;vel seguido de um despertar silencioso.<br /> O desprendimento &eacute; f&aacute;cil para aquele que previamente se desligou das coisas deste mundo, para aquele que aspira aos bens espirituais e que cumpriu os seus deveres.<br /> .<br /> Ainda h&aacute; tempo de escolher. Ainda h&aacute; tempo de se preparar. Pensemos nisso.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no poema &Eacute; preciso n&atilde;o<br /> esquecer nada, do livro Poesia completa, de Cec&iacute;lia Meirelles, ed. Nova<br /> Fronteira e no cap. 30, do livro Depois da morte, de L&eacute;on Denis, ed. Feb.<br />

SERENIDADE
13 Fev 20155:14EP 112

SERENIDADE

&nbsp;A SERENIDADE<br /> <br /> Voc&ecirc; j&aacute; parou para observar, algum dia, como as pessoas andam pelas ruas apreensivas?<br /> <br /> O semblante sempre carregado e o cenho franzido traduzem a ang&uacute;stia &iacute;ntima. A problem&aacute;tica em que se encontram mergulhados.<br /> <br /> Em alguns momentos, a impress&atilde;o que se tem &eacute; que a maioria das gentes anda em batalha interior constante.<br /> <br /> E nos perguntamos: Onde a serenidade? Em especial daqueles de n&oacute;s que ostentamos o adjetivo de sermos religiosos.<br /> <br /> Acaso teremos esquecido a exorta&ccedil;&atilde;o que diz: A cada dia basta o seu cuidado? <br /> <br /> &Eacute; por essa raz&atilde;o que, com regularidade, a Provid&ecirc;ncia Divina permite que Seus mission&aacute;rios visitem a Terra, travestidos em corpos humanos e nas mais variadas frentes de trabalho. <br /> <br /> Recordamos que em 1958, o Mundo assistiu &agrave; posse de mais um Papa. <br /> Aos 77 anos, &Acirc;ngelo Giuseppe Roncalli assumiu o papado com o nome de Jo&atilde;o XXIII. &Acirc;ngelo Roncalli era um homem que causava um impacto sempre favor&aacute;vel nas pessoas.<br /> <br /> Reconhecia claramente suas limita&ccedil;&otilde;es e era dotado de um vivo senso de humor.<br /> <br /> Surpreendeu pela coragem de inaugurar debates sobre temas intoc&aacute;veis at&eacute; ent&atilde;o. <br /> <br /> Em um documento asseverou que todos os homens t&ecirc;m direito de escolher a sua religi&atilde;o. <br /> <br /> Em 1960, num dos seus escritos, ele registrou uma p&aacute;gina com not&aacute;vel sentimento de religiosidade universal.<br /> <br /> Chama-se O Dec&aacute;logo da Serenidade e cont&eacute;m dez sugest&otilde;es de conduta para o homem que deseja a paz.<br /> <br /> 1&ordf; primeiro Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma s&oacute; vez.<br /> <br /> 2&ordf; segundo - Hoje, apenas hoje, procurarei ter o m&aacute;ximo cuidado na minha conviv&ecirc;ncia; cort&ecirc;s nas minhas maneiras, a ningu&eacute;m criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir &agrave; for&ccedil;a ningu&eacute;m, sen&atilde;o a mim mesmo.<br /> <br /> 3&ordf; terceiro - Hoje, apenas hoje, serei feliz, na certeza de que fui criado para a felicidade, n&atilde;o s&oacute; no outro Mundo, mas tamb&eacute;m j&aacute; neste.<br /> <br /> 4&ordf; quarto - Hoje, apenas hoje, adaptar&not;-me-ei &agrave;s circunst&acirc;ncias, sem pretender que sejam todas as circunst&acirc;ncias a se adaptarem aos meus desejos.<br /> <br /> 5&ordf; quinto - Hoje, apenas hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que, assim como o alimento &eacute; necess&aacute;rio para a vida do corpo, assim a boa leitura &eacute; necess&aacute;ria para a vida da alma.<br /> <br /> 6&ordf; sexto - Hoje, apenas hoje, farei uma boa a&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o direi a ningu&eacute;m.<br /> <br /> 7&ordf; s&eacute;timo - Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custe fazer, e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ningu&eacute;m o saiba.<br /> <br /> 8&ordf; oitavo - Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez n&atilde;o o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrev&ecirc;-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecis&atilde;o.<br /> <br /> 9&ordf; nono - Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente, embora as circunst&acirc;ncias mostrem o contr&aacute;rio, que a Provid&ecirc;ncia de Deus se ocupa de mim como se n&atilde;o existisse mais ningu&eacute;m no Mundo.<br /> <br /> 10&ordf; d&eacute;cimo - Hoje, apenas hoje, n&atilde;o terei nenhum temor. De modo especial n&atilde;o terei medo de gozar o que &eacute; belo e de crer na bondade.<br /> * * *<br /> &emsp;<br /> <br /> <br /> O homem do futuro, que define as conquistas das virtudes nos esfor&ccedil;os do presente, descobre o imenso prazer de ser bom, humano e benevolente para com todos, sem distin&ccedil;&atilde;o de ra&ccedil;as, nem de cren&ccedil;as, porque em todos os homens v&ecirc; irm&atilde;os seus.<br /> <br /> Pense nisso! Mas, pense agora. <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto O dec&aacute;logo da serenidade,<br /> da Revista Reformador de agosto de 1996, ed. Feb. <br />

ACOMODAÇÃO
12 Fev 20153:32EP 111

ACOMODAÇÃO

&nbsp;Acomoda&ccedil;&atilde;o<br /> <br /> O animal satisfeito dorme!<br /> Esta reflex&atilde;o &eacute; de Guimar&atilde;es Rosa, e n&oacute;s traz , um profundo alerta existencial.<br /> O que o escritor t&atilde;o bem percebeu &eacute; que a condi&ccedil;&atilde;o humana perde subst&acirc;ncia e energia vital, toda vez que se sente plenamente confort&aacute;vel com a maneira como as coisas j&aacute; est&atilde;o.<br /> Rende-se assim &agrave; sedu&ccedil;&atilde;o do repouso e imobiliza-se na perigosa acomoda&ccedil;&atilde;o.<br /> A advert&ecirc;ncia &eacute; preciosa, posto que, a satisfa&ccedil;&atilde;o conclui, encerra, termina.<br /> A satisfa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deixa margem para a continuidade, para prosseguimento, para a persist&ecirc;ncia, para desdobramento.<br /> A satisfa&ccedil;&atilde;o acalma, limita, amortece.<br /> Quando algu&eacute;m nos fala: Fiquei muito satisfeito com voc&ecirc; ou Estou muito satisfeito com seu trabalho, &eacute; algo assustador.<br /> Tal express&atilde;o pode ser entendida como uma barreira ao crescimento, dizendo que nada mais de n&oacute;s desejam, ou que aquele &eacute; nosso limite, nossa possibilidade.<br /> O est&aacute; bom como est&aacute; pode nos acomodar &agrave; situa&ccedil;&atilde;o atual.<br /> Seria muito melhor a seguinte express&atilde;o: Meu trabalho &eacute; bom mas fiquei insatisfeito, e portanto, quero conhecer outras coisas.<br /> Percebamos que quando se utiliza da express&atilde;o insatisfeito, n&atilde;o &eacute; para criticar ou depreciar o trabalho, mas para incentivar a continuidade.<br /> Um bom filme, por exemplo, n&atilde;o &eacute; aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando quietos para a tela, enquanto passam os cr&eacute;ditos, desejando que n&atilde;o acabe?<br /> Um bom livro n&atilde;o &eacute; aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos no colo, absortos e distantes, pensando que poderia n&atilde;o terminar?<br /> &Eacute; desta forma que a vida de cada um tamb&eacute;m deve ser, afinal de contas, n&atilde;o nascemos prontos e acabados.<br /> Ainda bem, pois estar plenamente satisfeito consigo mesmo &eacute; considerar-se terminado, e assim, sem necessidades de avan&ccedil;os em novos conhecimentos.<br /> O animal satisfeito dorme, pois n&atilde;o tem objetivos de vida, n&atilde;o tem raz&atilde;o para sair do lugar.<br /> O ser insatisfeito, sedento por melhorar-se, p&aacute;ra por pouco tempo, avalia-se, celebra e valoriza o que j&aacute; conseguiu. Depois, segue em frente, rumo ao inexplorado.<br /> * * *<br /> Como se acomodar perante um horizonte sem limites?<br /> Como parar de caminhar sabendo que muito nos aguarda &agrave; frente?<br /> Como deixar de buscar o aprimoramento constante, se percebemos que quanto mais conseguimos, mais temos por conquistar?<br /> Despertemos, aqueles de n&oacute;s que ainda dormimos o sono da acomoda&ccedil;&atilde;o!<br /> Pense nisso, e liberte-se do sono pernicioso do comodismo.<br />

BONS SÃO MAIORIA
11 Fev 20152:56EP 110

BONS SÃO MAIORIA

&nbsp;BONS S&Atilde;O MAIORIA<br /> <br /> Uma campanha de marketing nacional trouxe uma verdade bela e esperan&ccedil;osa.<br /> Espalhados pelas cidades, v&aacute;rios outdoors revelavam alguns dados estat&iacute;sticos muito interessantes. Eis alguns deles:<br /> Para cada pessoa dizendo que tudo vai piorar, existem cem casais planejando ter filhos.<br /> Para cada corrupto existem oito mil doadores de sangue.<br /> Enquanto alguns destroem o meio ambiente, 98% das latinhas de alum&iacute;nio j&aacute; s&atilde;o recicladas no Brasil.<br /> Para cada tanque fabricado no mundo, s&atilde;o feitos cento e trinta e um mil bichos de pel&uacute;cia.<br /> Na Internet, a palavra amor tem mais resultados do que a palavra medo.<br /> Para cada muro que existe no mundo, se colocam duzentos mil tapetes escritos &ldquo;bem-vindo&rdquo;.<br /> Enquanto um cientista desenha uma nova arma, h&aacute; um milh&atilde;o de m&atilde;es fazendo past&eacute;is de chocolate.<br /> Existem raz&otilde;es para acreditar. Os bons s&atilde;o maioria.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Estamos precisando de vis&atilde;o otimista e positiva como esta em nosso mundo.<br /> Aqueles que desejam ver o mundo em p&acirc;nico e se alimentam de not&iacute;cias ruins &ndash; pois dizem que s&atilde;o essas que vendem &ndash; n&atilde;o podem mais controlar nossos sentimentos.<br /> N&oacute;s, como consumidores de not&iacute;cias, de informa&ccedil;&otilde;es, devemos mostrar que desejamos tamb&eacute;m ver o lado bom do mundo, da vida, das pessoas.<br /> Se analisarmos qualquer notici&aacute;rio, seja local ou nacional, iremos ainda perceber a grande domina&ccedil;&atilde;o das not&iacute;cias ruins, como se o mundo estivesse vivendo o caos absoluto.<br /> N&atilde;o &eacute; bem assim. Muito de bom est&aacute; sendo feito no mesmo instante em que ocorrem assassinatos, acidentes, crises pol&iacute;ticas, etc.<br /> O bem est&aacute; sendo constru&iacute;do no mundo, sim, mesmo os pessimistas e terroristas de plant&atilde;o dizendo que n&atilde;o ou mesmo se negando a ver.<br /> O que acontece &eacute; que, muitas vezes, os bons ainda s&atilde;o t&iacute;midos e receosos. Isso os impede de se sobrepor aos maus bulhentos e arrojados.<br /> <br /> Por que, no mundo, os maus t&ecirc;m geralmente maior influ&ecirc;ncia sobre os bons?<br /> <br /> Eis a resposta :<br /> <br /> &Eacute; pela fraqueza dos bons. Os maus s&atilde;o intrigantes e audaciosos, os bons s&atilde;o t&iacute;midos. Quando estes &uacute;ltimos quiserem, dominar&atilde;o.<br /> Permane&ccedil;amos refletindo sobre esta &uacute;ltima afirma&ccedil;&atilde;o: Quando os bons quiserem, dominar&atilde;o.<br /> Reflitamos qual nosso papel nesta mudan&ccedil;a. O que posso fazer para ter parte nesta domina&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica e definitiva do bem na face da Terra.<br /> Permitamos que nossos gestos de amor ganhem o mundo e mostrem &agrave; sombra que seus dias de domina&ccedil;&atilde;o est&atilde;o contados.<br /> Raia o sol de uma Nova Era. O tempo do amor finalmente chegou.<br /> Fa&ccedil;amos parte desta transforma&ccedil;&atilde;o de alegria que tomar&aacute; conta do orbe. Amemos mais. Participemos mais. Sorriamos mais.<br /> <br /> FA&Ccedil;A ISSO, MAS FA&Ccedil;A AGORA.<br />

PALAVRAS E AÇÕES
7 Fev 20152:44EP 109

PALAVRAS E AÇÕES

&nbsp;Palavras e A&ccedil;&otilde;es<br /> <br /> O fil&oacute;sofo americano Ralph Waldo Emerson tem uma frase interessante quando trata a respeito das rela&ccedil;&otilde;es humanas. Diz o seguinte: Quem voc&ecirc; &eacute; fala t&atilde;o alto, que n&atilde;o consigo ouvir o que voc&ecirc; est&aacute; dizendo.<br /> Quantas vezes j&aacute; pensamos a respeito disso? Quantas vezes j&aacute; avaliamos o quanto nossas a&ccedil;&otilde;es pesam no nosso cotidiano?<br /> Muitas vezes, gostar&iacute;amos de ter um mundo mais justo, respeitoso. Discursamos de maneira eloquente, usando racioc&iacute;nio l&oacute;gico e perspicaz.<br /> Doutras vezes exigimos do pol&iacute;tico, do chefe, do parente a&ccedil;&otilde;es mais justas, posicionamento mais claro, atitude mais honesta.<br /> Indignamo-nos perante as injusti&ccedil;as sociais, escrevemos para os jornais, mandamos correios eletr&ocirc;nicos a uma infinidade de contatos, a fim de expressar nossa opini&atilde;o.<br /> Tudo isso &eacute; muito justo e o correto exerc&iacute;cio de cidadania cabe a cada um de n&oacute;s de maneira imposterg&aacute;vel.<br /> Por&eacute;m, j&aacute; refletimos o quanto nossas palavras s&atilde;o efetivamente coerentes com nossas a&ccedil;&otilde;es? Quanto de nosso discurso faz eco com nossos atos?<br /> Ningu&eacute;m tem o direito de exigir do outro aquilo que ainda n&atilde;o se esfor&ccedil;a por oferecer.<br /> Se voc&ecirc; recebe um troco a mais no caixa da padaria, e n&atilde;o se incomoda em devolver o que n&atilde;o lhe pertence, &eacute; furto.<br /> Se voc&ecirc; n&atilde;o se incomoda em subornar o policial quando est&aacute; sujeito a uma multa, est&aacute; fomentando a corrup&ccedil;&atilde;o.<br /> E se voc&ecirc; falsifica documenta&ccedil;&otilde;es e recibos, a fim de forjar sua declara&ccedil;&atilde;o de renda, est&aacute; incorrendo em crime contra o Estado.<br /> Muito embora desejemos uma sociedade melhor, faz-se necess&aacute;rio uma an&aacute;lise do nosso proceder, a fim de que entendamos se nossas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o coerentes com nosso discurso.<br /> Quem furta pouco, no troco do supermercado, furtaria muito, se tivesse oportunidade. Assim, se voc&ecirc; deseja pol&iacute;ticos mais honestos, que a honestidade comece por voc&ecirc;.<br /> Quem suborna em uma aparentemente inocente multa, compraria consci&ecirc;ncias a qualquer pre&ccedil;o, se assim tivesse condi&ccedil;&otilde;es.<br /> Desta forma, se voc&ecirc; anseia por rela&ccedil;&otilde;es sociais justas e direitos iguais para todos, comece por n&atilde;o exigir privil&eacute;gios que n&atilde;o t&ecirc;m cabimento.<br /> Quem n&atilde;o cumpre suas obriga&ccedil;&otilde;es sociais, a partir da sua pr&oacute;pria declara&ccedil;&atilde;o de renda, n&atilde;o titubearia em forjar licita&ccedil;&otilde;es, negocia&ccedil;&otilde;es ou desviar dinheiro p&uacute;blico.<br /> * * *<br /> Se voc&ecirc; sonha com governantes e homens de neg&oacute;cios que passem ao largo de conchavos e forma&ccedil;&atilde;o de quadrilhas de palet&oacute;, comece por voc&ecirc;.<br /> S&oacute; teremos direito de exigir uma sociedade mais justa, a partir do momento em que nosso discurso se concretize em valores e a&ccedil;&otilde;es.<br /> At&eacute; l&aacute;, correremos o risco de estarmos como o fil&oacute;sofo previu: nossas a&ccedil;&otilde;es falar&atilde;o t&atilde;o alto, que ningu&eacute;m conseguir&aacute; escutar o que estamos dizendo.<br /> <br /> PENSE NISSO, MAS PENSE AGORA!<br />

UTILIDADE E ÓCIO
6 Fev 20153:33EP 108

UTILIDADE E ÓCIO

&nbsp;Utilidade e &Oacute;cio<br /> <br /> O ser humano possui in&uacute;meras necessidades que precisam ser atendidas para se sentir pleno e feliz.<br /> Algumas s&atilde;o muito elementares e percept&iacute;veis, como alimenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e seguran&ccedil;a.<br /> Outras s&atilde;o mais sutis, mas nem por isso menos importantes.<br /> Por exemplo, sentir-se acolhido e valorizado.<br /> Dentre essas necessidades mais sofisticadas, encontra-se a de ser &uacute;til.<br /> Por&eacute;m, no contexto da sociedade atual, abundam os passatempos e a busca pelo &oacute;cio.<br /> As pessoas gastam longas horas em jogos, reais ou virtuais, passatempos e divers&otilde;es.<br /> De outro lado, valoriza-se bastante ter a cada dia mais tempo dispon&iacute;vel.<br /> Idealizam-se feriados prolongados, viagens e passeios.<br /> A um olhar superficial, parece que a vida humana se destina primordialmente ao recreamento e ao nada fazer.<br /> N&atilde;o se trata de negar a import&acirc;ncia do descanso e das atividades l&uacute;dicas.<br /> Mas de situ&aacute;-las em seu devido lugar.<br /> S&atilde;o o contraponto da atividade produtiva, n&atilde;o a finalidade do existir.<br /> A rigor, s&oacute; descansa quem trabalha.<br /> O &oacute;cio, em si mesmo, &eacute; vazio e exasperante.<br /> Nada substitui a sensa&ccedil;&atilde;o de plenitude de quem cumpriu o dever, ao terminar uma tarefa.<br /> Quem logra tornar-se &uacute;til sente-se harmonizado com o coletivo.<br /> Assim, tarefas e deveres nobres n&atilde;o constituem obst&aacute;culo &agrave; felicidade.<br /> N&atilde;o h&aacute; lucro algum em evit&aacute;-los ou minimiz&aacute;-los, enquanto se gasta a vida com futilidades.<br /> Os deveres s&atilde;o parte essencial de um existir equilibrado e pleno.<br /> De outro lado, &eacute; importante n&atilde;o confundir utilidade com grandeza.<br /> Quem busca a grandeza costuma se comparar com os semelhantes.<br /> Com isso, tende a se angustiar.<br /> Afinal, sempre h&aacute; seres com maior e menor preparo e com tarefas correspondentes ao seu talento.<br /> Em vez de se tranquilizar ao atender seus deveres com compet&ecirc;ncia, r&oacute;i-se de inveja de quem &eacute; convocado para ocupar posi&ccedil;&otilde;es de maior destaque.<br /> Tamb&eacute;m corre o risco de desprezar aquele que desempenha tarefas singelas.<br /> Assim, o relevante &eacute; identificar os seus compromissos e empenhar-se em bem execut&aacute;-los.<br /> Cuidar dos pr&oacute;prios deveres com seriedade e compet&ecirc;ncia.<br /> Apreciar a sensa&ccedil;&atilde;o de ser &uacute;til e produtivo.<br /> Pense nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br />

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