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PODCAST · 3051 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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AMOR DE PAI
12 Mar 20155:33EP 130

AMOR DE PAI

&nbsp;Que o amor materno &eacute; fundamental para a vida de qualquer crian&ccedil;a, n&atilde;o temos qualquer d&uacute;vida. Ali&aacute;s, em pleno s&eacute;culo XXI, nossa cultura ainda coloca sob responsabilidade, quase que exclusiva da m&atilde;e, os cuidados com os filhos. Quando uma crian&ccedil;a faz birra, Que bate no amiguinho, Que vai mal na escola...quase sempre dizemos que a &ldquo;A culpa &eacute; da m&atilde;e&rdquo;, n&atilde;o &eacute; assim que ouvimos comumente por a&iacute;?<br /> <br /> Mas como fica o papel do pai nessa hist&oacute;ria? <br /> <br /> Pois um estudo recente mostrou que o pai &eacute; fundamental na forma&ccedil;&atilde;o da personalidade da crian&ccedil;a, e como ela desenvolver&aacute; diversas caracter&iacute;sticas at&eacute; a idade adulta. Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, demonstraram que crian&ccedil;as de todo o mundo tendem a responder da mesma forma quando s&atilde;o rejeitados por seus cuidadores, ou por pessoas a quem s&atilde;o apegadas emocionalmente. E quando essa rejei&ccedil;&atilde;o &eacute; do pai, diferentemente do que muitas pessoas acreditam, ela causa marcas profundas.<br /> <br /> Segundo os estudiosos, que avaliaram 36 trabalhos envolvendo mais de 10.000 pessoas, entre crian&ccedil;as e adultos, a rejei&ccedil;&atilde;o paterna tem essa influ&ecirc;ncia t&atilde;o marcante porque, em primeiro lugar, &eacute; mais comum do que a materna. E tamb&eacute;m porque a figura do homem &eacute; associada a prest&iacute;gio e poder &ndash; ou seja, para a crian&ccedil;a, &eacute; como se ela tivesse sido esquecida ou preterida por algu&eacute;m que todos consideram importante.<br /> <br /> Agora vem a parte mais triste: o estudo mostrou que as crian&ccedil;as sentem a rejei&ccedil;&atilde;o como se ela realmente fosse uma dor f&iacute;sica. As partes do c&eacute;rebro ativadas quando um pequenino se sente rejeitado s&atilde;o as mesmas que se tornam ativas quando ele se machuca, com uma diferen&ccedil;a: a dor psicol&oacute;gica pode ser revivida por anos, levando &agrave; inseguran&ccedil;a, hostilidade e tend&ecirc;ncia &agrave; agressividade.<br /> <br /> A boa not&iacute;cia &eacute; que um pai presente e carinhoso tem exatamente o efeito contr&aacute;rio na forma&ccedil;&atilde;o da personalidade do filho: o pequeno cresce feliz, seguro e capaz de estabelecer liga&ccedil;&otilde;es afetivas muito mais facilmente na vida adulta. <br /> Quando se vivencia o amor de pai, tudo passa a ser diferente - n&oacute;s nos transformamos.<br /> <br /> Ser&atilde;o tempos diferentes, quando todas as nossas rela&ccedil;&otilde;es forem assim, como a do pai que diz aos filhos:<br /> Que quando precisarem de mim, meus filhos, voc&ecirc;s nunca hesitem em chamar: pai! Seja para segurar a m&atilde;o, tentar fazer baixar a febre, socorrer com qualquer tipo de recurso, ou apenas escutar alguma queixa ou preocupa&ccedil;&atilde;o.<br /> Sim, ser&atilde;o tempos diferentes esses...<br /> <br /> Tempos do amor que independe da presen&ccedil;a e do tempo.<br /> <br /> Tempos de nova compreens&atilde;o sobre presen&ccedil;a e sobre tempo.<br /> <br /> O amor do pai est&aacute; mudando o mundo, pois estes est&atilde;o mais maduros, mais atentos, mais vivos...<br /> <br /> Nada ser&aacute; como antes, quando finalmente compreendermos e vivenciarmos esse amor com toda sua for&ccedil;a.<br /> <br /> Nada ser&aacute; como antes, quando o pai olhar nos olhos de seu beb&ecirc;, dizendo:<br /> <br /> N&atilde;o sabemos o que nos uniu nesta nova fam&iacute;lia, se a afinidade intensa ou o compromisso inadi&aacute;vel perante as Leis maiores, mas n&atilde;o importa: tudo o amor ir&aacute; superar.<br /> <br /> Este ser&aacute; o dia em que escolheremos amar, antes de tudo. O amor precisa ser uma decis&atilde;o dentro do lar, dentro da vida.<br /> Que em qualquer momento, meu filho, sendo eu qualquer pai, de qualquer ra&ccedil;a, credo, idade ou instru&ccedil;&atilde;o, voc&ecirc; possa perceber em mim, ainda que numa cintila&ccedil;&atilde;o breve, a inapag&aacute;vel sensa&ccedil;&atilde;o de quando voc&ecirc; foi colocado pela primeira vez nos meus bra&ccedil;os:<br /> <br /> Misto de susto, plenitude e ternura, maior e mais importante do que todas as gl&oacute;rias da arte e da ci&ecirc;ncia, mais s&eacute;rio do que as tentativas dos fil&oacute;sofos de explicar os enigmas da exist&ecirc;ncia.<br /> <br /> A sensa&ccedil;&atilde;o que vinha do seu cheiro, da sua pele, de seu rostinho, e da consci&ecirc;ncia de que ali havia, a partir de mim e desse amor, uma nova pessoa, com seu destino e sua vida, nesta bela e complicada Terra.<br /> <br /> E assim sendo, meu filho, voc&ecirc; ter&aacute; sempre me dado muito mais do que esperei ou mereci ou imaginei ter.<br /> Ah, esse amor de pai!<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em artigo <br /> de autoria de Lya Luft, publicado na revista<br /> Veja, de maio/2010.<br /> Em 06.02.2015.</em></div>

ANTES DE DESANIMAR
11 Mar 20152:45EP 129

ANTES DE DESANIMAR

&nbsp;Antes de voc&ecirc; desanimar porque fracassou em alguma coisa, pense que somente alcan&ccedil;a o sucesso quem insiste, apesar de tudo.<br /> <br /> Fred Astaire, o famoso ator que encantou as telas do cinema dan&ccedil;ando, ao fazer seu primeiro teste para o cinema, recebeu as informa&ccedil;&otilde;es de que n&atilde;o sabia atuar.<br /> <br /> Era careca, dizia o relat&oacute;rio, e ainda dan&ccedil;ava um pouco.<br /> <br /> O professor de Enrico Caruso dizia que ele n&atilde;o tinha voz e n&atilde;o era capaz de cantar. Acreditando nisso, os pais de Enrico queriam que ele fosse engenheiro. Ele n&atilde;o desistiu e se tornou famoso cantor de &oacute;pera, admirado at&eacute; os dias atuais.<br /> <br /> Winston Churchill foi reprovado na sexta s&eacute;rie. Somente se tornou Primeiro Ministro da Inglaterra depois dos 60 anos. Sua vida foi cheia de derrotas e fracassos. Mas ele nunca desistiu.<br /> <br /> Chegou a dizer um dia: Eu deixaria a pol&iacute;tica para sempre, se n&atilde;o fosse a possibilidade de um dia vir a ser Primeiro-Ministro. Conseguiu.<br /> <br /> E talvez poucos saibam: ele foi pr&ecirc;mio Nobel de literatura em 1953, por suas mem&oacute;rias da Segunda Guerra Mundial.<br /> Walt Disney foi despedido pelo editor de um jornal por falta de id&eacute;ias. Voc&ecirc; pode imaginar tal coisa?<br /> <br /> Antes de construir a Disneyl&acirc;ndia, foi &agrave; fal&ecirc;ncia diversas vezes. Nunca desanimou.<br /> <br /> Richard Bach teve recusada a sua hist&oacute;ria de dez mil palavras por 18 editoras. Era a hist&oacute;ria de uma gaivota que planava.Uma gaivota chamada Fern&atilde;o Capelo Gaivota.<br /> <br /> Porque ele n&atilde;o desistiu, em 1970 a MacMillan publicou a hist&oacute;ria e em 5 anos vendeu mais de 7 milh&otilde;es de exemplares, s&oacute; nos Estados Unidos.<br /> <br /> Rodin era considerado por seu pai como um idiota. Seu tio dizia que ele era um caso perdido. Por tr&ecirc;s vezes ele foi reprovado na admiss&atilde;o &agrave; escola de artes.<br /> <br /> Descrito como o pior aluno da escola, Rodin n&atilde;o desistiu e deu ao mundo maravilhas da escultura como O pensador, O beijo e Filho pr&oacute;digo.<br /> <br /> Chegou a ficar afastado do mundo das artes por dez anos, quando teve uma de suas obras recusada para exposi&ccedil;&atilde;o.Contudo, em 1900, em Paris, foi lhe destinado um pavilh&atilde;o inteiro para a mostra de 168 trabalhos seus.<br /> <br /> Ao morrer, o hotel em Paris, onde viveu seus &uacute;ltimos nove anos de vida, se transformou em Museu Rodin, tendo ele legado suas obras ao Estado.<br /> <br /> Assim acontece com todos os que perseguem os seus sonhos, n&atilde;o se permitindo desanimar por fracassos, derrotas ou julgamentos precipitados.<br /> <br /> Portanto, se voc&ecirc; est&aacute; a ponto de desanimar, pare um pouco e pense. Logo haver&aacute; de descobrir que ainda h&aacute; muitas tentativas a serem feitas.<br /> <br /> H&aacute; muita gente a ser procurada, muitos dias a serem vividos e muitas conquistas a alcan&ccedil;ar.<br /> <br /> N&atilde;o h&aacute; limites para quem acredita que pode atingir os seus objetivos, que pode concretizar os seus projetos.<br /> <br /> Charles Darwin, conta sua biografia, era considerado por todos seus mestres e por seu pr&oacute;prio pai, um garoto comum e intelectualmente bem abaixo do padr&atilde;o m&eacute;dio.<br /> <br /> Por que n&atilde;o se permitiu desanimar, se transformou no pai da Teoria da Evolu&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Pense nisso e tente outra vez. E outra mais.<br /> <br /> N&atilde;o se deixe abater por cr&iacute;ticas, por experi&ecirc;ncias mal sucedidas. V&aacute; em frente. Tente de novo e ver&aacute; que os seus esfor&ccedil;os alcan&ccedil;ar&atilde;o &ecirc;xito. <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita, com base no cap. Pense nisso<br /> do livro Hist&oacute;rias para aquecer o cora&ccedil;&atilde;o &ndash; edi&ccedil;&atilde;o de Ouro, de <br /> Jack Canfield e Mark V. Hansen, ed. Sextante</em>.</div>

DESCONTROLE
9 Mar 20154:27EP 128

DESCONTROLE

&nbsp;Descontrole<br /> <br /> Naquele dia de sol, M&aacute;rio chegou feliz e estacionou o reluzente caminh&atilde;o em frente &agrave; porta de sua casa. Ap&oacute;s vinte anos de muita economia e intenso trabalho, sacrificando dias de repouso e lazer, ele conseguira.<br /> Comprara um caminh&atilde;o. Orgulhoso, entrou em casa e chamou a esposa para ver a sua aquisi&ccedil;&atilde;o. A partir de agora, seria seu pr&oacute;prio patr&atilde;o.<br /> Ao chegar pr&oacute;ximo do ve&iacute;culo, uma cena o deixou descontrolado. Seu filho, de apenas seis anos, estava martelando alegremente a lataria do caminh&atilde;o.<br /> Irritado, aos berros, ele investiu contra o filho. Tomou o martelo das m&atilde;os dele e, totalmente fora de controle, martelou as m&atilde;ozinhas do garoto.<br /> Sem entender o que estava acontecendo, o menino se p&ocirc;s a chorar de dor, enquanto a m&atilde;e interferiu e retirou o pequeno da cena.<br /> Na sequ&ecirc;ncia, ela trouxe o marido de volta &agrave; realidade e juntos levaram o filho ao hospital, para fazer um curativo nos machucados.<br /> O que imaginavam, no entanto, fosse simples, descobriram ser muito grave. As marteladas nas fr&aacute;geis m&atilde;ozinhas tinham feito tal estrago que o garoto foi encaminhado para imediata cirurgia.<br /> Passadas v&aacute;rias horas, o cirurgi&atilde;o veio ao encontro dos pais e lhes informou que as dilacera&ccedil;&otilde;es tinham sido de grande extens&atilde;o e os dedinhos tiveram que ser amputados. De resto, falou ainda o m&eacute;dico, a crian&ccedil;a era forte e tinha resistido bem ao ato cir&uacute;rgico. Os pais poderiam aguard&aacute;-lo no quarto para onde logo mais seria conduzido.<br /> Com a morte no cora&ccedil;&atilde;o, os pais esperaram que a crian&ccedil;a despertasse. Quando, finalmente, abriu os olhos e viu o pai, o menino sorriu e falou:<br /> Papai, me desculpe, eu s&oacute; queria consertar o seu caminh&atilde;o, como voc&ecirc; me ensinou outro dia. N&atilde;o fique bravo comigo.<br /> O pai, com l&aacute;grimas a escorrer pela face, em desconsolo, se aproximou mais e lhe disse que n&atilde;o tinha import&acirc;ncia o que ele havia feito. Mesmo porque, a lataria do caminh&atilde;o nem tinha sido estragada.<br /> O menino insistiu: Quer dizer que n&atilde;o est&aacute; mais bravo comigo?<br /> N&atilde;o mesmo, falou o pai.<br /> Ent&atilde;o, perguntou a crian&ccedil;a, se estou perdoado, quando &eacute; que meus dedinhos v&atilde;o nascer de novo?<br /> * * *<br /> Toda vez que perdemos a calma, perdemos tamb&eacute;m a lucidez e o bom senso. Nesses momentos, podemos cometer muitas tolices.<br /> E quando investimos contra as criaturas que amamos, podemos machuc&aacute;-las muito. Podemos feri-las com palavras e com atos.<br /> E, em se tratando de crian&ccedil;as, que s&atilde;o fr&aacute;geis e ficam indefesas frente ao descontrole dos adultos, tudo assume maior gravidade.<br /> Jamais nos permitamos a ira, que &eacute; sempre m&aacute; companhia. Domemos as nossas tend&ecirc;ncias e impulsos agressivos, recordando que nada na vida &eacute; mais precioso do que as pessoas.<br /> As coisas que possamos adquirir nos servir&atilde;o por algum tempo, mas, somente os nossos amores estar&atilde;o conosco sempre, n&atilde;o importando o local, as condi&ccedil;&otilde;es que venhamos a nos encontrar.<br /> Preservemos a calma e ofertemos para aqueles que s&atilde;o os s&oacute;is das nossas vidas somente o carinho, a ternura e as doces manifesta&ccedil;&otilde;es do amor.<br />

O HOMEM E A MULHER
7 Mar 20153:40EP 127

O HOMEM E A MULHER

&nbsp;O HOMEM E A MULHER.<br /> <br /> <br /> O homem &eacute; a mais elevada das criaturas.<br /> A mulher &eacute; o mais sublime dos ideais.<br /> <br /> Deus fez para o homem um trono.<br /> Para a mulher, um altar.<br /> O trono exalta.<br /> O altar santifica.<br /> <br /> O homem &eacute; o c&eacute;rebro; a mulher &eacute; o cora&ccedil;&atilde;o.<br /> O c&eacute;rebro fabrica a luz; o cora&ccedil;&atilde;o produz Amor.<br /> A luz fecunda.<br /> O Amor ressuscita.<br /> <br /> O homem &eacute; forte pela raz&atilde;o.<br /> A mulher &eacute; invenc&iacute;vel pelas l&aacute;grimas.<br /> A raz&atilde;o convence.<br /> As l&aacute;grimas comovem.<br /> <br /> O homem &eacute; capaz de todos os hero&iacute;smos.<br /> A mulher, de todos os mart&iacute;rios.<br /> O hero&iacute;smo enobrece.<br /> O mart&iacute;rio sublima.<br /> <br /> O homem tem a supremacia.<br /> A mulher, a prefer&ecirc;ncia.<br /> A supremacia significa a for&ccedil;a.<br /> A prefer&ecirc;ncia representa o direito.<br /> <br /> O homem &eacute; um g&ecirc;nio; a mulher, um anjo.<br /> O g&ecirc;nio &eacute; imensur&aacute;vel; <br /> o anjo &eacute; indefin&iacute;vel.<br /> Contempla-se o infinito.<br /> Admira-se o inef&aacute;vel. <br /> A aspira&ccedil;&atilde;o do homem &eacute; a suprema gl&oacute;ria.<br /> A aspira&ccedil;&atilde;o da mulher &eacute; a virtude extrema.<br /> A gl&oacute;ria tudo engrandece,<br /> A virtude tudo diviniza.<br /> <br /> O homem &eacute; um c&oacute;digo.<br /> A mulher, um evangelho.<br /> O c&oacute;digo corrige.<br /> O evangelho aperfei&ccedil;oa.<br /> <br /> O homem pensa.<br /> A mulher sonha.<br /> Pensar &eacute; ter no cr&acirc;nio uma larva.<br /> Sonhar &eacute; ter na fronte uma aur&eacute;ola.<br /> <br /> O homem &eacute; um oceano.<br /> A mulher um lago.<br /> O oceano tem a p&eacute;rola que adorna.<br /> O lago, a poesia que deslumbra.<br /> <br /> O homem &eacute; a &aacute;guia que voa.<br /> A mulher &eacute; o rouxinol que canta.<br /> Voar &eacute; dominar o espa&ccedil;o.<br /> Cantar &eacute; conquistar a alma.<br /> <br /> O homem &eacute; um templo.<br /> A mulher &eacute; o sacr&aacute;rio.<br /> Ante o templo nos descobrimos.<br /> Ante o sacr&aacute;rio nos ajoelhamos.<br /> <br /> Enfim, o homem est&aacute; colocado onde termina a terra.<br /> E a mulher onde come&ccedil;a o c&eacute;u.<br />

O  QUE FAZEMOS NÓS?
4 Mar 20154:20EP 125

O QUE FAZEMOS NÓS?

&nbsp;O que fazemos n&oacute;s?<br /> <br /> Muito embora conte-se a m&atilde;os cheias, no mundo, as calamidades, as dores e as dificuldades, em todos os cantos h&aacute; quem semeie amor, paz e solidariedade.<br /> Muito embora fale-se em cat&aacute;strofes, crimes hediondos e barb&aacute;ries, nunca houve, como hoje, tanta solidariedade, abnega&ccedil;&atilde;o e amor ao pr&oacute;ximo.<br /> Assim, ser&aacute; sempre o que cada um de n&oacute;s escolher para valorizar que dar&aacute; as tintas do que nossa sociedade vem passando.<br /> O mundo sempre foi feito de contrastes.<br /> Na multid&atilde;o, que somos todos n&oacute;s, estamos cada um na sua faixa de evolu&ccedil;&atilde;o e amadurecimento, fruto da pr&oacute;pria conquista individual.<br /> Assim, nada mais natural que alguns se comprazam com a guerra, enquanto outros semeiem a paz.<br /> N&atilde;o soa t&atilde;o incoerente que alguns colecionem fortunas vazias e sem nexo, enquanto outros trabalhem na solidariedade fraterna.<br /> Alguns mais amadurecidos, outros nem tanto.<br /> Vale a pena lembrar que, neste caldo que &eacute; nossa humanidade, cada um de n&oacute;s responde apenas por aquilo que faz.<br /> Assim, a maldade alheia ser&aacute; sempre do outro, enquanto n&atilde;o a abrigarmos em nossa intimidade.<br /> A viol&ecirc;ncia do pr&oacute;ximo estar&aacute; manchando apenas as m&atilde;os dos outros, enquanto n&atilde;o nos apropriarmos dela como forma de conduta pessoal.<br /> Inevitavelmente, esses comportamentos, tantas vezes esdr&uacute;xulos e desequilibrados, nos chocam, nos provocam repulsa, gerando coment&aacute;rios de indigna&ccedil;&atilde;o.<br /> Nada obstante, resta-nos indagar: o que fazemos n&oacute;s diante de tanta desfa&ccedil;atez?<br /> Se tantos se locupletam no roubo e na corrup&ccedil;&atilde;o, estamos educando nossos filhos nas virtudes da honestidade e da honradez?<br /> Se muitos se utilizam da viol&ecirc;ncia para conseguir destaque, amealhar seguidores, ou como conduta de vida, ser&aacute; que estamos promovendo a paz com nossas atitudes e coment&aacute;rios?<br /> A sociedade &eacute; o espelho de seus cidad&atilde;os, com sua maturidade e seus valores.<br /> Se desejamos que ela se modifique, comecemos por n&oacute;s.<br /> Nossos valores e atitudes contribuir&atilde;o para um mundo melhor, ou somar&atilde;o para o desequil&iacute;brio vigente.<br /> Tudo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha.<br /> Dessa forma, todas as vezes que desejarmos mudar o mundo, que anelarmos por valores elevados, essa &eacute; a hora de come&ccedil;armos a mudar a n&oacute;s mesmos.<br /> A reestrutura&ccedil;&atilde;o do mundo passa inevitavelmente pela reestrutura de cada um de n&oacute;s.<br /> Dia vir&aacute; em que, cansada e exaurida dos valores vazios e infelizes com os quais elegeu caminhar, nossa sociedade buscar&aacute; outros par&acirc;metros.<br /> Enquanto isso, que possamos dar in&iacute;cio a essa sociedade mais equilibrada e nobre com a qual todos sonhamos.<br /> Ante a espera de mudan&ccedil;as mais intensas e significativas, busquemos implementar em nosso mundo &iacute;ntimo tudo o que desejamos seja um dia a t&ocirc;nica do nosso mundo.<br /> Pensemos nisso. Fa&ccedil;amos isso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br />

FUI AJUDÁ-LO A CHORAR
3 Mar 20154:35EP 124

FUI AJUDÁ-LO A CHORAR

&nbsp;Fui ajud&aacute;-lo a Chorar<br /> <br /> <br /> Como anda seu envolvimento com as outras pessoas?<br /> Voc&ecirc; &eacute; daqueles que se fecha em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe algu&eacute;m &agrave; sua volta que precisa de ajuda?<br /> Ou voc&ecirc; &eacute; daquelas almas que j&aacute; consegue se envolver com as dores alheias, procurando diminu&iacute;-las, ou pelo menos n&atilde;o deixando que algu&eacute;m sofra na solid&atilde;o?<br /> H&aacute; uma certa passagem que pode ilustrar isso. Foi vivida pelo autor Leo Buscaglia, quando, certa vez, foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competi&ccedil;&atilde;o era: A crian&ccedil;a que mais se preocupa com os outros.<br /> O vencedor foi um menino cujo vizinho &ndash; um senhor de mais de oitenta anos &ndash; acabara de ficar vi&uacute;vo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em l&aacute;grimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.<br /> Quando voltou para sua casa, a m&atilde;e lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.<br /> Nada. &ndash; Disse o menino &ndash; Ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter do&iacute;do muito. Eu fui apenas ajud&aacute;-lo a chorar.<br /> * * *<br /> A pureza do cora&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as &eacute; sempre fonte de ensinamentos profundos.<br /> Geralmente costumamos dizer que n&atilde;o estamos aptos a ajudar algu&eacute;m, por n&atilde;o sermos capazes, ou porque sabemos t&atilde;o pouco para consolar.<br /> Para muitos, essa &eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o ego&iacute;smo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de n&oacute;s mesmos, e que os outros s&atilde;o menos importantes.<br /> Para outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos temos capacidade de auxiliar.<br /> N&atilde;o nos preocupemos se n&atilde;o conhecemos palavras bonitas para dizer, ou se n&atilde;o podemos conceber uma sa&iacute;da miraculosa para uma dificuldade que algu&eacute;m atravesse.<br /> Nossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer Estou aqui com voc&ecirc;, s&atilde;o atitudes muito importantes.<br /> Muitas vezes, o que as pessoas precisam &eacute; de algu&eacute;m para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando o fantasma da solid&atilde;o para longe, e n&atilde;o permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso.<br /> Outras vezes, mais importante que os conselhos, que as li&ccedil;&otilde;es de moral, &eacute; o nosso abra&ccedil;o apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de algu&eacute;m.<br /> N&atilde;o precisamos ter todas as respostas e solu&ccedil;&otilde;es dos problemas do mundo em nossas m&atilde;os, para conseguir ajudar.<br /> Os verdadeiros her&oacute;is s&atilde;o aqueles que ofertam o que t&ecirc;m, o que sabem, e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas l&aacute;grimas aos outros.<br /> Voc&ecirc; sabia?<br /> Voc&ecirc; sabia que n&atilde;o precisamos dizer Meus p&ecirc;sames, &agrave;s pessoas, quando enfrentam a morte de um ente querido?<br /> O dicion&aacute;rio nos diz que a palavra p&ecirc;sames, significa pesar pelo falecimento ou infort&uacute;nio de algu&eacute;m. Assim sendo, torna-se um termo muito pesado, j&aacute; que aprendemos a compreender a morte, n&atilde;o como um desastre, um infort&uacute;nio, e sim uma passagem, uma mudan&ccedil;a na vida daquele que parte, e daqueles que ficam.<br /> N&atilde;o nos preocupemos em ter algo para dizer. Um abra&ccedil;o fala mais do que mil palavras. Uma prece silenciosa &eacute; como uma brisa suave consolando os cora&ccedil;&otilde;es que passam por esse momento.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. O que mais se<br /> preocupava, do livro Hist&oacute;rias para pais, filhos e netos, de Paulo<br /> Coelho, ed. Globo.<br />

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