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PODCAST · 3051 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O ESPORTE E A GUERRA
25 Jul 20154:50EP 211

O ESPORTE E A GUERRA

<strong>&nbsp;O esporte e a guerra</strong><br /> <br /> Cerca de cinquenta homens de cada lado. Homens preparados para lutar, para matar. Vindos de lugares diferentes. O que eles t&ecirc;m em comum &eacute; que s&atilde;o loucos por futebol.<br /> O clima deveria ser natalino, mas as circunst&acirc;ncias os colocaram em campos opostos. O lugar onde se encontram &eacute; terra de ningu&eacute;m.<br /> O apito soa em algum lugar. O que eles fazem?<br /> Eles se divertem com a bola improvisada. Chutam e brincam de marcar gols, de dar passes e de driblar. Eles s&atilde;o soldados alem&atilde;es, de um lado, e soldados ingleses, do outro.<br /> Ningu&eacute;m perde, todos ganham. Depois de meia hora de brincadeira s&atilde;o convocados a voltar para as trincheiras.<br /> Era 25 de dezembro de 1915 e a Primeira Guerra Mundial mataria a maioria deles. Mas, naquela improv&aacute;vel confraterniza&ccedil;&atilde;o de Natal, eles foram felizes.<br /> Quem deu a ordem para a brincadeira acabar foi o major brit&acirc;nico, que ordenou o retorno da tropa para a trincheira lembrando, aos gritos, que estavam l&aacute; para matar os alem&atilde;es, n&atilde;o para fazer amizade com eles.<br /> N&atilde;o h&aacute; registros oficiais dessa partida, mas houve alguns relatos dos participantes. A &ldquo;Tr&eacute;gua de 1915&rdquo; est&aacute; nos livros de Hist&oacute;ria, n&atilde;o &eacute; um conto de Natal.<br /> Um dos soldados acabou conhecido por ter vivido muito. Viveu para contar e fez um relato singelo daquele Natal.<br /> Afirmou que, na noite de 24 de dezembro, ele e seus colegas ouviram can&ccedil;&otilde;es de Natal, vindas do lado alem&atilde;o e responderam cantando.<br /> Naquele Natal de 1915, houve diversas tr&eacute;guas improvisadas e informais, ao longo das frentes de batalha. Por&eacute;m, aquela breve partida de futebol, um futebol alegre, sem resqu&iacute;cios de batalha, foi inesquec&iacute;vel.<br /> * * *<br /> Nestes tempos em que as arenas de futebol parecem verdadeiros campos de batalha, campos de &oacute;dio e viol&ecirc;ncia, vale a pena refletir sobre algumas quest&otilde;es:<br /> Ser&aacute; que estamos entendendo a verdadeira fun&ccedil;&atilde;o dos esportes em nossa sociedade?<br /> Ser&aacute; que perdemos o esp&iacute;rito esportivo, quando transformamos essas atividades em simples neg&oacute;cios, onde n&atilde;o h&aacute; mais espa&ccedil;o para divers&atilde;o e confraterniza&ccedil;&atilde;o?<br /> Ser&aacute; que estamos voltando &agrave;s arenas para assistir massacres? Depois de tanto tempo? Ser&aacute; que ainda temos na alma esse prazer doentio?<br /> No que nos tornamos quando vestimos a camisa desse ou daquele time? Ser&aacute; que uniformes t&ecirc;m o poder de nos transformar em primitivos novamente?<br /> N&atilde;o podemos permitir isso. N&atilde;o mais. Fomos t&atilde;o cru&eacute;is durante tanto tempo e agora, que temos a chance de viver a Nova Era, a era de amor, de amizade, insistimos nesses v&iacute;cios destruidores?<br /> Esporte &eacute; vida. Esporte &eacute; sa&uacute;de do corpo e da alma. Esporte &eacute; supera&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima. Esporte n&atilde;o &eacute; destrui&ccedil;&atilde;o ou um simples instrumento para colocarmos para fora nossos animais internos.<br /> O prazer de reunir um grande grupo para torcer por essa ou aquela equipe, nessa ou naquela modalidade, deve estar na confraterniza&ccedil;&atilde;o.<br /> O esporte perde seu sentido quando abandona a divers&atilde;o, o l&uacute;dico. E mais, quando abandona a paz.<br /> Ele deve ser instrumento da paz, e n&atilde;o da guerra.<br /> Reflitamos sobre isso tudo. Eduquemos nossas crian&ccedil;as. Alteremos os costumes b&aacute;rbaros ainda t&atilde;o presentes nos esportes da Terra.<br /> Esporte &eacute; vida. Esporte &eacute; sa&uacute;de, confraterniza&ccedil;&atilde;o e ve&iacute;culo da paz.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em reportagem<br /> de Marleth Silva, do jornal Gazeta do Povo,<br /> de 15.12.2013.<br /> Em 16.3.2014.</em></div>

O QUE FAZEMOS NÓS?
24 Jul 20154:34EP 210

O QUE FAZEMOS NÓS?

&nbsp;<strong>O que fazemos n&oacute;s?</strong><br /> <br /> Muito embora conte-se a m&atilde;os cheias, no mundo, as calamidades, as dores e as dificuldades, em todos os cantos h&aacute; quem semeie amor, paz e solidariedade.<br /> Muito embora fale-se em cat&aacute;strofes, crimes hediondos e barb&aacute;ries, nunca houve, como hoje, tanta solidariedade, abnega&ccedil;&atilde;o e amor ao pr&oacute;ximo.<br /> Assim, ser&aacute; sempre o que cada um de n&oacute;s escolher para valorizar que dar&aacute; as tintas do que nossa sociedade vem passando.<br /> O mundo sempre foi feito de contrastes.<br /> Na multid&atilde;o, que somos todos n&oacute;s, estamos cada um na sua faixa de evolu&ccedil;&atilde;o e amadurecimento, fruto da pr&oacute;pria conquista individual.<br /> Assim, nada mais natural que alguns se comprazam com a guerra, enquanto outros semeiem a paz.<br /> N&atilde;o soa t&atilde;o incoerente que alguns colecionem fortunas vazias e sem nexo, enquanto outros trabalhem na solidariedade fraterna.<br /> Alguns mais amadurecidos, outros nem tanto.<br /> Vale a pena lembrar que, neste caldo que &eacute; nossa humanidade, cada um de n&oacute;s responde apenas por aquilo que faz.<br /> Assim, a maldade alheia ser&aacute; sempre do outro, enquanto n&atilde;o a abrigarmos em nossa intimidade.<br /> A viol&ecirc;ncia do pr&oacute;ximo estar&aacute; manchando apenas as m&atilde;os dos outros, enquanto n&atilde;o nos apropriarmos dela como forma de conduta pessoal.<br /> Inevitavelmente, esses comportamentos, tantas vezes esdr&uacute;xulos e desequilibrados, nos chocam, nos provocam repulsa, gerando coment&aacute;rios de indigna&ccedil;&atilde;o.<br /> Nada obstante, resta-nos indagar: o que fazemos n&oacute;s diante de tanta desfa&ccedil;atez?<br /> Se tantos se locupletam no roubo e na corrup&ccedil;&atilde;o, estamos educando nossos filhos nas virtudes da honestidade e da honradez?<br /> Se muitos se utilizam da viol&ecirc;ncia para conseguir destaque, amealhar seguidores, ou como conduta de vida, ser&aacute; que estamos promovendo a paz com nossas atitudes e coment&aacute;rios?<br /> A sociedade &eacute; o espelho de seus cidad&atilde;os, com sua maturidade e seus valores.<br /> Se desejamos que ela se modifique, comecemos por n&oacute;s.<br /> Nossos valores e atitudes contribuir&atilde;o para um mundo melhor, ou somar&atilde;o para o desequil&iacute;brio vigente.<br /> Tudo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha.<br /> Dessa forma, todas as vezes que desejarmos mudar o mundo, que anelarmos por valores elevados, essa &eacute; a hora de come&ccedil;armos a mudar a n&oacute;s mesmos.<br /> A reestrutura&ccedil;&atilde;o do mundo passa inevitavelmente pela reestrutura de cada um de n&oacute;s.<br /> Dia vir&aacute; em que, cansada e exaurida dos valores vazios e infelizes com os quais elegeu caminhar, nossa sociedade buscar&aacute; outros par&acirc;metros.<br /> Enquanto isso, que possamos dar in&iacute;cio a essa sociedade mais equilibrada e nobre com a qual todos sonhamos.<br /> Ante a espera de mudan&ccedil;as mais intensas e significativas, busquemos implementar em nosso mundo &iacute;ntimo tudo o que desejamos seja um dia a t&ocirc;nica do nosso mundo.<br /> Pensemos nisso. Fa&ccedil;amos isso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 25.4.2014.</em></div> <br />

ANJO BRANCO
23 Jul 20153:30EP 209

ANJO BRANCO

<strong>&nbsp;Anjo Branco<br /> </strong><br /> Pancho, &eacute; um simp&aacute;tico e inteligente vira lata branco de olhar que inspira ternura e vivacidade.<br /> Sempre ao lado de Dona Francisca Solano, uma senhora de 70 anos, que o adotou ainda filhote.<br /> Pancho a acompanhava a todos os lados, e muitas vezes ajudava Francisca a recolher lenha para o fog&atilde;o. Afinal, as noites eram muito frias naquela regi&atilde;o dos Andes,<br /> Ao chegar a noite, o esperto c&atilde;ozinho branco, avisava que j&aacute; era hora de repousarem. Ent&atilde;o, os dois dormiam juntos, na mesma cama.<br /> Por&eacute;m, numa manh&atilde;, Dona Francisca n&atilde;o acordou como era de costume. Pancho, tentou desperta-l&aacute; com lambidas e cutuc&otilde;es com as suas patas. Mas, a velha senhora continuava im&oacute;vel.Mais tarde, vizinhos do povoados fora verificar o que tinha acontecido &ndash; era muito estranho, que dona Francisca ainda n&atilde;o aparecera para os afazeres e tomar um mate com as pessoas que tanto a amavam.<br /> Ao entrarem na humilde resid&ecirc;ncia, encontram Pancho, o fiel c&atilde;o de Dona Francisca, aconchegado ao redor do pesco&ccedil;o da senhora. Ela sofreu um derrame enquanto dormia, mas ainda estava viva.Por&eacute;m, entrou em coma profundo.<br /> Levada para um distante hospital, os m&eacute;dicos chegaram a conclus&atilde;o que dificilmente dona francisca voltaria do coma.E assim, a mandaram de volta pra casa.<br /> Pancho, continuava ali, ao redor do pesco&ccedil;o da sua amada amiga.<br /> E permanecia por horas e horas, com a sua pata ao redor do pesco&ccedil;o de dona francisca.<br /> Ap&oacute;s um m&ecirc;s, aconteceu o inimagin&aacute;vel, a Sra. Francisca acordou do coma em que estava para surpresa e felicidade de sua fam&iacute;lia. <br /> O mais impressionante foi que a primeira coisa que a senhora fez quando estava acordando foi perguntar: <br /> - Onde est&aacute; o Anjo Branco que todos os dias dizia no meu ouvido que tudo ficaria bem?.<br /> Tudo em a natureza se encadeia por elos que ainda n&atilde;o podemos compreender. Os animais t&ecirc;m suas formas de comunica&ccedil;&atilde;o entre si e conosco, seres humanos.<br /> Quanto ainda temos a aprender em termos de natureza, a respeito da grande inter-rela&ccedil;&atilde;o que h&aacute; entre todas as coisas, desse grande encadeamento entre todos os seres, obra do mesmo Pai.<br /> Pensemos nisso.<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> com base em uma historia ver&iacute;dica publicada na internet.<br /> Em 28.2.2014</em></div>

RÓTULOS
21 Jul 20153:03EP 208

RÓTULOS

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O FIM DO MUNDO
18 Jul 20153:12EP 207

O FIM DO MUNDO

<strong>&nbsp;O fim do mundo</strong><br /> <br /> N&atilde;o &eacute; novidade a previs&atilde;o de que o mundo vai acabar. As culturas milenares ou doutrinas recentes, pregadores de hoje ou profetas do ontem se fizeram arautos do fim do mundo.<br /> Alguns previram explos&otilde;es e convuls&otilde;es intensas avassalando imensas regi&otilde;es.<br /> Outros, imaginaram grandes aster&oacute;ides se chocando com a Terra, convulsionando de tal forma a harmonia do planeta, que a vida humana se tornaria imposs&iacute;vel, sendo destru&iacute;da em sua totalidade.<br /> Alguns fan&aacute;ticos promoveram suic&iacute;dios coletivos, antecipando a cat&aacute;strofe que, imaginavam eles, se daria brevemente.<br /> N&atilde;o foram poucos aqueles que marcaram data, ano, na exatid&atilde;o do calend&aacute;rio que se escoava e que teimava em n&atilde;o cumprir a previs&atilde;o catastr&oacute;fica.<br /> Poucos, por&eacute;m, se deram conta de que o mundo h&aacute; muito tempo vem acabando.<br /> Onde est&aacute; o mundo onde as mulheres n&atilde;o tinham direitos sociais, eram proibidas de votar, n&atilde;o podiam frequentar a escola?<br /> Esse mundo acabou, resistindo apenas em alguns rinc&otilde;es de ignor&acirc;ncia e mis&eacute;ria moral.<br /> Como falar, ent&atilde;o, do mundo onde as cartas levavam meses para encontrar seu destino, onde as not&iacute;cias eram poucas e raras, onde sabia-se de pouco e pouco se difundia?<br /> Esse mundo tamb&eacute;m acabou, substitu&iacute;do por um mundo melhor, onde a tecnologia nos aproxima, nos beneficia, coloca luzes nos mais distantes lugares do mundo, minimizando as dores e dificuldades.<br /> Analisando assim, &eacute; verdade que o mundo est&aacute; acabando. N&atilde;o da maneira violenta e definitiva como imaginavam tantos, nem tampouco de forma irrevers&iacute;vel e avassaladora como pregaram outros.<br /> &Eacute; natural da evolu&ccedil;&atilde;o humana que o mundo v&aacute; se acabando, para que outro mundo se construa, na marcha inevit&aacute;vel do progresso e da melhora.<br /> Mesmo a guerra, as grandes cat&aacute;strofes naturais, os desastres s&atilde;o previstos nas leis de Deus para que o progresso ganhe marcha e a melhora se instale para todos.<br /> Nesses dias de transi&ccedil;&atilde;o que ora passamos, &eacute; urgente que o mundo tamb&eacute;m se acabe.<br /> Mas esse mundo que deve ser extinto &eacute; o mundo da viol&ecirc;ncia que palpita dentro de n&oacute;s.<br /> Temos que ajudar a dar fim ao mundo de injusti&ccedil;a que, muitas vezes, permitimos que se d&ecirc; sob os nossos olhos.<br /> Devemos colaborar para o fim de um mundo de iniquidades, de desigualdades, de fome e mis&eacute;ria que ainda se estende por tanta parte e para tantos.<br /> &Eacute; verdadeiramente urgente que esse mundo todo se acabe. E que um novo mundo se inicie em nossa intimidade e, aos poucos, possamos colaborar para que nosso planeta ganhe outras paisagens e outros valores.<br /> S&oacute; assim dia vir&aacute; em que olharemos para esses dias que ora se passam e teremos a certeza de que o mundo acabou. E que no lugar dele, um mundo de paz, harmonia e justi&ccedil;a se instaurou, para nunca mais acabar.<br /> <br /> Pense nisso, mas pense agora.<br />

O TROTE
17 Jul 20153:36EP 206

O TROTE

<strong>O Trote</strong><br /> <br /> Acontece a cada in&iacute;cio de per&iacute;odo letivo. Mais caracterizado nas Universidades, embora em algumas escolas de n&iacute;vel m&eacute;dio ocorra igualmente.<br /> &Eacute; o trote a que s&atilde;o submetidos os calouros. Dos banhos de lama, cortes de cabelo e pinturas exageradas pelo corpo, tem, a cada ano, mais evidenciado o desrespeito e a inconsequ&ecirc;ncia.<br /> Da humilha&ccedil;&atilde;o de sair &agrave; rua mendigando moedas, ao desfile p&uacute;blico portando sacos de estopa &agrave; guisa de vestimenta, passou-se a engendrar maiores maldades e atos vexat&oacute;rios.<br /> Mais de uma vez o excesso, do que deveria ser uma saud&aacute;vel brincadeira, coloca em risco a vida do calouro.<br /> S&atilde;o queimaduras por produtos qu&iacute;micos at&eacute; o coma alco&oacute;lico, pela indu&ccedil;&atilde;o &agrave; ingest&atilde;o de bebidas alco&oacute;licas variadas.<br /> O momento de alegria, de comemora&ccedil;&atilde;o do sucesso se transforma em pesadelo ao calouro e aos seus familiares.<br /> Os meses exaustivos de estudo, a tens&atilde;o pelas provas, a disputa por uma vaga, o investimento emocional e financeiro se encerra, por vezes, para o candidato, de forma frustrante.<br /> Ser&aacute; isso que a Universidade tem a oferecer? Certo que o que os bancos acad&ecirc;micos oferecem &eacute; a instru&ccedil;&atilde;o.<br /> Mas o conhecimento ampliado, a possibilidade do avan&ccedil;ar no intelecto estar&aacute; acaso criando monstros? Seres humanos insens&iacute;veis, ou pior, maus ao ponto de agredir colegas novatos?<br /> Com certeza, isso &eacute; o reflexo do relaxamento da educa&ccedil;&atilde;o, a arte de formar caracteres.<br /> Reflexo de lares onde tudo se est&aacute; permitindo &agrave; crian&ccedil;a, que cresce com o conceito de que tudo pode.<br /> Mesmo porque, desde os bancos escolares primeiros, em muitos casos, os professores s&atilde;o ref&eacute;ns em sala de aula.<br /> Ref&eacute;ns de pais que d&atilde;o raz&atilde;o irrestrita aos filhos, com o argumento de que pagam a mensalidade.<br /> Ref&eacute;ns de alunos que sabem que n&atilde;o importa o que fa&ccedil;am, nada lhes acontecer&aacute;.<br /> Ent&atilde;o, nos perguntamos: Para onde vamos, afinal? O que ser&aacute; do mundo, se os profissionais em forma&ccedil;&atilde;o agem com total desrespeito ao ser humano, &agrave;s leis, &agrave; ordem?<br /> Que esperaremos de um profissional m&eacute;dico amanh&atilde;, se hoje, adentrando a Universidade, ele massacra seu colega?<br /> Que aguardaremos de um advogado amanh&atilde;, se agora ele se permite o desrespeito ao companheiro de classe, em total desconsidera&ccedil;&atilde;o com a &eacute;tica?<br /> Que nos reserva o futuro?<br /> * * *<br /> Pais e professores cabe-nos retomar as r&eacute;deas e estabelecer diretrizes.<br /> &Eacute;tica no lar, respeito na escola, normativas de comportamento.<br /> Parceria lar-escola. Parceria nos prop&oacute;sitos, nos ideais. Sentirmo-nos como part&iacute;cipes de um mesmo e grandioso prop&oacute;sito de educa&ccedil;&atilde;o.<br /> Assim, quando as crian&ccedil;as se transformarem em adolescentes, em jovens, estaremos de bra&ccedil;os dados, nas comemora&ccedil;&otilde;es dos seus sucessos.<br /> E quando chegar o momento do trote, teremos eventos produtivos acontecendo.<br /> Gincanas entre grupos de uma e outra faculdade, disputando quem arrecada maior quantidade de alimentos para o lar de idosos; quem consegue maior n&uacute;mero de latas de leite em p&oacute; para as creches.<br /> Teremos mutir&otilde;es de jovens, dispostos a colaborar com o pr&oacute;prio complexo estrutural universit&aacute;rio, pintando, consertando, melhorando a cal&ccedil;ada, embelezando o jardim.<br /> Pensemos nisso e invistamos logo, para um amanh&atilde; de paz com que todos sonhamos<br />

BAIXAS
15 Jul 20154:03EP 205

BAIXAS

<strong>&nbsp;Baixas</strong><br /> <br /> <br /> No dia em que a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque teve in&iacute;cio, o mundo inteiro estava atento aos notici&aacute;rios e quase todos os meios de comunica&ccedil;&atilde;o divulgavam os fatos, com incr&iacute;vel rapidez.<br /> O silvar dos m&iacute;sseis, a fuma&ccedil;a, misturada com a claridade provocada pela explos&atilde;o, eram imagens constantes.<br /> A cobertura jornal&iacute;stica da guerra, como se diz, estava cumprindo o seu papel.<br /> Passados alguns dias, as pessoas deixaram de se importar tanto com esse acontecimento. Principalmente as que n&atilde;o conseguem ouvir o estrondo das explos&otilde;es, nem os gritos de dor e desespero, nem o odor f&eacute;tido daqueles cujos corpos s&atilde;o dilacerados pelas chamas das explos&otilde;es...<br /> Mas, h&aacute; outra realidade que ningu&eacute;m mostra...<br /> &Eacute; algo t&atilde;o cruel que, se mostrado, talvez mudasse o rumo dos acontecimentos...<br /> &Eacute; o desespero e a sensa&ccedil;&atilde;o de impot&ecirc;ncia dos pais dos soldados enviados para as frentes de batalha.<br /> S&atilde;o os sentimentos dos soldados. Jovens que foram arrancados do conforto de seus lares e empurrados para morrer, a qualquer momento, numa guerra que n&atilde;o provocaram...<br /> Se se pudesse ouvir e sentir seus gemidos de pavor ante a escurid&atilde;o, seus medos, suas inseguran&ccedil;as, seus prantos silenciosos de saudades dos seus amores...<br /> Ah, se fosse registrada a situa&ccedil;&atilde;o a que se converteram os bravos soldados, ap&oacute;s v&aacute;rias noites sem dormir...<br /> Mas isso &eacute; resolvido com anfetaminas para render mais... Afinal, s&atilde;o m&aacute;quinas de guerra.<br /> N&atilde;o! &Eacute; imposs&iacute;vel imaginar o que sejam o tormento da fome, da sede, do sono, do cansa&ccedil;o, aliados ao temor de um ataque surpresa do inimigo.<br /> Se se pudesse registrar a agonia de filhos perdidos em meio &agrave; paisagem devastada pelos ataques, &agrave; procura de pais cujos corpos jazem sobre escombros, cinzas e sangue...<br /> Isso, certamente, os que optam pela guerra n&atilde;o sabem o que &eacute;.<br /> Talvez digam que &eacute; preciso sacrificar algumas vidas, desde que n&atilde;o seja a sua ou a de seus familiares...<br /> E, quando, por fim, o pior acontece, o pavor do combatente &eacute; silenciado pelo manto escuro da morte, aquele jovem &eacute; contado apenas como uma baixa a mais.<br /> Sim, sua exist&ecirc;ncia foi interrompida... Mas, isso foi apenas mais uma baixa.<br /> Como dizer a uma m&atilde;e ou a um pai que aquele filho ou filha, que h&aacute; pouco cantarolava pela casa, agora representa apenas mais um n&uacute;mero na triste estat&iacute;stica das baixas no campo de batalha?<br /> Isso n&atilde;o faz sentido...<br /> Mas, quem se importa?<br /> Para os governantes de pa&iacute;ses que sacrificam seus cidad&atilde;os em nome da liberdade, as riquezas minerais e seus interesses escusos s&atilde;o mais importantes do que vidas humanas.<br /> &Eacute; importante pensar, principalmente quando se elege os representantes, sobre quem &eacute; a favor dessas atrocidades e quem &eacute; a favor da vida, do ser humano, dos sentimentos alheios.<br /> Talvez voc&ecirc; esteja se perguntando: Mas, o que eu posso fazer, agora, para mudar a situa&ccedil;&atilde;o?<br /> Voc&ecirc; pode enviar, atrav&eacute;s de uma ora&ccedil;&atilde;o sincera, as suas melhores vibra&ccedil;&otilde;es de paz em favor, primeiro, dos que mais precisam: os governantes respons&aacute;veis por essas insanidades.<br /> Segundo, por aqueles que sofrem a consequ&ecirc;ncia dessas atrocidades.<br /> Pense nisso, e fa&ccedil;a a sua parte.<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 05.08.2012.</em></div>

A PERDA GERA DESCOBERTAS
14 Jul 20153:28EP 204

A PERDA GERA DESCOBERTAS

<strong>&nbsp;A PERDA GERA DESCOBERTAS</strong><br /> <br /> <br /> A rotina, as discuss&otilde;es, a m&aacute;goa, a vaidade, o orgulho, o ego&iacute;smo, a insensatez &ndash; essas coisas, &agrave;s vezes, nos cegam &agrave; verdadeira import&acirc;ncia que determinada pessoa tem para n&oacute;s. Quem est&aacute; sempre perto &ndash; por vezes cobrando, chamando a aten&ccedil;&atilde;o, discordando e, de certa forma, colocando-se &agrave; merc&ecirc; de nosso julgamento &ndash; perde seu valor justamente por isso: por estar sempre ali, ao alcance da m&atilde;o.<br /> Por&eacute;m, a import&acirc;ncia de algu&eacute;m para ti, n&atilde;o a podes avaliar na presen&ccedil;a. Porque, na presen&ccedil;a, bem provavelmente te iludas de que esse algu&eacute;m &eacute; dispens&aacute;vel e at&eacute; tua vida sem essa pessoa talvez fosse melhor.<br /> O verdadeiro valor de algu&eacute;m em tua vida, s&oacute; o podes avaliar na aus&ecirc;ncia: &eacute; normalmente quando aperta a saudade que aquele monte de defeitos, antes intoler&aacute;vel, assume sua real dimens&atilde;o. E, estranho... Come&ccedil;as a te lembrar de qualidades que j&aacute; tinhas at&eacute; esquecido!<br /> Talvez quando a dist&acirc;ncia for uma realidade, percebas que aquele que te parecia dispens&aacute;vel passou a te fazer falta como se uma parte de teu corpo tivesse sido amputada.<br /> Se tens algu&eacute;m que te quer bem, n&atilde;o embarques na tolice de esperar o leite derramar para, ent&atilde;o, verter l&aacute;grimas in&uacute;teis.<br /> Afasta o cisco do olho que te faz enxergar s&oacute; os defeitos e te cega &agrave;s qualidades do outro.<br /> Em vez de valorizar encantos transit&oacute;rios e superficiais, aprende a reconhecer a import&acirc;ncia do companheirismo e do afeto: na hora do sufoco e da solid&atilde;o, &eacute; disso que a gente sente falta.<br /> Por que provocares o castigo da dist&acirc;ncia, quando &eacute; t&atilde;o mais f&aacute;cil reconheceres o valor de quem te ama?<br /> Acorda, sufocando o ego&iacute;smo e oferecendo ao outro o que tens de bom, em vez de ficares s&oacute; criticando, s&oacute; exigindo, s&oacute; esperando para ti.<br /> Pois haver&aacute; um momento de tua vida em que nada, nada exceto o amor &ndash; mesmo cego e coxo &ndash; s&oacute; o verdadeiro amor poder&aacute; saciar tua fome e preencher o vazio de teu cora&ccedil;&atilde;o... <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 21.08.2013.</em></div>

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