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PODCAST · 3051 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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AINDA O AMOR
21 Abr 20164:10EP 379

AINDA O AMOR

<strong>AINDA O AMOR</strong><br /> <br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Nos dias que vivemos, muito se ouve falar a respeito do amor. Suspiram os jovens por sua chegada, idealizando cores suaves e delicados tons.<br /> Alguns o confundem com as paix&otilde;es violentas e degradantes e, por isso mesmo, afirmam que o amor acaba.<br /> Entretanto, o amor j&aacute; foi definido como o mais sublime dos sentimentos. Reveste-se de tranquilidade e confere paz a quem o vivencia.<br /> N&atilde;o &eacute; produto de momentos, mas constru&ccedil;&atilde;o laboriosa e paciente de dias que se multiplicam na escalada do tempo.<br /> Narra o famoso escritor ingl&ecirc;s Charles Dickens que dois rec&eacute;m-casados viviam modestamente. Dividiam as dificuldades e sustentavam-se na afei&ccedil;&atilde;o pura e profunda que devotavam um ao outro.<br /> N&atilde;o possu&iacute;am sen&atilde;o o indispens&aacute;vel, mas cada um era portador de uma heran&ccedil;a particular.<br /> O jovem recebera como legado de fam&iacute;lia um rel&oacute;gio de bolso, que guardava com zelo. Na verdade n&atilde;o podia utiliz&aacute;-lo por n&atilde;o ter uma corrente apropriada.<br /> A esposa recebera da pr&oacute;pria natureza uma heran&ccedil;a maravilhosa: uma linda cabeleira. Cabelos longos, sedosos, fartos, que encantavam.<br /> Mantinha-os sempre soltos, embora seu desejo fosse adquirir um grande e lindo pente que vira em uma vitrina, em certa oportunidade, para os prender no alto da cabe&ccedil;a, deixando que as mechas, caprichosas, bailassem at&eacute; os ombros.<br /> Transcorria o tempo e ambos acalentavam o seu desejo, sem ousar expor ao outro, desde que o dinheiro que entrava era todo direcionado para as necessidades b&aacute;sicas.<br /> Em certa noite de Natal, estando ambos face a face, cada um estendeu ao outro, quase que ao mesmo tempo, um delicado embrulho.<br /> Ela insistiu e ele abriu o seu primeiro. Um estranho sorriso bailou nos l&aacute;bios do jovem. A esposa acabara de lhe dar a corrente para o rel&oacute;gio.<br /> Segurando a preciosidade entre os dedos, foi a vez dele pedir a ela que abrisse o pacote que ele lhe dera.<br /> Tr&ecirc;mula e emocionada, a esposa logo deteve em suas m&atilde;os o enorme pente para prender os seus cabelos, enquanto l&aacute;grimas significativas lhe rolavam pelas faces.<br /> Olharam-se ambos e, profundamente emocionados descobriram que ele vendera o rel&oacute;gio para comprar o pente e ela vendera os cabelos para comprar a corrente do rel&oacute;gio.<br /> Ante a surpresa, deram-se conta do quanto se amavam.<br /> <br /> O amor n&atilde;o &eacute; somente um meio, &eacute; o fim essencial da vida.<br /> Toda express&atilde;o de afeto propicia a renova&ccedil;&atilde;o do entusiasmo, da qualidade de vida, de metas felizes em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro.<br /> <br /> O amor tem a capacidade de estimular o organismo e de lhe oferecer rea&ccedil;&otilde;es imunol&oacute;gicas, que proporcionam resist&ecirc;ncia para as c&eacute;lulas, que assim combatem as enfermidades invasoras.<br /> O amor levanta as energias alquebradas e &eacute; essencial para a preserva&ccedil;&atilde;o da vida.<br /> Eis porque ningu&eacute;m consegue viver sem amor, em maior ou menor express&atilde;o.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base em conto de Charles Dickens, e no cap. 13 <br /> do livro Momentos Enriquecedores, de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 08.12.2015.</span><br />

MENTE E SINTONIA
20 Abr 20164:29EP 378

MENTE E SINTONIA

<strong>MENTE E SINTONIA</strong><br /> <span style=''font-size: small;''><br /> &Eacute; creditado ao italiano Guilherme Marconi o uso das ondas eletromagn&eacute;ticas para transmitir informa&ccedil;&otilde;es a longas dist&acirc;ncias.<br /> No final do S&eacute;culo XIX, Marconi inicia seus experimentos, que dar&atilde;o origem ao tel&eacute;grafo e, posteriormente, ao r&aacute;dio.<br /> Gra&ccedil;as a isso, as dist&acirc;ncias passam a ser menores, e a comunica&ccedil;&atilde;o intensifica-se.<br /> Marconi partiu de um princ&iacute;pio da F&iacute;sica, segundo o qual ao se emitir ondas com determinada frequ&ecirc;ncia, essas se propagam no espa&ccedil;o, podendo ser captadas por outro aparelho sintonizado na mesma frequ&ecirc;ncia.<br /> Hoje, os experimentos de Marconi pertencem &agrave; Hist&oacute;ria e seus equipamentos s&atilde;o pe&ccedil;as de museu, frente a toda a tecnologia desenvolvida desde ent&atilde;o.<br /> Por&eacute;m, ainda podemos tecer valiosas reflex&otilde;es a respeito desses seus estudos e descobertas.<br /> Nossa mente atua, sempre, como uma grande usina geradora de ondas, com frequ&ecirc;ncias peculiares.<br /> A natureza do nosso pensar e sentir gera a qualidade da emiss&atilde;o, daquilo que emitimos e exteriorizamos em forma de pensamento.<br /> Como as ondas de r&aacute;dio, invis&iacute;veis e impercept&iacute;veis para n&oacute;s, assim s&atilde;o nossos pensamentos.<br /> N&atilde;o percebemos de imediato e nem visualizamos o que emitimos, mas nosso pensar est&aacute; sempre gerando o ambiente, a psicosfera em torno de n&oacute;s mesmos.<br /> Assim &eacute; que pessoas otimistas vivem em uma frequ&ecirc;ncia, em uma ambi&ecirc;ncia mais salutar do que as pessoas pessimistas.<br /> Algu&eacute;m sempre amoroso, carinhoso, compreensivo, ter&aacute; em torno de si as qualidades relativas &agrave; natureza desses sentimentos.<br /> Por sua vez, quem seja amargo, intolerante, impaciente gerar&aacute;, para sua pr&oacute;pria viv&ecirc;ncia, um ambiente mais tormentoso e dif&iacute;cil.<br /> Assim, cuidar dos pensamentos &eacute; tarefa de urgente necessidade, mas, muitas vezes relegada, quando n&atilde;o esquecida ou desconhecida.<br /> Somos o resultado do que pensamos, sentimos e agimos, direta e indiretamente.<br /> Portanto, ser&aacute; sempre mais proveitoso buscarmos a reflex&atilde;o otimista ao pensamento pessimista, a an&aacute;lise compreensiva ao julgamento cr&iacute;tico, o bem pensar ao julgamento severo.<br /> N&atilde;o &eacute; alienar-se do mundo, ou v&ecirc;-lo de maneira ing&ecirc;nua ou parcial.<br /> &Eacute; a op&ccedil;&atilde;o por viver no mundo, enfrentando seus desafios e lutas, com ferramentas diferentes, que ser&atilde;o mais valiosas e eficazes, nos proporcionando, ademais, sa&uacute;de e bem-estar.<br /> Dessa forma, vigiar nosso pensar no dia a dia, ser&aacute; sempre a&ccedil;&atilde;o ben&eacute;fica para n&oacute;s mesmos.<br /> Ao optarmos pela vigil&acirc;ncia da nossa casa mental, nos proporcionamos a oportunidade de abandonar o medo, a inseguran&ccedil;a, as ang&uacute;stias. E abra&ccedil;armos o bem, o bom e a confian&ccedil;a em Deus.<br /> Atentemos para a recomenda&ccedil;&atilde;o de Jesus de orarmos e vigiarmos, entendendo que o Amigo Divino nos convida a vigiarmos nosso pensar e a utilizarmos a ora&ccedil;&atilde;o como ferramenta de apoio e reestrutura&ccedil;&atilde;o mental.<br /> <br /> O pensamento &eacute; for&ccedil;a vital gravitando no Universo. Fonte poderosa, pode verter luz pacificadora ou se transformar em cachoeira destruidora.<br /> Pensemos nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 8.12.2012.<br /> </span> <br />

CRIATURAS ÚNICAS
18 Abr 20164:27EP 377

CRIATURAS ÚNICAS

<strong>CRIATURAS &Uacute;NICAS</strong><br /> <br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Um jovem procurou seu professor porque se sentia um in&uacute;til. Achava-se lerdo, n&atilde;o conseguia fazer nada bem. Desejava saber como poderia se melhorar e o que devia fazer para que o valorizassem.<br /> O professor, sem olha-lo, lhe disse: &ldquo;sinto muito, mas antes de resolver o seu problema, preciso resolver o meu pr&oacute;prio. Talvez voc&ecirc; possa me ajudar.&rdquo;<br /> Tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao rapaz, recomendando: &ldquo;v&aacute; at&eacute; o mercado. Preciso vender este anel porque tenho que pagar uma d&iacute;vida. &Eacute; preciso que voc&ecirc; consiga por ele o m&aacute;ximo, mas n&atilde;o aceite menos do que uma moeda de ouro.&rdquo;<br /> O rapaz pegou o anel e foi oferece-lo aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, mas quando ele dizia o quanto pretendia por ele, desistiam.<br /> Quando ele mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros sa&iacute;am sem ao menos olhar para ele. Somente um velhinho muito am&aacute;vel lhe explicou que uma moeda de ouro era muito valiosa para aquele anel.<br /> Abatido pelo fracasso, o rapaz retornou &agrave; presen&ccedil;a do professor, dizendo que o m&aacute;ximo que lhe ofereceram foram duas ou tr&ecirc;s moedas de prata. Ouro, nem pensar!<br /> O dono do anel respondeu que seria importante, ent&atilde;o, saber o valor exato do anel. Sugeriu que o jovem fosse ao joalheiro para uma correta avalia&ccedil;&atilde;o. E fez outra recomenda&ccedil;&atilde;o: n&atilde;o importa o valor que lhe ofere&ccedil;am, n&atilde;o venda este anel.<br /> O jovem foi, um tanto desanimado. O joalheiro, depois de examinar com uma lupa a j&oacute;ia, pesou-a e lhe disse: &ldquo;diga ao seu professor que, se ele quiser vender agora, n&atilde;o posso lhe dar mais do que cinq&uuml;enta e oito moedas de ouro.&rdquo;<br /> O rapaz teve um sobressalto: &ldquo;cinq&uuml;enta e oito moedas de ouro?&rdquo;<br /> &ldquo;Sim&rdquo;, retornou o joalheiro. &ldquo;com tempo, eu poderia oferecer cerca de setenta moedas. Mas, se a venda &eacute; urgente...&rdquo;<br /> O disc&iacute;pulo recusou a oferta e voltou correndo para dar a boa not&iacute;cia ao professor. Depois de ouvi-lo, o professor falou: &ldquo;sente-se, meu rapaz. Voc&ecirc; &eacute; como este anel, uma j&oacute;ia &uacute;nica e valiosa. Como toda j&oacute;ia preciosa, somente pode ser avaliada por quem entende do assunto.&rdquo;<br /> Por acaso voc&ecirc; imaginou que qualquer um poderia descobrir o seu verdadeiro valor?&rdquo;<br /> Tomando o anel das m&atilde;os do rapaz, tornou a coloc&aacute;-lo no dedo, completando: &ldquo;todos somos como esta j&oacute;ia: muito valiosos. No entanto, andamos por todos os mercados davida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.&rdquo;<br /> Pense: ningu&eacute;m pode nos fazer sentir inferiores, sem nosso consentimento.&rdquo; <br /> *** <br /> A divindade n&atilde;o se repete. Cada criatura sua &eacute; &uacute;nica, &eacute; especial e valiosa.<br /> Por isso existe na terra a diversidade das cores, dos tamanhos, das formas.<br /> E voc&ecirc; tamb&eacute;m &eacute; uma dessas criaturas especiais, por mais que se julgue destitu&iacute;da de valor.<br /> Voc&ecirc; pode n&atilde;o ser o maior intelecto do mundo, mas se tem disposi&ccedil;&atilde;o para o estudo, pode adquirir muitos conhecimentos.<br /> Voc&ecirc; pode n&atilde;o ser a pessoa mais bondosa da face da Terra, mas com vontade pode se exercitar todos os dias para se tornar mais paciente, mais caridoso e mais gentil.<br /> Voc&ecirc;, enfim, pode n&atilde;o ser o melhor, mas &eacute; pe&ccedil;a valiosa no concerto da vida, porque foi criado por Deus, que ama a todos e a cada um, de uma forma particular e especial.<br /> Pense: n&atilde;o h&aacute; ningu&eacute;m neste imenso universo de Deus, igual a voc&ecirc;!<br /> <br /> Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, a partir de texto sem men&ccedil;&atilde;o a autor.<br /> Em 13.01.2013</span><br />

SER TRANSPARENTE
16 Abr 20164:11EP 376

SER TRANSPARENTE

<strong>SER TRANSPARENTE</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>&Agrave;s vezes, nos perguntamos por que &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil ser transparente.<br /> Costumamos acreditar que ser transparente &eacute; simplesmente ser sincero e n&atilde;o enganar os outros. No entanto, &eacute; muito mais do que isso.<br /> &Eacute; ter coragem de se expor, de ser fr&aacute;gil, de chorar, de falar do que sentimos. &Eacute; desnudar a alma, deixar cair as m&aacute;scaras e baixar as armas.<br /> &Eacute; destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa do&ccedil;ura aflore, desabroche e transborde.<br /> Infelizmente, quase sempre, a maioria de n&oacute;s decide n&atilde;o correr esse risco. Preferimos a dureza da raz&atilde;o &agrave; leveza que exporia toda a fragilidade humana.<br /> Preferimos o n&oacute; na garganta &agrave;s l&aacute;grimas que brotam da profundeza do nosso ser.<br /> Preferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que n&atilde;o sabemos todas as respostas, que somos fr&aacute;geis, que temos medo.<br /> Por mais doloroso que seja construir uma m&aacute;scara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e de Deus, preferimos manter uma imagem que nos d&ecirc; a sensa&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o.<br /> E vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que n&atilde;o condizem com o nosso verdadeiro eu.<br /> N&atilde;o porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de n&oacute;s mesmos e j&aacute; n&atilde;o sabemos onde est&aacute; nossa brandura, nosso amor mais intenso.</span><br />

NOVA VISÃO
15 Abr 20163:25EP 375

NOVA VISÃO

<strong>NOVA VIS&Atilde;O</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Era uma manh&atilde; de um dia de semana, desses de c&eacute;u aberto e muito sol. Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho.<br /> Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos &uacute;ltimos lugares, bem ao fundo.<br /> Ali se p&ocirc;s a fazer sua ora&ccedil;&atilde;o cheia de vida.<br /> Ouviu, ent&atilde;o, em meio ao sil&ecirc;ncio, uma voz de algu&eacute;m, cuja presen&ccedil;a n&atilde;o tinha percebido: Escute, venha aqui. Venha ver a rosa.<br /> Ele olhou para os lados, para a frente e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez:<br /> Venha ver a rosa.<br /> Embora sem entender, ele se dirigiu at&eacute; a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa.<br /> Parou e come&ccedil;ou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: Venha ver a rosa.<br /> Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita.<br /> Mas o homem n&atilde;o se conformou e tornou a dizer:<br /> N&atilde;o, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa.<br /> Diante da insist&ecirc;ncia, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com aquele convite?<br /> Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele? Finalmente, venceu as pr&oacute;prias resist&ecirc;ncias, e se sentou ao lado do homem.<br /> Veja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho.<br /> De fato, era um espet&aacute;culo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele &acirc;ngulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-&iacute;ris.<br /> Dali podia-se perceber um raio de sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-&iacute;ris.<br /> E o trabalhador, extasiado, exclamou: &Eacute; a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-&iacute;ris. Mas, se eu n&atilde;o tivesse me sentado onde estou, se n&atilde;o tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espet&aacute;culo t&atilde;o maravilhoso.<br /> * * *<br /> &Eacute; preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso.<br /> O amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocarmos de nosso comodismo, de romper com os rotulos, para ver o diferente e o novo.<br /> H&aacute; uma rosa escondida em toda pessoa, que n&atilde;o estamos sendo capazes de enxergar.<br /> H&aacute; necessidade de sairmos de n&oacute;s mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar inc&ocirc;modo, de deixar de lado as preven&ccedil;&otilde;es, para poder ver as rosas do outro, de um &acirc;ngulo diverso.<br /> Realizemos essa experi&ecirc;ncia, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido especial onde, para n&oacute;s, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores.<br /> Pense nisso e rompa com os preconceitos e r&oacute;tulos.</span><br />

FLOR DE ESTUFA
14 Abr 20163:28EP 374

FLOR DE ESTUFA

<strong>FLOR DE ESTUFA</strong><br /> <br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>&Eacute; natural o desejo de viver em paz e ser feliz.<br /> Todos almejam levar a vida sem maiores percal&ccedil;os e desafios.<br /> Entretanto, a realidade &eacute; bem diversa.<br /> Qualquer que seja o contexto econ&ocirc;mico ou social em que a criatura se apresente, ela enfrenta alguns problemas.<br /> Esse fen&ocirc;meno precisa ser entendido em sua justa configura&ccedil;&atilde;o.<br /> O instinto de conserva&ccedil;&atilde;o, inerente aos seres vivos, indica-lhes que devem buscar preservar-se ao m&aacute;ximo.<br /> Trata-se de um recurso providencial, para que bem aproveitem a experi&ecirc;ncia terrena.<br /> Caso n&atilde;o se cuidem como podem e devem, correm o risco de perecer antes do tempo.<br /> Com isso, deixam de aprender a li&ccedil;&atilde;o do momento em sua integralidade.<br /> Ocorre que o aprendizado e o aprimoramento s&atilde;o a finalidade do existir.<br /> O Esp&iacute;rito n&atilde;o renasce para se recrear, mas para se melhorar.<br /> Assim, a condi&ccedil;&atilde;o de flor de estufa n&atilde;o lhe assenta.<br /> Se fosse para permanecer em doce repouso, n&atilde;o necessitaria de um corpo f&iacute;sico.<br /> As injun&ccedil;&otilde;es materiais tornam necess&aacute;rias certas atividades que viabilizam o progresso.<br /> Porque precisa se manter, o homem disciplina-se a trabalhar.<br /> Como os postos de trabalho s&atilde;o disputados, ele se habitua a estudar e a se aperfei&ccedil;oar constantemente.<br /> Para se manter no emprego, precisa respeitar in&uacute;meras regras.<br /> Com isso, gradualmente incorpora em seu ser diversas virtudes.<br /> Disciplina, polidez, humildade e todos os valores e talentos humanos n&atilde;o s&atilde;o presentes, mas conquistas.<br /> Em sentido geral, as exig&ecirc;ncias ordinariamente se apresentam.<br /> Algumas crises sempre precisam ser vividas e superadas.<br /> Nesse contexto de desenvolvimento amplo e constante, dificuldades n&atilde;o s&atilde;o trag&eacute;dias.<br /> Elas representam uma li&ccedil;&atilde;o preciosa.<br /> Todo Esp&iacute;rito possui um destino glorioso.<br /> Nele dormem os princ&iacute;pios das virtudes ang&eacute;licas.<br /> Constitui uma tola ingenuidade achar que se transitar&aacute; pela vida ao abrigo de preocupa&ccedil;&otilde;es.<br /> Os problemas que surgem n&atilde;o s&atilde;o injusti&ccedil;as e nem persegui&ccedil;&otilde;es.<br /> Seu sereno enfrentamento, em contexto de dignidade, &eacute; o pr&oacute;prio objetivo da exist&ecirc;ncia.<br /> O homem n&atilde;o pode ser uma flor de estufa, delicada e de pouco perfume.<br /> Seu destino &eacute; se assemelhar a uma &aacute;rvore frondosa, de madeira perfumada, cheia de frutos e flores.<br /> Integralmente &uacute;til, qualquer que seja o contexto.<br /> Na pobreza, pleno de dignidade e com muito amor ao trabalho.<br /> Na abastan&ccedil;a, modesto e disposto a partilhar e a se fazer instrumento do progresso.<br /> Assim, n&atilde;o se ressinta dos desafios que se apresentam em sua vida.<br /> Entenda-os como testes cuja solu&ccedil;&atilde;o exige apenas disciplina e serenidade.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 20.06.2011.</span><br />

A EVOLUÇÃO
13 Abr 20163:42EP 373

A EVOLUÇÃO

<strong>A EVOLU&Ccedil;&Atilde;O<br /> </strong><br /> <span style=''font-size: small;''>A evolu&ccedil;&atilde;o espiritual &eacute; um fen&ocirc;meno bastante complexo, que se d&aacute; em sucessivas fases.<br /> <br /> No come&ccedil;o, predomina a natureza corp&oacute;rea.<br /> <br /> Dominada pelos instintos, a criatura dedica seu tempo e seu interesse a atividades triviais.<br /> <br /> Comer, vestir-se, abrigar-se, procriar e cuidar da prole, eis a que se resumem suas preocupa&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> Nesse per&iacute;odo, o ego&iacute;smo &eacute; marcante.<br /> <br /> Os instintos de conserva&ccedil;&atilde;o da vida e da preserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie t&ecirc;m absoluta preponder&acirc;ncia.<br /> <br /> Com o tempo, o ser come&ccedil;a a desvincular-se de sua origem.<br /> <br /> A intelig&ecirc;ncia se desenvolve, o racioc&iacute;nio se sofistica e o senso moral desabrocha.<br /> <br /> As inven&ccedil;&otilde;es tornam poss&iacute;vel gastar tempo com quest&otilde;es n&atilde;o diretamente ligadas &agrave; sobreviv&ecirc;ncia.<br /> <br /> Viver deixa de ser t&atilde;o dif&iacute;cil, sob o prisma material.<br /> <br /> Em compensa&ccedil;&atilde;o, come&ccedil;am os dilemas morais.<br /> <br /> Com a raz&atilde;o desenvolvida, a responsabilidade surge forte nos caminhos espirituais.<br /> <br /> O que antes era admiss&iacute;vel passa a ser um esc&acirc;ndalo.<br /> <br /> A sensibilidade se apura e a criatura aspira por realiza&ccedil;&otilde;es intelectuais e afetivas.<br /> <br /> Essa nova sensibilidade tamb&eacute;m evidencia que o pr&oacute;ximo &eacute; seu semelhante, com igual direito a ser feliz e realizado.<br /> <br /> Gradualmente se evidencia a igualdade b&aacute;sica entre todos os homens.<br /> <br /> Malgrado possuidores de talentos e valores diversos, n&atilde;o se distinguem no essencial.<br /> <br /> Uma chama divina os anima e a todos conduzir&aacute; aos maiores cimos da evolu&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Contudo, o abandono dos h&aacute;bitos toscos das primeiras viv&ecirc;ncias n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil.<br /> <br /> S&eacute;culos s&atilde;o gastos na &aacute;rdua tarefa de domar v&iacute;cios e paix&otilde;es.<br /> <br /> As encarna&ccedil;&otilde;es se sucedem enquanto o Esp&iacute;rito luta para ascender.<br /> <br /> O maior entrave para a liberta&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias dolorosas &eacute; o ego&iacute;smo, que possui forte v&iacute;nculo com o apego &agrave;s coisas corp&oacute;reas.<br /> <br /> Quanto mais se aferra aos bens materiais, mais o homem demonstra pouco compreender sua natureza espiritual.<br /> <br /> O Esp&iacute;rito necessita libertar-se do apego a coisas transit&oacute;rias.<br /> <br /> Apenas assim ele adquire condi&ccedil;&otilde;es de viver as experi&ecirc;ncias sublimes a que est&aacute; destinado.<br /> <br /> Quem deseja sair do primitivismo deve combater o gosto pronunciado pelos gozos da mat&eacute;ria.<br /> <br /> O melhor meio para isso &eacute; praticar a abnega&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Trata-se de uma virtude que se caracteriza pelo desprendimento e pelo desinteresse.<br /> <br /> A a&ccedil;&atilde;o abnegada importa na supera&ccedil;&atilde;o das tend&ecirc;ncias ego&iacute;stas do agente.<br /> <br /> Age-se em benef&iacute;cio de uma causa, pessoa ou princ&iacute;pio, sem visar a qualquer vantagem ou interesse pessoal.<br /> <br /> Certamente n&atilde;o &eacute; uma virtude que se adquire a brincar.<br /> <br /> Apenas com disciplina e determina&ccedil;&atilde;o &eacute; que ela se incorpora ao car&aacute;ter.<br /> <br /> Mas como ningu&eacute;m far&aacute; o trabalho alheio, &eacute; preciso principiar em algum momento.<br /> <br /> Comece, pois, a praticar a abnega&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Esforce-se em realizar uma s&eacute;rie de atitudes com foco no pr&oacute;ximo.<br /> <br /> Esque&ccedil;a a sua personalidade e pense com interesse no bem alheio.<br /> <br /> Esse esfor&ccedil;o inicial n&atilde;o tardar&aacute; a dar frutos.<br /> <br /> O gosto pelo transit&oacute;rio lentamente o abandonar&aacute;.<br /> <br /> Ele ser&aacute; substitu&iacute;do pelos prazeres espirituais.<br /> <br /> Voc&ecirc; descobrir&aacute; a ventura de ser bondoso, de amparar os ca&iacute;dos e de ensinar os ignorantes.<br /> <br /> Esses gostos suaves e transcendentes o conduzir&atilde;o a esferas de sublimes realiza&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> Pense nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 25.08.2012.</span><br />

RESPOSTA DIVINA
11 Abr 20164:00EP 372

RESPOSTA DIVINA

<strong>RESPOSTA DIVINA</strong><br /> <br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Foi depois da Primeira Guerra Mundial, na Tchecoslov&aacute;quia. O jovem Ar&atilde;o precisava sustentar a esposa e o filho rec&eacute;m-nascido. Ele trabalhava numa pequena loja com a m&atilde;e, mas o lucro n&atilde;o era suficiente para sustentar as duas fam&iacute;lias.<br /> Por isso, ele decidiu pensar em alguma coisa que o tornasse independente. Naquela &eacute;poca havia muita escassez em todos os setores.<br /> A ind&uacute;stria de couros era uma delas. Era muito dif&iacute;cil encontrar sapatos bons e resistentes. Eles eram fabricados com papel&atilde;o e papel e n&atilde;o duravam muito.<br /> O jovem Ar&atilde;o logo concluiu que aquele era um ramo a ser explorado. Um empreendimento no setor de cal&ccedil;ados lhe permitiria sustentar com dignidade a fam&iacute;lia.<br /> Tomou emprestado uma quantia muito grande de dinheiro de amigos, vizinhos e parentes. Foi at&eacute; a grande cidade e voltou com quinhentos pares de cal&ccedil;ados militares fortes, resistentes.<br /> Enorme foi seu desespero ao abrir as caixas e descobrir que fora enganado. O negociante lhe vendera mil p&eacute;s direitos. Retornou &agrave; cidade, procurou o negociante e n&atilde;o o encontrou.<br /> Parecia que ele nunca tinha existido. Ar&atilde;o voltou para sua casa e come&ccedil;ou a chorar. A esposa o abra&ccedil;ou e disse: N&atilde;o desista.<br /> Por fim, ele procurou um homem s&aacute;bio que lhe falou para que ele fosse ao templo e orasse. Que recitasse salmos. Tivesse f&eacute;. Deus o ajudaria.<br /> Ar&atilde;o obedeceu. Durante v&aacute;rios dias chorou e rezou, concentrado em seus tormentos. Os amigos e a esposa o vinham ver, lhe traziam alimento que ele engolia sem prestar aten&ccedil;&atilde;o. E continuava a orar e chorar.<br /> At&eacute; que um estranho entrou no templo e tamb&eacute;m come&ccedil;ou a solu&ccedil;ar. Depois a gritar, t&atilde;o grande era o seu desespero.<br /> Ar&atilde;o pareceu despertar da sua dor e foi se sentar ao lado do desconhecido.<br /> Bem-vindo, disse. Sinto compaix&atilde;o do seu sofrimento. Posso ajudar?<br /> Ningu&eacute;m pode me ajudar. Peguei muito dinheiro emprestado e comprei mercadoria para come&ccedil;ar um neg&oacute;cio. Pobre de mim. O negociante me enganou e me vendeu mil sapatos para o p&eacute; esquerdo!<br /> O estranho pousou os olhos vermelhos de chorar nos olhos de Ar&atilde;o e viu que um brilho alegre dan&ccedil;ava neles.<br /> Meu querido amigo! - Disse Ar&atilde;o. Tenho &oacute;timas not&iacute;cias para voc&ecirc;.<br /> O estranho e Ar&atilde;o juntaram os pares de sapatos, que combinavam direitinho, os venderam e ganharam uma grande quantidade de dinheiro.<br /> * * *<br /> O conselho somente ter&aacute; valor se estiveres disposto a segui-lo.<br /> Quando estejas com dificuldade em qualquer assunto, recorre a uma pessoa mais experiente, melhor equipada, pedindo-lhe ajuda e orienta&ccedil;&atilde;o.<br /> Todavia, n&atilde;o leves a tua pr&oacute;pria opini&atilde;o, tentando provar que &eacute; a verdadeira.<br /> Ouve com cuidado. Reflexiona. Depois, toma a decis&atilde;o que te pare&ccedil;a a mais acertada.<br /> Examina tudo, dizia o Ap&oacute;stolo Paulo, e ret&eacute;m o que &eacute; bom.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em hist&oacute;ria do livro Pequenos milagres, v. 2, de Yitta Halberstam e Judith Leventhal, ed. Sextante e pensamentos do cap. LXXXVII do livro Vida feliz, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 01.03.2013.</span><br />

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