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PODCAST · 3051 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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TÉDIO
3 Jun 20164:44EP 411

TÉDIO

&nbsp;T&eacute;dio<br /> <br /> <br /> Muitas pessoas estabelecem objetivos de vida, que passam a ser buscados com intensa determina&ccedil;&atilde;o.<br /> Limitam seus interesses na conquista de seus sonhos e quando os alcan&ccedil;am nem sempre encontram neles o sentido e o significado que esperavam.<br /> A meta, que por tanto tempo representou a raz&atilde;o de viver, cede lugar ao t&eacute;dio, empurrando os seres para os abismos da depress&atilde;o ou dos v&iacute;cios.<br /> Por vezes, s&atilde;o pais que colocam na vida dos filhos os pr&oacute;prios sonhos.<br /> Projetam no futuro de seus rebentos os desejos que eles pr&oacute;prios n&atilde;o puderam realizar.<br /> No entanto, os filhos crescem e devem enfrentar as pr&oacute;prias lutas e dar curso &agrave;s pr&oacute;prias vidas.<br /> Por vezes a constata&ccedil;&atilde;o dessa verdade causa nos pais, mais despreparados, amarga afli&ccedil;&atilde;o.<br /> Outros, ainda, anseiam por alcan&ccedil;ar um patamar elevado na carreira para amealhar, assim, consider&aacute;veis recursos financeiros.<br /> Por&eacute;m, quando seus objetivos se realizam, sentem-se desestimulados.<br /> H&aacute; aqueles que se esfor&ccedil;am para ter fama e destaque na sociedade e que, quando os alcan&ccedil;am, amargurados e vazios, entregam-se &agrave;s drogas e aos abusos do sexo.<br /> Inquieta&ccedil;&atilde;o e desequil&iacute;brio costumam servir de base na busca por objetivos imediatos de prazer e de satisfa&ccedil;&atilde;o.<br /> Tais metas s&atilde;o frutos do ego&iacute;smo que ainda move os seres, e quando alcan&ccedil;adas produzem t&atilde;o-somente r&aacute;pida e passageira satisfa&ccedil;&atilde;o.<br /> Em pouco tempo a antiga e conhecida sensa&ccedil;&atilde;o de aborrecimento e de vazio volta a exercer forte influ&ecirc;ncia no cotidiano.<br /> Como se todo o esfor&ccedil;o tivesse sido v&atilde;o.<br /> Como se toda a luta n&atilde;o tivesse valido a pena.<br /> Nos l&aacute;bios, a impress&atilde;o de que alguma palavra ficou faltando.<br /> Na boca, a permanente sensa&ccedil;&atilde;o de sede.<br /> &Eacute; a fome de realiza&ccedil;&atilde;o plena.<br /> &Eacute; uma sensa&ccedil;&atilde;o de que, em sonho, tudo era mais belo e satisfat&oacute;rio.<br /> &Eacute; o t&eacute;dio, terr&iacute;vel flagelo que consome exist&ecirc;ncias.<br /> Silencioso e ardiloso, penetra suavemente no comportamento, instalando-se na mente e no sentimento, depauperando e dominando os indiv&iacute;duos.<br /> Quando te percebas a um passo do t&eacute;dio, assume nova postura e busca uma atividade que te preencha o tempo f&iacute;sico e mental de forma &uacute;til.<br /> Nunca te consideres impossibilitado de trabalhar, de agir no bem e de produzir.<br /> Considera o esfor&ccedil;o dos artistas sem bra&ccedil;os, sem pernas, que se revelaram excelentes pintores, escultores, desenhistas, ricos de inspira&ccedil;&atilde;o e de alegria de viver.<br /> Reflete sobre a vida de outros deficientes que se transformaram em mensageiros da renova&ccedil;&atilde;o interior, tornando-se membros indispens&aacute;veis da economia moral e social no mundo.<br /> O esfor&ccedil;o que lhes foi exigido n&atilde;o lhes concedeu tempo para qualquer forma de t&eacute;dio ou de desinteresse, entregando-se &agrave; lamenta&ccedil;&atilde;o ou ao desencanto.<br /> N&atilde;o cesses de edificar, nem te permitas contemplar a retaguarda do j&aacute; feito.<br /> Examina a perspectiva do quanto ainda necessitas realizar.<br /> Aspira &agrave; conquista do infinito e nunca te sentir&aacute;s entediado com os logros conseguidos.<br /> Quem se basta com as aquisi&ccedil;&otilde;es meramente materiais ainda n&atilde;o alcan&ccedil;ou a real maturidade, nem descobriu as priorit&aacute;rias metas existenciais.<br /> Aquele que anela pela alegria de viver, n&atilde;o apenas pelo que consiga deter nas m&atilde;os, jamais ser&aacute; v&iacute;tima do t&eacute;dio, porque estar&aacute; sempre em a&ccedil;&atilde;o, sentindo-se &uacute;til e pleno.<br /> <br /> Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> com base no cap&iacute;tulo 13 do livro Diretrizes para o &ecirc;xito,<br /> de Divaldo Pereira Franco.<br />

COMBATENDO O PRECONCEITO
31 Mai 20163:49EP 409

COMBATENDO O PRECONCEITO

<strong>COMBATENDO O PRECONCEITO</strong><br /> <br /> Quando Gandhi trabalhava pela independ&ecirc;ncia da &Iacute;ndia, empenhou-se tamb&eacute;m em combater uma quest&atilde;o interna: o preconceito de castas.<br /> <br /> Tradi&ccedil;&atilde;o milenar que divide a sociedade indiana em religiosos, guerreiros, agricultores, comerciantes e servos, as castas at&eacute; hoje persistem.<br /> <br /> Na base da pir&acirc;mide social, uma categoria desprezada: os p&aacute;rias.<br /> <br /> Sem casta, os p&aacute;rias s&atilde;o considerados impuros e acredita-se que quem os toca fica impuro tamb&eacute;m. Por isso s&atilde;o chamados intoc&aacute;veis.<br /> <br /> Mas Gandhi, ao estudar profundamente os ensinos de Krishna, aprendeu que Deus n&atilde;o faz diferen&ccedil;a entre Seus filhos.<br /> <br /> Ele compreendeu que o sistema de castas havia sido modificado pelos homens, que o usaram para fins de domina&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e social.<br /> <br /> E foi assim que Gandhi passou a combater o preconceito contra os p&aacute;rias, que ele chamava harijans, palavra que significa filhos de Deus.<br /> <br /> Estava certo Gandhi. <br /> Os preconceitos que carregamos s&atilde;o parte de um contexto social e cultural que devemos combater.<br /> <br /> &Agrave; medida que a Humanidade progride, os preconceitos v&atilde;o perdendo espa&ccedil;o.<br /> <br /> A ci&ecirc;ncia vai demonstrando que certas teorias n&atilde;o t&ecirc;m validade e aos poucos vamos expurgando pr&aacute;ticas vergonhosas.<br /> <br /> Vejamos, por exemplo, o preconceito racial. Ele &eacute; decorrente de uma vis&atilde;o que data da &eacute;poca da coloniza&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Os europeus se achavam superiores aos povos ind&iacute;genas ou africanos. &Eacute; uma tese absurda que o tempo se encarregou de derrubar.<br /> <br /> Sim, pois quando se ofereceu oportunidade, negros e &iacute;ndios mostraram tanta capacidade intelecto-moral quanto os demais.<br /> <br /> Nunca &eacute; demais lembrar que &ndash; mesmo na &eacute;poca do mais rigoroso preconceito racial no Brasil &ndash; houve quem triunfasse.<br /> <br /> &Eacute; o caso do maior escritor brasileiro de todos os tempos: Machado de Assis.<br /> <br /> Filho de uma ex escrava, que trabalhava como lavadeira, ele trabalhava durante o dia e estudava &agrave; noite, sob a luz de um lampi&atilde;o.<br /> <br /> Demonstrou que o talento e o esfor&ccedil;o vencem o preconceito, por mais forte que seja.<br /> <br /> Hoje, por mais que se combata o preconceito, muitas vezes ele ainda aparece inesperadamente.<br /> <br /> &Eacute; porque estava apenas oculto, escondido sob o verniz social.<br /> <br /> &Eacute; assim na quest&atilde;o dos homossexuais. Os preconceitos contra eles se manifestam de forma agressiva.<br /> <br /> Eles s&atilde;o ridicularizados, alvo de piadas e at&eacute; de viol&ecirc;ncia. Muitos s&atilde;o espancados e assassinados.<br /> <br /> <br /> Ser&aacute; que j&aacute; conseguimos ver todos os demais seres humanos como irm&atilde;os que tamb&eacute;m amam, sofrem e querem ser felizes?<br /> <br /> Ser&aacute; que ainda &eacute; preciso ter uma data, pra se conscientizar do quanto o preconceito &eacute; sinal de barbarismo e ignor&acirc;ncia? <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso- com base no livro<br /> Momento Esp&iacute;rita, v. 7, ed. Fep.<br /> Em 19.05.2008.<br />

BRUNO GIORDANO - UM VOO A LIBERDADE
28 Mai 20164:32EP 408

BRUNO GIORDANO - UM VOO A LIBERDADE

<strong>BRUNO GIORDANO - UM VOO A LIBERDADE</strong><br /> <br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>A cidade de Roma estava abarrotada de gente. Eram peregrinos vindos de toda a Europa para as celebra&ccedil;&otilde;es do jubileu do ano de 1600, que aconteceriam durante o ano todo.<br /> Especialmente naquele dia a popula&ccedil;&atilde;o se aglomerava para contemplar um espet&aacute;culo singular.<br /> As tochas acesas ao longo do caminho iluminavam a p&aacute;lida manh&atilde; de fevereiro.<br /> O fil&oacute;sofo e monge de cinquenta e dois anos caminhava lentamente sobre as pedras frias...<br /> Descal&ccedil;o e acorrentado pelo pesco&ccedil;o, vestia um len&ccedil;ol branco estampado com cruzes, dem&ocirc;nios e chamas vermelhas.<br /> Aquele homem magro vencia, a passos lentos, os oitocentos metros desde a Torre Nona, onde estivera encarcerado, e o campo das flores, ampla pra&ccedil;a onde seria executado.<br /> Alguns monges seguiam ao seu lado convidando-o ao arrependimento. De tempos a tempos aproximavam o crucifixo dos seus l&aacute;bios, dando-lhe oportunidade de salvar-se.<br /> A popula&ccedil;&atilde;o se acotovelava para ver um herege famoso morrer na fogueira...<br /> Chegando &agrave; pra&ccedil;a, onde a morte o aguardava, o fil&oacute;sofo se negou mais uma vez a beijar a cruz. Ent&atilde;o foi amorda&ccedil;ado, despido, atado a uma estaca de ferro e coberto com lenhas e palhas at&eacute; o queixo.<br /> O fogo foi ateado. E, enquanto as labaredas chamuscavam lhe a barba e seus pulm&otilde;es se enchiam de fuma&ccedil;a, Giordano Bruno tinha o olhar fixo no Infinito...<br /> Enquanto a pele estalava sob o calor das chamas e o sangue fervia nas veias, o not&aacute;vel fil&oacute;sofo ainda guardava uma convic&ccedil;&atilde;o: n&atilde;o iria para o inferno.<br /> A certeza de que veria outros s&oacute;is, in&uacute;meros mundos celestiais e viajaria atrav&eacute;s do Infinito, lhe davam uma paz indescrit&iacute;vel.<br /> Em seu julgamento, no ano de 1592, em Veneza, Giordano Bruno disse aos seus julgadores: que a terra n&atilde;o era &uacute;nico planeta criado por Deus, e cada estrela possu&iacute;a v&aacute;rios planetas.<br /> Bruno foi morto na fogueira por defender a ideia de que a terra n&atilde;o era o &uacute;nico planeta que existia no universo. E que muitos orbitam outras estrelas.<br /> Ironicamente ele acreditava que suas ideias apenas engrandeciam a gloria do criador.<br /> O Monge Giordano Bruno escreveu: &ldquo;Deus &eacute; reverenciado n&atilde;o apenas em um, mas em muitos incont&aacute;veis sois. N&atilde;o em uma &uacute;nica terra, num &uacute;nico mundo, mas em milhares, milh&otilde;es...numa infinidade de planetas. Isso &eacute; um convite para que todos n&oacute;s, celebremos um criador muito maior; o criador do universo infinito.&rdquo;<br /> Foi gra&ccedil;as a suas convic&ccedil;&otilde;es que Bruno n&atilde;o titubeou ante a fogueira que o aguardava...<br /> Bastaria apenas beijar a cruz... Mas ele preferiu a liberdade da verdade...<br /> Sabia que as chamas nada mais fariam do que enviar sua alma na dire&ccedil;&atilde;o de outros s&oacute;is, onde poderia viajar atrav&eacute;s do Infinito...<br /> <br /> H&aacute; muitas moradas na casa de meu Pai. Se assim n&atilde;o fora, eu vo-lo teria dito.&rdquo;<br /> Essas palavras foram colhidas e registradas pelo Evangelista Jo&atilde;o. Trata-se de um discurso de esperan&ccedil;a.<br /> Jesus nos diz que a casa do Pai, o Universo, &eacute; um local de muitos lares, de muitas humanidades.<br /> N&atilde;o estamos s&oacute;s neste imenso Universo. Nossa Terra n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico planeta habitado. A vida &eacute; farta e infinita no cosmos, que &eacute; a casa do nosso Pai do qual, somos herdeiros.<br /> Pense Nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Com base no document&aacute;rio do Discovery Channel &ndash;<br /> &ldquo;Giordano Bruno &ndash; Herege do infinito&rdquo; <br /> Em 11.12.2014.</span><br />

HAVERÁ SEMPRE UM AMANHÃ
27 Mai 20162:52EP 407

HAVERÁ SEMPRE UM AMANHÃ

<strong>HAVER&Aacute; SEMPRE UM AMANH&Atilde;</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Por mais que os abismos sejam fundos,<br /> sobre eles sempre haver&aacute; um firmamento;<br /> n&atilde;o te desorientes se muitos s&atilde;o os gritos:<br /> um dia far-se-&aacute; de novo sil&ecirc;ncio <br /> e conseguir&aacute;s refletir melhor; <br /> tamb&eacute;m n&atilde;o te afoites se o sil&ecirc;ncio perdura; <br /> quando chegar sua vez, <br /> a palavras surgir&atilde;o de novo <br /> e entender&aacute;s a mensagem que te trar&atilde;o...<br /> N&atilde;o temas a escurid&atilde;o <br /> que se faz quando passam nuvens de corvos,<br /> eles ter&atilde;o de sair do c&eacute;u <br /> ou ter&atilde;o de descer &agrave; terra <br /> e o sol voltar&aacute; radioso a brilhar...<br /> N&atilde;o penses que a mentira dominar&aacute; de todo:<br /> ela mentir&aacute; at&eacute; mesmo sobre si pr&oacute;pria, <br /> e seu descr&eacute;dito tornar&aacute; indispens&aacute;vel <br /> que a verdade volte a ser reconhecida...<br /> Nenhuma escurid&atilde;o, por mais densa que seja,<br /> conseguir&aacute; apagar a luz do vaga-lume; <br /> n&atilde;o te entriste&ccedil;as se sentes frio: <br /> sempre encontrar&aacute;s a m&atilde;o amiga <br /> na qual aquecer&aacute;s as tuas <br /> que, assim, n&atilde;o se enregelar&atilde;o...<br /> N&atilde;o receies o tropel dos animais:<br /> um dia, e n&atilde;o est&aacute; longe este dia,<br /> ouvir&aacute;s de novo a maciez <br /> de p&eacute;s descal&ccedil;os pisando sobre a relva...<br /> A chuva voltar&aacute; a cair <br /> e o verde voltar&aacute; ser verde, <br /> por isto tua sede ser&aacute; aplacada um dia,<br /> podes esper&aacute;-lo confiante...<br /> N&atilde;o temas sequer a morte: <br /> ainda n&atilde;o se descobriu um cemit&eacute;rio de almas,<br /> j&aacute; que estas vivem para sempre...<br /> N&atilde;o penses que o infinito n&atilde;o te fale: <br /> talvez ele esteja atento a ouvir-te <br /> e n&atilde;o queira perder uma s&oacute; de tuas palavras...<br /> N&atilde;o penses que est&aacute;s irremediavelmente condenado:<br /> o perd&atilde;o existe exatamente para quem erra, <br /> mas que deseja voltar ao caminho, <br /> Se teus p&eacute;s fraquejam, <br /> busca quem te auxilie: <br /> reconfortado, um dia chegar&aacute; a tua vez de auxiliar...<br /> N&atilde;o chores de amargura <br /> se o dia de hoje &eacute; tenso, incerto, amargo:<br /> Haver&aacute; sempre, sempre um amanh&atilde;...o conv&eacute;m, fazendo delas uma almofada para o os nossos cora&ccedil;&otilde;es.<br /> Nelas, voc&ecirc; e eu descansamos.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 02.8.2015.</span><br />

PACIÊNCIA ANTES DA CRISE
26 Mai 20163:49EP 406

PACIÊNCIA ANTES DA CRISE

<strong>PACI&Ecirc;NCIA ANTES DA CRISE</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>O homem moderno tem urgente necessidade de cultivar a paci&ecirc;ncia, na condi&ccedil;&atilde;o de medicamento preventivo contra in&uacute;meros males que o espreitam.<br /> De certo modo, vitimado pelas circunst&acirc;ncias da vida ativa em que se encontra, sofre desgaste cont&iacute;nuo que o leva, n&atilde;o raro, a estados neur&oacute;ticos e agressivos ou a depress&otilde;es que o aniquilam.<br /> A paci&ecirc;ncia &eacute;-lhe reserva de &acirc;nimo para enfrentar as situa&ccedil;&otilde;es mais dif&iacute;ceis sem perder o equil&iacute;brio.<br /> A paci&ecirc;ncia &eacute; uma virtude que deve ser cultivada e cuja for&ccedil;a somente pode ser medida, quando submetida ao teste que a desafia, em forma de problema.<br /> O atropelo do tr&acirc;nsito; a agita&ccedil;&atilde;o geral; a competi&ccedil;&atilde;o desenfreada; o desrespeito aos espa&ccedil;os individuais; a compress&atilde;o das horas...<br /> Al&eacute;m disso, as limita&ccedil;&otilde;es financeiras; os conflitos emocionais; as frustra&ccedil;&otilde;es e outros fatores decorrentes do modo de vida dito moderno e do relacionamento social, levam o homem a desequil&iacute;brios que a paci&ecirc;ncia pode evitar.<br /> Exercitando-a nas pequenas ocorr&ecirc;ncias, sem permitir-se a irrita&ccedil;&atilde;o ou o agastamento, adquirir&aacute; for&ccedil;a e enfrentar&aacute; com &ecirc;xito as situa&ccedil;&otilde;es mais graves.<br /> Todas as criaturas em tr&acirc;nsito pelo mundo s&atilde;o v&iacute;timas de ciladas intencionais ou n&atilde;o.<br /> Manter-se atento e saber enfrent&aacute;-las com cuidado &eacute; a &uacute;nica forma de super&aacute;-las com &ecirc;xito.<br /> * * *<br /> Se te sentes provocado pelos insultos que te dirigem, atua com serenidade e segue adiante.<br /> Se erraste em alguma situa&ccedil;&atilde;o que te surpreendeu, retorna ao ponto inicial e corrige o equ&iacute;voco.<br /> Se te sentes injusti&ccedil;ado, reexamina o motivo e disputa a honra de n&atilde;o desanimar.<br /> Se a agress&atilde;o de alguma forma te ofende, guarda a calma e a ver&aacute;s desmoronar-se.<br /> A conviv&ecirc;ncia com as criaturas &eacute; o grande desafio da evolu&ccedil;&atilde;o porque resulta, de um lado, da situa&ccedil;&atilde;o moral deles, e de outro, do seu estado emocional.<br /> O amor ao pr&oacute;ximo, no entanto, s&oacute; &eacute; leg&iacute;timo quando n&atilde;o se desgasta nem se converte em motivo de censura ou queixa, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas com quem se convive.<br /> &Eacute; f&aacute;cil amar e respeitar aqueles que vivem fisicamente distantes.<br /> O verdadeiro amor &eacute; o que se relaciona sempre bem com as demais criaturas.<br /> * * *<br /> Voc&ecirc; j&aacute; se prop&ocirc;s a ser mais paciente? J&aacute; colocou isso como meta na vida, alguma vez?<br /> &Eacute; importante ter metas claras. &Eacute; importante dizer a si mesmo: Estou mais paciente agora. N&atilde;o vou deixar que isto ou aquilo me abale com facilidade.<br /> Come&ccedil;amos assim um processo de autopreserva&ccedil;&atilde;o, de automonitoramento e, toda vez que uma situa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica se apresentar, poderemos voltar a dizer: N&atilde;o vou deixar que isto me tire do s&eacute;rio.<br /> Cada um poder&aacute; desenvolver seu m&eacute;todo, sua forma de atuar, por&eacute;m, a ess&ecirc;ncia deste trabalho est&aacute; em come&ccedil;ar j&aacute;, imediatamente.<br /> Quem antes inicia, antes colhe os benef&iacute;cios.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 10, do livro Alegria de viver de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.<br /> Em 26.7.2015.</span><br />

TELHA DE VIDRO
24 Mai 20164:44EP 405

TELHA DE VIDRO

<strong>TELHA DE VIDRO</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Nem sempre a vida segue o curso que se deseja, que se espera. Assim foi com Rachel.<br /> Depois da morte de seus pais, ela, ainda bem mo&ccedil;a, deixou a cidade em que nascera para morar na fazenda, com os tios que mal conhecia.<br /> Moraria na casa que havia sido constru&iacute;da por seu bisav&ocirc;, h&aacute; muito tempo.<br /> Era uma casa muito antiga e a maior parte dos m&oacute;veis eram pe&ccedil;as pesadas e escuras que ali estavam h&aacute; mais tempo do que as pessoas saberiam dizer.<br /> Seus tios eram pessoas simples, acostumados com a vida que sempre viveram, desconfiados com tudo que pudesse alterar a rotina que lhes dava seguran&ccedil;a.<br /> A chegada de Rachel representou para eles um certo transtorno.<br /> Onde ficaria instalada a sobrinha?<br /> Como n&atilde;o havia um c&ocirc;modo mais apropriado, deram-lhe um quarto pequeno, que ficava no s&oacute;t&atilde;o.<br /> Nem o tamanho reduzido, nem o cheiro de mofo incomodaram Rachel.<br /> O que a entristecia, naquele quartinho abafado, era apenas o fato de n&atilde;o ter janelas.<br /> N&atilde;o se podia ver o sol, nem o c&eacute;u, nem as &aacute;rvores do quintal ou as flores do jardim.<br /> A luz limitava-se a entrar timidamente pela porta. A falta de claridade parecia encher ainda mais de tristeza o cora&ccedil;&atilde;o dolorido da mo&ccedil;a.<br /> At&eacute; que um dia, depois de muito ter chorado em sil&ecirc;ncio, decidida a voltar a sorrir, ela pediu que lhe trouxessem da cidade uma telha de vidro.<br /> Um pouco desconfiados, seus tios acabaram cedendo. Da&iacute;, um milagre aconteceu.<br /> Mesmo sem janelas o quarto de Rachel, antes t&atilde;o sombrio, passou a ser a pe&ccedil;a mais alegre da fazenda.<br /> T&atilde;o claro que, ao meio-dia, aparecia uma renda de arabesco de sol nos ladrilhos vermelhos que, s&oacute; a partir de ent&atilde;o, conheceram a luz do dia.<br /> A lua branda e fria tamb&eacute;m se mostrava, &agrave;s vezes, pelo clar&atilde;o da telha milagrosa. E algumas estrelas audaciosas arriscaram surgir no espelho onde a mo&ccedil;a se penteava.<br /> O quartinho que era feio e sem vida, fazendo os dias de Rachel cinzentos, frios, sem luar e sem clar&atilde;o, agora estava diferente.<br /> Passou a ser cheio de claridade, luzes e brilho. Rachel voltou a sorrir.<br /> Toda essa mudan&ccedil;a s&oacute; porque um dia ela, insatisfeita com a pr&oacute;pria tristeza, decidiu colocar uma telha de vidro no telhado daquela casa antiga, trazendo para dentro da sua vida a luz e a alegria que faltavam.<br /> * * *<br /> Muitas vezes, presos a h&aacute;bitos antigos e em situa&ccedil;&otilde;es consolidadas, deixamos de lado verdades que nos fazem felizes.<br /> Deixamos que a aus&ecirc;ncia de janelas em nossa vida escure&ccedil;a nossas perspectivas, enchendo de sombras o nosso sorriso e o nosso cotidiano.<br /> Vamos nos acomodando, aceitando estruturas que sempre foram assim e que ningu&eacute;m pensou em alterar, ou que n&atilde;o se atreveu a tanto.<br /> Mudan&ccedil;as e reformas s&atilde;o necess&aacute;rias e sadias.<br /> Nem todas d&atilde;o certo ou surtem o efeito que desejar&iacute;amos, por&eacute;m, cabe-nos avaliar a realidade em que nos encontramos e tra&ccedil;ar metas para buscar as melhorias pretendidas.<br /> N&atilde;o podemos esquecer, por&eacute;m, que em busca de nossos sonhos de felicidade n&atilde;o devemos simplesmente passar por cima do direito dos outros.<br /> Nesse particular, cabe-nos seguir a orienta&ccedil;&atilde;o de que, ningu&eacute;m precisa passar por cima dos outros pra ter o que quer, ou pra ser feliz. N&atilde;o devemos desistir dos nossos sonhos, a menos que esse sonho custe a felicidade de outrem. Tornar-nos pessoas m&aacute;s e agir de forma fria e calculista s&oacute; trar&aacute; conseq&uuml;&ecirc;ncias nefastas, pois sabemos que o que plantamos sempre colhemos, o que vai sempre volta, &eacute; lei, &eacute; certo. Se for pra ser feliz, que seja de uma forma honesta e justa.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> *****<br /> Em nosso site voc&ecirc; encontra este e muitos outros textos e &aacute;udios do Pense Nisso. Acesse: centroamericafm.com.br<br /> <br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no<br /> Poema Telha de vidro, de Rachel de Queiroz.<br /> Em 28.3.2016.<br /> </span> <br />

CONSCIÊNCIA SOCIAL
23 Mai 20165:00EP 404

CONSCIÊNCIA SOCIAL

<strong>CONSCI&Ecirc;NCIA SOCIAL</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Em O livro dos Esp&iacute;ritos, Allan Kardec perguntou aos S&aacute;bios do Mundo Espiritual em que consiste a miss&atilde;o dos Esp&iacute;ritos encarnados.<br /> E os Benfeitores da Humanidade responderam: em instruir os homens, em lhes auxiliar o progresso; em lhes melhorar as institui&ccedil;&otilde;es, por meios diretos e materiais.<br /> As miss&otilde;es, por&eacute;m, s&atilde;o mais ou menos gerais e importantes. O que cultiva a terra desempenha t&atilde;o nobre miss&atilde;o como o que governa, ou o que instrui.<br /> Tudo em a natureza se encadeia. Ao mesmo tempo em que o Esp&iacute;rito se depura pela encarna&ccedil;&atilde;o, concorre, dessa forma, para a execu&ccedil;&atilde;o dos des&iacute;gnios da Provid&ecirc;ncia.<br /> Cada um tem neste mundo a sua miss&atilde;o, porque todos podem ter alguma utilidade.<br /> Caros ouvintes, Ca da um tem a sua parcela de responsabilidade na constru&ccedil;&atilde;o de um mundo melhor.<br /> Por essa raz&atilde;o, &eacute; importante perguntar a n&oacute;s mesmos o que estamos fazendo para melhorar as institui&ccedil;&otilde;es terrenas e fomentar o progresso geral.<br /> Em pleno s&eacute;culo XXI ainda h&aacute; pessoas que pensam que os problemas sociais s&atilde;o de responsabilidade exclusiva dos governos e lavam as m&atilde;os.<br /> H&aacute; empres&aacute;rios que, alegando desonestidade por parte dos governantes, sonegam impostos.<br /> Apesar de nada justificar a sonega&ccedil;&atilde;o, &eacute; preciso perguntar se eles assumem para si mesmos a responsabilidade de investir o montante sonegado em favor da sociedade da qual se beneficiam.<br /> Se destinam o valor deixado de recolher aos cofres p&uacute;blicos para custear o ensino de crian&ccedil;as e jovens carentes, a fim melhorar a condi&ccedil;&atilde;o social da sua localidade.<br /> Ou se deixam de pagar impostos apenas para enriquecer os pr&oacute;prios bolsos, usando a desculpa de que o governo n&atilde;o faz.<br /> Ter consci&ecirc;ncia social &eacute; estar atento &agrave;s necessidades dos cidad&atilde;os que est&atilde;o sobre os palcos da Terra, neste cen&aacute;rio do qual tamb&eacute;m fazemos parte.<br /> Ter consci&ecirc;ncia social &eacute; descobrir aqueles que j&aacute; atuam em organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais, ou outra iniciativa qualquer, movendo esfor&ccedil;os em favor de um mundo melhor e se somar a eles.<br /> Ter consci&ecirc;ncia social l&uacute;cida &eacute; contribuir de forma efetiva e sem interesse oculto, com todas as a&ccedil;&otilde;es nobres, n&atilde;o importando se s&atilde;o iniciativas de religiosos ou de ateus.<br /> Ter consci&ecirc;ncia social &eacute; deixar de criticar governos e institui&ccedil;&otilde;es e fazer a sua parte para a melhoria da situa&ccedil;&atilde;o do seu lar, da sua rua, do seu bairro, da sua cidade, do seu Estado, do seu pa&iacute;s, do seu planeta.<br /> Somos todos habitantes do planeta. Estamos todos nessa mesma embarca&ccedil;&atilde;o chamada Terra.<br /> Precisamos nos comprometer com a melhoria das institui&ccedil;&otilde;es de um modo geral. Seja essa institui&ccedil;&atilde;o o nosso lar ou o lar do vizinho. Seja o nosso pa&iacute;s ou o pa&iacute;s vizinho.<br /> Nossa ra&ccedil;a deve ser a ra&ccedil;a humana. Nossa nacionalidade deve ser a Terra.<br /> Nossa paternidade deve ser o universo. Nossos irm&atilde;os devem ser todos os homens do planeta.<br /> Para que cumpramos a miss&atilde;o que nos foi confiada, &eacute; preciso olhar o mundo com mais abrang&ecirc;ncia, abandonando essa forma m&iacute;ope de ver o mundo como se o mundo fosse apenas eu com meus pr&oacute;prios interesses.<br /> Pensemos nisso e dilatemos a nossa aten&ccedil;&atilde;o. Fa&ccedil;amos um pacto conosco mesmos e coloquemos m&atilde;os &agrave; obra.<br /> A obra que nos cabe executar no cumprimento da miss&atilde;o que o Universo nos confiou.<br /> &Eacute; para isso que estamos aqui. Foi por isso que nascemos neste aben&ccedil;oado planeta.<br /> * * *<br /> Voc&ecirc; n&atilde;o &eacute; uma pedra solta, no leito do rio do destino, a rolar incessantemente. Voc&ecirc; tem uma meta que o aguarda e que alcan&ccedil;ar&aacute;.<br /> Em sua origem voc&ecirc; &eacute; luz avan&ccedil;ando para a Grande Luz.<br /> S&oacute; h&aacute; sombras porque voc&ecirc; ainda n&atilde;o se disp&ocirc;s a movimentar os poderosos geradores de energia adormecida no seu interior.<br /> Pense nisso e comece agora a fazer luz na pr&oacute;pria caminhada e, por conseguinte, espalhando luz ao seu redor.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no item 573, de<br /> O livro dos Esp&iacute;ritos, de Allan Kardec, ed. Feb e no cap. 11 do<br /> livro Momentos de consci&ecirc;ncia, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis,<br /> psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. <br /> Em 11.06.2014.</span><br />

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