Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3051 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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DE VOLTA PRA CASA
12 Jul 20164:37EP 435

DE VOLTA PRA CASA

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;DE VOLTA PRA CASA<br /> <br /> N&atilde;o lembro como foi... <br /> Cheguei sem saber de onde vim...<br /> Tudo era novo!!!<br /> E eu dependia ... sem saber de quem<br /> Aos poucos meu mundo foi nascendo<br /> Aos poucos a Luz do Sol!!!<br /> <br /> A cada dia... algo novo<br /> Tudo era t&atilde;o simples<br /> Nem vi o tempo passar<br /> Nem percebi quando virei Eu...<br /> Quando as cores mudaram...<br /> <br /> E os sonhos...<br /> J&aacute; n&atilde;o eram mais os mesmos<br /> Novos desafios... <br /> No tempo que Voa<br /> Sem me dar explica&ccedil;&otilde;es<br /> Sem que eu soubesse a raz&atilde;o<br /> Sem ouvir a batida de suas Asas<br /> <br /> Sem eu notar , quando as coisas mudaram...<br /> T&atilde;o rapidamente<br /> Deixando de me reconhecer<br /> Como se agora fosse outra pessoa<br /> Mudei sem perceber<br /> <br /> Me transformei todos os dias<br /> Sem ver o tempo passar<br /> Pois s&oacute; posso enxergar.. um dia depois do outro<br /> Virei outra pessoa!!!<br /> Perdida no tempo<br /> Que me enganou....<br /> .... me transformou...<br /> ... me conduziu....<br /> .... me deu... <br /> .....e me tirou....<br /> e me deixou sem ch&atilde;o..... <br /> Sem saber porque!!!<br /> Com a sensa&ccedil;&atilde;o de estar fora de casa <br /> ou n&atilde;o ter mais casa<br /> <br /> Como se tudo tivesse sido um sonho<br /> Que estranhamente nunca vai acabar<br /> Talvez eu s&oacute; perceba em parte...<br /> Que estou indo a algum lugar<br /> E que tudo &eacute; uma coisa s&oacute;<br /> Que todos os dias s&atilde;o UM<br /> Que tudo faz sentido<br /> <br /> E que todas as coisas<br /> S&oacute; existiram dentro de mim<br /> E me conduzir&atilde;o, todos os dias<br /> ... De volta para casa.....<br /> No ver&atilde;o de nossas vidas &eacute; a &eacute;poca do aprendizado, quando os valores que trazemos na alma, desde o ontem, se somam aos adquiridos em mais essa exist&ecirc;ncia para enfrentar desafios e embates.<br /> No ver&atilde;o, os momentos decis&oacute;rios de nossa exist&ecirc;ncia, quando as op&ccedil;&otilde;es do caminhar s&atilde;o tomadas, e as estradas a trilhar s&atilde;o escolhidas.<br /> Logo mais, quando menos se espera, &agrave; empolga&ccedil;&atilde;o dos dias intensos se sucedem os pren&uacute;ncios do outono. As experi&ecirc;ncias vividas na esta&ccedil;&atilde;o anterior ganham a oportunidade da reflex&atilde;o. No outono de nossa vida, a maturidade nos chega trazendo o aprendizado.<br /> Nos dias outonais da exist&ecirc;ncia o aprendizado e a viv&ecirc;ncia do ver&atilde;o ganham o tempero da experi&ecirc;ncia, que oportuniza novas op&ccedil;&otilde;es, que novos olhares nos ensejam reflex&otilde;es mais profundas.<br /> Logo mais, o ocaso do inverno nos arrebata a exist&ecirc;ncia, atrav&eacute;s da velhice, quando a alma reencarnada tem o ensejo de olhar todo o seu caminhar, refletir e analisar toda uma vida.<br /> O inverno, ao contr&aacute;rio do que se pensa, &eacute; esta&ccedil;&atilde;o de conquistas. J&aacute; n&atilde;o mais as conquistas externas, pois que o corpo alquebrado e a energia da juventude distante pedem outros caminhos.<br /> &Eacute; na velhice que as mais profundas an&aacute;lises do pr&oacute;prio eu se oportunizam, quando olhamos n&oacute;s mesmos em perspectiva, ao longo de mais uma exist&ecirc;ncia vivida.<br /> E para que essa reflex&atilde;o, ao final de uma exist&ecirc;ncia?<br /> A&iacute;, olhamos para a natureza para aprender, que a reflex&atilde;o profunda e silenciosa do inverno, &eacute; s&oacute; mais um preparo para a outra primavera que se aproxima.<br /> A vida, com suas fases de inf&acirc;ncia, juventude, madureza, &eacute; uma experi&ecirc;ncia constante.<br /> Cada fase tem seu encanto, sua do&ccedil;ura, suas descobertas. S&aacute;bio &eacute; aquele que desfruta de cada uma das fases em plenitude, extraindo dela o melhor. Somente assim, na soma das experi&ecirc;ncias e oportunidades, ao final dos seus anos guardar&aacute; a jovialidade de um homem s&aacute;bio.<br /> Se voc&ecirc; &eacute; idoso, guarde a esperan&ccedil;a de nunca ficar velho.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> com base em um v&iacute;deo de autoria ignorada.<br /> Em 22.07.2014. </span><br />

ANTE OS DEFICIENTES
9 Jul 20164:05EP 434

ANTE OS DEFICIENTES

A<span style=''font-size: small;''>NTE OS DEFICIENTES<br /> <br /> H&aacute; algum tempo, em Roma, os jornais noticiaram que um jovem pai lan&ccedil;ou seu filho Ivano, um beb&ecirc; deformado, de uma ponte do rio Tibre.<br /> Meu filho nunca me teria perdoado se eu o tivesse deixado viver somente para sofrer, disse o pai, justificando a sua atitude.<br /> Numa pesquisa de opini&atilde;o, realizada por jornalistas europeus, na capital italiana, na ocasi&atilde;o, foi verificado que setenta e seis pessoas entre cem tendem &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o dos at&iacute;picos, porque pensam que a vida na Terra n&atilde;o &eacute; feita para sofrer.<br /> Em 10 de maio de 1912, em Nova York nasceu o menino Henry Viscardi Jr. Filho de um barbeiro, imigrante italiano, ele n&atilde;o tinha as duas pernas. No seu lugar, apenas dois cotos, exatamente como o pequeno Ivano.<br /> Seus pais o amaram e o criaram com duplicado carinho.<br /> At&eacute; os vinte e cinco anos de idade, ele n&atilde;o tinha mais do que um metro de altura e andava, gra&ccedil;as a umas botas enormes, que pareciam luvas de boxe.<br /> Frequentava a universidade, custeando os seus estudos, trabalhando como juiz de basquetebol, gar&ccedil;om e rep&oacute;rter.<br /> Aos vinte e seis anos passou a utilizar pernas artificiais.<br /> A opera&ccedil;&atilde;o foi gratuita. O m&eacute;dico lhe disse: Um dia, fa&ccedil;a alguma coisa por outros deficientes. Ent&atilde;o, a d&iacute;vida estar&aacute; quitada.<br /> Casado e com filhos, Henry se tornou presidente de uma ind&uacute;stria de pe&ccedil;as de autom&oacute;veis, competindo no grande mercado industrial de Nova York.<br /> O importante a salientar, em sua ind&uacute;stria, &eacute; que todos que ali trabalhavam, desde o presidente ao faxineiro, eram deficientes f&iacute;sicos ou mentais.<br /> Tetrapl&eacute;gicos, em macas, usavam alguns dedos das m&atilde;os. Senhoras com defici&ecirc;ncia mental confeccionavam trabalhos, num perfeito desafio &agrave; dignidade humana.<br /> Ele escreveu um livro, que se tornou um verdadeiro best-seller, em todo o mundo: N&oacute;s poderemos vencer. A primeira p&aacute;gina &eacute; dedicada &agrave; sua m&atilde;e. A apresenta&ccedil;&atilde;o da obra &eacute; feita pela senhora Eleanor Roosevelt, esposa do ex-presidente americano Theodore Roosevelt.<br /> E a&iacute;, nos perguntamos: Ser&aacute; que o pequeno Ivano, lan&ccedil;ado ao Tibre, n&atilde;o teria nascido para fazer na Europa o que o seu colega Henry realizou nos Estados Unidos?<br /> Ser&aacute; que, se deixado viver, n&atilde;o teria mostrado ao mundo que o Esp&iacute;rito suplanta a mat&eacute;ria e a domina?<br /> * * *<br /> Os deficientes enviam recados &agrave; sociedade humana. Recados que transmitem com dignidade, sem reclama&ccedil;&otilde;es, acreditando no crescimento do hoje.<br /> Recados como este: est&atilde;o se preparando para assumir pap&eacute;is na vida familiar e na vida social, bastando que recebam uma chance. Bastando que as portas n&atilde;o se fechem para eles.<br /> Est&atilde;o nas escolas e nas oficinas de treinamento. Andam ou s&atilde;o conduzidos pelas ruas, transportando suas pastas com material de estudo ou com instrumentos de trabalho.<br /> Conseguiram confiar em si mesmos, e est&atilde;o dispostos a fazer duplo esfor&ccedil;o para contribuir no desenvolvimento do seu potencial existente ou restante.<br /> Observemos quantos exemplos de extraordin&aacute;ria supera&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e mental. Pensemos nisso e nos disponhamos, sempre, a investir na vida.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 5, pt.<br /> 1 e no cap. 3, pt. 2, do livro As aves feridas na Terra<br /> voam, de Nancy Puhlmann Di Girolamo, ed. Terra Azul.<br /> Em 17.9.2014.<br /> </span> <br />

CHANTAGEM EMOCIONAL
8 Jul 20163:27EP 433

CHANTAGEM EMOCIONAL

<span style=''font-size: small;''>CHANTAGEM EMOCIONAL<br /> <br /> O uso da chantagem emocional com os filhos &eacute; muito comum por parte de alguns pais.<br /> Em vez de fazer uso da raz&atilde;o e do bom senso para persuadir o filho a agir de forma correta, esses pais apelam para a chantagem.<br /> Alguns dizem: &quot;se voc&ecirc; n&atilde;o for bonzinho, eu n&atilde;o gosto mais de voc&ecirc;!&quot;<br /> Geralmente o filho cede, pois n&atilde;o quer perder o afeto dos pais.<br /> Numa idade em que a crian&ccedil;a ainda n&atilde;o tem condi&ccedil;&otilde;es de perceber que os pais est&atilde;o blefando, far&aacute; de tudo para ser aceita.<br /> Outras vezes, quando o filho tem algum sentimento negativo, os pais falam: &quot;sentir inveja &eacute; feio&quot;, &quot;sentir ci&uacute;mes &eacute; vergonhoso&quot;, &quot;ningu&eacute;m gosta de quem guarda m&aacute;goa&quot;.<br /> &Eacute; certo que o filho ir&aacute; dissimular os sentimentos, mas n&atilde;o aprender&aacute; a lidar com esses v&iacute;cios que o infelicitam tanto.<br /> Para merecer o amor de seus pais, o filho esconder&aacute; o que sente e agir&aacute; de forma trai&ccedil;oeira, sempre que tiver ensejo.<br /> Pais que usam a chantagem emocional torturam o filho em vez de ajud&aacute;-lo a se libertar das imperfei&ccedil;&otilde;es.<br /> A crian&ccedil;a deve ser orientada, educada, mas tamb&eacute;m envolvida em afeto, carinho, prote&ccedil;&atilde;o, aconchego.<br /> O amor n&atilde;o deve ser barganhado. O bem-querer deve ser espont&acirc;neo e independente do comportamento da crian&ccedil;a.<br /> Devemos passar a ele a certeza de que nossa rela&ccedil;&atilde;o amorosa jamais estar&aacute; em jogo.<br /> Como pais podemos n&atilde;o concordar com o comportamento de nosso filho, mas jamais deveremos jogar com nosso carinho e aten&ccedil;&atilde;o.<br /> Devemos deixar bem claro que n&atilde;o aprovamos suas a&ccedil;&otilde;es inadequadas, mas que o amamos mesmo assim.<br /> Com essa atitude estaremos preservando nosso filho da necessidade de esconder seus sentimentos.<br /> Daremos a ele a li&ccedil;&atilde;o da honestidade, da sinceridade, da humildade, pois ele saber&aacute; que suas fragilidades devem ser enfrentadas, e n&atilde;o escondidas para agradar esta ou aquela pessoa.<br /> Com isto ele tamb&eacute;m aprender&aacute; a respeitar as limita&ccedil;&otilde;es dos outros. N&atilde;o evitar&aacute; pessoas que pensam, sentem e agem de forma <br /> E o que &eacute; mais importante: nosso filho sentir&aacute; que pode educar suas m&aacute;s tend&ecirc;ncias sob a prote&ccedil;&atilde;o do nosso amor e da nossa ternura. E isso o ajudar&aacute; muito na sua auto-educa&ccedil;&atilde;o.<br /> Por todas essas raz&otilde;es, vale a pena rever os meios que estamos usando para educar nossos filhos.<br /> Ningu&eacute;m duvida da boa inten&ccedil;&atilde;o e do amor dos pais pelos filhos, mas o que se pretende pensar &eacute; na melhor maneira de ajud&aacute;-los a se ajudarem.<br /> Pense nisso!<br /> Quando seu filho manifestar algum sentimento nocivo, aproxime-se dele e o ajude a refletir sobre o que est&aacute; sentindo.<br /> Ajude-o a analisar seus maus pendores, mas tamb&eacute;m enalte&ccedil;a suas virtudes, seus acertos, suas conquistas, pois estas s&atilde;o mais importantes para sua felicidade.<br /> Fa&ccedil;a-o sentir que seu amor por ele &eacute; incondicional, e ver&aacute; que tudo ser&aacute; mais f&aacute;cil, tanto para seu filho como para voc&ecirc;.<br /> </span><br />

O ÓBVIO
6 Jul 20163:05EP 432

O ÓBVIO

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>O &Oacute;BVIO<br /> <br /> Veiculando em: 31/07/2012<br /> Certa vez, um amigo abordou o m&eacute;dium Chico Xavier e lhe perguntou:<br /> Chico, na sua opini&atilde;o, qual &eacute; o homem mais rico?<br /> Para mim, respondeu ele, o homem mais rico &eacute; o que tenha menos necessidades.<br /> Arriscando nova pergunta, o companheiro quis saber:<br /> E o homem mais justo e s&aacute;bio?<br /> Com o fraterno sorriso de sempre, ele voltou a responder:<br /> O homem mais justo e s&aacute;bio &eacute; o que cumpre com o dever.<br /> Mas - voltou a insistir o homem, certamente querendo uma resposta ou revela&ccedil;&atilde;o diferente - o que voc&ecirc; est&aacute; me dizendo &eacute; o &oacute;bvio!<br /> <br /> Sem parar o que estava fazendo e, com a espontaneidade de sempre, Chico terminou dizendo:<br /> Meu filho, tudo que est&aacute; no Evangelho &eacute; o &oacute;bvio!<br /> N&atilde;o existem segredos nem mist&eacute;rios para o bem proceder. Nada mais &oacute;bvio que a verdade!<br /> O nosso problema &eacute; justamente este: queremos alcan&ccedil;ar o c&eacute;u, vivendo fora do &oacute;bvio na Terra!<br /> <br /> A palavra &oacute;bvio vem do latim obvius e significa tudo aquilo que &eacute; evidente, &agrave; vista, lugar-comum.<br /> Ela &eacute; formada de ob, que representa &agrave; frente; e de via, que significa caminho.<br /> Assim, ela indica aquilo que est&aacute; &agrave; nossa frente, sem ser segredo ou estar escondido, o que salta &agrave; vista.<br /> Chico Xavier, na sua humildade de sempre, mostrou excelsa sabedoria ao apontar uma caracter&iacute;stica humana dos dias atuais: a de complicar o que &eacute; extremamente simples.<br /> Assim criamos f&oacute;rmulas, palavras m&aacute;gicas, receitas e esquemas mil, para entender o que sempre esteve t&atilde;o claro nas li&ccedil;&otilde;es que h&aacute; mais de dois mil anos s&atilde;o ensinadas.<br /> Por vezes, parece que a fuga do &oacute;bvio &eacute; fuga da responsabilidade.<br /> Responsabilidade de quem j&aacute; sabe o que deve fazer, de quem j&aacute; tem o conhecimento, mas deixa a a&ccedil;&atilde;o, a mudan&ccedil;a, a renova&ccedil;&atilde;o sempre para amanh&atilde;.<br /> Por que relutamos tanto em entender o &oacute;bvio? Ser&aacute; entendimento o que falta? Acreditamos que n&atilde;o. Nossa gera&ccedil;&atilde;o j&aacute; tem entendimento e intelig&ecirc;ncia suficientes.<br /> O que falta &eacute; o movimento interior da mudan&ccedil;a, de deixar as paix&otilde;es negativas para tr&aacute;s.<br /> As li&ccedil;&otilde;es dos sacerdotes, pastores e palestrantes esp&iacute;ritas, embasadas no Evangelho, &eacute; o &oacute;bvio. O &oacute;bvio t&atilde;o necess&aacute;rio para acalmar nossas almas angustiadas com as incertezas do mundo.<br /> &Eacute; via segura &agrave; nossa frente, conduzindo &agrave; t&atilde;o sonhada felicidade.<br /> Pense Nisso!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no texto do Momento Esp&iacute;rita<br /> 27.07.2012.</span><br />

A FOFOCA
5 Jul 20164:25EP 431

A FOFOCA

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O DIA QUE PAREI DE DIZER ANDA LOGO
5 Jul 20166:10EP 430

O DIA QUE PAREI DE DIZER ANDA LOGO

<span style=''font-size: small;''>O DIA QUE PAREI PAREI DE DIZER &quot;ANDA LOGO&quot;<br /> <br /> Quando voc&ecirc; leva uma vida distra&iacute;da, cada minuto precisa ser contabilizado. Parece que voc&ecirc; est&aacute; sempre riscando alguma coisa da lista, olhando para uma tela ou correndo para o pr&oacute;ximo compromisso. E por mais que tente dividir seu tempo e aten&ccedil;&atilde;o de um jeito ou de outro, por mais deveres que tente equilibrar ao mesmo tempo, o dia nunca dura o suficiente para correr atr&aacute;s do preju&iacute;zo, n&atilde;o &eacute; mesmo caro ouvinte?<br /> Ou&ccedil;a a historia da professora norte-americana Rachel(pronuncia-se &ldquo;reitchel&rdquo;) Macy. Conta ela:<br /> <br /> Durante dois anos a minha vida foi de extrema correria.<br /> Meus pensamentos e minhas a&ccedil;&otilde;es eram controlados por alertas eletr&ocirc;nicos, toques de celular e agendas abarrotadas. Apesar de cada gota do meu sargento interior me mandar chegar a tempo para cada compromisso em meus dias superlotados, eu n&atilde;o conseguia.<br /> <br /> Acontece que seis anos atr&aacute;s, eu fui aben&ccedil;oada com uma filha calma e despreocupada, daquelas que sabe relaxar um pouco e aproveitar o mundo.<br /> <br /> Quando eu precisava j&aacute; estar fora de casa, ela escolhia uma bolsa e uma tiara com todo o tempo do mundo.<br /> <br /> Quando precisava estar em algum lugar cinco minutos atr&aacute;s, ela insistia em colocar seu bichinho de pel&uacute;cia na cadeirinha do carro e apertar o cinto de seguran&ccedil;a.<br /> <br /> Quando eu precisava pegar um almo&ccedil;o r&aacute;pido em algum fast food, ela queria conversar com a velhinha que parecia sua av&oacute;.<br /> <br /> Quando eu tinha 30 minutos para dar uma corridinha, ela queria que eu parasse o carrinho para acariciar todos os cachorros do caminho.<br /> <br /> Quando eu tinha um dia cheio que come&ccedil;ava &agrave;s seis da manh&atilde;, ela pedia para quebrar os ovos e mex&ecirc;-los bem devagarinho.<br /> Minha filha calma e despreocupada foi uma d&aacute;diva para minha natureza workaholic e fren&eacute;tica, mas eu n&atilde;o enxergava isso. N&atilde;o, nem de perto.<br /> <br /> Quem leva a vida distra&iacute;da est&aacute; sempre usando viseiras, sempre de olho no pr&oacute;ximo item da agenda. E tudo que n&atilde;o pode ser riscado da lista &eacute; pura perda de tempo.<br /> <br /> Sempre que minha filha me for&ccedil;ava a desviar do meu cronograma, eu pensava &ldquo;N&atilde;o temos tempo para isso&rdquo;. Por consequ&ecirc;ncia, as duas palavras que mais dizia para minha pequena amante da vida eram: &ldquo;Anda logo&rdquo;.<br /> <br /> Eu come&ccedil;ava minhas frases com elas.<br /> Anda logo, vamos chegar atrasados.<br /> <br /> Eu terminava minhas frases com elas. <br /> Vamos perder tudo se voc&ecirc; n&atilde;o andar logo.<br /> <br /> Eu come&ccedil;ava meu dia com elas.<br /> Anda logo e come esse caf&eacute; da manh&atilde; de uma vez.<br /> Anda logo e vai se vestir.<br /> Eu terminava meu dia com elas.<br /> <br /> Anda logo e vai escovar os dentes.<br /> Anda logo e vai dormir.<br /> E apesar das palavras &ldquo;anda logo&rdquo; n&atilde;o fazerem nada para acelerar minha filha, eu as repetia ainda assim. Talvez at&eacute; mais do que aquelas outras palavrinhas, &ldquo;eu te amo&rdquo;.<br /> <br /> A verdade d&oacute;i, mas a verdade cura... e me deixa mais pr&oacute;xima da m&atilde;e que quero ser.<br /> <br /> At&eacute; que chegou o dia fat&iacute;dico e tudo mudou. Hav&iacute;amos acabado de buscar minha filha mais velha do jardim de inf&acirc;ncia e est&aacute;vamos saindo do carro. Como a menor n&atilde;o estava saindo r&aacute;pido o suficiente, a mais velha disse para a irm&atilde;zinha: &ldquo;Voc&ecirc; &eacute; t&atilde;o lenta&rdquo;. E ent&atilde;o ela cruzou os bra&ccedil;os e soltou um suspiro de frustra&ccedil;&atilde;o. Foi como me ver no espelho, e a sensa&ccedil;&atilde;o foi horr&iacute;vel.<br /> <br /> Eu estava fazendo bullying com minha pr&oacute;pria filha, pressionando e apressando uma criancinha que simplesmente queria aproveitar a vida.<br /> <br /> Meus olhos se abriram. Eu enxerguei os danos que minhas exist&ecirc;ncias apressadas estavam causando em minhas duas filhas.<br /> <br /> Minha voz tremeu, mas eu olhei nos olhos da minha pequenininha e disse: &ldquo;Desculpa por estar fazendo voc&ecirc; se apressar tanto. Eu adoro que voc&ecirc; faz as coisas com calma e queria ser mais parecida com voc&ecirc;&rdquo;.<br /> <br /> <br /> &ldquo;Prometo que vou ser mais paciente a partir de hoje&rdquo;, eu disse, abra&ccedil;ando minha menininha de cabelo cacheado, que agora sorria com a promessa da m&atilde;e.<br /> <br /> Foi f&aacute;cil riscar a express&atilde;o &ldquo;anda logo&rdquo; do meu vocabul&aacute;rio. Mais dif&iacute;cil foi adquirir a paci&ecirc;ncia para esperar minha filha mais descansada. Para ajudar n&oacute;s duas, comecei a dar a ela mais tempo para se preparar quando t&iacute;nhamos que ir a algum lugar. &Agrave;s vezes, ainda assim cheg&aacute;vamos atrasadas. Eram os momentos em que eu repetia para mim mesma que s&oacute; teria mais alguns poucos anos de atraso, enquanto ela fosse jovem.<br /> <br /> Quando sa&iacute;amos para caminhar ou &iacute;amos ao mercado, eu deixava minha filha determinar o ritmo. E quando ela parava para admirar alguma coisa, eu tentava esquecer minha agenda e simplesmente assistia o que ela estava fazendo. Vi express&otilde;es no rosto dela que nunca tinha encontrado antes. Estudei as covinhas em suas m&atilde;os e o jeito que seus olhos se enrugavam quando ela sorria. Vi o modo como as outras pessoas reagiam quando minha filha parava para conversar com elas. Vi o modo como ela encontrava insetos interessantes e flores bonitas. Ela era uma &ldquo;Percebedora&rdquo;, e logo descobri que os &ldquo;Percebedores&rdquo; s&atilde;o d&aacute;divas raras e belas. Foi quando finalmente entendi que ela era um presente dos c&eacute;us para minha alma fren&eacute;tica.<br /> <br /> <br /> Fazer uma pausa para aproveitar as alegrias simples do cotidiano &eacute; o &uacute;nico jeito de viver de verdade.<br /> Pense Nisso, mas pense...com calma.<br /> <br /> Este, e outros textos e &aacute;udios do Pense Nisso, voc&ecirc; encontra em nosso site.<br /> Acesse: centroamericafm.com.br<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Com base em um artigo publicado na internet em 2013,<br /> Em 05.2.2015<br /> </span><br />

E NÃO ACONTECEU
4 Jul 20164:25EP 429

E NÃO ACONTECEU

<span style=''font-size: small;''>E N&Atilde;O ACONTECEU&nbsp;<br /> <br /> Os dias agitados, as conturba&ccedil;&otilde;es sociais, as dificuldades destes tempos fazem com que sejamos tocados, com frequ&ecirc;ncia, por problem&aacute;ticas in&uacute;meras.<br /> Ora somos vitimizados pela viol&ecirc;ncia social que nos chega na forma de furtos, roubos ou agress&otilde;es.<br /> Doutras vezes cruzamos com pessoas desequilibradas, que nos envolvem com seus desatinos e insensatez.<br /> Outros despejam sobre n&oacute;s seus discursos e a&ccedil;&otilde;es doentias, nos prejudicando ou nos conduzindo a distonias comportamentais, que se refletem, como consequ&ecirc;ncia, em nosso organismo.<br /> E, de tal forma essas a&ccedil;&otilde;es impactam nosso cotidiano que, muitas vezes, passamos a relatar tal ou qual fato que nos ocorreu, multiplicando, dezenas de vezes, o ato infeliz do qual fomos v&iacute;timas.<br /> Passamos, em nossos relatos, nas nossas conversas, a reproduzir o mal recebido, revivendo as tormentas e dificuldades da situa&ccedil;&atilde;o ocorrida.<br /> E assim vamos valorizando o mal de maneira exagerada, desnecess&aacute;ria e sempre prejudicial.<br /> Vamos contaminando outras pessoas e ambientes, com nossos relatos, sem atentarmos onde estamos e com quem estamos, infundindo medos, receios, sentimentos de pavor. Totalmente desnecess&aacute;rios.<br /> Por outro lado, quase nunca nos damos conta de quantas coisas n&atilde;o nos acontecem.<br /> Se somos alvo da maldade de uns, imprevid&ecirc;ncia de outros, desequil&iacute;brio de alguns, sem d&uacute;vida, temos muito mais a relatar de fatos que poderiam ter ocorrido conosco e n&atilde;o chegaram a acontecer.<br /> Enquanto preocupados em reclamar e enfatizar o mal que respinga em n&oacute;s, deixamos de valorizar os recursos que a Provid&ecirc;ncia Divina oferece para nos amparar e proteger.<br /> N&atilde;o percebemos que os descuidos que nos permitimos oferecem oportunidade para grandes dificuldades.<br /> E a bondade de muitos que nos rodeiam encontra os meios para minimizar, at&eacute; mesmo neutralizar consequ&ecirc;ncias nefastas que poderiam decorrer da nossa imprevid&ecirc;ncia.<br /> Quantas vezes pessoa que ach&aacute;vamos pouco simp&aacute;tica j&aacute; nos direcionou os passos a outros trajetos, em nossos percursos di&aacute;rios, evitando que vi&eacute;ssemos a sofrer acidentes, percal&ccedil;os, dificuldades de qualquer sorte.<br /> Poucas vezes nos damos conta dessa a&ccedil;&atilde;o benfazeja da Divindade, protegendo-nos, atrav&eacute;s de in&uacute;meros mecanismos, simplesmente para que o mal n&atilde;o no alcance.<br /> Portanto, ante pequenos contratempos que fogem ao nosso controle e &agrave; nossa vontade, ou algo inconveniente que nos atinja, busquemos, antes de tudo, refletir.<br /> Antes de reclamar, de gastar nosso tempo a reviver emo&ccedil;&otilde;es desagrad&aacute;veis, reflitamos se n&atilde;o devemos agradecer.<br /> Reflitamos a respeito do mal que nos sucedeu e o tanto mais que poderia ter ocorrido e constataremos quanto estamos sendo amparados.<br /> Essa breve reflex&atilde;o nos permitir&aacute; perceber como somos cuidados pelo amor de Deus.<br /> Por isso, mantenhamos nos l&aacute;bios e no cora&ccedil;&atilde;o o agradecimento as oportunidades que a vida diariamente nos oferece, atrav&eacute;s de pessoas que nos ampara, nos protege, nos sustenta a vida.<br /> Aprendamos a agradecer pela dificuldade, pelo mal ou pelo problema que simplesmente n&atilde;o nos aconteceu, gra&ccedil;as &agrave; interfer&ecirc;ncia de algu&eacute;m, que algumas vezes, nem sabemos quem &eacute;.<br /> E lembremos sempre; as pessoas fazem aquilo que n&oacute;s permitimos. Por isso, n&atilde;o passemos o recibo, e sejamos os portadores do equil&iacute;brio, bom senso e benevol&ecirc;ncia.<br /> Pense Nisso<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 8.12.2014.<br /> </span> <br />

TER E SER
2 Jul 20162:24EP 428

TER E SER

<span style=''font-size: small;''>TER E SER.<br /> <br /> Na maioria de n&oacute;s a preocupa&ccedil;&atilde;o mais latente &eacute; o de ganhar, &eacute; o de ter lucro.<br /> E esse esp&iacute;rito de amontoar ganhos alcan&ccedil;a os mais singelos setores.<br /> Meninos e meninas, mal sa&iacute;dos da primeira inf&acirc;ncia, mostram-se interessados em amontoar egoisticamente alguma coisa.<br /> Pais deixam de dar aten&ccedil;&atilde;o a sua fam&iacute;lia, enquanto multiplicam ao extremo as horas de trabalho.<br /> Mas, cedo ou tarde, vamos nos perguntar: valeu de fato, tanto esfor&ccedil;o para conquistar posi&ccedil;&otilde;es e bens?<br /> Bem, para se saber A resposta, ter&iacute;amos que fazer uma outra pergunta.O que deixamos para tr&aacute;s, enquanto &aacute;vidos em somente ter, sem nos preocuparmos em SER?<br /> O que ocorre &eacute; que, sem reservas morais suficientes, muitos se tornam verdadeiros escravos da posse material e, muitas vezes, escravizam outros para atingir seus objetivos.<br /> &Eacute; importante meditar sobre essa li&ccedil;&atilde;o enquanto se est&aacute; a caminho.<br /> Os bens do mundo s&atilde;o preciosos enquanto instrumentos de realiza&ccedil;&atilde;o da paz e na fomenta&ccedil;&atilde;o do progresso de um todo.<br /> O trabalho &eacute; um meio de vida e n&atilde;o de morte.<br /> A t&iacute;tulo de enriquecer ou ter mais conforto n&atilde;o compensa esquecer o essencial.<br /> &Eacute; in&uacute;til brindar os filhos com coisas e n&atilde;o se fazer presente em suas vidas, com palavras e exemplos dignos.<br /> A conquista do ter &eacute; dever de todos. A fam&iacute;lia depende dos recursos materiais para seu desenvolvimento, bem como a sociedade.<br /> A conquista do ter, contudo, jamais deve ser mais importante que a do ser, que &eacute; a conquista dos valores &eacute;ticos e leva o indiv&iacute;duo a elevar-se como ser humano.<br /> PENSE NISSO, MAS PENSE AGORA.<br /> </span><br />

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