Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3051 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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RESIGNAÇÃO
18 Out 20163:51EP 499

RESIGNAÇÃO

<span style=''font-size: small;''>RESIGNA&Ccedil;&Atilde;O<br /> <br /> Quando precisamos aceitar uma circunst&acirc;ncia que n&atilde;o foi planejada, o primeiro impulso que temos &eacute; o de ser resistente &agrave; nova situa&ccedil;&atilde;o.<br /> &Eacute; dif&iacute;cil aceitar as perdas materiais ou afetivas, a dificuldade financeira, a doen&ccedil;a, a humilha&ccedil;&atilde;o, as trai&ccedil;&otilde;es.<br /> A nossa tend&ecirc;ncia natural &eacute; resistir e combater tudo o que nos contraria e que nos gera sofrimento.<br /> Agindo assim, estaremos prolongando a situa&ccedil;&atilde;o. Resistir nos mant&eacute;m presos ao problema, muitas vezes perpetuando-o e tornando tudo mais complicado e pesado.<br /> Em outras ocasi&otilde;es, nossa rea&ccedil;&atilde;o &eacute; a de nega&ccedil;&atilde;o do problema e, por vezes, nos entregamos a desequil&iacute;brios emocionais como revolta, tristeza, culpa e indigna&ccedil;&atilde;o.<br /> Todas essas rea&ccedil;&otilde;es s&atilde;o destrutivas e desagregadoras.<br /> Quando n&atilde;o aceitamos, nos tornamos amargos e insatisfeitos. Esses padr&otilde;es mentais e emocionais criam mais dificuldades e nos impedem de enxergar as solu&ccedil;&otilde;es.<br /> Pode parecer que quando nos resignamos diante de uma situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil, estamos desistindo de lutar e sendo fracos.<br /> Mas n&atilde;o. Apenas significa que entendemos que a exist&ecirc;ncia terrestre tem uma finalidade e que a vida &eacute; regida pela lei de a&ccedil;&atilde;o e rea&ccedil;&atilde;o; que a luta deve ser encarada com serenidade e f&eacute;.<br /> Na verdade, se tivermos a verdadeira inten&ccedil;&atilde;o de enfrentar com equil&iacute;brio e sensatez as grandes mudan&ccedil;as que a vida nos apresenta, devemos come&ccedil;ar admitindo a nova situa&ccedil;&atilde;o.<br /> A aceita&ccedil;&atilde;o &eacute; um ato de for&ccedil;a interior que desconhecemos. Ela vem acompanhada de sabedoria e humildade, e nos impulsiona para a luta.<br /> &Eacute; detentora de um poder transformador que s&oacute; quem j&aacute; experimentou pode avaliar.<br /> Existem in&uacute;meras situa&ccedil;&otilde;es na vida que n&atilde;o est&atilde;o sob o nosso controle. Resta-nos ent&atilde;o acat&aacute;-las.<br /> &Eacute; fundamental entender que esse posicionamento n&atilde;o significa desistir, mas sim manter-se l&uacute;cido e otimista no momento necess&aacute;rio.<br /> No instante em que aceitamos, apaga-se a ilus&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es que foram criadas por n&oacute;s mesmos e as solu&ccedil;&otilde;es surgem naturalmente.<br /> Aceitar &eacute; exercitar a f&eacute;. &Eacute; expandir a consci&ecirc;ncia para encontrar respostas, solu&ccedil;&otilde;es e al&iacute;vio. &Eacute; manter uma atitude saud&aacute;vel diante da vida.<br /> &Eacute; nos entregarmos confiantes ao que a vida tem a nos oferecer.<br /> * * *<br /> Estamos nesta vida pela miseric&oacute;rdia de Deus, que nos concedeu nova oportunidade de renascimento no corpo f&iacute;sico.<br /> Os sentimentos de amargura, desespero e revolta, que permeiam nossa exist&ecirc;ncia, s&atilde;o frutos das pr&oacute;prias dificuldades em lidar com os problemas.<br /> Lembremos que todas as dores s&atilde;o transit&oacute;rias.<br /> Quando elas nos alcan&ccedil;arem, as aceitemos com serenidade e resigna&ccedil;&atilde;o. Olhemos para elas como mecanismos da Lei Universal que o Pai utiliza para que possamos crescer em dire&ccedil;&atilde;o a Ele.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base<br /> no texto Aceita&ccedil;&atilde;o, de autoria desconhecida e com par&aacute;grafo final do<br /> cap. 20, do livro Terap&ecirc;utica de emerg&ecirc;ncia, por diversos Esp&iacute;ritos,<br /> psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 9.10.2012.<br /> </span><br />

DESCONTROLE
15 Out 20163:59EP 497

DESCONTROLE

<span style=''font-size: small;''>DESCONTROLE<br /> <br /> Naquele dia de sol, M&aacute;rio chegou feliz e estacionou o reluzente caminh&atilde;o em frente &agrave; porta de sua casa. Ap&oacute;s vinte anos de muita economia e intenso trabalho, sacrificando dias de repouso e lazer, ele conseguira.<br /> Comprara um caminh&atilde;o. Orgulhoso, entrou em casa e chamou a esposa para ver a sua aquisi&ccedil;&atilde;o. A partir de agora, seria seu pr&oacute;prio patr&atilde;o.<br /> Ao chegar pr&oacute;ximo do ve&iacute;culo, uma cena o deixou descontrolado. Seu filho, de apenas seis anos, estava martelando alegremente a lataria do caminh&atilde;o.<br /> Irritado, aos berros, ele investiu contra o filho. Tomou o martelo das m&atilde;os dele e, totalmente fora de controle, martelou as m&atilde;ozinhas do garoto.<br /> Sem entender o que estava acontecendo, o menino se p&ocirc;s a chorar de dor, enquanto a m&atilde;e interferiu e retirou o pequeno da cena.<br /> Na sequ&ecirc;ncia, ela trouxe o marido de volta &agrave; realidade e juntos levaram o filho ao hospital, para fazer um curativo nos machucados.<br /> O que imaginavam, no entanto, fosse simples, descobriram ser muito grave. As marteladas nas fr&aacute;geis m&atilde;ozinhas tinham feito tal estrago que o garoto foi encaminhado para imediata cirurgia.<br /> Passadas v&aacute;rias horas, o cirurgi&atilde;o veio ao encontro dos pais e lhes informou que as dilacera&ccedil;&otilde;es tinham sido de grande extens&atilde;o e os dedinhos tiveram que ser amputados. De resto, falou ainda o m&eacute;dico, a crian&ccedil;a era forte e tinha resistido bem ao ato cir&uacute;rgico. Os pais poderiam aguard&aacute;-lo no quarto para onde logo mais seria conduzido.<br /> Com a morte no cora&ccedil;&atilde;o, os pais esperaram que a crian&ccedil;a despertasse. Quando, finalmente, abriu os olhos e viu o pai, o menino sorriu e falou:<br /> Papai, me desculpe, eu s&oacute; queria consertar o seu caminh&atilde;o, como voc&ecirc; me ensinou outro dia. N&atilde;o fique bravo comigo.<br /> O pai, com l&aacute;grimas a escorrer pela face, em desconsolo, se aproximou mais e lhe disse que n&atilde;o tinha import&acirc;ncia o que ele havia feito. Mesmo porque, a lataria do caminh&atilde;o nem tinha sido estragada.<br /> O menino insistiu: Quer dizer que n&atilde;o est&aacute; mais bravo comigo?<br /> N&atilde;o mesmo, falou o pai.<br /> Ent&atilde;o, perguntou a crian&ccedil;a, se estou perdoado, quando &eacute; que meus dedinhos v&atilde;o nascer de novo?<br /> * * *<br /> Toda vez que perdemos a calma, perdemos tamb&eacute;m a lucidez e o bom senso. Nesses momentos, podemos cometer muitas tolices.<br /> E quando investimos contra as criaturas que amamos, podemos machuc&aacute;-las muito. Podemos feri-las com palavras e com atos.<br /> E, em se tratando de crian&ccedil;as, que s&atilde;o fr&aacute;geis e ficam indefesas frente ao descontrole dos adultos, tudo assume maior gravidade.<br /> Jamais nos permitamos a ira, que &eacute; sempre m&aacute; companhia. Domemos as nossas tend&ecirc;ncias e impulsos agressivos, recordando que nada na vida &eacute; mais precioso do que as pessoas.<br /> As coisas que possamos adquirir nos servir&atilde;o por algum tempo, mas, somente os nossos amores estar&atilde;o conosco sempre, n&atilde;o importando o local, as condi&ccedil;&otilde;es que venhamos a nos encontrar.<br /> Preservemos a calma e ofertemos para aqueles que s&atilde;o os s&oacute;is das nossas vidas somente o carinho, a ternura e as doces manifesta&ccedil;&otilde;es do amor.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto<br /> N&atilde;o vale chorar, de autoria de Maur&iacute;cio Dias.<br /> Em 24.5.2013.<br /> <br /> </span><br />

NORTE,SUL. LESTE, OESTE: LUGAR NENHUM
13 Out 20163:32EP 496

NORTE,SUL. LESTE, OESTE: LUGAR NENHUM

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;NORTE, SUL. LESTE, OESTE: LUGAR NENHUM<br /> <br /> <br /> Tem gente que n&atilde;o ouve ningu&eacute;m. Tem gente que faz pouco da experi&ecirc;ncia e da opini&atilde;o de todo o mundo. Mas h&aacute; tamb&eacute;m quem n&atilde;o saiba fazer outra coisa sen&atilde;o ir atr&aacute;s de tudo quanto &eacute; conversa que n&atilde;o agrega em nada.<br /> <br /> Alguns sentem dificuldade para encontrar seu caminho na vida porque acreditam em tudo o que ouvem, pouco importando a proced&ecirc;ncia, a consist&ecirc;ncia ou a conveni&ecirc;ncia da mensagem.<br /> <br /> Pela manh&atilde;, seu rumo &eacute; o norte, porque ouviram no cabeleireiro que a felicidade se encontra l&aacute;. Ao meio-dia, j&aacute; est&atilde;o indo para o sul, pois o artigo de uma revista garante que &eacute; no sul que mora alegria. J&aacute; &agrave; tarde, l&aacute; v&atilde;o eles em dire&ccedil;&atilde;o ao leste, pois uma cartomante jurou que o caminho do sucesso &eacute; por ali. Mas, &agrave; noite, seu destino j&aacute; &eacute; o oeste, pois uma vizinha falou que uma amiga disse que a cunhada dela ouviu a empregada contando que, no col&eacute;gio da filha, tem uma menina que viu na televis&atilde;o que... Conclus&atilde;o: depois de amea&ccedil;ar para todos os lados, n&atilde;o v&atilde;o mesmo a lugar nenhum.<br /> <br /> Claro que &eacute; importante ponderar o que acontece &agrave; nossa volta e escutar com aten&ccedil;&atilde;o as opini&otilde;es e experi&ecirc;ncias de todas as pessoas. Ignorar as li&ccedil;&otilde;es que nos s&atilde;o oferecidas pelos outros seria jogar fora um material valioso, que nos pode ser &uacute;til num momento de aperto.<br /> <br /> Por&eacute;m, n&atilde;o menos necess&aacute;rio &eacute; saber adaptar a hist&oacute;ria dos outros ao contexto da nossa vida. &Eacute; saber avaliar a utilidade de uma experi&ecirc;ncia que vem de fora &agrave; nossa realidade. E, sobretudo, &eacute; ter a sabedoria de separar o que nos serve daquilo que &eacute; somente fantasia, folclore, crendice, conversa pra boi dormir.<br /> E, acima de tudo, &eacute; priorit&aacute;rio que, antes de dar ouvidos a quem quer que seja, nos perguntemos a n&oacute;s mesmos: quem realmente eu sou? O que realmente eu quero da vida? O que &eacute; mesmo importante para mim? Do que na verdade eu preciso para ser feliz? Sim, porque cada pessoa &eacute; um universo &agrave; parte. N&atilde;o &eacute; porque seja moda, ou porque o vizinho esteja fazendo tal coisa, que n&oacute;s devemos fazer tamb&eacute;m.<br /> <br /> A verdade &eacute; que, s&oacute; mesmo depois de saber com clareza quem somos de fato, &eacute; que temos condi&ccedil;&otilde;es de avaliar e aproveitar a experi&ecirc;ncia dos outros em nosso benef&iacute;cio.<br /> <br /> Antes disso, estamos sempre correndo o risco de enveredar por caminhos que jamais nos levar&atilde;o ao lugar com o qual sonhamos.<br /> <br /> E quem sabe daqui a dez anos estejamos ainda indo para o norte pela manh&atilde;, para o sul ao meio-dia, para o leste &agrave; tarde, para o oeste &agrave; noite, s&oacute; porque uma vizinha falou que uma amiga disse que a cunhada dela ouviu a empregada contanto que, no col&eacute;gio da filha, tem uma menina que viu na televis&atilde;o que...<br /> <br /> E estaremos, ent&atilde;o, exatamente no ponto onde estamos agora, viajando para lugar nenhum.<br /> Portanto, pense nisso.Mas, pense agora.<br /> ******<br /> Quer conhecer, ou ouvir, outros textos do Pense Nisso?<br /> Acesse o nosso site: centroamericafm.com.br<br /> <br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso <br /> com base do Livro Melhores Pensamentos Vol II de Renato Ga&uacute;cho.<br /> Em 13.06.2013 </span><br />

APRENDIZES DAS CRIANÇAS
12 Out 20164:12EP 495

APRENDIZES DAS CRIANÇAS

<span style=''font-size: small;''>APRENDIZES DAS CRIAN&Ccedil;AS<br /> <br /> Vivemos uma &eacute;poca deveras interessante. Ao lado de muito desamor, sucedem-se exemplos de altru&iacute;smo e solidariedade.<br /> Independentemente de serem ou n&atilde;o religiosas, as pessoas est&atilde;o descobrindo que n&atilde;o h&aacute; como ser feliz ao lado da desgra&ccedil;a alheia;<br /> Que n&atilde;o h&aacute; como gozar os bens da Terra, cega e loucamente, enquanto muitos carecem do pouco; que n&atilde;o se pode falar em paz no mundo se n&atilde;o a cultivamos no pr&oacute;prio jardim.<br /> Enfim, que o homem somente pode alcan&ccedil;ar a felicidade que idealiza se aprender a colaborar, construindo junto.<br /> Nesse empenho, com esperan&ccedil;a crescente, se veem associa&ccedil;&otilde;es, empresas, institui&ccedil;&otilde;es investirem em qualidade de vida, em sustentabilidade, em coopera&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua.<br /> Somos, na Terra, um grande ser coletivo. O que a um afeta, ao outro alcan&ccedil;a.<br /> Foi, portanto, com alegria, que assistimos a uma experi&ecirc;ncia realizada com crian&ccedil;as de variadas idades.<br /> Aos pares, meninos e meninas foram conduzidos a uma mesa, frente &agrave; qual se assentaram.<br /> A orienta&ccedil;&atilde;o que lhes foi dada &eacute; de que receberiam um lanche e, por isso, &agrave; sua frente, havia um prato coberto por uma redoma.<br /> Assentados, cada qual aguardava a autoriza&ccedil;&atilde;o para se servir. Quando, finalmente, retiravam a redoma protetora, descobriam que, em cada dupla, um recebera um prato vazio.<br /> As rea&ccedil;&otilde;es foram as mais diversas. Houve quem risse, quem se espantasse. Crian&ccedil;as de poucos meses de idade simplesmente brincaram com a redoma, mais preocupadas em descobrir o que aquela coisa podia fazer do que com a aus&ecirc;ncia de conte&uacute;do no prato.<br /> Uma a&ccedil;&atilde;o, no entanto, foi constante nas duplas: a divis&atilde;o do sandu&iacute;che.<br /> Ningu&eacute;m brigou. Ningu&eacute;m chorou. Ningu&eacute;m reclamou.<br /> A divis&atilde;o foi feita das mais variadas maneiras. Houve quem repartisse o p&atilde;o, comparasse os peda&ccedil;os e desse o menor ao companheiro. Mas deu.<br /> Houve quem desse o sandu&iacute;che ao outro que, ent&atilde;o, procedeu &agrave; divis&atilde;o.<br /> Peda&ccedil;os grandes, menores, maiores, irregulares. Mas tudo, entre risos e espontaneidade, oferecido, entregue, compartilhado.<br /> E saboreado com prazer.<br /> * * *<br /> Como ser&aacute; que reagir&iacute;amos, os adultos, frente ao prato vazio? Invocar&iacute;amos, de imediato, os direitos iguais e far&iacute;amos o discurso a respeito da injusti&ccedil;a?<br /> Entrar&iacute;amos em depress&atilde;o porque fomos deixados de lado, humilhados, esquecidos? Por que o outro foi agraciado com o saboroso sandu&iacute;che e nada nos foi ofertado?<br /> Como agir&iacute;amos ante o prato vazio tamb&eacute;m nos diz de como recebemos a adversidade quando nos chega.<br /> Esbravejamos, dizemo-nos abandonados pela Divindade, desistimos de lutar?<br /> Ou, como as crian&ccedil;as, abrimos um sorriso, olhamos para o lado, acreditando que sempre haver&aacute; algu&eacute;m para nos atender a dor, a necessidade? Que um amigo est&aacute; ao nosso lado e nos ofertar&aacute; o que tenha.<br /> Mudemos nosso foco. Menos reclama&ccedil;&atilde;o, mais a&ccedil;&atilde;o. Menos exig&ecirc;ncias e mais doa&ccedil;&atilde;o. Repartir o pouco, compartilhar o muito.<br /> Aprendamos com as crian&ccedil;as e abramos um sorriso, iluminando a face, iluminando a vida.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 02.10.2012.<br /> </span><br />

PALAVRAS E AÇÕES
8 Out 20162:17EP 494

PALAVRAS E AÇÕES

<span style=''font-size: small;''>PALAVRAS E &Ccedil;&Otilde;ES<br /> <br /> O fil&oacute;sofo americano Ralph Waldo Emerson tem uma frase interessante quando trata a respeito das rela&ccedil;&otilde;es humanas. Diz o seguinte: Quem voc&ecirc; &eacute; fala t&atilde;o alto, que n&atilde;o consigo ouvir o que voc&ecirc; est&aacute; dizendo.<br /> Quantas vezes j&aacute; pensamos a respeito disso? Quantas vezes j&aacute; avaliamos o quanto nossas a&ccedil;&otilde;es pesam no nosso cotidiano?<br /> Muitas vezes, gostar&iacute;amos de ter um mundo mais justo, respeitoso. Discursamos de maneira eloquente, usando racioc&iacute;nio l&oacute;gico e perspicaz.<br /> Doutras vezes exigimos do pol&iacute;tico, do chefe, do parente a&ccedil;&otilde;es mais justas, posicionamento mais claro, atitude mais honesta.<br /> Indignamo-nos perante as injusti&ccedil;as sociais, escrevemos para os jornais, mandamos correios eletr&ocirc;nicos a uma infinidade de contatos, a fim de expressar nossa opini&atilde;o.<br /> Tudo isso &eacute; muito justo e o correto exerc&iacute;cio de cidadania cabe a cada um de n&oacute;s de maneira imposterg&aacute;vel.<br /> Por&eacute;m, j&aacute; refletimos o quanto nossas palavras s&atilde;o efetivamente coerentes com nossas a&ccedil;&otilde;es? Quanto de nosso discurso faz eco com nossos atos?<br /> Ningu&eacute;m tem o direito de exigir do outro aquilo que ainda n&atilde;o se esfor&ccedil;a por oferecer.<br /> Se voc&ecirc; recebe um troco a mais no caixa da padaria, e n&atilde;o se incomoda em devolver o que n&atilde;o lhe pertence, &eacute; furto.<br /> Se voc&ecirc; n&atilde;o se incomoda em subornar o policial quando est&aacute; sujeito a uma multa, est&aacute; fomentando a corrup&ccedil;&atilde;o.<br /> E se voc&ecirc; falsifica documenta&ccedil;&otilde;es e recibos, a fim de forjar sua declara&ccedil;&atilde;o de renda, est&aacute; incorrendo em crime contra o Estado.<br /> Muito embora desejemos uma sociedade melhor, faz-se necess&aacute;rio uma an&aacute;lise do nosso proceder, a fim de que entendamos se nossas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o coerentes com nosso discurso.<br /> Quem furta pouco, no troco do supermercado, furtaria muito, se tivesse oportunidade. Assim, se voc&ecirc; deseja pol&iacute;ticos mais honestos, que a honestidade comece por voc&ecirc;.<br /> Quem suborna em uma aparentemente inocente multa, compraria consci&ecirc;ncias a qualquer pre&ccedil;o, se assim tivesse condi&ccedil;&otilde;es.<br /> Desta forma, se voc&ecirc; anseia por rela&ccedil;&otilde;es sociais justas e direitos iguais para todos, comece por n&atilde;o exigir privil&eacute;gios que n&atilde;o t&ecirc;m cabimento.<br /> Quem n&atilde;o cumpre suas obriga&ccedil;&otilde;es sociais, a partir da sua pr&oacute;pria declara&ccedil;&atilde;o de renda, n&atilde;o titubearia em forjar licita&ccedil;&otilde;es, negocia&ccedil;&otilde;es ou desviar dinheiro p&uacute;blico.<br /> * * *<br /> Se voc&ecirc; sonha com governantes e homens de neg&oacute;cios que passem ao largo de conchavos e forma&ccedil;&atilde;o de quadrilhas de palet&oacute;, comece por voc&ecirc;.<br /> S&oacute; teremos direito de exigir uma sociedade mais justa, a partir do momento em que nosso discurso se concretize em valores e a&ccedil;&otilde;es.<br /> At&eacute; l&aacute;, correremos o risco de estarmos como o fil&oacute;sofo previu: nossas a&ccedil;&otilde;es falar&atilde;o t&atilde;o alto, que ningu&eacute;m conseguir&aacute; escutar o que estamos dizendo.<br /> PENSE NISSO, MAS PENSE AGORA!</span><br />

A INGRATIDÃO
7 Out 20163:11EP 493

A INGRATIDÃO

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;A INGRATID&Atilde;O&nbsp;<br /> <br /> Muitos de n&oacute;s j&aacute; sofremos o gosto amargo da ingratid&atilde;o, n&atilde;o &eacute; verdade amigo ouvinte?<br /> <br /> &Eacute; uma atitude louv&aacute;vel acudir o semelhante na hora da dificuldade &mdash; louv&aacute;vel e necess&aacute;rio.<br /> <br /> Nenhum de n&oacute;s nesta vida est&aacute; livre de um momento ruim. Nenhum de n&oacute;s nesta vida pode garantir que jamais precisar&aacute; de uma ajuda, um apoio, um ombro para chorar. Al&eacute;m do mais, seria muita crueldade vermos algu&eacute;m no fundo do po&ccedil;o e simplesmente virarmos as contas, como se o sofrimento alheio n&atilde;o fosse da nossa conta.<br /> <br /> No entanto, o troco que &agrave;s vezes recebemos de alguns por nossa solidariedade nos deixa, no m&iacute;nimo, pensativos. C&aacute; entre n&oacute;s: h&aacute; pessoas t&atilde;o ingratas que nos fazem pensar duas vezes antes de estendermos a m&atilde;o.<br /> <br /> Muitas vezes, tiramos de n&oacute;s mesmos para dar a uma pessoa. Muitas vezes, empenhamos nosso nome, nossa palavra, nosso tempo, nosso dinheiro, nossa f&eacute; no semelhante, unicamente para acudir uma pessoa, libert&aacute;-la de um embara&ccedil;o, livr&aacute;-la do abismo. &Agrave;s vezes, comprometemos at&eacute; mesmo nossa seguran&ccedil;a, suportamos cr&iacute;ticas, enfrentamos cara feia e resist&ecirc;ncia, tudo para defender e ajudar algu&eacute;m que, na nossa opini&atilde;o, &eacute; merecedor daquele sacrif&iacute;cio.<br /> <br /> Quando prestamos um favor, ou fazemos um bem, ou socorremos algu&eacute;m em dificuldade, n&atilde;o estamos, evidentemente, visando retribui&ccedil;&atilde;o. &Eacute; natural de uma pessoa sens&iacute;vel querer ajudar, dar apoio, livrar o semelhante das situa&ccedil;&otilde;es ingratas que a vida tantas vezes imp&otilde;e.<br /> <br /> Mas, embora n&atilde;o sejamos ca&ccedil;adores de recompensa, como &eacute; triste vermos algu&eacute;m que ajudamos num momento dif&iacute;cil nos virar as costas quando mais precisamos. Nada d&oacute;i mais do que a ingratid&atilde;o.<br /> <br /> Existe uma lenda segundo a qual uma mulher viu-se perdida na selva, com dois filhos pequenos. Sem armas ou coragem para ca&ccedil;ar, ela decidiu cortar peda&ccedil;os de sua pr&oacute;pria carne para dar de comer &agrave;s crian&ccedil;as, at&eacute; que chegasse ajuda. Ajuda que, infelizmente, n&atilde;o chegou. Mutilada e j&aacute; sem for&ccedil;as, a pobre m&atilde;e acabou morrendo. Um dos meninos ent&atilde;o comentou com o outro: &ldquo;ainda bem. Eu j&aacute; estava enjoado de comer todos os dias a mesma coisa...&rdquo;<br /> <br /> Por essas e outras, &eacute; que o escritor americano do s&eacute;culo 19 mark twain,disse um dia: &ldquo;se apanhares um c&atilde;o faminto e lhe deres comida, ele jamais te morder&aacute;: eis a principal diferen&ccedil;a entre um cachorro e um ser humano... <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita.<br /> Em 08.4.2014</span><br />

A ARTE DOS ELOGIOS
6 Out 20163:43EP 492

A ARTE DOS ELOGIOS

<span style=''font-size: small;''>A ARTE DOS ELOGIOS<br /> <br /> A baixa autoestima &eacute; vista como uma esp&eacute;cie de car&ecirc;ncia de vitaminas emocionais para as crian&ccedil;as e adultos.<br /> Preocupados com o desenvolvimento dos seus filhos e com suas conquistas, alguns pais exageram na hora dos elogios.<br /> Adulada em excesso e sem motivo, a crian&ccedil;a cresce esperando o mesmo de todas as pessoas.<br /> Hoje, ela espera o afago verbal dos pais, dos professores. Amanh&atilde; ser&aacute; do chefe, da namorada ou do namorado para se sentir bem.<br /> &Eacute; que o excesso de elogios, e nem sempre verdadeiros, gera inseguran&ccedil;a e n&atilde;o autoestima. <br /> O educador, escritor e pai de cinco filhos, Paul Kropp, de Toronto, estabeleceu alguns itens que acredita importantes para aumentar a autoconfian&ccedil;a dos nossos filhos, sem correr o risco de sermos demasiadamente generosos em elogios, sejam eles merecidos ou n&atilde;o:<br /> 1. Inclua seu filho no que voc&ecirc; estiver fazendo. E lembre-se de que nem tudo precisa ser perfeito no trabalho dele.<br /> Deixe a crian&ccedil;a experimentar, agir, auxiliar. Pequenas tarefas falam de responsabilidade e amadurecimento.<br /> 2. N&atilde;o apresente ao seu filho obst&aacute;culos grandes demais. A dificuldade das tarefas atribu&iacute;das &agrave;s crian&ccedil;as deve ir aumentando aos poucos.<br /> 3. N&atilde;o corra para ajudar o seu filho. D&ecirc; a ele a chance de experimentar a frustra&ccedil;&atilde;o.<br /> A frustra&ccedil;&atilde;o faz parte do mundo real e a crian&ccedil;a deve aprender, desde cedo, a lidar com ela.<br /> 4. Certifique-se de que ele tenha desafios fora de casa: grupos de excurs&atilde;o, equipes de nata&ccedil;&atilde;o, aulas de m&uacute;sica.<br /> 5. Elogie os resultados finais com sensatez. Quando descobrir nos olhos de seu filho que ele est&aacute; satisfeito com algo que fez, n&atilde;o seja severo na cr&iacute;tica.<br /> Finalmente, para ajudar a crian&ccedil;a a desenvolver uma no&ccedil;&atilde;o real de seu valor:<br /> Preste aten&ccedil;&atilde;o ao que seu filho faz ou diz - voc&ecirc; n&atilde;o precisa concordar, mas tem de ouvir.<br /> Encontre tempo suficiente para desenvolverem projetos juntos, sem perder de vistas as habilidades da crian&ccedil;a.<br /> Lembre-se de que n&atilde;o s&atilde;o os falsos elogios que constroem a identidade de seu filho, mas sim a atividade e o sucesso.<br /> Os elogios, por si mesmos, n&atilde;o levam os filhos a crescer e buscar novos desafios. E para aquele que sabe o que quer, n&atilde;o ser&atilde;o uma ou duas cr&iacute;ticas que o ir&atilde;o abater.<br /> Por tudo isso os pais, que conhecem seus filhos, devem usar de bom senso. Elogios e cr&iacute;ticas bem dosadas, aliadas ao tempo e esfor&ccedil;o pessoal, possibilitam a autoconfian&ccedil;a e a consci&ecirc;ncia do pr&oacute;prio valor.<br /> * * *<br /> O falso elogio enche a crian&ccedil;a de expectativas irreais. A falta deles acaba por desvaloriz&aacute;-la e deprimir.<br /> Quando a crian&ccedil;a precisa de um elogio para elevar a sua autoestima, ter&aacute; dificuldades para aprimorar o seu car&aacute;ter porque estar&aacute; sempre na depend&ecirc;ncia do que os outros pensam. Estar&aacute; buscando aprova&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o aprimoramento.<br /> Incentivar &eacute; permitir a possibilidade da experi&ecirc;ncia, do erro e do acerto. Eis o caminho ideal para a correta forma&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter dos nossos filhos.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo Seu filho &eacute; viciado em elogios?, da revista Sele&ccedil;&otilde;es Reader's Digest, de maio de 2000.<br /> Em 24.07.2012.<br /> </span><br />

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