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PODCAST · 3050 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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SER FELIZ
18 Jan 20171:12EP 554

SER FELIZ

<span style=''font-size: small;''>SER FELIZ<br /> <br /> Voc&ecirc; conhece algu&eacute;m que n&atilde;o queira ser feliz?<br /> J&aacute; se deparou com quem quer que seja, que n&atilde;o tenha a clara convic&ccedil;&atilde;o de que deseja ser feliz?<br /> Salvo algu&eacute;m com algum tipo de distonia emocional, todos temos esse profundo desejo.<br /> Por&eacute;m, o que nos faz felizes? O que efetivamente constr&oacute;i a nossa felicidade e nos realiza?<br /> Por incr&iacute;vel que pare&ccedil;a, muitos n&atilde;o sabemos definir o que nos proporciona felicidade.<br /> Assim, como n&atilde;o refletimos sobre nossa felicidade, compramos a receita da felicidade alheia.<br /> Por falta de um conceito pr&oacute;prio, compramos uma ideia de felicidade que n&atilde;o &eacute; nossa, na cren&ccedil;a de que, com isso, seremos felizes.<br /> Quantos escolhemos a profiss&atilde;o, simplesmente, pelo status que confere, pelo reconhecimento social ou pela possibilidade de enriquecer?<br /> Esquecemos de que, antes de qualquer coisa, deve ser fonte de prazer, de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal, de um sonho de vida.<br /> Como resultado, nos tornamos profissionais infelizes, insatisfeitos, contando os dias para a aposentadoria.<br /> Quantos abrimos m&atilde;o do conv&iacute;vio com a fam&iacute;lia, das horas de descanso com os filhos e c&ocirc;njuge para trabalhar mais, enriquecer mais r&aacute;pido, adquirir mais bens e aumentar nosso patrim&ocirc;nio? Isso quando n&atilde;o resolvemos, seguir uma determinada doutrina religiosa, na esperan&ccedil;a de conseguir algum bem material.Acreditando que, com isso a felicidade acontecer&aacute; como em um passe de m&aacute;gica. <br /> Esquecemos, no entanto, que algumas alegrias e prazeres, embora n&atilde;o sejam contabilizados no patrim&ocirc;nio ou discriminados na declara&ccedil;&atilde;o de bens, n&atilde;o possuem pre&ccedil;o nem moeda que os compre.<br /> N&atilde;o percebemos que, assim agindo, nos tornamos pessoas abarrotadas de bens e vazias do essencial.<br /> Alguns consumimos anos de nossa vida alimentando rancores e &oacute;dios, desejos de vingan&ccedil;a e malqueren&ccedil;a contra algu&eacute;m por algum constrangimento, um desaforo, um deslize.<br /> Fixamo-nos em um momento de nossa viv&ecirc;ncia emocional, e nos acorrentamos em uma hist&oacute;ria que ficamos a remoer, perdendo o ensejo de continuar a vida, de refazer valores e conceitos, melhorando e aprendendo com as situa&ccedil;&otilde;es infelizes.<br /> Nem notamos como nos permitimos transformar em pessoas amargas, pessimistas, de dif&iacute;cil trato e conviv&ecirc;ncia.<br /> Construir a pr&oacute;pria felicidade n&atilde;o &eacute; um processo simples.<br /> N&atilde;o &eacute; suficiente desejar ser feliz. &Eacute; necess&aacute;rio agir para tanto, construindo a felicidade com a&ccedil;&otilde;es, fazendo as op&ccedil;&otilde;es corretas e adequadas.<br /> E, muitas das vezes, a felicidade nasce apenas no simplificar das coisas da vida.<br /> Criamos a necessidade de possuir muitas joias, bens, objetos de arte, quando o importante &eacute; apenas ter a posse do necess&aacute;rio.<br /> Abrimos m&atilde;o de valores que s&atilde;o importantes, permitindo-nos corromper para atingir algum objetivo, quando o mais importante &eacute; ter a consci&ecirc;ncia tranquila.<br /> Esquecemos de que somos seres imortais, em uma jornada passageira, iludindo-nos como se o mundo fosse a raz&atilde;o para tudo, perdendo at&eacute; a esperan&ccedil;a no amanh&atilde;.<br /> E se f&ocirc;ssemos resumir qual a receita de felicidade poss&iacute;vel nesse mundo a&iacute; estaria: a posse do necess&aacute;rio, a consci&ecirc;ncia tranquila e a f&eacute; no futuro.<br /> Tudo o mais s&atilde;o as ilus&otilde;es que constru&iacute;mos achando que ser&atilde;o elas que ir&atilde;o alimentar e manter a nossa felicidade.<br /> Pensemos nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 4.8.2014.<br /> <br /> </span><br />

OS SEIS MANDAMENTOS PARA UM FILHO
17 Jan 20173:26EP 553

OS SEIS MANDAMENTOS PARA UM FILHO

<span style=''font-size: small;''>OS SEIS MANDAMENTOS PARA UM FILHO<br /> <br /> aluisio &eacute; um homem de 50 anos, de intelecto normal, casado pela segunda vez. depois de 21 anos de ter sido pai do seu filho mais novo, se v&ecirc; diante da mesma experi&ecirc;ncia com o quinto filho, aos 50 anos.<br /> eis que, surge uma nova oportunidade para colocar em pratica a arte de ser pai. agora, com a sua maturidade , ele pensa &ndash; &ldquo;poderei me fazer presente de maneira mais qualitativa a esse meu filho. e o mais importante, posso dar conselhos mais reais sobre moralidade, amor , felicidade e a natureza do mundo. sem fantasias.&rdquo;<br /> assim, aluisio foi at&eacute; o seu computador pessoal e digitou os seis mandamentos para o seu novo filho:<br /> <br /> primeiro: &ldquo;voc&ecirc; nasceu perfeito, conforme a sua natureza. mas um dia , tudo que &eacute; vivo morre. muitos sup&otilde;em que existam uma vida al&eacute;m dessa, mas ningu&eacute;m sabe com certeza. a certeza &eacute; que voc&ecirc; est&aacute; aqui e deve viver a melhor vida possivel , pelo tempo que estiver aqui&rdquo;.<br /> <br /> segundo: &ldquo;quando voc&ecirc; estiver triste ou ansioso, procure seus amigos, seus familiares, seus pais, e procure tamb&eacute;m a for&ccedil;a interior de sua consci&ecirc;ncia&rdquo;. <br /> <br /> terceiro: &ldquo;felicidade &eacute; um conceito pessoal. fa&ccedil;a o que te faz feliz, com responsabilidade e respeito . <br /> amor &eacute; a maior for&ccedil;a que voc&ecirc; meu filho, pode encontrar dentro de voc&ecirc; mesmo. e paz voc&ecirc; ter&aacute; com um car&aacute;ter honesto, virtuoso, cumprindo seus deveres e fazendo o bem&rdquo;.<br /> <br /> <br /> <br /> <br /> quarto: &ldquo;use sua consci&ecirc;ncia, sua raz&atilde;o, seus proprios principios morais moldados nas virtudes humanistas. questione as coisas. estude.duvide.n&atilde;o se submeta a alega&ccedil;&otilde;es de verdades sem fundamentos. exponha seu conhecimento pr&oacute;-ativo ao mundo e agregue valor ao conhecimento humano&rdquo;.<br /> <br /> quinto: voc&ecirc; &eacute; bom. fa&ccedil;a sempre o melhor para voc&ecirc; mesmo e para os seus semelhantes. voc&ecirc; &eacute; capaz&rdquo;.<br /> <br /> sexto: contribua para um mundo melhor.&eacute; o &uacute;nico mundo que conhecemos. &eacute; um lugar de oportunidades. h&aacute; maldade, perigo e morte, mas tamb&eacute;m h&aacute; bondade, justi&ccedil;a e beleza. seja um cidad&atilde;o do mundo e repeite a natureza e as pessoas&rdquo;.<br /> <br /> <br /> todo o carinho e afeto demonstrados pelos pais aos filhos, durante a inf&acirc;ncia, se transformar&atilde;o em direcionamento seguro e formar&atilde;o base s&oacute;lida para o enfrentamento das dificuldades na vida adulta.<br /> <br /> pense nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> reda&ccedil;&atilde;o do pense nisso, com base no texto pai aos cinquenta.<br /> em 07.03.2014.<br /> </span><br />

SENTIR NA PRÓPRIA PELE
16 Jan 20174:19EP 552

SENTIR NA PRÓPRIA PELE

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>SENTIR NA PR&Oacute;PRIA PELE<br /> <br /> Uma determinada ONG alem&atilde; apresentou, de forma inusitada, um excelente exemplo de marketing social.<br /> Em alguns cinemas da Alemanha, o p&uacute;blico entrava para assistir aos filmes e se deparava com diversos cobertores dobrados, colocados um em cada poltrona.<br /> Nada foi dito ou explicado e, conforme os primeiros an&uacute;ncios e trailers iam passando, a sala come&ccedil;ava a esfriar, chegando a temperaturas baix&iacute;ssimas, similares &agrave;s das madrugadas de inverno naquela regi&atilde;o.<br /> Ent&atilde;o, subitamente, uma mensagem come&ccedil;ava a aparecer, mostrando moradores de rua em muita dificuldade, assim como seus pr&oacute;prios relatos narrando os problemas causados pelo frio intenso.<br /> Ao final da mensagem, um deles, inclusive, em tom de bom humor, dizia para que n&atilde;o incomodassem mais as pessoas no cinema e as deixassem assistir a seus filmes.<br /> A campanha finalizava avisando &agrave;s pessoas que, em cada cobertor que receberam, havia um c&oacute;digo, que poderiam ler com seus celulares, e efetuar uma doa&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea para ajudar os moradores de rua, os sem teto.<br /> O resultado foi surpreendente. Ap&oacute;s realizarem a experi&ecirc;ncia em diversas salas de cinema de todo o pa&iacute;s, computaram um retorno de noventa e cinco por cento, isto &eacute;, noventa e cinco por cento das pessoas que estiveram nessas salas de cinema se comoveram e fizeram doa&ccedil;&otilde;es.<br /> * * *<br /> A interessante experi&ecirc;ncia revela que ainda precisamos sentir na pr&oacute;pria pele para que desenvolvamos a verdadeira empatia para com o outro.<br /> Colocar-se no lugar do outro &eacute; fundamental para que possamos entender a situa&ccedil;&atilde;o do nosso pr&oacute;ximo e ajud&aacute;-lo sem ressalvas e sem medo.<br /> Deus e Sua provid&ecirc;ncia, nos processos das vidas sucessivas, nos coloca em tais situa&ccedil;&otilde;es, para que aprendamos a enxergar a vida, as pessoas, estando do outro lado.<br /> Assim, renascemos, muitas vezes, em condi&ccedil;&otilde;es opostas &agrave;s que antes t&iacute;nhamos no planeta, como por exemplo, tendo que lidar com a mis&eacute;ria material, muitos de n&oacute;s que, em exist&ecirc;ncia anterior, tivemos tudo e nem sequer olhamos para os lados para encontrar o pr&oacute;ximo necessitado.<br /> Em pa&iacute;ses, onde ainda se vive a realidade de castas, de segrega&ccedil;&otilde;es de ra&ccedil;as etc, aqueles que detinham o poder, que viviam privil&eacute;gios, renascem por vezes entre os subjugados; tanto quanto os que antes ocupavam posi&ccedil;&otilde;es de inferioridade, retornam como ricos, como poderosos &ndash; quando necess&aacute;rio.<br /> Essas varia&ccedil;&otilde;es, essas mudan&ccedil;as de lado se fazem necess&aacute;rias para que alarguemos nossos horizontes e enxerguemos a vida de forma diferente, com menos ego&iacute;smo, com menos orgulho.<br /> Costumamos dizer que s&oacute; quem passou por esta ou aquela situa&ccedil;&atilde;o sabe como &eacute; estar l&aacute;.<br /> Por&eacute;m, podemos desenvolver em n&oacute;s esse costume, essa pr&aacute;tica saud&aacute;vel de nos colocarmos no lugar do outro, buscando estar em seu sentimento e, assim, compreend&ecirc;-lo melhor em todas as situa&ccedil;&otilde;es.<br /> Seremos mais indulgentes e, por consequ&ecirc;ncia natural, mais caridosos com nosso pr&oacute;ximo.<br /> A empatia nos tira da indiferen&ccedil;a, da estagna&ccedil;&atilde;o, desse como que sono profundo onde ainda estamos todos n&oacute;s que insistimos em enxergar apenas nosso pr&oacute;prio umbigo.<br /> Pensemos no outro. Sintamo-nos como o outro. Ajudemos.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 28.10.2013.<br /> <br /> </span><br />

A BENÉFICA INFLUÊNCIA DA MUSICA
14 Jan 20172:03EP 551

A BENÉFICA INFLUÊNCIA DA MUSICA

A BEN&Eacute;FICA INFLU&Ecirc;NCIA DA MUSICA<br /> <br /> No m&ecirc;s de mar&ccedil;o de 2008, a revista cient&iacute;fica Brain divulgou um estudo realizado por cientistas da Universidade de Helsinque, na Finl&acirc;ndia, com pacientes que sofreram derrame cerebral.<br /> Sessenta volunt&aacute;rios participaram da pesquisa, divididos em tr&ecirc;s grupos.<br /> O primeiro, formado por pacientes que foram expostos &agrave; audi&ccedil;&atilde;o musical, por duas horas di&aacute;rias. O segundo, por pacientes que ouviam livros-&aacute;udio.<br /> O terceiro grupo n&atilde;o ficou exposto a nenhum tipo de est&iacute;mulo auditivo.<br /> Ap&oacute;s tr&ecirc;s meses, os cientistas observaram que a mem&oacute;ria verbal melhorara 60% entre os pacientes que ouviam m&uacute;sica, comparado com apenas 18% do grupo dos livros-&aacute;udio e 29% entre os pacientes que n&atilde;o receberam est&iacute;mulos auditivos.<br /> A pesquisa demonstrou ainda que os pacientes que ouviram m&uacute;sica, durante a recupera&ccedil;&atilde;o, revelaram uma melhora de 17% na concentra&ccedil;&atilde;o e na habilidade de controlar e realizar opera&ccedil;&otilde;es mentais e resolver problemas.<br /> Teppo Sarkamo, que liderou o estudo, disse que a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; m&uacute;sica durante o per&iacute;odo de recupera&ccedil;&atilde;o estimula a atividade cognitiva e as &aacute;reas do c&eacute;rebro afetadas pelo derrame. Al&eacute;m de ajudar a prevenir a depress&atilde;o nos pacientes.<br /> A not&iacute;cia &eacute; maravilhosa e demonstra que, a cada dia, o homem avan&ccedil;a no conhecimento, ampliando seus conceitos.<br /> Que cientista conceberia, em anos recuados, que a arte poderia auxiliar a recupera&ccedil;&atilde;o do c&eacute;rebro humano?<br /> * * *<br /> Utilizemos a m&uacute;sica em nossa vida. A m&uacute;sica que emociona, que eleva.<br /> N&atilde;o h&aacute; necessidade de se ouvir somente m&uacute;sica erudita, cl&aacute;ssica.<br /> H&aacute; tantos compositores populares, de tantos pa&iacute;ses, com m&uacute;sicas bel&iacute;ssimas, que encantam e extasiam os que as escutam.<br /> Busquemo-las e deixemos que nossa alma cres&ccedil;a, enchendo-se de sons, de harmonia, de beleza.<br /> <br />

O PODER DA EDUCAÇÃO
11 Jan 20173:11EP 550

O PODER DA EDUCAÇÃO

<span style=''font-size: small;''>O PODER DA EDUCA&Ccedil;&Atilde;O<br /> <br /> Conta-se que o legislador Licurgo foi convidado a proferir uma palestra a respeito de educa&ccedil;&atilde;o. Aceitou o convite mas pediu, no entanto, o prazo de seis meses para se preparar. <br /> O fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condi&ccedil;&otilde;es de falar a qualquer momento sobre o tema e, por isso mesmo, o haviam convidado. <br /> Transcorridos os seis meses, compareceu ele perante a assembl&eacute;ia em expectativa. <br /> Postou-se &agrave; tribuna e logo em seguida, entraram dois criados, cada qual portando duas gaiolas. Em cada uma havia um animal, sendo duas lebres e dois c&atilde;es. <br /> A um sinal previamente estabelecido, um dos criados abriu a porta de uma das gaiolas e a pequena lebre, branca, saiu a correr, espantada. <br /> Logo em seguida, o outro criado abriu a gaiola em que estava o c&atilde;o e este saiu em desabalada carreira ao encal&ccedil;o da lebre. Alcan&ccedil;ou-a com destreza trucidando-a rapidamente. <br /> A cena foi dantesca e chocou a todos. Uma grande admira&ccedil;&atilde;o tomou conta da assembl&eacute;ia e os cora&ccedil;&otilde;es pareciam saltar do peito. <br /> Ningu&eacute;m conseguia entender o que Licurgo desejava com tal agress&atilde;o. <br /> Mesmo assim, ele nada falou. Tornou a repetir o sinal convencionado e a outra lebre foi libertada. A seguir, o outro c&atilde;o. <br /> O povo mal continha a respira&ccedil;&atilde;o. Alguns mais sens&iacute;veis, levaram as m&atilde;os aos olhos para n&atilde;o ver a reprise da morte b&aacute;rbara do indefeso animalzinho que corria e saltava pelo palco. <br /> No primeiro instante, o c&atilde;o investiu contra a lebre. Contudo, em vez de abocanh&aacute;-la deu-lhe com a pata e ela caiu. <br /> Logo ergueu-se e se p&ocirc;s a brincar. <br /> Para surpresa de todos, os dois ficaram a demonstrar tranq&uuml;ila conviv&ecirc;ncia, saltitando de um lado a outro do palco. <br /> Ent&atilde;o, e somente ent&atilde;o, Licurgo falou; &quot;senhores, acabais de assistir a uma demonstra&ccedil;&atilde;o do que pode a educa&ccedil;&atilde;o. Ambas as lebres s&atilde;o filhas da mesma matriz, foram alimentadas igualmente e receberam os mesmos cuidados. Assim igualmente os c&atilde;es.&rdquo; <br /> A diferen&ccedil;a entre os primeiros e os segundos &eacute;, simplesmente, a educa&ccedil;&atilde;o.&quot; <br /> E prosseguiu vivamente o seu discurso dizendo das excel&ecirc;ncias do processo educativo. <br /> &quot;A educa&ccedil;&atilde;o, baseada numa concep&ccedil;&atilde;o exata da vida, transformaria a face do mundo.&quot; <br /> Eduquemos nosso filho, &quot;esclare&ccedil;amos sua intelig&ecirc;ncia, mas, antes de tudo, falemos ao seu cora&ccedil;&atilde;o, ensinemos a ele a despojar-se das suas imperfei&ccedil;&otilde;es. Lembremo-nos de que a sabedoria por excel&ecirc;ncia consiste em nos tornarmos melhores.&quot; <br /> Voc&ecirc; sabia? <br /> Que Licurgo foi um legislador grego que deve ter vivido no s&eacute;culo quarto antes de Cristo?<br /> E que o verbo educar &eacute; origin&aacute;rio do latim educare ou educcere e quer dizer extrair de dentro? <br /> Percebe-se portanto, que a educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se constitui em mero estabelecimento de informa&ccedil;&otilde;es, mas sim de se trabalhar as potencialidades interiores do ser, a fim de que flores&ccedil;am, &agrave; semelhan&ccedil;a de bela e perfumada flor.<br /> </span><br />

RELIGIÕES
10 Jan 20172:45EP 549

RELIGIÕES

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>RELIGI&Otilde;ES<br /> <br /> &ldquo;PARA MIM, AS DIFERENTES RELIGI&Otilde;ES S&Atilde;O LINDAS FLORES, PROVENIENTES DO MESMO JARDIM. OU S&Atilde;O RAMOS DA MESMA &Aacute;RVORE MAJESTOSA. PORTANTO, S&Atilde;O TODAS VERDADEIRAS&rdquo;.<br /> A FRASE QUE VOC&Ecirc; ACABOU DE OUVIR FOI DITA POR UMA DAS MAIS IMPORTANTES PERSONALIDADES DO S&Eacute;CULO VINTE: O MAHATMA GANDHI.<br /> QUANTA SABEDORIA NAS PALAVRAS DO HOMEM QUE LIDEROU A INDEPEND&Ecirc;NCIA DA &Iacute;NDIA SEM JAMAIS RECORRER &Agrave; VIOL&Ecirc;NCIA!<br /> NOS TEMPOS ATUAIS, S&Atilde;O RAROS OS QUE REALMENTE T&Ecirc;M UMA POSI&Ccedil;&Atilde;O COMO A DE GANDHI, QUE MANIFESTAVA UM PROFUNDO RESPEITO PELA OP&Ccedil;&Atilde;O RELIGIOSA DOS OUTROS.<br /> MUITAS PESSOAS ACREDITAM QUE SUA RELIGI&Atilde;O &Eacute; SUPERIOR &Agrave;S DEMAIS. ACREDITAM FIRMEMENTE QUE SOMENTE ELAS EST&Atilde;O SALVAS, ENQUANTO TODOS OS DEMAIS EST&Atilde;O CONDENADOS.<br /> POUQU&Iacute;SSIMAS PENSAM NA ESS&Ecirc;NCIA DA MENSAGEM QUE ABRA&Ccedil;AM, J&Aacute; QUE EST&Atilde;O MUITO PREOCUPADAS EM CONVERTER ALMAS QUE CONSIDERAM PERDIDAS.<br /> E, NO ENTANTO, TODOS N&Oacute;S TEMOS A FELICIDADE DE TRAZER, EM NOSSA CONSCI&Ecirc;NCIA, O SOL DA LEI DIVINA. NINGU&Eacute;M EST&Aacute; DESAMPARADO.<br /> DE ONDE VEM, ENT&Atilde;O, ESSA ATITUDE PRECONCEITUOSA, EXCLUSIVISTA, QUE NOS AFASTA DE NOSSOS IRM&Atilde;OS?<br /> VEM DE NOSSO PENSAMENTO LIMITADO E AINDA EGO&Iacute;STA. QUASE SEMPRE O HOMEM ACREDITA QUE TEM RAZ&Atilde;O.<br /> IMAGINA QUE SUAS OPINI&Otilde;ES, CREN&Ccedil;AS E OP&Ccedil;&Otilde;ES S&Atilde;O AS MELHORES. VOC&Ecirc; J&Aacute; NOTOU QUE A MAIOR PARTE DAS PESSOAS ACHA QUE TEM MUITO A ENSINAR AOS OUTROS?<br /> &Eacute; QUE, EM GERAL, AS PESSOAS QUASE N&Atilde;O SE DISP&Otilde;EM A OUVIR O OUTRO: FALAM SEM PARAR, D&Atilde;O OPINI&Otilde;ES SOBRE TUDO, IMP&Otilde;EM SUA OPINI&Atilde;O.<br /> MAS S&Atilde;O RARAS AS VEZES EM QUE PARAM PARA ESCUTAR O QUE O OUTRO TEM A DIZER.<br /> S&Atilde;O COMO CRIAN&Ccedil;AS UM TANTO EGO&Iacute;STAS, PARA QUEM O MUNDO EST&Aacute; CENTRADO EM SI OU NA SATISFA&Ccedil;&Atilde;O DE SEUS INTERESSES.<br /> &Eacute; UMA ATITUDE MUITO SEMELHANTE A QUE TEMOS QUANDO ACREDITAMOS QUE O OUTRO EST&Aacute; ERRADO, SIMPLESMENTE POR SER DE UMA RELIGI&Atilde;O DIFERENTE. &Eacute; QUE N&Atilde;O CONSEGUIMOS PARAR DE PENSAR EM NOSSAS PR&Oacute;PRIAS ESCOLHAS.<br /> N&Atilde;O ESTUDAMOS A RELIGI&Atilde;O ALHEIA, N&Atilde;O NOS INFORMAMOS SOBRE O QUE AQUELA RELIGI&Atilde;O ENSINA, QUE BENEF&Iacute;CIOS TRAZ, QUANTA CONSOLA&Ccedil;&Atilde;O ESPALHA.<br /> SE ESTIV&Eacute;SSEMOS ENVOLVIDOS PELO SENTIMENTO DE AMOR INCONDICIONAL PELO PR&Oacute;XIMO, SER&Iacute;AMOS MAIS COMPLACENTES E MAIS ATENTOS &Agrave;S NECESSIDADES DO OUTRO.<br /> E ENT&Atilde;O VER&Iacute;AMOS QUE, NA MAIORIA DOS CASOS, AS PESSOAS EST&Atilde;O MUITO FELIZES COM SUA OP&Ccedil;&Atilde;O RELIGIOSA.<br /> A NOSSA RELIGI&Atilde;O &Eacute; A MELHOR? SIM, &Eacute; A MELHOR. MAS &Eacute; A MELHOR PARA N&Oacute;S.<br /> &Eacute; &Oacute;BVIO QUE GOSTAMOS DE COMPARTILHAR O QUE NOS FAZ BEM. OFERTAR AOS OUTROS A NOSSA EXPERI&Ecirc;NCIA POSITIVA &Eacute; UMA ATITUDE LOUV&Aacute;VEL E NATURAL.<br /> MAS ESSE GESTO DE GENEROSIDADE PODE SE TORNAR INCONVENIENTE QUANDO EXAGERAMOS.<br /> UMA COISA &Eacute; OFERTAR ALGO COM ESP&Iacute;RITO FRATERNAL, VISANDO O BEM. MAS DIFERENTE QUANDO DESEJAMOS IMPOR AOS DEMAIS A NOSSA CONVIC&Ccedil;&Atilde;O PARTICULAR.<br /> SE O OUTRO PENSA DIFERENTE, RESPEITE-O! ELE TEM TODO O DIREITO DE FAZER ESCOLHAS. QUEM DE N&Oacute;S LHE CONHECE A ALMA? OU A BAGAGEM ESPIRITUAL, MORAL E INTELECTUAL QUE CARREGA?<br /> ENQUANTO N&Atilde;O SOUBERMOS AMAR PROFUNDAMENTE O PR&Oacute;XIMO, RESPEITANDO-LHE AS ESCOLHAS, N&Atilde;O TEREMOS A ATITUDE DE AMOR ENSINADA POR TODAS AS RELIGI&Otilde;ES E PELOS GRANDES MESTRES DA HUMANIDADE.<br /> PENSEMOS NISSO.</span><br />

O HOMEM QUE NÃO SE IRRITAVA
9 Jan 20172:33EP 548

O HOMEM QUE NÃO SE IRRITAVA

<span style=''font-size: small;''>O HOMEM QUE N&Atilde;O SE IRRITAVA<br /> <br /> Em cidade interiorana havia um homem que n&atilde;o se irritava e n&atilde;o discutia com ningu&eacute;m.<br /> Sempre encontrava sa&iacute;da cordial, n&atilde;o feria a ningu&eacute;m, nem se aborrecia com as pessoas.<br /> Morava em modesta pens&atilde;o, onde era admirado e querido.<br /> Para test&aacute;-lo, seus companheiros combinaram lev&aacute;-lo &agrave; irrita&ccedil;&atilde;o e &agrave; discuss&atilde;o, numa determinada noite em que o levariam a um jantar.<br /> Trataram todos os detalhes com a gar&ccedil;onete que seria a respons&aacute;vel por atender a mesa reservada para a ocasi&atilde;o. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito.<br /> A gar&ccedil;onete chegou pr&oacute;xima a ele, pela esquerda, e ele prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa.<br /> Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa.<br /> Ele esperou calmamente e em sil&ecirc;ncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na dire&ccedil;&atilde;o da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.<br /> Ap&oacute;s servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia conclu&iacute;do a tarefa e retornou &agrave; cozinha.<br /> Naquele momento n&atilde;o se ouvia qualquer ru&iacute;do. Todos observavam discretamente, para ver sua rea&ccedil;&atilde;o.<br /> Educadamente ele chamou a gar&ccedil;onete, que se voltou, fingindo impaci&ecirc;ncia e lhe disse: O que o senhor deseja?<br /> Ao que ele respondeu, naturalmente: A senhora n&atilde;o me serviu a sopa.<br /> Novamente ela retrucou, para provoc&aacute;-lo, desmentindo-o: Servi, sim senhor!<br /> Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos...<br /> Todos pensaram que ele iria brigar... Suspense e sil&ecirc;ncio total. <br /> Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranquilamente: A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais! <br /> Os amigos, frustrados por n&atilde;o conseguir faz&ecirc;-lo discutir e se irritar com a mo&ccedil;a, terminaram o jantar convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura.<br /> * * *<br /> Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irrita&ccedil;&atilde;o e impensadamente.<br /> Ao protagonista da nossa singela hist&oacute;ria n&atilde;o importava quem estava com a raz&atilde;o, e sim evitar as discuss&otilde;es desgastantes e improdutivas.<br /> Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas t&atilde;o sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discuss&atilde;o.<br /> Isso porque algumas pessoas t&ecirc;m a tola pretens&atilde;o de n&atilde;o levar desaforo para casa, mas acabam levando para a pris&atilde;o, para o hospital ou para o cemit&eacute;rio.<br /> Por isso a import&acirc;ncia de aprender a arte de n&atilde;o se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma sa&iacute;da inteligente como fez o homem no restaurante.<br /> * * *<br /> A pessoa que se irrita aspira o t&oacute;xico que exterioriza em volta, e envenena a si mesma.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em hist&oacute;ria de autoria ignorada.<br /> Em 02.09.2012.<br /> </span> <br />

PARAISO
6 Jan 20173:59EP 547

PARAISO

<span style=''font-size: small;''>PARAISO<br /> <br /> Todas as escolas religiosas trazem, em seus ensinos, rela&ccedil;&otilde;es profundas com o entendimento da vida ap&oacute;s a vida.<br /> &Eacute; natural que assim seja pois s&atilde;o as religi&otilde;es, nos seus mais variados matizes, a b&uacute;ssola e o amparo para as coisas que transcendem as explica&ccedil;&otilde;es da ci&ecirc;ncia e da raz&atilde;o.<br /> Assim, naturalmente, desejamos a conquista da felicidade ap&oacute;s a conclus&atilde;o desta vida, segundo esse ou aquele preceito.<br /> Se o Para&iacute;so ou Nirvana, ou qual seja a denomina&ccedil;&atilde;o que lhe damos, &eacute; o destino daqueles que bem se conduzirem aqui, buscamos refer&ecirc;ncias de como agir e proceder para que a felicidade seja o destino final.<br /> Nesse af&atilde; e na preocupa&ccedil;&atilde;o com a felicidade futura, imaginamos que a constru&ccedil;&atilde;o dela se far&aacute; pelas a&ccedil;&otilde;es externas, pela ritual&iacute;stica ou pela apar&ecirc;ncia.<br /> Esquecemos que nada que se fa&ccedil;a exteriormente ter&aacute; sentido se n&atilde;o tiver sua origem na nossa intimidade.<br /> O significado e o valor das a&ccedil;&otilde;es externas est&atilde;o diretamente ligados ao sentimento com que as impregnamos.<br /> Assim, de nada valem ora&ccedil;&otilde;es, ritos, promessas e pactos, se n&atilde;o nascem na intimidade de nossa alma.<br /> Dessa forma, pode-se entender que o reino dos c&eacute;us, que o para&iacute;so e a felicidade futura s&atilde;o constru&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima de cada criatura e que, inevitavelmente, se exteriorizar&aacute; na vida ap&oacute;s a morte.<br /> Se temos a preocupa&ccedil;&atilde;o de sermos felizes mais al&eacute;m, que comecemos hoje a implementar essa felicidade, nas matrizes de nossa alma.<br /> Para tanto, a conquista da consci&ecirc;ncia tranquila, resultado do dever retamente cumprido, dos compromissos bem conduzidos, dos objetivos delineados com acerto, &eacute;, certamente, a melhor refer&ecirc;ncia.<br /> Buscando a retid&atilde;o interna, pautada em valores nobres que todos trazemos latentes na alma, vamos construindo o para&iacute;so que anelamos.<br /> Dessa forma, quebramos a ilus&atilde;o de que o reino dos c&eacute;us, poeticamente ilustrado e exemplificado por Jesus, seja um lugar f&iacute;sico ou um destino a se chegar.<br /> De maneira alguma chegaremos externamente &agrave; felicidade, por se tratar de constru&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima.<br /> Assim, n&atilde;o planejemos chegar ao Reino dos C&eacute;us, ao Para&iacute;so ou ao Nirvana.<br /> Iniciemos hoje a constru&ccedil;&atilde;o dessa t&atilde;o desejada felicidade.<br /> E, quando a tivermos em nossa intimidade, onde quer que nos encontremos, ali ser&aacute; o nosso c&eacute;u bendito, conquista da alma em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;s coisas de Deus.<br /> * * *<br /> O Esp&iacute;rito est&aacute; fadado &agrave; felicidade.<br /> Todos est&atilde;o na Terra para adquirir felicidade, jornadeando no rumo da plenitude que &eacute; a meta futura.<br /> Uma vida rica de beleza interior &eacute; um poema de alegria.<br /> Em sil&ecirc;ncio desabrocham as flores, desenvolve-se o embri&atilde;o, a paisagem modifica-se, fulgem as estrelas proporcionando alegria.<br /> No sil&ecirc;ncio da alma desenvolvamos qualidades superiores e desabrochemos para a felicidade.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com pensamentos finais<br /> dos caps. 2 e 15, do livro Ilumina&ccedil;&atilde;o interior, pelo Esp&iacute;rito<br /> Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.<br /> Leal.<br /> Em 09.8.2012.<br /> </span><br />

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