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PODCAST · 3050 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A SABEDORIA DO SAMURAI
28 Jan 20172:30EP 562

A SABEDORIA DO SAMURAI

<span style=''font-size: small;''>A SABEDORIA DO SAMURAI<br /> <br /> Conta-se que, perto de T&oacute;quio, capital do Jap&atilde;o, vivia um grande samurai.<br /> J&aacute; muito idoso, ele agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer advers&aacute;rio.<br /> Certa tarde, apareceu por ali um jovem guerreiro, conhecido por sua total falta de escr&uacute;pulos. Era famoso por usar a t&eacute;cnica da provoca&ccedil;&atilde;o.<br /> Utilizando-se de suas habilidades para provocar, esperava que seu advers&aacute;rio fizesse o primeiro movimento e, dotado de intelig&ecirc;ncia e agilidade, contra-atacava com velocidade fulminante.<br /> O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta.<br /> Assim que soube da reputa&ccedil;&atilde;o do velho samurai, prop&ocirc;s-se a n&atilde;o sair dali sem antes derrot&aacute;-lo e aumentar sua fama.<br /> Todos os disc&iacute;pulos do samurai se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio.<br /> Foram todos para a pra&ccedil;a da pequena cidade e diante dos olhares espantados, o jovem guerreiro come&ccedil;ou a insultar o velho mestre.<br /> Chutou algumas pedras em sua dire&ccedil;&atilde;o, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais.<br /> Durante horas fez tudo para provoc&aacute;-lo, mas o velho permaneceu sereno e impass&iacute;vel.<br /> No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.<br /> Desapontados pelo fato de o mestre ter aceitado calado tantos insultos e provoca&ccedil;&otilde;es, os alunos perguntaram:<br /> Como o senhor p&ocirc;de suportar tanta indignidade?<br /> Por que n&atilde;o usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao inv&eacute;s de mostrar-se covarde diante de todos n&oacute;s?<br /> O s&aacute;bio anci&atilde;o olhou calmamente para os alunos e, fixando o olhar num deles lhe perguntou:<br /> Se algu&eacute;m chega at&eacute; voc&ecirc; com um presente e lhe oferece mas voc&ecirc; n&atilde;o o aceita, com quem fica o presente?<br /> Com quem tentou entreg&aacute;-lo, respondeu o disc&iacute;pulo.<br /> Pois bem, o mesmo vale para qualquer outro tipo de provoca&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m para a inveja, a raiva, e os insultos, disse o mestre.<br /> Quando n&atilde;o s&atilde;o aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.<br /> Por essa raz&atilde;o, a sua paz interior depende exclusivamente de voc&ecirc;. As pessoas n&atilde;o podem lhe tirar a calma, se voc&ecirc; n&atilde;o o permitir.<br /> * * *<br /> Sempre que algu&eacute;m tentar tirar voc&ecirc; do s&eacute;rio, lembre-se da s&aacute;bia li&ccedil;&atilde;o do velho samurai.<br /> Lembre-se, ainda, que seus atos lhe pertencem. S&oacute; voc&ecirc; &eacute; respons&aacute;vel pelo que pensa, sente ou faz.<br /> S&oacute; voc&ecirc;, e mais ningu&eacute;m, pode permitir que algu&eacute;m lhe roube a paz ou perturbe a sua tranquilidade.<br /> Foi por essa raz&atilde;o que Jesus afirmou que s&oacute; lobos caem em armadilhas para lobos.<br /> Assim, aceitar provoca&ccedil;&otilde;es ou deixar que fiquem com quem nos oferece, &eacute; uma decis&atilde;o que cabe exclusivamente a cada um de n&oacute;s.<br /> Pensemos nisso!<br /> </span><br />

O VALOR DAS COISAS
27 Jan 20172:33EP 561

O VALOR DAS COISAS

<span style=''font-size: small;''>O VALOR DAS COISAS<br /> <br /> Era uma vez um homem que tinha muitos p&eacute;s de rom&atilde;s em seu pomar.<br /> Por muitos outonos ele colocava suas rom&atilde;s em bandejas de prata, do lado de fora de sua casa, e em cima punha cartazes com os seguintes dizeres:<br /> Apanhe uma, de gra&ccedil;a. Seja bem-vindo.<br /> As pessoas passavam, olhavam, mas nenhuma delas apanhava uma fruta.<br /> Ent&atilde;o, depois de muitos outonos, o homem refletiu e tomou uma decis&atilde;o. No pr&oacute;ximo outono ele n&atilde;o p&ocirc;s as rom&atilde;s em bandeja de prata fora de sua resid&ecirc;ncia. P&ocirc;s apenas um cartaz bem alto que dizia:<br /> Temos aqui as melhores rom&atilde;s da terra, mas as vendemos por um valor maior que quaisquer outras rom&atilde;s.<br /> Qual n&atilde;o foi sua surpresa quando todos os homens e mulheres da vizinhan&ccedil;a vieram correndo comprar.<br /> * * *<br /> Essa pequena par&aacute;bola de Khalil Gibran, embora pare&ccedil;a simples, nos traz li&ccedil;&otilde;es valiosas.<br /> Nos dias atuais h&aacute; pessoas que, a exemplo daquele povo, desprezam as coisas simples ou que s&atilde;o de gra&ccedil;a e passam a valoriz&aacute;-las quando t&ecirc;m que pagar alto pre&ccedil;o por elas.<br /> &Eacute; um conceito equivocado de que o que &eacute; de gra&ccedil;a ou muito barato, n&atilde;o presta.<br /> Se ouvimos o an&uacute;ncio de um espet&aacute;culo qualquer, um concerto, uma pe&ccedil;a teatral, cuja entrada seja franca, logo pensamos que n&atilde;o vale a pena assistir.<br /> Se &eacute; o convite para uma palestra em que n&atilde;o se cobrar&aacute; ingresso, logo imaginamos que n&atilde;o pode ser coisa boa.<br /> Mas, se ao contr&aacute;rio, ouvimos a chamada para uma palestra de um profissional qualquer, cujo ingresso custar&aacute; um alto valor, ficamos logo entusiasmados e pensamos que vai ser muito boa.<br /> O que costumamos fazer, nesses casos, &eacute; julgar o valor das coisas pelo seu pre&ccedil;o, o que nem sempre &eacute; uma realidade.<br /> O verdadeiro afeto de um amigo, por exemplo, n&atilde;o &eacute; cobrado. E muitas vezes n&oacute;s n&atilde;o o valorizamos tanto quanto valorizamos um cliente, que significa para n&oacute;s um investimento financeiro.<br /> O carinho de uma m&atilde;e n&atilde;o nos custa nada, mas &eacute; mais valioso que qualquer bem da Terra.<br /> H&aacute; muitas coisas que nos chegam de gra&ccedil;a, mas s&atilde;o de valor inestim&aacute;vel. Talvez seja por isso que n&atilde;o tenham pre&ccedil;o em moeda.<br /> O ar que respiramos nos chega gratuitamente, e sem ele n&atilde;o viver&iacute;amos.<br /> A &aacute;gua que nos sustenta a vida, Deus nos d&aacute; de gra&ccedil;a.<br /> O perfume que as flores espalham, n&atilde;o nos custa nenhum centavo.<br /> * * *<br /> &Eacute; importante que passemos a ver as coisas pelo seu real valor e pela import&acirc;ncia que pode representar em nossas vidas.<br /> H&aacute; coisas que custam muito e nada acrescentam na nossa economia moral.<br /> E h&aacute; outras que n&atilde;o custam nenhuma moeda, mas que s&atilde;o de alta valia para nosso bem-estar f&iacute;sico e mental.<br /> Pense nisso!<br /> </span><br />

A EQUIPE MAIS IMPORTANTE
26 Jan 20174:35EP 560

A EQUIPE MAIS IMPORTANTE

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;A EQUIPE MAIS IMPORTANTE<br /> <br /> Era o dia das profiss&otilde;es na escola municipal. Os pais compareciam e relatavam detalhes de como exerciam sua profiss&atilde;o. Os alunos, curiosos, faziam perguntas.<br /> Algumas profiss&otilde;es encantavam a turma pela coragem necess&aacute;ria, como a dos bombeiros; ou excitavam a fantasia da crian&ccedil;ada, como a de ator ou m&uacute;sico ou jogador de futebol.<br /> Quando o pai de S&eacute;rgio entrou na sala, o menino foi escorregando na cadeira, desejando se esconder. Ele ficou imaginando o que o pai iria dizer. Corou de vergonha.<br /> No entanto, Roberto, mostrando-se bem &agrave; vontade, contou que no momento estava desempregado.<br /> Que profiss&atilde;o &eacute; esta? O que &eacute;, exatamente, que o senhor faz? Perguntou, logo, um afoito garoto.<br /> Bom, eu diria que minha principal ocupa&ccedil;&atilde;o, no momento, &eacute; procurar trabalho.<br /> Um grande sil&ecirc;ncio se fez na sala. Corajoso, continuou o seu relato.<br /> Imaginem voc&ecirc;s que somos uma equipe de futebol e estamos perdendo de quatro a zero. Ent&atilde;o, temos duas alternativas: podemos desistir ou podemos lutar at&eacute; o final do jogo e tentar reverter o placar. O que voc&ecirc;s fariam?<br /> A turma se entusiasmou e cada um foi dizendo que continuaria jogando, que faria cinco gols para ganhar a partida, que daria o melhor de si...<br /> Pois &eacute;, continuou aquele pai, imagino quantos de voc&ecirc;s t&ecirc;m pais que trabalham o dia todo fora de casa e, &agrave; noite, quando chegam cansados, ainda se desdobram com as tarefas dom&eacute;sticas.<br /> Penso em quantos de voc&ecirc;s t&ecirc;m irm&atilde;os mais velhos que, depois de terem sa&iacute;do de casa, para ganhar a pr&oacute;pria vida, sofreram dificuldades e tiveram que voltar para a casa dos pais.<br /> Tenho certeza que alguns de voc&ecirc;s v&ecirc;m para a escola acompanhados por um irm&atilde;o ou uma irm&atilde;.<br /> Isso &eacute; equipe. Um ajuda o outro, sustenta o outro, ampara.<br /> Eu sou o jogador de uma equipe maravilhosa, a mais sensacional equipe que se possa ter: minha fam&iacute;lia.<br /> Nesse momento, S&eacute;rgio levantou a cabe&ccedil;a, voltou a se sentar ereto e come&ccedil;ou a prestar aten&ccedil;&atilde;o no que dizia o seu pai.<br /> Fam&iacute;lia &eacute; o que h&aacute; de mais importante na vida. Minha fam&iacute;lia me sustenta, nesse per&iacute;odo, em que saio, a cada dia, tentando conseguir um trabalho.<br /> Quando acordo pela manh&atilde;, &eacute; o sorriso da minha fam&iacute;lia que me anima a prosseguir lutando, buscando.<br /> Minha fam&iacute;lia suporta meu mau humor quando tenho um dia ruim. Somos uma equipe e, como no futebol, n&atilde;o importa em que posi&ccedil;&atilde;o estejamos jogando, n&atilde;o importa se estamos perdendo a partida, o que importa &eacute; como se joga, porque sempre h&aacute; a possibilidade de se reverter a situa&ccedil;&atilde;o.<br /> Por isso, eu continuo, todos os dias, procurando um trabalho que me garanta auxiliar a minha fam&iacute;lia, enquanto ela mesma me sustenta, sem reclamar, sem acusar.<br /> Minha fam&iacute;lia &eacute; a melhor equipe, a mais importante da minha vida. E, para cada um de n&oacute;s, &eacute; com certeza, a equipe, gra&ccedil;as &agrave; qual, vamos em frente, n&atilde;o paramos perante os obst&aacute;culos que possam se fazer maiores.<br /> Fam&iacute;lia &eacute; amparo, &eacute; uni&atilde;o, &eacute; aux&iacute;lio.<br /> Quando Roberto concluiu, foi t&atilde;o aplaudido quanto qualquer outro dos pais que por ali havia passado, descrevendo os lances emocionantes de sua profiss&atilde;o.<br /> Nos olhos das crian&ccedil;as havia o brilho da emo&ccedil;&atilde;o. Em seus cora&ccedil;&otilde;es, a li&ccedil;&atilde;o de um pai agradecido &agrave; esposa e filhos que lhe entendiam o esfor&ccedil;o e lhe davam apoio.<br /> Uma li&ccedil;&atilde;o que eles levariam impressa, de forma indel&eacute;vel, para as suas pr&oacute;prias vidas.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no link<br /> www.hirukide.com/es/index.php [visualiza&ccedil;&atilde;o em 5.2.2014].<br /> Em 17.3.2014.<br /> </span><br />

O GRITO
25 Jan 20174:16EP 559

O GRITO

<span style=''font-size: small;''>O GRITO<br /> <br /> Conta-se que nas ilhas Salom&atilde;o, no Pac&iacute;fico Sul, os nativos descobriram um jeito inteiramente diferente de derrubar &aacute;rvores. Se algum tronco &eacute; grosso demais para ser abatido com os seus machados, eles o derrubam no grito.<br /> Isso mesmo, no grito. Lenhadores sobem na &aacute;rvore toda manh&atilde; bem cedinho e se p&otilde;em a gritar.<br /> Repetem o ritual durante trinta dias. A &aacute;rvore morre e cai por terra. Segundo eles, o m&eacute;todo nunca falha e a explica&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m segundo os nativos, &eacute; que, gritando, eles matam o esp&iacute;rito da &aacute;rvore.<br /> Os civilizados logo pensam que se eles dispusessem de tecnologia moderna, poderiam simplesmente derrubar a &aacute;rvore com m&aacute;quinas poderosas, rapidamente e de forma mais eficiente.<br /> Entretanto, a t&eacute;cnica desses nativos nos leva a pensar em como n&oacute;s ainda utilizamos o grito em nossas vidas.<br /> Gritamos no tr&acirc;nsito, quando um motorista desatento executa alguma manobra infeliz, dificultando a nossa livre circula&ccedil;&atilde;o.<br /> Gritamos no jogo de futebol, com o juiz, o bandeirinha, o jogador, e at&eacute; mesmo com a bola que parece desviar do gol s&oacute; para nos provocar.<br /> Falamos alto com o seguran&ccedil;a do banco porque a porta girat&oacute;ria nos impede a entrada. Xingamos o caixa do supermercado porque &eacute; muito lento, porque n&atilde;o empacota a mercadoria, porque nos fornece o troco errado.<br /> Brigamos com os aparelhos eletrodom&eacute;sticos porque n&atilde;o funcionam direito.<br /> Em casa, muitas vezes, ao chamarmos a aten&ccedil;&atilde;o para o que est&aacute; errado, esquecemos de controlar o volume da voz e falamos alto demais com nossos filhos, com a esposa, com nossos irm&atilde;os.<br /> Quase sempre gritamos com as crian&ccedil;as quando est&atilde;o fazendo alguma traquinagem. Contudo, o grito, al&eacute;m de n&atilde;o educar, assusta.<br /> Podemos imaginar os dist&uacute;rbios provocados no organismo fr&aacute;gil dos pequenos, com um grande susto?<br /> Com os colegas de trabalho, &eacute; comum exagerarmos no tom da voz apenas para dizer que determinada tarefa deve ser refeita.<br /> Em locais p&uacute;blicos, como restaurantes, lanchonetes, quando em grupos, nos esquecemos do respeito que devemos &agrave;s pessoas, e nos permitimos gargalhar, falar alto demais. E nem nos damos conta do quanto a nossa algazarra perturba os ouvidos alheios.<br /> Tudo isso nos faz reflexionar. Se os nativos das ilhas Salom&atilde;o descobriram que as &aacute;rvores s&atilde;o sens&iacute;veis aos gritos, que dizer dos seres humanos!<br /> Pensemos: com gritos e gargalhadas, perturbamos ambientes e pessoas. Com palavras grosseiras, ditadas pela nossa impaci&ecirc;ncia, podemos partir cora&ccedil;&otilde;es que nos amam ou criar inseguran&ccedil;as em filhos pequenos, que passam a nos temer, em vez de respeitar.<br /> * * *<br /> No trato pessoal, a fala desempenha papel importante.<br /> A magia da voz &eacute; daquelas que n&atilde;o deve ser esquecida por todos os que se acham envolvidos nas lides humanas, escutando os diversos cora&ccedil;&otilde;es.<br /> Por isso, utilizemos a palavra para construir, edificar, com o objetivo de fazer a vida brilhar.<br /> Falemos com valor, falemos com amor, para que sejamos felizes e fa&ccedil;amos os demais tamb&eacute;m felizes.<br /> N&atilde;o nos esque&ccedil;amos de que a gentileza e o respeito no trato pessoal tamb&eacute;m significam caridade.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em artigo de Robert Fulghum, da Revista<br /> Presen&ccedil;a Esp&iacute;rita, n&ordm; 222, ed. Leal; pensamentos do cap. 28, do livro Sinal verde, pelo<br /> Esp&iacute;rito Andr&eacute; Luiz, psicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Cec e pensamentos do<br /> cap. 22, do livro Vozes do infinito, por Esp&iacute;ritos diversos, psicografia de Raul Teixeira, ed.<br /> Fr&aacute;ter.<br /> Em 03.10.2012.</span><br />

A VIDA SEGUNDO A MORTE
24 Jan 20173:26EP 558

A VIDA SEGUNDO A MORTE

<span style=''font-size: small;''>A VIDA SEGUNDO A MORTE<br /> <br /> Muitos livros e filmes, personificam a morte como personagem central da hist&oacute;ria.<br /> Imaginemos como seria a vis&atilde;o desse personagem, que tanto nos assustam, a nosso respeito.<br /> Imagino que morte teria o seguinte di&aacute;logo:<br /> &ldquo;Um fato simples: voc&ecirc; vai morrer.<br /> Apesar de todos os esfor&ccedil;os, a vida f&iacute;sica n&atilde;o &eacute; para sempre. Desculpe ser um desmancha prazer.<br /> O meu conselho &eacute;: quando a sua hora chegar, n&atilde;o se apavore, isso n&atilde;o vai ajudar.<br /> Mas primeiro deixe me apresentar devidamente...se bem que em algum dia voc&ecirc; vai me conhecer. N&atilde;o antes da sua hora , &eacute; claro. Tenho como pol&iacute;tica evitar os vivos.<br /> Sempre gostei da minha imagem com o manto e foice, sombrio e poderoso. //Infelizmente, sou mais banal e corriqueiro.<br /> Quando eu vou ao encontro de algu&eacute;m, sempre leio os sonhos simples, ou grandiosos. Ent&atilde;o, dou o meu beijo...E roubo as suas maldades, os seus egos, vaidades, ambi&ccedil;&otilde;es...ego&iacute;smos. Muitas vezes, eu sinto os arrependimentos de n&atilde;o fazerem mais pelas pessoas que elas amavam em vida. Muitas se revoltam, mas isso n&atilde;o importa. Eu sigo a lei e n&atilde;o a transgrido...ningu&eacute;m, por mais rico que seja, poder&aacute; negociar comigo.<br /> Algumas almas, deslizam suavemente para os meus bra&ccedil;os; s&atilde;o t&atilde;o leves...t&atilde;o af&aacute;veis...<br /> No meu trabalho, sempre encontro nos seres humanos, o que eles t&ecirc;m de melhor e de pior. Vejo a sua feiura e a sua beleza...E me pergunto: como uma mesma coisa, pode ser duas?<br /> Eu j&aacute; vi in&uacute;meras coisas:<br /> Presenciei as piores desgra&ccedil;as do mundo, e trabalhei para os piores vil&otilde;es e tiranos.<br /> Vi tamb&eacute;m grandes maravilhas, e pessoas que mais pareciam anjos...Mas, ainda &eacute; como eu mencionei no in&iacute;cio desse dialogo: NINGU&Eacute;M VIVE PRA SEMPRE.<br /> Quando vou buscar algu&eacute;m que teve uma vida sabia e generosa, acredite, eu me emociono. Fico imaginando, como &eacute; de fato...viver! <br /> Voc&ecirc; que tem esse privilegio, como tem vivido?<br /> Pense Nisso...e viva de maneira intensa, com as pessoas que fazem a diferen&ccedil;a na sua vida. N&atilde;o desperdice o seu tempo com besteiras...com coisas pequenas.<br /> E n&atilde;o se apavore comigo.Pois que, posso lhe assegurar:<br /> Sereis sempre vivo, pois que eu, a t&atilde;o temida morte, nada mais sou do que uma transforma&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o um aniquilamento.<br /> ***********<br /> Espero que voc&ecirc; tenha gostado da mensagem de hoje. Espero mais ainda; que ela tenha sido &uacute;til.<br /> Acesse o nosso site: centroamericafm.com.br &ndash; l&aacute; voc&ecirc; poder&aacute; ouvir de novo e copiar o texto. Fique a vontade...e at&eacute; o pr&oacute;ximo Pense Nisso.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> com base no livro<br /> &ldquo;A Menina que roubava Livros&rdquo;- <br /> do escritor australiano Markus Zusak,<br /> publicado em 2005 pela editora Picador.<br /> No Brasil e em Portugal, foi lan&ccedil;ado pela Intr&iacute;nseca Presen&ccedil;a <br /> Em 10.12.2014.</span><br />

AMOR DO PAI
23 Jan 20175:04EP 557

AMOR DO PAI

<span style=''font-size: small;''>AMOR DO PAI<br /> <br /> Que o amor materno &eacute; fundamental para a vida de qualquer crian&ccedil;a, n&atilde;o temos qualquer d&uacute;vida. Ali&aacute;s, em pleno s&eacute;culo XXI, nossa cultura ainda coloca sob responsabilidade, quase que exclusiva da m&atilde;e, os cuidados com os filhos. Quando uma crian&ccedil;a faz birra, Que bate no amiguinho, Que vai mal na escola...quase sempre dizemos que a &ldquo;A culpa &eacute; da m&atilde;e&rdquo;, n&atilde;o &eacute; assim que ouvimos comumente por a&iacute;?<br /> Mas como fica o papel do pai nessa hist&oacute;ria? <br /> Pois um estudo recente mostrou que o pai &eacute; fundamental na forma&ccedil;&atilde;o da personalidade da crian&ccedil;a, e como ela desenvolver&aacute; diversas caracter&iacute;sticas at&eacute; a idade adulta. Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos EUA, demonstraram que crian&ccedil;as de todo o mundo tendem a responder da mesma forma quando s&atilde;o rejeitados por seus cuidadores, ou por pessoas a quem s&atilde;o apegadas emocionalmente. E quando essa rejei&ccedil;&atilde;o &eacute; do pai, diferentemente do que muitas pessoas acreditam, ela causa marcas profundas.<br /> Segundo os estudiosos, que avaliaram 36 trabalhos envolvendo mais de 10.000 pessoas, entre crian&ccedil;as e adultos, a rejei&ccedil;&atilde;o paterna tem essa influ&ecirc;ncia t&atilde;o marcante porque, em primeiro lugar, &eacute; mais comum do que a materna. E tamb&eacute;m porque a figura do homem &eacute; associada a prest&iacute;gio e poder &ndash; ou seja, para a crian&ccedil;a, &eacute; como se ela tivesse sido esquecida ou preterida por algu&eacute;m que todos consideram importante.<br /> Agora vem a parte mais triste: o estudo mostrou que as crian&ccedil;as sentem a rejei&ccedil;&atilde;o como se ela realmente fosse uma dor f&iacute;sica. As partes do c&eacute;rebro ativadas quando um pequenino se sente rejeitado s&atilde;o as mesmas que se tornam ativas quando ele se machuca, com uma diferen&ccedil;a: a dor psicol&oacute;gica pode ser revivida por anos, levando &agrave; inseguran&ccedil;a, hostilidade e tend&ecirc;ncia &agrave; agressividade.<br /> A boa not&iacute;cia &eacute; que um pai presente e carinhoso tem exatamente o efeito contr&aacute;rio na forma&ccedil;&atilde;o da personalidade do filho: o pequeno cresce feliz, seguro e capaz de estabelecer liga&ccedil;&otilde;es afetivas muito mais facilmente na vida adulta. <br /> Quando se vivencia o amor de pai, tudo passa a ser diferente - n&oacute;s nos transformamos.<br /> Ser&atilde;o tempos diferentes, quando todas as nossas rela&ccedil;&otilde;es forem assim, como a do pai que diz aos filhos:<br /> Que quando precisarem de mim, meus filhos, voc&ecirc;s nunca hesitem em chamar: pai! Seja para segurar a m&atilde;o, tentar fazer baixar a febre, socorrer com qualquer tipo de recurso, ou apenas escutar alguma queixa ou preocupa&ccedil;&atilde;o.<br /> Sim, ser&atilde;o tempos diferentes esses...<br /> Tempos do amor que independe da presen&ccedil;a e do tempo.<br /> Tempos de nova compreens&atilde;o sobre presen&ccedil;a e sobre tempo.<br /> O amor do pai est&aacute; mudando o mundo, pois estes est&atilde;o mais maduros, mais atentos, mais vivos...<br /> Nada ser&aacute; como antes, quando finalmente compreendermos e vivenciarmos esse amor com toda sua for&ccedil;a.<br /> Nada ser&aacute; como antes, quando o pai olhar nos olhos de seu beb&ecirc;, dizendo:<br /> N&atilde;o sabemos o que nos uniu nesta nova fam&iacute;lia, se a afinidade intensa ou o compromisso inadi&aacute;vel perante as Leis maiores, mas n&atilde;o importa: tudo o amor ir&aacute; superar.<br /> Este ser&aacute; o dia em que escolheremos amar, antes de tudo. O amor precisa ser uma decis&atilde;o dentro do lar, dentro da vida.<br /> Que em qualquer momento, meu filho, sendo eu qualquer pai, de qualquer ra&ccedil;a, credo, idade ou instru&ccedil;&atilde;o, voc&ecirc; possa perceber em mim, ainda que numa cintila&ccedil;&atilde;o breve, a inapag&aacute;vel sensa&ccedil;&atilde;o de quando voc&ecirc; foi colocado pela primeira vez nos meus bra&ccedil;os:<br /> Misto de susto, plenitude e ternura, maior e mais importante do que todas as gl&oacute;rias da arte e da ci&ecirc;ncia, mais s&eacute;rio do que as tentativas dos fil&oacute;sofos de explicar os enigmas da exist&ecirc;ncia.<br /> A sensa&ccedil;&atilde;o que vinha do seu cheiro, da sua pele, de seu rostinho, e da consci&ecirc;ncia de que ali havia, a partir de mim e desse amor, uma nova pessoa, com seu destino e sua vida, nesta bela e complicada Terra.<br /> E assim sendo, meu filho, voc&ecirc; ter&aacute; sempre me dado muito mais do que esperei ou mereci ou imaginei ter.<br /> Ah, esse amor de pai!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em artigo <br /> de autoria de Lya Luft, publicado na revista<br /> Veja, de maio/2010.<br /> Em 06.02.2015.</span><br />

O ZELADOR DA FONTE
20 Jan 20174:30EP 555

O ZELADOR DA FONTE

<span style=''font-size: small;''>O ZELADOR DA FONTE<br /> <br /> Conta uma lenda austr&iacute;aca que em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo Conselho Municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de &aacute;gua da comunidade.<br /> <br /> O cavalheiro com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de &aacute;gua fresca.<br /> <br /> Ningu&eacute;m lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esfor&ccedil;o para a retirada de entulhos.<br /> <br /> Aos poucos, o povoado come&ccedil;ou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela &aacute;gua cristalina.<br /> <br /> Rodas d'&aacute;gua de v&aacute;rias empresas da regi&atilde;o come&ccedil;aram a girar dia e noite.<br /> <br /> As planta&ccedil;&otilde;es eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordin&aacute;ria.<br /> <br /> Os anos foram passando. Certo dia, o Conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente.<br /> <br /> Um dos membros do Conselho resolveu inspecionar o or&ccedil;amento e colocou os olhos no sal&aacute;rio pago ao zelador da fonte.<br /> <br /> De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago h&aacute; anos, pela cidade.<br /> <br /> E para qu&ecirc;? O que &eacute; que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma.<br /> <br /> Seu discurso a todos convenceu. O Conselho Municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte de imediato.<br /> <br /> Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as &aacute;rvores come&ccedil;aram a perder as folhas.<br /> <br /> Pequenos galhos ca&iacute;am nas piscinas formadas pelas nascentes.<br /> <br /> Certa tarde, algu&eacute;m notou uma colora&ccedil;&atilde;o meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a &aacute;gua estava escura.<br /> <br /> Mais uma semana e uma pel&iacute;cula de lodo cobria toda a superf&iacute;cie ao longo das margens.<br /> <br /> O mau cheiro come&ccedil;ou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d'&aacute;gua come&ccedil;aram a girar lentamente, depois pararam.<br /> <br /> Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado.<br /> <br /> O Conselho Municipal tornou a se reunir, em sess&atilde;o extraordin&aacute;ria e reconheceu o erro grosseiro cometido.<br /> <br /> Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte.<br /> <br /> Algumas semanas depois, as &aacute;guas do aut&ecirc;ntico rio da vida come&ccedil;aram a clarear. As rodas d'&aacute;gua voltaram a funcionar.<br /> <br /> Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso. <br /> * * *<br /> Assim como o Conselho da pequena cidade, somos muitos de n&oacute;s que n&atilde;o consideramos determinados servidores.<br /> <br /> Aqueles que se desdobram todos os dias para que o p&atilde;o chegue &agrave; nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas; os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos.<br /> <br /> H&aacute; quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o &ocirc;nibus, abra os port&otilde;es da empresa.<br /> <br /> Servidores an&ocirc;nimos. Quase sempre passamos por eles sem v&ecirc;-los.<br /> <br /> Mas, sem seu trabalho, o nosso n&atilde;o poderia ser realizado ou a vida seria invi&aacute;vel.<br /> <br /> O mundo &eacute; uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa espec&iacute;fica, mas indispens&aacute;vel.<br /> <br /> Se algu&eacute;m n&atilde;o executar o seu papel, o todo perecer&aacute;.<br /> <br /> Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para ser felizes!<br /> <br /> Pensemos nisso!<br /> <br /> Texto com base<br /> no cap. O zelador da fonte, de Charles R.<br /> Swindoll, do livro Hist&oacute;rias para o<br /> cora&ccedil;&atilde;o, de Alice Gray, ed. United Press.</span><br />

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