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PODCAST · 3050 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO CRESCER
18 Mai 20173:37EP 642

O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO CRESCER

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>O QUE VOC&Ecirc; QUER SER QUANDO CRESCER?<br /> <br /> Quando se &eacute; pequeno tudo o que voc&ecirc; deseja se torna mais simples do que parece.<br /> Construir o pr&oacute;prio patrim&ocirc;nio, chegar &agrave; lua, ter o emprego dos sonhos, viajar pelo mundo.<br /> O engra&ccedil;ado &eacute; que voc&ecirc; cresce e a maioria desses desejos permanece com voc&ecirc; por muito tempo.<br /> <br /> Alguns v&atilde;o continuar apenas como sonhos, outros podem at&eacute; virar realidade, mas para isso &eacute; preciso que voc&ecirc; responda &agrave; uma pequena pergunta: O que voc&ecirc; quer ser quando crescer?<br /> Astronauta? M&eacute;dico? Bombeiro?<br /> <br /> Saber esta resposta n&atilde;o ser&aacute; o fim das suas buscas e sim o seu ponto de partida para v&aacute;rias outras.<br /> &Eacute; atrav&eacute;s dela que o seu futuro come&ccedil;a a ser desempenhado, &eacute; ela que transforma o plano louco em algo totalmente poss&iacute;vel.<br /> <br /> Comigo n&atilde;o foi diferente. Assim como voc&ecirc;, eu queria o improv&aacute;vel, surpreendente, o inovador. Fazer o que ningu&eacute;m mais seria capaz de realizar, ir t&atilde;o longe que nenhuma outra pessoa pudesse me alcan&ccedil;ar. Ser o descobridor de uma nova era ou, quem sabe, de um novo tempo.<br /> Na verdade, eu queria mesmo era realizar os meus desejos.<br /> <br /> E assim como em uma brincadeira de crian&ccedil;a, conquistar tudo aquilo que parecia improv&aacute;vel. O trabalho dos sonhos, a fam&iacute;lia perfeita. E porque n&atilde;o viajar pelo espa&ccedil;o?<br /> N&atilde;o cheguei a ser astronauta, n&atilde;o fui bombeiro e muito menos m&eacute;dico, mas experimentei o novo. Comecei do zero, fiz de tudo e tudo de uma forma diferente.<br /> <br /> Servi a aerona&uacute;tica, vendi jornais, verduras e picol&eacute;. Trabalhei como ajudante na constru&ccedil;&atilde;o civil. Fui operador de produ&ccedil;&atilde;o, pintor e at&eacute; artes&atilde;o.<br /> O primeiro grande patrim&ocirc;nio n&atilde;o foi nenhum castelo, vendi muito esterco e metal. Talvez todas essas op&ccedil;&otilde;es n&atilde;o me permitiram enxergar mais longe naquele momento, mas com certeza permitiu-me ter experi&ecirc;ncia. Experimentar minha capacidsade de empreender para viver e estar a frente do tempo em que vivo.<br /> <br /> E voc&ecirc;? Tem sonhado com o qu&ecirc;? Quais os seus planos para chegar l&aacute;?<br /> Ficar parado n&atilde;o vai lhe trazer nenhum resultado inovador. N&atilde;o lamente sua sorte, n&atilde;o tenha vergonha do que faz. O trabalho &eacute; o que transforma voc&ecirc;.<br /> <br /> Posso te dar um conselho?<br /> Sonhe! Experimente! Fa&ccedil;a o novo.<br /> Busque a concretiza&ccedil;&atilde;o dos seus desejos todos os dias.<br /> Escolha fazer o que voc&ecirc; gosta e n&atilde;o apenas o que lhe tr&aacute;s dinheiro. Ele vir&aacute; naturalmente atrav&eacute;s dos seus esfor&ccedil;os. Seja fiel aos seus valores. Fa&ccedil;a com amor e seja o melhor naquilo que faz.<br /> <br /> Lembre-se: Voc&ecirc; &eacute; o &uacute;nico respons&aacute;vel pelo seu destino. Coloque-se sempre em primeiro lugar. Ame o pr&oacute;ximo na mesma propor&ccedil;&atilde;o que se ama.<br /> Somos todos capazes de ser e fazer. N&atilde;o deixe que fa&ccedil;am por voc&ecirc;. Erre. Erre de novo e atrav&eacute;s do erro ganhe experi&ecirc;ncia.<br /> <br /> N&atilde;o seja t&atilde;o duro com voc&ecirc; mesmo e quando tudo parecer dif&iacute;cil, volte a ser uma crian&ccedil;a novamente sem nenhum medo de responder a pergunta:<br /> O que voc&ecirc; quer ser quando crescer?<br /> Pense nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto de Deivison Pedroza.<br /> Em 02.01.2013.<br /> </span><br />

DOUTORAS
17 Mai 20174:39EP 641

DOUTORAS

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>DOUTORAS<br /> <br /> O dia das m&atilde;es foi domingo passado.Mas, porque falarmos das nossas hero&iacute;nas somente no segundo domingo de maio?Afinal, as m&atilde;es, est&atilde;o na luta , 24 horas, 365 dias do ano.<br /> Por isso, &eacute; muito justo que hoje, tamb&eacute;m falemos das m&atilde;es.<br /> <br /> Certo dia, uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista.<br /> Quando lhe perguntaram qual era a sua profiss&atilde;o, ela hesitou. N&atilde;o sabia bem como se classificar.<br /> O funcion&aacute;rio insistiu: O que eu pergunto &eacute; se tem um trabalho.<br /> Claro que tenho um trabalho, exclamou Anne. Sou m&atilde;e.<br /> N&oacute;s n&atilde;o consideramos isso um trabalho. Vou colocar dona de casa, disse o funcion&aacute;rio friamente.<br /> Uma amiga sua, chamada Marta, soube do ocorrido e ficou pensando a respeito por algum tempo.<br /> Num determinado dia, ela se encontrou numa situa&ccedil;&atilde;o id&ecirc;ntica. A pessoa que a atendeu era uma funcion&aacute;ria de carreira, segura, eficiente.<br /> O formul&aacute;rio parecia enorme, intermin&aacute;vel.<br /> A primeira pergunta foi: Qual &eacute; a sua ocupa&ccedil;&atilde;o?<br /> Marta pensou um pouco e sem saber bem como, respondeu:<br /> Sou doutora em desenvolvimento infantil e em rela&ccedil;&otilde;es humanas.<br /> A funcion&aacute;ria fez uma pausa e Marta precisou repetir pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.<br /> Depois de ter anotado tudo, a jovem ousou indagar:<br /> Posso perguntar o que &eacute; que a senhora faz exatamente?<br /> Sem qualquer tra&ccedil;o de agita&ccedil;&atilde;o na voz, com muita calma, Marta explicou:<br /> Desenvolvo um programa a longo prazo, dentro e fora de casa.<br /> Pensando na sua fam&iacute;lia, ela continuou: Sou respons&aacute;vel por uma equipe e j&aacute; recebi quatro projetos. Trabalho em regime de dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva. O grau de exig&ecirc;ncia &eacute; de 14 horas por dia, &agrave;s vezes at&eacute; 24 horas.<br /> &Agrave; medida que ia descrevendo suas responsabilidades, Marta notou o crescente tom de respeito na voz da funcion&aacute;ria, que preencheu todo o formul&aacute;rio com os dados fornecidos.<br /> Quando voltou para casa, Marta foi recebida por sua equipe: uma menina com treze anos, outra com sete e outra com tr&ecirc;s.<br /> Subindo ao andar de cima da casa, ela p&ocirc;de ouvir o seu mais novo projeto, um beb&ecirc; de seis meses, testando uma nova tonalidade de voz.<br /> Feliz, Marta tomou o beb&ecirc; nos bra&ccedil;os e pensou na gl&oacute;ria da maternidade, com suas multiplicadas responsabilidades. E horas intermin&aacute;veis de dedica&ccedil;&atilde;o.<br /> M&atilde;e, onde est&aacute; meu sapato? M&atilde;e, me ajuda a fazer a li&ccedil;&atilde;o? M&atilde;e, o beb&ecirc; n&atilde;o para de chorar. M&atilde;e, voc&ecirc; me busca na escola?<br /> M&atilde;e, voc&ecirc; vai assistir a minha dan&ccedil;a? M&atilde;e, voc&ecirc; compra? M&atilde;e...<br /> Sentada na cama, Marta pensou: Se ela era doutora em desenvolvimento infantil e em rela&ccedil;&otilde;es humanas, o que seriam as av&oacute;s?<br /> E logo descobriu um t&iacute;tulo para elas: Doutoras-s&ecirc;nior em desenvolvimento infantil e em rela&ccedil;&otilde;es humanas.<br /> As bisav&oacute;s, Doutoras executivas s&ecirc;nior.<br /> As tias, Doutoras assistentes.<br /> E todas as mulheres, m&atilde;es, esposas, amigas e companheiras: Doutoras na arte de fazer a vida melhor.<br /> * * *<br /> No mundo em que os t&iacute;tulos s&atilde;o importantes, em que se exige sempre maior especializa&ccedil;&atilde;o, na &aacute;rea profissional, torne-se especialista na arte de amar.<br /> Como excelente mestra, ensine aos seus filhos, atrav&eacute;s do seu exemplo, a insuper&aacute;vel arte de expressar sentimentos.<br /> Ensine a dif&iacute;cil arte de interpreta&ccedil;&atilde;o de choro de beb&ecirc; e de secar l&aacute;grimas de adolescente.<br /> Exemplifique a ren&uacute;ncia, a paci&ecirc;ncia e a diplomacia. E colha, vitoriosa, ao final de cada dia, os louros do seu esfor&ccedil;o, nos abra&ccedil;os dos seus filhos e na espontaneidade de suas manifesta&ccedil;&otilde;es de afeto.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em<br /> texto de autoria ignorada.<br /> Em 9.5.2013.<br /> <br /> </span><br />

SE O AMANHÃ NÃO VIER
16 Mai 20173:17EP 640

SE O AMANHÃ NÃO VIER

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>SE O AMANH&Atilde; N&Atilde;O VIER&nbsp;<br /> <br /> Se eu soubesse que essa seria a ultima vez que eu veria voc&ecirc; dormir <br /> Eu aconchegaria voc&ecirc; mais apertado, <br /> E rogaria ao senhor que protegesse voc&ecirc;.<br /> Se eu soubesse que essa seria a &uacute;ltima vez que veria voc&ecirc; sair pela porta, <br /> Eu abra&ccedil;aria, beijaria voc&ecirc; e a chamaria de volta,<br /> Para abra&ccedil;ar e beijar uma vez mais.<br /> Se eu soubesse que essa seria a &uacute;ltima vez que ouviria sua voz em ora&ccedil;&atilde;o Eu filmaria cada gesto, cada palavra sua, Para que eu pudesse ver e ouvir de novo, dia ap&oacute;s dia.<br /> Se eu soubesse que essa seria a &uacute;ltima vez,<br /> Eu gastaria um minuto extra ou dois, para parar e dizer: EU TE AMO <br /> Ao inv&eacute;s de assumir que voc&ecirc; j&aacute; sabe disso.<br /> Se eu soubesse que essa seria a &uacute;ltima vez, <br /> Eu estaria ao seu lado, partilhando do seu dia, ao inv&eacute;s de pensar: <br /> &ldquo;Bem, tenho certeza que outras oportunidades vir&atilde;o, ent&atilde;o eu posso deixar passar esse dia.&rdquo;<br /> &Eacute; claro que haver&aacute; um amanh&atilde; para se fazer uma revis&atilde;o,<br /> E n&oacute;s ter&iacute;amos uma segunda chance para fazer as coisas de maneira correta.<br /> &Eacute; claro que haver&aacute; outro dia para dizermos um para o outro:<br /> &ldquo;EU TE AMO&rdquo;,<br /> E certamente haver&aacute; uma nova chance de dizermos um para o outro: <br /> &ldquo;Posso te ajudar em alguma coisa?&rdquo;<br /> Mas no caso de eu estar errado, e hoje ser o &uacute;ltimo dia que temos,<br /> Eu gostaria de dizer O QUANTO EU AMO VOC&Ecirc;,<br /> E espero que nunca esque&ccedil;amos disso. <br /> O dia de amanh&atilde; n&atilde;o est&aacute; prometido para ningu&eacute;m, jovem ou velho, <br /> E hoje pode ser sua &uacute;ltima chance de segurar bem apertado, a m&atilde;o da pessoa que voc&ecirc; ama.<br /> Se voc&ecirc; est&aacute; esperando pelo amanh&atilde;, porque n&atilde;o o fazer hoje? <br /> Porque se o amanh&atilde; n&atilde;o vier, voc&ecirc; com certeza se arrepender&aacute; pelo resto de sua vida, <br /> De n&atilde;o ter gasto aquele tempo extra num sorriso, num abra&ccedil;o, num beijo, <br /> Porque voc&ecirc; estava muito ocupado para dar para aquela pessoa, aquilo que acabou sendo o &uacute;ltimo desejo que ela queria.<br /> Ent&atilde;o, abrace seu amado, a sua amada HOJE. <br /> Bem apertado. <br /> Sussurre nos seus ouvidos, dizendo o quanto o ama e o quanto o quer junto de voc&ecirc;. <br /> Gaste um tempo para dizer: <br /> &ldquo;Me desculpe&rdquo;<br /> &ldquo;Por favor&rdquo;<br /> &ldquo;Me perdoe&rdquo;<br /> &ldquo;Obrigado&rdquo;<br /> ou ainda: <br /> &ldquo;N&atilde;o foi nada&rdquo;<br /> &ldquo;Est&aacute; tudo bem&rdquo;<br /> Porque, se o amanh&atilde; jamais chegar, voc&ecirc; n&atilde;o ter&aacute; que se arrepender pelo dia de hoje. <br /> Pois o passado n&atilde;o volta, e o futuro talvez n&atilde;o chegue.<br /> <br /> Texto postado no mural de comunica&ccedil;&atilde;o interna da TAM, pelo marido de uma das aeromo&ccedil;as, um dia ap&oacute;s o acidente do Boeing.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base na carta <br /> de despedida do marido de uma das vitimas do acidente <br /> a&eacute;reo com o avi&atilde;o da Tam em 17 de julho de 2007.<br /> Em 08.4.2014</span><br />

SER TRANSPARENTE
15 Mai 20174:11EP 639

SER TRANSPARENTE

<span style=''font-size: small;''>SER TRANSPARENTE<br /> <br /> &Agrave;s vezes, nos perguntamos por que &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil ser transparente.<br /> Costumamos acreditar que ser transparente &eacute; simplesmente ser sincero e n&atilde;o enganar os outros. No entanto, &eacute; muito mais do que isso.<br /> &Eacute; ter coragem de se expor, de ser fr&aacute;gil, de chorar, de falar do que sentimos. &Eacute; desnudar a alma, deixar cair as m&aacute;scaras e baixar as armas.<br /> &Eacute; destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa do&ccedil;ura aflore, desabroche e transborde.<br /> Infelizmente, quase sempre, a maioria de n&oacute;s decide n&atilde;o correr esse risco. Preferimos a dureza da raz&atilde;o &agrave; leveza que exporia toda a fragilidade humana.<br /> Preferimos o n&oacute; na garganta &agrave;s l&aacute;grimas que brotam da profundeza do nosso ser.<br /> Preferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que n&atilde;o sabemos todas as respostas, que somos fr&aacute;geis, que temos medo.<br /> Por mais doloroso que seja construir uma m&aacute;scara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e de Deus, preferimos manter uma imagem que nos d&ecirc; a sensa&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o.<br /> E vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que n&atilde;o condizem com o nosso verdadeiro eu.<br /> N&atilde;o porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de n&oacute;s mesmos e j&aacute; n&atilde;o sabemos onde est&aacute; nossa brandura, nosso amor mais intenso.<br /> Com o passar dos anos, um vazio escuro nos faz perceber que j&aacute; n&atilde;o sabemos oferecer e nem pedir aos que nos cercam o que de mais precioso temos a compartilhar: a do&ccedil;ura, a compaix&atilde;o e a compreens&atilde;o.<br /> Muitas vezes sofremos e nos sentimos s&oacute;s, imensamente tristes e choramos sozinhos, num sil&ecirc;ncio que nos remete &agrave; saudade de n&oacute;s mesmos.<br /> Saudade daquilo que pulsa e grita dentro de n&oacute;s e que n&atilde;o temos coragem de mostrar &agrave;queles que nos querem bem e que nos amam.<br /> Aprendemos que nos mostrar com transpar&ecirc;ncia &eacute; sinal de fraqueza, &eacute; ser menos do que o outro. Na verdade, se ag&iacute;ssemos deixando que a nossa raz&atilde;o ouvisse o nosso cora&ccedil;&atilde;o, poder&iacute;amos evitar muita dor.<br /> <br /> Ao partilhar as dores com os nossos afetos, tenhamos a certeza que elas ser&atilde;o abrandadas, pois dividir as ang&uacute;stias, medos e afli&ccedil;&otilde;es, as torna menores.<br /> Quando partilharmos as alegrias, estaremos fazendo felizes tamb&eacute;m aqueles a quem estimamos, pois a alegria dos amigos &eacute; nossa tamb&eacute;m.<br /> Expor a nossa fragilidade aos amigos e amores jamais ser&aacute; sinal de fraqueza. <br /> Procuremos, pois, de forma equilibrada, n&atilde;o prender tanto o choro, n&atilde;o conter a demonstra&ccedil;&atilde;o da alegria, n&atilde;o esconder tanto o nosso medo e nossas afli&ccedil;&otilde;es. Enfim, abandonemos essa ideia de desejarmos parecer t&atilde;o invenc&iacute;veis.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> </span><br />

NOVA VISÃO
12 Mai 20173:13EP 638

NOVA VISÃO

<span style=''font-size: small;''>NOVA VIS&Atilde;O<br /> <br /> Era uma manh&atilde; de um dia de semana, desses de c&eacute;u aberto e muito sol. Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho.<br /> Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos &uacute;ltimos lugares, bem ao fundo.<br /> Ali se p&ocirc;s a fazer sua ora&ccedil;&atilde;o cheia de vida.<br /> Ouviu, ent&atilde;o, em meio ao sil&ecirc;ncio, uma voz de algu&eacute;m, cuja presen&ccedil;a n&atilde;o tinha percebido: Escute, venha aqui. Venha ver a rosa.<br /> Ele olhou para os lados, para a frente e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez:<br /> Venha ver a rosa.<br /> Embora sem entender, ele se dirigiu at&eacute; a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa.<br /> Parou e come&ccedil;ou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: Venha ver a rosa.<br /> Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita.<br /> Mas o homem n&atilde;o se conformou e tornou a dizer:<br /> N&atilde;o, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa.<br /> Diante da insist&ecirc;ncia, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com aquele convite?<br /> Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele? Finalmente, venceu as pr&oacute;prias resist&ecirc;ncias, e se sentou ao lado do homem.<br /> Veja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho.<br /> De fato, era um espet&aacute;culo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele &acirc;ngulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-&iacute;ris.<br /> Dali podia-se perceber um raio de sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-&iacute;ris.<br /> E o trabalhador, extasiado, exclamou: &Eacute; a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-&iacute;ris. Mas, se eu n&atilde;o tivesse me sentado onde estou, se n&atilde;o tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espet&aacute;culo t&atilde;o maravilhoso.<br /> * * *<br /> &Eacute; preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso.<br /> O amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocarmos de nosso comodismo, de romper com os rotulos, para ver o diferente e o novo.<br /> H&aacute; uma rosa escondida em toda pessoa, que n&atilde;o estamos sendo capazes de enxergar.<br /> H&aacute; necessidade de sairmos de n&oacute;s mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar inc&ocirc;modo, de deixar de lado as preven&ccedil;&otilde;es, para poder ver as rosas do outro, de um &acirc;ngulo diverso.<br /> Realizemos essa experi&ecirc;ncia, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido especial onde, para n&oacute;s, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores.<br /> Pense nisso e rompa com os preconceitos e r&oacute;tulos.<br /> </span><br />

SEGUIR COM FÉ
11 Mai 20174:32EP 637

SEGUIR COM FÉ

<span style=''font-size: small;''>SEGUIR COM F&Eacute;<br /> <br /> Dia 29 de agosto de 2005. Uma tempestade tropical de escala 5 atinge a costa sudeste dos Estados Unidos da Am&eacute;rica.<br /> <br /> Os ventos do furac&atilde;o, que recebeu o nome de Katrina, atingiram 280 quil&ocirc;metros por hora, e devastaram a hist&oacute;rica cidade de Nova Orleans.<br /> <br /> Mais de um milh&atilde;o de pessoas foram evacuadas. Seiscentas mil casas, na grande maioria de pessoas pobres, foram destru&iacute;das.<br /> <br /> Um dos furac&otilde;es mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos, deixou cerca de mil e trezentos mortos.<br /> <br /> Muitos relatos se misturam ao do senhor J.R., habitante de 65 anos de idade, sem autom&oacute;vel, cart&atilde;o de cr&eacute;dito ou dinheiro poupado.<br /> <br /> Ouvira pelo r&aacute;dio, tr&ecirc;s dias antes, que a tempestade se aproximava, e que a desocupa&ccedil;&atilde;o era fortemente recomendada.<br /> <br /> Mas, sem ter para onde ir, e com a esposa numa cadeira de rodas, a sa&iacute;da era quase imposs&iacute;vel.<br /> <br /> O Sr. J.R. decide permanecer e enfrentar a tempestade, a exemplo do que sempre fizera antes. Com estoque de comida e &aacute;gua, a fam&iacute;lia se sentia preparada.<br /> <br /> Por&eacute;m, na segunda-feira, a ruptura dos diques inundou em poucas horas aquela &aacute;rea, uma das regi&otilde;es mais baixas de Nova Orleans.<br /> <br /> A subida r&aacute;pida da &aacute;gua for&ccedil;ou J.R. a tirar a mulher da cadeira de rodas, mas mesmo seus consider&aacute;veis 1 metro e 90 cent&iacute;metros n&atilde;o foram suficientes para evitar a trag&eacute;dia.<br /> <br /> Escapando de seus bra&ccedil;os, sua amada morre submersa.<br /> * * *<br /> Como seguir adiante depois de acontecimentos como este?<br /> <br /> Como lidar com essas trag&eacute;dias do cotidiano, sem nos deixar esmorecer e desistir?<br /> <br /> Certamente, cada um dever&aacute; encontrar a sua maneira, o seu alicerce, mas possivelmente todos eles passem, mesmo que sem perceber, por um maior: a confian&ccedil;a em Deus.<br /> <br /> N&atilde;o falamos desse deus, com d min&uacute;sculo, que criamos ao longo do tempo, &agrave; nossa imagem e semelhan&ccedil;a.<br /> <br /> N&atilde;o, esse deus est&aacute; desgastado, cansado, e talvez em seus &uacute;ltimos dias...<br /> <br /> Referimo-nos &agrave; Intelig&ecirc;ncia Suprema, o Criador, onipresente, bom e justo.<br /> <br /> Referimo-nos ao Deus das Leis perfeitas, que n&atilde;o se vinga, que n&atilde;o &eacute; tomado pela ira em circunst&acirc;ncia alguma, e que ama todas as Suas criaturas, n&atilde;o preterindo ningu&eacute;m.<br /> <br /> E neste amor supremo, que ainda escapa de nossa compreens&atilde;o, est&atilde;o des&iacute;gnios, experi&ecirc;ncias, ensinamentos que, por vezes, ainda temos dificuldades em entender.<br /> <br /> Esta intelig&ecirc;ncia est&aacute; no controle de tudo. Nada acontece sem que Ele e Suas leis permitam.<br /> <br /> Deus n&atilde;o Se esquece, nada deixa de lado, n&atilde;o privilegia.<br /> <br /> Ele nos d&aacute; o que precisamos neste ou naquele momento, para que continuemos nosso crescimento moral e intelectual rumo &agrave; felicidade.<br /> <br /> Seus des&iacute;gnios, por vezes ainda nos deixam perplexos, mas se dermos a Ele uma chance, uma chance apenas, vislumbraremos suas raz&otilde;es logo adiante.<br /> <br /> Veremos que Ele apenas atendia nossa necessidade &iacute;ntima, como um Pai amoroso que faz sempre o melhor ao filho, mesmo este ainda n&atilde;o compreendendo Suas a&ccedil;&otilde;es.<br /> * * *<br /> Adiante... &Eacute; for&ccedil;oso seguir adiante.<br /> <br /> Estagnados no agora, sem horizonte, perde-se a raz&atilde;o de ir, de continuar.<br /> <br /> N&atilde;o esmore&ccedil;as... D&aacute; mais uma chance &agrave; vida e ver&aacute;s que ela e o Criador te reservam dias melhores...<br /> <br /> Confia... E segue sempre... Adiante...com f&eacute;.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso. <br /> Em 13.09.2012.<br /> </span><br />

IMPACIÊNCIA E IRRITAÇÃO
9 Mai 20173:14EP 636

IMPACIÊNCIA E IRRITAÇÃO

<span style=''font-size: small;''>IMPACI&Ecirc;NCIA E IRRITA&Ccedil;&Atilde;O<br /> <br /> Voc&ecirc; costuma se irritar com facilidade?<br /> Em caso afirmativo, j&aacute; pensou por que isso acontece?<br /> Sem uma reflex&atilde;o mais detida, costumamos dizer que as pessoas s&atilde;o as respons&aacute;veis pela nossa irrita&ccedil;&atilde;o, afinal, elas sempre est&atilde;o onde n&atilde;o deveriam, e na hora errada.<br /> E quando n&atilde;o s&atilde;o as pessoas &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o em si que nos tira do s&eacute;rio.<br /> Por exemplo: se estamos indo para casa ou para o trabalho, sempre tem muita gente na nossa frente, o que ocasiona um terr&iacute;vel congestionamento capaz de nos fazer perder a calma.<br /> Se vamos ao shopping para umas compras r&aacute;pidas, l&aacute; est&atilde;o tamb&eacute;m aquelas pessoas inconvenientes.<br /> Vamos encontr&aacute;-las outra vez nas filas dos bancos, supermercados e at&eacute; no cinema.<br /> Logo, s&atilde;o elas as grandes culpadas pela nossa impaci&ecirc;ncia.<br /> Se, por acaso, voc&ecirc; est&aacute; nessa lista dos que se irritam por causa dos outros ou das situa&ccedil;&otilde;es, pare e pense um pouco sobre o assunto.<br /> Ser&aacute; que s&atilde;o as pessoas que irritam voc&ecirc;, ou &eacute; voc&ecirc; que se permite irritar com as pessoas?<br /> Ser&aacute; que as situa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o irritantes ou voc&ecirc; est&aacute; se deixando levar pelas circunst&acirc;ncias sem se preservar da irrita&ccedil;&atilde;o?<br /> &Eacute; importante, at&eacute; mesmo para a nossa sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, que aprendamos a relevar situa&ccedil;&otilde;es inesperadas.<br /> Quando sa&iacute;mos de casa ou do escrit&oacute;rio, preparemo-nos para enfrentar um tr&acirc;nsito congestionado, se for necess&aacute;rio, sem que isso nos deixe irritados.<br /> Essas e outras tantas situa&ccedil;&otilde;es somente nos far&atilde;o perder a paci&ecirc;ncia se n&oacute;s permitirmos.<br /> E se voc&ecirc; j&aacute; perdeu muitas vezes a paci&ecirc;ncia com situa&ccedil;&otilde;es e pessoas, poder&aacute; responder com conhecimento de causa:<br /> Sua irrita&ccedil;&atilde;o j&aacute; resolveu algum problema? Ou s&oacute; serviu para lhe causar dor de cabe&ccedil;a ou outra indisposi&ccedil;&atilde;o qualquer?<br /> Por tudo isso, vale a pena cultivar a arte de ser paciente, mesmo nas situa&ccedil;&otilde;es mais dif&iacute;ceis e aparentemente imposs&iacute;veis.<br /> * * *<br /> Um dia o homem perguntou ao trabalho:<br /> Qual o elemento mais resistente que voc&ecirc; j&aacute; encontrou?<br /> E o trabalho respondeu: A pedra.<br /> A &aacute;gua, que corria calmamente em derredor, escutou a conversa e, em sil&ecirc;ncio, descobriu um meio de pingar sobre a pedra. Em algum tempo, abriu-lhe grande brecha, atrav&eacute;s da qual podia passar de um lado para outro.<br /> O homem anotou o acontecimento e perguntou para a &aacute;gua qual fora o instrumento que ela utilizara para realizar aquele prod&iacute;gio. A &aacute;gua humilde respondeu simplesmente:<br /> Foi a paci&ecirc;ncia.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com pensamento extra&iacute;do do Boletim Ser em foco, n&ordm; 02/00.<br /> Em 10.06.2012.<br /> </span><br />

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE
8 Mai 20174:10EP 635

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>CONTEMPLA&Ccedil;&Atilde;O DO EXCELENTE<br /> <br /> Atravessamos na Terra, fase de dificuldades sem conta, nas &aacute;reas de cultura geral.<br /> Desconhece-se a estrutura da pr&oacute;pria linguagem que se fala. Usam-se g&iacute;rias ou express&otilde;es chulas que denunciam a pobreza dos falantes relativamente &agrave; forma&ccedil;&atilde;o cultural.<br /> Ignoram-se os fatos hist&oacute;ricos que envolvem a sociedade em que se vive.<br /> Espalham-se infames zombarias, inventam-se lendas sem beleza e sem sentido, refletindo a pouca madureza social.<br /> N&atilde;o se cogita de penetrar as raz&otilde;es desse ou daquele monumento, sentindo-se, tantos, impulsionados pelo instinto destruidor e v&acirc;ndalo, que, incapazes de compreender, por descaso, preferem pichar, destro&ccedil;ar ou poluir de modo dr&aacute;stico, o que encontram pela frente.<br /> O gosto pelas Bibliotecas, pelas salas de arte, por Museus, por Teatros e pela literatura excelente de todos os tempos, tudo tem ficado na retaguarda das prefer&ecirc;ncias.<br /> Os desportos nobres e educativos ainda contam com poucos adeptos.<br /> Temos, ao rev&eacute;s, um quadro enorme dos que procuram os exerc&iacute;cios desportivos excitantes e violentos, que pouco ou nada acrescentam no &acirc;mbito das conquistas do Esp&iacute;rito.<br /> Encontram-se, com maior frequ&ecirc;ncia, muitos que se ajustam a espet&aacute;culos pornogr&aacute;ficos, do palco ou da tela, em franco deboche &agrave; sensibilizante arte.<br /> * * *<br /> Diante de tudo isso, precisamos com urg&ecirc;ncia de educa&ccedil;&atilde;o e de boas refer&ecirc;ncias.<br /> O bom gosto se forma pela contempla&ccedil;&atilde;o do excelente e n&atilde;o do sofr&iacute;vel, dizia Goethe, compreendendo com perfei&ccedil;&atilde;o a constru&ccedil;&atilde;o do aprendizado na alma humana.<br /> Cabe aos pais e aos educadores mostrarem o excelente, preencher os educandos de boas refer&ecirc;ncias desde cedo, se desejarem desenvolver neles uma cultura rica e &uacute;til.<br /> As crian&ccedil;as, os jovens, precisam estar mergulhados num caldo cultural que favore&ccedil;a o desenvolvimento de uma massa cr&iacute;tica, que proporcione a contempla&ccedil;&atilde;o do belo, que os ensine a pensar e a sentir.<br /> As grandes m&iacute;dias est&atilde;o repletas de um verdadeiro lixo cultural, se podemos chamar assim, porque n&oacute;s, a grande maioria, consumimos isso.<br /> Ali&aacute;s, a palavra consumo &eacute; uma das preferidas nos tempos atuais, inclusive invadindo &aacute;reas em que n&atilde;o h&aacute; como se conjugar o verbo consumir, na ess&ecirc;ncia, pois o que n&atilde;o &eacute; material, o que n&atilde;o &eacute; tang&iacute;vel, n&atilde;o se consome.<br /> Na verdadeira arte nada se consome. A arte se contempla, se admira. Ela alimenta a todos quando &eacute; instrumento do belo e do bem e nunca se acaba, pois o que se consome, se finda.<br /> Podemos consumir um CD, um arquivo de MP3, mas nunca uma bela m&uacute;sica.<br /> &Eacute; tempo de retirar as cascas e m&aacute;scaras que criamos atrav&eacute;s de nossos v&iacute;cios morais, e nos permitir enxergar tudo como realmente &eacute;.<br /> O que verdadeiramente importa para mim? N&atilde;o sou um consumidor, sou um ser, e estou aqui para crescer moral e intelectualmente.<br /> Quero aprender com quem j&aacute; esteve aqui, com a Hist&oacute;ria do meu povo, com os grandes, com os mission&aacute;rios, com aqueles que deram a vida para que hoje tivesse o conforto de que desfruto.<br /> Estou aqui para me tornar mais s&aacute;bio, n&atilde;o o s&aacute;bio de Biblioteca apenas, mas o que tem condi&ccedil;&otilde;es de aplicar em sua vida tudo aquilo que aprende, que faz de seu conhecimento uma mola propulsora para que possa amar mais e melhor.<br /> Cultura e amor. Eis o que precisamos com urg&ecirc;ncia.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Juventude e cultura, <br /> do livro C&acirc;ntico da juventude, pelo Esp&iacute;rito Ivan de Albuquerque, <br /> psicografia de Jos&eacute; Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> Em 31.3.2015<br /> </span><br />

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