Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3050 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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TATO DE PAIS
27 Mai 20173:38EP 650

TATO DE PAIS

<span style=''font-size: small;''>TATO DE PAIS<br /> <br /> Um menino, com um breve poeminha &agrave; m&atilde;o, entrou correndo pela porta do quarto dos pais, ansioso para que o lessem.<br /> Encontrou os pais numa discuss&atilde;o acirrada a respeito de um tema que desconhecia.<br /> &Agrave; maneira que s&oacute; as crian&ccedil;as conseguem fazer, ficou ali, ao lado, quase invis&iacute;vel, tentando ser escutado.<br /> Pai, m&atilde;e, olha o que escrevi!<br /> Repetiu esse acalanto algumas vezes, falando cada vez mais alto, tornando a balb&uacute;rdia no aposento quase insuport&aacute;vel.<br /> Ningu&eacute;m se entendia e todos queriam ser ouvidos.<br /> Repentinamente, o pai, j&aacute; sem paci&ecirc;ncia, tomou a folha de papel das m&atilde;os do filho, amassou com for&ccedil;a e disse: J&aacute; n&atilde;o expliquei que agora n&atilde;o posso!?<br /> Atirou o papelote na lixeira mais pr&oacute;xima, o que deixou o filho sem ch&atilde;o e repleto de l&aacute;grimas.<br /> Mais tarde, a m&atilde;e, que n&atilde;o havia ficado satisfeita com a cena presenciada e se enchia de compaix&atilde;o, procurou o menino.<br /> Ela carregava na m&atilde;o esquerda uma folha de papel enrugada. Tinha a express&atilde;o emocionada e condo&iacute;da.<br /> Filho... Foi voc&ecirc; quemescreveu este poema?<br /> O menino, que ainda estava cabisbaixo, apenas acenou com a cabe&ccedil;a que sim.<br /> Que coisa mais linda! Voc&ecirc; &eacute; um poeta, meu filho! Voc&ecirc; &eacute; um poeta! &ndash;E abra&ccedil;ou, carinhosamente, a crian&ccedil;a.<br /> A partir daquele dia, diz a hist&oacute;ria desse menino, ele resolveu definitivamente ser poeta.<br /> O relato &eacute; do pr&oacute;prio autor que conta que, se n&atilde;o fosse pela destreza e tato de sua m&atilde;e, possivelmente n&atilde;o se dedicaria &agrave; poesia.<br /> Assim, gra&ccedil;as &agrave; sensibilidade daquela mulher, o mundo p&ocirc;de conhecer a arte e inspira&ccedil;&atilde;o de Pablo Neruda.<br /> * * *<br /> O tato &eacute; essa capacidade que temos, ou n&atilde;o, de lidar com situa&ccedil;&otilde;es delicadas.<br /> Saber dizer as coisas certas na hora certa. Saber calar. Saber abra&ccedil;ar e chorar junto.<br /> Para se ter tato faz-se necess&aacute;rio desenvolver a empatia, essa capacidade sublime de colocar-se no sentimento do outro.<br /> O amor tamb&eacute;m faz parte da conquista do tato, pois tudo aquilo que &eacute; dito com carinho, tem muito mais chance de ser bem recebido pelo outro.<br /> Ficamos a pensar quantos Neruda deixamos de conhecer no mundo, pela simples falta de tato de pais e educadores, que n&atilde;o promoveram o incentivo necess&aacute;rio ou que simplesmente abafaram, silenciaram talentos t&atilde;o importantes.<br /> Assim, olhemos nossas crian&ccedil;as com aten&ccedil;&atilde;o. Operemos sempre com muito tato, psicologia, em tudo que fa&ccedil;amos, falemos ou deixemos de falar a eles.<br /> Nem sempre ser&atilde;o grandes talentos ou g&ecirc;nios.<br /> Por&eacute;m, um incentivo aqui, um elogio ali s&atilde;o os respons&aacute;veis primeiros pela forma&ccedil;&atilde;o de uma boa autoestima.<br /> Tratemos o lar como a terra que necessita estar sempre f&eacute;rtil, preparada para receber as mudas da filia&ccedil;&atilde;o bendita, que Deus nos d&aacute; como presente e responsabilidade.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 24.09.2012.</span><br />

COMBATENDO O PRECONCEITO
26 Mai 20173:29EP 649

COMBATENDO O PRECONCEITO

<span style=''font-size: small;''>COMBATENDO O PRECONCEITO<br /> <br /> Quando Gandhi trabalhava pela independ&ecirc;ncia da &Iacute;ndia, empenhou-se tamb&eacute;m em combater uma quest&atilde;o interna: o preconceito de castas.<br /> <br /> Tradi&ccedil;&atilde;o milenar que divide a sociedade indiana em religiosos, guerreiros, agricultores, comerciantes e servos, as castas at&eacute; hoje persistem.<br /> <br /> Na base da pir&acirc;mide social, uma categoria desprezada: os p&aacute;rias.<br /> <br /> Sem casta, os p&aacute;rias s&atilde;o considerados impuros e acredita-se que quem os toca fica impuro tamb&eacute;m. Por isso s&atilde;o chamados intoc&aacute;veis.<br /> <br /> Mas Gandhi, ao estudar profundamente os ensinos de Krishna, aprendeu que Deus n&atilde;o faz diferen&ccedil;a entre Seus filhos.<br /> <br /> Ele compreendeu que o sistema de castas havia sido modificado pelos homens, que o usaram para fins de domina&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e social.<br /> <br /> E foi assim que Gandhi passou a combater o preconceito contra os p&aacute;rias, que ele chamava harijans, palavra que significa filhos de Deus.<br /> <br /> Estava certo Gandhi. <br /> Os preconceitos que carregamos s&atilde;o parte de um contexto social e cultural que devemos combater.<br /> <br /> &Agrave; medida que a Humanidade progride, os preconceitos v&atilde;o perdendo espa&ccedil;o.<br /> <br /> A ci&ecirc;ncia vai demonstrando que certas teorias n&atilde;o t&ecirc;m validade e aos poucos vamos expurgando pr&aacute;ticas vergonhosas.<br /> <br /> Vejamos, por exemplo, o preconceito racial. Ele &eacute; decorrente de uma vis&atilde;o que data da &eacute;poca da coloniza&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Os europeus se achavam superiores aos povos ind&iacute;genas ou africanos. &Eacute; uma tese absurda que o tempo se encarregou de derrubar.<br /> <br /> Sim, pois quando se ofereceu oportunidade, negros e &iacute;ndios mostraram tanta capacidade intelecto-moral quanto os demais.<br /> <br /> Nunca &eacute; demais lembrar que &ndash; mesmo na &eacute;poca do mais rigoroso preconceito racial no Brasil &ndash; houve quem triunfasse.<br /> <br /> &Eacute; o caso do maior escritor brasileiro de todos os tempos: Machado de Assis.<br /> <br /> Filho de uma ex escrava, que trabalhava como lavadeira, ele trabalhava durante o dia e estudava &agrave; noite, sob a luz de um lampi&atilde;o.<br /> <br /> Demonstrou que o talento e o esfor&ccedil;o vencem o preconceito, por mais forte que seja.<br /> <br /> Hoje, por mais que se combata o preconceito, muitas vezes ele ainda aparece inesperadamente.<br /> <br /> &Eacute; porque estava apenas oculto, escondido sob o verniz social.<br /> <br /> &Eacute; assim na quest&atilde;o dos homossexuais. Os preconceitos contra eles se manifestam de forma agressiva.<br /> <br /> Eles s&atilde;o ridicularizados, alvo de piadas e at&eacute; de viol&ecirc;ncia. Muitos s&atilde;o espancados e assassinados.<br /> <br /> <br /> Ser&aacute; que j&aacute; conseguimos ver todos os demais seres humanos como irm&atilde;os que tamb&eacute;m amam, sofrem e querem ser felizes?<br /> <br /> Ser&aacute; que ainda &eacute; preciso ter uma data, pra se conscientizar do quanto o preconceito &eacute; sinal de barbarismo e ignor&acirc;ncia? <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso- com base no livro<br /> Momento Esp&iacute;rita, v. 7, ed. Fep.<br /> Em 19.05.2008.</span><br />

AINDA O AMOR
25 Mai 20172:55EP 648

AINDA O AMOR

<span style=''font-size: small;''>AINDA O AMOR<br /> <br /> Nos dias que vivemos, muito se ouve falar a respeito do amor. Suspiram os jovens por sua chegada, idealizando cores suaves e delicados tons.<br /> Alguns o confundem com as paix&otilde;es violentas e degradantes e, por isso mesmo, afirmam que o amor acaba.<br /> Entretanto, o amor j&aacute; foi definido como o mais sublime dos sentimentos. Reveste-se de tranquilidade e confere paz a quem o vivencia.<br /> N&atilde;o &eacute; produto de momentos, mas constru&ccedil;&atilde;o laboriosa e paciente de dias que se multiplicam na escalada do tempo.<br /> Narra o famoso escritor ingl&ecirc;s Charles Dickens que dois rec&eacute;m-casados viviam modestamente. Dividiam as dificuldades e sustentavam-se na afei&ccedil;&atilde;o pura e profunda que devotavam um ao outro.<br /> N&atilde;o possu&iacute;am sen&atilde;o o indispens&aacute;vel, mas cada um era portador de uma heran&ccedil;a particular.<br /> O jovem recebera como legado de fam&iacute;lia um rel&oacute;gio de bolso, que guardava com zelo. Na verdade n&atilde;o podia utiliz&aacute;-lo por n&atilde;o ter uma corrente apropriada.<br /> A esposa recebera da pr&oacute;pria natureza uma heran&ccedil;a maravilhosa: uma linda cabeleira. Cabelos longos, sedosos, fartos, que encantavam.<br /> Mantinha-os sempre soltos, embora seu desejo fosse adquirir um grande e lindo pente que vira em uma vitrina, em certa oportunidade, para os prender no alto da cabe&ccedil;a, deixando que as mechas, caprichosas, bailassem at&eacute; os ombros.<br /> Transcorria o tempo e ambos acalentavam o seu desejo, sem ousar expor ao outro, desde que o dinheiro que entrava era todo direcionado para as necessidades b&aacute;sicas.<br /> Em certa noite de Natal, estando ambos face a face, cada um estendeu ao outro, quase que ao mesmo tempo, um delicado embrulho.<br /> Ela insistiu e ele abriu o seu primeiro. Um estranho sorriso bailou nos l&aacute;bios do jovem. A esposa acabara de lhe dar a corrente para o rel&oacute;gio.<br /> Segurando a preciosidade entre os dedos, foi a vez dele pedir a ela que abrisse o pacote que ele lhe dera.<br /> Tr&ecirc;mula e emocionada, a esposa logo deteve em suas m&atilde;os o enorme pente para prender os seus cabelos, enquanto l&aacute;grimas significativas lhe rolavam pelas faces.<br /> Olharam-se ambos e, profundamente emocionados descobriram que ele vendera o rel&oacute;gio para comprar o pente e ela vendera os cabelos para comprar a corrente do rel&oacute;gio.<br /> Ante a surpresa, deram-se conta do quanto se amavam.<br /> * * *<br /> O amor n&atilde;o &eacute; somente um meio, &eacute; o fim essencial da vida.<br /> Toda express&atilde;o de afeto propicia a renova&ccedil;&atilde;o do entusiasmo, da qualidade de vida, de metas felizes em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro.<br /> * * *<br /> O amor tem a capacidade de estimular o organismo e de lhe oferecer rea&ccedil;&otilde;es imunol&oacute;gicas, que proporcionam resist&ecirc;ncia para as c&eacute;lulas, que assim combatem as enfermidades invasoras.<br /> O amor levanta as energias alquebradas e &eacute; essencial para a preserva&ccedil;&atilde;o da vida.<br /> Eis porque ningu&eacute;m consegue viver sem amor, em maior ou menor express&atilde;o.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base em conto de Charles Dickens, e no cap. 13 <br /> do livro Momentos Enriquecedores, de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 08.12.2015.</span><br />

MENTE E SINTONIA
24 Mai 20174:16EP 647

MENTE E SINTONIA

<span style=''font-size: small;''>MENTE E SINTONIA<br /> <br /> &Eacute; creditado ao italiano Guilherme Marconi o uso das ondas eletromagn&eacute;ticas para transmitir informa&ccedil;&otilde;es a longas dist&acirc;ncias.<br /> No final do S&eacute;culo XIX, Marconi inicia seus experimentos, que dar&atilde;o origem ao tel&eacute;grafo e, posteriormente, ao r&aacute;dio.<br /> Gra&ccedil;as a isso, as dist&acirc;ncias passam a ser menores, e a comunica&ccedil;&atilde;o intensifica-se.<br /> Marconi partiu de um princ&iacute;pio da F&iacute;sica, segundo o qual ao se emitir ondas com determinada frequ&ecirc;ncia, essas se propagam no espa&ccedil;o, podendo ser captadas por outro aparelho sintonizado na mesma frequ&ecirc;ncia.<br /> Hoje, os experimentos de Marconi pertencem &agrave; Hist&oacute;ria e seus equipamentos s&atilde;o pe&ccedil;as de museu, frente a toda a tecnologia desenvolvida desde ent&atilde;o.<br /> Por&eacute;m, ainda podemos tecer valiosas reflex&otilde;es a respeito desses seus estudos e descobertas.<br /> Nossa mente atua, sempre, como uma grande usina geradora de ondas, com frequ&ecirc;ncias peculiares.<br /> A natureza do nosso pensar e sentir gera a qualidade da emiss&atilde;o, daquilo que emitimos e exteriorizamos em forma de pensamento.<br /> Como as ondas de r&aacute;dio, invis&iacute;veis e impercept&iacute;veis para n&oacute;s, assim s&atilde;o nossos pensamentos.<br /> N&atilde;o percebemos de imediato e nem visualizamos o que emitimos, mas nosso pensar est&aacute; sempre gerando o ambiente, a psicosfera em torno de n&oacute;s mesmos.<br /> Assim &eacute; que pessoas otimistas vivem em uma frequ&ecirc;ncia, em uma ambi&ecirc;ncia mais salutar do que as pessoas pessimistas.<br /> Algu&eacute;m sempre amoroso, carinhoso, compreensivo, ter&aacute; em torno de si as qualidades relativas &agrave; natureza desses sentimentos.<br /> Por sua vez, quem seja amargo, intolerante, impaciente gerar&aacute;, para sua pr&oacute;pria viv&ecirc;ncia, um ambiente mais tormentoso e dif&iacute;cil.<br /> Assim, cuidar dos pensamentos &eacute; tarefa de urgente necessidade, mas, muitas vezes relegada, quando n&atilde;o esquecida ou desconhecida.<br /> Somos o resultado do que pensamos, sentimos e agimos, direta e indiretamente.<br /> Portanto, ser&aacute; sempre mais proveitoso buscarmos a reflex&atilde;o otimista ao pensamento pessimista, a an&aacute;lise compreensiva ao julgamento cr&iacute;tico, o bem pensar ao julgamento severo.<br /> N&atilde;o &eacute; alienar-se do mundo, ou v&ecirc;-lo de maneira ing&ecirc;nua ou parcial.<br /> &Eacute; a op&ccedil;&atilde;o por viver no mundo, enfrentando seus desafios e lutas, com ferramentas diferentes, que ser&atilde;o mais valiosas e eficazes, nos proporcionando, ademais, sa&uacute;de e bem-estar.<br /> Dessa forma, vigiar nosso pensar no dia a dia, ser&aacute; sempre a&ccedil;&atilde;o ben&eacute;fica para n&oacute;s mesmos.<br /> Ao optarmos pela vigil&acirc;ncia da nossa casa mental, nos proporcionamos a oportunidade de abandonar o medo, a inseguran&ccedil;a, as ang&uacute;stias. E abra&ccedil;armos o bem, o bom e a confian&ccedil;a em Deus.<br /> Atentemos para a recomenda&ccedil;&atilde;o de Jesus de orarmos e vigiarmos, entendendo que o Amigo Divino nos convida a vigiarmos nosso pensar e a utilizarmos a ora&ccedil;&atilde;o como ferramenta de apoio e reestrutura&ccedil;&atilde;o mental.<br /> * * *<br /> O pensamento &eacute; for&ccedil;a vital gravitando no Universo. Fonte poderosa, pode verter luz pacificadora ou se transformar em cachoeira destruidora.<br /> Pensemos nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 8.12.2012.<br /> <br /> </span><br />

HAVERÁ SEMPRE UM AMANHÃ
23 Mai 20172:52EP 646

HAVERÁ SEMPRE UM AMANHÃ

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>HAVER&Aacute; SEMPRE UM AMANH&Atilde;<br /> <br /> Por mais que os abismos sejam fundos,<br /> sobre eles sempre haver&aacute; um firmamento;<br /> n&atilde;o te desorientes se muitos s&atilde;o os gritos:<br /> um dia far-se-&aacute; de novo sil&ecirc;ncio <br /> e conseguir&aacute;s refletir melhor; <br /> tamb&eacute;m n&atilde;o te afoites se o sil&ecirc;ncio perdura; <br /> quando chegar sua vez, <br /> a palavras surgir&atilde;o de novo <br /> e entender&aacute;s a mensagem que te trar&atilde;o...<br /> N&atilde;o temas a escurid&atilde;o <br /> que se faz quando passam nuvens de corvos,<br /> eles ter&atilde;o de sair do c&eacute;u <br /> ou ter&atilde;o de descer &agrave; terra <br /> e o sol voltar&aacute; radioso a brilhar...<br /> N&atilde;o penses que a mentira dominar&aacute; de todo:<br /> ela mentir&aacute; at&eacute; mesmo sobre si pr&oacute;pria, <br /> e seu descr&eacute;dito tornar&aacute; indispens&aacute;vel <br /> que a verdade volte a ser reconhecida...<br /> Nenhuma escurid&atilde;o, por mais densa que seja,<br /> conseguir&aacute; apagar a luz do vaga-lume; <br /> n&atilde;o te entriste&ccedil;as se sentes frio: <br /> sempre encontrar&aacute;s a m&atilde;o amiga <br /> na qual aquecer&aacute;s as tuas <br /> que, assim, n&atilde;o se enregelar&atilde;o...<br /> N&atilde;o receies o tropel dos animais:<br /> um dia, e n&atilde;o est&aacute; longe este dia,<br /> ouvir&aacute;s de novo a maciez <br /> de p&eacute;s descal&ccedil;os pisando sobre a relva...<br /> A chuva voltar&aacute; a cair <br /> e o verde voltar&aacute; ser verde, <br /> por isto tua sede ser&aacute; aplacada um dia,<br /> podes esper&aacute;-lo confiante...<br /> N&atilde;o temas sequer a morte: <br /> ainda n&atilde;o se descobriu um cemit&eacute;rio de almas,<br /> j&aacute; que estas vivem para sempre...<br /> N&atilde;o penses que o infinito n&atilde;o te fale: <br /> talvez ele esteja atento a ouvir-te <br /> e n&atilde;o queira perder uma s&oacute; de tuas palavras...<br /> N&atilde;o penses que est&aacute;s irremediavelmente condenado:<br /> o perd&atilde;o existe exatamente para quem erra, <br /> mas que deseja voltar ao caminho, <br /> Se teus p&eacute;s fraquejam, <br /> busca quem te auxilie: <br /> reconfortado, um dia chegar&aacute; a tua vez de auxiliar...<br /> N&atilde;o chores de amargura <br /> se o dia de hoje &eacute; tenso, incerto, amargo:<br /> Haver&aacute; sempre, sempre um amanh&atilde;...o conv&eacute;m, fazendo delas uma almofada para o os nossos cora&ccedil;&otilde;es.<br /> Nelas, voc&ecirc; e eu descansamos.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 02.8.2015.<br /> </span><br />

A VIDA DEPOIS DO CINQUENTA
22 Mai 20173:22EP 645

A VIDA DEPOIS DO CINQUENTA

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>A VIDA DEPOIS DO 50<br /> <br /> Quando ultrapassamos a barreira dos 50 anos, se tem a consci&ecirc;ncia que indubitavelmente, temos mais passado que futuro. Mas que isso n&atilde;o se transforme em neurose desfreada, ou pelo menos, que essa neurose seja trat&aacute;vel.<br /> Completar 50 anos de vida &eacute; um privil&eacute;gio.<br /> Ao chegarmos nesta idade &eacute; certo que perdemos algumas coisas, mas ganhamos outras tantas.<br /> Perdemos cabelos; ganhamos discernimento e nos tornamos mais condescendentes com os outros.<br /> Perdemos massa muscular; ganhamos vitalidade emocional.<br /> Perdemos um pouco da vis&atilde;o f&iacute;sica; e adquirimos uma vis&atilde;o mais clara do que realmente &eacute; importante na vida.<br /> A partir dos 50 anos de idade, ganhamos alguns quilos, e perdemos a vergonha de dizer &ldquo;eu te amo&rdquo;.<br /> Ao passar dos anos, ganhamos, perdemos, descartamos, e depois do cinquenta, nos reciclamos.<br /> Fazendo um balan&ccedil;o geral e minucioso, chegamos &agrave; conclus&atilde;o que perder ou ganhar, n&atilde;o &eacute; o cerne da quest&atilde;o. O que de fato importa, &eacute; o que podemos passar de bom para os nossos filhos, amigos e a todos os companheiros de jornada.<br /> Que possamos cantar a can&ccedil;&atilde;o da esperan&ccedil;a, a palavra que enleva e consola. E quando n&atilde;o temos a palavra certa, que o nosso silencio se torne verbo de solidariedade para com a dor dos nossos semelhantes.<br /> &Eacute; preciso tocar mais a harpa da ternura, e menos o tambor da guerra.<br /> Que culpemos menos as pessoas pelas nossas dores, e que compartilhemos mais as nossas alegrias.<br /> Que sejamos mais gratos pelo amor que recebemos, e menos rancorosos pelas maledic&ecirc;ncias recebidas.<br /> Sim, ao longo dos 50 anos acumulamos tristezas, magoas, raiva e decep&ccedil;&otilde;es. Mas, &eacute; preciso enfrentar os nossos dem&ocirc;nios para crescer e encarar a vida como ela &eacute;. E que, de nada adiantar&aacute; se jogar nos cantos e lamentar. O jeito &eacute; tentar ser feliz e escrever uma nova hist&oacute;ria da nossa vida. As prova&ccedil;&otilde;es nos amadurecem e acabamos por enxergar algo de bom...de positivo, que estava escondido. A cada dia uma nova experi&ecirc;ncia, uma nova hist&oacute;ria, sempre foi assim e sempre ser&aacute;.<br /> Enfim, que tenhamos os anos de vida que precisamos. Por&eacute;m, sempre com m&uacute;sica no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Que os cinquenta anos de vida sejam de uma feliz idade... e que tenhamos os anos de vida que precisamos.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nas experi&ecirc;ncias do <br /> Autor deste texto. <br /> Em 11.05.2017.<br /> </span><br />

UMA GRANDE COVARDIA
20 Mai 20173:28EP 644

UMA GRANDE COVARDIA

<span style=''font-size: small;''>UMA GRANDE COVARDIA<br /> <br /> O h&aacute;bito da maledic&ecirc;ncia &eacute; bastante arraigado em nossa sociedade.<br /> Chega a constituir exce&ccedil;&atilde;o uma criatura que jamais tece coment&aacute;rios maldosos sobre seus semelhantes.<br /> Mesmo amigos, n&atilde;o raro, se permitem criticar os ausentes.<br /> Quase todos os homens possuem fissuras morais.<br /> Seria sinal de pouca intelig&ecirc;ncia n&atilde;o perceber essa realidade.<br /> N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel ver o bem onde ele n&atilde;o existe.<br /> Tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; conveniente ser incapaz de perceber v&iacute;cios e mazelas que realmente existam.<br /> Mas h&aacute; uma consider&aacute;vel dist&acirc;ncia entre identificar um problema e divulg&aacute;-lo.<br /> Encontrar prazer em denegrir o pr&oacute;ximo constitui ind&iacute;cio de grande mesquinharia.<br /> Esse g&ecirc;nero de coment&aacute;rio &eacute; ainda mais conden&aacute;vel por ser feito de forma trai&ccedil;oeira.<br /> Freq&uuml;entemente quem critica o vizinho n&atilde;o tem coragem de faz&ecirc;-lo frente-a-frente.<br /> &Eacute; uma grande covardia sorrir e demonstrar apre&ccedil;o por algu&eacute;m e critic&aacute;-lo pelas costas.<br /> Antes de tecer um coment&aacute;rio, &eacute; preciso ter certeza de que ele traduz uma verdade.<br /> Sendo verdadeiro um fato, torna-se necess&aacute;rio verificar se h&aacute; alguma utilidade em divulg&aacute;-lo. <br /> A &uacute;nica justificativa para apontar as mazelas alheias &eacute; a preven&ccedil;&atilde;o de um mal relevante.<br /> Se o problema apresentado por uma criatura apenas a ela prejudica, o sil&ecirc;ncio &eacute; a &uacute;nica atitude digna.<br /> Assim, antes de abrir a boca para denegrir a reputa&ccedil;&atilde;o de algu&eacute;m, certifique-se da veracidade dos fatos.<br /> Sendo ver&iacute;dica a ocorr&ecirc;ncia, analise qual o seu m&oacute;vel.<br /> Reflita se seu agir visa evitar um mal consider&aacute;vel, ou &eacute; apenas prazer de maldizer. Na segunda hip&oacute;tese, &eacute; melhor calar-se.<br /> &Eacute; relevante tamb&eacute;m indagar se voc&ecirc; tem coragem de comentar a ocorr&ecirc;ncia na frente da pessoa criticada.<br /> Se o fizer, dar&aacute; oportunidade para defesa.<br /> Certamente a pessoa, objeto do coment&aacute;rio, possui a pr&oacute;pria vers&atilde;o dos fatos.<br /> Por todas essas raz&otilde;es, e outras tantas, jamais seja covarde.<br /> A covardia &eacute; uma caracter&iacute;stica muito baixa e lament&aacute;vel.<br /> O fraco sempre escolhe v&iacute;timas que n&atilde;o podem oferecer defesa.<br /> Agride de prefer&ecirc;ncia as pessoas fr&aacute;geis.<br /> Quando n&atilde;o tem coragem para atacar diretamente, utiliza subterf&uacute;gios.<br /> Enlameia a honra alheia, faz cal&uacute;nias, espalha insinua&ccedil;&otilde;es maldosas aos quatro ventos.<br /> Analise seu proceder e verifique se, por leviandade, &agrave;s vezes voc&ecirc; n&atilde;o age de forma maldosa e covarde.<br /> Pense nos preju&iacute;zos que suas palavras podem causar na vida dos outros.<br /> Imagine se fosse voc&ecirc; a v&iacute;tima do coment&aacute;rio ferino.<br /> &Eacute; preciso eliminar o h&aacute;bito da maledic&ecirc;ncia.<br /> Trata-se de um comportamento eivado de covardia.<br /> E sem d&uacute;vida o seu ideal de vida n&atilde;o &eacute; ser um covarde.<br /> Pense nisso!<br /> <br /> Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso. <br /> Baseado em um artigo da Federa&ccedil;&atilde;o Esp&iacute;rita do Paran&aacute;.<br /> 06.07.2012<br /> </span><br />

PESOS E MEDIDAS
19 Mai 20173:47EP 643

PESOS E MEDIDAS

<span style=''font-size: small;''>PESOS E MEDIDAS<br /> <br /> Segundo os dicion&aacute;rios, justi&ccedil;a quer dizer conformidade com o direito. Virtude de dar a cada um o que &eacute; seu.<br /> Todavia, n&oacute;s que, tantas vezes, temos cobrado da Divindade que sacie a nossa sede de justi&ccedil;a, se analisarmos profundamente, n&atilde;o estamos verdadeiramente com sede de justi&ccedil;a, no real sentido do termo.<br /> No conv&iacute;vio di&aacute;rio, muitas vezes nos surpreendemos agindo de forma injusta.<br /> O trato com as pessoas que nos rodeiam &eacute; diferenciado conforme a posi&ccedil;&atilde;o social ou financeira, de subalternidade ou de autoridade, de que cada uma esteja investida.<br /> Se nos dirigimos &agrave; servi&ccedil;al que faz a faxina, por exemplo, falamos de determinada forma, num tom de voz e aten&ccedil;&atilde;o distinto do que empregamos para falar com pessoas que ocupam cargos que, a nosso ver, s&atilde;o mais importantes.<br /> Se a pessoa que nos procura est&aacute; vestida com trajes elegantes, mesmo que n&atilde;o saibamos de quem se trate, a nossa defer&ecirc;ncia &eacute; imediata.<br /> Mas, se est&aacute; envolta de farrapos, bem diferente &eacute; a nossa aten&ccedil;&atilde;o.<br /> Outro exemplo, &eacute; quando nosso ve&iacute;culo come&ccedil;a a demonstrar sinais de que em breve ter&aacute; o motor fundido. Qual a primeira id&eacute;ia que nos vem &agrave; mente?<br /> Se f&ocirc;ssemos pessoas justas, certamente far&iacute;amos uma boa revis&atilde;o reparando os danos e, ao ofert&aacute;-lo a algu&eacute;m, no caso de venda, falar&iacute;amos a verdade ao comprador.<br /> Mas o que normalmente ocorre &eacute; a id&eacute;ia de pass&aacute;-lo adiante o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel. E quem compr&aacute;-lo que fique com o preju&iacute;zo. E pensamos:&rdquo; me dei bem, sou muito esperto.&rdquo;<br /> Mas nos achamos pessoas justas.<br /> Se o inverso acontece conosco, imediatamente nos indignamos diante do que chamamos uma grande desonestidade. Como p&ocirc;de algu&eacute;m nos vender um ve&iacute;culo prestes a fundir o motor? Que injusti&ccedil;a!<br /> Se observamos os governantes corruptos a tirar vantagens pessoais com os recursos p&uacute;blicos, imediatamente levantamos a voz para criticar e exigir justi&ccedil;a.<br /> Mas, quantos de n&oacute;s compramos atestados falsos para ludibriar o patr&atilde;o e receber o sal&aacute;rio integral?<br /> No transito estacionamos em fila dupla, pouco nos importando se estamos atrapalhando o bom andamento do j&aacute; confuso transito.<br /> Usamos, nos v&aacute;rios momentos, dois pesos e duas medidas. E como nos conhecemos, sabemos porque agimos dessa maneira. Sabemos quais s&atilde;o as nossas verdadeiras inten&ccedil;&otilde;es.<br /> Assim, podemos nos perguntar: Ser&aacute; que temos mesmo sede de justi&ccedil;a? Ou ser&aacute; que nos pesos e medidas s&oacute; temos pensado em n&oacute;s mesmos?<br /> A justi&ccedil;a Divina &eacute; real e se cumprir&aacute; quando efetivamente tivermos sede de justi&ccedil;a, usando um &uacute;nico peso e uma &uacute;nica medida, com imparcialidade.<br /> * * *<br /> Os Mestres superiores nos ensinam que, caso tenhamos d&uacute;vidas quanto ao procedimento que devamos adotar com algu&eacute;m, que nos coloquemos no lugar desse algu&eacute;m e fa&ccedil;amos exatamente o que desejar&iacute;amos que nos fosse feito.<br /> Dessa forma, jamais nos equivocaremos, uma vez que todos queremos o melhor para n&oacute;s mesmos.<br /> Pensemos nisso!<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 18.06.2012<br /> </span><br />

Nada tocando
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