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PODCAST · 3050 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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VÁ AO OESTE
18 Jul 20173:45EP 682

VÁ AO OESTE

<strong>&nbsp;V&aacute; ao Oeste</strong><br /> <br /> Durante o s&eacute;culo XV, os desbravadores dos mares passaram por muitas empreitadas dif&iacute;ceis. Eles estavam em busca de novas terras. Colombo descobriu a Am&eacute;rica do Norte, em 1492 e Cabral, o Brasil, em 1500.<br /> Descobriram essas terras ao Oeste de onde residiam, a milhas e milhas de dist&acirc;ncia.<br /> Tempos depois, houve outras empreitadas. Os americanos buscaram novas terras, mais ao Oeste de onde estavam. Afinal, Colombo ficou apenas no descobrimento da parte leste do continente americano, e assim tamb&eacute;m foi com Cabral.<br /> No Brasil, a incumb&ecirc;ncia de ir em busca do Oeste do territ&oacute;rio coube aos bandeirantes.<br /> Em nenhum momento essas empreitadas foram f&aacute;ceis. Muitas pessoas sucumbiram diante desse desafio. A conquista das novas terras ao Oeste foi um marco de supera&ccedil;&atilde;o da Hist&oacute;ria humana.<br /> Procuremos nos imaginar como os esportistas. Todos eles buscam a sua supera&ccedil;&atilde;o. No in&iacute;cio, sofrem muitas derrotas, s&atilde;o quedas in&uacute;meras e muitas frustra&ccedil;&otilde;es, mas, em seguida, conseguem alcan&ccedil;ar o seu Oeste.<br /> &Eacute; o alpinista chegando ao cume de uma montanha, o surfista pegando uma onda perfeita, o paraquedista executando com maestria suas manobras. Esses s&atilde;o apenas alguns exemplos de supera&ccedil;&atilde;o desses atletas.<br /> Para chegar a isso, com certeza, muito trabalho, dedica&ccedil;&atilde;o, persist&ecirc;ncia e outros adjetivos foram necess&aacute;rios para que a meta tra&ccedil;ada por eles fosse alcan&ccedil;ada. Eles conseguiram conquistar o seu Oeste.<br /> Um Oeste que n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil de ser alcan&ccedil;ado, mas tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel.<br /> E para n&oacute;s, onde est&aacute; o nosso Oeste? Temos um a buscar?<br /> Seria a busca de um melhor sal&aacute;rio? De uma fam&iacute;lia perfeita? De amigos e familiares compreensivos e cooperativos ao m&aacute;ximo?<br /> Nosso Oeste est&aacute; t&atilde;o distante como estava para Colombo e Cabral? &Eacute; algo mais f&aacute;cil ou mais dif&iacute;cil de ser alcan&ccedil;ado?<br /> Muitas s&atilde;o as perguntas, e v&aacute;rias s&atilde;o as respostas. Cada um de n&oacute;s tem a sua, cada um tem o seu Oeste a buscar.<br /> Resta saber agora se essa busca &eacute; uma busca nobre, uma busca que nos far&aacute; permanecer no caminho do bem.<br /> * * *<br /> Reflitamos bem qual Oeste estamos buscando.<br /> Se estamos no rumo onde, no futuro, veremos um caminho de luz, &oacute;timo, sigamos em frente.<br /> No entanto, se no atual caminho percebemos que logo mais &agrave; frente enxergaremos um c&eacute;u cinza e carregado, paremos e busquemos uma nova rota.<br /> Os desbravadores dos mares, por certo, enfrentaram v&aacute;rias tempestades e souberam contorn&aacute;-las, tiveram que mudar a sua rota, mas n&atilde;o o seu destino.<br /> V&aacute;rios Oestes existem e podem ser alcan&ccedil;ados, mas apenas voc&ecirc; &eacute; o dono do seu destino.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 26.4.2014.</em></div>

VELOCIDADE MÁXIMA
17 Jul 20174:14EP 681

VELOCIDADE MÁXIMA

<strong>Velocidade M&aacute;xima</strong><br /> <br /> <br /> <br /> O escritor portugu&ecirc;s Jos&eacute; Saramago escreveu: N&atilde;o ter pressa n&atilde;o &eacute; incompat&iacute;vel com n&atilde;o perder tempo.<br /> Mas, hoje, o que mais se exige &eacute; rapidez. Rapidez em tudo. O computador deve ser de alta velocidade, &eacute; preciso pensar r&aacute;pido, agir r&aacute;pido para n&atilde;o perder neg&oacute;cios, para n&atilde;o perder audi&ecirc;ncia, para n&atilde;o perder mercado de trabalho.<br /> No mundo dos executivos, ao contr&aacute;rio da realidade do tr&acirc;nsito, n&atilde;o h&aacute; limite de velocidade. A multa &eacute; alta para quem anda lento. A ordem &eacute; &eacute; ser &ldquo;The Flash&rdquo;.<br /> Para esses, cada minuto conta. E se estressam somente contando o tempo que perdem aguardando o elevador, o sem&aacute;foro abrir, o autoatendimento banc&aacute;rio lhes fornecer as informa&ccedil;&otilde;es de que necessitam.<br /> S&atilde;o pessoas que se sentem culpadas quando param para um cafezinho, porque poderiam estar produzindo. A sua meta &eacute; executar projetos, ler apenas livros t&eacute;cnicos, acelerar a rotina. Tudo o mais &eacute; desperd&iacute;cio.<br /> E, no entanto, a vida &eacute; feita de pequenas coisas.<br /> Felizes s&atilde;o aqueles que decidem subir pela escada para exercitar as pernas e a imagina&ccedil;&atilde;o. Aqueles que t&ecirc;m tempo para um sorriso ao desconhecido que est&aacute; na fila, logo atr&aacute;s, esperando sua vez para ser atendido.<br /> Os que, em vez de engolirem um sandu&iacute;che r&aacute;pido no escrit&oacute;rio, preferem almo&ccedil;ar com um amigo, com calma, bater um papo descontra&iacute;do. Ou melhor, ir at&eacute; em casa e observar os filhos crescerem, enquanto a fam&iacute;lia se re&uacute;ne em volta da mesa.<br /> Essas pessoas n&atilde;o costumam usar atalhos para encurtar caminhos. Elas preferem procurar estradas com paisagens com que se possam deliciar.<br /> Quando viajam, v&atilde;o com calma. N&atilde;o t&ecirc;m hora para chegar. Como as crian&ccedil;as, a quem o fazer &eacute; mais importante do que a tarefa pronta, eles param na beira da estrada para provar uma fruta e conversar com o vendedor, que sempre tem hist&oacute;rias para contar. Hist&oacute;rias de vida. Experi&ecirc;ncias importantes.<br /> Quando descobrem uma paisagem bonita, param para apreci&aacute;-la. Alguns fotografam para levar consigo aquele momento m&aacute;gico. Chegam ao destino com maior disposi&ccedil;&atilde;o e alegria.<br /> Esses s&atilde;o os que adotam a filosofia de que menos &eacute; mais. Menos velocidade &eacute; mais oportunidade de olhar para os lados e apreciar a natureza.<br /> Menos horas de trabalho equivalem a mais tempo com a fam&iacute;lia. Tirando levemente o p&eacute; do acelerador das suas vidas t&ecirc;m mais tempo para ouvir m&uacute;sica, ler algo mais al&eacute;m do que a profiss&atilde;o lhes exige, assistir um filme, meditar.<br /> Em s&iacute;ntese, t&ecirc;m mais tempo para viver. Em verdade, a velocidade m&aacute;xima permitida para ser feliz &eacute; aquela que n&atilde;o nos deixa esquecer de que, al&eacute;m dos neg&oacute;cios, do trabalho, do dinheiro, o mais importante &eacute; a vida em si mesma.<br /> * * *<br /> Viver &eacute; uma arte. Por isso, todo momento se faz importante.<br /> Tamb&eacute;m todas as experi&ecirc;ncias do cotidiano nos enriquecem. Desfrutar de cada uma delas retirando o m&aacute;ximo de proveito, deve ser a meta do homem s&aacute;bio.<br /> Isto significa aproveitar bem a vida. N&atilde;o desperdi&ccedil;ar nenhuma de suas oportunidades.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto Velocidade m&aacute;xima, publicado na revista Exame, de 15.12.1999.<br /> Em 22.06.2017.</em></div> &nbsp;

ROGATIVA DO CULPADO
14 Jul 20173:46EP 679

ROGATIVA DO CULPADO

<strong>Rogativa do culpado</strong><br /> <br /> <br /> Caro amigo:<br /> Desejo pedir-te perd&atilde;o pelo mal que te fiz.<br /> Infelizmente, naquela ocasi&atilde;o, eu me encontrava infeliz, inimizado comigo mesmo, sem a capacidade de discernir entre o bem e o mal - o que deveria e o que n&atilde;o me era l&iacute;cito fazer.<br /> Reconhe&ccedil;o hoje que te magoei com a minha insol&ecirc;ncia e desequil&iacute;brio, proporcionando-te sofrimentos desnecess&aacute;rios.<br /> Aprendi a li&ccedil;&atilde;o da dignidade, ap&oacute;s atravessar os caminhos sombrios do remorso, procurando expiar a culpa, tentando reabilitar-me atrav&eacute;s das boas a&ccedil;&otilde;es, a fim de encorajar-me a pedir-te perd&atilde;o.<br /> Reconhe&ccedil;o que &eacute; mais infeliz aquele que acusa indevidamente, aquele que comete o erro de ofender o outro do que a sua v&iacute;tima.<br /> Quando o ofendido supera a situa&ccedil;&atilde;o deplor&aacute;vel, ascende no rumo da ilumina&ccedil;&atilde;o, enquanto o seu advers&aacute;rio mergulha no abismo do desequil&iacute;brio, assinalado pela culpa de que n&atilde;o se consegue libertar.<br /> Apiada-te, portanto, de mim, conforme hoje dou-me conta da pr&oacute;pria inferioridade.<br /> Sei que n&atilde;o te ser&aacute; f&aacute;cil compreender tudo quanto sinto e gostaria de dizer-te...<br /> Segue, portanto, a tua portentosa jornada, olhando para tr&aacute;s e distendendo a m&atilde;o para mim, em socorro, que me encontro na retaguarda.<br /> Desejo, por&eacute;m, que saibas quanto estou feliz por poder haver chegado a esta conclus&atilde;o, a este momento, conseguindo dizer-te, embora em poucas palavras, o que me vai na alma, reabilitando-me, pelo menos um pouco, do mal que te fiz.<br /> * * *<br /> Pedir perd&atilde;o &eacute; vencer uma grande batalha dentro de n&oacute;s.<br /> Pedir perd&atilde;o &eacute; vencer o orgulho que sempre, atrav&eacute;s das eras, foi vencedor em nossa intimidade imperfeita e desequilibrada.<br /> Pedir perd&atilde;o, de cora&ccedil;&atilde;o, o perd&atilde;o verdadeiro, &eacute; grande passo na conquista do acerto final e completo com as Leis Divinas.<br /> H&aacute; humildade em tal pedido, e tamb&eacute;m sabedoria.<br /> Baixar a fronte. Reconhecer-se imperfeito, por&eacute;m perfect&iacute;vel, mut&aacute;vel.<br /> Se ped&iacute;ssemos perd&atilde;o mais vezes, certamente ser&iacute;amos mais felizes.<br /> O pedido de perd&atilde;o verdadeiro faz-nos mais fortes, porque junto dele vem o reconhecimento do erro, e a autoproposta de n&atilde;o mais errar.<br /> No pedido de perd&atilde;o vem o desejo do bem ao outro - desejo exatamente oposto &agrave;quele que gerou toda situa&ccedil;&atilde;o desastrosa entre as suas almas.<br /> Por carregar tal aspira&ccedil;&atilde;o, representa grande vit&oacute;ria do bem contra o mal.<br /> * * *<br /> Ao reconhecer nossos erros, n&atilde;o esque&ccedil;amos de pedir perd&atilde;o.<br /> Procuremos o outro e, de alguma forma, demonstremos que estamos cientes do erro, e que agora lhe desejamos bem, e n&atilde;o mal.<br /> N&atilde;o esperemos contrapartida. A vit&oacute;ria de quem sabe pedir perd&atilde;o est&aacute; dentro de si mesmo, e n&atilde;o depende de aceita&ccedil;&atilde;o da outra parte.<br /> Reconhecer o erro; pedir perd&atilde;o; n&atilde;o errar mais; ressarcir a Lei - eis o caminho da felicidade.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 41, do livro O amor como solu&ccedil;&atilde;o, <br /> de Divaldo Pereira Franco, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, ed. Leal.<br /> Em 13.8.2013.</em></div>

A IMPORTÂNCIA DOS NOMES
13 Jul 20174:18EP 678

A IMPORTÂNCIA DOS NOMES

<strong>&nbsp;A import&acirc;ncia dos nomes</strong><br /> <br /> Certa feita, um disc&iacute;pulo muito ansioso por conhecer a verdade, perguntou ao mestre Conf&uacute;cio:<br /> Se o rei o chamasse para governar o pa&iacute;s, qual seria sua primeira provid&ecirc;ncia?<br /> Aprender os nomes de meus assessores, respondeu o s&aacute;bio.<br /> Que bobagem! Essa &eacute; a grande preocupa&ccedil;&atilde;o de um primeiro-ministro?<br /> Um homem nunca pode receber ajuda do que n&atilde;o conhece, afirmou o mestre. Se ele n&atilde;o entender a natureza, n&atilde;o compreender&aacute; Deus. Da mesma maneira, se n&atilde;o sabe quem est&aacute; do seu lado, n&atilde;o ter&aacute; amigos. Sem amigos, n&atilde;o pode estabelecer um plano.<br /> Sem um plano, n&atilde;o consegue dirigir ningu&eacute;m. Sem dire&ccedil;&atilde;o, o pa&iacute;s mergulha no escuro, e nem os dan&ccedil;arinos sabem decidir com que p&eacute; devem dar o pr&oacute;ximo passo.<br /> Ent&atilde;o, uma provid&ecirc;ncia aparentemente banal, que &eacute; saber o nome de quem vai estar ao nosso lado, pode fazer uma diferen&ccedil;a gigantesca.<br /> O mal do nosso tempo &eacute; que todo mundo quer consertar tudo de uma vez s&oacute;, e ningu&eacute;m se lembra de que &eacute; preciso muita gente para fazer isso.<br /> * * *<br /> O s&aacute;bio Conf&uacute;cio estava certo. E, a cada dia que passa, vamos descobrindo o quanto s&atilde;o importantes as pessoas que est&atilde;o ao nosso lado, sejam como amigos, colegas de trabalho, subalternos ou superiores.<br /> Essa li&ccedil;&atilde;o &eacute; v&aacute;lida para todas as esferas, desde a ocupa&ccedil;&atilde;o profissional mais simples que temos, at&eacute; as grandes responsabilidades dos cargos pol&iacute;ticos do pa&iacute;s.<br /> No mundo da tecnologia, dos avan&ccedil;os cient&iacute;ficos constantes, das grandes corpora&ccedil;&otilde;es, precisamos lembrar que os respons&aacute;veis por tudo isso s&atilde;o pessoas, seres humanos que t&ecirc;m suas fam&iacute;lias, seus sonhos, suas preocupa&ccedil;&otilde;es e, o mais importante, est&atilde;o ofertando suas habilidades ao mundo para que ele continue se desenvolvendo.<br /> O presidente de uma grande empresa disse que seu maior capital desce as escadas todos os dias &agrave;s dezoito horas, demonstrando que tem plena consci&ecirc;ncia do valor das pessoas em sua corpora&ccedil;&atilde;o, e que se n&atilde;o fossem elas, n&atilde;o alcan&ccedil;aria o sucesso que alcan&ccedil;ou.<br /> Assim funciona em todos os ambientes que frequentamos.<br /> Saber o nome de quem est&aacute; trabalhando conosco &eacute; um in&iacute;cio de respeito ao pr&oacute;ximo, de valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho dos outros. &Eacute; demonstrar interesse pela vida alheia, buscando conhec&ecirc;-la mais a fundo.<br /> Seja qual for a profiss&atilde;o que exer&ccedil;amos, lembremo-nos sempre disso, pois ao nosso lado est&atilde;o vivendo seres humanos, almas como a nossa, que buscam o mesmo que buscamos.<br /> Fomos colocados em sociedade para nos entender e nos ajudar mutuamente. Na competi&ccedil;&atilde;o destrutiva retardamos nossa evolu&ccedil;&atilde;o moral, pois deixamos de lado o amor ao pr&oacute;ximo.<br /> * * *<br /> Caro ouvinte, &eacute; importante entendermos, que nenhum homem tem as faculdades completas.<br /> &Eacute; pela conviv&ecirc;ncia social que eles se completam uns aos outros, para assegurar seu bem-estar e progredir.<br /> Por isso, tendo necessidade uns dos outros, s&atilde;o feitos para viver em sociedade e n&atilde;o isolados.<br /> Pense Nisso, mas pense agora!<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em palavras de<br /> Conf&uacute;cio, A import&acirc;ncia de saber os nomes e nos itens 766<br /> a 768 de O livro dos Esp&iacute;ritos, de Allan Kardec, ed. FEB.<br /> Em 13.8.2013.</em></div> <br />

PARA MUDAR O MUNDO
12 Jul 20175:29EP 677

PARA MUDAR O MUNDO

<strong>Para mudar o mundo</strong><br /> <br /> Na manh&atilde; que apenas se espregui&ccedil;ava, a manchete estampada na primeira p&aacute;gina do jornal, chamava a aten&ccedil;&atilde;o: Maldade registrada.<br /> Em outro jornal, a not&iacute;cia, em letras garrafais, era a respeito da infelicidade de uma fam&iacute;lia, cujo filho adolescente fora v&iacute;tima de uma dita bala perdida.<br /> Isso, no Dia das M&atilde;es, enquanto a fam&iacute;lia se preparava para o almo&ccedil;o, e o jovem se dirigia &agrave; farm&aacute;cia para comprar medicamento para o pai.<br /> Desgra&ccedil;as. Viol&ecirc;ncia.<br /> Olhamos o mundo e, por vezes, nos sentimos inseguros, amedrontados.<br /> Parece que a honra se despediu da Humanidade, a dec&ecirc;ncia se escondeu em algum recanto secreto e os maus tomam conta do mundo.<br /> Parece. S&oacute; parece. Tudo isso acontece, em verdade, porque, embora estejamos no Terceiro Mil&ecirc;nio, no s&eacute;culo XXI, ainda o homem se compraz com as coisas ruins.<br /> Sen&atilde;o vejamos: por que estampamos na primeira p&aacute;gina do jornal o criminoso cruel, desumano, com a descri&ccedil;&atilde;o do seu crime hediondo?<br /> Por que tanto espa&ccedil;o para a atrocidade que ele cometeu, que &eacute; descrita em detalhes?<br /> Por que a visita de um cientista que se dedica, h&aacute; anos, &agrave; pesquisa em laborat&oacute;rio, para a descoberta de uma vacina, recebe uma nota pequena, numa p&aacute;gina interna?<br /> Por que estampamos na primeira p&aacute;gina a corrup&ccedil;&atilde;o, enquanto um ato de hero&iacute;smo &eacute; noticiado sem destaque algum?<br /> Por que valorizamos o mal, a maldade, em detrimento do que &eacute; bom, belo e deve ser imitado?<br /> Por que n&atilde;o usamos a primeira p&aacute;gina do jornal para noticiar a conquista de uma medalha por um atleta?<br /> Ou para anunciar o espet&aacute;culo de ballet que uma escola apresentar&aacute;?<br /> Ou, ainda, um espet&aacute;culo, cuja renda beneficiar&aacute; a portadores de determinada enfermidade?<br /> Por que premiamos os que fazem o mal e n&atilde;o apontamos os que realizam o bem?<br /> Quem j&aacute; viu estampada manchete sobre entidade beneficente que abriga pessoas portadoras de necessidades especiais?<br /> Por que n&atilde;o se mostra a dedica&ccedil;&atilde;o de fisioterapeutas, de fonoaudi&oacute;logos trabalhando com paralisados cerebrais?<br /> Os que trabalham com idosos, os portadores de Alzheimer?<br /> Por que n&atilde;o se relata o trabalho dos m&eacute;dicos sem fronteiras, em manchete? Dos benef&iacute;cios que propiciam, das batalhas vitoriosas contra a morte, das vidas que modificam?<br /> Por que n&atilde;o se mostra a abnega&ccedil;&atilde;o de m&atilde;es valorosas que abra&ccedil;am, todos os dias, seus filhos totalmente dependentes de seus cuidados?<br /> O carinho de filhos adultos por pais idosos e dependentes?<br /> Por que n&atilde;o se colocam, em amplo destaque, as entidades que protegem c&atilde;es e gatos abandonados pelas ruas?<br /> Por que n&atilde;o se anuncia, com grandes fotos coloridas, a inaugura&ccedil;&atilde;o de uma nova creche, de um jardim, de um parque?<br /> Por que n&atilde;o se fala do bom trabalho de um hospital, de uma escola?<br /> Quase sempre essas institui&ccedil;&otilde;es aparecem, quando algo suspeito ou equivocado por l&aacute; acontece.<br /> Ser&aacute; que anos e anos de dedica&ccedil;&atilde;o, de servi&ccedil;o ao povo n&atilde;o valem nada?<br /> * * *<br /> Pensemos nisso e comecemos a exigir dos que movimentam a imprensa, a inser&ccedil;&atilde;o de coisas positivas.<br /> Digamos, n&atilde;o aderindo &agrave; onda de viol&ecirc;ncia e maldade que deseja tomar conta da Terra, que desejamos ver, ouvir e sentir coisas boas.<br /> Por isso, invistamos nas boas revistas, nos bons peri&oacute;dicos, nos programas de valor.<br /> Ajudemos a sustentar um bom programa de r&aacute;dio, de televis&atilde;o.<br /> E, se somos dos que escrevem, ilustram, criam, evidenciemos em nossas letras, gravuras e cria&ccedil;&otilde;es, com muito destaque, o que &eacute; bom, belo e proveitoso.<br /> Guardemos a certeza que, dessa forma, estaremos investindo no mundo melhor que todos desejamos para n&oacute;s e para nossos filhos.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 05.7.2017.</em></div>

DILEMAS MORAIS
11 Jul 20173:37EP 676

DILEMAS MORAIS

&nbsp;Dilemas morais<br /> <br /> Nossa sociedade vive uma crise de valores.<br /> H&aacute; not&iacute;cias de corrup&ccedil;&atilde;o nos mais variados setores.<br /> Entre a tenta&ccedil;&atilde;o e o dever, a primeira tem prevalecido.<br /> Esse clima pode gerar descren&ccedil;a no futuro.<br /> Contudo, uma pequena retrospectiva hist&oacute;rica auxilia a manter a esperan&ccedil;a.<br /> Embora de forma lenta, a Humanidade vem refinando seus valores.<br /> H&aacute; pouco tempo eram admitidas pr&aacute;ticas hoje amplamente repudiadas.<br /> Por exemplo, a escravid&atilde;o, a pris&atilde;o por d&iacute;vidas e o assassinato como forma de defesa da honra.<br /> A igualdade da mulher perante o homem constitui conquista recente da Civiliza&ccedil;&atilde;o.<br /> Por certo, um padr&atilde;o ilibado de conduta permanece distante da ampla maioria das pessoas.<br /> A honestidade ainda &eacute; uma casca muito fina a encobrir o desejo de levar vantagem.<br /> Se h&aacute; a perspectiva de lucrar indevidamente, sem ser apanhado, muitos sucumbem.<br /> E tal se d&aacute; nos mais variados planos da exist&ecirc;ncia humana.<br /> As pessoas se permitem tais desvirtuamentos na cren&ccedil;a de que assim agem na conquista da felicidade.<br /> Ocorre que n&atilde;o h&aacute; felicidade sem paz e nem paz sem consci&ecirc;ncia tranq&uuml;ila.<br /> <br /> <br /> <br /> &Eacute; ensinado, que estamos neste planeta, com o prop&oacute;sito de n&oacute;s aperfei&ccedil;oarem.<br /> Portanto, todos se destinam &agrave; mais completa felicidade.<br /> Na plenitude de sua evolu&ccedil;&atilde;o, ser&atilde;o anjos, plenos de amor e sabedoria.<br /> No princ&iacute;pio, s&atilde;o grandemente guiados pelos instintos.<br /> Mas de forma gradual desenvolvem a raz&atilde;o e conduzem-se por ela.<br /> Nesse gigantesco caminhar, cometem alguns equ&iacute;vocos e desenvolvem outros tantos v&iacute;cios.<br /> Com o passar do tempo e o crescer espiritual, muitas fissuras morais n&atilde;o mais se justificam.<br /> A consci&ecirc;ncia despertada para realidades superiores clama por corrigenda.<br /> No plano espiritual, entre as exist&ecirc;ncias terrenas, o Esp&iacute;rito contempla sua situa&ccedil;&atilde;o.<br /> Verifica quais v&iacute;cios e equ&iacute;vocos prejudicam sua marcha para a plenitude e decide super&aacute;-los.<br /> Ent&atilde;o, programa para si uma exist&ecirc;ncia terrena com o intuito de melhorar-se.<br /> Assume compromissos de trabalho, voltados &agrave; sua reforma pessoal.<br /> <br /> Pede para vivenciar algumas dificuldades, com a finalidade de corrigir-se.<br /> &Eacute; por isso que na vida terrena o dever entra em conflito com os interesses pessoais e as paix&otilde;es.<br /> De um lado h&aacute; o homem velho, tentado pela perspectiva de cometer novamente antigos equ&iacute;vocos.<br /> De outro, um elaborado projeto de disciplina e engrandecimento pessoal.<br /> Se voc&ecirc; deseja ser feliz, jamais titubeie entre a tenta&ccedil;&atilde;o e o dever.<br /> Perante um dilema moral, adote a conduta mais digna poss&iacute;vel, mesmo que penosa.<br /> O comportamento digno e o cumprimento do dever o libertar&atilde;o do passado e o habilitar&atilde;o a viv&ecirc;ncias sublimes.<br /> Ao passo que ceder &agrave;s tenta&ccedil;&otilde;es implicar&aacute; a necessidade de retomar a tarefa no futuro, provavelmente em circunst&acirc;ncias mais &aacute;rduas.<br /> Pense nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 06.05.2012.</em></div> <br />

OS PAIS ENVELHECEM
10 Jul 20173:27EP 675

OS PAIS ENVELHECEM

OS PAIS ENVELHECEM<br /> <br /> Talvez a mais rica, forte e profunda experi&ecirc;ncia da caminhada humana seja a de ter um filho.<br /> Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inoc&ecirc;ncia e gra&ccedil;a.<br /> Basta v&ecirc;-los para que o cora&ccedil;&atilde;o se alargue em riso e cor. Um sorriso &eacute; capaz de abrir as portas de um para&iacute;so.<br /> Eles chegam &agrave; nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem.<br /> Mas os anos passam e os filhos crescem. Escolhem seus pr&oacute;prios caminhos, parceiros e profiss&otilde;es. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz.<br /> O tempo se encarrega da forma&ccedil;&atilde;o de novas fam&iacute;lias. Os netos nascem. Envelhecemos. E ent&atilde;o algo come&ccedil;a a mudar.<br /> Os filhos j&aacute; n&atilde;o t&ecirc;m pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora s&oacute; os ouvem para fazer cr&iacute;ticas, reclamar, apontar falhas.<br /> J&aacute; n&atilde;o brilha mais nos olhos deles aquela admira&ccedil;&atilde;o da inf&acirc;ncia e isso &eacute; uma dor imensa para os pais.<br /> Por mais que disfarcem, todo pai e m&atilde;e percebe as m&iacute;nimas fa&iacute;scas no olho de um filho.<br /> &Eacute; quando pais idosos, dizem para si mesmos: Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho j&aacute; n&atilde;o me tem como seu her&oacute;i particular?<br /> Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era refer&ecirc;ncia para tudo na vida.<br /> Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mas impertinente. Praticamente n&atilde;o ouvem mais os conselhos.<br /> A cada dia demonstram mais impaci&ecirc;ncia. Acham que os pais t&ecirc;m opini&otilde;es superadas, antigas.<br /> Pior &eacute; quando implicam com as manias, os h&aacute;bitos antigos, as velhas m&uacute;sicas. E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes.<br /> Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles est&atilde;o bem idosos, j&aacute; n&atilde;o decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber. Raramente s&atilde;o ouvidos quando tentam fazer algo diferente.<br /> Passeios, comida, roupas, m&eacute;dicos - tudo passa a ser decidido pelos filhos.<br /> E, no entanto, os pais est&atilde;o apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que ent&atilde;o desrespeit&aacute;-los?<br /> Por que trat&aacute;-los como se fossem in&uacute;teis ou crian&ccedil;as sem discernimento?<br /> Sim, &eacute; o que a maioria dos filhos faz. D&aacute; ordens aos pais, trata-os como se n&atilde;o tivessem opini&atilde;o ou capacidade de decis&atilde;o.<br /> E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, h&aacute; tanto amor. Naquelas m&atilde;os tr&ecirc;mulas, h&aacute; sempre um gesto que aben&ccedil;oa, acaricia.<br /> * * *<br /> A cada dia que nasce, lembre-se, est&aacute; mais perto o dia da separa&ccedil;&atilde;o. Um dia, o velho pai j&aacute; n&atilde;o estar&aacute; aqui.<br /> O cheiro familiar da m&atilde;e estar&aacute; ausente. As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.<br /> Ent&atilde;o, valorize o tempo de agora com os pais idosos. Paci&ecirc;ncia com eles quando se recusam a tomar os rem&eacute;dios, quando falam interminavelmente sobre doen&ccedil;as, quando se queixam de tudo.<br /> Abrace-os apenas, enxugue as l&aacute;grimas deles, ou&ccedil;a as hist&oacute;rias (mesmo que sejam repetidas) e d&ecirc;-lhes aten&ccedil;&atilde;o, afeto...<br /> Acredite: dentro daquele velho cora&ccedil;&atilde;o brotar&atilde;o todas as flores da esperan&ccedil;a e da alegria.<br /> VOC&Ecirc; FILHO; PENSE NISSO, MAS PENSE AGORA.<br /> &nbsp;

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