Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3050 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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INDAGAÇÕES
14 Ago 20173:23EP 698

INDAGAÇÕES

<strong>INDAGA&Ccedil;&Otilde;ES</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Voc&ecirc; acredita na vit&oacute;ria do bem, sem que nos disponhamos a trabalhar para isso?<br /> Admite voc&ecirc; a sua capacidade de errar a fim de aprender ou, acaso, se julga infal&iacute;vel?<br /> Se estamos positivamente ao lado do bem, que estamos aguardando para cooperar em benef&iacute;cio dos outros?<br /> Nas horas de crise voc&ecirc; se coloca no lugar da pessoa em dificuldade?<br /> E se a criatura enganada pela sombra fosse um de n&oacute;s?<br /> Se voc&ecirc; diz que n&atilde;o perdoa a quem lhe ofende, porventura cr&ecirc; que amanh&atilde; n&atilde;o precisar&aacute; do perd&atilde;o de algu&eacute;m?<br /> Voc&ecirc; est&aacute; ajudando a extinguir os males do caminho ou est&aacute; agravando esses males com atitudes ou palavras inoportunas?<br /> Irrita&ccedil;&atilde;o ou amargura, algum dia, ter&atilde;o rendido paz ou felicidade para voc&ecirc;?<br /> Que mais lhe atrai na conviv&ecirc;ncia com o pr&oacute;ximo: a carranca negativa ou o sorriso de anima&ccedil;&atilde;o?<br /> Que importa o julgamento menos feliz dos outros a seu respeito, se voc&ecirc; traz a consci&ecirc;ncia tranquila?<br /> &Eacute; poss&iacute;vel que determinados companheiros nos incomodem presentemente, no entanto, ser&aacute; que temos vivido, at&eacute; agora, sem incomodar a ningu&eacute;m?<br /> Voc&ecirc; acredita que algu&eacute;m pode achar a felicidade admitindo-se infeliz?<br /> * * *<br /> <br /> &Eacute; necess&aacute;rio refletir diariamente sobre o que queremos para nossa vida realmente.<br /> &Eacute; necess&aacute;rio pensar diariamente sobre o Universo e suas leis perfeitas, colocando-nos no lugar certo, na hora certa, ao lado das pessoas que precisam de n&oacute;s.<br /> Olhemos ao nosso redor: tudo est&aacute; onde deveria estar. E n&oacute;s? Como estamos? Conseguimos perceber isso? Conseguimos extrair disso for&ccedil;as para enfrentar os desafios? Conseguimos entender que tudo &eacute; um grande processo de aprendizado?<br /> N&atilde;o somos um acidente de percurso, como pode at&eacute; nos ter sido dito, mencionando uma poss&iacute;vel gravidez inesperada.<br /> Assim, n&atilde;o gastemos nosso tempo com futilidades. N&atilde;o nos afastemos dos caminhos que nos levam adiante. N&atilde;o abdiquemos das oportunidades que a vida nos d&aacute; para entender melhor as quest&otilde;es importantes para nosso desenvolvimento.<br /> Pensemos antes de agir. Repensemos antes de reagir. Pe&ccedil;amos ajuda antes de tomar decis&otilde;es importantes.<br /> Indaguemo-nos. Autoconhe&ccedil;amo-nos. N&atilde;o aceitemos verdades sem antes uma an&aacute;lise minuciosa.<br /> As respostas sempre vir&atilde;o para os que realmente estamos interessados em nos melhorarmos; para os que n&atilde;o pensamos apenas em n&oacute;s mesmos, egoisticamente; para aqueles que vivemos o amor e queremos aprender mais sobre ele.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 35,<br /> do livro Sinal verde, pelo Esp&iacute;rito Andr&eacute; Luiz, psicografia <br /> de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Comunh&atilde;o Esp&iacute;rita Crist&atilde;.<br /> Em 01.4.2015.<br /> <br /> </span><br />

INCAPAZ
11 Ago 20174:02EP 697

INCAPAZ

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EXEMPLOS, LIÇÕES E EXPERIÊNCIAS
9 Ago 20174:36EP 696

EXEMPLOS, LIÇÕES E EXPERIÊNCIAS

<strong>Exemplos, Li&ccedil;&otilde;es e Experi&ecirc;ncias</strong><br /> <br /> <br /> Que modelos temos apresentado aos nossos filhos para que eles possam seguir? &Agrave;s vezes, buscamos modelos de longe, nomes expressivos que tenham realizado grandes benef&iacute;cios para a Humanidade.<br /> Se s&atilde;o aut&ecirc;nticos, naturalmente falam &agrave; alma do jovem, que &eacute; idealista por natureza.<br /> Contudo, existem, por vezes, criaturas bem pr&oacute;ximas a n&oacute;s, que n&atilde;o valorizamos devidamente.<br /> Av&oacute;s, parentes, amigos que traduziram sua vida em legado de paz, que sacrificaram tudo por seus ideais, que exerceram suas atividades para al&eacute;m do dever.<br /> Lemos, certa feita, acerca de um prisioneiro pol&iacute;tico romeno que somente aos setenta e seis anos, gra&ccedil;as &agrave; queda do regime, p&ocirc;de visitar seus filhos e conhecer seus netos.<br /> Um homem de setenta e seis anos, de profundos olhos azuis que, apesar de toda a dureza e maus tratos sofridos na pris&atilde;o, manteve seu entusiasmo pela vida, na certeza de que tudo valera a pena.<br /> Mesmo o sacrif&iacute;cio da fam&iacute;lia, do prest&iacute;gio, do poder que gozava.<br /> Contemplando o mar, nas areias das praias americanas, comendo batatas fritas e aprendendo com os netos a atirar um disco de pl&aacute;stico, exclamava:<br /> Que belo sonho. Que maravilha. A vida vale a pena ser vivida em toda sua plenitude.<br /> Um de seus netos, alguns dias depois, precisou escrever uma reda&ccedil;&atilde;o para a escola. Durante v&aacute;rias horas ele trabalhou duro, sobre as folhas de papel. Quando terminou, leu em voz alta, para sua m&atilde;e emocionada:<br /> Conheci um verdadeiro her&oacute;i. O pai de minha m&atilde;e foi parar na cadeia por falar abertamente contra o governo. Depois de seis anos de solit&aacute;ria pris&atilde;o, ele foi libertado.<br /> Minha m&atilde;e, meu tio e minha av&oacute; sa&iacute;ram do pa&iacute;s. Ele n&atilde;o foi autorizado a ir embora com eles.<br /> Sozinho, ficou em seu pa&iacute;s amargando a dor da separa&ccedil;&atilde;o e o desrespeito de amigos e parentes que o consideravam um fracassado.<br /> Ouvir falar de meu av&ocirc; fez com que eu entendesse que lutar por minhas cren&ccedil;as &eacute; muito importante para mim.<br /> Na quinta s&eacute;rie escrevi &agrave; professora uma carta de protesto porque considerei que ela tomara uma decis&atilde;o injusta em rela&ccedil;&atilde;o a um de meus amigos.<br /> Atualmente, sou o representante da turma no Conselho de alunos e estou lutando com firmeza para melhorar nossa escola.<br /> Tenho orgulho de meu av&ocirc; romeno. Espero, que de fato, exista uma outra vida para que possa v&ecirc;-lo outra vez.<br /> O exemplo &eacute; nobre e, como percebemos, estabeleceu rumos dignos a outras vidas. Sua li&ccedil;&atilde;o foi a de que n&atilde;o devemos silenciar nossa voz na defesa dos valores e da verdade.<br /> Ao contr&aacute;rio, devemos falar para sermos ouvidos. Sen&atilde;o, como j&aacute; aprendemos a sentir, sempre haver&aacute; uma parte em n&oacute;s que permanecer&aacute; insatisfeita.<br /> Lutar pelos ideais de enobrecimento &eacute; ensinamento que n&atilde;o devemos relegar a segundo plano, em se falando de nossos filhos, nossos tesouros e responsabilidade maior.<br /> * * *<br /> Aproveitemos todas as li&ccedil;&otilde;es com que a vida nos honra as horas.<br /> Estejamos atentos, tendo olhos de ver e ouvidos de ouvir.<br /> Os exemplos passam ao nosso lado e suas experi&ecirc;ncias s&atilde;o li&ccedil;&otilde;es significativas que n&atilde;o podemos ignorar.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no<br /> Artigo O que os her&oacute;is nos ensinam, da Revista<br /> Sele&ccedil;&otilde;es Reader&rsquo;s Digest, de fevereiro de 1998.<br /> Em 08.5.2002.</em></div> <br /> &nbsp;

RENOVAR A CONFIANÇA
8 Ago 20174:38EP 695

RENOVAR A CONFIANÇA

<strong>RENOVAR A CONFIAN&Ccedil;A<br /> </strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>O Evangelista Mateus teve oportunidade de assinalar, em seu Evangelho, cap&iacute;tulo seis, vers&iacute;culo trinta e um: N&atilde;o andeis, pois, inquietos.<br /> Muitos andamos inquietos nestes dias. Inquietos com a economia, com a pol&iacute;tica, com a fam&iacute;lia. Inquietos em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro; inquietos em rela&ccedil;&atilde;o ao passado; inquietos com n&oacute;s mesmos.<br /> A inquietude da criatura revela, no &acirc;mago, a falta de confian&ccedil;a, a falta de f&eacute; e, tamb&eacute;m a falta de conhecimento.<br /> Inquientos com aqueles que se vangloriam; se auto denominando como os salavadores da p&aacute;tria, aproveitando-se da auto estima baixa dos cidad&atilde;os.E no final, nada s&atilde;o que, usurpadores da f&eacute; alheia.Que usam essa f&eacute;, como escudo das suas improbidades para n&atilde;o serem alcan&ccedil;ados pela lei.<br /> <br /> N&atilde;o estamos incentivando a indiferen&ccedil;a nem a irresponsabilidade.<br /> Preconizamos a vigil&acirc;ncia, n&atilde;o aconselhamos a despreocupa&ccedil;&atilde;o ante o acervo do servi&ccedil;o a fazer.<br /> O que devemos &eacute; combater o pessimismo cr&ocirc;nico.<br /> Ser pessimista &eacute; estar condenado a perder a batalha antes dela mesmo come&ccedil;ar. Ser pessimista &eacute; boicotar a si mesmo e aos outros, pois nossas palavras e pensamentos transformam o mundo &agrave; nossa volta para o bem ou para o mal.<br /> Ainda vivemos os tempos de nos defrontar, in&uacute;meras vezes, com p&acirc;ntanos e desertos, espinheiros, animais daninhos e serpentes. S&atilde;o os tempos de transi&ccedil;&atilde;o.<br /> Urge, por&eacute;m, renovar atitudes mentais na obra a que fomos chamados, aprendendo a confiar em nos mesmos, sem arrong&acirc;ncia e imp&aacute;via. <br /> Em todos os lugares h&aacute; derrotistas intransigentes.<br /> Sentem-se nas trevas, ainda mesmo quando o sol fulgura no z&ecirc;nite.<br /> Enxergam baixeza nas criaturas mais dignas.<br /> Marcham atormentados por desconfian&ccedil;as atrozes. E, por suspeitarem de todos, acabam inabilitados para a colabora&ccedil;&atilde;o produtiva em qualquer servi&ccedil;o nobre.<br /> Aflitos e angustiados, desorientam-se a prop&oacute;sito de m&iacute;nimos obst&aacute;culos, inquietam-se, com respeito a frivolidades de toda sorte e, se pudessem, pintariam o firmamento com a cor negra para que a mente do pr&oacute;ximo lhes partilhasse a sombra interior.<br /> n&oacute;s precisamos confiar...<br /> N&atilde;o h&aacute; treva que dure para sempre. N&atilde;o h&aacute; cora&ccedil;&atilde;o destinado ao mal. O tempo de escurid&atilde;o &eacute; passageiro, &eacute; momento de aprendizagem, de provas necess&aacute;rias.<br /> A sabedoria dos mais experientes, dos antepassados que aqui estiveram e lutaram por um Mundo Maior, revelaram que o Universo &eacute; regido por uma Intelig&ecirc;ncia dotada de justi&ccedil;a e bondade.<br /> Dessa forma, como n&atilde;o confiar?<br /> Assim, ao observarmos o mal aparentemente dominante ainda, escandaloso, bulhento, n&atilde;o colaboremos com seu estardalha&ccedil;o desproporcional. <br /> <br /> Divulg&aacute;-lo sem prop&oacute;sito ben&eacute;fico, propag&aacute;-lo sem fim &uacute;til, apenas para causar espanto, &eacute; dar-lhe mais for&ccedil;as.<br /> O otimista n&atilde;o &eacute; aquele que se nega a enxergar o mal &agrave; sua frente. &Eacute; simplesmente aquele que d&aacute; mais valor ao bem do que ao mal que algu&eacute;m promova.<br /> O otimista &eacute; aquele que sempre v&ecirc; uma sa&iacute;da, que sempre v&ecirc; um aprendizado em toda experi&ecirc;ncia, por mais penosa que tenha sido.<br /> Esses levam a vida com mais leveza e, muitas vezes, confiam sem saber que est&atilde;o confiando. T&ecirc;m f&eacute; imensa sem saber que a t&ecirc;m ou sem mesmo precisar dar r&oacute;tulos a ela.<br /> Lutemos. Perseveremos. Amemos e confiemos sempre.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> com base no cap. Saibamos confiar,<br /> do livro Vinha de Luz, de <br /> Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. FEB.<br /> Em 8.3.2016.</span><br />

O INCERTO TAMBÉM TEM SEU ENCANTO
4 Ago 20173:53EP 694

O INCERTO TAMBÉM TEM SEU ENCANTO

<span style=''font-size: small;''>O INCERTO TAMB&Eacute;M TEM SEU ENCANTO<br /> <br /> Caro ouvinte, o que eu vou falar n&atilde;o deve ser confundido com descompromisso para com a vida...para com as nossas responsabilidades do dia a dia. Mas, se voc&ecirc;, ao final desta mensagem, me achar um irrespons&aacute;vel...bem, n&atilde;o vou me preocupar com isso.<br /> Convenhamos ouvinte...s&atilde;o tantas as regras, tantas conven&ccedil;&otilde;es que devemos seguir , tantos conhecimentos que devemos ter, que chega um momento que &eacute; preciso se desligar. Ent&atilde;o, hoje eu pensei o seguinte:<br /> Se est&aacute; ventando muito, n&atilde;o vou me agarrar ao primeiro cobertor que for ver na frente, aproveitarei o impulso e jogar alguns sentimentos antigos para serem levados pela dire&ccedil;&atilde;o do vento, junto com o teto se for preciso. Darei um tchauzinho e um grande aceno, pois j&aacute; me serve mais. Aquele teto j&aacute; estava a&iacute; h&aacute; tanto tempo mesmo. Vou ter a experi&ecirc;ncia de morar debaixo das estrelas, acampando em meio ao nada e tendo apenas o balan&ccedil;ar das folhas como paredes.<br /> Eu sou tarja preta...sim, confesso que sou. Mas, vou aprender a me acalmar e a respirar ao inv&eacute;s de suspirar. Confesso tamb&eacute;m que sou um caos sentimental. Mas, estou aprendendo a chover menos em copos d&rsquo;&aacute;gua. Eu que vivi sempre estufado, sem espa&ccedil;o pra nada de tanto estar cheio de tudo, aprendi a abrir a v&aacute;lvula de escape e esvaziar um pouco. Que mal tem? <br /> Mal tem passar a vida com o cora&ccedil;&atilde;o acelerado pelos motivos errados. isso &eacute; um desperd&iacute;cio de horm&ocirc;nios. Acelera quando algo sai errado, acelera quando n&atilde;o te falam o que queria ouvir, acelera quando algu&eacute;m vai embora, acelera quando n&atilde;o entendem o que voc&ecirc; sente.<br /> Ah, pra qu&ecirc; se esfor&ccedil;ar tanto, afinal? Se virou rotina se esfor&ccedil;ar ao m&aacute;ximo para acalmar os batimentos, est&aacute; mais que na hora de tomar uma dose do calmante mais forte j&aacute; inventado. O santo soberano de qualquer medicamento &agrave; venda em farm&aacute;cia, que n&atilde;o vem com bula, mas &eacute; t&atilde;o f&aacute;cil de usar que nem &eacute; preciso instru&ccedil;&otilde;es: o nome desse rem&eacute;dio &eacute; &ldquo;tempo&rdquo;.<br /> D&ecirc; um tempo, tome um tempo, n&atilde;o culpe o tempo, sinta o tempo e recupere seu tempo<br /> O que n&atilde;o pode acontecer &eacute; ter tanto medo da vida, e se esconder atr&aacute;s de tantas chaves. Pois, tudo passa. Eu j&aacute; me enchi com tantos cadeados, mas pouco segundo depois j&aacute; n&atilde;o lembrava mais o que estava guardando. J&aacute; corri tanto da solid&atilde;o que quando percebi estava de m&atilde;os dadas com ela. Ent&atilde;o, parei de correr. Joguei as fechaduras. Abri as janelas. E sorri com o vento. Se funciona? Dia sim, dia n&atilde;o. Mas passa, o dia bom passa, e o ruim tamb&eacute;m. A chuva &eacute; fase, por que eu n&atilde;o seria?<br /> O incerto tamb&eacute;m tem seu encanto.<br /> &Eacute; verdade!! Juro que &eacute;. Pare... e pense nisso.<br /> <br /> <br /> Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> com base nos devaneios do autor deste texto.<br /> Em 27.04.2016<br /> <br /> </span><br />

AS ESTAÇÕES DA VIDA
2 Ago 20174:47EP 692

AS ESTAÇÕES DA VIDA

<strong>&nbsp;As Esta&ccedil;&otilde;es da Vida</strong><br /> <br /> Quando chega o outono, as folhas das &aacute;rvores mudam seus tons de verde para uma variedade de cores inigual&aacute;vel.<br /> Se a primavera &eacute; uma explos&atilde;o de flores e perfumes, a esta&ccedil;&atilde;o outonal &eacute; a dos coloridos mais exuberantes.<br /> A impress&atilde;o que se tem &eacute; de que algumas &aacute;rvores disputam entre si qual se vestir&aacute; com a cor mais ex&oacute;tica. Olhamos para suas folhas e dif&iacute;cil nos &eacute; dizer qual a cor verdadeira, pois elas se mostram em tons que variam entre o laranja, amarelo e vermelho.<br /> Algumas apresentam uma mistura de cobre e cinza, levando-nos a um quase &ecirc;xtase ao contempl&aacute;-las.<br /> E ficar&atilde;o assim, trocando os tons, nos surpreendendo a cada dia, durante os meses em que se preparam para se vestir de inverno.<br /> Outras simplesmente v&atilde;o, paulatinamente, se jogando ao ch&atilde;o, uma a uma, como num desmaio constante, despindo os galhos e formando arabescos e tapetes pelas cal&ccedil;adas, pra&ccedil;as e ruas.<br /> Em nossas vidas, as esta&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m se apresentam. E no outono da idade alguns de n&oacute;s optamos por desistir de viver.<br /> Olhamos o rosto que apresenta as linhas modeladas pelo tempo e dizemos que estamos no fim da vida.<br /> Passou a juventude. Passou o entusiasmo. Passou a alegria de viver. Os sonhos foram armazenados para sempre.<br /> Por vezes, um tanto dram&aacute;ticos, at&eacute; acrescentamos: Agora, &eacute; s&oacute; esperar a morte.<br /> E se somos incentivados a aproveitar as horas de que dispomos, com leituras, estudo, algo que nos ilustre um tanto mais, invocamos os vacilos da mem&oacute;ria, as dificuldades de guardar informa&ccedil;&otilde;es.<br /> Um verdadeiro decl&iacute;nio. No entanto, dever&iacute;amos aprender com a natureza.<br /> A primavera &eacute; a esta&ccedil;&atilde;o das flores, dos dias amenos, da profus&atilde;o de frutos se esparramando pelos pomares.<br /> No ver&atilde;o, as cores quentes se apresentam com todo o vigor. Os arbustos com sua perenidade se vestem de um verde mais intenso.<br /> Nos canteiros, as flores se revezam em cores e perfumes.<br /> E, quando chega o inverno, ela se deixa despir pelos ventos g&eacute;lidos, pelas chuvas insistentes, pela geada que se estende branca e fria.<br /> Parece adormecer. &Eacute; uma esp&eacute;cie de reclus&atilde;o para, logo mais, despertar gloriosa aos beijos da primavera que se permite reprisar em beleza e cores.<br /> E a quadra do outono &eacute; exatamente aquela dos dias lentos, do sol que se apresenta morno e pregui&ccedil;oso, das folhas que caem.<br /> Poder&iacute;amos viver assim. Considerando a inf&acirc;ncia a primavera. &Eacute;poca de aproveitar todos os folguedos, os dias de despreocupa&ccedil;&atilde;o e abastan&ccedil;a de horas.<br /> Depois, na maturidade do ver&atilde;o, mostrarmos as nossas produ&ccedil;&otilde;es, assinalando nossa passagem pelo mundo.<br /> E no outono, nos servirmos da oportunidade de demonstrarmos todas as nossas nuances, conquistadas ao longo das primeiras esta&ccedil;&otilde;es.<br /> Demonstrar nossa habilidade como profissional, que atravessou os anos, esmerando-se na qualifica&ccedil;&atilde;o; como ser humano que vivenciou dias conturbados, experimentou a alegria e a tristeza, presenciou o progresso chegar e precisou se adequar.<br /> Demonstrar nossa qualidade de amante das coisas belas, que se debru&ccedil;a nas horas para contemplar os dias de luz.<br /> Pensemos nisso e vivamos melhor essa quadra outonal que nos chega, &agrave;s vezes, com algumas limita&ccedil;&otilde;es, mas, com certeza, cheia de oportunidades de usufruir cada hora, em totalidade.<br /> Utilizemos de forma s&aacute;bia o tempo que tenhamos, convivendo com a fam&iacute;lia mais estreitamente, compartilhando as conquistas realizadas. <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 28.2.1994</em></div>

TEMPOS FUGAZES
1 Ago 20174:24EP 691

TEMPOS FUGAZES

<strong>&nbsp;Tempos Fugazes<br /> </strong><br /> Nossos dias parecem feitos de momentos instant&acirc;neos. As coisas se transformam, as necessidades se sucedem e se modificam, fazendo com que tudo pare&ccedil;a vol&aacute;til e fugaz.<br /> Por vezes, nos parece que a pr&oacute;pria vida &eacute; nada mais do que uma leve impress&atilde;o e que nada vale um grande investimento, pois n&atilde;o h&aacute; o que sobreviva ao descarte e a se tornar obsoleto.<br /> Talvez por isso alguns de n&oacute;s imaginamos que nossos relacionamentos tamb&eacute;m s&atilde;o descart&aacute;veis e fugazes, nesses dias em que vivemos.<br /> Acabamos aceitando a ideia infeliz de que qualquer esfor&ccedil;o de investimento nas pessoas parece algo in&uacute;til, uma verdadeira perda de tempo, pois logo essas ser&atilde;o, ou poder&atilde;o ser substitu&iacute;das.<br /> Logo, &eacute; natural que nossos relacionamentos n&atilde;o suportem as primeiras rusgas, n&atilde;o sobrevivam aos primeiros embates, n&atilde;o ultrapassem os primeiros enfrentamentos.<br /> Os investimentos da paci&ecirc;ncia, da considera&ccedil;&atilde;o, do carinho, perdem sentido, nesse insistente descarte de tudo e de todos.<br /> A amizade logo se desfaz, o relacionamento n&atilde;o cria ra&iacute;zes, os la&ccedil;os n&atilde;o se apertam e os n&oacute;s se desfazem ao menor esfor&ccedil;o.<br /> Tudo isso porque esquecemos de que, muito embora o mundo esteja veloz, a comunica&ccedil;&atilde;o seja instant&acirc;nea, e a tecnologia se renove rapidamente, nossa mente e nosso cora&ccedil;&atilde;o s&atilde;o os mesmos de sempre.<br /> Nossas necessidades emocionais em nada mudaram com a tecnologia.<br /> A constru&ccedil;&atilde;o de nossos sentimentos ainda se faz gradual e lentamente, como a cem, quinhentos ou mil anos atr&aacute;s.<br /> Aprender a amar, cultivar uma amizade, aprender a querer bem, tudo se faz em velocidades medievais, poder&iacute;amos dizer.<br /> Nada disso mudou no s&eacute;culo XXI. O mundo externo se transformou por completo. Nossas necessidades e capacidades de amar s&atilde;o as mesmas.<br /> Assim, cada vez mais se torna importante que resgatemos o tempo a dedicar aos nossos amores.<br /> Nenhum casamento se fortalecer&aacute; sem o investimento de ambos.<br /> Por&eacute;m, se entre nossas prioridades n&atilde;o h&aacute; tempo e investimento suficiente para que a vida seja compartilhada, natural que a rela&ccedil;&atilde;o fene&ccedil;a.<br /> Se em nossos dias n&atilde;o h&aacute; prioridade e tempo para os amigos, como manter as amizades?<br /> Ningu&eacute;m pode esquecer que a amizade se consolida lentamente, como quem cozinha no fogo brando, atrav&eacute;s da conversa solta e fraterna, da visita despretensiosa que estreita la&ccedil;os, ou do telefonema sem hora marcada mas que aconchega o ouvido.<br /> Ser&atilde;o esses investimentos lentos, graduais, que ser&atilde;o efetivos, pois que criar&atilde;o ra&iacute;zes profundas no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Somente dessa forma nossos la&ccedil;os conseguir&atilde;o vencer o tempo e a dist&acirc;ncia, a ponto de nos acompanhar para al&eacute;m desta vida, pois que permanecer&atilde;o no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> O mais, o que efetivamente &eacute; descart&aacute;vel ou vol&aacute;til, isso ficar&aacute;, se perder&aacute; no tempo, ganhar&aacute; esquecimento.<br /> Entretanto, que nunca aquilo que perten&ccedil;a ao cora&ccedil;&atilde;o ganhe a falsa impress&atilde;o de tamb&eacute;m ser descart&aacute;vel.<br /> Porque, um dia, ao se perder tudo, inevit&aacute;vel fator da vida, permanecer&aacute; em n&oacute;s somente aquilo que agasalharmos na mente e no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> ***<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 25.4.2014.</em></div>

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