
O PRIMEIRO PÁSSARO

PODCAST · 3050 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


<span style=''font-size: small;''> APENAS O ESSENCIAL<br /> <br /> Eu contei os meus anos, e descobri que tenho menos tempo para viver daqui para frente, do que já vivi até agora.<br /> Eu tenho muito mais passado, que futuro.<br /> Então, não tenho mais tempo para lidar com a mediocridade.<br /> Eu não quero reuniões, em que desfilam egos inflamados.<br /> Inquieto-me com os invejosos, cobiçando lugar de quem eles admiram.<br /> Eu já não tenho tempo para conversas inúteis, sobre vidas alheias, que nem fazem parte da minha.<br /> Eu já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas idosas, mas ainda imaturas.<br /> Eu detesto pessoas que não debatem conteúdos, mas apenas rótulos.<br /> Eu quero viver ao lado de gente que sabe rir...sabe rir de seus tropeços. Quero viver ao lado de pessoas que não se encanta com os seus triunfos, não se considera eleita, antes da hora.<br /> Quero viver ao lado de gente que não foge da sua mortalidade...eu quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade;<br /> Apenas o essencial faz a vida valer apena...e para mim, basta o essencial.<br /> <br /> É essencial livrar-se dos falsos valores que levam a julgamentos igualmente falsos; abandonar tolas crendices, filhas da angústia e do medo do desconhecido.<br /> Existe ainda o perigo do deslumbre que cega a mente e ilude nossa capacidade de julgar; a vaidade tola e a megalomania, caminhos que levam a bezerros de ouro, à paixão pela conquista do poder pelo poder, ou como forma de submeter o próximo.<br /> Nossos olhos, muitas vezes, emprestam lentes de Narciso, capazes de distorcer nossa real imagem e os julgamentos que fazemos dos nossos atos.<br /> Só o tempo permite àqueles que dele fazem bom uso, cultivando o saber e examinando a vida em profundidade, perceber as coisas realmente importantes e belas.<br /> Nós, humanos, como as flores, os pássaros e tudo que é vivo, temos um ciclo que se inicia com o nascimento, prossegue com o florescer da maturidade e termina com a morte.<br /> Morremos todos, sem a beleza ou o vigor físico. De nada adiantam nossas conquistas terrestres, todas são fugazes.<br /> Se algo for eterno, será apenas a consciência que adquirimos neste viver.<br /> Esse enorme mistério da vida e da morte é o mais tranquilo, límpido e belo espetáculo ao qual nenhum outro se compara, mas que só pode ser observado e compreendido com o tempo, com o passar do tempo. Esse é um privilégio reservado aos que usaram bem seu tempo de vida.<br /> É contraditório, mas é preciso aceitar a nossa morte para se entender e vislumbrar toda a beleza da vida.<br /> Daí, talvez, a sabedoria popular do velho ditado que diz: "Neste mundo, quem mais olha menos vê, quem não morre não vê Cristo."<br /> Acreditamos que, no ditado popular, a palavra Cristo significa "ter consciência do processo da vida".<br /> Se fôssemos capazes de menores ilusões e maior consciência, certamente seríamos muito mais felizes.<br /> Teríamos maior prazer no trabalho, trataríamos o próximo com mais amor e respeito; seríamos mesmo capazes de amá-lo, não por nossos interesses, mas sim por ele mesmo.<br /> Não teríamos a maioria das nossas preocupações, dormiríamos melhor, administraríamos melhor nossas energias e não permitiríamos que tolas fantasias e angústias desnecessárias se apossassem de nosso ser.<br /> Viveríamos em paz, teríamos mais tempo para as crianças, as flores e os pássaros.<br /> Não necessitaríamos do consumo de drogas ou de bens supérfluos, usaríamos nosso tempo e nossa energia para coisas muito mais prazerosas: pensar e examinar a vida, livrar-nos de falsos valores, fantasias e miragens, encontrar a essência da vida, ver com os olhos da alma.<br /> Apague as luzes, dilate as pupilas da alma e veja.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com base em texto de Mario de Andrade e do Professor Oriovisto Guimarães, do Centro Universitário Positivo - UNICENP.<br /> Em 04.01.2015.<br /> <br /> <br /> </span> <br />

<strong> O VALOR DA PACIÊNCIA</strong><br /> <br /> Alguém disse, um dia, que a paciência é a arma dos fracos.<br /> <br /> Nada mais falso: a paciência, ao contrário, talvez seja o estágio mais avançado de força que um ser humano pode atingir.<br /> <br /> Algumas pessoas neste mundo são capazes de derrubar um exército inteiro com a força das mãos, e por isso se julgam fortes.<br /> <br /> Outras são capazes de arriscar a própria vida pelos motivos mais banais, e por isso se julgam fortes.<br /> <br /> Mas, pensando bem: quantos de nós são capazes de suportar uma longa aflição, sem queixar-se uma única vez?<br /> <br /> Quantos são capazes de tolerar o sofrimento, a tristeza, a doença e as pequenas contrariedades da vida, em silêncio, dia após dia, e mesmo assim tirar ânimo, sabe-se lá de onde, para continuar acreditando na sorte e na felicidade?<br /> <br /> Não há dúvida de que é preciso ser forte para derrubar um exército ou arriscar a vida. Mas é preciso ser ainda mais forte para levantar da cama, disposto a tentar novamente, mesmo já tendo tentado e fracassado um milhão de vezes.<br /> <br /> Muita gente se deixa impressionar pela suposta força dos destemidos e valentões. Porém, às vezes, há mais força na paciência, na resignação e na obstinação de certas pessoas aparentemente frágeis do que em qualquer outro lugar.<br /> <br /> Quando alguém nos ofende ou desfaz de nosso valor, é normal que sintamos a necessidade de responder à altura, fazer a pessoa engolir suas palavras — mas isso a fará acreditar em nós ou nos respeitar? <br /> <br /> Absolutamente, não.<br /> <br /> Crescer e aparecer: eis a única forma de fazer alguém mudar de ideia a nossa respeito.<br /> <br /> Para isso, é preciso paciência: deixar nossos críticos e agressores falando sozinhos para, de repente, surpreendê-los — não com palavras, mas com obras. Conquistando vitórias que julgavam fora de nosso alcance. Crescendo e aparecendo, enquanto fazem pouco de nós.<br /> <br /> Quando vemos nosso sacrifício resultando inútil, nosso esforço todo jogado por terra, é natural que sintamos vontade de chorar e nos revoltar — mas isso vai mudar a realidade?<br /> <br /> Absolutamente, não.<br /> <br /> Juntar os cacos e recomeçar: eis a única forma de mudar alguma coisa.<br /> <br /> Também para isso é preciso paciência: engolir a decepção sem perder tempo com lágrimas inúteis, para voltar à carga com a mesma disposição de antes, como se nada houvesse acontecido.<br /> <br /> O desespero, muitas vezes, nasce de nossa própria ignorância: nos julgamos incapazes de suportar determinadas situações, superar momentos de aflição e tristeza, recomeçar do zero.<br /> <br /> Mas estamos enganados quando pensamos dessa forma: quem tem paciência para deixar a poeira baixar acaba, mais cedo ou mais tarde, percebendo que o bicho nunca é tão feio quanto parece. E, mais importante do que isso, que somos sempre mais fortes do que imaginamos.<br /> <br /> Embora talvez mais difícil, embora às vezes penoso, a paciência é sempre o caminho mais curto e mais certo: aquele que sabe esperar e persistir acaba sempre alcançando a vitória.<br /> <br /> <br /> Quem aprende a ser paciente sabe que não há nada melhor do que um dia depois do outro.<br /> <br /> E que a paciência pode ser amarga como o limão, mas seus frutos são doces como o mel... <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> ******<br /> <br /> Acesse o novo site da centro America fm.<br /> Lá você encontra esse, e outros textos e áudios do Pense Nisso.<br /> Acesse: centroamericafm.com.br<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso.<br /> Com base no pensamento de Bertrand Rosseau<br /> Em 11.4.2014.</em></div>




<strong>TUDO É TRANSITÓRIO</strong><br /> <br /> Um redator de importante revista nacional escreveu, em um de seus artigos, algo que nos levou a reflexões a respeito da vida que levamos.<br /> Escreveu ele que pode até não ser verdade. Talvez a História não comprove o fato, contudo, é uma excelente ideia.<br /> Na Roma antiga, quando um general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma grande procissão pela cidade.<br /> O povo saía às ruas para assistir o desfile triunfal do comandante vencedor e homenagear a grandeza que ele trazia para a pátria.<br /> Era a honra máxima que um cidadão romano podia almejar. Mas, para chegar a isso, ele devia ter trabalhado muito por Roma.<br /> Ele devia ter matado em combate pelo menos cinco mil soldados inimigos; tinha de mostrar os chefes derrotados, que desfilavam atrás do seu carro; devia ter enfrentado um exército, no mínimo, equivalente ao seu.<br /> E, acima de tudo, devia trazer a sua tropa de volta para casa porque um líder é responsável pelos seus liderados.<br /> Entretanto, os romanos, que passaram à História como os símbolos do orgulho, paradoxalmente tinham em alta conta a modéstia pessoal.<br /> Como, então, receber toda essa homenagem, desfilar vitorioso pela multidão como um rei, ser ovacionado como o grande triunfador e não se encher de soberba?<br /> É aí que aparece a grande ideia. Logo atrás do general vitorioso, no mesmo carro puxado por quatro cavalos, que ele conduzia, ficava um escravo.<br /> De tanto em tanto tempo, ele dizia baixinho, no ouvido do triunfador: Memento mori. Ou seja:Lembre-se de que você vai morrer um dia.<br /> Com certeza, nada melhor para baixar a soberba de qualquer alta autoridade que começa a se achar o bom, o melhor.<br /> <br /> Lembre-se de que você vai morrer um dia. Essa a reflexão que, de tempos em tempos, seria oportuno nos permitirmos.<br /> Não somos imortais na carne, embora alguns, antecipando novas e surpreendentes conquistas da ciência médica, apregoem que chegará o dia em que não mais haveremos de morrer. Seria trágico e enfadonho.<br /> Isso se chama dinamismo e renovação. Mas, lembrar que teremos fim um dia, que nossos eventuais inimigos também haverão de morrer, que tudo passa, é medida salutar.<br /> Nada é perene, sobre a Terra. Passam as questões corriqueiras, o poder, a autoridade humana, a vida física.<br /> O que hoje é, amanhã poderá deixar de ser.<br /> Assim reflexionando, não ficaremos agarrados a pretensos cargos, a fortunas, a interesses mesquinhos. Tudo é transitório na Terra.<br /> Hoje detemos o cargo, amanhã estará em outras mãos. Hoje comandamos centenas de pessoas,amanhã essas mesmas pessoas poderão estar acompanhando nosso funeral.<br /> Assim sendo, semeemos o bem, façamos nosso melhor como se hoje fosse nosso último dia neste mundo. Amemos, abracemos, façamos nosso melhor porque o amanhã poderá nos surpreender nos campos de uma realidade que apenas supomos, mas temos a certeza absoluta.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso, com dados iniciais colhidos no<br /> artigo de J. R. Guzzo, publicado na revista Veja, de 29 de agosto de<br /> 2012.<br /> Em 15.1.2014.<br /> <br /> <br />

<strong>CABOS E LUZES EM UMA CAIXA</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Há cerca de cinquenta anos, um discurso tornou-se célebre no ambiente de rádio e telejornalismo americanos.<br /> Tratava-se da fala do âncora Edward Murrow sobre rádio e televisão.<br /> As transmissões de TV ainda davam seus primeiros passos, e traziam à tona muitas discussões no que dizia respeito à programação, e ao objetivo dessa nova mídia na época.<br /> Na ocasião, o jornalista da rede CBS falou a uma grande plateia de membros e diretores das principais empresas do setor, nos Estados Unidos.<br /> Afirmou que, se dentro de meio século, historiadores analisassem vídeos das grandes redes americanas, encontrariam provas da decadência, escapismo e alienação das realidades do mundo que vivemos.<br /> No discurso, que ficou conhecido como Cabos e luzes em uma caixa, Murrow expressava receio de que o poder do rádio e da TV fosse usado de maneira danosa à sociedade e à cultura.<br /> Especialmente sobre a TV, ele foi ainda mais fundo.<br /> Disse ele: Este veículo pode ensinar, iluminar. Sim, pode até inspirar. Mas só pode fazê-lo se os seres humanos estiverem determinados a usá-lo para estes fins.<br /> De outro modo – acrescentava ele – são meramente cabos e luzes em uma caixa.<br /> O âncora ainda acrescentou: Há uma grande batalha e talvez decisiva, a ser travada contra a ignorância, a intolerância e a indiferença. Esta arma, a televisão, poderia ser útil.<br /> * * *<br /> Meio século se passou, e como estamos em relação a essa questão no mundo?<br /> A televisão passou a fazer parte da vida diária de bilhões de pessoas.<br /> Porém, será que está sendo utilizada com esses fins nobres, idealistas, apontados pelo jornalista?<br /> Será que colocamos essas descobertas da ciência, as novas facilidades na obtenção de informação, rapidez de comunicação, a serviço de nossa evolução moral?<br /> Ou tudo isso, em grande parte, foi seduzido pelo antigo desejo do homem velho, de ter cada vez mais e mais?<br /> É importante que reflitamos.<br /> Deus permite que conquistemos as melhorias materiais das ciências, da tecnologia, do conhecimento, com um único fim: o nosso crescimento moral.<br /> São instrumentos que facilitam a vida material do homem – ou, deveriam facilitar – para que esse se preocupe mais com a conquista das virtudes da alma.<br /> A verdade é que acabamos nos hipnotizando pela caixa com cabos e luzes. De meio, de instrumento, ela virou veículo de alienação, de escapismos.<br /> E assim vimos fazendo com tantas outras conquistas da tecnologia, pois a alma humana ainda está vazia, perdida.<br /> Vale a pena repensar tudo isso. Vale a pena procurar saber se não estamos alimentando uma indústria de inutilidades mil.<br /> A mudança desse panorama virá de cada um de nós, primeiramente como receptores mais exigentes que precisamos ser.<br /> Depois, como transmissores, na esfera que nos caiba, dessa ideia de que todos esses meios de comunicação devem ser veículos do bem.<br /> É tempo de despertar, mudar de canal ou desligarmo-nos das tomadas do mundo, e nos religarmos a Deus e aos nossos objetivos maiores aqui.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 10.12.2014.</span><br />