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PODCAST · 3050 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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APENAS O ESSENCIAL
23 Ago 20174:41EP 705

APENAS O ESSENCIAL

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;APENAS O ESSENCIAL<br /> <br /> Eu contei os meus anos, e descobri que tenho menos tempo para viver daqui para frente, do que j&aacute; vivi at&eacute; agora.<br /> Eu tenho muito mais passado, que futuro.<br /> Ent&atilde;o, n&atilde;o tenho mais tempo para lidar com a mediocridade.<br /> Eu n&atilde;o quero reuni&otilde;es, em que desfilam egos inflamados.<br /> Inquieto-me com os invejosos, cobi&ccedil;ando lugar de quem eles admiram.<br /> Eu j&aacute; n&atilde;o tenho tempo para conversas in&uacute;teis, sobre vidas alheias, que nem fazem parte da minha.<br /> Eu j&aacute; n&atilde;o tenho tempo para administrar melindres de pessoas idosas, mas ainda imaturas.<br /> Eu detesto pessoas que n&atilde;o debatem conte&uacute;dos, mas apenas r&oacute;tulos.<br /> Eu quero viver ao lado de gente que sabe rir...sabe rir de seus trope&ccedil;os. Quero viver ao lado de pessoas que n&atilde;o se encanta com os seus triunfos, n&atilde;o se considera eleita, antes da hora.<br /> Quero viver ao lado de gente que n&atilde;o foge da sua mortalidade...eu quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade;<br /> Apenas o essencial faz a vida valer apena...e para mim, basta o essencial.<br /> <br /> &Eacute; essencial livrar-se dos falsos valores que levam a julgamentos igualmente falsos; abandonar tolas crendices, filhas da ang&uacute;stia e do medo do desconhecido.<br /> Existe ainda o perigo do deslumbre que cega a mente e ilude nossa capacidade de julgar; a vaidade tola e a megalomania, caminhos que levam a bezerros de ouro, &agrave; paix&atilde;o pela conquista do poder pelo poder, ou como forma de submeter o pr&oacute;ximo.<br /> Nossos olhos, muitas vezes, emprestam lentes de Narciso, capazes de distorcer nossa real imagem e os julgamentos que fazemos dos nossos atos.<br /> S&oacute; o tempo permite &agrave;queles que dele fazem bom uso, cultivando o saber e examinando a vida em profundidade, perceber as coisas realmente importantes e belas.<br /> N&oacute;s, humanos, como as flores, os p&aacute;ssaros e tudo que &eacute; vivo, temos um ciclo que se inicia com o nascimento, prossegue com o florescer da maturidade e termina com a morte.<br /> Morremos todos, sem a beleza ou o vigor f&iacute;sico. De nada adiantam nossas conquistas terrestres, todas s&atilde;o fugazes.<br /> Se algo for eterno, ser&aacute; apenas a consci&ecirc;ncia que adquirimos neste viver.<br /> Esse enorme mist&eacute;rio da vida e da morte &eacute; o mais tranquilo, l&iacute;mpido e belo espet&aacute;culo ao qual nenhum outro se compara, mas que s&oacute; pode ser observado e compreendido com o tempo, com o passar do tempo. Esse &eacute; um privil&eacute;gio reservado aos que usaram bem seu tempo de vida.<br /> &Eacute; contradit&oacute;rio, mas &eacute; preciso aceitar a nossa morte para se entender e vislumbrar toda a beleza da vida.<br /> Da&iacute;, talvez, a sabedoria popular do velho ditado que diz: &quot;Neste mundo, quem mais olha menos v&ecirc;, quem n&atilde;o morre n&atilde;o v&ecirc; Cristo.&quot;<br /> Acreditamos que, no ditado popular, a palavra Cristo significa &quot;ter consci&ecirc;ncia do processo da vida&quot;.<br /> Se f&ocirc;ssemos capazes de menores ilus&otilde;es e maior consci&ecirc;ncia, certamente ser&iacute;amos muito mais felizes.<br /> Ter&iacute;amos maior prazer no trabalho, tratar&iacute;amos o pr&oacute;ximo com mais amor e respeito; ser&iacute;amos mesmo capazes de am&aacute;-lo, n&atilde;o por nossos interesses, mas sim por ele mesmo.<br /> N&atilde;o ter&iacute;amos a maioria das nossas preocupa&ccedil;&otilde;es, dormir&iacute;amos melhor, administrar&iacute;amos melhor nossas energias e n&atilde;o permitir&iacute;amos que tolas fantasias e ang&uacute;stias desnecess&aacute;rias se apossassem de nosso ser.<br /> Viver&iacute;amos em paz, ter&iacute;amos mais tempo para as crian&ccedil;as, as flores e os p&aacute;ssaros.<br /> N&atilde;o necessitar&iacute;amos do consumo de drogas ou de bens sup&eacute;rfluos, usar&iacute;amos nosso tempo e nossa energia para coisas muito mais prazerosas: pensar e examinar a vida, livrar-nos de falsos valores, fantasias e miragens, encontrar a ess&ecirc;ncia da vida, ver com os olhos da alma.<br /> Apague as luzes, dilate as pupilas da alma e veja.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em texto de Mario de Andrade e do Professor Oriovisto Guimar&atilde;es, do Centro Universit&aacute;rio Positivo - UNICENP.<br /> Em 04.01.2015.<br /> <br /> <br /> </span> <br />

O VALOR DA PACIÊNCIA
22 Ago 20174:17EP 704

O VALOR DA PACIÊNCIA

<strong>&nbsp;O VALOR DA PACI&Ecirc;NCIA</strong><br /> <br /> Algu&eacute;m disse, um dia, que a paci&ecirc;ncia &eacute; a arma dos fracos.<br /> <br /> Nada mais falso: a paci&ecirc;ncia, ao contr&aacute;rio, talvez seja o est&aacute;gio mais avan&ccedil;ado de for&ccedil;a que um ser humano pode atingir.<br /> <br /> Algumas pessoas neste mundo s&atilde;o capazes de derrubar um ex&eacute;rcito inteiro com a for&ccedil;a das m&atilde;os, e por isso se julgam fortes.<br /> <br /> Outras s&atilde;o capazes de arriscar a pr&oacute;pria vida pelos motivos mais banais, e por isso se julgam fortes.<br /> <br /> Mas, pensando bem: quantos de n&oacute;s s&atilde;o capazes de suportar uma longa afli&ccedil;&atilde;o, sem queixar-se uma &uacute;nica vez?<br /> <br /> Quantos s&atilde;o capazes de tolerar o sofrimento, a tristeza, a doen&ccedil;a e as pequenas contrariedades da vida, em sil&ecirc;ncio, dia ap&oacute;s dia, e mesmo assim tirar &acirc;nimo, sabe-se l&aacute; de onde, para continuar acreditando na sorte e na felicidade?<br /> <br /> N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que &eacute; preciso ser forte para derrubar um ex&eacute;rcito ou arriscar a vida. Mas &eacute; preciso ser ainda mais forte para levantar da cama, disposto a tentar novamente, mesmo j&aacute; tendo tentado e fracassado um milh&atilde;o de vezes.<br /> <br /> Muita gente se deixa impressionar pela suposta for&ccedil;a dos destemidos e valent&otilde;es. Por&eacute;m, &agrave;s vezes, h&aacute; mais for&ccedil;a na paci&ecirc;ncia, na resigna&ccedil;&atilde;o e na obstina&ccedil;&atilde;o de certas pessoas aparentemente fr&aacute;geis do que em qualquer outro lugar.<br /> <br /> Quando algu&eacute;m nos ofende ou desfaz de nosso valor, &eacute; normal que sintamos a necessidade de responder &agrave; altura, fazer a pessoa engolir suas palavras &mdash; mas isso a far&aacute; acreditar em n&oacute;s ou nos respeitar? <br /> <br /> Absolutamente, n&atilde;o.<br /> <br /> Crescer e aparecer: eis a &uacute;nica forma de fazer algu&eacute;m mudar de ideia a nossa respeito.<br /> <br /> Para isso, &eacute; preciso paci&ecirc;ncia: deixar nossos cr&iacute;ticos e agressores falando sozinhos para, de repente, surpreend&ecirc;-los &mdash; n&atilde;o com palavras, mas com obras. Conquistando vit&oacute;rias que julgavam fora de nosso alcance. Crescendo e aparecendo, enquanto fazem pouco de n&oacute;s.<br /> <br /> Quando vemos nosso sacrif&iacute;cio resultando in&uacute;til, nosso esfor&ccedil;o todo jogado por terra, &eacute; natural que sintamos vontade de chorar e nos revoltar &mdash; mas isso vai mudar a realidade?<br /> <br /> Absolutamente, n&atilde;o.<br /> <br /> Juntar os cacos e recome&ccedil;ar: eis a &uacute;nica forma de mudar alguma coisa.<br /> <br /> Tamb&eacute;m para isso &eacute; preciso paci&ecirc;ncia: engolir a decep&ccedil;&atilde;o sem perder tempo com l&aacute;grimas in&uacute;teis, para voltar &agrave; carga com a mesma disposi&ccedil;&atilde;o de antes, como se nada houvesse acontecido.<br /> <br /> O desespero, muitas vezes, nasce de nossa pr&oacute;pria ignor&acirc;ncia: nos julgamos incapazes de suportar determinadas situa&ccedil;&otilde;es, superar momentos de afli&ccedil;&atilde;o e tristeza, recome&ccedil;ar do zero.<br /> <br /> Mas estamos enganados quando pensamos dessa forma: quem tem paci&ecirc;ncia para deixar a poeira baixar acaba, mais cedo ou mais tarde, percebendo que o bicho nunca &eacute; t&atilde;o feio quanto parece. E, mais importante do que isso, que somos sempre mais fortes do que imaginamos.<br /> <br /> Embora talvez mais dif&iacute;cil, embora &agrave;s vezes penoso, a paci&ecirc;ncia &eacute; sempre o caminho mais curto e mais certo: aquele que sabe esperar e persistir acaba sempre alcan&ccedil;ando a vit&oacute;ria.<br /> <br /> <br /> Quem aprende a ser paciente sabe que n&atilde;o h&aacute; nada melhor do que um dia depois do outro.<br /> <br /> E que a paci&ecirc;ncia pode ser amarga como o lim&atilde;o, mas seus frutos s&atilde;o doces como o mel... <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> ******<br /> <br /> Acesse o novo site da centro America fm.<br /> L&aacute; voc&ecirc; encontra esse, e outros textos e &aacute;udios do Pense Nisso.<br /> Acesse: centroamericafm.com.br<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Com base no pensamento de Bertrand Rosseau<br /> Em 11.4.2014.</em></div>

TUDO É TRANSITÓRIO
16 Ago 20174:18EP 700

TUDO É TRANSITÓRIO

<strong>TUDO &Eacute; TRANSIT&Oacute;RIO</strong><br /> <br /> Um redator de importante revista nacional escreveu, em um de seus artigos, algo que nos levou a reflex&otilde;es a respeito da vida que levamos.<br /> Escreveu ele que pode at&eacute; n&atilde;o ser verdade. Talvez a Hist&oacute;ria n&atilde;o comprove o fato, contudo, &eacute; uma excelente ideia.<br /> Na Roma antiga, quando um general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma grande prociss&atilde;o pela cidade.<br /> O povo sa&iacute;a &agrave;s ruas para assistir o desfile triunfal do comandante vencedor e homenagear a grandeza que ele trazia para a p&aacute;tria.<br /> Era a honra m&aacute;xima que um cidad&atilde;o romano podia almejar. Mas, para chegar a isso, ele devia ter trabalhado muito por Roma.<br /> Ele devia ter matado em combate pelo menos cinco mil soldados inimigos; tinha de mostrar os chefes derrotados, que desfilavam atr&aacute;s do seu carro; devia ter enfrentado um ex&eacute;rcito, no m&iacute;nimo, equivalente ao seu.<br /> E, acima de tudo, devia trazer a sua tropa de volta para casa porque um l&iacute;der &eacute; respons&aacute;vel pelos seus liderados.<br /> Entretanto, os romanos, que passaram &agrave; Hist&oacute;ria como os s&iacute;mbolos do orgulho, paradoxalmente tinham em alta conta a mod&eacute;stia pessoal.<br /> Como, ent&atilde;o, receber toda essa homenagem, desfilar vitorioso pela multid&atilde;o como um rei, ser ovacionado como o grande triunfador e n&atilde;o se encher de soberba?<br /> &Eacute; a&iacute; que aparece a grande ideia. Logo atr&aacute;s do general vitorioso, no mesmo carro puxado por quatro cavalos, que ele conduzia, ficava um escravo.<br /> De tanto em tanto tempo, ele dizia baixinho, no ouvido do triunfador: Memento mori. Ou seja:Lembre-se de que voc&ecirc; vai morrer um dia.<br /> Com certeza, nada melhor para baixar a soberba de qualquer alta autoridade que come&ccedil;a a se achar o bom, o melhor.<br /> <br /> Lembre-se de que voc&ecirc; vai morrer um dia. Essa a reflex&atilde;o que, de tempos em tempos, seria oportuno nos permitirmos.<br /> N&atilde;o somos imortais na carne, embora alguns, antecipando novas e surpreendentes conquistas da ci&ecirc;ncia m&eacute;dica, apregoem que chegar&aacute; o dia em que n&atilde;o mais haveremos de morrer. Seria tr&aacute;gico e enfadonho.<br /> Isso se chama dinamismo e renova&ccedil;&atilde;o. Mas, lembrar que teremos fim um dia, que nossos eventuais inimigos tamb&eacute;m haver&atilde;o de morrer, que tudo passa, &eacute; medida salutar.<br /> Nada &eacute; perene, sobre a Terra. Passam as quest&otilde;es corriqueiras, o poder, a autoridade humana, a vida f&iacute;sica.<br /> O que hoje &eacute;, amanh&atilde; poder&aacute; deixar de ser.<br /> Assim reflexionando, n&atilde;o ficaremos agarrados a pretensos cargos, a fortunas, a interesses mesquinhos. Tudo &eacute; transit&oacute;rio na Terra.<br /> Hoje detemos o cargo, amanh&atilde; estar&aacute; em outras m&atilde;os. Hoje comandamos centenas de pessoas,amanh&atilde; essas mesmas pessoas poder&atilde;o estar acompanhando nosso funeral.<br /> Assim sendo, semeemos o bem, fa&ccedil;amos nosso melhor como se hoje fosse nosso &uacute;ltimo dia neste mundo. Amemos, abracemos, fa&ccedil;amos nosso melhor porque o amanh&atilde; poder&aacute; nos surpreender nos campos de uma realidade que apenas supomos, mas temos a certeza absoluta.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com dados iniciais colhidos no<br /> artigo de J. R. Guzzo, publicado na revista Veja, de 29 de agosto de<br /> 2012.<br /> Em 15.1.2014.<br /> <br /> <br />

CABOS E LUZES EM UMA CAIXA
15 Ago 20174:09EP 699

CABOS E LUZES EM UMA CAIXA

<strong>CABOS E LUZES EM UMA CAIXA</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>H&aacute; cerca de cinquenta anos, um discurso tornou-se c&eacute;lebre no ambiente de r&aacute;dio e telejornalismo americanos.<br /> Tratava-se da fala do &acirc;ncora Edward Murrow sobre r&aacute;dio e televis&atilde;o.<br /> As transmiss&otilde;es de TV ainda davam seus primeiros passos, e traziam &agrave; tona muitas discuss&otilde;es no que dizia respeito &agrave; programa&ccedil;&atilde;o, e ao objetivo dessa nova m&iacute;dia na &eacute;poca.<br /> Na ocasi&atilde;o, o jornalista da rede CBS falou a uma grande plateia de membros e diretores das principais empresas do setor, nos Estados Unidos.<br /> Afirmou que, se dentro de meio s&eacute;culo, historiadores analisassem v&iacute;deos das grandes redes americanas, encontrariam provas da decad&ecirc;ncia, escapismo e aliena&ccedil;&atilde;o das realidades do mundo que vivemos.<br /> No discurso, que ficou conhecido como Cabos e luzes em uma caixa, Murrow expressava receio de que o poder do r&aacute;dio e da TV fosse usado de maneira danosa &agrave; sociedade e &agrave; cultura.<br /> Especialmente sobre a TV, ele foi ainda mais fundo.<br /> Disse ele: Este ve&iacute;culo pode ensinar, iluminar. Sim, pode at&eacute; inspirar. Mas s&oacute; pode faz&ecirc;-lo se os seres humanos estiverem determinados a us&aacute;-lo para estes fins.<br /> De outro modo &ndash; acrescentava ele &ndash; s&atilde;o meramente cabos e luzes em uma caixa.<br /> O &acirc;ncora ainda acrescentou: H&aacute; uma grande batalha e talvez decisiva, a ser travada contra a ignor&acirc;ncia, a intoler&acirc;ncia e a indiferen&ccedil;a. Esta arma, a televis&atilde;o, poderia ser &uacute;til.<br /> * * *<br /> Meio s&eacute;culo se passou, e como estamos em rela&ccedil;&atilde;o a essa quest&atilde;o no mundo?<br /> A televis&atilde;o passou a fazer parte da vida di&aacute;ria de bilh&otilde;es de pessoas.<br /> Por&eacute;m, ser&aacute; que est&aacute; sendo utilizada com esses fins nobres, idealistas, apontados pelo jornalista?<br /> Ser&aacute; que colocamos essas descobertas da ci&ecirc;ncia, as novas facilidades na obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, rapidez de comunica&ccedil;&atilde;o, a servi&ccedil;o de nossa evolu&ccedil;&atilde;o moral?<br /> Ou tudo isso, em grande parte, foi seduzido pelo antigo desejo do homem velho, de ter cada vez mais e mais?<br /> &Eacute; importante que reflitamos.<br /> Deus permite que conquistemos as melhorias materiais das ci&ecirc;ncias, da tecnologia, do conhecimento, com um &uacute;nico fim: o nosso crescimento moral.<br /> S&atilde;o instrumentos que facilitam a vida material do homem &ndash; ou, deveriam facilitar &ndash; para que esse se preocupe mais com a conquista das virtudes da alma.<br /> A verdade &eacute; que acabamos nos hipnotizando pela caixa com cabos e luzes. De meio, de instrumento, ela virou ve&iacute;culo de aliena&ccedil;&atilde;o, de escapismos.<br /> E assim vimos fazendo com tantas outras conquistas da tecnologia, pois a alma humana ainda est&aacute; vazia, perdida.<br /> Vale a pena repensar tudo isso. Vale a pena procurar saber se n&atilde;o estamos alimentando uma ind&uacute;stria de inutilidades mil.<br /> A mudan&ccedil;a desse panorama vir&aacute; de cada um de n&oacute;s, primeiramente como receptores mais exigentes que precisamos ser.<br /> Depois, como transmissores, na esfera que nos caiba, dessa ideia de que todos esses meios de comunica&ccedil;&atilde;o devem ser ve&iacute;culos do bem.<br /> &Eacute; tempo de despertar, mudar de canal ou desligarmo-nos das tomadas do mundo, e nos religarmos a Deus e aos nossos objetivos maiores aqui.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 10.12.2014.</span><br />

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