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PODCAST · 3050 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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PÁLIDO PONTO AZUL
8 Set 20174:08EP 714

PÁLIDO PONTO AZUL

O que somos n&oacute;s comparados ao infinito do cosmos?<br /> <br /> N&oacute;s sentimos grandes, poderosos, imensur&aacute;veis.<br /> <br /> Mas o que &eacute; o planeta terra no infinito do universo?<br /> <br /> Ao ver a nossa m&atilde;e terra a bilh&otilde;es de kilom&ecirc;tros, ela n&atilde;o passa de um gr&atilde;ozinho de poeira na imensid&atilde;o escura. <br /> E neste ponto de vista nos indagamos: -L&aacute; esta nossa casa, um p&aacute;lido ponto azul...<br /> <br /> E al&iacute;... &eacute; o nosso lar...somos n&oacute;s.<br /> <br /> Al&iacute; est&atilde;o todos que voc&ecirc; amou. <br /> <br /> Todos que conheceu, de quem j&aacute; ouviu falar;<br /> <br /> Todos os seres humanos que j&aacute; existiram, que vivem, ou viveram as suas vidas...ali, naquele p&aacute;lido ponto azul.<br /> O conjuntos de nossas alegrias e sofrimentos.<br /> <br /> As in&uacute;meras religi&otilde;es, ideologias e doutrinas econ&ocirc;micas.<br /> <br /> Todos os ca&ccedil;adores e saqueadores, her&oacute;is e covardes, criadores e destruidores de civiliza&ccedil;&otilde;es, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e m&atilde;es, todas as crian&ccedil;as esperan&ccedil;osas . inventores e exploradores, professores de moral, pol&iacute;ticos corruptos, celebridades, lideres supremos, todos os santos e pecadores da historia de nossa esp&eacute;cie, viveram aqui: um gr&atilde;o de poeira suspenso num raio de sol.<br /> <br /> A terra, &eacute; um palco muito pequeno em uma imensa arena c&oacute;smica. <br /> <br /> Pense nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na gloria do triunfo, pudessem ser os senhores moment&acirc;neos de uma fra&ccedil;&atilde;o desse ponto.<br /> <br /> Pense nas crueldades sem fim, infligidas pelos moradores de um canto deste pixel, aos praticamente indistingu&iacute;veis moradores de algum outro canto, qu&atilde;o frequentes seus desentendimentos, qu&atilde;o &aacute;vidos de matar uns aos outros, qu&atilde;o veementes os seus &oacute;dios.<br /> <br /> As nossas posturas, a nossa suposta auto-import&acirc;ncia, a ilus&atilde;o de termos qualquer posi&ccedil;&atilde;o de privil&eacute;gio no Universo, s&atilde;o desafiadas por este pontinho de luz p&aacute;lida. O nosso planeta &eacute; um gr&atilde;o solit&aacute;rio na imensa escurid&atilde;o c&oacute;smica que nos cerca. Na nossa obscuridade, em toda esta vastid&atilde;o, n&atilde;o h&aacute; ind&iacute;cios de que v&aacute; chegar ajuda de outro lugar para nos salvar de n&oacute;s mesmos.<br /> <br /> A Terra &eacute; o &uacute;nico mundo conhecido, at&eacute; hoje, que abriga vida. N&atilde;o h&aacute; outro lugar, pelo menos no futuro pr&oacute;ximo, para onde a nossa esp&eacute;cie possa emigrar. Visitar, sim. Assentar-se, ainda n&atilde;o. Gostemos ou n&atilde;o, a Terra &eacute; onde temos de ficar por enquanto.<br /> <br /> J&aacute; foi dito que a astronomia &eacute; uma experi&ecirc;ncia de submiss&atilde;o e criadora de car&aacute;ter e que ensina a humildade. N&atilde;o h&aacute;, talvez, melhor demonstra&ccedil;&atilde;o da tola presun&ccedil;&atilde;o humana do que esta imagem distante do nosso min&uacute;sculo mundo. Para mim, destaca a nossa responsabilidade de sermos mais am&aacute;veis uns com os outros, e para preservarmos e protegermos o &quot;p&aacute;lido ponto azul&quot;, o &uacute;nico lar que conhecemos at&eacute; hoje.<br /> <br /> Voc&ecirc; ouvinte do pense nisso, eu, os nossos filhos, os nossos amores, devemos meditar a respeito.<br /> <br /> Por isso, devemos adotar o conhecimento, ampliar a nossa consci&ecirc;ncia. Desta forma, brilhar&aacute; a m&atilde;e de todas as sabedorias: a humildade.<br /> <br /> Pense nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso. &nbsp;Com base na palestra do Astr&ocirc;nomo Carl Sagan e da vis&atilde;o particular do autor deste texto.<br /> Em 07.07.2014<br />

MÁGOA DESNECESSÁRIA
6 Set 20174:00EP 712

MÁGOA DESNECESSÁRIA

<span style=''font-size: small;''>M&Aacute;GOA DESNECESS&Aacute;RIA<br /> <br /> As rela&ccedil;&otilde;es humanas ser&atilde;o sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E n&atilde;o poderia ser diferente.<br /> Como somos seres em evolu&ccedil;&atilde;o, muito ainda h&aacute; que se construir nas conquistas emocionais para que o equil&iacute;brio, a justi&ccedil;a e a retid&atilde;o sejam as ferramentas no relacionamento humano.<br /> N&atilde;o &eacute; raro indiv&iacute;duos que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e aguentar a outros.<br /> O racioc&iacute;nio se torna quase que natural, frente a tantos esfor&ccedil;os que temos que empreender, tanta paci&ecirc;ncia a exercitar, no trato com o semelhante.<br /> E n&atilde;o s&atilde;o poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela institui&ccedil;&atilde;o. Esses buscam a paz que n&atilde;o encontravam nas rela&ccedil;&otilde;es sociais e familiares.<br /> Muito embora assim o fa&ccedil;am imbu&iacute;dos, por vezes, das mais nobres inten&ccedil;&otilde;es, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da conviv&ecirc;ncia.<br /> Somente nos atritos que vivemos &eacute; que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experi&ecirc;ncias, de crescer, de superar aos poucos os pr&oacute;prios limites de intera&ccedil;&atilde;o social.<br /> Somos todos indiv&iacute;duos criados para viver em conjunto e a vida solit&aacute;ria somente nos causaria graves sequelas &agrave; vida emocional e psicol&oacute;gica.<br /> &Eacute; na experi&ecirc;ncia de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de afli&ccedil;&otilde;es e exemplos inesquec&iacute;veis.<br /> &Eacute; natural que nossas rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o sejam sempre pautadas pela harmonia. S&atilde;o nossos valores &iacute;ntimos que determinam os entrechoques que, n&atilde;o raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufru&iacute;mos.<br /> Como ainda n&atilde;o nos acostumamos a viver em estabilidade &iacute;ntima por longos per&iacute;odos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposi&ccedil;&otilde;es variadas em nossos relacionamentos.<br /> Pensando assim, pode-se concluir o quanto &eacute; desnecess&aacute;rio e improdutivo viver-se carregando no &iacute;ntimo m&aacute;goas e malqueren&ccedil;as.<br /> Ningu&eacute;m h&aacute; no planeta que n&atilde;o se aborre&ccedil;a quando recebe do outro o que n&atilde;o gostaria de receber. No entanto, n&atilde;o podemos esquecer que ningu&eacute;m tamb&eacute;m pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, n&atilde;o cause aborrecimentos e m&aacute;goas a outras pessoas, ainda que involuntariamente.<br /> Desta forma, cabe a cada um de n&oacute;s procurar resolver mal-entendidos, chatea&ccedil;&otilde;es e m&aacute;goas com os recursos dispon&iacute;veis do di&aacute;logo, do entendimento, da desculpa e do perd&atilde;o. Afinal, se outros nos magoam, de nossa parte tamb&eacute;m acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.<br /> Assim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispens&aacute;vel o armazenamento de sentimentos como a m&aacute;goa ou a raiva no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> H&aacute; tanto a se realizar de bom e de &uacute;til a cada dia, e o tempo est&aacute; t&atilde;o apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos m&aacute;goa na alma, qualquer que seja a intensidade.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita, com base no cap. 41, do<br /> livro A&ccedil;&otilde;es corajosas para viver em paz, pelo Esp&iacute;rito <br /> Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> Em 27.08.2010.<br /> <br /> </span><br />

ANTES DE CONDENAR
5 Set 20174:26EP 711

ANTES DE CONDENAR

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>ANTES DE CONDENAR<br /> <br /> Conta o escritor Stephen Covey, em um de seus livros, um fato ocorrido com ele, numa manh&atilde; de domingo, no metr&ocirc; de Nova York.<br /> <br /> As pessoas estavam calmamente lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma e tranq&uuml;ila.<br /> <br /> Subitamente, um homem entrou no vag&atilde;o do metr&ocirc; com os filhos. As crian&ccedil;as faziam algazarra e se comportavam mal. O clima mudou instantaneamente.<br /> <br /> O homem sentou-se ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situa&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> As crian&ccedil;as corriam de um lado para o outro, atiravam objetos e chegavam a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos.<br /> <br /> Mesmo assim o pai n&atilde;o fazia nada.<br /> <br /> Para Stephen era quase imposs&iacute;vel evitar a irrita&ccedil;&atilde;o. Ele n&atilde;o conseguia acreditar que ele pudesse ser t&atilde;o insens&iacute;vel a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude.<br /> <br /> Dava para perceber facilmente que as demais pessoas tamb&eacute;m estavam irritadas.<br /> <br /> A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, Stephen virou-se para o homem e disse: Senhor, seus filhos est&atilde;o perturbando muitas pessoas. Ser&aacute; que n&atilde;o poderia dar um jeito neles?<br /> <br /> O homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consci&ecirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o naquele exato momento, e disse calmamente: Sim, creio que o senhor tem raz&atilde;o. Acho que deveria fazer algo. Acabamos de sair do hospital, onde a m&atilde;e deles morreu h&aacute; uma hora... Eu n&atilde;o sei o que pensar, e parece que eles tamb&eacute;m n&atilde;o sabem como lidar com isso.<br /> <br /> N&oacute;s podemos imaginar como Stephen se sentiu naquele momento...<br /> <br /> Diante da resposta inesperada, ele passou a ver a situa&ccedil;&atilde;o de um modo diferente. E como via diferente, pensava, sentia e agia de um jeito diferente.<br /> * * *<br /> Quantas vezes n&oacute;s vemos, sentimos e agimos de maneira oposta &agrave; que dever&iacute;amos, por n&atilde;o perceber a realidade que est&aacute; por tr&aacute;s da cena.<br /> <br /> No mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em n&oacute;s pr&oacute;prios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a m&atilde;o.<br /> <br /> Por isso, &eacute; importante que cultivemos em n&oacute;s a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor.<br /> <br /> Geralmente o que fazemos &eacute; condenar, sem a m&iacute;nima an&aacute;lise da realidade de quem est&aacute; passando por &aacute;rduas dificuldades.<br /> <br /> No entanto, &eacute; t&atilde;o bom quando algu&eacute;m percebe nossas dores e sofrimentos que n&atilde;o ousamos expressar...<br /> <br /> &Eacute; t&atilde;o agrad&aacute;vel quando algu&eacute;m nota que estamos atravessando momentos dif&iacute;ceis e nos oferece apoio...<br /> <br /> &Eacute; t&atilde;o confortador encontrar algu&eacute;m que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperan&ccedil;a...<br /> <br /> As pessoas t&ecirc;m maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam ap&aacute;ticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem...<br /> <br /> Por tudo isso, n&atilde;o devemos julgar a situa&ccedil;&atilde;o pelas apar&ecirc;ncias, porque podemos nos enganar.<br /> <br /> No caso do metr&ocirc;, ap&oacute;s saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o cora&ccedil;&atilde;o de Stephen tomou-se de compaix&atilde;o.<br /> <br /> Sinto muito. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar? - Essa foi a atitude daquele que estava prestes a ter um ataque de nervos.<br /> <br /> Seus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que se escondia por tr&aacute;s da aparente indiferen&ccedil;a de um pai que n&atilde;o sabia como lidar com o pr&oacute;prio sofrimento...<br /> <br /> Pensemos nisso, antes de julgarmos algu&eacute;m ou uma situa&ccedil;&atilde;o.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no item<br /> De dentro para fora, do livro Os 7 h&aacute;bitos das<br /> pessoas altamente eficazes, de Stephen Covey,<br /> ed. Best Seller e Franklin Covey.<br /> Em 10.06.2012.<br /> </span><br />

O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO
2 Set 20173:08EP 710

O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO

<strong>&nbsp;O pr&oacute;ximo mais pr&oacute;ximo</strong><br /> <br /> <br /> Certa vez, uma crian&ccedil;a de sete anos perguntou &agrave; sua m&atilde;e, que era famosa apresentadora de programa de tv:<br /> M&atilde;e, por que na tela da televis&atilde;o voc&ecirc; sempre aparece sorrindo e feliz e em casa est&aacute; sempre s&eacute;ria e nervosa?<br /> A m&atilde;e, pega de surpresa, respondeu:<br /> &Eacute; porque na televis&atilde;o eu sou paga para sorrir.<br /> E a filha, mais que depressa, tornou a perguntar:<br /> M&atilde;e, quanto voc&ecirc; quer ganhar para sorrir tamb&eacute;m em nossa casa?<br /> * * *<br /> A pergunta da garotinha nos oferece motivos de reflex&atilde;o.<br /> Por que n&atilde;o sorrir no melhor lugar do mundo, que &eacute; o nosso lar? Por que n&atilde;o dar para os nossos tesouros mais preciosos, o melhor?<br /> Voc&ecirc; j&aacute; parou para observar um irrigador de grama em funcionamento?<br /> Girando, ele irriga toda a grama &agrave; sua volta. Mas quando chegamos mais perto, observamos que a grama que est&aacute; pr&oacute;xima do irrigador, est&aacute; seca. <br /> Ser&aacute; que em nossa fam&iacute;lia estamos agindo &agrave; semelhan&ccedil;a do irrigador de grama?<br /> Se estamos, &eacute; hora de mudar com urg&ecirc;ncia. Verifiquemos que, quando um amigo vem &agrave; nossa casa, colocamos um sorriso no rosto.<br /> Procuramos ser prestativos, companheiros, perguntamos como ele est&aacute;, o que tem feito.<br /> Somos extremamente simp&aacute;ticos. Nosso rosto &eacute; a pr&oacute;pria express&atilde;o da alegria e da camaradagem.<br /> Sorrimos e sorrimos muito.<br /> Toda nossa aten&ccedil;&atilde;o, durante o tempo em que ele est&aacute; conosco, &eacute; para ele. Termina a conversa, o amigo precisa ir embora e despedimo-nos. Acompanhamo-lo at&eacute; &agrave; porta, ficamos acenando at&eacute; ele desaparecer na rua.<br /> Agora, voltamos para o interior da nossa casa e para nossa fam&iacute;lia.<br /> Como que num passe de m&aacute;gica, nosso rosto se fecha, ficamos carrancudos.Passamos a ser outra pessoa.<br /> Junto ao amigo somos pessoas simp&aacute;ticas e sorridentes. Junto &agrave; nossa fam&iacute;lia somos antip&aacute;ticos e exigentes. Por qu&ecirc;?<br /> Ser&aacute; que os nossos amores n&atilde;o merecem a nossa aten&ccedil;&atilde;o e o nosso carinho?<br /> * * *<br /> Se voc&ecirc; se deu conta que est&aacute; agindo mais ou menos como um irrigador de grama, reverta logo a situa&ccedil;&atilde;o.<br /> Ainda hoje, enquanto voc&ecirc; est&aacute; com seus filhos, sua esposa, seu marido, seus pais, seja alegre.<br /> Converse. Interesse-se pela vida deles. O que eles fazem enquanto voc&ecirc; est&aacute; na escola, no trabalho, na rua?<br /> Sobretudo, abrace com carinho, beije com amor.<br /> Agindo assim, a casa se transformar&aacute; em um lar.<br /> E ainda hoje todos ser&atilde;o mais felizes.<br /> Pense nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo O pr&oacute;ximo<br /> mais pr&oacute;ximo, de Alkindar de Oliveira, publicado na Revista Esp&iacute;rita<br /> Allan Kardec, ano XII, n&ordm; 44.<br />

O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO
31 Ago 20173:09EP 709

O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO

<strong>&nbsp;O pr&oacute;ximo mais pr&oacute;ximo</strong><br /> <br /> <br /> Certa vez, uma crian&ccedil;a de sete anos perguntou &agrave; sua m&atilde;e, que era famosa apresentadora de programa de tv:<br /> M&atilde;e, por que na tela da televis&atilde;o voc&ecirc; sempre aparece sorrindo e feliz e em casa est&aacute; sempre s&eacute;ria e nervosa?<br /> A m&atilde;e, pega de surpresa, respondeu:<br /> &Eacute; porque na televis&atilde;o eu sou paga para sorrir.<br /> E a filha, mais que depressa, tornou a perguntar:<br /> M&atilde;e, quanto voc&ecirc; quer ganhar para sorrir tamb&eacute;m em nossa casa?<br /> * * *<br /> A pergunta da garotinha nos oferece motivos de reflex&atilde;o.<br /> Por que n&atilde;o sorrir no melhor lugar do mundo, que &eacute; o nosso lar? Por que n&atilde;o dar para os nossos tesouros mais preciosos, o melhor?<br /> Voc&ecirc; j&aacute; parou para observar um irrigador de grama em funcionamento?<br /> Girando, ele irriga toda a grama &agrave; sua volta. Mas quando chegamos mais perto, observamos que a grama que est&aacute; pr&oacute;xima do irrigador, est&aacute; seca. <br /> Ser&aacute; que em nossa fam&iacute;lia estamos agindo &agrave; semelhan&ccedil;a do irrigador de grama?<br /> Se estamos, &eacute; hora de mudar com urg&ecirc;ncia. Verifiquemos que, quando um amigo vem &agrave; nossa casa, colocamos um sorriso no rosto.<br /> Procuramos ser prestativos, companheiros, perguntamos como ele est&aacute;, o que tem feito.<br /> Somos extremamente simp&aacute;ticos. Nosso rosto &eacute; a pr&oacute;pria express&atilde;o da alegria e da camaradagem.<br /> Sorrimos e sorrimos muito.<br /> Toda nossa aten&ccedil;&atilde;o, durante o tempo em que ele est&aacute; conosco, &eacute; para ele. Termina a conversa, o amigo precisa ir embora e despedimo-nos. Acompanhamo-lo at&eacute; &agrave; porta, ficamos acenando at&eacute; ele desaparecer na rua.<br /> Agora, voltamos para o interior da nossa casa e para nossa fam&iacute;lia.<br /> Como que num passe de m&aacute;gica, nosso rosto se fecha, ficamos carrancudos.Passamos a ser outra pessoa.<br /> Junto ao amigo somos pessoas simp&aacute;ticas e sorridentes. Junto &agrave; nossa fam&iacute;lia somos antip&aacute;ticos e exigentes. Por qu&ecirc;?<br /> Ser&aacute; que os nossos amores n&atilde;o merecem a nossa aten&ccedil;&atilde;o e o nosso carinho?<br /> * * *<br /> Se voc&ecirc; se deu conta que est&aacute; agindo mais ou menos como um irrigador de grama, reverta logo a situa&ccedil;&atilde;o.<br /> Ainda hoje, enquanto voc&ecirc; est&aacute; com seus filhos, sua esposa, seu marido, seus pais, seja alegre.<br /> Converse. Interesse-se pela vida deles. O que eles fazem enquanto voc&ecirc; est&aacute; na escola, no trabalho, na rua?<br /> Sobretudo, abrace com carinho, beije com amor.<br /> Agindo assim, a casa se transformar&aacute; em um lar.<br /> E ainda hoje todos ser&atilde;o mais felizes.<br /> Pense nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo O pr&oacute;ximo<br /> mais pr&oacute;ximo, de Alkindar de Oliveira, publicado na Revista Esp&iacute;rita<br /> Allan Kardec, ano XII, n&ordm; 44.<br />

NOSSOS ANIMAIS
26 Ago 20174:41EP 708

NOSSOS ANIMAIS

<span style=''font-size: small;''>NOSSOS ANIMAIS<br /> <br /> Em fevereiro de 2012, o jornal Daily Mail noticiou que uma australiana, chamada Nicole Graham, e sua filha passeavam em dois cavalos numa praia em Melbourne, na Austr&aacute;lia, quando ca&iacute;ram em um atoleiro semelhante &agrave; areia movedi&ccedil;a.<br /> Nicole conseguiu se arrastar na lama para ajudar a filha e um dos animais mas, o cavalo chamado Astro, que montava, acabou ficando preso.<br /> Sua filha saiu em busca de socorro. Nicole estava segura e poderia se manter fora do atoleiro, mas n&atilde;o o fez.<br /> Percebeu que quanto mais seu estimado animal se movimentava, na tentativa de levantar, mais seu corpo submergia.<br /> Sentou-se, ent&atilde;o, ao lado dele tentando acalm&aacute;-lo. Nesse momento quase todo o corpo do animal se encontrava soterrado.<br /> Correndo risco de morte e com o corpo parcialmente coberto pela areia, Nicole permaneceu por tr&ecirc;s horas com os bra&ccedil;os ao redor da cabe&ccedil;a do cavalo, tentando mant&ecirc;-la erguida, de modo que ficasse para fora da lama at&eacute; o socorro chegar.<br /> &Agrave; medida que o tempo passava, o animal corria tamb&eacute;m risco de afogamento, pois estava &agrave; beira-mar e o n&iacute;vel da &aacute;gua subia rapidamente, ao redor do ponto onde ele estava atolado.<br /> Numa cena emocionante de desespero e solidariedade, aquela mulher arriscou a pr&oacute;pria vida para salvar a do animal. Demonstrou o quanto o ser humano &eacute; capaz de amar a Cria&ccedil;&atilde;o Divina.<br /> Ela n&atilde;o abandonou seu cavalo enquanto ele n&atilde;o foi salvo.<br /> Minutos antes da &aacute;gua tomar conta do local, as equipes de resgate conseguiram tirar Astro da lama.<br /> * * *<br /> &Eacute; dever do ser humano respeitar e proteger todas as formas de vida.<br /> Os diversos animais que rodeiam nossa exist&ecirc;ncia, no planeta Terra, s&atilde;o tamb&eacute;m criaturas de Deus e devem ser considerados como irm&atilde;os menores.<br /> Podemos nos servir deles sempre que necess&aacute;rio, mas nenhum direito &eacute; em si ilimitado.<br /> Eles n&atilde;o est&atilde;o no mundo com a &uacute;nica finalidade de serem &uacute;teis aos homens e devemos ter consci&ecirc;ncia de que o exerc&iacute;cio abusivo de qualquer direito &eacute; sempre reprov&aacute;vel.<br /> Deus colocou os animais sob nossa guarda. Temos, portanto, o dever de proteg&ecirc;-los.<br /> As pessoas que amam e cultivam a conviv&ecirc;ncia com os animais, se observarem com aten&ccedil;&atilde;o, verificar&atilde;o que v&aacute;rias esp&eacute;cies s&atilde;o portadoras de qualidades que consideramos humanas.<br /> S&atilde;o capazes de ter paci&ecirc;ncia, prud&ecirc;ncia, vigil&acirc;ncia, obedi&ecirc;ncia e disciplina. Demonstram, muitas vezes, sensibilidade, carinho e fidelidade.<br /> T&ecirc;m sua linguagem pr&oacute;pria, seus afetos e sua intelig&ecirc;ncia rudimentar. <br /> D&atilde;o-nos a ideia de que quanto mais perto se encontram das criaturas humanas, mais se lhes assemelham.<br /> Na conviv&ecirc;ncia com esses seres, devemos estabelecer o limite entre o que &eacute; realmente necess&aacute;rio e o que &eacute; sup&eacute;rfluo.<br /> Quando estiverem sob nossos cuidados ofere&ccedil;amos-lhes alimenta&ccedil;&atilde;o adequada, afeto, condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de higiene e tratamento para a sa&uacute;de sempre que necess&aacute;rio.<br /> H&aacute; mais de 500 anos atr&aacute;s, o grande s&aacute;bio da humanidade, Leonardo da Vinci profetizou:<br /> &ldquo;Chegar&aacute; um dia no qual os homens conhecer&atilde;o o &iacute;ntimo dos animais; e nesse dia, um crime contra um animal ser&aacute; considerado crime contra a humanidade.&rdquo;<br /> o abandono e maus tratos aos animais, j&aacute; &eacute; considerado um crime grave em muitos pa&iacute;ses.<br /> Reflitamos sobre como temos agido em rela&ccedil;&atilde;o a esses companheiros de jornada.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 5.10.2012.<br /> </span><br />

RELACIONAMENTO FAMILIAR
25 Ago 20174:00EP 707

RELACIONAMENTO FAMILIAR

<span style=''font-size: small;''>RELACIONAMENTO FAMILIAR<br /> <br /> O maior problema no relacionamento familiar &eacute; que cada um acredita que a raz&atilde;o lhe pertence.<br /> A esposa reclama porque o marido acredita que &eacute; doutor em tudo. Est&aacute; sempre certo. N&atilde;o admite que ningu&eacute;m lhe diga que est&aacute; errado.<br /> O marido, por sua vez, fala que a mulher &eacute; muito impertinente. Gosta de confus&atilde;o. Faz tempestade em copo d&rsquo;&aacute;gua.<br /> O filho reclama que os pais est&atilde;o totalmente por fora do mundo e querem governar a sua vida.<br /> Talvez falte um pouco de amor para iluminar o relacionamento afetivo e nos inspirar maneiras de convivermos com menos ego&iacute;smo.<br /> Conta o escritor Tom Anderson que, certa vez, ouviu algu&eacute;m afirmar que o amor deve ser exercitado como um ato da vontade. Uma pessoa pode demonstrar amor atrav&eacute;s de gestos simples.<br /> Impressionou-se com o que ouviu. Reconheceu-se ego&iacute;sta e que havia se tornado insens&iacute;vel ao amor familiar.<br /> Ficou imaginando que poderia melhorar o relacionamento afetivo se deixasse de criticar tanto a esposa e os filhos.<br /> Se n&atilde;o ligasse a televis&atilde;o somente no canal de seu interesse. Se deixasse de se concentrar na leitura do jornal e desse um pouco de aten&ccedil;&atilde;o aos familiares.<br /> Durante as f&eacute;rias de duas semanas, em que estavam juntos na praia, decidiu ser um marido e pai carinhoso.<br /> No primeiro dia, beijou a esposa e falou como ela estava bem, vestindo aquele su&eacute;ter amarelo.<br /> Voc&ecirc; reparou! &ndash; Falou, admirada.<br /> Logo que chegaram &agrave; praia, Tom pensou em descansar. Mas a esposa o convidou para dar um passeio, junto ao mar.<br /> Ia recusar, mas lembrou da promessa que fizera a si mesmo, por isso foi com ela.<br /> No outro dia, a esposa o convidou a visitar um museu de conchas. Ele detestava museus, mas foi.<br /> Numa das noites, n&atilde;o reclamou quando a esposa demorou demais para se arrumar e eles chegaram atrasados a um jantar.<br /> E assim se passaram doze dias. As f&eacute;rias estavam por terminar. Entretanto, Tom fizera a promessa de continuar com aquela disposi&ccedil;&atilde;o de expressar amor.<br /> Foi ent&atilde;o que ele surpreendeu a esposa muito triste. Porque lhe perguntasse o motivo, ela lhe indagou:<br /> Voc&ecirc; sabe de alguma coisa que eu n&atilde;o sei?<br /> Por que pergunta? Disse o marido.<br /> Bem, &eacute; que eu fiz aqueles exames rotineiros h&aacute; algumas semanas. Segundo me disse o m&eacute;dico, estava tudo bem. Mas, por acaso ele disse alguma coisa diferente para voc&ecirc;?<br /> N&atilde;o, afirmou Tom. Claro que n&atilde;o. Por que deveria?<br /> &Eacute; que voc&ecirc;, respondeu a esposa, est&aacute; sendo t&atilde;o bom para mim que imaginei estar com uma doen&ccedil;a grave, que iria morrer.<br /> N&atilde;o, querida, tornou a falar Tom, sorrindo, voc&ecirc; n&atilde;o est&aacute; morrendo. Eu &eacute; que estou come&ccedil;ando a viver.<br /> * * *<br /> Ao admitir que n&atilde;o somos infal&iacute;veis, nos habilitamos a iniciativas maravilhosas que p&otilde;em &aacute;gua na fervura dos desentendimentos.<br /> Existem express&otilde;es m&aacute;gicas em favor da harmonia dom&eacute;stica: Cometi um erro.<br /> Voc&ecirc; tem raz&atilde;o.<br /> Pe&ccedil;o perd&atilde;o.<br /> Fui indelicado.<br /> Prometo mudar.<br /> Que tal come&ccedil;ar hoje mesmo a tentar utilizar uma dessas express&otilde;es a favor da paz em nosso lar?<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Livre-<br /> nos Deus, do livro A presen&ccedil;a de Deus, de Richard Simonetti,<br /> ed. Gr&aacute;fica S&atilde;o Jo&atilde;o.<br /> Em 7.8.2013.<br /> <br /> </span><br />

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