Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
NEM NEM
10 Jan 20185:23EP 785

NEM NEM

<strong>&nbsp;NEM-NEM</strong><br /> <br /> <br /> Segundo as &uacute;ltimas pesquisas os &ldquo;Nem-Nem&rdquo;(nem estuda nem trabalha), est&aacute; crescendo a taxas assustadoras no Brasil. Mais de 25% dos jovens em idade ativa n&atilde;o estudam nem trabalham. Isto ter&aacute; um grande impacto negativo no desenvolvimento socioecon&ocirc;mico do pais. Al&eacute;m disso, muitos desses jovens ociosos, s&atilde;o presas f&aacute;ceis dos carteis do tr&aacute;fico de drogas.<br /> Estamos vivendo uma grave crise geracional. A cada dia &eacute; &ldquo;roubado&rdquo; o futuro de uma grande parcela das gera&ccedil;&otilde;es mais jovens. Quando as esperan&ccedil;as desaparecem, o risco &eacute; de eclos&atilde;o de uma grande explos&atilde;o de viol&ecirc;ncia.<br /> &Eacute; preciso que ensinemos aos jovens a necessidade de sermos uteis &agrave; sociedade. &Eacute; preciso mostrar aos jovens o valor do trabalho, da participa&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o nas tarefas dom&eacute;sticas, por exemplo.<br /> <br /> Usando como analogia, isso nos lembra uma singela hist&oacute;ria:<br /> <br /> Era sempre assim. O menino chegava na casa da av&oacute; e corria a pedir-lhe a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o.<br /> E, logo, vinha a pergunta: E, ent&atilde;o, meu filho, o que anda fazendo?<br /> Dando de ombros, o pequeno respondia depressa, como quem n&atilde;o quer ficar a dar explica&ccedil;&otilde;es ou pensar no que deveria dizer: Nada!<br /> Naquele momento, repetia sempre a boa senhora: &Eacute; preciso ocupar bem o tempo. Deus nos deu as m&atilde;os e a mente para que as ocup&aacute;ssemos em coisas boas, o tempo todo.<br /> Pouco ou nada entendia o garoto, na &eacute;poca.<br /> Por&eacute;m, anos passados, aquela advert&ecirc;ncia passou a soar como sabedoria. E, certo dia, encontrou em um livro uma pequena mensagem que veio ao encontro daqueles ensinamentos:<br /> Cuidado com a hora vazia, sem objetivo, sem atividade.<br /> Cabe&ccedil;a ociosa &eacute; perigo &agrave; vista.<br /> M&atilde;os desocupadas facultam o desequil&iacute;brio que se instala.<br /> Grandes males s&atilde;o maquinados quando se disp&otilde;e de espa&ccedil;o mental em aberto.<br /> S&oacute; ent&atilde;o percebeu ele que quando nada se faz, o pensamento trabalha intensamente e quase sempre, o resultado s&atilde;o coisas tolas, in&uacute;teis...<br /> * * *<br /> Muitos de n&oacute;s estamos envolvidos com tantas atividades que registramos o tempo a passar de forma muito r&aacute;pida, como se estivesse a escapar por entre os dedos.<br /> Mas, enorme ainda &eacute; o n&uacute;mero dos que n&atilde;o empregam bem o tempo que t&ecirc;m, e at&eacute; dizem que ele demora para passar.<br /> E outros afirmam que h&aacute; que se descansar tamb&eacute;m porque ningu&eacute;m &eacute; de ferro.<br /> Perfeitamente aceit&aacute;vel que o corpo necessite de repouso. N&atilde;o foi por outro motivo que a Divindade instituiu que o corpo repouse, ap&oacute;s certo per&iacute;odo de trabalho, a fim de se recompor.<br /> Descanso, no entanto, pode se dar de v&aacute;rias formas. Podemos descansar, alternando atividades.<br /> Cansados fisicamente, podemos atender ao descanso dedicando-nos &agrave;s artes, &agrave; escrita, algo que nos refa&ccedil;a.<br /> Cansados mentalmente, podemos descansar realizando um trabalho f&iacute;sico: passear com as crian&ccedil;as, cultivar uma planta, brincar com o animalzinho de estima&ccedil;&atilde;o, praticar esportes, varrer o quintal, lavar o carro.<br /> Se surge uma hora vazia, no decorrer do dia, &eacute; saud&aacute;vel que a preenchamos com uma conversa&ccedil;&atilde;o ou atividade positiva.<br /> Importante, no entanto, que seja algo que nos d&ecirc; prazer, que nos enrique&ccedil;a: o curso de um idioma diferente, o aprendizado de algo novo, o ensaio para uma habilidade manual...<br /> E o que dizer de empregarmos esse tempo vazio ofertando-o em atividade volunt&aacute;ria, em benef&iacute;cio de algo ou de algu&eacute;m?<br /> H&aacute; tantos que aguardam uma m&atilde;o amiga, um consolo, uma companhia, um esclarecimento.<br /> Importante organizarmos uma lista de atividades do que desejamos realizar, para pormos em pr&aacute;tica nas horas vazias.<br /> Dessa forma essas horas passar&atilde;o a nos enriquecer de tesouros de alegria e de paz.<br /> Muitos males enfrentados nos dias atuais s&atilde;o reflexos da m&aacute; distribui&ccedil;&atilde;o do tempo que dispomos.<br /> Valorizemos nossas horas. Enrique&ccedil;amos nossas vidas. Ensinemos as nossas crian&ccedil;as o valor do trabalho.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, Em 3.12.2016</em></div> <br />

A CULPA É MINHA E EU COLOCO EM QUEM EU QUISER
8 Jan 20184:23EP 784

A CULPA É MINHA E EU COLOCO EM QUEM EU QUISER

<strong>A CULPA &Eacute; MINHA E COLOCO EM QUEM EU QUISER.</strong><br /> <br /> O t&iacute;tulo do Pense Nisso pode parecer ir&ocirc;nico, mas tem sido o principal lema do nosso comportamento. Mesmo que inconscientemente, n&oacute;s usamos desse jarg&atilde;o: &rdquo; A culpa &eacute; minha e eu coloco em quem eu quiser. &rdquo;<br /> Pare e pense: estamos dando muitas desculpas sobre os nossos erros e dos resultados que n&atilde;o conseguimos atingir?<br /> Se a resposta for afirmativa possivelmente estamos sofrendo de &ldquo;desculpabilidade&rdquo;. Isto &eacute;, sempre colocamos a responsabilidade dos nossos atos negativos em fatores externos, como tr&acirc;nsito, a crise, a falta de sorte, o governo, e &eacute; claro, nas pessoas. <br /> Como se esses fatores fossem os donos do nosso destino e n&atilde;o temos responsabilidade. Sempre damos desculpas pelos nossos &ldquo;descaminhos&rdquo;.<br /> Ouvindo hist&oacute;rias por a&iacute;, temos a impress&atilde;o de que em muitas das nossas fantasias, n&atilde;o precisar&iacute;amos pedir desculpas. Muitos de n&oacute;s cultivam secretamente del&iacute;rios nos quais somos infal&iacute;veis, honrados, dignos, fortes. <br /> Ai, quando n&atilde;o encontramos uma desculpa pelos nossos erros, n&oacute;s usamos de um expediente muito em moda nos dias atuais: a vitimiza&ccedil;&atilde;o.<br /> Pensando nisso, seguem seis regras para que possamos conviver melhor com os nossos limites, buscar ampliar os nossos horizontes e fugir do &ldquo;vitim&iacute;smo&rdquo;. <br /> <br /> <strong>1. Abaixe a guarda</strong><br /> Em situa&ccedil;&otilde;es de trabalho, na fam&iacute;lia, ou em relacionamentos, pode ser importante se aproximar com as guardas baixas. Reconhecer o ponto de vista do outro, respirar e falar de cora&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> <strong>2. Ou&ccedil;a</strong><br /> A hora de falar vir&aacute;. Mas, antes de qualquer coisa, &eacute; essencial ouvir. &Eacute; desse processo que surgem as bases para o di&aacute;logo, para a conex&atilde;o que pode permitir o surgimento de uma rela&ccedil;&atilde;o ainda mais madura do que a anterior ao erro.<br /> <br /> <strong>3. Assuma responsabilidade, n&atilde;o se vitimize</strong><br /> Todos n&oacute;s j&aacute; cometemos erros. Sem exce&ccedil;&atilde;o. Isso n&atilde;o &eacute; motivo para sair agindo de maneira irrespons&aacute;vel e n&atilde;o ligar para as consequ&ecirc;ncias dos pr&oacute;prios atos. Mas tamb&eacute;m n&atilde;o significa que devemos nos culpar e nos posicionar como v&iacute;timas. Seja claro e honesto.<br /> E lembre-se: o foco n&atilde;o &eacute; voc&ecirc;. &Eacute; o erro.<br /> <br /> <strong>4. N&atilde;o tente escapar do erro se explicando</strong><br /> N&atilde;o se explicar n&atilde;o &eacute; deixar a pessoa no escuro, sem informa&ccedil;&atilde;o alguma a respeito do que ocorreu. Errou, conte o que aconteceu. Explique a situa&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o use isso como justificativa. Cuidado em usar o &ldquo;mas&rdquo;...quando usamos o &ldquo;mas&rdquo; &eacute; sinal que estamos nos justificando.<br /> <br /> <strong>5. Pe&ccedil;a desculpas</strong><br /> Voc&ecirc; pode at&eacute; achar que passar por todo o processo de assumir o erro, n&atilde;o se justificar e reparar os danos &eacute; suficiente. Mas n&atilde;o &eacute;. Portanto, pe&ccedil;a desculpas.<br /> <br /> <strong>6. Pe&ccedil;a ajuda</strong><br /> Melhor do que fazer promessas &eacute; pedir ajuda. Estamos todos no mesmo barco. Desta forma, podemos caminhar lado a lado, fortalecer os la&ccedil;os e crescer juntos.<br /> Reconhecer o erro; pedir perd&atilde;o e ressarcir - eis um dos caminhos da felicidade.<br /> <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 22.12.2017.</em></div> <br /> &nbsp;

A CRÍTICA
6 Jan 20183:58EP 783

A CRÍTICA

<span style=''font-size: small;''>A CRITICA<br /> <br /> Convidada a fazer uma prele&ccedil;&atilde;o sobre a cr&iacute;tica, a conferencista compareceu ante o audit&oacute;rio superlotado, carregando pequeno fardo. <br /> Ap&oacute;s cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de &aacute;gua de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.<br /> Em sil&ecirc;ncio, acendeu poderosa l&acirc;mpada, enfeitou a mesa com dezenas de p&eacute;rolas que trouxera no embrulho e com v&aacute;rias d&uacute;zias de flores frescas e perfumadas.<br /> Logo ap&oacute;s, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com gra&ccedil;a.<br /> Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.<br /> S&oacute; ent&atilde;o se dirigiu ao p&uacute;blico perguntando:<br /> O que &eacute; que os senhores est&atilde;o vendo?<br /> E a assembl&eacute;ia respondeu, em vozes discordantes:<br /> Um bicho!<br /> Um lagarto horr&iacute;vel!<br /> Uma larva!<br /> Um pequeno monstro! <br /> Esgotados breves momentos de expecta&ccedil;&atilde;o, a expositora considerou:<br /> Assim &eacute; o esp&iacute;rito da cr&iacute;tica destrutiva, meus amigos!<br /> Os senhores n&atilde;o enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa.<br /> N&atilde;o viram as flores, nem sentiram o seu perfume.<br /> N&atilde;o perceberam as p&eacute;rolas, nem as outras preciosidades.<br /> N&atilde;o atentaram para a luz faiscante que acendi no in&iacute;cio.<br /> Mas n&atilde;o passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...<br /> E, sorridente, concluiu sua exposi&ccedil;&atilde;o esclarecendo:<br /> Nada mais tenho a dizer...<br /> * * *<br /> Quantas vezes n&atilde;o nos temos feito cegos para as coisas e situa&ccedil;&otilde;es valorosas da vida.<br /> Acostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.<br /> Assim, criticamos a m&iacute;dia por enfatizar as mis&eacute;rias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas, mas, em verdade, isso tudo s&oacute; vem a lume porque ainda nos comprazem. Em &uacute;ltima an&aacute;lise, &eacute; o que vende!<br /> N&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situa&ccedil;&otilde;es nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.<br /> &Eacute; imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o em geral.<br /> &Eacute; importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles s&oacute; ocupam os cargos depois de eleitos por n&oacute;s.<br /> Enfim, &eacute; relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.<br /> Assim, com a exalta&ccedil;&atilde;o do bem, em detrimento do mal, a sociedade lograr&aacute; sobrepujar as mis&eacute;rias, evidenciando as belezas e os atos de ess&ecirc;ncia superior, e encontraremos a felicidade perene.<br /> Pensemos Nisso.<br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. VII do livro<br /> O c&eacute;u e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro<br /> Hahnemann, o ap&oacute;stolo da medicina espiritual,<br /> de Herm&iacute;nio C. Miranda, ed. Celd.<br /> Em 28.06.2012.</span></em><span style=''font-size: small;''><br /> </span></div>

CORRER RISCOS
5 Jan 20184:20EP 782

CORRER RISCOS

CORRER RISCOS <br /> <br /> <br /> S&ecirc;neca foi um fil&oacute;sofo e poeta romano que viveu sob o imp&eacute;rio de Cal&iacute;gula, depois Cl&aacute;udio e, finalmente, Nero.<br /> <br /> Seu talento como advogado lhe valeu a inimizade do imperador Cal&iacute;gula. Sob o imp&eacute;rio de Cl&aacute;udio foi exilado durante oito anos.<br /> <br /> Chamado de volta a Roma, foi tutor de Nero e, durante algum tempo, conseguiu exercer uma influ&ecirc;ncia ben&eacute;fica sobre o jovem imperador.<br /> <br /> Mais tarde, adotou uma posi&ccedil;&atilde;o de complac&ecirc;ncia com as tantas loucuras cometidas pelo imperador, o que n&atilde;o impediu que viesse a receber ordem para se suicidar.<br /> <br /> Vivendo em climas t&atilde;o adversos, manteve sua preocupa&ccedil;&atilde;o com as conquistas morais individuais. E teve oportunidade de escrever:<br /> <br /> Chorar &eacute; correr o risco de parecer sentimental demais.<br /> <br /> Rir &eacute; correr o risco de parecer tolo.<br /> <br /> Estender a m&atilde;o &eacute; correr o risco de se envolver.<br /> <br /> Expor seus sentimentos &eacute; correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.<br /> <br /> Defender seus sonhos e ideias diante da multid&atilde;o &eacute; correr o risco de ser mal interpretado e perder as pessoas.<br /> <br /> Amar &eacute; correr o risco de n&atilde;o ser correspondido.<br /> <br /> Viver &eacute; correr o risco de morrer.<br /> <br /> Confiar &eacute; correr o risco de se decepcionar.<br /> <br /> Tentar &eacute; correr o risco de fracassar.<br /> <br /> Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo &eacute; n&atilde;o arriscar nada.<br /> <br /> H&aacute; pessoas que n&atilde;o correm nenhum risco, n&atilde;o fazem nada, n&atilde;o t&ecirc;m nada e n&atilde;o s&atilde;o nada.<br /> <br /> Elas podem at&eacute; evitar sofrimentos e desilus&otilde;es, mas n&atilde;o conseguem nada, n&atilde;o sentem nada, n&atilde;o mudam, n&atilde;o crescem, n&atilde;o amam, n&atilde;o vivem.<br /> <br /> Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.<br /> <br /> Somente a pessoa que corre riscos &eacute; livre.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> A decis&atilde;o de correr riscos ou n&atilde;o, &eacute; nossa. Agora, podemos continuar a deter o choro porque nos foi dito na inf&acirc;ncia que homem n&atilde;o chora. Ou, no caso da mulher, para n&atilde;o demonstrar eventual fraqueza. Ou nos permitirmos as l&aacute;grimas demonstrando que somos seres humanos, com sentimentos.<br /> <br /> Podemos ser daqueles que defendem as suas ideias nobres, lutando pela vida, expondo-nos ou nos calarmos diante da injusti&ccedil;a.<br /> <br /> Podemos nos engajar no movimento pela vida, expondo a nossa opini&atilde;o contra o preconceito, contra a explora&ccedil;&atilde;o religiosa; que usa a boa f&eacute; das pessoas humildes para se ganhar dinheiro. Ou simplesmente continuarmos calados e permitir que tudo v&aacute; acontecendo, sem nos preocuparmos.<br /> <br /> Podemos nos envolver em movimentos pela paz, pelos direitos dos desfavorecidos, ou permanecermos ap&aacute;ticos, deixando que tudo corra a bel prazer.<br /> <br /> Podemos, enfim, lutar por melhorar a nossa condi&ccedil;&atilde;o de humanidade, burilando as nossas paix&otilde;es e vencendo a nossa acomoda&ccedil;&atilde;o. Ou optarmos por continuar onde estamos, como estamos, n&atilde;o encetando nenhum esfor&ccedil;o por granjear outras virtudes ou valores de nobreza humana.<br /> <br /> A decis&atilde;o &eacute; sempre individual e intransfer&iacute;vel.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> A caminhada &eacute; longa e tortuosa. A escolha do caminho ou a velocidade com que se deseja andar, &eacute; de cada um.<br /> <br /> Optar pelo crescimento ou aguardar ser arrastado pela lei inexor&aacute;vel do progresso &eacute; de cada criatura.<br /> <br /> Mas, quem deseje alcan&ccedil;ar antes a felicidade, idealize mudan&ccedil;as desde hoje, enquanto as oportunidades sorriem e as chances se fazem abundantes.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em texto atribu&iacute;do a<br /> S&ecirc;neca e no verbete S&ecirc;neca, da Enciclop&eacute;dia Mirador, v. 18,<br /> Encyclopaedia Britannica do Brasil.<br /> Em 06.01.2014</em></div>

DOIS MUNDOS NUM MESMO MUNDO
3 Jan 20184:37EP 780

DOIS MUNDOS NUM MESMO MUNDO

<strong>&nbsp;Dois mundos num mesmo mundo</strong><br /> <br /> <br /> O canal televisivo mostra bombas explodindo, m&iacute;sseis sendo lan&ccedil;ados e centenas de corpos pelo ch&atilde;o. N&atilde;o se trata de um filme. S&atilde;o cenas reais e atuais.<br /> A tristeza nos envolve, num misto de compaix&atilde;o e de horror. Como pode o homem ser lobo do seu semelhante? Como pode usar de tanta maldade?<br /> A um toque no controle remoto, alteramos a sintonia e outras imagens aparecem.<br /> Em rodovia movimentada, carros transitam em velocidade, ocupando as tr&ecirc;s largas pistas. No meio disso tudo, um gatinho apavorado se desvia de um carro e de outro.<br /> Alguns motoristas, ao v&ecirc;-lo, desaceleram e desviam, a fim de n&atilde;o mat&aacute;-lo. Mas, o animalzinho corre risco de morte a qualquer instante.<br /> Ent&atilde;o, na pista da direita, um caminh&atilde;o estaciona, o motorista salta r&aacute;pido e, num &uacute;nico e ousado lance, resgata o pequeno animal, levando-o para o seu ve&iacute;culo.<br /> Logo mais, aparece uma localidade africana seca, poeirenta. Uma elefanta anda de um a outro lado, emitindo barridos fortes, como num pedido de socorro. Seu filhote caiu em um buraco e ela n&atilde;o o consegue retirar.<br /> Ele chora e se move, sem conseguir sair. De repente, chegam dois homens, trazendo cordas. Com extremo cuidado resgatam o filhote que, t&atilde;o logo se v&ecirc; liberto, corre para a m&atilde;e que o acaricia com sua tromba.<br /> E, numa cena comovente, o beb&ecirc; elefante, faminto, busca o leite materno para saciar a fome.<br /> Em outro local, g&eacute;lido, diferente resgate ocorre. V&aacute;rios homens se esmeram para retirar de &aacute;guas geladas um grande animal. Com as pernas congeladas, ele recebe massagem nas ancas, nas patas, at&eacute; que demonstre possibilidade de se movimentar.<br /> E, antes que se erga nas pr&oacute;prias patas, recebe um caloroso abra&ccedil;o de um dos seus salvadores, como a lhe dizer: Irm&atilde;o, voc&ecirc; est&aacute; salvo!<br /> E, quando as not&iacute;cias come&ccedil;am a tecer o panorama nacional, uma trag&eacute;dia &eacute; anunciada. Quatro pessoas de uma mesma fam&iacute;lia est&atilde;o soterradas sob um edif&iacute;cio de quatro andares que ruiu.<br /> Os bombeiros trabalham com afinco, as horas avan&ccedil;am, o cansa&ccedil;o os abra&ccedil;a, as for&ccedil;as parecem lhes faltar. Entre l&aacute;grimas, exclama um deles: Daqui n&atilde;o me afastarei at&eacute; o resgate final.<br /> Trinta e quatro horas passadas, &eacute; resgatada a menina de oito anos, depois o pai. Em seguida, o beb&ecirc; de poucos meses. Esse apresenta problemas respirat&oacute;rios e recebe massagem espec&iacute;fica, no pr&oacute;prio local.<br /> Finalmente, a m&atilde;e &eacute; retirada dos escombros. Enquanto a ambul&acirc;ncia abre caminho pelas ruas, com sua sirene estridente, levando as quatro vidas preciosas, os bombeiros se unem numa grande corrente.<br /> Bra&ccedil;os entrela&ccedil;ados, cabe&ccedil;as baixas, eles oram, em gratid&atilde;o , pelo &ecirc;xito alcan&ccedil;ado.<br /> Que religi&atilde;o professam? Ou mesmo, que n&atilde;o professem nenhuma.Que importa! Todos oram, irmanados, filhos do mesmo Pai, ao Pai se dirigindo.<br /> * * *<br /> Ante quadros t&atilde;o diversos, conclu&iacute;mos que, no aben&ccedil;oado planeta Terra, muitas criaturas ainda vivem o estado de guerra, de selvageria, de maldade.<br /> Entretanto, um n&uacute;mero bem mais expressivo j&aacute; elegeu o amor como seu roteiro de vida.<br /> S&atilde;o esses que se esmeram em conservar, resguardar, recuperar outras vidas, indo, muitas vezes, al&eacute;m do dever, convocando energias sobrehumanas.<br /> E n&oacute;s? A que categoria pertencemos? Estamos destruindo ou preservando vidas? Somos do bem?<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 15.9.2014</em>.</div> <br />

FELIZ ANO NOVO
1 Jan 20183:51EP 779

FELIZ ANO NOVO

<strong>ANO NOVO</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Hoje &eacute; o dia que d&aacute; in&iacute;cio a um novo ano.<br /> &Eacute; o dia primeiro. Todos queremos iniciar mais um ano com esperan&ccedil;as renovadas. &Eacute; um momento de alegria e confraterniza&ccedil;&atilde;o.<br /> As rogativas, em geral, s&atilde;o para que se tenha muito dinheiro no bolso, sa&uacute;de para dar e vender.<br /> Mas ser&aacute; que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade?<br /> Se Deus nos d&aacute; sa&uacute;de, o que normalmente ocorre &eacute; que tratamos de acabar com ela em nome das festas. Seja com os excessos na alimenta&ccedil;&atilde;o, bebidas alco&oacute;licas, tabaco, ou outras drogas n&atilde;o menos prejudiciais &agrave; sa&uacute;de.<br /> N&atilde;o nos damos conta de que a nossa sa&uacute;de depende de n&oacute;s.<br /> Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte.<br /> Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente.<br /> Tudo continua sendo como na v&eacute;spera. Os doentes continuam doentes, os que est&atilde;o no c&aacute;rcere permanecem encarcerados, os infelizes continuam os mesmos, os criminosos seguem arquitetando seus crimes, e assim por diante.<br /> N&oacute;s, e somente n&oacute;s podemos construir um ano melhor, j&aacute; que um feliz ano novo n&atilde;o se deseja, se constr&oacute;i.<br /> Poderemos almejar por um ano bom se desde agora come&ccedil;armos um investimento s&oacute;lido, j&aacute; que no ano que se encerra tivemos os resultados dos investimentos do ano imediatamente anterior e assim sucessivamente.<br /> Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova dire&ccedil;&atilde;o &agrave; nossa estrada particular.<br /> Se come&ccedil;armos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz.<br /> Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem conosco, se abrirmos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos nossas m&atilde;os no trabalho de constru&ccedil;&atilde;o de um mundo melhor, conquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos.<br /> Quem se ama preserva a sa&uacute;de. Quem se ama n&atilde;o bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o Esp&iacute;rito com a ira, a inveja, o ci&uacute;me...<br /> Enfim, quem quer um ano novo repleto de felicidades, n&atilde;o tem outra sa&iacute;da sen&atilde;o constru&iacute;-lo.<br /> Importa que saibamos que o novo per&iacute;odo de tempo que se inicia, como tantos outros que j&aacute; passaram, ser&aacute; repleto de oportunidades. Aproveit&aacute;-las bem ou mal, depende exclusivamente de cada um de n&oacute;s.<br /> * * *<br /> O rio das oportunidades passa com suas &aacute;guas sem que retornem nas mesmas circunst&acirc;ncias ou situa&ccedil;&atilde;o.<br /> Assim, o dia hoje logo passar&aacute; e o chamaremos ontem, como o amanh&atilde; ser&aacute; em breve hoje, que se tornar&aacute; ontem igualmente.<br /> E, sem que nos demos conta, estaremos logo chamando este ano que se inicia de anopassado e assim sucessivamente.<br /> Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na constru&ccedil;&atilde;o do amanh&atilde; feliz que desejamos, pois a eternidade &eacute; feita de segundos.<br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com pensamentos extra&iacute;dos dos verbetesOportunidade e Tempo, do livro Reposit&oacute;rio de sabedoria, v. 2, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 27.12.2012.</span></em></div>

COISAS FEITAS PELO CORAÇÃO
28 Dez 20174:11EP 778

COISAS FEITAS PELO CORAÇÃO

<span style=''font-size: small;''>COISAS FEITAS PELO CORA&Ccedil;&Atilde;O<br /> <br /> J&aacute; dizia mestre Renato Russo: &quot;Quem um dia ir&aacute; dizer que existe raz&atilde;o nas coisas feitas pelo cora&ccedil;&atilde;o?&quot;. Fa&ccedil;o desta breve estr&oacute;fe de uma linda can&ccedil;&atilde;o a minha deixa para come&ccedil;ar este texto.<br /> <br /> Sei que o amor representado por esta m&uacute;sica &eacute; entre um casal chamado Eduardo e M&ocirc;nica, mas eu gostaria de compor este texto n&atilde;o somente com esta forma de amor, mas com as v&aacute;rias outras que conhe&ccedil;o e que fizeram com que o final de semana que vivi se tornasse m&aacute;gico.<br /> <br /> Digo, e talvez eu repita umas tantas vezes, que o amor &eacute; um entrave eloquente no meio de todas as situa&ccedil;&otilde;es que nos envolvem. E sei ele &eacute; sim um fator que enlouquece quando estamos falando de amor conjugal, aquele entre um casal.<br /> <br /> Mas posso dizer que quando tratamos de amor em rela&ccedil;&atilde;o as pessoas que comp&otilde;em nossa fam&iacute;lia, o amor em rela&ccedil;&atilde;o ao nossos amigos e o amor por aqueles que n&oacute;s nem mesmo conhecemos, o amor se torna apenas o aditivo essencial. <br /> <br /> Sempre aconteceram para mim situa&ccedil;&otilde;es inusitadas em todos os sentidos da minha vida (&aacute;s vezes acho at&eacute; que tenho um im&atilde; pra atrair isso, s&eacute;rio). E em todas elas alguma forma de amor se fez presente.<br /> E por conta desta tamb&eacute;m me fa&ccedil;o lembrar da frase do come&ccedil;o deste texto, pois tanto amor nos envolve e tantas situa&ccedil;&otilde;es inesperadas e recheadas de amor tamb&eacute;m nos envolvem que &eacute; incr&iacute;vel as artimanhas que este - o amor - pode possuir ou criar.<br /> <br /> De repente voc&ecirc; est&aacute; l&aacute;, sentado, lendo o hor&oacute;scopo do dia, constatando que nada muito interessante iria acontecer em seu c&eacute;u astral semanal e, opa, a surpresa surge na porta de casa. Ou talvez n&atilde;o na porta, mas no celular. Consequ&ecirc;ncia do amor - aquele que sempre acaba vencendo qualquer batalha e aquele que sempre acaba te pregando pe&ccedil;as. E na situa&ccedil;&atilde;o voc&ecirc; realmente pensa: Ser&aacute; que existe raz&atilde;o por tr&aacute;s destas artimanhas feitas pelo cora&ccedil;&atilde;o?<br /> <br /> Voc&ecirc; encontra seus amigos &agrave; noite e percebe o quanto &eacute; f&aacute;cil se divertir e gravar o dia na mem&oacute;ria, sente como o momento vivido com eles foi digno de ser marcado no calend&aacute;rio dos melhores momentos.<br /> E talvez para ser um final de semana completo, o sono tamb&eacute;m chegou tarde. Tarde do jeito que voc&ecirc; foi dormir no hor&aacute;rio em que os primeiros raios solares de um novo dia estavam adentrando pela janela. A verdade &eacute; que a mistura de acontecimentos de um s&aacute;bado n&atilde;o poderiam ter sido absorvidas por completo com t&atilde;o pouco tempo.<br /> <br /> E ainda em um final de domingo, &eacute; claro que o seu estado f&iacute;sico &eacute; consequ&ecirc;ncia de um final de semana agitado, e sua fam&iacute;lia acaba sendo seu alicerce de sempre, ouvindo as hist&oacute;rias que voc&ecirc; viveu fora de casa.<br /> <br /> Mas como nada pode ser perfeito, voc&ecirc; acaba ouvindo algo que n&atilde;o gosta, pois mais uma vez compreende que nem todas as pessoas que te cercam compartilham dos sonhos que voc&ecirc; tem e nem todas as pessoas s&atilde;o sonhadoras como voc&ecirc; consegue ser. O amor, ali, fez falta. Mas voc&ecirc; sabe que o mesmo amor que Renato Russo j&aacute; predicava ser&aacute; capaz de, um dia, arrumar qualquer cora&ccedil;&atilde;o machucado.<br /> <br /> Apesar de nada poder ser perfeito, sempre conseguirei saber o brilho em meus olhos e o amor existente quando um beb&ecirc; com pouco mais de 3 meses de idade em meu colo &eacute; colocado.<br /> <br /> E com um final de noite de domingo, tamb&eacute;m em um beb&ecirc; t&atilde;o lindo e no olhar de uma m&atilde;e tremendamente amorosa com seu filho, eu encontro a pergunta: E Quem um dia ir&aacute; dizer que existe raz&atilde;o nas coisas feitas pelo cora&ccedil;&atilde;o?<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> Em 03.01.2013.<br /> </span><br />

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00