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DINHEIRO E VALORES
<strong> DINHEIRO E VALORES</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>O dinheiro é, sem contestação, um fator importante em nossas vidas. Resolve muitas situações, porém, nem sempre permite comprar aquilo que, em determinadas situações, constitui nosso mais profundo desejo.<br /> Podemos comprar uma casa confortável, por exemplo, mas não um lar ditoso.<br /> Podemos comprar livros excelentes, mas não o conhecimento.<br /> Adquirir os medicamentos mais eficientes, mas não podemos comprar a saúde.<br /> Compramos um lugar de destaque entre os homens, mas não o verdadeiro afeto.<br /> Com o dinheiro podemos pagar diversões sofisticadas, mas não compramos a felicidade real.<br /> Podemos contratar advogados de renome, mas se somos culpados, não compraremos a isenção de culpa.<br /> Com o dinheiro podemos subjugar pessoas, mas não compramos o respeito e a admiração.<br /> O dinheiro pode pagar os melhores colégios, mas não nos isenta da educação informal.<br /> Podemos comprar cama confortável e lençóis de luxo, mas não logramos comprar o sono.<br /> Enfim, podemos adquirir um lugar de destaque em cemitério luxuoso, mas não a imortalidade física.<br /> Como podemos perceber, o dinheiro é necessário, mas tem valor relativo e transitório.<br /> Qual é o valor real do dinheiro? Não se sabe, porque em cada país ele tem um valor diferente.<br /> Pensando assim, o bom senso nos diz que não devemos investir o tempo somente para fazer dinheiro, sob risco de ficarmos de mãos vazias nas horas mais difíceis.<br /> Vale a pena investirmos um pouco do nosso tempo na conquista de valores imperecíveis que, nem a traça come, nem a ferrugem corrói.<br /> Esses valores são a nossa cota de participação efetiva na construção de um lar harmonioso.<br /> A leitura nobre e instrutiva que nos garanta a liberdade intelectual.<br /> A aquisição de honestidade e fidelidade que nos propiciem a conquista de afetos verdadeiros.<br /> A conquista de uma moral adequada que nos garanta, ao mesmo tempo, saúde física e paz de consciência.<br /> Uma vivência digna que nos façam homens e mulheres de bem, e não mendigos morais.</span><br />

O SENTIDO DA VIDA
<span style=''font-size: small;''>O SENTIDO DA VIDA<br /> <br /> Há um sentido profundo na superficialidade das coisas.<br /> Uma ordem inalterável no caos aparente dos mundos.<br /> Vibra um trabalho silencioso e incessante dentro da imobilidade das plantas:<br /> no crescer das raízes, no desabrochar das flores,<br /> no sazonar dos frutos.<br /> Há um aperfeiçoamento invisível dentro do silêncio de nosso eu:<br /> nos sentimentos que florescem, nas ideias que voam,<br /> nas mágoas que sangram.<br /> Uma folha morta não cai inutilmente. A lágrima não rola em vão.<br /> Uma invisível mão misericordiosa suaviza a queda da folha. Enxuga o pranto da face.<br /> * * *<br /> A poetisa paranaense Helena Kolody nos leva, de forma magistral, a uma breve viagem pela busca de sentido na existência.<br /> Ela apresenta a postura humilde da criatura perante o universo, aceitando suas razões, suas leis, mesmo não tendo pleno entendimento delas.<br /> O homem, ainda na adolescência do intelecto e na infância da moral, começa a descobrir que há um sentido profundo e maior em tudo.<br /> Não há o acaso nem o caos na regência Divina do Universo.<br /> A lei do trabalho diz que tudo trabalha no Cosmo. Um operar silencioso e incessante encontrado desde os seres mais simples até os mais complexos.<br /> Tudo trabalha rumo à harmonia, à ordem, ao entendimento.<br /> Tudo se aperfeiçoa com o passar do tempo.<br /> A lei do progresso estabelece o crescimento inevitável. É uma força viva, que pode ser apenas retardado por um tempo, mas nunca evitado indefinidamente.<br /> A cada instante na vida temos oportunidades de melhorar, de nos tornarmos mais maduros. Essas conquistas vão nos trazendo, naturalmente, a felicidade.<br /> Os bons sentimentos florescem. As ideias nobres ganham asas. As mágoas sangram e se curam, cedo ou tarde.<br /> Nossas lágrimas não rolam em vão.<br /> Quando, com sabedoria, olhamos para nossa própria dor e perguntamos: O que você deseja me ensinar? - estamos dando passo decisivo para a libertação do sofrimento que ainda devassa nosso íntimo aprendiz.<br /> Uma invisível porém, sempre presente força misteriosa, suaviza a queda da folha, enxuga o pranto da face.<br /> A Providência Divina é a solicitude da Inteligência Suprema para com as criaturas.<br /> Independentemente da religião que professamos, ou mesmo aqueles de nós, que dizemos ateus, nunca ficamos sem consolo, sem amparo e sem abraço.<br /> Pense nisso, mas pense agora.</span><br />

AS ESTRELAS DO MAR
AS ESTRELAS DO MAR<br /> <br /> Certo dia, um escritor, que costumava caminhar pela praia, em busca de inspiração, observou, ao longe, um homem a se movimentar.<br /> Quando chegou mais perto notou que ele juntava as estrelas do mar, que haviam ficado presas na areia quente da praia, e as devolvia ao mar.<br /> Só então ele se deu conta de que havia muitas estrelas do mar espalhadas pela praia. <br /> Espantado disse ao homem: Você não percebe que há muitas estrelas do mar por aí? Seu esforço não vale a pena.<br /> Mesmo que você trabalhe vários dias seguidos não conseguiria salvar todas elas. Então, que diferença faz?<br /> O homem, que ainda não havia parado para lhe dar atenção, pegou uma estrela do mar, ergueu-a e, mostrando-a ao escritor disse: Para esta eu fiz diferença.<br /> * * *<br /> Quando nos parecer que um pequeno gesto nobre de nossa parte não faz diferença, lembremo-nos desta singela história.<br /> Pensemos que um único sorriso pode fazer muita diferença para alguém que se encontra desalentado.<br /> Uma palavra de otimismo fará diferença para quem está desesperado.<br /> Um exemplo nobre junto aos filhos, aos familiares, aos amigos, ou àqueles que nos observam de perto, pode fazer muita diferença.<br /> A cada instante nós perdemos excelentes oportunidades de sermos gentis, de perdoarmos, de agirmos com delicadeza, de sermos honestos, sinceros, de calarmos uma ofensa.<br /> E isso tudo, no cômputo geral, faz grande diferença.<br /> A tão falada e útil globalização, a grande quantidade de informações que chega a cada instante, a disputa pelo poder, a competição desonesta, faz com que nos esqueçamos de ser gente.<br /> Parece mesmo que estamos nos tornando máquinas automatizadas, incapazes de olhar para quem está ao nosso lado, senão como um ferrenho concorrente ou um adversário pertinaz.<br /> Se todos nós repensássemos valores e nos lembrássemos de que somos seres criados para viver em sociedade e que, acima de tudo, somos Espíritos imortais, filhos do mesmo Pai, talvez sofrêssemos menos.<br /> E isso faria diferença.<br /> * * *<br /> Quando percebermos alguém preso nas areias quentes da solidão...<br /> Quando notarmos alguém se debatendo no mar revolto do sofrimento... lembremos que todos somos estrelas do Universo, colocadas lado a lado, pelo Criador, para crescermos juntos.<br /> Portanto, não sejamos estrelas apagadas, mas façamos brilhar a nossa luz onde quer que estejamos.<br /> Só então perceberemos o quanto isso faz diferença.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 11.05.2012<br /> <br />

UM ABRAÇO
<strong><span style=''font-size: small;''>Um Abraço</span></strong><span style=''font-size: small;''><br /> <br /> O que você faz quando está com dor de cabeça, ou quando está chateado?<br /> Será que existe algum remédio para aliviar a maioria dos problemas físicos e emocionais?<br /> Pois é, durante muito tempo estivemos à procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doenças, que curasse nossa depressão e que nos aliviasse do estresse.<br /> Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos laços afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranquilos.<br /> Encontramos! O remédio já havia sido descoberto e já estava à nossa disposição. O mais impressionante de tudo é que ainda por cima não custa nada.<br /> Aliás, custa sim, custa abrir mão de um pouco de orgulho, um pouco de pretensão de ser autossuficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.<br /> É o abraço. O abraço é milagroso. É medicina realmente muito forte. O abraço, como sinal de afetividade e de carinho, pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doenças, curar a depressão, fortificar os laços afetivos.<br /> O abraço é um excelente tônico. Hoje sabemos que a pessoa deprimida é bem mais suscetível a doenças. O abraço diminui a depressão e revigora o sistema imunológico.<br /> O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abraço prolonga a vida e estimula a vontade de viver.<br /> Recentemente ouvimos a teoria muito interessante de uma psicóloga americana, dizendo que se precisa de quatro abraços por dia para sobreviver, oito abraços para manter-se vivo e doze abraços por dia para prosperar.<br /> E o mais bonito é que esse remédio não tem contraindicação e não há maneira de dá-lo sem ganhá-lo de volta.<br /> * * *<br /> Já há algum tempo temos visto, colado nos vidros de alguns veículos, um adesivo muito simpático, dizendo: Abrace mais!<br /> Eis uma proposta nobre: abraçar mais.<br /> O contato físico do abraço se faz necessário para que as trocas de energias se deem, e para que a afetividade entre duas pessoas seja constantemente revitalizada.<br /> O abraçar mais é um excelente começo para aqueles de nós que nos percebemos um tanto afastados das pessoas, um tanto frios no trato com os outros.<br /> Só quem já deu ou recebeu um sincero abraço sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.<br /> Muitos pedidos de perdão foram traduzidos em abraços...<br /> Muitos dizeres eu te amo foram convertidos em abraços.<br /> Muitos sentimentos de saudade foram calados por abraços.<br /> Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abraço.<br /> Assim, convidamos você a abraçar mais.<br /> Doe seu abraço apertado para alguém, e receba imediatamente a volta deste ato carinhoso.<br /> Pense nisso! Abrace mais você também.<br /> </span><br />

GUERRA ÍNTIMA
<strong> GUERRA INTIMA<br /> </strong><br /> <span style=''font-size: small;''>Por religiões, Por delírio, Pela política, Pelo poder, por egoísmo e Pela ilusão imposta através do medo e subordinação...esses são alguns motivos para as guerras.<br /> E com você? Sim, com você, mesmo? Qual é o motivo da sua guerra:<br /> Da sua guerra com os seus pais, filhos, esposa, marido...<br /> Qual é a justificativa da sua guerra com o seu vizinho? Com o outro motorista no transito?<br /> Como vai sua a guerra intima? Quantos tiros de maledicências você já disparou nessa semana contra os seus colegas de trabalho?<br /> As grandes guerras não começam em grandes campos de batalhas. Elas se originam, como pequenas guerras, em nosso íntimo.<br /> Já ouvimos que as guerras são necessárias para manter a paz e a liberdade. Que contrassenso é esse? <br /> Será que não poderemos ter a paz pela paz?<br /> Será que só os mortos conhecem o fim da guerra?<br /> O autor deste texto, por ser humanista, se recusa acreditar nisso.<br /> Nenhuma guerra pode justificar alguma coisa.<br /> Sim, é possível que elas (as guerras), nos tragam algumas lições.<br /> Lições de como devemos ser solidários, benevolentes e usar do recurso da paciência e da tolerância para que não sejamos nós o combustível para as grandes guerras.<br /> ******<br /> Foi durante a Primeira Guerra Mundial. De um lado, as trincheiras abrigavam alemães. Do outro, norte-americanos. A troca de tiros era intensa.<br /> Separando os inimigos, havia uma faixa de terra muito estreita, que não pertencia a nenhum dos lados.<br /> Um jovem soldado alemão, que tentara cruzá-la, foi baleado e acabou se enroscando na cerca de arame farpado.<br /> Começou a gritar de desespero e de dor.<br /> Entre o barulho ensurdecedor do combate, os norte-americanos podiam ouvir seus gritos.<br /> Não suportando mais aquela tragédia, um dos soldados norte-americanos saiu da trincheira e rastejou na direção dele.<br /> Quando os colegas perceberam o que ele estava fazendo, suspenderam o fogo. Mas os alemães continuavam a usar toda a artilharia.<br /> Até que um oficial alemão viu o gesto altruísta e ordenou que os seus comandados cessassem fogo.<br /> Um estranho silêncio se estabeleceu. O norte-americano desenroscou o ferido do arame farpado.<br /> Em seguida, o levou aos braços dos companheiros.<br /> Voltou-se e principiou a retornar para a sua trincheira. De repente, uma mão pesada pousou em seu ombro. Olhou para trás e seus olhos mergulharam nos olhos do oficial alemão que trazia na farda a Cruz de Ferro, a mais alta condecoração alemã por bravura.<br /> Ele arrancou a medalha da farda e a colocou no rapaz norte-americano.<br /> E cada qual, sem dizer palavra, retornou para a sua trincheira.<br /> Certamente, os jovens soldados recomeçaram pouco depois a batalha, que a guerra impunha.<br /> Mas, naquele dia, todos receberam a lição que guardariam e relatariam aos seus descendentes. A lição do altruísmo, que fez com que um soldado esquecesse que o outro era o inimigo e arriscasse a sua para salvar a vida dele.<br /> * * *<br /> Dentre todas as calamidades que atingem a Humanidade, de forma periódica, a guerra é uma das piores.<br /> Vidas são destroçadas, esperanças fenecem. Jovens que deveriam estar nos laboratórios de ciências se encontram nos palcos da destruição.<br /> Namoradas que se preparavam para a concretização do novo lar, passam noites insones perguntando-se se os seus amores ainda estarão vivos, nos campos da guerra.<br /> Crianças que deveriam estar brincando, morrem à fome ou sucumbem nos bombardeios.<br /> Mulheres que deveriam estar plantando flores em seus jardins, abrem covas para enterrar os corpos dos seus maridos, e as regam com suas lágrimas.<br /> Infelizmente, o homem ainda não entendeu que o preço da guerra é a destruição. Destruição da natureza, das cidades e das vidas. Destruição da própria dignidade humana.<br /> Gestos como o do soldado norte-americano, na Primeira Guerra Mundial, dizem-nos que os que são enviados para a guerra, são simplesmente criaturas que sentem, amam, têm compaixão e, com certeza, têm as suas noites mal dormidas povoadas de cenas dantescas, onde o pavor se mistura ao horror da destruição que os envolve.<br /> * * *<br /> A guerra desaparecerá um dia do cenário do mundo. Contribuamos com a paz, com as nossas vibrações especialmente endereçadas aos promotores da guerra, a fim de que repensem seus posicionamentos.<br /> E envolvamos nas nossas orações os soldados de todas as nações que vivem a crueldade dos combates, longe de casa, e dos seus amores.<br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''><br /> Redação do Pense Nisso, com base no cap. Coragem, <br /> de autor desconhecido, do livro Histórias para o coração, <br /> v. 1, de Alice Gray, ed. United Press.<br /> Em 8.2.2016.</span></em></div>

NOSSAS INGRATIDÕES
<span style=''font-size: small;''>NOSSAS INGRATIDÕES<br /> <br /> É possível que você pense que poderia ser mais inteligente e se aborreça com suas limitações pessoais e com os esforços necessários para estudar, aprender, avançar.<br /> Mas talvez nunca tenha pensado naqueles que renascem com profundas limitações na área do intelecto, desconectados da própria mente, imersos nessa ou naquela sequela física, em vidas de resgate e expiação. Talvez esses tenham dificuldades maiores do que as suas.<br /> Você já pensou que poderia ter um corpo mais harmonioso, mais elegante e condizente com os padrões de beleza instituídos.<br /> Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que trazem deformações, mutilações, limitações na veste orgânica, com dificuldades para andar, falar, ouvir ou enxergar. Esses desejariam muito ter o corpo exatamente igual ao seu.<br /> Você já pensou que poderia ter mais dinheiro, morar em uma casa maior, ter um carro da moda ou viajar para países distantes.<br /> Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem da caridade alheia, sem a opção de um trabalho digno para se sustentar, sem garantia de moradia ou de alimentação diária.<br /> Esses, possivelmente, sonhem em ter a casa e o salário que você dispõe.<br /> Você já pensou que sua família é um peso imenso em seus ombros, que gostaria de ter os filhos semelhantes àqueles que você vê em outros lares e ter o cônjuge igual a outros casais que você conhece.<br /> Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem sós, sem família, sem alguém para dizer oiao chegar em casa, para dividir suas frustrações e seus sonhos, ou para compartilhar a mesa de refeições.<br /> É possível que esses sonhem todos os dias em ter uma família como a sua, problemática e de difícil trato, mas pelo menos teriam seres próximos a quem pudessem entregar o seu amor, compartilhar suas carências.<br /> * * *<br /> Muitas vezes sonhamos com outra vida, outro corpo, outros entes queridos, outra trajetória.<br /> Sonhamos com aquilo que, infantilmente, imaginamos nos faria felizes.<br /> Mas, possivelmente, a beleza do corpo nos trouxesse a vaidade desmedida.<br /> A inteligência privilegiada nos tornasse arrogantes e pretensiosos.<br /> O dinheiro em excesso talvez nos conduzisse a vícios e comportamentos comprometedores.<br /> E nos destituirmos da família seria o caminho para o egoísmo e a solidão.<br /> Dessa forma, percebemos que a vida é feita de bênçãos, de oportunidades de aprendizado. Tudo ao nosso redor é aquilo que Deus provê para melhor aproveitarmos a oportunidade da vida.<br /> E os Seus desígnios são de sabedoria e amor irretocáveis.<br /> Assim, ao analisarmos tudo que temos, nosso corpo, nossa condição financeira, nossas capacidades e nossa família, agradeçamos a Deus por tudo isso.<br /> Afinal, de nossa existência, o que nos pertence mesmo é aquilo que podemos guardar no cofre do coração. Tudo o mais é empréstimo Divino para que possamos galgar a estrada rumo à perfeição.<br /> São empréstimos que nos cabe usufruir de forma consciente, deles extraindo o melhor.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 8.4.2013.<br /> <br /> </span><br />

NÃO ENVERGONHE SUA MÃE
<span style=''font-size: small;''>NÃO ENVERGONHE SUA MÃE<br /> <br /> A história que vamos contar, aparentemente, não tem nada a ver com o título do Pense Nisso de hoje. Eu disse “aparentemente”.<br /> Antes de contar a história, quero fazer uma pergunta...<br /> E você, eu, todos nós, vamos responder de maneira intima e honesta: - Você já envergonhou a sua mãe?<br /> <br /> Em 2012, durante uma maratona na Espanha, Ian Fernandez Anaya surpreendeu o mundo.<br /> Ele era o segundo colocado da prova, quando viu o queniano, Abel Mutai, que liderava com folga, diminuir o ritmo a poucos metros da vitória, por achar que já havia cruzado a linha de chegada. Abel Mutai, não entendeu a sinalização e achou que havia vencido a maratona.<br /> O que fez o Espanhol Fernandez?<br /> Invés de aproveitar a oportunidade e vencer a corrida, ele alertou o queniano e o empurrou até a vitória.<br /> O público presente não acreditava no que estava vendo. Talvez, muitos de nós, estaria chamando o espanhol de tolo...Como pode perder uma oportunidade dessa? Poderia se consagrar campeão e embolsar uma quantia bem maior do prêmio.<br /> Em entrevista coletiva o jornalista perguntou: - por que você fez o que fez?<br /> E o maratonista espanhol disse: -“ fiz o que?”,,,<br /> Ele não compreendeu a pergunta. Ele tem valores e conduta que essa pergunta não faz sentido;<br /> O jornalista insistiu na pergunta -“Mas por que você fez isso?<br /> -Isso o que? – devolveu a pergunta. O corredor espanhol, não achou que tinha outra coisa a fazer do que aquilo que ele houvera feito.<br /> O jornalista retruca –“Você deixou o queniano ganhar!<br /> Fernandez disse – Eu não deixei ele ganhar. Ele ia ganhar.<br /> Sim, mas ele estava distraído.<br /> -Então, se eu ganhasse desta forma, qual seria o mérito da minha vitória? –e continuo – O que eu iria pensar de mim mesmo?<br /> E o atleta disse algo mais interessante ainda:<br /> - Se eu subisse no lugar mais alto do pódio, qual seria a honra da minha vitória? Qual seria a dignidade do meu feito?<br /> E agora vem, o que talvez seja a frase de maior impacto do atleta.<br /> Disse ele: - Se eu fizesse isso, o que eu iria falar pra minha mãe?<br /> A figura da mãe é o último reduto que não queremos envergonhar.<br /> Seja a nossa mãe quem for, se essa pessoa que nos trouxe ao mundo se envergonhar de nós, é por que há algo de muito errado em nosso caráter.<br /> Se a nossa se envergonha das nossas atitudes, tenha certeza, não prestamos para ser um gestor público ou privado, <br /> Não prestamos pra sermos um professor, bom marido ou esposa,<br /> Não prestamos para sermos um bom amigo ou amiga.<br /> A mãe é o último reduto da nossa redenção.<br /> Pode parecer romântico, mas a vergonha tem uma fonte matricial, que é o mais profundo do seu “eu”, que é aquilo que te gerou.<br /> Não estamos falando ou fazendo um elogio barato para a questão da maternidade em sí. Estamos falando de outra coisa; estamos falando daquilo que você não quer envergonhar.<br /> O filosofo alemão Immanuel Kant, que viveu no século 18 disse: ”Tudo que não puder contar como fez, não faça”.<br /> Não estamos falando aqui sobre sigilos e privacidades, mas sim daquelas coisas que fazemos e que podemos nos envergonhar, e pior, envergonhar a nossa mãe. <br /> No livro sagrado dos cristãos, a bíblia, existe umas das expressões mais fortes com respeito à ética. Está em uma das cartas do apostolo Paulo aos Coríntios – capitulo seis, versículo 12, que diz: “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”.<br /> Sim, somos livres para fazer qualquer coisa, mas também não devemos fazer tudo que nos dá vontade.<br /> O que não devemos fazer? <br /> Não devemos fazer aquilo que manche a nossa história, aquilo que agrida a nossa comunidade, que envergonhe a nós mesmos...que entristeçam e envergonhem as nossas mães.<br /> E você, (pequena pausa) já envergonhou a sua mãe?<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso<br /> Com base em <br /> Reportagem televisiva em 2012.<br /> <br /> Em 16.8.2016.<br /> </em></div> <br /> </span><br />
