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PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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DINHEIRO E VALORES
3 Fev 20182:47EP 800

DINHEIRO E VALORES

<strong>&nbsp;DINHEIRO E VALORES</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>O dinheiro &eacute;, sem contesta&ccedil;&atilde;o, um fator importante em nossas vidas. Resolve muitas situa&ccedil;&otilde;es, por&eacute;m, nem sempre permite comprar aquilo que, em determinadas situa&ccedil;&otilde;es, constitui nosso mais profundo desejo.<br /> Podemos comprar uma casa confort&aacute;vel, por exemplo, mas n&atilde;o um lar ditoso.<br /> Podemos comprar livros excelentes, mas n&atilde;o o conhecimento.<br /> Adquirir os medicamentos mais eficientes, mas n&atilde;o podemos comprar a sa&uacute;de.<br /> Compramos um lugar de destaque entre os homens, mas n&atilde;o o verdadeiro afeto.<br /> Com o dinheiro podemos pagar divers&otilde;es sofisticadas, mas n&atilde;o compramos a felicidade real.<br /> Podemos contratar advogados de renome, mas se somos culpados, n&atilde;o compraremos a isen&ccedil;&atilde;o de culpa.<br /> Com o dinheiro podemos subjugar pessoas, mas n&atilde;o compramos o respeito e a admira&ccedil;&atilde;o.<br /> O dinheiro pode pagar os melhores col&eacute;gios, mas n&atilde;o nos isenta da educa&ccedil;&atilde;o informal.<br /> Podemos comprar cama confort&aacute;vel e len&ccedil;&oacute;is de luxo, mas n&atilde;o logramos comprar o sono.<br /> Enfim, podemos adquirir um lugar de destaque em cemit&eacute;rio luxuoso, mas n&atilde;o a imortalidade f&iacute;sica.<br /> Como podemos perceber, o dinheiro &eacute; necess&aacute;rio, mas tem valor relativo e transit&oacute;rio.<br /> Qual &eacute; o valor real do dinheiro? N&atilde;o se sabe, porque em cada pa&iacute;s ele tem um valor diferente.<br /> Pensando assim, o bom senso nos diz que n&atilde;o devemos investir o tempo somente para fazer dinheiro, sob risco de ficarmos de m&atilde;os vazias nas horas mais dif&iacute;ceis.<br /> Vale a pena investirmos um pouco do nosso tempo na conquista de valores imperec&iacute;veis que, nem a tra&ccedil;a come, nem a ferrugem corr&oacute;i.<br /> Esses valores s&atilde;o a nossa cota de participa&ccedil;&atilde;o efetiva na constru&ccedil;&atilde;o de um lar harmonioso.<br /> A leitura nobre e instrutiva que nos garanta a liberdade intelectual.<br /> A aquisi&ccedil;&atilde;o de honestidade e fidelidade que nos propiciem a conquista de afetos verdadeiros.<br /> A conquista de uma moral adequada que nos garanta, ao mesmo tempo, sa&uacute;de f&iacute;sica e paz de consci&ecirc;ncia.<br /> Uma viv&ecirc;ncia digna que nos fa&ccedil;am homens e mulheres de bem, e n&atilde;o mendigos morais.</span><br />

O SENTIDO DA VIDA
2 Fev 20182:34EP 799

O SENTIDO DA VIDA

<span style=''font-size: small;''>O SENTIDO DA VIDA<br /> <br /> H&aacute; um sentido profundo na superficialidade das coisas.<br /> Uma ordem inalter&aacute;vel no caos aparente dos mundos.<br /> Vibra um trabalho silencioso e incessante dentro da imobilidade das plantas:<br /> no crescer das ra&iacute;zes, no desabrochar das flores,<br /> no sazonar dos frutos.<br /> H&aacute; um aperfei&ccedil;oamento invis&iacute;vel dentro do sil&ecirc;ncio de nosso eu:<br /> nos sentimentos que florescem, nas ideias que voam,<br /> nas m&aacute;goas que sangram.<br /> Uma folha morta n&atilde;o cai inutilmente. A l&aacute;grima n&atilde;o rola em v&atilde;o.<br /> Uma invis&iacute;vel m&atilde;o misericordiosa suaviza a queda da folha. Enxuga o pranto da face.<br /> * * *<br /> A poetisa paranaense Helena Kolody nos leva, de forma magistral, a uma breve viagem pela busca de sentido na exist&ecirc;ncia.<br /> Ela apresenta a postura humilde da criatura perante o universo, aceitando suas raz&otilde;es, suas leis, mesmo n&atilde;o tendo pleno entendimento delas.<br /> O homem, ainda na adolesc&ecirc;ncia do intelecto e na inf&acirc;ncia da moral, come&ccedil;a a descobrir que h&aacute; um sentido profundo e maior em tudo.<br /> N&atilde;o h&aacute; o acaso nem o caos na reg&ecirc;ncia Divina do Universo.<br /> A lei do trabalho diz que tudo trabalha no Cosmo. Um operar silencioso e incessante encontrado desde os seres mais simples at&eacute; os mais complexos.<br /> Tudo trabalha rumo &agrave; harmonia, &agrave; ordem, ao entendimento.<br /> Tudo se aperfei&ccedil;oa com o passar do tempo.<br /> A lei do progresso estabelece o crescimento inevit&aacute;vel. &Eacute; uma for&ccedil;a viva, que pode ser apenas retardado por um tempo, mas nunca evitado indefinidamente.<br /> A cada instante na vida temos oportunidades de melhorar, de nos tornarmos mais maduros. Essas conquistas v&atilde;o nos trazendo, naturalmente, a felicidade.<br /> Os bons sentimentos florescem. As ideias nobres ganham asas. As m&aacute;goas sangram e se curam, cedo ou tarde.<br /> Nossas l&aacute;grimas n&atilde;o rolam em v&atilde;o.<br /> Quando, com sabedoria, olhamos para nossa pr&oacute;pria dor e perguntamos: O que voc&ecirc; deseja me ensinar? - estamos dando passo decisivo para a liberta&ccedil;&atilde;o do sofrimento que ainda devassa nosso &iacute;ntimo aprendiz.<br /> Uma invis&iacute;vel por&eacute;m, sempre presente for&ccedil;a misteriosa, suaviza a queda da folha, enxuga o pranto da face.<br /> A Provid&ecirc;ncia Divina &eacute; a solicitude da Intelig&ecirc;ncia Suprema para com as criaturas.<br /> Independentemente da religi&atilde;o que professamos, ou mesmo aqueles de n&oacute;s, que dizemos ateus, nunca ficamos sem consolo, sem amparo e sem abra&ccedil;o.<br /> Pense nisso, mas pense agora.</span><br />

AS ESTRELAS DO MAR
1 Fev 20183:03EP 798

AS ESTRELAS DO MAR

AS ESTRELAS DO MAR<br /> <br /> Certo dia, um escritor, que costumava caminhar pela praia, em busca de inspira&ccedil;&atilde;o, observou, ao longe, um homem a se movimentar.<br /> Quando chegou mais perto notou que ele juntava as estrelas do mar, que haviam ficado presas na areia quente da praia, e as devolvia ao mar.<br /> S&oacute; ent&atilde;o ele se deu conta de que havia muitas estrelas do mar espalhadas pela praia. <br /> Espantado disse ao homem: Voc&ecirc; n&atilde;o percebe que h&aacute; muitas estrelas do mar por a&iacute;? Seu esfor&ccedil;o n&atilde;o vale a pena.<br /> Mesmo que voc&ecirc; trabalhe v&aacute;rios dias seguidos n&atilde;o conseguiria salvar todas elas. Ent&atilde;o, que diferen&ccedil;a faz?<br /> O homem, que ainda n&atilde;o havia parado para lhe dar aten&ccedil;&atilde;o, pegou uma estrela do mar, ergueu-a e, mostrando-a ao escritor disse: Para esta eu fiz diferen&ccedil;a.<br /> * * *<br /> Quando nos parecer que um pequeno gesto nobre de nossa parte n&atilde;o faz diferen&ccedil;a, lembremo-nos desta singela hist&oacute;ria.<br /> Pensemos que um &uacute;nico sorriso pode fazer muita diferen&ccedil;a para algu&eacute;m que se encontra desalentado.<br /> Uma palavra de otimismo far&aacute; diferen&ccedil;a para quem est&aacute; desesperado.<br /> Um exemplo nobre junto aos filhos, aos familiares, aos amigos, ou &agrave;queles que nos observam de perto, pode fazer muita diferen&ccedil;a.<br /> A cada instante n&oacute;s perdemos excelentes oportunidades de sermos gentis, de perdoarmos, de agirmos com delicadeza, de sermos honestos, sinceros, de calarmos uma ofensa.<br /> E isso tudo, no c&ocirc;mputo geral, faz grande diferen&ccedil;a.<br /> A t&atilde;o falada e &uacute;til globaliza&ccedil;&atilde;o, a grande quantidade de informa&ccedil;&otilde;es que chega a cada instante, a disputa pelo poder, a competi&ccedil;&atilde;o desonesta, faz com que nos esque&ccedil;amos de ser gente.<br /> Parece mesmo que estamos nos tornando m&aacute;quinas automatizadas, incapazes de olhar para quem est&aacute; ao nosso lado, sen&atilde;o como um ferrenho concorrente ou um advers&aacute;rio pertinaz.<br /> Se todos n&oacute;s repens&aacute;ssemos valores e nos lembr&aacute;ssemos de que somos seres criados para viver em sociedade e que, acima de tudo, somos Esp&iacute;ritos imortais, filhos do mesmo Pai, talvez sofr&ecirc;ssemos menos.<br /> E isso faria diferen&ccedil;a.<br /> * * *<br /> Quando percebermos algu&eacute;m preso nas areias quentes da solid&atilde;o...<br /> Quando notarmos algu&eacute;m se debatendo no mar revolto do sofrimento... lembremos que todos somos estrelas do Universo, colocadas lado a lado, pelo Criador, para crescermos juntos.<br /> Portanto, n&atilde;o sejamos estrelas apagadas, mas fa&ccedil;amos brilhar a nossa luz onde quer que estejamos.<br /> S&oacute; ent&atilde;o perceberemos o quanto isso faz diferen&ccedil;a.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 11.05.2012<br /> <br />

UM ABRAÇO
30 Jan 20182:43EP 797

UM ABRAÇO

<strong><span style=''font-size: small;''>Um Abra&ccedil;o</span></strong><span style=''font-size: small;''><br /> <br /> O que voc&ecirc; faz quando est&aacute; com dor de cabe&ccedil;a, ou quando est&aacute; chateado?<br /> Ser&aacute; que existe algum rem&eacute;dio para aliviar a maioria dos problemas f&iacute;sicos e emocionais?<br /> Pois &eacute;, durante muito tempo estivemos &agrave; procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doen&ccedil;as, que curasse nossa depress&atilde;o e que nos aliviasse do estresse.<br /> Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos la&ccedil;os afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranquilos.<br /> Encontramos! O rem&eacute;dio j&aacute; havia sido descoberto e j&aacute; estava &agrave; nossa disposi&ccedil;&atilde;o. O mais impressionante de tudo &eacute; que ainda por cima n&atilde;o custa nada.<br /> Ali&aacute;s, custa sim, custa abrir m&atilde;o de um pouco de orgulho, um pouco de pretens&atilde;o de ser autossuficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.<br /> &Eacute; o abra&ccedil;o. O abra&ccedil;o &eacute; milagroso. &Eacute; medicina realmente muito forte. O abra&ccedil;o, como sinal de afetividade e de carinho, pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doen&ccedil;as, curar a depress&atilde;o, fortificar os la&ccedil;os afetivos.<br /> O abra&ccedil;o &eacute; um excelente t&ocirc;nico. Hoje sabemos que a pessoa deprimida &eacute; bem mais suscet&iacute;vel a doen&ccedil;as. O abra&ccedil;o diminui a depress&atilde;o e revigora o sistema imunol&oacute;gico.<br /> O abra&ccedil;o injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abra&ccedil;ada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abra&ccedil;o prolonga a vida e estimula a vontade de viver.<br /> Recentemente ouvimos a teoria muito interessante de uma psic&oacute;loga americana, dizendo que se precisa de quatro abra&ccedil;os por dia para sobreviver, oito abra&ccedil;os para manter-se vivo e doze abra&ccedil;os por dia para prosperar.<br /> E o mais bonito &eacute; que esse rem&eacute;dio n&atilde;o tem contraindica&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o h&aacute; maneira de d&aacute;-lo sem ganh&aacute;-lo de volta.<br /> * * *<br /> J&aacute; h&aacute; algum tempo temos visto, colado nos vidros de alguns ve&iacute;culos, um adesivo muito simp&aacute;tico, dizendo: Abrace mais!<br /> Eis uma proposta nobre: abra&ccedil;ar mais.<br /> O contato f&iacute;sico do abra&ccedil;o se faz necess&aacute;rio para que as trocas de energias se deem, e para que a afetividade entre duas pessoas seja constantemente revitalizada.<br /> O abra&ccedil;ar mais &eacute; um excelente come&ccedil;o para aqueles de n&oacute;s que nos percebemos um tanto afastados das pessoas, um tanto frios no trato com os outros.<br /> S&oacute; quem j&aacute; deu ou recebeu um sincero abra&ccedil;o sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.<br /> Muitos pedidos de perd&atilde;o foram traduzidos em abra&ccedil;os...<br /> Muitos dizeres eu te amo foram convertidos em abra&ccedil;os.<br /> Muitos sentimentos de saudade foram calados por abra&ccedil;os.<br /> Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abra&ccedil;o.<br /> Assim, convidamos voc&ecirc; a abra&ccedil;ar mais.<br /> Doe seu abra&ccedil;o apertado para algu&eacute;m, e receba imediatamente a volta deste ato carinhoso.<br /> Pense nisso! Abrace mais voc&ecirc; tamb&eacute;m.<br /> </span><br />

GUERRA ÍNTIMA
27 Jan 20186:20EP 796

GUERRA ÍNTIMA

<strong>&nbsp;GUERRA INTIMA<br /> </strong><br /> <span style=''font-size: small;''>Por religi&otilde;es, Por del&iacute;rio, Pela pol&iacute;tica, Pelo poder, por ego&iacute;smo e Pela ilus&atilde;o imposta atrav&eacute;s do medo e subordina&ccedil;&atilde;o...esses s&atilde;o alguns motivos para as guerras.<br /> E com voc&ecirc;? Sim, com voc&ecirc;, mesmo? Qual &eacute; o motivo da sua guerra:<br /> Da sua guerra com os seus pais, filhos, esposa, marido...<br /> Qual &eacute; a justificativa da sua guerra com o seu vizinho? Com o outro motorista no transito?<br /> Como vai sua a guerra intima? Quantos tiros de maledic&ecirc;ncias voc&ecirc; j&aacute; disparou nessa semana contra os seus colegas de trabalho?<br /> As grandes guerras n&atilde;o come&ccedil;am em grandes campos de batalhas. Elas se originam, como pequenas guerras, em nosso &iacute;ntimo.<br /> J&aacute; ouvimos que as guerras s&atilde;o necess&aacute;rias para manter a paz e a liberdade. Que contrassenso &eacute; esse? <br /> Ser&aacute; que n&atilde;o poderemos ter a paz pela paz?<br /> Ser&aacute; que s&oacute; os mortos conhecem o fim da guerra?<br /> O autor deste texto, por ser humanista, se recusa acreditar nisso.<br /> Nenhuma guerra pode justificar alguma coisa.<br /> Sim, &eacute; poss&iacute;vel que elas (as guerras), nos tragam algumas li&ccedil;&otilde;es.<br /> Li&ccedil;&otilde;es de como devemos ser solid&aacute;rios, benevolentes e usar do recurso da paci&ecirc;ncia e da toler&acirc;ncia para que n&atilde;o sejamos n&oacute;s o combust&iacute;vel para as grandes guerras.<br /> ******<br /> Foi durante a Primeira Guerra Mundial. De um lado, as trincheiras abrigavam alem&atilde;es. Do outro, norte-americanos. A troca de tiros era intensa.<br /> Separando os inimigos, havia uma faixa de terra muito estreita, que n&atilde;o pertencia a nenhum dos lados.<br /> Um jovem soldado alem&atilde;o, que tentara cruz&aacute;-la, foi baleado e acabou se enroscando na cerca de arame farpado.<br /> Come&ccedil;ou a gritar de desespero e de dor.<br /> Entre o barulho ensurdecedor do combate, os norte-americanos podiam ouvir seus gritos.<br /> N&atilde;o suportando mais aquela trag&eacute;dia, um dos soldados norte-americanos saiu da trincheira e rastejou na dire&ccedil;&atilde;o dele.<br /> Quando os colegas perceberam o que ele estava fazendo, suspenderam o fogo. Mas os alem&atilde;es continuavam a usar toda a artilharia.<br /> At&eacute; que um oficial alem&atilde;o viu o gesto altru&iacute;sta e ordenou que os seus comandados cessassem fogo.<br /> Um estranho sil&ecirc;ncio se estabeleceu. O norte-americano desenroscou o ferido do arame farpado.<br /> Em seguida, o levou aos bra&ccedil;os dos companheiros.<br /> Voltou-se e principiou a retornar para a sua trincheira. De repente, uma m&atilde;o pesada pousou em seu ombro. Olhou para tr&aacute;s e seus olhos mergulharam nos olhos do oficial alem&atilde;o que trazia na farda a Cruz de Ferro, a mais alta condecora&ccedil;&atilde;o alem&atilde; por bravura.<br /> Ele arrancou a medalha da farda e a colocou no rapaz norte-americano.<br /> E cada qual, sem dizer palavra, retornou para a sua trincheira.<br /> Certamente, os jovens soldados recome&ccedil;aram pouco depois a batalha, que a guerra impunha.<br /> Mas, naquele dia, todos receberam a li&ccedil;&atilde;o que guardariam e relatariam aos seus descendentes. A li&ccedil;&atilde;o do altru&iacute;smo, que fez com que um soldado esquecesse que o outro era o inimigo e arriscasse a sua para salvar a vida dele.<br /> * * *<br /> Dentre todas as calamidades que atingem a Humanidade, de forma peri&oacute;dica, a guerra &eacute; uma das piores.<br /> Vidas s&atilde;o destro&ccedil;adas, esperan&ccedil;as fenecem. Jovens que deveriam estar nos laborat&oacute;rios de ci&ecirc;ncias se encontram nos palcos da destrui&ccedil;&atilde;o.<br /> Namoradas que se preparavam para a concretiza&ccedil;&atilde;o do novo lar, passam noites insones perguntando-se se os seus amores ainda estar&atilde;o vivos, nos campos da guerra.<br /> Crian&ccedil;as que deveriam estar brincando, morrem &agrave; fome ou sucumbem nos bombardeios.<br /> Mulheres que deveriam estar plantando flores em seus jardins, abrem covas para enterrar os corpos dos seus maridos, e as regam com suas l&aacute;grimas.<br /> Infelizmente, o homem ainda n&atilde;o entendeu que o pre&ccedil;o da guerra &eacute; a destrui&ccedil;&atilde;o. Destrui&ccedil;&atilde;o da natureza, das cidades e das vidas. Destrui&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria dignidade humana.<br /> Gestos como o do soldado norte-americano, na Primeira Guerra Mundial, dizem-nos que os que s&atilde;o enviados para a guerra, s&atilde;o simplesmente criaturas que sentem, amam, t&ecirc;m compaix&atilde;o e, com certeza, t&ecirc;m as suas noites mal dormidas povoadas de cenas dantescas, onde o pavor se mistura ao horror da destrui&ccedil;&atilde;o que os envolve.<br /> * * *<br /> A guerra desaparecer&aacute; um dia do cen&aacute;rio do mundo. Contribuamos com a paz, com as nossas vibra&ccedil;&otilde;es especialmente endere&ccedil;adas aos promotores da guerra, a fim de que repensem seus posicionamentos.<br /> E envolvamos nas nossas ora&ccedil;&otilde;es os soldados de todas as na&ccedil;&otilde;es que vivem a crueldade dos combates, longe de casa, e dos seus amores.<br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''><br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Coragem, <br /> de autor desconhecido, do livro Hist&oacute;rias para o cora&ccedil;&atilde;o, <br /> v. 1, de Alice Gray, ed. United Press.<br /> Em 8.2.2016.</span></em></div>

NOSSAS INGRATIDÕES
26 Jan 20184:03EP 795

NOSSAS INGRATIDÕES

<span style=''font-size: small;''>NOSSAS INGRATID&Otilde;ES<br /> <br /> &Eacute; poss&iacute;vel que voc&ecirc; pense que poderia ser mais inteligente e se aborre&ccedil;a com suas limita&ccedil;&otilde;es pessoais e com os esfor&ccedil;os necess&aacute;rios para estudar, aprender, avan&ccedil;ar.<br /> Mas talvez nunca tenha pensado naqueles que renascem com profundas limita&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea do intelecto, desconectados da pr&oacute;pria mente, imersos nessa ou naquela sequela f&iacute;sica, em vidas de resgate e expia&ccedil;&atilde;o. Talvez esses tenham dificuldades maiores do que as suas.<br /> Voc&ecirc; j&aacute; pensou que poderia ter um corpo mais harmonioso, mais elegante e condizente com os padr&otilde;es de beleza institu&iacute;dos.<br /> Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que trazem deforma&ccedil;&otilde;es, mutila&ccedil;&otilde;es, limita&ccedil;&otilde;es na veste org&acirc;nica, com dificuldades para andar, falar, ouvir ou enxergar. Esses desejariam muito ter o corpo exatamente igual ao seu.<br /> Voc&ecirc; j&aacute; pensou que poderia ter mais dinheiro, morar em uma casa maior, ter um carro da moda ou viajar para pa&iacute;ses distantes.<br /> Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem da caridade alheia, sem a op&ccedil;&atilde;o de um trabalho digno para se sustentar, sem garantia de moradia ou de alimenta&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria.<br /> Esses, possivelmente, sonhem em ter a casa e o sal&aacute;rio que voc&ecirc; disp&otilde;e.<br /> Voc&ecirc; j&aacute; pensou que sua fam&iacute;lia &eacute; um peso imenso em seus ombros, que gostaria de ter os filhos semelhantes &agrave;queles que voc&ecirc; v&ecirc; em outros lares e ter o c&ocirc;njuge igual a outros casais que voc&ecirc; conhece.<br /> Mas, talvez nunca tenha pensado naqueles que vivem s&oacute;s, sem fam&iacute;lia, sem algu&eacute;m para dizer oiao chegar em casa, para dividir suas frustra&ccedil;&otilde;es e seus sonhos, ou para compartilhar a mesa de refei&ccedil;&otilde;es.<br /> &Eacute; poss&iacute;vel que esses sonhem todos os dias em ter uma fam&iacute;lia como a sua, problem&aacute;tica e de dif&iacute;cil trato, mas pelo menos teriam seres pr&oacute;ximos a quem pudessem entregar o seu amor, compartilhar suas car&ecirc;ncias.<br /> * * *<br /> Muitas vezes sonhamos com outra vida, outro corpo, outros entes queridos, outra trajet&oacute;ria.<br /> Sonhamos com aquilo que, infantilmente, imaginamos nos faria felizes.<br /> Mas, possivelmente, a beleza do corpo nos trouxesse a vaidade desmedida.<br /> A intelig&ecirc;ncia privilegiada nos tornasse arrogantes e pretensiosos.<br /> O dinheiro em excesso talvez nos conduzisse a v&iacute;cios e comportamentos comprometedores.<br /> E nos destituirmos da fam&iacute;lia seria o caminho para o ego&iacute;smo e a solid&atilde;o.<br /> Dessa forma, percebemos que a vida &eacute; feita de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os, de oportunidades de aprendizado. Tudo ao nosso redor &eacute; aquilo que Deus prov&ecirc; para melhor aproveitarmos a oportunidade da vida.<br /> E os Seus des&iacute;gnios s&atilde;o de sabedoria e amor irretoc&aacute;veis.<br /> Assim, ao analisarmos tudo que temos, nosso corpo, nossa condi&ccedil;&atilde;o financeira, nossas capacidades e nossa fam&iacute;lia, agrade&ccedil;amos a Deus por tudo isso.<br /> Afinal, de nossa exist&ecirc;ncia, o que nos pertence mesmo &eacute; aquilo que podemos guardar no cofre do cora&ccedil;&atilde;o. Tudo o mais &eacute; empr&eacute;stimo Divino para que possamos galgar a estrada rumo &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o.<br /> S&atilde;o empr&eacute;stimos que nos cabe usufruir de forma consciente, deles extraindo o melhor.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 8.4.2013.<br /> <br /> </span><br />

NÃO ENVERGONHE SUA MÃE
24 Jan 20184:46EP 794

NÃO ENVERGONHE SUA MÃE

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>N&Atilde;O ENVERGONHE SUA M&Atilde;E<br /> <br /> A hist&oacute;ria que vamos contar, aparentemente, n&atilde;o tem nada a ver com o t&iacute;tulo do Pense Nisso de hoje. Eu disse &ldquo;aparentemente&rdquo;.<br /> Antes de contar a hist&oacute;ria, quero fazer uma pergunta...<br /> E voc&ecirc;, eu, todos n&oacute;s, vamos responder de maneira intima e honesta: - Voc&ecirc; j&aacute; envergonhou a sua m&atilde;e?<br /> <br /> Em 2012, durante uma maratona na Espanha, Ian Fernandez Anaya surpreendeu o mundo.<br /> Ele era o segundo colocado da prova, quando viu o queniano, Abel Mutai, que liderava com folga, diminuir o ritmo a poucos metros da vit&oacute;ria, por achar que j&aacute; havia cruzado a linha de chegada. Abel Mutai, n&atilde;o entendeu a sinaliza&ccedil;&atilde;o e achou que havia vencido a maratona.<br /> O que fez o Espanhol Fernandez?<br /> Inv&eacute;s de aproveitar a oportunidade e vencer a corrida, ele alertou o queniano e o empurrou at&eacute; a vit&oacute;ria.<br /> O p&uacute;blico presente n&atilde;o acreditava no que estava vendo. Talvez, muitos de n&oacute;s, estaria chamando o espanhol de tolo...Como pode perder uma oportunidade dessa? Poderia se consagrar campe&atilde;o e embolsar uma quantia bem maior do pr&ecirc;mio.<br /> Em entrevista coletiva o jornalista perguntou: - por que voc&ecirc; fez o que fez?<br /> E o maratonista espanhol disse: -&ldquo; fiz o que?&rdquo;,,,<br /> Ele n&atilde;o compreendeu a pergunta. Ele tem valores e conduta que essa pergunta n&atilde;o faz sentido;<br /> O jornalista insistiu na pergunta -&ldquo;Mas por que voc&ecirc; fez isso?<br /> -Isso o que? &ndash; devolveu a pergunta. O corredor espanhol, n&atilde;o achou que tinha outra coisa a fazer do que aquilo que ele houvera feito.<br /> O jornalista retruca &ndash;&ldquo;Voc&ecirc; deixou o queniano ganhar!<br /> Fernandez disse &ndash; Eu n&atilde;o deixei ele ganhar. Ele ia ganhar.<br /> Sim, mas ele estava distra&iacute;do.<br /> -Ent&atilde;o, se eu ganhasse desta forma, qual seria o m&eacute;rito da minha vit&oacute;ria? &ndash;e continuo &ndash; O que eu iria pensar de mim mesmo?<br /> E o atleta disse algo mais interessante ainda:<br /> - Se eu subisse no lugar mais alto do p&oacute;dio, qual seria a honra da minha vit&oacute;ria? Qual seria a dignidade do meu feito?<br /> E agora vem, o que talvez seja a frase de maior impacto do atleta.<br /> Disse ele: - Se eu fizesse isso, o que eu iria falar pra minha m&atilde;e?<br /> A figura da m&atilde;e &eacute; o &uacute;ltimo reduto que n&atilde;o queremos envergonhar.<br /> Seja a nossa m&atilde;e quem for, se essa pessoa que nos trouxe ao mundo se envergonhar de n&oacute;s, &eacute; por que h&aacute; algo de muito errado em nosso car&aacute;ter.<br /> Se a nossa se envergonha das nossas atitudes, tenha certeza, n&atilde;o prestamos para ser um gestor p&uacute;blico ou privado, <br /> N&atilde;o prestamos pra sermos um professor, bom marido ou esposa,<br /> N&atilde;o prestamos para sermos um bom amigo ou amiga.<br /> A m&atilde;e &eacute; o &uacute;ltimo reduto da nossa reden&ccedil;&atilde;o.<br /> Pode parecer rom&acirc;ntico, mas a vergonha tem uma fonte matricial, que &eacute; o mais profundo do seu &ldquo;eu&rdquo;, que &eacute; aquilo que te gerou.<br /> N&atilde;o estamos falando ou fazendo um elogio barato para a quest&atilde;o da maternidade em s&iacute;. Estamos falando de outra coisa; estamos falando daquilo que voc&ecirc; n&atilde;o quer envergonhar.<br /> O filosofo alem&atilde;o Immanuel Kant, que viveu no s&eacute;culo 18 disse: &rdquo;Tudo que n&atilde;o puder contar como fez, n&atilde;o fa&ccedil;a&rdquo;.<br /> N&atilde;o estamos falando aqui sobre sigilos e privacidades, mas sim daquelas coisas que fazemos e que podemos nos envergonhar, e pior, envergonhar a nossa m&atilde;e. <br /> No livro sagrado dos crist&atilde;os, a b&iacute;blia, existe umas das express&otilde;es mais fortes com respeito &agrave; &eacute;tica. Est&aacute; em uma das cartas do apostolo Paulo aos Cor&iacute;ntios &ndash; capitulo seis, vers&iacute;culo 12, que diz: &ldquo;tudo me &eacute; l&iacute;cito, mas nem tudo me conv&eacute;m&rdquo;.<br /> Sim, somos livres para fazer qualquer coisa, mas tamb&eacute;m n&atilde;o devemos fazer tudo que nos d&aacute; vontade.<br /> O que n&atilde;o devemos fazer? <br /> N&atilde;o devemos fazer aquilo que manche a nossa hist&oacute;ria, aquilo que agrida a nossa comunidade, que envergonhe a n&oacute;s mesmos...que entriste&ccedil;am e envergonhem as nossas m&atilde;es.<br /> E voc&ecirc;, (pequena pausa) j&aacute; envergonhou a sua m&atilde;e?<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Com base em <br /> Reportagem televisiva em 2012.<br /> <br /> Em 16.8.2016.<br /> </em></div> <br /> </span><br />

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