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PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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CÂNCER MORAL
10 Mar 20183:30EP 825

CÂNCER MORAL

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>C&Acirc;NCER MORAL<br /> <br /> Caro ouvinte, voc&ecirc; se considera uma pessoa mal humorada?<br /> Talvez os que tenhamos problemas com varia&ccedil;&otilde;es constantes de humor n&atilde;o reconhe&ccedil;amos, assim, com tanta facilidade.<br /> Mas, se voc&ecirc; perceber que vez ou outra &eacute; atacado por uma crise de mau humor, vale a pena refletir sobre esta mensagem a seguir:<br /> O mau humor sistem&aacute;tico - v&iacute;cio de comportamento emocional gera a irritabilidade que desencadeia in&uacute;meros males no indiv&iacute;duo, em particular, e no grupo social onde o mesmo se movimenta, em geral.<br /> Desconcertando a raz&atilde;o, provoca tend&ecirc;ncias negativas que devem ser combatidas, promovendo a maledic&ecirc;ncia e a indisposi&ccedil;&atilde;o de &acirc;nimo.<br /> Todos aqueles que o alimentam, transferem-se de um para outro estado de desajuste org&acirc;nico e psicol&oacute;gico, dando margem &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as psicossom&aacute;ticas de tratamento complexo.<br /> Todas as criaturas t&ecirc;m o dever de trabalhar pelo pr&oacute;prio progresso intelecto-moral, esfor&ccedil;ando-se por vencer as m&aacute;s inclina&ccedil;&otilde;es.<br /> O azedume resulta, tamb&eacute;m, da inveja mal disfar&ccedil;ada quanto do ci&uacute;me incontido.<br /> Ati&ccedil;a as labaredas destruidoras da desaven&ccedil;a, enquanto se compraz na observ&acirc;ncia da ru&iacute;na e do desconforto do pr&oacute;ximo.<br /> Muitas formas de c&acirc;nceres t&ecirc;m sua g&ecirc;nese no comportamento moral insensato, nas atitudes mentais agressivas, nas rogativas emocionais enfermi&ccedil;as.<br /> O mau humor &eacute; fator cancer&iacute;geno que ora ataca uma larga faixa da sociedade imprudente.<br /> * * *<br /> Revista-se de equil&iacute;brio ante os mal-humorados e violentos, maledicentes e agressivos.<br /> Eles se encontram enfermos, sim, em marcha para a loucura que os vence sob a aprova&ccedil;&atilde;o da vontade acomodada.<br /> Vigie as nascentes dos seus sentimentos e lute com destemor, nas paisagens &iacute;ntimas, contra o mau humor.<br /> Conquiste o t&iacute;tulo de pac&iacute;fico ou fa&ccedil;a-se pacificador.<br /> * * *<br /> Quando voc&ecirc; perceber que o mau humor est&aacute; batendo &agrave; sua porta, pare e reflita.<br /> Respire fundo. Se poss&iacute;vel, pare tudo o que esteja fazendo, e se permita cinco minutos de sil&ecirc;ncio, de descanso, de solid&atilde;o.<br /> Quando essa lente negativista quiser controlar seus atos e pensamentos, lembre-se das raz&otilde;es que tem para estar feliz!<br /> Lembre-se de tudo que est&aacute; dando certo em sua vida.<br /> Entre em contato com a natureza. Leia uma mensagem otimista. Fa&ccedil;a uma ora&ccedil;&atilde;o. Procure rir um pouco.<br /> O segredo pode estar na mudan&ccedil;a dos pensamentos, da rotina, da sintonia.<br /> Quem cultiva o bom humor tem sa&uacute;de abundante, tem amigos por perto e est&aacute; sempre disposto a aprender.<br /> Quem cultiva o bom humor j&aacute; vive a felicidade, mesmo n&atilde;o tendo consci&ecirc;ncia disso.<br /> J&aacute; pensou nisso? Se n&atilde;o, pense agora!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 12 da obra Receitas de paz, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 23.07.2012.<br /> </span><br />

PRETEXTO
9 Mar 20183:37EP 824

PRETEXTO

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>PRETEXTO<br /> <br /> &Agrave;s vezes, falta-nos coragem para lutar por aquilo que desejamos ou para nos tornarmos aquilo que queremos ser.<br /> <br /> N&atilde;o &eacute; que tentemos e fracassemos &mdash; &eacute; pior do que isso. Uma bendita timidez, uma inexplic&aacute;vel covardia nos impede at&eacute; mesmo de fazer a tentativa.<br /> <br /> Como explicar esse estranho comportamento?<br /> <br /> O curioso deste mundo &eacute; que aquilo que alguns t&ecirc;m em excesso faz uma falta terr&iacute;vel para outros. A autocr&iacute;tica, que &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o que algu&eacute;m faz de si mesmo &mdash; seus defeitos e qualidades &mdash; em alguns &eacute; otimista demais, induzindo a pessoa a julgar-se a oitava maravilha do mundo e a tornar-se at&eacute; mesmo rid&iacute;cula por seu convencimento. Em outros, no entanto, a autocr&iacute;tica &eacute; t&atilde;o pessimista e t&atilde;o severa que acaba fazendo a pessoa sentir-se incapaz.<br /> <br /> Um dos modos mais eficientes de nos sentirmos infelizes &eacute; vivermos nos comparando sistematicamente com os outros. H&aacute; a menina que daria tudo para ser bonita como a amiga. H&aacute; o menino que inveja a intelig&ecirc;ncia do colega de classe. H&aacute; o mo&ccedil;o pobre que lamenta n&atilde;o ser rico como o mo&ccedil;o do outro bairro. S&atilde;o, todos, v&iacute;timas do complexo de pequenez. Baixam a cabe&ccedil;a quando o menino inteligente, a menina bonita ou o mo&ccedil;o rico passam, porque o sentimento de inferioridade os faz sentir-se ainda mais insignificantes.<br /> <br /> Quem se compara com os outros, esquece de algo importante: ningu&eacute;m &eacute; igual a ningu&eacute;m.Todos n&oacute;s temos aptid&otilde;es diferentes; uns somos melhores em c&aacute;lculos, outros temos talentos para idiomas...e assim por diante.<br /> <br /> &Eacute; estupidez nos deixarmos escravizar aos modelos que o mundo tenta nos impor &agrave; for&ccedil;a. N&atilde;o temos obriga&ccedil;&atilde;o nenhuma de ser inteligentes, ou magros, ou bonitos, ou instru&iacute;dos, para merecermos um lugar ao sol.<br /> <br /> Quem disse que precisamos ser perfeitos ou melhores do que os outros para termos o direito a lutar pela realiza&ccedil;&atilde;o dos nossos sonhos?<br /> <br /> E quem disse que intelig&ecirc;ncia, beleza, riqueza ou instru&ccedil;&atilde;o garantem felicidade a algu&eacute;m?<br /> <br /> Quantos meninos que eram considerados pequenos g&ecirc;nios nos tempos de escola tornaram-se verdadeiros fracassos na vida adulta!<br /> <br /> Quantas mocinhas que na juventude arrancavam suspiros apaixonados tornaram-se mulheres frustradas no amor!<br /> <br /> E, por outro lado, quantos garotinhos atrasados transformaram-se em adultos bem-sucedidos, e quantas adolescentes desajeitadas tornaram-se felizes m&atilde;es de fam&iacute;lia!<br /> <br /> A verdade &eacute; que, muitas vezes, nos apegamos a qualquer bobagem para justificar nossa falta de iniciativa.<br /> <br /> E, enquanto nos apequenamos por nos sentirmos gordinhos ou feinhos, ou por n&atilde;o termos dinheiro ou instru&ccedil;&atilde;o, homens cegos se tornam astros da m&uacute;sica, parapl&eacute;gicos se tornam g&ecirc;nios da F&iacute;sica, e artistas sem bra&ccedil;os pintam obras-primas com os p&eacute;s...<br /> Pense Nisso, e prossiga na luta com resigna&ccedil;&atilde;o<br /> <br /> <br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 18.4.2014</span><br />

O HOMEM E A MULHER
8 Mar 20183:13EP 823

O HOMEM E A MULHER

&nbsp;O HOMEM E A MULHER.<br /> <br /> <br /> O homem &eacute; a mais elevada das criaturas.<br /> A mulher &eacute; o mais sublime dos ideais.<br /> <br /> Deus fez para o homem um trono.<br /> Para a mulher, um altar.<br /> O trono exalta.<br /> O altar santifica.<br /> <br /> O homem &eacute; o c&eacute;rebro; a mulher &eacute; o cora&ccedil;&atilde;o.<br /> O c&eacute;rebro fabrica a luz; o cora&ccedil;&atilde;o produz Amor.<br /> A luz fecunda.<br /> O Amor ressuscita.<br /> <br /> O homem &eacute; forte pela raz&atilde;o.<br /> A mulher &eacute; invenc&iacute;vel pelas l&aacute;grimas.<br /> A raz&atilde;o convence.<br /> As l&aacute;grimas comovem.<br /> <br /> O homem &eacute; capaz de todos os hero&iacute;smos.<br /> A mulher, de todos os mart&iacute;rios.<br /> O hero&iacute;smo enobrece.<br /> O mart&iacute;rio sublima.<br /> <br /> O homem tem a supremacia.<br /> A mulher, a prefer&ecirc;ncia.<br /> A supremacia significa a for&ccedil;a.<br /> A prefer&ecirc;ncia representa o direito.<br /> <br /> O homem &eacute; um g&ecirc;nio; a mulher, um anjo.<br /> O g&ecirc;nio &eacute; imensur&aacute;vel; <br /> o anjo &eacute; indefin&iacute;vel.<br /> Contempla-se o infinito.<br /> Admira-se o inef&aacute;vel. <br /> A aspira&ccedil;&atilde;o do homem &eacute; a suprema gl&oacute;ria.<br /> A aspira&ccedil;&atilde;o da mulher &eacute; a virtude extrema.<br /> A gl&oacute;ria tudo engrandece,<br /> A virtude tudo diviniza.<br /> <br /> O homem &eacute; um c&oacute;digo.<br /> A mulher, um evangelho.<br /> O c&oacute;digo corrige.<br /> O evangelho aperfei&ccedil;oa.<br /> <br /> O homem pensa.<br /> A mulher sonha.<br /> Pensar &eacute; ter no cr&acirc;nio uma larva.<br /> Sonhar &eacute; ter na fronte uma aur&eacute;ola.<br /> <br /> O homem &eacute; um oceano.<br /> A mulher um lago.<br /> O oceano tem a p&eacute;rola que adorna.<br /> O lago, a poesia que deslumbra.<br /> <br /> O homem &eacute; a &aacute;guia que voa.<br /> A mulher &eacute; o rouxinol que canta.<br /> Voar &eacute; dominar o espa&ccedil;o.<br /> Cantar &eacute; conquistar a alma.<br /> <br /> O homem &eacute; um templo.<br /> A mulher &eacute; o sacr&aacute;rio.<br /> Ante o templo nos descobrimos.<br /> Ante o sacr&aacute;rio nos ajoelhamos.<br /> <br /> Enfim, o homem est&aacute; colocado onde termina a terra.<br /> E a mulher onde come&ccedil;a o c&eacute;u.<br />

GUERRA ÍNTIMA
6 Mar 20186:19EP 821

GUERRA ÍNTIMA

<strong>Guerra &iacute;ntima</strong><br /> <br /> Por religi&otilde;es, Por del&iacute;rio, Pela pol&iacute;tica, Pelo poder, por ego&iacute;smo e Pela ilus&atilde;o imposta atrav&eacute;s do medo e subordina&ccedil;&atilde;o...esses s&atilde;o alguns motivos para as guerras.<br /> E com voc&ecirc;? Sim, com voc&ecirc;, mesmo? Qual &eacute; o motivo da sua guerra:<br /> Da sua guerra com os seus pais, filhos, esposa, marido...<br /> Qual &eacute; a justificativa da sua guerra com o seu vizinho? Com o outro motorista no transito?<br /> Como vai sua a guerra intima? Quantos tiros de maledic&ecirc;ncias voc&ecirc; j&aacute; disparou nessa semana contra os seus colegas de trabalho?<br /> As grandes guerras n&atilde;o come&ccedil;am em grandes campos de batalhas. Elas se originam, como pequenas guerras, em nosso &iacute;ntimo.<br /> J&aacute; ouvimos que as guerras s&atilde;o necess&aacute;rias para manter a paz e a liberdade. Que contrassenso &eacute; esse? <br /> Ser&aacute; que n&atilde;o poderemos ter a paz pela paz?<br /> Ser&aacute; que s&oacute; os mortos conhecem o fim da guerra?<br /> O autor deste texto, por ser humanista, se recusa acreditar nisso.<br /> Nenhuma guerra pode justificar alguma coisa.<br /> Sim, &eacute; poss&iacute;vel que elas (as guerras), nos tragam algumas li&ccedil;&otilde;es.<br /> Li&ccedil;&otilde;es de como devemos ser solid&aacute;rios, benevolentes e usar do recurso da paci&ecirc;ncia e da toler&acirc;ncia para que n&atilde;o sejamos n&oacute;s o combust&iacute;vel para as grandes guerras.<br /> ******<br /> Foi durante a Primeira Guerra Mundial. De um lado, as trincheiras abrigavam alem&atilde;es. Do outro, norte-americanos. A troca de tiros era intensa.<br /> Separando os inimigos, havia uma faixa de terra muito estreita, que n&atilde;o pertencia a nenhum dos lados.<br /> Um jovem soldado alem&atilde;o, que tentara cruz&aacute;-la, foi baleado e acabou se enroscando na cerca de arame farpado.<br /> Come&ccedil;ou a gritar de desespero e de dor.<br /> Entre o barulho ensurdecedor do combate, os norte-americanos podiam ouvir seus gritos.<br /> N&atilde;o suportando mais aquela trag&eacute;dia, um dos soldados norte-americanos saiu da trincheira e rastejou na dire&ccedil;&atilde;o dele.<br /> Quando os colegas perceberam o que ele estava fazendo, suspenderam o fogo. Mas os alem&atilde;es continuavam a usar toda a artilharia.<br /> At&eacute; que um oficial alem&atilde;o viu o gesto altru&iacute;sta e ordenou que os seus comandados cessassem fogo.<br /> Um estranho sil&ecirc;ncio se estabeleceu. O norte-americano desenroscou o ferido do arame farpado.<br /> Em seguida, o levou aos bra&ccedil;os dos companheiros.<br /> Voltou-se e principiou a retornar para a sua trincheira. De repente, uma m&atilde;o pesada pousou em seu ombro. Olhou para tr&aacute;s e seus olhos mergulharam nos olhos do oficial alem&atilde;o que trazia na farda a Cruz de Ferro, a mais alta condecora&ccedil;&atilde;o alem&atilde; por bravura.<br /> Ele arrancou a medalha da farda e a colocou no rapaz norte-americano.<br /> E cada qual, sem dizer palavra, retornou para a sua trincheira.<br /> Certamente, os jovens soldados recome&ccedil;aram pouco depois a batalha, que a guerra impunha.<br /> Mas, naquele dia, todos receberam a li&ccedil;&atilde;o que guardariam e relatariam aos seus descendentes. A li&ccedil;&atilde;o do altru&iacute;smo, que fez com que um soldado esquecesse que o outro era o inimigo e arriscasse a sua para salvar a vida dele.<br /> * * *<br /> Dentre todas as calamidades que atingem a Humanidade, de forma peri&oacute;dica, a guerra &eacute; uma das piores.<br /> Vidas s&atilde;o destro&ccedil;adas, esperan&ccedil;as fenecem. Jovens que deveriam estar nos laborat&oacute;rios de ci&ecirc;ncias se encontram nos palcos da destrui&ccedil;&atilde;o.<br /> Namoradas que se preparavam para a concretiza&ccedil;&atilde;o do novo lar, passam noites insones perguntando-se se os seus amores ainda estar&atilde;o vivos, nos campos da guerra.<br /> Crian&ccedil;as que deveriam estar brincando, morrem &agrave; fome ou sucumbem nos bombardeios.<br /> Mulheres que deveriam estar plantando flores em seus jardins, abrem covas para enterrar os corpos dos seus maridos, e as regam com suas l&aacute;grimas.<br /> Infelizmente, o homem ainda n&atilde;o entendeu que o pre&ccedil;o da guerra &eacute; a destrui&ccedil;&atilde;o. Destrui&ccedil;&atilde;o da natureza, das cidades e das vidas. Destrui&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria dignidade humana.<br /> Gestos como o do soldado norte-americano, na Primeira Guerra Mundial, dizem-nos que os que s&atilde;o enviados para a guerra, s&atilde;o simplesmente criaturas que sentem, amam, t&ecirc;m compaix&atilde;o e, com certeza, t&ecirc;m as suas noites mal dormidas povoadas de cenas dantescas, onde o pavor se mistura ao horror da destrui&ccedil;&atilde;o que os envolve.<br /> * * *<br /> A guerra desaparecer&aacute; um dia do cen&aacute;rio do mundo. Contribuamos com a paz, com as nossas vibra&ccedil;&otilde;es especialmente endere&ccedil;adas aos promotores da guerra, a fim de que repensem seus posicionamentos.<br /> E envolvamos nas nossas ora&ccedil;&otilde;es os soldados de todas as na&ccedil;&otilde;es que vivem a crueldade dos combates, longe de casa, e dos seus amores.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Coragem, <br /> de autor desconhecido, do livro Hist&oacute;rias para o cora&ccedil;&atilde;o, <br /> v. 1, de Alice Gray, ed. United Press.<br /> Em 8.2.2016.</em></div> <br /> <br />

COMPANHEIROS DE JORNADA
5 Mar 20184:18EP 820

COMPANHEIROS DE JORNADA

<strong>&nbsp;Companheiros de jornada<br /> </strong><br /> Ao longo da hist&oacute;ria evolutiva, o cavalo tem sido um animal que muito tem servido ao homem.<br /> Al&eacute;m de ser &uacute;til em v&aacute;rias tarefas no campo, montar cavalos e estar em contato com a natureza &eacute; bom para a sa&uacute;de e bem-estar de muitos de n&oacute;s.<br /> As pessoas que apreciam essa pr&aacute;tica sabem o quanto &eacute; envolvente.<br /> Cavalgar &eacute; sentir o ch&atilde;o sob os p&eacute;s e o destino nas pr&oacute;prias m&atilde;os, o que traz uma sensa&ccedil;&atilde;o de liberdade, como se nada nos impedisse de seguir em frente.<br /> Mas, hoje, o contato com esse animal tamb&eacute;m tem ajudado muitas crian&ccedil;as e adultos a superarem dificuldades cognitivas e de mobilidade. &Eacute; a equoterapia.<br /> Esse &eacute; um m&eacute;todo terap&ecirc;utico e educacional, no qual o cavalo &eacute; o inter&not;mediador entre o praticante e o terapeuta.<br /> Apesar do grande porte f&iacute;sico, ele &eacute; d&oacute;cil, se deixa conduzir e desenvolve um importante la&ccedil;o afetivo com as pessoas que com ele mant&ecirc;m contato.<br /> Cada passo completo do cavalo apresenta padr&otilde;es semelhantes aos do caminhar humano e, na medida em que o praticante anda sobre ele, h&aacute; um ajuste natural do seu corpo ao ritmo da marcha do animal.<br /> A adapta&ccedil;&atilde;o a esse ritmo &eacute; um dos pontos mais importantes da equoterapia.<br /> Al&eacute;m disso, a troca de apoio das patas, os movimentos da cabe&ccedil;a e do pesco&ccedil;o imp&otilde;em ao cavaleiro um ajuste de todo o seu corpo, em resposta aos desequil&iacute;brios provocados por esses movimentos.<br /> * * *<br /> Esse &eacute; o exemplo de apenas um animal que nos serve em diversas circunst&acirc;ncias e nos traz a certeza da benevol&ecirc;ncia Divina, que colocou esses companheiros para caminhar ao nosso lado na exist&ecirc;ncia terrestre.<br /> Outras esp&eacute;cies tamb&eacute;m nos auxiliam de formas diversas, no trabalho, no lazer, em tratamentos de sa&uacute;de, al&eacute;m daquelas que nos servem de alimento necess&aacute;rio ao corpo f&iacute;sico e ao pr&oacute;prio vestu&aacute;rio.<br /> Infelizmente, vemos ainda situa&ccedil;&otilde;es em que eles s&atilde;o v&iacute;timas da indiferen&ccedil;a e crueldade.<br /> Uns abandonados, outros levados ao extremo da for&ccedil;a f&iacute;sica em trabalhos pesados, por vezes &agrave; custa de a&ccedil;oites. Alguns presos e outros perseguidos sem piedade.<br /> Busquemos olhar para esses seres com compaix&atilde;o, dedicando-lhesa considera&ccedil;&atilde;o que merecem, pois s&atilde;o tamb&eacute;m herdeiros do Universo.<br /> Sejamo-lhes gratos pelo tanto que nos oferecem sem nada pedir em troca e ofertemo-lhes a nossa prote&ccedil;&atilde;o.<br /> Para Francisco de Assis, a natureza e todos os seres eram dignos de apre&ccedil;o e admira&ccedil;&atilde;o porque significavam a express&atilde;o da Divindade.<br /> Ele amava profundamente os animais.Externando a humildade e grandeza de sua alma, frequentemente se referia a eles como irm&atilde;os da Humanidade.<br /> Demonstrou um imenso amor pela natureza e nos ensinou que todas as criaturas merecem o nosso respeito.<br /> Fa&ccedil;amos a nossa parte no mundo de hoje. Defendamos e protejamos esses seres que a Inteligencia Suprema colocou sob nossa tutela. Lembremos que, &agrave; semelhan&ccedil;a de outros tantos, esses tamb&eacute;m se constituem talentos da Divindade &agrave;s nossas vidas. E, como todos os demais, teremos que dar conta do que fizermos com eles.<br /> Pensemos nisso.<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 14.8.2013.</em></div> <br />

UM ADVERSÁRIO Á ALTURA
3 Mar 20182:40EP 819

UM ADVERSÁRIO Á ALTURA

UM ADVERS&Aacute;RIO &Agrave; ALTURA<br /> <br /> <br /> Quando enfrentamos um poderoso inimigo, seja ele uma circunst&acirc;ncia ou uma pessoa, nossa primeira rea&ccedil;&atilde;o &eacute; pensar nele o tempo inteiro; insult&aacute;-lo, em voz alta ou em pensamento, pois a raiva e a indigna&ccedil;&atilde;o acabam, nessas horas, falando mais alto que o bom senso e a raz&atilde;o.<br /> <br /> Mal percebemos que cada palavra de ressentimento, cada pensamento sombrio que invade nossa mente nada mais s&atilde;o do que energia que roubamos de nossa j&aacute; escassa resist&ecirc;ncia e entregamos a nosso advers&aacute;rio. E por n&atilde;o termos essa consci&ecirc;ncia, &eacute; que, muitas vezes, n&atilde;o entendemos por que nos sentimos cada vez mais vulner&aacute;veis, enquanto nosso inimigo parece mais poderoso a cada minuto.<br /> <br /> &Eacute; que, sem nos darmos conta, n&oacute;s o estamos ajudando a se fortalecer, dando-lhe de gra&ccedil;a o que precisar&iacute;amos estocar para combat&ecirc;-lo; alimentando-o ao inv&eacute;s de fragiliz&aacute;-lo. <br /> <br /> Seja o que for o inimigo que te oprime &mdash; uma pessoa, uma lembran&ccedil;a, uma situa&ccedil;&atilde;o &mdash; n&atilde;o prossigas, estupidamente, injetando-lhe vitaminas e dando-lhe de comer.<br /> <br /> O alimento, guarda-o para ti.<br /> <br /> Cada vez que seguras um insulto, que desvias a aten&ccedil;&atilde;o do ressentimento in&uacute;til, conservas a energia que te permitir&aacute; dar a volta por cima.<br /> <br /> Se teu inimigo te maltrata e te oprime &mdash; seja ele uma circunst&acirc;ncia ou uma pessoa &mdash; n&atilde;o lhe concedas o gostinho de uma l&aacute;grima nem admitas tua dor. Pois teu inimigo n&atilde;o cair&aacute; se te queixares: para cair, ele precisa de sua for&ccedil;a pautada no amor, na f&eacute; e na resigna&ccedil;&atilde;o. <br /> <br /> E, com plena consci&ecirc;ncia de teu verdadeiro poder, acorda, liberto do medo, respirando o ar puro desta nova, linda, bem-vinda e maravilhosa manh&atilde;!<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 22.08.2013.</em></div> &nbsp;

A RAIVA
2 Mar 20186:04EP 818

A RAIVA

<strong>&nbsp;A Raiva<br /> </strong><br /> o que h&aacute; por tr&aacute;s de &quot;explos&otilde;es&quot; de raiva?<br /> <br /> Sabe aquele &oacute;dio escaldante que bate quando a internet est&aacute; lenta? <br /> Ou aquele impulso violento de buzinar no&nbsp;tr&acirc;nsito quando algu&eacute;m fecha sua passagem?<br /> Pois esse fen&ocirc;meno muito comum &ndash; a &quot;explos&atilde;o&quot; de raiva &ndash; est&aacute; sendo estudado. E pode at&eacute; ser <br /> contornado.<br /> <br /> Em uma entrevista recente para o Science of Us,&nbsp;o pesquisador R. Douglas Fields explicou&nbsp;os motivos que nos levam a sentir essa raiva t&atilde;o intensa. Fields esmiu&ccedil;ou todas as causas que nos levam a &quot;explodir&quot; e agrupou-as em nove se&ccedil;&otilde;es:&nbsp; integridade f&iacute;sica, insulto, fam&iacute;lia, ambiente, sexo, ordem social, dinheiro, tribo e impedimento, esta &uacute;ltima relacionada a tudo que nos tolhe, fisica ou psicologicamente, e causa a sensa&ccedil;&atilde;o de encarceramento. Sempre que nos sentimos amea&ccedil;ados em qualquer um desses setores, &eacute; como se algo essencial para nossas vidas estivesse em risco &ndash; e nosso c&eacute;rebro se prepara para a briga como meio de defesa. &quot;Todos temos esses 'circuitos' em nossos c&eacute;rebros, porque os seres humanos se&nbsp; desenvolveram em uma natureza selvagem, em um ambiente em que sobrevive quem &eacute; o melhor.&nbsp;Nossos c&eacute;rebros s&atilde;o os mesmos que t&iacute;nhamos h&aacute;&nbsp;cem mil anos. Mas nosso ambiente &eacute; totalmente diferente agora&quot;. <br /> <br /> &Eacute; preciso entender que a &quot;explos&atilde;o&quot; n&atilde;o &eacute; consciente e acontece muito r&aacute;pido. Isso ocorre porque a parte do c&eacute;rebro respons&aacute;vel por essas respostas &eacute; aquela que detecta amea&ccedil;as e cria uma forma de responder a elas. Pense em algu&eacute;m jogando uma bola para voc&ecirc;: mesmo que esteja distra&iacute;do, seu c&eacute;rebro vai perceber a esfera em sua dire&ccedil;&atilde;o e preparar sua defesa em segundos, antes mesmo que voc&ecirc; se d&ecirc; conta disso. Vale lembrar que existe uma parte gigante do seu c&eacute;rebro que se ocupa em perceber amea&ccedil;as, externas e internas, e essas informa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o sempre alimentando seu c&eacute;rebro &ndash; de forma totalmente subconsciente. A resposta f&iacute;sica tamb&eacute;m &eacute; autom&aacute;tica. <br /> <br /> O mais curioso disso tudo &eacute; que o instinto respons&aacute;vel pela explos&atilde;o de raiva que sentimos quando a internet n&atilde;o colabora &eacute; exatamente o mesmo que nos move a agir de maneira positiva e instant&acirc;nea &ndash; como muitos atos de &quot;heroismo&quot; de pessoas que salvam algu&eacute;m em risco e mal se lembram do que fizeram depois. &quot;Esse instinto funciona maravilhosamente na maior parte do tempo. &Agrave;s vezes, d&aacute; errado. E &eacute; isso que que precisamos controlar&quot;. <br /> <br /> E como controlar a raiva? <br /> O pr&oacute;prio Fields admite: tentar acalmar algu&eacute;m nervoso, muitas vezes, s&oacute; deixa a situa&ccedil;&atilde;o pior. &quot;Mas identificando o que gera essa raiva, &eacute; poss&iacute;vel virar o jogo&quot;, explicou. Quando a pessoa se torna consciente de que este gatilho vem de um instinto ancestral, &eacute; mais f&aacute;cil perceber que reagir raivosamente pode ser um exagero. &quot;De repente, voc&ecirc; percebe que isso n&atilde;o &eacute; motivo para briga &ndash; e o sentimento ruim vai embora&quot;. Entender como alguma coisa funciona sempre &eacute; o primeiro passo para us&aacute;-la melhor e ter controle sobre ela.<br /> <br /> Quantas vezes sentimos raiva de algu&eacute;m ou de alguma situa&ccedil;&atilde;o, por muito tempo?<br /> <br /> Quantas vezes escolhemos continuar alimentando raiva de uma pessoa que nos magoou, ou que simplesmente n&atilde;o atendeu nossas expectativas?<br /> <br /> As causas que disparam a emo&ccedil;&atilde;o da raiva podem ser muitas, mas o tempo de perman&ecirc;ncia desse sentimento em n&oacute;s &eacute; uma escolha.<br /> <br /> Quando o Mestre Jesus nos disse para perdoarmos setenta vezes sete vezes, ele nos deu a chave para n&atilde;o sentirmos raiva, para n&atilde;o desejarmos vingan&ccedil;a. Por&eacute;m, nosso orgulho nos domina e, muitas vezes, nos induz a atos dos quais nos arrependeremos num futuro pr&oacute;ximo.<br /> <br /> Alimentar a raiva &eacute; contaminar-se diariamente e enviar aos que nos rodeiam vibra&ccedil;&otilde;es carregadas de negatividade.<br /> <br /> Tamb&eacute;m comprometer nosso organismo, envenenar &oacute;rg&atilde;os nobres, criando possibilidades para o aparecimento de enfermidades.<br /> <br /> Mas, como podemos evitar que sentimentos negativos perdurem em n&oacute;s?<br /> <br /> Primeiramente, observando a n&oacute;s mesmos. Por que nos irritamos? Por que nos abalamos tanto com o que os outros fazem e falam?<br /> <br /> Se conseguirmos observar o outro que nos fere e tentar compreender o que o move, talvez possamos perceber um irm&atilde;o ferido, doente, que sofre e ainda n&atilde;o tem condi&ccedil;&atilde;o de agir de outra forma.<br /> <br /> N&atilde;o temos controle sobre a forma do nosso pr&oacute;ximo agir, mas podemos controlar a forma como n&oacute;s reagiremos ao que ele nos apresenta.<br /> <br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> com base no livro <br /> &ldquo;Por que explodimos: entendendo os circuitos da raiva em seu c&eacute;rebro&quot;<br /> Em 20.12.2016.</em></div>

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