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PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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É LEGAL, É MORAL?
21 Mar 20183:52EP 833

É LEGAL, É MORAL?

<span style=''font-size: small;''>&Eacute; LEGAL &Eacute; MORAL<br /> <br /> S&atilde;o muitos os que atravessamos a exist&ecirc;ncia na Terra sem muitas preocupa&ccedil;&otilde;es com os pr&oacute;prios atos.<br /> Vivemos como se o nosso agir, a nossa postura perante a vida n&atilde;o fosse nossa exclusiva responsabilidade.<br /> Por esse motivo, despreocupados com qualquer tipo de consequ&ecirc;ncia, vivemos com o &uacute;nico prop&oacute;sito de amealhar, tirar vantagens pessoais.<br /> N&atilde;o falamos dos que se entregam, de forma expl&iacute;cita, a quest&otilde;es ilegais como o roubo, o furto ou tr&aacute;fico.<br /> Dizemos de n&oacute;s, os que na intimidade de grandes corpora&ccedil;&otilde;es, no luxo de escrit&oacute;rios bem montados, atuamos no desvio de dinheiro p&uacute;blico, na montagem de balan&ccedil;os forjados, na estrutura&ccedil;&atilde;o de contratos fraudulentos.<br /> Tudo porque imaginamos a vida como um grande jogo onde aquele que consegue mais para si &eacute; o grande vencedor.<br /> Outros de n&oacute;s atuamos no mundo preocupados em agir de forma legal. Trata-se, no entanto, de uma atua&ccedil;&atilde;o no limite da legalidade, na preocupa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o sermos pegos pela justi&ccedil;a, de n&atilde;o respondermos perante tribunais e ju&iacute;zes.<br /> N&atilde;o medimos esfor&ccedil;os na busca de brechas na legisla&ccedil;&atilde;o, para encontrar meios de conseguir vantagens e o que haja de melhor para n&oacute;s mesmos.<br /> Temos ci&ecirc;ncia de n&atilde;o estarmos contra a lei, entretanto, ser&atilde;o apenas c&oacute;digos humanos a nos ditar os limites de nossas a&ccedil;&otilde;es.<br /> Por&eacute;m, n&atilde;o podemos nos esquecer de que a vida aqui na Terra n&atilde;o &eacute; patrim&ocirc;nio que nos perten&ccedil;a.<br /> Dessa forma, todas as experi&ecirc;ncias terrenas est&atilde;o sob a tutela dessa lei, cuja finalidade maior &eacute; o aprendizado e o crescimento intelectual e moral de cada um de n&oacute;s.<br /> Ao concluirmos a experi&ecirc;ncia f&iacute;sica, seremos convidados a prestar contas de como agimos, de todo o realizado ao longo dos anos que nos foram dados a viver.<br /> Natural que assim seja, considerando que tudo o que dispomos na Terra, incluindo nosso corpo f&iacute;sico, &eacute; a t&iacute;tulo de empr&eacute;stimo. Nada nos pertence. Somos apenas arrendat&aacute;rios.<br /> Portanto, se andarmos no mundo burlando os limites da lei, haveremos de responder, perante as leis humanas e perante o tribunal da nossa consci&ecirc;ncia.<br /> Poder&aacute; ocorrer que, mesmo extrapolando os limites da moralidade, do correto, do respeito ao pr&oacute;ximo, os tribunais da Terra n&atilde;o nos alcancem. E poderemos nos vangloriar de haver enganado a lei dos homens.<br /> Mas, inevitavelmente, responderemos perante nossa consci&ecirc;ncia quando essa se defrontar com nossos desacertos morais. Sempre haveremos de prestar conta de nossos atos.<br /> Diz o bom senso, ent&atilde;o, que antes de agirmos, nos perguntemos se o que fazemos &eacute; legal, moral.<br /> Necess&aacute;rio analisar se nossos atos n&atilde;o prejudicam o pr&oacute;ximo, n&atilde;o atribulam a outrem, se n&atilde;o causam dificuldades a algu&eacute;m.<br /> Tudo que fizermos carrega o peso de nossa intencionalidade e haveremos de responder pelas consequ&ecirc;ncias.<br /> Importante nos questionarmos a respeito de nossas pr&oacute;prias a&ccedil;&otilde;es, quais os valores que escolhemos para nossas decis&otilde;es.<br /> Afinal, ser&atilde;o eles que dir&atilde;o da nossa felicidade ou desdita, no agora, logo mais ou em momentos mais distantes.<br /> Pensemos nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 01.4.2015</span><br />

CONFLITOS ÍNTIMOS
20 Mar 20184:19EP 832

CONFLITOS ÍNTIMOS

<span style=''font-size: small;''>CONFLITOS &Iacute;NTIMOS<br /> <br /> Conta antiga lenda ind&iacute;gena que, certa feita, um jovem, mergulhado nas ang&uacute;stias e questionamentos naturais da juventude, procurou o grande s&aacute;bio de sua tribo.<br /> Nos primeiros passos para tentar se entender e entender ao mundo, foi buscar no velho homem um pouco de esclarecimento.<br /> Solenemente aproximou-se do respeitoso anci&atilde;o, que o recebeu com um brilho no olhar, pr&oacute;prio dos que entendem os porqu&ecirc;s da vida em profundidade.<br /> Tentando encontrar as melhores palavras, a forma mais apropriada para se expressar, o jovem explicou o que ali o levava.<br /> Grande s&aacute;bio, trago comigo muitas d&uacute;vidas sobre como devo proceder. Afinal, como ser uma pessoa de bem, como ser um homem honrado, se ainda trago no peito tantas paix&otilde;es e tantas fragilidades morais?<br /> O s&aacute;bio, certamente, j&aacute; se houvera feito tais quest&otilde;es.<br /> Os anos lhe haviam permitido caminhar sob o a&ccedil;oite das afli&ccedil;&otilde;es &iacute;ntimas.<br /> E tal qual o jovem &agrave; sua frente, que ora iniciava seus primeiros passos rumo ao autoconhecimento, tamb&eacute;m ele buscara essas respostas.<br /> Ent&atilde;o, olhando-o terna e pacientemente, lhe prop&ocirc;s a seguinte imagem.<br /> Meu filho, em nosso mundo &iacute;ntimo, em nosso cora&ccedil;&atilde;o, habitam dois c&atilde;es ferozes, um bom e outro mau.<br /> Como t&ecirc;m origens muito distintas, como n&atilde;o se assemelham em nada, essas duas feras vivem em constante luta, em diuturna batalha.<br /> E voc&ecirc; sabe qual deles ir&aacute; ganhar a luta, meu filho? - Indagou o anci&atilde;o.<br /> O jovem, at&ocirc;nito pela imagem proposta, n&atilde;o soube responder. Imaginou a luta entre os dois animais e pensou como seria terr&iacute;vel, brutal.<br /> Meu jovem, essa batalha em nosso mundo &iacute;ntimo ser&aacute; ganha pelo c&atilde;o que mais alimentarmos.<br /> Escutando isso, o rapaz, compreendendo a profundidade da li&ccedil;&atilde;o, retirou-se para a necess&aacute;ria medita&ccedil;&atilde;o em torno do ensinamento recebido.<br /> * * *<br /> Assim acontece com cada um de n&oacute;s. N&atilde;o h&aacute; quem n&atilde;o traga em sua intimidade tend&ecirc;ncias positivas e dificuldades de grande monta.<br /> Nenhum de n&oacute;s chega ao mundo sem conflitos a serem vencidos, sem limita&ccedil;&otilde;es a serem ultrapassadas.<br /> Alguns apresentamos grande tend&ecirc;ncia ao ego&iacute;smo, e ent&atilde;o a vida nos d&aacute; a oportunidade de exercitar a solidariedade.<br /> Outros nascemos vaidosos, egoc&ecirc;ntricos, e a vida nos oferece li&ccedil;&otilde;es de humildade e simplicidade.<br /> Tantos nascemos avaros, pensando s&oacute; em amealhar bens para n&oacute;s mesmos, e a vida nos d&aacute; a chance de aprendermos a generosidade.<br /> Ser&atilde;o sempre dois c&atilde;es a lutar em nossa intimidade, a fim de ganhar espa&ccedil;o, vencer batalhas.<br /> A eclos&atilde;o de nossos conflitos &iacute;ntimos &eacute; resultado da consci&ecirc;ncia a nos alertar sobre os caminhos que a vida nos oferece.<br /> Nesses momentos, ser&aacute; a hora de pararmos e claramente decidirmos qual dos dois c&atilde;es desejamos alimentar.<br /> Ser&aacute; sempre pela insist&ecirc;ncia, pelo h&aacute;bito e pela disciplina, investindo em nossas constru&ccedil;&otilde;es positivas, que conseguiremos vencer as batalhas &iacute;ntimas.<br /> Dessa forma, tenhamos tranquilidade quanto aos enfrentamentos naturais de nossa intimidade.<br /> E n&atilde;o nos esque&ccedil;amos de que ser&aacute; sempre nossa a decis&atilde;o de alimentar uma ou outra fera, ou seja, as nossas boas ou m&aacute;s tend&ecirc;ncias.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 11.4.2014.<br /> </span><br />

O QUANTO VALE A PENA VIVER?
19 Mar 20185:32EP 831

O QUANTO VALE A PENA VIVER?

O QUANTO VALE A PENA VIVER?<br /> <br /> Hoje no Pense Nisso, vamos falar de um homem not&aacute;vel!<br /> Stephen William Hawking; f&iacute;sico te&oacute;rico e cosm&oacute;logo brit&acirc;nico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade.<br /> <br /> Era o dia 8 de janeiro de 1942, dia em que o mundo lembrava os 300 anos da morte de Galileu Galilei. Em uma maternidade da cidade de Oxford, Inglaterra, nascia um menino que seria chamado Stephen.<br /> Em plena Segunda Guerra Mundial, a cidade de Oxford era segura devido a um acordo m&uacute;tuo de n&atilde;o agress&atilde;o &agrave;s cidades de grandes universidades, firmado entre a Inglaterra e a Alemanha.<br /> Criado em Londres, foi um garoto saud&aacute;vel e de desempenho escolar regular, nunca ficando entre os primeiros da classe.<br /> Aos 17 anos, contra a vontade do pai que o queria m&eacute;dico, Stephen Hawking inicia o curso de F&iacute;sica, seu grande sonho, em Oxford.<br /> Ainda durante a Universidade come&ccedil;ou a mostrar sintomas de uma estranha doen&ccedil;a: lentid&atilde;o nos movimentos, quedas, dificuldades de fala. Aos 21 anos o diagn&oacute;stico sombrio: esclerose lateral amiotr&oacute;fica.Os m&eacute;dicos foram taxativos;teria apenas dois anos de vida, no Maximo.<br /> At&eacute; hoje sem cura, essa doen&ccedil;a destr&oacute;i os neur&ocirc;nios que controlam os movimentos, e os m&uacute;sculos v&atilde;o paralisando lentamente. &Eacute; como uma senten&ccedil;a de morte sem data para acontecer, como escreveria ele mais tarde.<br /> O jovem rapaz, aturdido pelo diagn&oacute;stico, encontrou apoio em sua namorada, Jane, que o incentivou a fazer o doutorado e a procurar emprego, pois os dois deveriam casar.<br /> Em sua tese iniciou os estudos que comprovaram a teoria do Universo em expans&atilde;o, a partir de um ponto conhecido como Big Bang.<br /> Casou-se e teve tr&ecirc;s filhos, encontrando, na esposa, uma companheira incans&aacute;vel. A lentid&atilde;o f&iacute;sica, segundo ele, lhe dava tempo para pensar mais.<br /> Ganhou fama tamb&eacute;m com o estudo dos Buracos Negros, publicando trabalhos cient&iacute;ficos e livros que o notabilizaram, enquanto seu corpo paralisava progressivamente.<br /> No in&iacute;cio do livro Uma breve hist&oacute;ria do tempo, ele diz que, exce&ccedil;&atilde;o feita &agrave; sua doen&ccedil;a, ele &eacute; feliz em todos os aspectos de sua vida, tendo sorte de ter escolhido uma profiss&atilde;o que s&oacute; precisa do intelecto.<br /> Chegou a escrever que sua defici&ecirc;ncia n&atilde;o lhe causara maiores problemas, tendo contado com aux&iacute;lio da fam&iacute;lia, de colegas e alunos.<br /> Hoje, aos 72 anos, em uma cadeira de rodas, ele se comunica por um sintetizador de fala, ligado a um computador, possibilitando-o at&eacute; de dar palestras. Nunca parou de estudar. Desafia a medicina com sua longa sobrevida.<br /> Ele foi respons&aacute;vel por uma nova vis&atilde;o da F&iacute;sica moderna. Stephen Hawking, teve contribui&ccedil;&otilde;es fundamentais ao estudo dos buracos negros, e &eacute; considerado o mais brilhante f&iacute;sico te&oacute;rico desde Albert Einstein. <br /> Enquanto procura juntar as pontas entre as teorias da relatividade e da mec&acirc;nica qu&acirc;ntica, o f&iacute;sico ingl&ecirc;s afirma que a simbiose entre o org&acirc;nico e a m&aacute;quina acontecer&aacute; em breve.<br /> <br /> Hawking continua a ensinar e gosta de viajar com sua esposa e seus tr&ecirc;s filhos.<br /> <br /> * * *<br /> Stephen Hawking fez uma conex&atilde;o que mudou tudo. Para ele a esperan&ccedil;a &eacute; tudo, a vida &eacute; tudo, o amor &eacute; tudo. Segundo Stephen, n&atilde;o dever haver limites para o empenho humano. Por mais ruim que a vida pare&ccedil;a estar, onde h&aacute; vida, h&aacute; esperan&ccedil;a.E para ele isso n&atilde;o &eacute; um ato de f&eacute;, pois que &eacute; ateu; para ele, isso &eacute; um fato...&eacute; uma realidade.<br /> Pensemos quantos de n&oacute;s, que cheios de f&eacute; em Deus, frente ao mais leve sintoma de doen&ccedil;a, cuidamos de nos afastar do trabalho ou dos estudos, com atestados m&eacute;dicos de longa dura&ccedil;&atilde;o.<br /> Quantos se aposentam por invalidez e n&atilde;o voltam mais a estudar, sequer desenvolvendo algum trabalho que esteja dentro das novas condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas.<br /> Contudo, a doen&ccedil;a pode ser uma oportunidade de reflex&atilde;o, uma oportunidade de supera&ccedil;&atilde;o, mas, nunca, uma desculpa para desistir.<br /> Que o exemplo desse not&aacute;vel homem, que hoje ocupa a cadeira de Professor Lucasiano de matem&aacute;tica, nos sirva de reflex&atilde;o e de exemplo de vida.<br /> Pensemos nesta frase por ele proferida: &ldquo;Quando temos de enfrentar a possibilidade de uma morte prematura, nos damos conta do quanto vale a pena viver!&rdquo;<br /> Pensemos Nisso.<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base em biografia<br /> de Stephen Hawking, <br /> Em 7.8.2014.</em></div>

APRENDI
17 Mar 20182:44EP 830

APRENDI

<span style=''font-size: small;''>APRENDI<br /> <br /> William Shakespeare, poeta e dramaturgo ingl&ecirc;s , que viveu entre os s&eacute;culos 16 e 17<br /> Tido como o mais influente dramaturgo de todos os tempos, escreveu uma bela cr&ocirc;nica que vamos reproduzir para os ouvintes do Pense Nisso. <br /> <br /> Diz mais ou menos o seguinte:<br /> Aprendi que n&atilde;o posso exigir o amor de ningu&eacute;m; posso apenas dar boas raz&otilde;es para que gostem de mim e ter paci&ecirc;ncia, para que a vida fa&ccedil;a o resto.<br /> Aprendi que n&atilde;o importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim. Tem gente que n&atilde;o d&aacute; a m&iacute;nima e eu jamais conseguirei convenc&ecirc;-las.<br /> Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destru&iacute;-la em apenas alguns segundos; que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.<br /> Eu aprendi... que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida; que, por mais que se corte um p&atilde;o em fatias, esse p&atilde;o continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.<br /> Aprendi... que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paci&ecirc;ncia.<br /> Mas aprendi, tamb&eacute;m, que posso ir al&eacute;m dos limites que eu pr&oacute;prio coloquei.<br /> Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles; que os her&oacute;is s&atilde;o pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.<br /> Aprendi que perdoar exige muita pr&aacute;tica; que h&aacute; muita gente que gosta de mim, mas n&atilde;o consegue expressar isso.<br /> Aprendi... que nos momentos mais dif&iacute;ceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.<br /> Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas n&atilde;o tenho o direito de ser cruel; que jamais posso dizer a uma crian&ccedil;a que seus sonhos s&atilde;o imposs&iacute;veis, pois seria uma trag&eacute;dia para o mundo se eu conseguisse convenc&ecirc;-la disso.<br /> Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso; que n&atilde;o &eacute; o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.<br /> Aprendi que, n&atilde;o importa o quanto meu cora&ccedil;&atilde;o esteja sofrendo, o mundo n&atilde;o vai parar por causa disso.<br /> Eu aprendi... que as circunst&acirc;ncias de minha inf&acirc;ncia s&atilde;o respons&aacute;veis pelo que eu sou, mas n&atilde;o pelas escolhas que eu fa&ccedil;o quando adulto.<br /> Aprendi que, numa briga, eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando n&atilde;o quero me envolver; que, quando duas pessoas discutem, n&atilde;o significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas n&atilde;o discutem n&atilde;o significa que elas se amem.<br /> Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles v&atilde;o se machucar e eu tamb&eacute;m. Isso faz parte da vida.<br /> Aprendi que a minha exist&ecirc;ncia pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.<br /> Aprendi tamb&eacute;m que diplomas na parede n&atilde;o me fazem mais respeit&aacute;vel ou mais s&aacute;bio.<br /> Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem crit&eacute;rio.<br /> E que amigos n&atilde;o s&atilde;o apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que s&atilde;o amigos.<br /> Aprendi que certas pessoas v&atilde;o embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos ret&ecirc;-las para sempre.<br /> Aprendi, afinal, que &eacute; dif&iacute;cil tra&ccedil;ar uma linha entre ser gentil, n&atilde;o ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.<br /> * * *<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em mensagem atribu&iacute;da a William Shakespeare.<br /> Em 09.06.20012<br /> </span><br />

TECNOLOGIA DA DISTÂNCIA
16 Mar 20182:41EP 829

TECNOLOGIA DA DISTÂNCIA

<span style=''font-size: small;''>TECNOLOGIA DA DIST&Acirc;NCIA<br /> <br /> Estava uma noite quente, o que &eacute; habitual em Mato Grosso, ou&ccedil;o a minha esposa me chamar: &ndash; amor vem ver a lua, ela esta linda, brilhante!<br /> Contrariado, deixo de lado o teclado do computador, e atendo o chamado, mas com inten&ccedil;&atilde;o de voltar brevemente e continuar a navegar na internet.<br /> Realmente a lua estava linda, resplandecente. Ficamos ali, juntos, admirando o sat&eacute;lite natural do nosso planeta por horas.<br /> Enquanto observava o c&eacute;u, pusemo-nos a pensar o quanto, hoje, somos escravos de certas tecnologias.<br /> Vejamos a Internet. Num primeiro momento, a novidade enriqueceu rela&ccedil;&otilde;es por tornar poss&iacute;vel a comunica&ccedil;&atilde;o em tempo real e de f&aacute;cil acesso a quase todos.<br /> Podemos nos comunicar com algu&eacute;m, inclusive visualizando-o, diariamente, amenizando a saudade.<br /> Enviamos fotos, informa&ccedil;&otilde;es, realizamos pesquisas, tudo t&atilde;o f&aacute;cil e agilmente.<br /> No entanto, toda essa tecnologia est&aacute;, exatamente, nos tornando pessoas isoladas. Conectados a redes, a comunidades virtuais, estamos esquecendo dos que se encontram ao nosso lado.<br /> Estamos realizando tanto virtualmente que nos esquecemos de abra&ccedil;ar fisicamente, de enla&ccedil;ar o outro, de olh&aacute;-lo nos olhos.<br /> Estamos desaprendendo a falar, a conversar. <br /> &emsp;<br /> Assim, as crian&ccedil;as e adolescentes viajam com seus pais mas, no banco de tr&aacute;s, utilizam constantemente os dedos no celular. Enviam mensagens, respondem e-mails, fazem download disso e daquilo, jogam.<br /> Di&aacute;logo? Olhar a paisagem? Admirar a natureza que vai bordando exuber&acirc;ncias, em colorido variado? Nem pensar!<br /> * * *<br /> Se voc&ecirc; &eacute; escravo de qualquer m&iacute;dia que o esteja isolando, por hoje, ao menos, pare.<br /> Pare e observe. Redescubra o valor de abra&ccedil;ar seu amor, de conversar com ele, de sorrir para ele.<br /> Veja seu filho que ensaia desenhos no papel, que rabisca montanhas e rios...<br /> Esque&ccedil;a o celular, o teclado do computador e viva um dia diferente.<br /> Um dia de amor, de entrega, de doa&ccedil;&atilde;o e de muitas surpresas maravilhosas.<br /> S&oacute; hoje! Depois? Depois temos a certeza que gostar&aacute; tanto deste hoje que desejar&aacute; repetir a dose.<br /> Pense nisso, mas pense agora.<br /> </span><br />

A EDUCAÇÃO E A MÚSICA
15 Mar 20184:04EP 828

A EDUCAÇÃO E A MÚSICA

A EDUCA&Ccedil;&Atilde;O E A M&Uacute;SICA<br /> <span style=''font-size: small;''><br /> A m&uacute;sica faz parte da Hist&oacute;ria da Humanidade desde os mais remotos tempos.<br /> As pinturas rupestres, achadas em s&iacute;tios arqueol&oacute;gicos, e que descrevem a rotina de grupamentos humanos primitivos sugerem dan&ccedil;as e uso de instrumentos musicais.<br /> A Hist&oacute;ria das civiliza&ccedil;&otilde;es antigas &eacute; repleta de manifesta&ccedil;&otilde;es musicais, algumas delas ligadas a rituais religiosos ou a festas tradicionais de cada povo.<br /> Desde a vida intrauterina a m&uacute;sica parece influir no beb&ecirc;. Mulheres gr&aacute;vidas relatam menor agita&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a quando escutam m&uacute;sica suave.<br /> Durante os primeiros meses de vida a crian&ccedil;a j&aacute; mostra percep&ccedil;&atilde;o musical. Estudos demonstram que os rec&eacute;m-natos parecem se acalmar ao ouvir uma melodia suave.<br /> As crian&ccedil;as comumente se alegram quando ouvem m&uacute;sica e, nessa fase da vida, podemos influenciar seu gosto musical atrav&eacute;s do h&aacute;bito.<br /> Entre os s&eacute;culos XIII e XIX a Humanidade foi presenteada com compositores que criaram um estilo de m&uacute;sica elevado, conhecido hoje como m&uacute;sica cl&aacute;ssica e erudita, que significa m&uacute;sica de qualidade.<br /> Entre os compositores desse per&iacute;odo est&atilde;o Johann Sebastian Bach, Ludwig van Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart, Frederic Chopin.<br /> Esse tipo de m&uacute;sica, originalmente composta na Europa, ganhou adeptos no mundo todo. Hoje, grandes orquestras em todos os pa&iacute;ses se dedicam a apresentar obras desses g&ecirc;nios da Humanidade.<br /> Beethoven costumava dizer que Deus se comunicava com ele atrav&eacute;s da m&uacute;sica. Mozart dizia que a m&uacute;sica n&atilde;o era sua, mas sim fruto de uma inspira&ccedil;&atilde;o superior.<br /> Muitas composi&ccedil;&otilde;es de Bach foram influenciadas por sua religiosidade e at&eacute; hoje emocionam o mundo, como o famoso Orat&oacute;rio de Natal.<br /> Os espectadores de um concerto de m&uacute;sica cl&aacute;ssica sentem-se comumente enlevados, desfrutando de uma emo&ccedil;&atilde;o muitas vezes indescrit&iacute;vel.<br /> Comumente tal gosto musical se associa a outros h&aacute;bitos culturais. Por este motivo esse estilo musical &eacute; tamb&eacute;m chamado erudito, palavra que significa vasta cultura.<br /> A plat&eacute;ia dos concertos cl&aacute;ssicos costuma manter-se em sil&ecirc;ncio, comportamento bastante diverso das apresenta&ccedil;&otilde;es de estilos musicais populares que convidam &agrave; agita&ccedil;&atilde;o.<br /> No entanto, ainda hoje, em muitas sociedades, o gosto pela m&uacute;sica cl&aacute;ssica n&atilde;o &eacute; o que predomina, talvez porque tal estilo n&atilde;o seja apresentado &agrave;s crian&ccedil;as.<br /> Assim como a educa&ccedil;&atilde;o formal &eacute; necess&aacute;ria para que a crian&ccedil;a aprenda a ler e a escrever, e desenvolva um conhecimento b&aacute;sico que a habilite para sua vida, a educa&ccedil;&atilde;o musical pode formar o h&aacute;bito do indiv&iacute;duo.<br /> Ao ouvir m&uacute;sica de elevada qualidade desde a inf&acirc;ncia, o indiv&iacute;duo poder&aacute; incorpor&aacute;-la a seus h&aacute;bitos com maior facilidade.<br /> Educar &eacute; desenvolver a capacidade f&iacute;sica, intelectual, moral e afetiva de um indiv&iacute;duo. Educar uma crian&ccedil;a &eacute; uma tarefa da mais alta responsabilidade.<br /> &Eacute; dever de quem educa mostrar caminhos de qualidade a uma crian&ccedil;a e dar a ela bases morais para escolher o caminho que, mais tarde, usando seu livre-arb&iacute;trio, ela escolher&aacute;.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 12.12.2015.<br /> </span><br />

BATA NELA
14 Mar 20184:21EP 827

BATA NELA

<strong>BATA NELA!</strong><br /> <br /> Em tempos em que abunda a viol&ecirc;ncia contra a mulher, &eacute; de nos questionarmos o que ser&aacute; das novas gera&ccedil;&otilde;es?<br /> Esses meninos, que crescem assistindo e ouvindo not&iacute;cias de assassinatos, de viol&ecirc;ncias de toda sorte contra a mulher, o que far&atilde;o, no futuro? O que pensam a respeito?<br /> Algu&eacute;m teve a ideia de question&aacute;-los e, na cidade de N&aacute;poles, na It&aacute;lia, se realizou uma enquete com meninos entre sete a onze anos.<br /> O experimento consistiu em abordar, na rua, a cada um, de forma individual e gravar as respostas, a&ccedil;&otilde;es e rea&ccedil;&otilde;es &agrave;s quest&otilde;es e ordens formuladas.<br /> O entrevistador, para deixar bem &agrave; vontade os garotos, pergunta o nome, a idade. Depois, o que desejam ser quando crescerem, que variou de arquiteto, jogador de futebol, bombeiro, policial a pizzaiolo.<br /> A raz&atilde;o da escolha da profiss&atilde;o mereceu respostas r&aacute;pidas, como quem sabe o que quer da vida:Quero construir a casa dos meus sonhos; Desejo salvar vidas. At&eacute; a mais simples: Porque gosto de pizza.<br /> Ent&atilde;o, uma terceira personagem entra em cena. Uma simp&aacute;tica garota, de longos cabelos loiros. Ela n&atilde;o fala absolutamente nada. Posta-se em frente ao entrevistado, que recebe a informa&ccedil;&atilde;o: Esta &eacute; Marina.<br /> Os garotos olham, sorriem.<br /> O que voc&ecirc; gosta nela? &ndash; Indaga o entrevistador.<br /> Um respondeu que eram os olhos; outro, que eram os olhos e o cabelo, com certeza, o cabelo; outro ainda falou dos sapatos dela e das m&atilde;os. Um mais ousado disse que a achava totalmente linda, e que gostaria que ela fosse sua namorada.<br /> Ao comando que se seguiu, todos obedeceram, embora demonstrassem n&atilde;o se sentir muito &agrave; vontade: Fa&ccedil;a uma careta para ela.<br /> E o: Fa&ccedil;a um carinho nela, mereceu dos entrevistados um toque de m&atilde;o, muito r&aacute;pido, pelos cabelos, pelo ombro ou no rosto, demonstrando certa timidez.<br /> Enfronhados na pesquisa, rindo disso, daquilo, de repente, se faz uma pausa e, logo em seguida, o entrevistador d&aacute; o comando: Bata nela! Com for&ccedil;a!<br /> Os meninos olham para a c&acirc;mera, espantados. H&aacute; quem, incr&eacute;dulo, indague: O qu&ecirc;?<br /> A ordem &eacute; repetida: Bata nela, vamos!<br /> Olhos baixos, olhar intrigante ou surpreso, nenhum deles tira as m&atilde;os dos bolsos ou as leva na dire&ccedil;&atilde;o da garota. Tornam a olhar para o entrevistador e a resposta &eacute;: N&atilde;o!<br /> Por que voc&ecirc; n&atilde;o bate nela? &ndash; Insiste quem se encontra por detr&aacute;s da c&acirc;mera.<br /> E esses meninos deram as mais diversas respostas, que nos dizem que o mundo, sim, est&aacute; caminhando para dias melhores:<br /> Ela &eacute; uma menina!<br /> Porque sou contra a viol&ecirc;ncia!<br /> Porque vou machuc&aacute;-la!<br /> Porque isso &eacute; maldade!<br /> Porque em mulher n&atilde;o se bate nem com flor, nem com um buqu&ecirc; de flores!<br /> Mas, o v&iacute;deo que circula pela internet e que, apenas em um dia, teve mais de um milh&atilde;o de acessos, termina com a resposta de um menino de onze anos. Com certeza, a mais espetacular:Porque eu sou um homem!<br /> <br /> Homem, ser humano. De quem se espera nobreza, dignidade, para a constru&ccedil;&atilde;o de um mundo melhor.<br /> Homem que respeita o outro ser humano porque deseja igualmente ser respeitado.<br /> Que mundo maravilhoso est&atilde;o construindo as novas gera&ccedil;&otilde;es. Felizes os que andaremos pela Terra no mundo da Nova Era.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no v&iacute;deo Bata nela, do <br /> http://sonoticiaboa.band.uol.com.br/noticia.php?i=6120.<br /> Em 23.2.2015.<br />

ABORRECIMENTOS
12 Mar 20182:59EP 826

ABORRECIMENTOS

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>ABORRECIMENTOS<br /> <br /> Nada mais comum, nas atividades terrenas, do que o h&aacute;bito enraizado das querelas, dos desentendimentos, das chatea&ccedil;&otilde;es.<br /> Como um campo de meninos, em que cada gesto, cada nota, cada men&ccedil;&atilde;o se torna um bom motivo para contendas e mal-entendidos, tamb&eacute;m na sociedade dos adultos o mesmo fen&ocirc;meno ocorre.<br /> Mais do que compreens&iacute;vel &eacute; que voc&ecirc;, semelhante a um menino de pavio curto, libere adrenalina nos epis&oacute;dios cotidianos que desafiem a sua estabilidade emocional.<br /> Compreens&iacute;vel que se agite, que se irrite, que altere a voz, que afivele ao rosto express&otilde;es feias de diversos matizes.<br /> Em virtude do n&iacute;vel do seu mundo &iacute;ntimo, tudo isso &eacute; poss&iacute;vel de acontecer.<br /> Contudo, voc&ecirc; n&atilde;o veio &agrave; Terra para fixar defici&ecirc;ncias, mas para trat&aacute;-las, cultivando a sa&uacute;de.<br /> Voc&ecirc; n&atilde;o se acha no mundo para submeter-se aos impulsos irracionais, mas para faz&ecirc;-los amadurecer para os campos da raz&atilde;o l&uacute;cida.<br /> Voc&ecirc; n&atilde;o nasceu para se deixar levar pelo destempero, pela irrita&ccedil;&atilde;o que desarticula o equil&iacute;brio, mas tem o dever de educar-se, porque tem na pauta da sua vida o compromisso de cooperar com o Universo, &agrave; medida que cres&ccedil;a, que amadure&ccedil;a, que se enobre&ccedil;a.<br /> Desse modo, os seus aborrecimentos di&aacute;rios, embora sejam admiss&iacute;veis em almas infantis e destemperadas, j&aacute; come&ccedil;am a provocar ru&iacute;dos infelizes, desconcertantes e indesej&aacute;veis, nas almas que se encontram no mundo para dar conta de compromissos mais elevados.<br /> Assim, observe-se. Conhe&ccedil;a-se no aprendizado do bem, um pouco mais. Esforce-se por melhorar-se.<br /> Resista um pouco mais aos impulsos da fera que ainda ronda as suas experi&ecirc;ncias &iacute;ntimas.<br /> Perante as perturba&ccedil;&otilde;es alheias, aprenda a analisar e n&atilde;o repetir.<br /> Diante da rebeldia de algu&eacute;m, analise e retire a li&ccedil;&atilde;o para que n&atilde;o fa&ccedil;a o mesmo.<br /> Notando a explos&atilde;o violenta de algu&eacute;m, reflita nas consequ&ecirc;ncias danosas, a fim de n&atilde;o fazer o mesmo.<br /> Cada esfor&ccedil;o que voc&ecirc; fizer por melhorar-se, para que, pouco a pouco, mas sempre, voc&ecirc; cres&ccedil;a e se ilumine, e tendo superado a si mesmo, transformando suas noites morais em radiosas manh&atilde;s de sol.<br /> * * *<br /> Quando voc&ecirc; for visitado por uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponha-se a ela.<br /> E, quando houver conseguido dominar os &iacute;mpetos da impaci&ecirc;ncia, da c&oacute;lera, ou do desespero, diga, de si para consigo, cheio de justa satisfa&ccedil;&atilde;o: Fui o mais forte.<br /> Pense nisso, mas pense agora.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 13 do livro Para uso di&aacute;rio, pelo Esp&iacute;rito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> Em 13.05.2012.<br /> </span><br />

Nada tocando
PENSE NISSO
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