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PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE
13 Ago 20184:11EP 921

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE

<strong>CONTEMPLA&Ccedil;&Atilde;O DO EXCELENTE</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Atravessamos na Terra, fase de dificuldades sem conta, nas &aacute;reas de cultura geral.<br /> Desconhece-se a estrutura da pr&oacute;pria linguagem que se fala. Usam-se g&iacute;rias ou express&otilde;es chulas que denunciam a pobreza dos falantes relativamente &agrave; forma&ccedil;&atilde;o cultural.<br /> Ignoram-se os fatos hist&oacute;ricos que envolvem a sociedade em que se vive.<br /> Espalham-se infames zombarias, inventam-se lendas sem beleza e sem sentido, refletindo a pouca madureza social.<br /> N&atilde;o se cogita de penetrar as raz&otilde;es desse ou daquele monumento, sentindo-se, tantos, impulsionados pelo instinto destruidor e v&acirc;ndalo, que, incapazes de compreender, por descaso, preferem pichar, destro&ccedil;ar ou poluir de modo dr&aacute;stico, o que encontram pela frente.<br /> O gosto pelas Bibliotecas, pelas salas de arte, por Museus, por Teatros e pela literatura excelente de todos os tempos, tudo tem ficado na retaguarda das prefer&ecirc;ncias.<br /> Os desportos nobres e educativos ainda contam com poucos adeptos.<br /> Temos, ao rev&eacute;s, um quadro enorme dos que procuram os exerc&iacute;cios desportivos excitantes e violentos, que pouco ou nada acrescentam no &acirc;mbito das conquistas do Esp&iacute;rito.<br /> Encontram-se, com maior frequ&ecirc;ncia, muitos que se ajustam a espet&aacute;culos pornogr&aacute;ficos, do palco ou da tela, em franco deboche &agrave; sensibilizante arte.<br /> * * *<br /> Diante de tudo isso, precisamos com urg&ecirc;ncia de educa&ccedil;&atilde;o e de boas refer&ecirc;ncias.<br /> O bom gosto se forma pela contempla&ccedil;&atilde;o do excelente e n&atilde;o do sofr&iacute;vel, dizia Goethe, compreendendo com perfei&ccedil;&atilde;o a constru&ccedil;&atilde;o do aprendizado na alma humana.<br /> Cabe aos pais e aos educadores mostrarem o excelente, preencher os educandos de boas refer&ecirc;ncias desde cedo, se desejarem desenvolver neles uma cultura rica e &uacute;til.<br /> As crian&ccedil;as, os jovens, precisam estar mergulhados num caldo cultural que favore&ccedil;a o desenvolvimento de uma massa cr&iacute;tica, que proporcione a contempla&ccedil;&atilde;o do belo, que os ensine a pensar e a sentir.<br /> As grandes m&iacute;dias est&atilde;o repletas de um verdadeiro lixo cultural, se podemos chamar assim, porque n&oacute;s, a grande maioria, consumimos isso.<br /> Ali&aacute;s, a palavra consumo &eacute; uma das preferidas nos tempos atuais, inclusive invadindo &aacute;reas em que n&atilde;o h&aacute; como se conjugar o verbo consumir, na ess&ecirc;ncia, pois o que n&atilde;o &eacute; material, o que n&atilde;o &eacute; tang&iacute;vel, n&atilde;o se consome.<br /> Na verdadeira arte nada se consome. A arte se contempla, se admira. Ela alimenta a todos quando &eacute; instrumento do belo e do bem e nunca se acaba, pois o que se consome, se finda.<br /> Podemos consumir um CD, um arquivo de MP3, mas nunca uma bela m&uacute;sica.<br /> &Eacute; tempo de retirar as cascas e m&aacute;scaras que criamos atrav&eacute;s de nossos v&iacute;cios morais, e nos permitir enxergar tudo como realmente &eacute;.<br /> O que verdadeiramente importa para mim? N&atilde;o sou um consumidor, sou um ser, e estou aqui para crescer moral e intelectualmente.<br /> Quero aprender com quem j&aacute; esteve aqui, com a Hist&oacute;ria do meu povo, com os grandes, com os mission&aacute;rios, com aqueles que deram a vida para que hoje tivesse o conforto de que desfruto.<br /> Estou aqui para me tornar mais s&aacute;bio, n&atilde;o o s&aacute;bio de Biblioteca apenas, mas o que tem condi&ccedil;&otilde;es de aplicar em sua vida tudo aquilo que aprende, que faz de seu conhecimento uma mola propulsora para que possa amar mais e melhor.<br /> Cultura e amor. Eis o que precisamos com urg&ecirc;ncia.<br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Juventude e cultura, <br /> do livro C&acirc;ntico da juventude, pelo Esp&iacute;rito Ivan de Albuquerque, <br /> psicografia de Jos&eacute; Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> Em 31.3.2015</span></em></div>

GRANDEZA DA RENÚNCIA
11 Ago 20184:27EP 920

GRANDEZA DA RENÚNCIA

<strong>&nbsp;Grandeza da ren&uacute;ncia</strong><br /> <br /> Alberto D&uuml;rer, o excelente pintor alem&atilde;o, antes de ser famoso, necessitando estudar, combinou com um jovem amigo, igualmente artista, sobre a necessidade de procurarem um n&uacute;cleo de maior cultura.<br /> Mudariam de cidade para que ambos pudessem aprimorar seu estilo.<br /> Porque n&atilde;o dispusessem de um mecenas, ou seja, um financiador ou padrinho que os ajudasse, estabeleceram um plano: um trabalharia como lavador de pratos, enquanto o outro iria estudar pintura.<br /> Assim, com a venda dos primeiros quadros, o que trabalhava passaria tamb&eacute;m a estudar.<br /> Chegando ao local pretendido, Alberto afirmou: Eu me dedicarei ao trabalho de lavar pratos. Contudo, o companheiro respondeu: N&atilde;o. Eu sou mais velho e j&aacute; tenho emprego no restaurante.<br /> Dessa forma, gra&ccedil;as &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do amigo, D&uuml;rer come&ccedil;ou a estudar e a pintar.<br /> Depois de um tempo, Alberto reunira uma soma que permitiria que o companheiro estudasse. Ele deixou o trabalho no restaurante e se dirigiu &agrave; escola.<br /> Percebeu, por&eacute;m, que a atividade rude lhe destru&iacute;ra a sensibilidade t&aacute;ctil, desequilibrara o ritmo motor.Deu-se conta de que nunca atingiria a genialidade, ainda mais, descobrindo a qualidade superior de D&uuml;rer.<br /> Dotado de sentimentos nobres, renunciou &agrave; carreira e retornou ao trabalho de lavador de pratos.<br /> Numa noite em que D&uuml;rer voltou ao est&uacute;dio, ao abrir silenciosamente a porta, estacou na sombra, vendo pela claraboia do teto o reflexo do luar que adentrava pelo c&ocirc;modo.<br /> A luz alumiava duas m&atilde;os postas em atitude de prece.<br /> Era o amigo, ajoelhado, que rogava b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os para o companheiro triunfar na pintura.<br /> O artista, comovido ante a cena, imortalizou-a numa pequena tela, que passou &agrave; posteridade como Estudo para as m&atilde;os de um Ap&oacute;stolo, para o altar de Heller, hoje na galeria Albertina, em Viena.<br /> * * *<br /> E n&oacute;s ouvintes, ser&aacute; que somos capazes de viver tal grau de ren&uacute;ncia?<br /> Em dias em que a competi&ccedil;&atilde;o nos desespera e afoga, exigindo que sejamos sempre melhores do que os outros, sen&atilde;o n&atilde;o somos ningu&eacute;m &ndash; ser&aacute; que j&aacute; descobrimos o caminho seguro da ren&uacute;ncia?<br /> A ren&uacute;ncia &eacute; a emo&ccedil;&atilde;o dos Esp&iacute;ritos superiores transformada em b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os pelo caminho dos homens.<br /> Quem renuncia estabelece, para o pr&oacute;ximo, a diretriz do futuro em clima de paz.<br /> A ren&uacute;ncia &eacute; melhor para quem a oferta.<br /> Poder ceder, quando &eacute; f&aacute;cil disputar; reconhecer o valor de outrem, quando se lhe est&aacute; ao lado, ensejando-lhe oportunidade de crescimento; ajudar sem competir, s&atilde;o express&otilde;es elevadas da ren&uacute;ncia que d&aacute; &agrave; vida um sentido de significativa grandeza.<br /> Felizes aqueles que hoje cedem para amanh&atilde; receber; os que agora doam para mais tarde enriquecer-se; os que compreendem que a verdadeira felicidade consiste em ajudar e passar, sem impor nem tomar.<br /> Quem renuncia, enfloresce a alma de paz, granjeando a gratid&atilde;o da vida pelo que recebe.<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 8, do livro Receitas de paz, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal<br /> Em 04.10.2012.</em></div>

A MELODIA DO AMOR
10 Ago 20184:50EP 919

A MELODIA DO AMOR

<strong>&nbsp;A MELODIA DO AMOR</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Ataques terroristas, independente de onde sejam realizados, s&atilde;o viol&ecirc;ncias contra a Humanidade inteira.<br /> Assombro, destrui&ccedil;&atilde;o, medo. Amea&ccedil;as invis&iacute;veis que levam para longe a pouca paz de que dispomos, instaurando um reinado de inseguran&ccedil;a.<br /> Representam o que h&aacute; de mais triste e baixo no ser humano. &Eacute; o mal representado em a&ccedil;&otilde;es, o mal que ainda encontra guarida em tantas almas no globo.<br /> Ao longo dos tempos, tentamos combater o mal com outro mal maior. Vimos que n&atilde;o deu certo. A dor s&oacute; aumentou.<br /> Vestimos a vingan&ccedil;a de justi&ccedil;a e sa&iacute;mos por a&iacute; como loucos, cheios de justificativas, tentando aplacar nossa sede de paz, de amor, repletos de &oacute;dio no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Ainda hoje, tanto no plano material, como no mundo espiritual, grande quantidade de Esp&iacute;ritos se enraiza na raiva, na indigna&ccedil;&atilde;o e na m&aacute;goa, acreditando ser o revide a solu&ccedil;&atilde;o que ir&aacute; lhes acalmar o &iacute;ntimo desequilibrado.<br /> N&atilde;o... Esse n&atilde;o pode ser o &uacute;nico caminho.<br /> Causar dor ao outro nos traz paz? Anula ou faz desaparecer o que nos fizeram? Acalma o cora&ccedil;&atilde;o desesperado?<br /> Ser&aacute; que s&eacute;culos e s&eacute;culos de sofrimento n&atilde;o nos fizeram enxergar a verdade ainda?<br /> Os que tentaram nos dar as respostas foram calados de s&uacute;bito. Ouvir falar em perd&atilde;o, compreens&atilde;o e bem, quando estamos feridos, chega a ser ofensivo. Escondemo-nos da verdade.<br /> A verdade pode ser dif&iacute;cil num primeiro instante. Lutar contra nossos &iacute;mpetos e tend&ecirc;ncias milenares exige esfor&ccedil;o fora do comum.<br /> Por&eacute;m, compensa, tenhamos certeza. A verdade liberta.<br /> Ela sempre esteve ao nosso alcance. O caminho alternativo sempre esteve em nossas rotas, nos chamando.<br /> A outra face. A outra face...<br /> A face do amor frente ao &oacute;dio. A face dos bra&ccedil;os abertos que aceitam, frente &agrave; intoler&acirc;ncia que repudia. A face da caridade que constr&oacute;i frente &agrave;s bombas que despeda&ccedil;am.<br /> A outra face. N&atilde;o a face da indiferen&ccedil;a, mas a da a&ccedil;&atilde;o inteligente no bem, pois se o mal &eacute; ardiloso, perspicaz, sorrateiro, o bem &eacute; articulado, amoroso e vigilante.<br /> Assim, quando atacados, de que forma for, apresentemos uma face diferente daquela que nos atingiu. O &oacute;dio e a viol&ecirc;ncia podem persistir por um tempo, mas n&atilde;o resistem ao poder absoluto e superior do amor.<br /> Quando do terr&iacute;vel ataque sofrido pela cidade de Paris, em 2015, foram muitos que resolveram oferecer a face do amor.<br /> Um pianista an&ocirc;nimo ousou trazer seu piano de cauda para a rua, posicionou o instrumento em frente a um dos locais onde diversas pessoas haviam morrido, e tocou lindamente para todos que passavam.<br /> Ao som de Imagine, de John Lennon, l&aacute;grimas se misturavam a sorrisos atrav&eacute;s da arte. A m&uacute;sica, como ora&ccedil;&atilde;o e canto de esperan&ccedil;a, convidava todos a refletirem sobre seu futuro, sobre suas vidas e objetivos maiores.<br /> Nos dedos do pianista misterioso n&atilde;o havia &oacute;dio nem desejo de vingan&ccedil;a. Havia empatia para com a dor de seus conterr&acirc;neos e um profundo desejo de paz.<br /> Naquele lugar de tanta afli&ccedil;&atilde;o, ao som dos tiros e bombas, que ainda ecoavam cru&eacute;is pelas constru&ccedil;&otilde;es, misturava-se agora a melodia do amor.<br /> * * *<br /> Imagine todas as pessoas partilhando todo o mundo.<br /> Voc&ecirc; pode dizer que eu sou um sonhador, mas n&atilde;o sou o &uacute;nico.<br /> Espero que algum dia voc&ecirc; se junte a n&oacute;s.<br /> E o mundo viver&aacute; como um s&oacute;.<br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com cita&ccedil;&atilde;o de<br /> versos da m&uacute;sica Imagine, de John Lennon.<br /> Em 7.3.2016</span></em></div>

A VIDA DEPOIS DOS CINQUENTA
9 Ago 20183:26EP 918

A VIDA DEPOIS DOS CINQUENTA

<strong>&nbsp;A Vida Depois dos 50 </strong><br /> <br /> Quando ultrapassamos a barreira dos 50 anos, se tem a consci&ecirc;ncia que indubitavelmente, temos mais passado que futuro. Mas que isso n&atilde;o se transforme em neurose desfreada, ou pelo menos, que essa neurose seja trat&aacute;vel.<br /> Completar 50 anos de vida &eacute; um privil&eacute;gio.<br /> Ao chegarmos nesta idade &eacute; certo que perdemos algumas coisas, mas ganhamos outras tantas.<br /> Perdemos cabelos; ganhamos discernimento e nos tornamos mais condescendentes com os outros.<br /> Perdemos massa muscular; ganhamos vitalidade emocional.<br /> Perdemos um pouco da vis&atilde;o f&iacute;sica; e adquirimos uma vis&atilde;o mais clara do que realmente &eacute; importante na vida.<br /> A partir dos 50 anos de idade, ganhamos alguns quilos, e perdemos a vergonha de dizer &ldquo;eu te amo&rdquo;.<br /> Ao passar dos anos, ganhamos, perdemos, descartamos, e depois do cinquenta, nos reciclamos.<br /> Fazendo um balan&ccedil;o geral e minucioso, chegamos &agrave; conclus&atilde;o que perder ou ganhar, n&atilde;o &eacute; o cerne da quest&atilde;o. O que de fato importa, &eacute; o que podemos passar de bom para os nossos filhos, amigos e a todos os companheiros de jornada.<br /> Que possamos cantar a can&ccedil;&atilde;o da esperan&ccedil;a, a palavra que enleva e consola. E quando n&atilde;o temos a palavra certa, que o nosso silencio se torne verbo de solidariedade para com a dor dos nossos semelhantes.<br /> &Eacute; preciso tocar mais a harpa da ternura, e menos o tambor da guerra.<br /> Que culpemos menos as pessoas pelas nossas dores, e que compartilhemos mais as nossas alegrias.<br /> Que sejamos mais gratos pelo amor que recebemos, e menos rancorosos pelas maledic&ecirc;ncias recebidas.<br /> Sim, ao longo dos 50 anos acumulamos tristezas, magoas, raiva e decep&ccedil;&otilde;es. Mas, &eacute; preciso enfrentar os nossos dem&ocirc;nios para crescer e encarar a vida como ela &eacute;. E que, de nada adiantar&aacute; se jogar nos cantos e lamentar. O jeito &eacute; tentar ser feliz e escrever uma nova hist&oacute;ria da nossa vida. As prova&ccedil;&otilde;es nos amadurecem e acabamos por enxergar algo de bom...de positivo, que estava escondido. A cada dia uma nova experi&ecirc;ncia, uma nova hist&oacute;ria, sempre foi assim e sempre ser&aacute;.<br /> Enfim, que tenhamos os anos de vida que precisamos. Por&eacute;m, sempre com m&uacute;sica no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Que os cinquenta anos de vida sejam de uma feliz idade... e que tenhamos os anos de vida que precisamos.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nas experi&ecirc;ncias do <br /> Autor deste texto. <br /> Em 11.05.2017.</em></div> <br />

DESCONTROLE DA NOVA GERAÇÃO
8 Ago 20185:07EP 917

DESCONTROLE DA NOVA GERAÇÃO

<span style=''font-size: small;''>DESCONTROLE<br /> <br /> Naquele dia de sol, M&aacute;rio chegou feliz e estacionou o reluzente caminh&atilde;o em frente &agrave; porta de sua casa. Ap&oacute;s vinte anos de muita economia e intenso trabalho, sacrificando dias de repouso e lazer, ele conseguira.<br /> Comprara um caminh&atilde;o. Orgulhoso, entrou em casa e chamou a esposa para ver a sua aquisi&ccedil;&atilde;o. A partir de agora, seria seu pr&oacute;prio patr&atilde;o.<br /> Ao chegar pr&oacute;ximo do ve&iacute;culo, uma cena o deixou descontrolado. Seu filho, de apenas seis anos, estava martelando alegremente a lataria do caminh&atilde;o.<br /> Irritado, aos berros, ele investiu contra o filho. Tomou o martelo das m&atilde;os dele e, totalmente fora de controle, martelou as m&atilde;ozinhas do garoto.<br /> Sem entender o que estava acontecendo, o menino se p&ocirc;s a chorar de dor, enquanto a m&atilde;e interferiu e retirou o pequeno da cena.<br /> Na sequ&ecirc;ncia, ela trouxe o marido de volta &agrave; realidade e juntos levaram o filho ao hospital, para fazer um curativo nos machucados.<br /> O que imaginavam, no entanto, fosse simples, descobriram ser muito grave. As marteladas nas fr&aacute;geis m&atilde;ozinhas tinham feito tal estrago que o garoto foi encaminhado para imediata cirurgia.<br /> Passadas v&aacute;rias horas, o cirurgi&atilde;o veio ao encontro dos pais e lhes informou que as dilacera&ccedil;&otilde;es tinham sido de grande extens&atilde;o e os dedinhos tiveram que ser amputados. De resto, falou ainda o m&eacute;dico, a crian&ccedil;a era forte e tinha resistido bem ao ato cir&uacute;rgico. Os pais poderiam aguard&aacute;-lo no quarto para onde logo mais seria conduzido.<br /> Com a morte no cora&ccedil;&atilde;o, os pais esperaram que a crian&ccedil;a despertasse. Quando, finalmente, abriu os olhos e viu o pai, o menino sorriu e falou:<br /> Papai, me desculpe, eu s&oacute; queria consertar o seu caminh&atilde;o, como voc&ecirc; me ensinou outro dia. N&atilde;o fique bravo comigo.<br /> O pai, com l&aacute;grimas a escorrer pela face, em desconsolo, se aproximou mais e lhe disse que n&atilde;o tinha import&acirc;ncia o que ele havia feito. Mesmo porque, a lataria do caminh&atilde;o nem tinha sido estragada.<br /> O menino insistiu: Quer dizer que n&atilde;o est&aacute; mais bravo comigo?<br /> N&atilde;o mesmo, falou o pai.<br /> Ent&atilde;o, perguntou a crian&ccedil;a, se estou perdoado, quando &eacute; que meus dedinhos v&atilde;o nascer de novo?<br /> * * *<br /> Toda vez que perdemos a calma, perdemos tamb&eacute;m a lucidez e o bom senso. Nesses momentos, podemos cometer muitas tolices.<br /> E quando investimos contra as criaturas que amamos, podemos machuc&aacute;-las muito. Podemos feri-las com palavras e com atos.<br /> E, em se tratando de crian&ccedil;as, que s&atilde;o fr&aacute;geis e ficam indefesas frente ao descontrole dos adultos, tudo assume maior gravidade.<br /> Jamais nos permitamos a ira, que &eacute; sempre m&aacute; companhia. Domemos as nossas tend&ecirc;ncias e impulsos agressivos, recordando que nada na vida &eacute; mais precioso do que as pessoas.<br /> As coisas que possamos adquirir nos servir&atilde;o por algum tempo, mas, somente os nossos amores estar&atilde;o conosco sempre, n&atilde;o importando o local, as condi&ccedil;&otilde;es que venhamos a nos encontrar.<br /> Preservemos a calma e ofertemos para aqueles que s&atilde;o os s&oacute;is das nossas vidas somente o carinho, a ternura e as doces manifesta&ccedil;&otilde;es do amor.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto<br /> N&atilde;o vale chorar, de autoria de Maur&iacute;cio Dias.<br /> Em 24.5.2013.<br /> <br /> </span><br />

TRANSITORIEDADE
7 Ago 20184:20EP 916

TRANSITORIEDADE

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>TRANSITORIEDADE<br /> <br /> Em face das preocupa&ccedil;&otilde;es que te ocupam a tela mental, levando-te a inquieta&ccedil;&otilde;es desnecess&aacute;rias, seria v&aacute;lido que fizesses uma avalia&ccedil;&atilde;o em torno de teu comportamento.<br /> Convidamos a uma r&aacute;pida an&aacute;lise de fatos ocorridos em tua exist&ecirc;ncia.<br /> Retorna, psiquicamente, h&aacute; apenas cinco anos, no teu passado recente e procura recordar as afli&ccedil;&otilde;es que ent&atilde;o te maceravam a alma.<br /> Enfermidades que te minavam o organismo, amea&ccedil;ando-te a exist&ecirc;ncia f&iacute;sica; problemas de sentimento emocional que te entristeciam; solid&atilde;o amarga em que te refugiavas; incertezas no trabalho que te oferecia recursos para uma vida honrada; expectativa em torno de metas que pareciam tardar; abandono de amigos que se apresentavam como irm&atilde;os...<br /> Mudemos a t&ocirc;nica das lembran&ccedil;as.<br /> Talvez estivesses cercado pela ternura de afetos que te afirmavam ser de natureza eterna; possu&iacute;as sa&uacute;de e equil&iacute;brio org&acirc;nico invej&aacute;veis; quem sabe tivessesmotiva&ccedil;&otilde;es emocionais para avan&ccedil;ar; independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica, seguran&ccedil;a no trabalho, bem-estar social e harmonia dom&eacute;stica.<br /> Cinco anos. Em apenas cinco anos, observa quantas mudan&ccedil;as ocorreram no tr&acirc;nsito das tuas horas.<br /> As enfermidades amea&ccedil;adoras partiram, os males desapareceram, o trabalho se te afirmou ideal, novos amigos vieram ter contigo...<br /> Surgiram metas promissoras e n&atilde;o poderias supor, naquela ocasi&atilde;o que, em determinado momento futuro, te encontrarias fortalecido e alegre, considerando os problemas ent&atilde;o vigentes.<br /> Cinco anos...<br /> Provavelmente, o afeto que acariciavas saiu do teu lado, deixando-te em afli&ccedil;&atilde;o; a sa&uacute;de bateu em retirada, os sentimentos ficaram em transtorno...<br /> O ganha-p&atilde;o tornou-se-te lugar de sofrimento; os recursos de que dispunhas mudaram de m&atilde;os; a conviv&ecirc;ncia social modificou-se em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas...<br /> E ainda, o lar, que parecia t&atilde;o bem estruturado, encontra-se em frangalhos...<br /> Essas ocorr&ecirc;ncias tiveram lugar em somente sessenta meses!<br /> * * *<br /> A exist&ecirc;ncia humana &eacute; transit&oacute;ria e cheia de surpresas.<br /> O que parece duradouro, torna-se de r&aacute;pida perman&ecirc;ncia.<br /> A seguran&ccedil;a diminui ou a intranquilidade asserena-se.<br /> Tudo est&aacute; em constante modifica&ccedil;&atilde;o.<br /> O importante &eacute; saber como conduzir-se nas m&uacute;ltiplas etapas em que a vida se manifesta.<br /> Ningu&eacute;m se encontra, na Terra, em regime de exce&ccedil;&atilde;o, portanto, sem ocorr&ecirc;ncias inesperadas, tanto boas quanto m&aacute;s, alegres quanto aflitivas.<br /> Sendo um planeta de prova&ccedil;&otilde;es e de expia&ccedil;&otilde;es, a transitoriedade &eacute; a sua marca.<br /> O que &eacute; muito bom, porque, da mesma forma que as quest&otilde;es gentis e felizes alteram-se, tamb&eacute;m aquelas de natureza destrutiva, angustiante, cedem lugar a outras mais amenas e confortadoras.<br /> N&atilde;o fosse assim, e ningu&eacute;m suportaria a presen&ccedil;a do sofrimento sem consolo, nem esperan&ccedil;a.<br /> Desse modo, nunca te permitas perturbar por acontecimentos que fazem parte do teu curr&iacute;culo evolutivo, j&aacute; que tudo ocorre de acordo com a programa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica mais &uacute;til &agrave; tua liberta&ccedil;&atilde;o espiritual.<br /> Nos momentos bons, carreguemos as for&ccedil;as, o &acirc;nimo. Nos momentos pesarosos, aprendamos, reflitamos e, em todos eles, continuemos crescendo para uma sociedade mais justa e fraterna.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> Convido voc&ecirc;, f&atilde; da Centro Am&eacute;rica FM, acessar o nosso site. L&aacute; voc&ecirc; encontra esse e muitos outros textos e &aacute;udios do Pense Nisso: centroamericafm.com.br<br /> <br /> <br /> </span><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 28, do livro O amor como solu&ccedil;&atilde;o, Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.<br /> Em 25.7.2015.</span></em><br />

O POÇO
6 Ago 20184:45EP 915

O POÇO

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;O Po&ccedil;o<br /> <br /> Narra uma lenda chinesa que no fundo de um po&ccedil;o pequeno, mas muito fundo, vivia um sapo.<br /> O que ele sabia do mundo era o po&ccedil;o e o peda&ccedil;o de c&eacute;u que conseguia ver pela abertura, bem no alto.<br /> Certo dia, um outro sapo se abeirou da boca do po&ccedil;o.<br /> Por que n&atilde;o desce e vem brincar comigo? &Eacute; divertido aqui. - Convidou o sapo l&aacute; embaixo.<br /> O que tem a&iacute;? &ndash; Perguntou o de cima.<br /> Tudo: &aacute;gua, correntes subterr&acirc;neas, estrelas, a luz e at&eacute; objetos voadores que v&ecirc;m do c&eacute;u.<br /> O sapo da terra suspirou.<br /> Amigo, voc&ecirc; n&atilde;o sabe nada. Voc&ecirc; n&atilde;o tem ideia do que &eacute; o mundo.<br /> O sapo do po&ccedil;o n&atilde;o gostou daquela observa&ccedil;&atilde;o.<br /> Quer dizer que existe um mundo maior do que o meu? Aqui vemos, sentimos e temos tudo o que existe no mundo.<br /> A&iacute; &eacute; que voc&ecirc; se engana, falou o outro. Voc&ecirc; s&oacute; est&aacute; vendo o mundo a partir da abertura do po&ccedil;o. O mundo aqui fora &eacute; enorme.<br /> O sapo do po&ccedil;o ficou muito chateado e foi perguntar a seu pai se aquilo tudo era verdade.<br /> Haveria um mundo maior l&aacute; em cima?<br /> O pai confirmou: Sim, havia um outro mundo, com muito mais estrelas do que se podia ver dali debaixo.<br /> Por que nunca me disse? &ndash; Perguntou o sapinho, desapontado.<br /> Para qu&ecirc;? O seu destino &eacute; aqui embaixo, neste po&ccedil;o. N&atilde;o h&aacute; como sair.<br /> Eu posso! Eu consigo sair! &ndash; Falou o sapinho.<br /> E pulou, saltou, se esfor&ccedil;ou. O po&ccedil;o era muito fundo, a terra longe demais e ele foi se cansando.<br /> N&atilde;o adianta, filho. &ndash; Tornou o pai a dizer. Eu tentei a vida toda. Seus av&oacute;s fizeram o mesmo. Esque&ccedil;a o mundo l&aacute; em cima. Contente-se com o que tem ou vai viver sempre infeliz.<br /> Quero sair! Quero ver o mundo l&aacute; fora! &ndash; Chorava o filhote.<br /> E passou o resto da vida tentando escapar do po&ccedil;o escuro e frio. O grande mundo l&aacute; em cima era o seu sonho.<br /> * * *<br /> Um pobre campon&ecirc;s de apenas oito anos de idade n&atilde;o se cansava de ouvir esta lenda dos l&aacute;bios de seu pai.<br /> Vivendo a &eacute;poca da revolu&ccedil;&atilde;o cultural na China de Mao Ts&eacute; Tung, o menino passava fome, frio e toda sorte de priva&ccedil;&otilde;es.<br /> Pai, estamos em um po&ccedil;o? &ndash; Perguntava.<br /> Depende do ponto de vista. &ndash; Respondia o pai.<br /> Mais de uma vez o garoto se sentia como o sapo no po&ccedil;o, sem sa&iacute;da.<br /> Mas ele enviava mensagens aos Esp&iacute;ritos. Pedia vida longa e felicidade para sua m&atilde;e.<br /> Pedia pela sa&uacute;de de seu pai mas, mais que tudo, ele pedia para sair do po&ccedil;o escuro e profundo.<br /> Ele sonhava com coisas lindas que n&atilde;o possu&iacute;a. Pedia comida para sua fam&iacute;lia.<br /> Pedia que o tirassem do po&ccedil;o para que ele pudesse ajudar seus pais e irm&atilde;os.<br /> Ele pedia, e sonhava, e deixava sua imagina&ccedil;&atilde;o o levar para bem longe.<br /> Um dia, a possibilidade mais remota mudou de modo total o curso da sua vida. Ele foi escolhido entre centenas de camponeses e foi fazer parte de algumas das maiores companhias de bal&eacute; do mundo.<br /> Um dia, ele se tornaria amigo do presidente e da primeira-dama, de astros do cinema e das pessoas mais influentes dos Estados Unidos.<br /> Seria uma estrela: o &uacute;ltimo bailarino de Mao Ts&eacute; Tung.<br /> Li Cunxin saiu do po&ccedil;o.<br /> * * *<br /> Nunca deixe de sonhar! Nunca abandone seus ideais. Mantenha aquecido o seu cora&ccedil;&atilde;o e viva as suas esperan&ccedil;as.<br /> O amanh&atilde; &eacute; sempre um dia a ser conquistado! Pense nisso!<br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><span style=''font-size: small;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap.<br /> 3, do livro Adeus, China &ndash; O &uacute;ltimo bailarino de Mao,<br /> de Li Cunxin, ed. Fundamento.<br /> Em 05.7.1997</em></span></div>

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