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PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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VALEU A PENA?
12 Nov 20182:57EP 969

VALEU A PENA?

<br /> VALEU A PENA<br /> <br /> Voc&ecirc;, que &eacute; um homem ou uma mulher de neg&oacute;cios, e se diz bem sucedido, est&aacute; feliz com a vida que leva?<br /> <br /> Se voc&ecirc; sabe dividir bem o seu tempo entre o trabalho e a fam&iacute;lia, entre as coisas da Terra e os valores espirituais, ent&atilde;o voc&ecirc; &eacute; algu&eacute;m muito bem sucedido.<br /> <br /> Todavia, se &eacute; daqueles que n&atilde;o trabalha para viver mas vive para trabalhar, chegar&aacute; um dia em que voc&ecirc; perguntar&aacute; a si mesmo: Valeu a pena?<br /> <br /> E chegar&aacute; &agrave; conclus&atilde;o de que n&atilde;o valeu a pena tanta correria, para ganhar dinheiro e n&atilde;o usufruir.<br /> <br /> Vai ver que o tempo passou e o cansa&ccedil;o tomou conta do seu corpo.<br /> <br /> Vai perceber que mesmo rodeado de muita gente, voc&ecirc; se sente s&oacute;.<br /> <br /> Um dia, voc&ecirc; vai recolher-se no quarto e vai ter vontade de abra&ccedil;ar o travesseiro, porque n&atilde;o sobrou ningu&eacute;m para abra&ccedil;ar.<br /> <br /> <br /> Vai ver que o carro j&aacute; est&aacute; se tornando um problema, e n&atilde;o um conforto, que o telefone perturba, que a gravata incomoda...<br /> <br /> Perceber&aacute; que o seu patrim&ocirc;nio lhe exige tempo demais, e que acabou sendo possu&iacute;do ao inv&eacute;s de possuir.<br /> <br /> E, por mais que tente se livrar de tudo isso, &eacute; um escravo, embora invejado por muitos.<br /> <br /> <br /> Vai ver que n&atilde;o tem mais ilus&otilde;es e a esperan&ccedil;a anda com vontade de dormir...<br /> <br /> Um dia voc&ecirc; vai ver que passou pela vida e n&atilde;o viveu.<br /> <br /> <br /> Pensou que foi, mas ficou.<br /> <br /> Teve tudo e n&atilde;o sentiu nada.<br /> <br /> Um dia, voc&ecirc; ver&aacute; que o tempo escoa t&atilde;o r&aacute;pido como areia fina por entre seus dedos.<br /> <br /> E, quando chegar esse momento, voc&ecirc; vai sentir vontade de voltar no tempo e gastar suas horas de forma diferente.<br /> <br /> Vai querer sorrir, amar, estar com a fam&iacute;lia, misturar-se com as crian&ccedil;as e estender a m&atilde;o ao pr&oacute;ximo.<br /> <br /> Vai desejar o abra&ccedil;o da companheira, do companheiro sempre relegados a segundo plano.<br /> <br /> Vai querer sentir a m&atilde;o do seu filho acariciando-lhe os cabelos...<br /> <br /> <br /> <br /> <br /> Por essa raz&atilde;o, se voc&ecirc; se permitiu alguns minutos para refletir sobre esta mensagem, n&atilde;o deixe para depois tudo o que voc&ecirc; pode fazer agora.<br /> <br /> <br /> Tire f&eacute;rias, fa&ccedil;a um check-up, cuide da sa&uacute;de, invista um pouco em voc&ecirc;. <br /> * * *<br /> Obserse o crep&uacute;sculo ou contemple uma aurora...<br /> <br /> Dedique-se mais aos familiares...<br /> <br /> N&atilde;o morra antes do tempo.<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Pense nisso, mas pense agora! <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em texto da p&aacute;gina geocities.com/heartland/village/1660.<br /> Em 04.08.2012.<br /> </em></div>

QUESTÃO DE ESCOLHA
9 Nov 20184:03EP 968

QUESTÃO DE ESCOLHA

QUEST&Atilde;O DE ESCOLHA<br /> <br /> Voc&ecirc; j&aacute; se deu conta de que vivemos num mundo de grandes reclama&ccedil;&otilde;es? Reclama-se de tudo. Do fornecedor, do empregador, do funcion&aacute;rio, da mercadoria, do restaurante, do servi&ccedil;o p&uacute;blico, da crise, da concorr&ecirc;ncia, do governo. <br /> Naturalmente, a &eacute;poca &eacute; de conscientiza&ccedil;&atilde;o e as pessoas est&atilde;o sendo convidadas a cobrar seus direitos. Direitos do consumidor, do eleitor, do cidad&atilde;o, do ser humano. <br /> Cobrar direitos est&aacute; correto. Faz parte do respeito que, como seres humanos, devemos cultivar. <br /> Contudo, em s&iacute;ntese, todas as reclama&ccedil;&otilde;es devem ser feitas primeiro a n&oacute;s mesmos. Sim, porque fomos n&oacute;s que fizemos as escolhas: do fornecedor, do empregador, da mercadoria, dos governantes. <br /> Com rela&ccedil;&atilde;o aos que nos governam consideremos que, se eles n&atilde;o est&atilde;o agindo como esper&aacute;vamos, devemos admitir que fomos infelizes na escolha. <br /> Ao utilizarmos o nosso direito de cidad&atilde;o, como nos servimos do voto? Como fizemos nossas escolhas? Pela emo&ccedil;&atilde;o do momento, por alguns dizeres inflamados, por uns discursos agressivos? <br /> Ser&aacute; que se tiv&eacute;ssemos mais aten&ccedil;&atilde;o, examinado a vida do candidato como cidad&atilde;o, profissional e pol&iacute;tico, ter&iacute;amos votado nele? <br /> E que dizer da crise? Crise se supera com trabalho, com esfor&ccedil;o, com criatividade. Os grandes descobridores n&atilde;o se deixaram abater pela crise econ&ocirc;mica, pela ironia dos seus pares, pela descren&ccedil;a das suas &eacute;pocas ou pelas persegui&ccedil;&otilde;es da ignor&acirc;ncia. <br /> Acreditaram em si, nas suas id&eacute;ias e ideais. Lutaram e ofereceram ao mundo novos continentes, mostrando horizontes mais amplos. <br /> Concorr&ecirc;ncia? Que bom que existe. Deve nos servir de est&iacute;mulo para melhor servir ao nosso cliente, para melhor atend&ecirc;-lo, para lhe oferecer o melhor produto. <br /> Equipe irrespons&aacute;vel? Mas quem a contratou? Quem a coordena? Somos n&oacute;s. N&oacute;s contratamos os colaboradores, os orientamos e treinamos. <br /> Eles s&atilde;o nosso retrato. Se percebem que valorizamos a criatividade, eles ousam. Se observam que desprezamos a organiza&ccedil;&atilde;o, se tornam relapsos. <br /> Quando descobrem que somos centralizadores, largam tudo em nossas m&atilde;os. <br /> Se estamos colhendo problemas, tenhamos a certeza de que plantamos problemas. Nossa vida s&oacute; tomara outro rumo quando tivermos a capacidade de mudar interiormente. <br /> Pense nisso <br /> &ldquo;O amor que voc&ecirc; quer encontrar nos outros, a paz que reclama e tenta encontrar, dependem de voc&ecirc;.&rdquo; <br /> O di&aacute;logo, base de toda a conviv&ecirc;ncia, tamb&eacute;m depende de voc&ecirc;. <br /> O caminho para a renova&ccedil;&atilde;o depende de voc&ecirc;. A realiza&ccedil;&atilde;o que voc&ecirc; julga especial depende de voc&ecirc;. <br /> A organiza&ccedil;&atilde;o que tanto apregoa depende de voc&ecirc;. <br /> Ponderar, queixar-se ou produzir; atrapalhar ou servir; desprezar ou valorizar; revoltar-se ou colaborar; adoecer ou curar; rebaixar ou elevar; monologar ou dialogar; ensimesmar-se ou se abrir; estacionar ou progredir: tudo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha. <br /> E essa escolha depende unicamente de voc&ecirc;.&rdquo; <br /> <div style=''text-align: right;''><em><br /> Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no livro: &ldquo;A Revolu&ccedil;&atilde;o dos Campe&otilde;es&rdquo;, de Roberto Shiniyashiki, ed. Infinito, SP, cap. 2, Sua vida &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia do que voc&ecirc; &eacute;. </em></div> <br />

COMO SE ESCREVE
5 Nov 20184:28EP 966

COMO SE ESCREVE

<span style=''font-size: small;''>COMO SE ESCREVE?<br /> <br /> Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do Jardim de Inf&acirc;ncia pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.<br /> Joey desenhou a sua fam&iacute;lia. Depois, tra&ccedil;ou um grande c&iacute;rculo com l&aacute;pis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do c&iacute;rculo, ele saiu de sua mesinha e foi at&eacute; &agrave; mesa da professora.<br /> Professora, como a gente escreve...?<br /> Ela n&atilde;o o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e n&atilde;o se atrever mais a interromper a aula. Joey dobrou o papel e o guardou no bolso.<br /> Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi at&eacute; sua mochila, pegou um l&aacute;pis e olhou para o grande c&iacute;rculo vermelho.<br /> Sua m&atilde;e estava preparando o jantar, indo e vindo do fog&atilde;o para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostr&aacute;-lo para ela.<br /> Mam&atilde;e, como a gente escreve...?<br /> Menino, n&atilde;o d&aacute; para ver que estou ocupada agora? V&aacute; brincar l&aacute; fora. E n&atilde;o bata a porta. -Foi a resposta dela.<br /> Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso. Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande c&iacute;rculo vermelho, foi at&eacute; &agrave; cozinha e pegou o l&aacute;pis. Ele queria terminar o desenho antes de mostr&aacute;-lo para seu pai.<br /> Alisou bem as dobras e colocou o desenho no ch&atilde;o da sala, perto da poltrona reclin&aacute;vel do seu pai.<br /> Papai, como a gente escreve...?<br /> Joey, estou lendo o jornal e n&atilde;o quero ser interrompido. V&aacute; brincar l&aacute; fora. E n&atilde;o bata a porta.<br /> O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua m&atilde;e separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da cal&ccedil;a do filho, enrolados num papel, uma pedrinha, um peda&ccedil;o de barbante e duas bolinhas de gude.<br /> Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.<br /> Os anos rolaram...<br /> Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua fam&iacute;lia. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse:<br /> Este aqui &eacute; voc&ecirc;, papai!<br /> A garota tamb&eacute;m riu. O pai olhou pra o grande c&iacute;rculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente come&ccedil;ou a passar o dedo sobre o c&iacute;rculo.<br /> Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou:<br /> Eu volto logo!<br /> E voltou. Com um l&aacute;pis na m&atilde;o. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do l&aacute;pis perto do topo do grande c&iacute;rculo vermelho e perguntou:<br /> Papai, como a gente escreve amor?<br /> Ele abra&ccedil;ou a filha, tomou a sua m&atilde;ozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:<br /> Amor, querida, amor se escreve com as letras t...e...m...p...o.<br /> * * *<br /> Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extrapara amar, n&atilde;o esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa &eacute; ter quem ou&ccedil;a e opine, quem participe e vibre, quem conhe&ccedil;a e incentive.<br /> N&atilde;o espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, fam&iacute;lia, afei&ccedil;&atilde;o.<br /> Por fim, lembre: se voc&ecirc; n&atilde;o tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser humano &eacute; um po&ccedil;o de criatividade e o tempo...bom, o tempo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha.<br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap.<br /> C&iacute;rculo de amor, de Jeannie S. Williams, <br /> da obra Hist&oacute;rias para o cora&ccedil;&atilde;o da mulher,<br /> de Alice Gray, ed. United Press, 2002.<br /> Em 14.01.2013.</span></em></div>

A VIDA SEGUNDO A MORTE
2 Nov 20183:29EP 965

A VIDA SEGUNDO A MORTE

<span style=''font-size: small;''>A VIDA SEGUNDO A MORTE<br /> <br /> Muitos livros e filmes, personificam a morte como personagem central da hist&oacute;ria.<br /> Imaginemos como seria a vis&atilde;o desse personagem, que tanto nos assustam, a nosso respeito.<br /> Imagino que morte teria o seguinte di&aacute;logo:<br /> &ldquo;Um fato simples: voc&ecirc; vai morrer.<br /> Apesar de todos os esfor&ccedil;os, a vida f&iacute;sica n&atilde;o &eacute; para sempre. Desculpe ser um desmancha prazer.<br /> O meu conselho &eacute;: quando a sua hora chegar, n&atilde;o se apavore, isso n&atilde;o vai ajudar.<br /> Mas primeiro deixe me apresentar devidamente...se bem que em algum dia voc&ecirc; vai me conhecer. N&atilde;o antes da sua hora , &eacute; claro. Tenho como pol&iacute;tica evitar os vivos.<br /> Sempre gostei da minha imagem com o manto e foice, sombrio e poderoso. //Infelizmente, sou mais banal e corriqueiro.<br /> Quando eu vou ao encontro de algu&eacute;m, sempre leio os sonhos simples, ou grandiosos. Ent&atilde;o, dou o meu beijo...E roubo as suas maldades, os seus egos, vaidades, ambi&ccedil;&otilde;es...ego&iacute;smos. Muitas vezes, eu sinto os arrependimentos de n&atilde;o fazerem mais pelas pessoas que elas amavam em vida. Muitas se revoltam, mas isso n&atilde;o importa. Eu sigo a lei e n&atilde;o a transgrido...ningu&eacute;m, por mais rico que seja, poder&aacute; negociar comigo.<br /> Algumas almas, deslizam suavemente para os meus bra&ccedil;os; s&atilde;o t&atilde;o leves...t&atilde;o af&aacute;veis...<br /> No meu trabalho, sempre encontro nos seres humanos, o que eles t&ecirc;m de melhor e de pior. Vejo a sua feiura e a sua beleza...E me pergunto: como uma mesma coisa, pode ser duas?<br /> Eu j&aacute; vi in&uacute;meras coisas:<br /> Presenciei as piores desgra&ccedil;as do mundo, e trabalhei para os piores vil&otilde;es e tiranos.<br /> Vi tamb&eacute;m grandes maravilhas, e pessoas que mais pareciam anjos...Mas, ainda &eacute; como eu mencionei no in&iacute;cio desse dialogo: NINGU&Eacute;M VIVE PRA SEMPRE.<br /> Quando vou buscar algu&eacute;m que teve uma vida sabia e generosa, acredite, eu me emociono. Fico imaginando, como &eacute; de fato...viver! <br /> Voc&ecirc; que tem esse privilegio, como tem vivido?<br /> Pense Nisso...e viva de maneira intensa, com as pessoas que fazem a diferen&ccedil;a na sua vida. N&atilde;o desperdice o seu tempo com besteiras...com coisas pequenas.<br /> E n&atilde;o se apavore comigo.Pois que, posso lhe assegurar:<br /> Sereis sempre vivo, pois que eu, a t&atilde;o temida morte, nada mais sou do que uma transforma&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o um aniquilamento.<br /> ***********<br /> Espero que voc&ecirc; tenha gostado da mensagem de hoje. Espero mais ainda; que ela tenha sido &uacute;til.<br /> Acesse o nosso site: centroamericafm.com.br &ndash; l&aacute; voc&ecirc; poder&aacute; ouvir de novo e copiar o texto. Fique a vontade...e at&eacute; o pr&oacute;ximo Pense Nisso.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> com base no livro<br /> &ldquo;A Menina que roubava Livros&rdquo;- <br /> do escritor australiano Markus Zusak,<br /> publicado em 2005 pela editora Picador.<br /> No Brasil e em Portugal, foi lan&ccedil;ado pela Intr&iacute;nseca Presen&ccedil;a <br /> Em 10.12.2014.</span><br />

ONDE VIVE NOSSO EU VERDADEIRO
31 Out 20184:25EP 964

ONDE VIVE NOSSO EU VERDADEIRO

<strong>&nbsp;Onde vive nosso eu verdadeiro</strong><br /> <br /> <br /> Tua vida, meu irm&atilde;o, &eacute; uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das apar&ecirc;ncias que os homens chamam com teu nome.<br /> Se essa casa for escura ou vazia, n&atilde;o poder&aacute;s ilumin&aacute;-la com as l&acirc;mpadas de teu vizinho nem ench&ecirc;-la com os seus bens.<br /> E se estiver no deserto, n&atilde;o a poder&aacute;s transferir para um jardim plantado por outros, e se estiver no pico de uma montanha, n&atilde;o poder&aacute;s baix&aacute;-la para um vale onde os caminhos foram abertos por outros p&eacute;s.<br /> Nossas vidas interiores, meu irm&atilde;o, s&atilde;o rodeadas pelo isolamento e a solid&atilde;o. Sem eles, tu n&atilde;o serias tu e eu n&atilde;o seria eu.<br /> Sem eles, confundirias tua voz com a minha voz, e quando olhasses no espelho, n&atilde;o saberias se estavas vendo-te a ti mesmo ou a mim.<br /> * * *<br /> As palavras de Khalil Gibran calam fundo na alma...<br /> N&atilde;o somos a imagem que vemos no espelho. N&atilde;o somos as apar&ecirc;ncias. Nessa casa, afastada de todas as outras, vive nosso eu real, eu Esp&iacute;rito.<br /> E cada um deve iluminar a sua casa com suas pr&oacute;prias conquistas. As l&acirc;mpadas dos vizinhos nos seduzem, at&eacute; nos inspiram, mas nossa ilumina&ccedil;&atilde;o precisa vir de dentro.<br /> N&atilde;o adianta casar com algu&eacute;m bom para viver a bondade. N&atilde;o adianta receber um amor infinito para termos amor para sempre. N&atilde;o adianta estarmos pr&oacute;ximos a pessoas felizes para vivermos a felicidade.<br /> Os bens do outro s&atilde;o do outro. Podemos at&eacute; usufruir deles, pela bondade divina, mas apenas como forma de motiva&ccedil;&atilde;o, para que tenhamos for&ccedil;as e exemplo para lograr os nossos pr&oacute;prios, ao nosso tempo.<br /> Se essa nossa casa estiver ainda no deserto, caber&aacute; a n&oacute;s, apenas a n&oacute;s, transformar a aridez em jardim florido.<br /> E todos os caminhos precisam ser abertos por nossos pr&oacute;prios p&eacute;s...<br /> Somos individualidades. N&atilde;o h&aacute; um ser igual ao outro neste Universo. E dentro de cada individualidade h&aacute; uma esp&eacute;cie de solid&atilde;o, um lugar onde todos estamos s&oacute;s.<br /> Solid&atilde;o que machuca enquanto ainda somos mais sombra do que luz, mas que depois se harmoniza e se transforma em solitude &ndash; uma unidade saud&aacute;vel da criatura com o Criador, seja l&aacute; como voc&ecirc; define ou imagina esse &ldquo;Criador&rdquo;.<br /> &Eacute; reservado um plano especial no Universo para cada um de n&oacute;s. N&atilde;o h&aacute; insignific&acirc;ncia alguma no Cosmo, por menor que possamos nos imaginar.<br /> Acreditar-se pequeno, ou insignificante &eacute;, ainda, t&iacute;pico de quem n&atilde;o se encontrou em profundidade, de quem n&atilde;o conhece sua pr&oacute;pria casa no Universo.<br /> Somos grandes, somos capazes, somos parte de um todo perfeito, por isso somos fadados &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o individual.<br /> * * *<br /> Quando a sombra de um des&acirc;nimo qualquer desejar bater &agrave; porta de nossa casa, lembremos da grandiosidade do Universo e de que fazemos parte disso tudo. Lembremos de que somos importantes.<br /> N&atilde;o permitamos que as distra&ccedil;&otilde;es ou as vicissitudes da vida enfraque&ccedil;am nossas for&ccedil;as. Elas s&atilde;o parte do ensino apenas, do ensino desta grande escola chamada Terra.<br /> * * *<br /> Tua vida, meu irm&atilde;o, &eacute; uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das apar&ecirc;ncias que os homens chamam com teu nome.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso,com base em trecho<br /> do texto Isolamento e solid&atilde;o, do livro Curiosidades <br /> belezas, de Khalil Gibran, ed. ACIGI.<br /> Em 11.7.2014</em></div> <br />

CABOS E LUZES EM UMA CAIXA
30 Out 20184:08EP 963

CABOS E LUZES EM UMA CAIXA

<strong>CABOS E LUZES EM UMA CAIXA</strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>H&aacute; cerca de cinquenta anos, um discurso tornou-se c&eacute;lebre no ambiente de r&aacute;dio e telejornalismo americanos.<br /> Tratava-se da fala do &acirc;ncora Edward Murrow sobre r&aacute;dio e televis&atilde;o.<br /> As transmiss&otilde;es de TV ainda davam seus primeiros passos, e traziam &agrave; tona muitas discuss&otilde;es no que dizia respeito &agrave; programa&ccedil;&atilde;o, e ao objetivo dessa nova m&iacute;dia na &eacute;poca.<br /> Na ocasi&atilde;o, o jornalista da rede CBS falou a uma grande plateia de membros e diretores das principais empresas do setor, nos Estados Unidos.<br /> Afirmou que, se dentro de meio s&eacute;culo, historiadores analisassem v&iacute;deos das grandes redes americanas, encontrariam provas da decad&ecirc;ncia, escapismo e aliena&ccedil;&atilde;o das realidades do mundo que vivemos.<br /> No discurso, que ficou conhecido como Cabos e luzes em uma caixa, Murrow expressava receio de que o poder do r&aacute;dio e da TV fosse usado de maneira danosa &agrave; sociedade e &agrave; cultura.<br /> Especialmente sobre a TV, ele foi ainda mais fundo.<br /> Disse ele: Este ve&iacute;culo pode ensinar, iluminar. Sim, pode at&eacute; inspirar. Mas s&oacute; pode faz&ecirc;-lo se os seres humanos estiverem determinados a us&aacute;-lo para estes fins.<br /> De outro modo &ndash; acrescentava ele &ndash; s&atilde;o meramente cabos e luzes em uma caixa.<br /> O &acirc;ncora ainda acrescentou: H&aacute; uma grande batalha e talvez decisiva, a ser travada contra a ignor&acirc;ncia, a intoler&acirc;ncia e a indiferen&ccedil;a. Esta arma, a televis&atilde;o, poderia ser &uacute;til.<br /> * * *<br /> Meio s&eacute;culo se passou, e como estamos em rela&ccedil;&atilde;o a essa quest&atilde;o no mundo?<br /> A televis&atilde;o passou a fazer parte da vida di&aacute;ria de bilh&otilde;es de pessoas.<br /> Por&eacute;m, ser&aacute; que est&aacute; sendo utilizada com esses fins nobres, idealistas, apontados pelo jornalista?<br /> Ser&aacute; que colocamos essas descobertas da ci&ecirc;ncia, as novas facilidades na obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, rapidez de comunica&ccedil;&atilde;o, a servi&ccedil;o de nossa evolu&ccedil;&atilde;o moral?<br /> Ou tudo isso, em grande parte, foi seduzido pelo antigo desejo do homem velho, de ter cada vez mais e mais?<br /> &Eacute; importante que reflitamos.<br /> Deus permite que conquistemos as melhorias materiais das ci&ecirc;ncias, da tecnologia, do conhecimento, com um &uacute;nico fim: o nosso crescimento moral.<br /> S&atilde;o instrumentos que facilitam a vida material do homem &ndash; ou, deveriam facilitar &ndash; para que esse se preocupe mais com a conquista das virtudes da alma.<br /> A verdade &eacute; que acabamos nos hipnotizando pela caixa com cabos e luzes. De meio, de instrumento, ela virou ve&iacute;culo de aliena&ccedil;&atilde;o, de escapismos.<br /> E assim vimos fazendo com tantas outras conquistas da tecnologia, pois a alma humana ainda est&aacute; vazia, perdida.<br /> Vale a pena repensar tudo isso. Vale a pena procurar saber se n&atilde;o estamos alimentando uma ind&uacute;stria de inutilidades mil.<br /> A mudan&ccedil;a desse panorama vir&aacute; de cada um de n&oacute;s, primeiramente como receptores mais exigentes que precisamos ser.<br /> Depois, como transmissores, na esfera que nos caiba, dessa ideia de que todos esses meios de comunica&ccedil;&atilde;o devem ser ve&iacute;culos do bem.<br /> &Eacute; tempo de despertar, mudar de canal ou desligarmo-nos das tomadas do mundo, e nos religarmos a Deus e aos nossos objetivos maiores aqui.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 10.12.2014.</span><br />

A SOBERBA
29 Out 20184:29EP 962

A SOBERBA

<strong>&nbsp;A Soberba</strong><br /> <br /> <br /> Carl Segan escreveu que a astronomia &eacute; uma experi&ecirc;ncia que forma o car&aacute;ter e ensina a humildade.<br /> <br /> Certamente, n&atilde;o h&aacute; melhor demonstra&ccedil;&atilde;o da tolice das vaidades humanas do que se observar um mapa astron&ocirc;mico em que o nosso planeta aparece como um min&uacute;sculo ponto.<br /> <br /> E basta se estudar um pouco a Hist&oacute;ria da Humanidade para se ter ainda mais a dimens&atilde;o da tolice das nossas ambi&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> Lemos a respeito dos grandes conquistadores e nos perguntamos: De que lhes valeu tantos crimes, em nome de conquistas de territ&oacute;rios e submiss&atilde;o de povos?<br /> <br /> Lembramos de Temujin, que comandou a Mong&oacute;lia, sucedendo ao pai. Bastou uma vit&oacute;ria militar e o povo o declarou G&ecirc;ngis Khan, que quer dizer imperador universal.<br /> <br /> Para fazer jus &agrave; homenagem, ele saiu em uma campanha militar, que durou vinte e cinco anos. Conquistou os t&aacute;rtaros e a China.<br /> <br /> Depois, as hordas mong&oacute;is varreram a R&uacute;ssia, detonaram o Imp&eacute;rio Persa, engoliram a Pol&ocirc;nia, a Hungria e amea&ccedil;aram a Europa como um todo.<br /> <br /> Temujin morreu aos sessenta e cinco anos. Foi sucedido por seu filho Ogedei e, por algum tempo, as conquistas continuaram. Mas, depois, o Imp&eacute;rio come&ccedil;ou a se esfacelar e as hordas mong&oacute;is tomaram o rumo de casa.<br /> <br /> Recordamos de Alexandre, o grande, o mais c&eacute;lebre conquistador do mundo antigo. Tornou-se rei aos vinte anos, ap&oacute;s o assassinato de seu pai.<br /> <br /> Sua carreira &eacute; muito conhecida. Conquistou um imp&eacute;rio que ia dos Balc&atilde;s &agrave; &Iacute;ndia, incluindo o Egito e o atual Afeganist&atilde;o.<br /> Foi o maior e mais rico imp&eacute;rio que j&aacute; existiu. Morreu antes de completar trinta e tr&ecirc;s anos, n&atilde;o se sabe se por envenenamento, mal&aacute;ria, febre tifoide ou alcoolismo.<br /> <br /> N&atilde;o se discutem os benef&iacute;cios das campanhas, pois G&ecirc;ngis Khan uniu as tribos mong&oacute;is e tornou conhecidos do Ocidente os povos do Oriente, enquanto Alexandre, admirador das ci&ecirc;ncias e das artes, transformou Alexandria em centro cultural, cient&iacute;fico e econ&ocirc;mico, por trezentos anos.<br /> <br /> No entanto, de que lhes valeu tanto sangue derramado, tantas terras conquistadas? A morte lhes encerrou as carreiras e seus imp&eacute;rios bem cedo se esfacelaram.<br /> <br /> Isso nos remete a reflexionarmos a respeito de n&oacute;s mesmos. O que estamos fazendo para alcan&ccedil;ar nossa realiza&ccedil;&atilde;o pessoal?<br /> Estamos agindo de forma &eacute;tica, correta, ou buscamos destruir quem esteja &agrave; frente, exatamente como faziam os grandes conquistadores?<br /> <br /> Certo, n&atilde;o nos servimos do assassinato f&iacute;sico, mas quantos sonhos alheios teremos destru&iacute;do, em nosso prop&oacute;sito de ascens&atilde;o?<br /> <br /> Os verdadeiros valores s&atilde;o morais. Esses n&atilde;o s&atilde;o destru&iacute;dos pelo tempo e nem s&atilde;o amaldi&ccedil;oados pela mem&oacute;ria dos que foram derrotados, no decorrer da nossa jornada de conquistas.<br /> <br /> Pensemos nisso: os verdadeiros objetivos da vida s&atilde;o transcendentais.<br /> <br /> Afinal, a vida neste planeta &eacute; transit&oacute;ria. Rapidamente se esvai. O importante &eacute; o que levaremos em nossa bagagem individual, dentro d&rsquo;alma.<br /> <br /> Pensemos nisso e, aproveitando os dias que se nos oferecem &agrave; frente, estabele&ccedil;amos um planejamento estribado no amor.<br /> <br /> Assim, por curta ou longa que seja nossa exist&ecirc;ncia, sempre seremos lembrados como quem semeou a boa semente, em algum canteiro do mundo.<br /> <br /> Sermos benevolentes e justos, eis a meta a ser batida.<br /> <br /> Pense Nisso<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 13.2.2015</em></div>

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