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PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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TRAJES DA ALMA
14 Dez 20183:13EP 985

TRAJES DA ALMA

<span style=''font-size: small;''>TRAJES DA ALMA<br /> <br /> Dia desses, observando um funcion&aacute;rio do banco, aqui em Cuiab&aacute;, vi que o atendente era todo gentileza e cheio de aten&ccedil;&atilde;o para um cliente muito bem trajado.Mas, esse comportamento logo mudou, quando uma pessoa de aspecto e vestimentas mais simpl&oacute;rias, foi at&eacute; o funcion&aacute;rio do estabelecimento pedir informa&ccedil;&otilde;es.O tratamento dispensando a esse cidad&atilde;o desprovido de trajes mais sofisticados, foi de quase aus&ecirc;ncia de aten&ccedil;&atilde;o e respeito.<br /> No momento me perguntei, se o que realmente somos, &eacute; o que vestimos.Ser&aacute; que devemos ser educados, para um terno de fino corte? Para um vestido de grife famosa?<br /> Muitos em suas misquinharias absurdas, chegam ao c&uacute;mulo de julgar algu&eacute;m pelas roupas que veste.<br /> Um dos mais belos trajes da alma &eacute;, certamente, a educa&ccedil;&atilde;o.<br /> Educa&ccedil;&atilde;o que, no exemplo em quest&atilde;o, significa cordialidade, polidez, trato adequado para com as pessoas.<br /> S&atilde;o tantos ainda no mundo que n&atilde;o t&ecirc;m tato algum no tratamento para com os outros!<br /> Sofrem e fazem os outros sofrerem com isso.<br /> Parece que vivem sempre &agrave; beira de um ataque de nervos, centrados apenas em si, em suas necessidades urgentes e mais nada.<br /> O mundo gira ao seu redor e para lhes servir. Os outros parecem viver num mundo &agrave; parte, menos importante que o seu.<br /> Esses tais modos v&ecirc;m da inf&acirc;ncia, claro, em primeiro lugar. Dos exemplos recebidos da fam&iacute;lia em anos e anos de conviv&ecirc;ncia.<br /> Mas tamb&eacute;m precisam vir da compreens&atilde;o do ser humano, entendendo todos como seus irm&atilde;os.<br /> Quem planta sorrisos e gentileza recebe alegria e gratid&atilde;o, e v&ecirc; muitas portas da vida se abrindo naturalmente, atrav&eacute;s da for&ccedil;a estupenda da bondade.<br /> O bem &eacute; muito mais forte que o mal.<br /> O bem responde com muito mais rapidez e seguran&ccedil;a &agrave;s tantas e tantas quest&otilde;es que a exist&ecirc;ncia nos apresenta, na forma de desafios.<br /> Ser gentil, ser cordial &eacute; receber a vida e as pessoas de bra&ccedil;os abertos, sem medo de agir no bem.<br /> Ser bem educado &eacute; contribuir com a semeadura do amor na face da Terra, substituindo, gradualmente, tantas ervas daninhas que ainda existem nesses campos, por flores e mais flores de felicidade.<br /> Ser fraterno, em todas as ocasi&otilde;es, &eacute; vestir-se com este que &eacute; um dos mais belos trajes da alma: a educa&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Boa noite e bem vindo ao novo dia.<br /> </span><br />

RESIGNAÇÃO
12 Dez 20184:14EP 984

RESIGNAÇÃO

<span style=''font-size: small;''>RESIGNA&Ccedil;&Atilde;O<br /> <br /> Quando precisamos aceitar uma circunst&acirc;ncia que n&atilde;o foi planejada, o primeiro impulso que temos &eacute; o de ser resistente &agrave; nova situa&ccedil;&atilde;o.<br /> &Eacute; dif&iacute;cil aceitar as perdas materiais ou afetivas, a dificuldade financeira, a doen&ccedil;a, a humilha&ccedil;&atilde;o, as trai&ccedil;&otilde;es.<br /> A nossa tend&ecirc;ncia natural &eacute; resistir e combater tudo o que nos contraria e que nos gera sofrimento.<br /> Agindo assim, estaremos prolongando a situa&ccedil;&atilde;o. Resistir nos mant&eacute;m presos ao problema, muitas vezes perpetuando-o e tornando tudo mais complicado e pesado.<br /> Em outras ocasi&otilde;es, nossa rea&ccedil;&atilde;o &eacute; a de nega&ccedil;&atilde;o do problema e, por vezes, nos entregamos a desequil&iacute;brios emocionais como revolta, tristeza, culpa e indigna&ccedil;&atilde;o.<br /> Todas essas rea&ccedil;&otilde;es s&atilde;o destrutivas e desagregadoras.<br /> Quando n&atilde;o aceitamos, nos tornamos amargos e insatisfeitos. Esses padr&otilde;es mentais e emocionais criam mais dificuldades e nos impedem de enxergar as solu&ccedil;&otilde;es.<br /> Pode parecer que quando nos resignamos diante de uma situa&ccedil;&atilde;o dif&iacute;cil, estamos desistindo de lutar e sendo fracos.<br /> Mas n&atilde;o. Apenas significa que entendemos que a exist&ecirc;ncia terrestre tem uma finalidade e que a vida &eacute; regida pela lei de a&ccedil;&atilde;o e rea&ccedil;&atilde;o; que a luta deve ser encarada com serenidade e f&eacute;.<br /> Na verdade, se tivermos a verdadeira inten&ccedil;&atilde;o de enfrentar com equil&iacute;brio e sensatez as grandes mudan&ccedil;as que a vida nos apresenta, devemos come&ccedil;ar admitindo a nova situa&ccedil;&atilde;o.<br /> A aceita&ccedil;&atilde;o &eacute; um ato de for&ccedil;a interior que desconhecemos. Ela vem acompanhada de sabedoria e humildade, e nos impulsiona para a luta.<br /> &Eacute; detentora de um poder transformador que s&oacute; quem j&aacute; experimentou pode avaliar.<br /> Existem in&uacute;meras situa&ccedil;&otilde;es na vida que n&atilde;o est&atilde;o sob o nosso controle. Resta-nos ent&atilde;o acat&aacute;-las.<br /> &Eacute; fundamental entender que esse posicionamento n&atilde;o significa desistir, mas sim manter-se l&uacute;cido e otimista no momento necess&aacute;rio.<br /> No instante em que aceitamos, apaga-se a ilus&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es que foram criadas por n&oacute;s mesmos e as solu&ccedil;&otilde;es surgem naturalmente.<br /> Aceitar &eacute; exercitar a f&eacute;. &Eacute; expandir a consci&ecirc;ncia para encontrar respostas, solu&ccedil;&otilde;es e al&iacute;vio. &Eacute; manter uma atitude saud&aacute;vel diante da vida.<br /> &Eacute; nos entregarmos confiantes ao que a vida tem a nos oferecer.<br /> * * *<br /> Estamos nesta vida pela miseric&oacute;rdia de Deus, que nos concedeu nova oportunidade de renascimento no corpo f&iacute;sico.<br /> Os sentimentos de amargura, desespero e revolta, que permeiam nossa exist&ecirc;ncia, s&atilde;o frutos das pr&oacute;prias dificuldades em lidar com os problemas.<br /> Lembremos que todas as dores s&atilde;o transit&oacute;rias.<br /> Quando elas nos alcan&ccedil;arem, as aceitemos com serenidade e resigna&ccedil;&atilde;o. Olhemos para elas como mecanismos da Lei Universal que o Pai utiliza para que possamos crescer em dire&ccedil;&atilde;o a Ele.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base<br /> no texto Aceita&ccedil;&atilde;o, de autoria desconhecida e com par&aacute;grafo final do<br /> cap. 20, do livro Terap&ecirc;utica de emerg&ecirc;ncia, por diversos Esp&iacute;ritos,<br /> psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 9.10.2012.<br /> </span><br />

PELO MENOS TENTE
11 Dez 20183:35EP 983

PELO MENOS TENTE

<span style=''font-size: small;''>PELO MENOS TENTE<br /> <br /> Ponha de lado antigos conceitos, panac&eacute;ias, rancores, preconceitos, recalques e estabele&ccedil;a novos e s&oacute;lidos rumos para uma vida mais liberta e melhor, evitando o lugar comum.<br /> <br /> Pratique o encanto que existe no banal e nas coisas mais simples. Curta os sentimentos cotidianos que colorem sua vida: la&ccedil;os familiares, amigos verdadeiros, livros, a natureza, as artes e a vibra&ccedil;&atilde;o c&oacute;smica do universo em constante erup&ccedil;&atilde;o evolutiva.<br /> Um dos encantos mais simples, que eu e meus amigos de viagem vivemos, foi o de reencontro de uma boa amiga.<br /> Mesmo depois de um incidente com o carro que viaj&aacute;vamos, n&atilde;o desistimos desse reencontro.<br /> O abra&ccedil;o, o sorriso e alegria desse encontro valeu muito mais apena. O incidente deixou de ter tanta import&acirc;ncia.<br /> A vida sempre n&oacute;s d&aacute; a oportunidade de substituir o negativo por algo mais salutar.<br /> <br /> Aprenda a colher recompensa valiosa, aprofundando-se na necessidade muito &iacute;ntima que as pessoas t&ecirc;m de serem ouvidas com paci&ecirc;ncia e respeito e de serem amadas com seriedade.<br /> Exprima afeto e admira&ccedil;&atilde;o para com o pr&oacute;ximo. Torne agrad&aacute;vel sua companhia; assim como as flores deixam parte do seu perfume nas m&atilde;os de quem as oferecem.<br /> <br /> Seja &uacute;til a quantos o procuram nas necessidades. Se voc&ecirc; tentar superar-se, acrescentar&aacute; algo muito especial ao mundo e ser&aacute; recompensado por isto. Dentro de voc&ecirc; existe um lugar secreto, onde reinam a paz e a tranq&uuml;ilidade, sem espa&ccedil;o para preocupa&ccedil;&otilde;es, temores, invejas ou desgostos. Recolha-se nele nas adversidades e comece a viver dias mais felizes; <br /> fazendo os outros felizes tamb&eacute;m.<br /> <br /> Nunca d&ecirc; guarida &agrave; raiva, gan&acirc;ncia, sentimentos de vingan&ccedil;a, hostilidade, medo, ansiedade ou inseguran&ccedil;a. Todos s&atilde;o falsos aliados. Controle suas emo&ccedil;&otilde;es e construa sua pr&oacute;pria cortina protetora. Cultive a verdadeira coragem. Nenhum grande feito deste mundo se realizou sem ela. <br /> <br /> Persiga seu ideal para conseguir as boas coisas da vida. <br /> Esta pagar&aacute; o pre&ccedil;o estabelecido, mas cobrar&aacute; caro <br /> exigindo que voc&ecirc; seja o melhor do que quer que seja.<br /> S&oacute; se pode usar cada dia uma &uacute;nica vez. <br /> <br /> Portanto, metodize sua vida e desenvolva seu potencial criador, mostrando todo ouro que h&aacute; no seu cora&ccedil;&atilde;o; sem tentar ser algum sabe-tudo, nem com presun&ccedil;&atilde;o de ser perfeito. Perfeito s&oacute; o Universo. S&oacute; Deus!<br /> Nem todos podem ser comandantes. Temos que ser tripula&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m. Mas seja o melhor que puder, no desempenho de suas atividades e o mundo lhe abrir&aacute; as portas. <br /> Pense Nisso eTente!<br /> <br /> Chamada:<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o da equipe do Pense Nisso em 11.06.2013</span><br />

HONESTIDADE EM QUALQUER IDADE
10 Dez 20184:11EP 982

HONESTIDADE EM QUALQUER IDADE

<strong>&nbsp;Honestidade em qualquer idade</strong><br /> <br /> O que voc&ecirc; faria se encontrasse uma carteira com mil e quinhentos reais na rua, perdida?<br /> Numa das capitais do pa&iacute;s, um menino de doze anos n&atilde;o teve d&uacute;vida: devolveu!<br /> E o pr&eacute;-adolescente Lucas Eduardo virou exemplo no bairro onde mora.<br /> O menino t&iacute;mido encarou a situa&ccedil;&atilde;o com simplicidade surpreendente.<br /> Eu fiz porque era o certo. Imaginei que a pessoa iria precisar do dinheiro para pagar as contas, ir aos m&eacute;dicos, contou Lucas, em entrevista a um jornal daquela cidade.<br /> Lucas tinha raz&atilde;o.<br /> Evanir havia sa&iacute;do na manh&atilde; de segunda-feira com o objetivo de pagar as contas do m&ecirc;s.<br /> Vi&uacute;va h&aacute; sete anos e aposentada h&aacute; mais de duas d&eacute;cadas, ela vive sozinha, com renda bem apertada.<br /> Para devolver o dinheiro, o menino teve ajuda da dire&ccedil;&atilde;o da escola onde estuda, a fim de localizar o n&uacute;mero do telefone e comunicar-se com a idosa.<br /> Assim, ela ficou sabendo que os valores que perdera haviam sido encontrados e que estavam em boas m&atilde;os.<br /> O gesto do estudante comoveu gente de todas as idades e classes sociais na regi&atilde;o.<br /> Dezenas de pessoas entraram em contato com a escola, onde ele estuda, para elogiar a honestidade do menino e oferecer doa&ccedil;&otilde;es.<br /> Lucas, de fam&iacute;lia humilde, tinha um sonho: ter um videogame.<br /> Ao saber da hist&oacute;ria, uma doadora an&ocirc;nima decidiu presentear Lucas e seus irm&atilde;os com o Playstation dos seus filhos.<br /> A hist&oacute;ria do menino n&atilde;o parou por a&iacute;.<br /> Ganhou repercuss&atilde;o internacional: chegou, inclusive, aos Estados Unidos.<br /> Uma brasileira, que l&aacute; reside, telefonou, comovida com o gesto, e ofereceu doa&ccedil;&otilde;es ao menino.<br /> Um empres&aacute;rio emocionado foi al&eacute;m: conversou com Lucas sobre a import&acirc;ncia de sua atitude e retribuiu seu gesto com um presente: deu-lhe a mesma quantia que Lucas devolveu &agrave; dona Evanir: mil e quinhentos reais.<br /> A idosa, que recebeu a devolu&ccedil;&atilde;o, afirmou:<br /> T&atilde;o pequeno e com toda essa honestidade. &Eacute; muito bonito. &Agrave;s vezes, pessoas da nossa pr&oacute;pria fam&iacute;lia n&atilde;o devolvem o dinheiro.<br /> * * *<br /> At&eacute; quando a honestidade ser&aacute; exce&ccedil;&atilde;o em nosso mundo?<br /> At&eacute; quando precisaremos comemorar gestos como esse, que j&aacute; deveriam ser normais, naturais, como foram para o menino Lucas?<br /> A honestidade estava dentro dele. Talvez nem tenha necessitado ser aprendida em casa. Estava no Esp&iacute;rito. Fiz porque era o certo.<br /> Quando temos esse contato &iacute;ntimo com nossa consci&ecirc;ncia, passamos a ter menos d&uacute;vidas entre o certo e o errado. Ambos ficam muito claros em todas as situa&ccedil;&otilde;es.<br /> N&atilde;o se precisa pensar muito se vai se jogar lixo no ch&atilde;o, se vai devolver o troco certo, se vai contar a verdade &ndash; tudo isso passa a ser natural.<br /> O bem precisa se tornar h&aacute;bito e ir substituindo o mal aos poucos. &Eacute; assim que nos transformamos e transformamos a sociedade.<br /> Se queremos que o tal jeitinho desapare&ccedil;a, precisamos, de uma vez por todas, incorporar este esp&iacute;rito de fiz porque era o certo, independente se o certo &eacute; o melhor para n&oacute;s ou n&atilde;o. &Eacute; o certo e pronto.<br /> Consultemos a consci&ecirc;ncia. As respostas est&atilde;o sempre l&aacute;, onde est&atilde;o inscritas todas as leis .<br /> <br /> Pensemos nisso. Fa&ccedil;amos o certo.<br /> <div style=''text-align: right;''><strong>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em reportagem<br /> publicada no site www.sonoticiaboa.band.uol.com.br, em 22 de<br /> agosto de 2013.<br /> <br /> </strong></div>

NÃO BASTA SER EXECUTIVO, TEM QUE SER PAI
8 Dez 20183:18EP 981

NÃO BASTA SER EXECUTIVO, TEM QUE SER PAI

&nbsp;N&Atilde;O BASTA SER EXECUTIVO, TEM QUE SER PAI<br /> <br /> <br /> Ser um executivo de sucesso e pai, ao mesmo tempo, parece imposs&iacute;vel.<br /> <br /> A empresa exige excessiva dedica&ccedil;&atilde;o e h&aacute; executivos que chegam a passar cento e oitenta dias por ano entre aeroportos, t&aacute;xis e hot&eacute;is.<br /> <br /> Estudos feitos na Calif&oacute;rnia indicam que um pai t&iacute;pico da d&eacute;cada de sessenta costumava passar quarenta e cinco minutos por dia com os filhos. Tr&ecirc;s d&eacute;cadas depois, esse tempo foi reduzido para seis minutos.<br /> O empres&aacute;rio americano, Tom Hirschfeld, de trinta e seis anos, afirma, no entanto, que &eacute; poss&iacute;vel ser um &oacute;timo executivo e um &oacute;timo pai.<br /> <br /> Com dois filhos, de cinco e dois anos, diz que um pai que consegue driblar as manhas e vontades de um filho de cinco anos, por exemplo, tem todas as condi&ccedil;&otilde;es para tirar de letra quaisquer problemas com um funcion&aacute;rio talentoso, mas complicado.<br /> <br /> Homens de neg&oacute;cios, bons empres&aacute;rios, diz ele, podem ser &oacute;timos pais. Assim, aconselha:<br /> Fa&ccedil;a com que seu filho tenha confian&ccedil;a em voc&ecirc;. Marque presen&ccedil;a. Administre sua agenda e esteja presente nos momentos importantes da vida dele.<br /> <br /> Saiba quando e a quem delegar a sua substitui&ccedil;&atilde;o. Assim, n&atilde;o deixe a bab&aacute; levar o seu filho para a cama s&oacute; porque voc&ecirc; quer assistir o segundo tempo do futebol na TV. Aproveite e esteja com ele.<br /> Resista &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o de deixar seu filho aos cuidados da televis&atilde;o ou do computador. Nada &eacute; t&atilde;o importante como a presen&ccedil;a, o toque, a palavra.<br /> <br /> N&atilde;o h&aacute; necessidade de estar cem por cento do tempo com os filhos, mas aprenda a reservar um tempo com qualidade para a fam&iacute;lia.<br /> <br /> O restante &eacute; seu, n&atilde;o importando o que voc&ecirc; fa&ccedil;a com ele.<br /> E n&atilde;o se esque&ccedil;a que &eacute; preciso ter disciplina, pois a melhor forma de ensinar ainda &eacute; o exemplo. E o melhor caminho &eacute; o di&aacute;logo.<br /> <br /> * * *<br /> No trato com os filhos, seja sempre imparcial, a fim de n&atilde;o incorrer em injusti&ccedil;as.<br /> Mas n&atilde;o confunda justi&ccedil;a com igualdade. Cada filho, por sua personalidade &uacute;nica, deve ser tratado de forma diferente.<br /> <br /> <br /> Dose, portanto, sua energia com uns e outros.<br /> Com certeza, a tarefa n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil. Contudo, com organiza&ccedil;&atilde;o e disciplina voc&ecirc; ser&aacute; um bom executivo e um pai por excel&ecirc;ncia. Pense Nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo N&atilde;o basta ser<br /> executivo... Tem que ser pai, de Alexandre Alfredo, da revista<br /> Exame, de 11 de agosto de 1999.<br /> 1.8.2012.</em></div> <br />

SOLIDÃO NUMA MULTIDÃO
3 Dez 20186:06EP 980

SOLIDÃO NUMA MULTIDÃO

SOLID&Atilde;O NUMA MULTID&Atilde;O<br /> <br /> O soci&oacute;logo polon&ecirc;s Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas m&atilde;os, um tempo l&iacute;quido em que nada &eacute; para persistir. N&atilde;o h&aacute; nada t&atilde;o intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necess&aacute;rio. Tudo &eacute; transit&oacute;rio.<br /> <br /> N&atilde;o h&aacute; a observa&ccedil;&atilde;o pausada daquilo que experimentamos, &eacute; preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.<br /> <br /> O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade est&aacute; marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa &eacute; poder descrever aos demais o que se est&aacute; fazendo.<br /> <br /> Em tempos de facebook, Instagram, Whatsapp...n&atilde;o h&aacute; desagrados, se n&atilde;o gosto de uma declara&ccedil;&atilde;o ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das rela&ccedil;&otilde;es; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e tamb&eacute;m o destoar. Nas rela&ccedil;&otilde;es virtuais n&atilde;o existem discuss&otilde;es que terminem em abra&ccedil;os vivos, as discuss&otilde;es s&atilde;o mudas, distantes. As rela&ccedil;&otilde;es come&ccedil;am ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. N&atilde;o existe a troca vivida.<br /> <br /> Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposi&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; o privado, tudo &eacute; desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra. O amor &eacute; mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta ang&uacute;stia. Filosoficamente a ang&uacute;stia &eacute; o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. H&aacute; uma vertigem permeando as rela&ccedil;&otilde;es, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.<br /> <br /> Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunica&ccedil;&atilde;o. E nunca foi t&atilde;o dram&aacute;tica a nossa solid&atilde;o. Nunca houve tanta estrada. E nunca nos visitamos t&atilde;o pouco. <br /> <br /> Assim, raros s&atilde;o os momentos em que estamos sozinhos. E o medo de estarmos sozinhos nos faz cada vez mais mergulhar nas comunica&ccedil;&otilde;es, nos contatos, n&atilde;o poucas vezes vazios e sem significados reais.<br /> <br /> E o medo da solid&atilde;o nasce muitas vezes do medo de encontrarmos a n&oacute;s mesmos, nossa ess&ecirc;ncia. Como se isso n&atilde;o fosse necess&aacute;rio e inevit&aacute;vel.<br /> <br /> Assim, fugimos de n&oacute;s mesmos, mergulhando nos barulhos do mundo. Afastamo-nos de n&oacute;s mesmos buscando respostas que, ao final, s&oacute; poder&atilde;o ser encontradas em nossa intimidade. <br /> <br /> Por isso se faz necess&aacute;rio que busquemos a n&oacute;s mesmos, de tempos em tempos. <br /> <br /> Buscar a solid&atilde;o para encontrarmo-nos conosco, em um reencontro com a pr&oacute;pria alma, de maneira tranquila e serena, sabendo que guardamos em nossa intimidade a chave para nossa felicidade. <br /> <br /> Ser&aacute; nesses momentos de introspec&ccedil;&atilde;o que conseguiremos analisar nossas atitudes, nossos valores e sentimentos.<br /> <br /> Quando fazemos sil&ecirc;ncio exterior, damos vaz&atilde;o ao mundo interno, intenso e palpitante e que, muitas vezes, relegamos ao esquecimento.<br /> <br /> Nessas horas, teremos a oportunidade de entender nossas rea&ccedil;&otilde;es, repensar nossos atos, ponderar valores e atitudes para os pr&oacute;ximos embates.<br /> <br /> Somente assim, ao permitirmos esse encontro conosco mesmos, conseguiremos al&ccedil;ar a patamares mais maduros e tranquilos em nosso mundo emocional.<br /> <br /> Dessa forma, a solid&atilde;o ser&aacute; oportuna companheira a ser buscada, para que possamos nos encontrar e conhecer. <br /> <div style=''text-align: center;''><br /> * * *</div> <br /> Permitamo-nos, assim, com regularidade, evadirmo-nos do mundo, buscando momentos de solid&atilde;o, onde teremos apenas a n&oacute;s mesmos para conversar.<br /> <br /> Aproveitemo-los para rever, repensar a&ccedil;&otilde;es, horas de dificuldade e apreens&atilde;o. <br /> <br /> Ser&atilde;o esses espa&ccedil;os de solid&atilde;o que nos permitir&atilde;o reavaliar atitudes para, nas pr&oacute;ximas experi&ecirc;ncias, evitar que venhamos a repetir os mesmos erros, em id&ecirc;nticas situa&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> Sem nos permitirmos esse encontro interior, continuaremos a ser aqueles que trope&ccedil;amos em n&oacute;s mesmos, sem saber porqu&ecirc;, nem como, tentando achar algum culpado, quando, na verdade, somos apenas n&oacute;s a andar, sem rumo e sem autoconhecimento. <br /> <br /> <div style=''text-align: center;''>* * *</div> <br /> A s&oacute;s, todos os dias, alguns momentos para reflexionar a respeito do que fazemos, como fazemos nos permitir&aacute; o autoconhecimento. E essa &eacute; a chave do progresso individual. Pensemos nisso. <br /> <br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso. Em 13.11.2018</em>.</div>

BALADA DAS MÃOS
1 Dez 20182:09EP 979

BALADA DAS MÃOS

<strong><span style=''font-size: small;''>BALADA DAS M&Atilde;OS</span></strong><span style=''font-size: small;''><br /> <br /> M&atilde;os.<br /> <br /> Na anatomia &eacute; apenas mais um membro que comp&otilde;e a m&aacute;quina, que &eacute; o corpo humano.<br /> Mas atrav&eacute;s dos gestos das m&atilde;os podemos ser concolados e consoladores.&nbsp;<br /> Atrav&eacute;s das m&atilde;os podemos levantar um irm&atilde;o ca&iacute;do.<br /> <br /> Um poema, composto e interpretado por Moacyr Franco em 1969, fala sobre as m&atilde;os de uma maneira bastante emocionante. A seguir reproduziremos esse poema:&nbsp;<br /> <br /> Se os teus olhos faltaram um instante da vida,<br /> Se o cora&ccedil;&atilde;o vacilar, retardando a batida,<br /> Se o teu corpo cansado, curvar-se vencido,<br /> Na estrada comprida,<br /> Na batalha perdida.<br /> Tuas m&atilde;os,<br /> S&oacute;, tuas m&atilde;os,<br /> G&ecirc;meas no riso e na dor,<br /> Manter&atilde;o, sempre acesa a luz,<br /> Votiva do amor,<br /> M&atilde;os que se juntam na prece,<br /> Num momento supremo,<br /> Quando no altar duas vidas se juntam tamb&eacute;m,<br /> M&atilde;os que aben&ccedil;oam o filho<br /> Que parte talvez, para sempre,<br /> E depois v&atilde;o tecer um casaco de l&atilde;,<br /> Para o neto que vem,<br /> M&atilde;os que d&atilde;o lenitivo,<br /> Aos que foram vencidos na vida,<br /> M&atilde;os que nunca recusam,<br /> Num gesto o perd&atilde;o.<br /> M&atilde;os que arrancam das cordas,<br /> De um violino ,<br /> A m&uacute;sica divina<br /> Que torna todos os homens irm&atilde;os.<br /> M&atilde;os que ap&oacute;s o sil&ecirc;ncio que cai<br /> Sobre a vida que cai<br /> Juntam o sil&ecirc;ncio &agrave;quelas que um dia tamb&eacute;m foram m&atilde;os.<br /> <br /> </span><br />

O RICO VIGILANTE
28 Nov 20183:49EP 978

O RICO VIGILANTE

<span style=''font-size: small;''>O RICO VIGILANTE<br /> <br /> O desejo de ser rico &eacute; bastante comum.<br /> Em geral, ele se origina do ego&iacute;smo e da vontade de gozar dos bens do mundo em regime de &oacute;cio e saciedade.<br /> Mas h&aacute; quem o justifique com a ideia de dar conforto e seguran&ccedil;a para os seus.<br /> A respeito desse sonho t&atilde;o comum, h&aacute; uma narrativa bem esclarecedora.<br /> Conta-se que um homem honrado animou-se com o prop&oacute;sito de enriquecer para beneficiar sua fam&iacute;lia.<br /> Aflito por alcan&ccedil;ar seus fins, envolveu-se em v&aacute;rias empresas.<br /> Por vinte anos consecutivos, ajuntou moeda sobre moeda, formando o patrim&ocirc;nio de alguns milh&otilde;es.<br /> Quando se deu por satisfeito, reconheceu que todos os quadros da pr&oacute;pria vida se haviam alterado.<br /> O lar, dantes simples e alegre, adquirira fei&ccedil;&atilde;o sombria.<br /> A esposa fizera-se escrava de mil obriga&ccedil;&otilde;es destinadas a matar o tempo.<br /> Os filhos cochichavam entre si a respeito da heran&ccedil;a que a morte do pai lhes reservaria.<br /> Os vizinhos, acreditando-o completamente feliz, cercaram-no de inveja e ironia.<br /> Os negociantes visitavam-no a cada instante, propondo-lhe transa&ccedil;&otilde;es criminosas ou descabidas.<br /> Servidores o bajulavam, com declarado fingimento, quando ao lado de seus ouvidos.<br /> Em raz&atilde;o de tantos dist&uacute;rbios, era compelido a transformar a resid&ecirc;ncia em uma fortaleza.<br /> Sobrava-lhe tempo, agora, para registrar as mol&eacute;stias do corpo, cada vez mais presentes.<br /> Em poucas semanas de observa&ccedil;&atilde;o, concluiu que a fortuna trancafiada no cofre era motivo de crises sem fim.<br /> A partir da&iacute;, passou a libertar suas enormes reservas.<br /> Junto dele, amigos e vizinhos passaram a ter as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os do servi&ccedil;o e do bom &acirc;nimo.<br /> Desde o primeiro sinal de semelhante renova&ccedil;&atilde;o, a esposa fixou-o com estranheza e revolta.<br /> Os filhos odiaram-no e os pr&oacute;prios beneficiados o julgaram louco.<br /> Todavia, o milion&aacute;rio vigilante passou a possuir no domic&iacute;lio um santu&aacute;rio aberto e alegre.<br /> * * *<br /> Essa hist&oacute;ria pitoresca simboliza a necessidade do equil&iacute;brio na vida humana, em especial no que tange aos bens materiais.<br /> Toda riqueza que corre, &agrave; maneira das &aacute;guas cristalinas da fonte, &eacute; uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o viva.<br /> J&aacute; a riqueza em in&uacute;til repouso converte-se em po&ccedil;o venenoso de &aacute;gua estagnada.<br /> N&atilde;o h&aacute; l&oacute;gica em querer um rio inteiro, quando um simples copo de &aacute;gua pode saciar a sede.<br /> Os bens do mundo s&atilde;o instrumentos e n&atilde;o a finalidade do existir.<br /> Qualquer que seja a posi&ccedil;&atilde;o do homem, ele enfrenta problemas e desafios.<br /> Na busca de bens cada vez mais vastos, n&atilde;o compensa esquecer a ess&ecirc;ncia do existir.<br /> Fam&iacute;lia, amigos e a pr&oacute;pria dignidade constituem o tesouro mais importante que se pode ter.<br /> Pense nisso.Mas Pense Agora<br /> <br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 21, do<br /> livro Jesus no lar, pelo Esp&iacute;rito Neio L&uacute;cio, psicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Feb.<br /> Em 01.03.2013.</em></div> </span><br />

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