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PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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DESEJO, VONTADE E FELICIDADE
2 Jan 20195:07EP 993

DESEJO, VONTADE E FELICIDADE

<strong>&nbsp;Desejo, Vontade e Felicidade</strong><br /> <br /> Nesta edi&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, vamos nos dedicar aos nossos desejos, vontades e felicidades...o que &eacute; propicio para essa &eacute;poca de fim de ano. Quando os nossos desejos e vontades, est&atilde;o aflorados.<br /> <br /> E pra falar sobre os desejos e vontades , e consequentemente, da pretensa felicidade, convocamos o filosofo alem&atilde;o Immanuel Kant.<br /> O pensador, em sua obra &ldquo;Cr&iacute;tica da Raz&atilde;o Pura&rdquo;, nos contempla com uma profunda an&aacute;lise moral e distintiva de desejo e vontade; e convida-nos &agrave; reflex&atilde;o sobre as nossas escolhas. <br /> Desejo &eacute; tudo o que emerge do pensamento, sem que se possa controlar; &eacute; o impulso instintivo, &eacute; a avidez pelo prazer das sensa&ccedil;&otilde;es. <br /> Vontade &eacute; a a&ccedil;&atilde;o regida pela raz&atilde;o, independentemente da corrente dos desejos, ou seja, &eacute; o uso da raz&atilde;o para deliberar escolhas. Muito diferente de desejo, vontade &eacute; o saber materializado em conduta; &eacute; tudo o que o pensamento produz para se sobrepor aos instintos, a fim de viver melhor. Em suma, Vontade &eacute; o controle dos nossos Desejos cegos e sem limites.<br /> A vontade percebe que, apesar do desejo, &eacute; poss&iacute;vel viver na contram&atilde;o dos instintos. A isso chamamos liberdade, que &eacute; quando adquirimos a compet&ecirc;ncia deliberativa sobre as pr&oacute;prias inclina&ccedil;&otilde;es. Sou livre quando, ao perceber os meus desejos, consigo agir racionalmente, contrariando o que sugerem meus impulsos.<br /> A moral n&atilde;o &eacute; uma vigil&acirc;ncia castradora, mas um olhar sobre si mesmo; &eacute; um lugar na mente onde a reflex&atilde;o imp&otilde;e os limites que imperam a conduta. <br /> No entanto, se n&oacute;s n&atilde;o conhecermos as nossas fraquezas, seremos escravos dos nossos desejos.<br /> O que difere o homem dos outros animais &eacute; a sua capacidade de pensar para agir, de modo que aquele que se conduz pelos seus instintos e inclina&ccedil;&otilde;es, aproxima-se da animalidade; mas aquele que age pela via da raz&atilde;o aproxima-se de sua destina&ccedil;&atilde;o moral. E aqui n&atilde;o falamos da moral teol&oacute;gica, que &eacute; dogm&aacute;tica. E sim, falamos da moral indulgente, flex&iacute;vel e condescendente.<br /> Ao entender a felicidade como ac&uacute;mulo de desejos saciados, o homem tende a priorizar a busca pelos prazeres dos sentidos e das vaidades, sem perceber que quanto mais se sacia um prazer biol&oacute;gico ou vaidoso, mais extravagantes e intensos estes prazeres ter&atilde;o de ser futuramente, a fim de se obter o mesmo n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o. Usemos como a analogia, a coca&iacute;na; que para produzir o mesmo efeito de felicidade, &eacute; necess&aacute;rio aumentar a dose.<br /> A fase da vontade surge, frequentemente, quando os excessos dos desejos atendidos, resulta em adoecimento f&iacute;sico e psicol&oacute;gico. Observando o comportamento humano na sociedade atual percebemos que a maioria necessita do sofrimento para compreender que a sacia&ccedil;&atilde;o de desejos n&atilde;o representa um estado real de felicidade ao longo do tempo.<br /> Por isso que no mundo dos famosos e dos bem servidos financeiramente, vemos tantos desca&iacute;dos em depress&otilde;es, que, em alguns casos, acabam em suic&iacute;dios.<br /> &Eacute; importante, que quando o sentimento de total insatisfa&ccedil;&atilde;o nos aflige, busquemos a compreens&atilde;o de n&oacute;s mesmos. Libertos da pris&atilde;o dos desejos que nos faz sofrer, conquistamos a liberdade, balizada na raz&atilde;o.<br /> Num mundo ca&oacute;tico, caracterizado somente pelo desejo do poder, dinheiro e fama, o pre&ccedil;o final &eacute; a infelicidade.<br /> Mas quando usamos da nossa vontade, que &eacute; a raz&atilde;o inclinada ao aprendizado &eacute;tico-moral, nos trar&aacute;, por consequ&ecirc;ncia, a serenidade, o equil&iacute;brio e a felicidade.<br /> Por isso, nesse novo ano, tenhamos mais vontades... para controlar os nossos desejos.<br /> Pense nisso...e tenha um feliz ano novo.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base<br /> na aula do professor Clovis de Barros Filho e<br /> na obra de Immanuel Kant &ldquo;&ldquo;A Cr&iacute;tica da Raz&atilde;o Pura&rdquo;<br /> Em 26.12.2018</em></div> <br />

VOZES AMIGAS
26 Dez 20184:31EP 992

VOZES AMIGAS

<strong>&nbsp;Vozes amigas<br /> </strong> <br /> Pedro e Ana se conheceram no col&eacute;gio. De in&iacute;cio, n&atilde;o simpatizaram muito um com o outro, mas reconheceram a intelig&ecirc;ncia e a integridade m&uacute;tuas e se tornaram amigos.<br /> A amizade foi se consolidando e, em pouco tempo, evoluiu para algo mais forte, mais intenso.<br /> Eram companheiros de ideias e ideais. Um at&eacute; sabia o que o outro estava pensando.<br /> Casaram-se, tiveram filhos, alguns cachorros, gatos, peixes.<br /> Fizeram amigos, viajaram, trabalharam em parceria.<br /> A vida nem sempre foi f&aacute;cil, mas encararam unidos as dificuldades. O amor crescia, amadurecia e se fortalecia.<br /> Entraram na meia idade planejando a aposentadoria e as viagens que fariam.<br /> Os filhos, criados, n&atilde;o precisavam mais de dedica&ccedil;&atilde;o integral. Estavam batendo asas, independentes e aut&ocirc;nomos.<br /> Em meio a planos resgatados do fundo do ba&uacute; e o nascimento de novos sonhos, Ana come&ccedil;ou a sentir que algo n&atilde;o estava bem. Evitou alarmar o marido e foi ao m&eacute;dico.<br /> Para sua surpresa, foi diagnosticada com um tipo de c&acirc;ncer raro e agressivo.<br /> Passado o choque inicial, ela n&atilde;o se rendeu. Buscou informa&ccedil;&otilde;es, m&eacute;dicos e tratamentos alternativos.<br /> As perspectivas, no entanto, eram bastante sombrias.<br /> A fam&iacute;lia se uniu e Ana decidiu seguir a vida at&eacute; o momento em que n&atilde;o seria poss&iacute;vel fazer mais nada.<br /> Foram anos de batalha com quimioterapia, cirurgias para a retirada de tumores, testes com novos medicamentos.<br /> Uma noite, internada na Unidade de Terapia Intensiva e desenganada pelos m&eacute;dicos, pediu ao marido para conversar com familiares e amigos distantes.<br /> Como seria poss&iacute;vel, contudo, se a entrada na UTI era restrita e nem todos conseguiriam chegar a tempo?<br /> Al&eacute;m disso, conversar com todos lhe seria exaustivo e desgastante.<br /> Pedro teve uma ideia. Conversou com o m&eacute;dico de plant&atilde;o e obteve autoriza&ccedil;&atilde;o para permanecer ao lado dela e usar o celular.<br /> Fez contato com quase toda a sua lista de amigos e familiares, solicitando que gravassem, num dos aplicativos do celular, mensagens de afeto para Ana.<br /> Muitos n&atilde;o conseguiram gravar, por conta da emo&ccedil;&atilde;o.<br /> Mas vieram mensagens de todos os cantos, com palavras entoadas, cantadas, sussurradas.<br /> Todas carregavam carinho, respeito e a esperan&ccedil;a de um reencontro.<br /> Ana passou a noite ouvindo as mensagens, que Pedro tocava de tempos em tempos, em seu celular.<br /> L&aacute;grimas escorriam dos olhos de ambos. L&aacute;grimas escorriam tamb&eacute;m dos olhos de enfermeiros e m&eacute;dicos.<br /> Aquela UTI estava cheia de pessoas, n&atilde;o fisicamente, mas em boas energias, em luz.<br /> Ana atravessou aquela noite, acordou na manh&atilde; seguinte e permaneceu por mais uma semana, tranquila e serena, at&eacute; a sua morte.<br /> Nesse per&iacute;odo, pedia para ouvir as vozes amigas que tanto bem lhe haviam feito, que tanto carinho lhe haviam transmitido.<br /> Partiu em paz, sabendo que n&atilde;o estava s&oacute;. As vozes amigas a ladeavam, amparavam e a preparavam para retornar, segundo a sua cren&ccedil;a, &agrave; p&aacute;tria espiritual, onde iria se encontrar com outras vozes amigas, igualmente cheias de amor e saudade, ansiosas por aquele t&atilde;o esperado reencontro.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 28.10.2017</em></div>

CANÇÃO DE NATAL
22 Dez 20185:45EP 991

CANÇÃO DE NATAL

<strong>Can&ccedil;&atilde;o de Natal</strong><br /> <br /> Era a v&eacute;spera de Natal do ano de 1818. Em Hallein, nos Alpes austr&iacute;acos, o padre Joseph Mohr lia a B&iacute;blia.<br /> Quando se detinha nos vers&iacute;culos que se referiam &agrave;s palavras do visitante celeste aos pastores de Bel&eacute;m: Eis que vos trago uma boa nova, que ser&aacute; de grande alegria para todo o povo: hoje nasceu o Messias, o Esperado..., bateram &agrave; porta.<br /> Uma camponesa pedia que fosse aben&ccedil;oar o filho de uns pobres carvoeiros, que acabara de nascer. O padre colocou as botas de neve, vestiu seu abrigo. Atravessou o bosque, subiu a montanha.<br /> Em pobre cabana de dois c&ocirc;modos, cheia de fuma&ccedil;a do fog&atilde;o, encontrou uma mulher com seu filho nos bra&ccedil;os. A crian&ccedil;a dormia.<br /> O padre Mohr deu sua b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o ao pequeno e &agrave; m&atilde;e. Uma estranha emo&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou a tomar conta dele. A cabana n&atilde;o era o est&aacute;bulo de Bel&eacute;m, mas lhe fazia lembrar o nascimento de Jesus.<br /> Ao descer a montanha, de retorno &agrave; par&oacute;quia, as palavras do Evangelho pareciam ecoar em sua alma.<br /> Aproximando-se da aldeia, p&ocirc;de observar os archotes que brilhavam na noite, disputando seu brilho com o das estrelas.<br /> Era o povo que seguia para a igreja, a fim de celebrar, ali, em ora&ccedil;&atilde;o, o anivers&aacute;rio do Divino Menino. A milen&aacute;ria promessa de paz vibrava no sil&ecirc;ncio do bosque e no brilho das estrelas.<br /> Padre Mohr n&atilde;o conseguiu dormir naquela noite. Febricitante, ergueu-se do leito, tomou da pena e escreveu um poema, externando o que lhe &iacute;a na alma.<br /> Pela manh&atilde; procurou o maestro Franz Gruber, seu amigo. Mostrou-lhe os versos.<br /> O maestro leu o poema e disse, entusiasmado: Padre, esta &eacute; a can&ccedil;&atilde;o de Natal de que necessitamos!<br /> Comp&ocirc;s a m&uacute;sica para duas vozes e guitarra, porque o &oacute;rg&atilde;o da igreja, o &uacute;nico na localidade, estava estragado.<br /> No dia de Natal de 1818, as crian&ccedil;as se reuniram, debaixo da janela da casa paroquial, para ouvir o padre Mohr e o maestro Gruber cantar.<br /> Era diferente de tudo quanto haviam escutado. Noite de paz, noite de amor...<br /> Dias depois, chegou ao povoado o consertador de &oacute;rg&atilde;o. Consertado o instrumento da igreja, o maestro Gruber tocou a nova melodia, acompanhado pela voz do padre.<br /> O t&eacute;cnico em consertos de &oacute;rg&atilde;o era tamb&eacute;m um excelente musicista e bem depressa aprendeu letra e m&uacute;sica da nova can&ccedil;&atilde;o.<br /> Consertando &oacute;rg&atilde;os por todos os povoados do Tirol, como gostasse de cantar, foi divulgando a nova Can&ccedil;&atilde;o de Natal. N&atilde;o sabia quem a tinha composto pois nem o padre Mohr, nem o maestro Gruber lhe tinham dito que eram os autores.<br /> Entre muitos que aprenderam a Can&ccedil;&atilde;o, quatro crian&ccedil;as, os irm&atilde;os Strasser passaram a cant&aacute;-la.<br /> O diretor de m&uacute;sica do Reino da Sax&ocirc;nia, em ouvindo-lhes as vozes claras e afinadas, se interessou por eles e os levou a se apresentarem, num concerto.<br /> A fama dos pequenos cantores se espalhou por toda a Europa e a Can&ccedil;&atilde;o apaixonava os cora&ccedil;&otilde;es.<br /> Mas ningu&eacute;m sabia dizer quem era o autor.<br /> Foi um maestro de nome Ambrose quem conseguiu chegar at&eacute; Franz Gruber.<br /> Haviam se passado mais de trinta anos. E a hist&oacute;ria do surgimento da Can&ccedil;&atilde;o de Natal foi escrita em 30 de dezembro de 1854.<br /> N&atilde;o s&atilde;o conhecidas outras m&uacute;sicas de Franz Gruber. A Noite de paz parece ter sido sua &uacute;nica produ&ccedil;&atilde;o.<br /> N&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel crer que as vozes do c&eacute;u, que se fizeram ouvir na aben&ccedil;oada noite do nascimento de Jesus, tivessem inspirado os versos e a primorosa melodia para que n&oacute;s, os homens, pud&eacute;ssemos cantar com os mensageiros celestes, dizendo da nossa alegria com a comemora&ccedil;&atilde;o, a cada ano, do anivers&aacute;rio do nosso Mestre e Senhor?<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com dados colhidos no livro Remotos<br /> c&acirc;nticos de Bel&eacute;m, de Wallace Leal Rodrigues, ed. O clarim.<br /> Em 14.12.2013.</em></div> &nbsp;

E SE ESSE NATAL FOSSE DIFERENTE?
21 Dez 20184:22EP 990

E SE ESSE NATAL FOSSE DIFERENTE?

<strong>&nbsp;E se esse Natal fosse diferente?</strong><br /> <br /> <br /> Chega o Natal e quase tudo se repete: as mesmas rotinas; as mesmas preocupa&ccedil;&otilde;es com presentes; a mesma falta de tempo; as mesmas reuni&otilde;es familiares; as mesmas conversas. Tudo muito igual.<br /> Mas, e se esse Natal fosse diferente?<br /> E se nesse Natal, ao inv&eacute;s dos presentes serem comprados prontos, n&oacute;s nos dispus&eacute;ssemos a faz&ecirc;-los?<br /> Sim, os famosos amigos secretos familiares poderiam propor que cada um oferecesse algo de si, utilizando uma habilidade que tem.<br /> Nesse processo, que demoraria mais tempo do que uma simples compra de loja, obviamente, ter&iacute;amos a chance de pensar naquela pessoa, colocando na pequena lembran&ccedil;a o que realmente desejamos para ela nesse Natal.<br /> O presente teria muito mais de n&oacute;s. Muito mais valor.<br /> Se nos falta habilidade, poder&iacute;amos nos propor a aprender algo apenas para nos doarmos naquele mimo espec&iacute;fico. Os resultados seriam surpreendentes, tenhamos plena certeza.<br /> E se nesse Natal, as reuni&otilde;es em volta da mesa fossem mais simples? Que tal dar prioridade ao encontro e &agrave;s conversa&ccedil;&otilde;es ao inv&eacute;s de gastarmos altos valores e grande quantidade de tempo nas prepara&ccedil;&otilde;es?<br /> Quanto desperd&iacute;cio vemos nas mesas natalinas, quantos exageros. Quantos manjares no dia seguinte v&atilde;o parar nas lixeiras.<br /> E se nesse Natal, al&eacute;m de passar momentos felizes com nossos amores, nossa fam&iacute;lia, tamb&eacute;m nos propus&eacute;ssemos a ser a fam&iacute;lia tempor&aacute;ria de algu&eacute;m?<br /> Poderia ser numa visita, num passeio, numa refei&ccedil;&atilde;o que n&oacute;s mesmos prepar&aacute;ssemos e do&aacute;ssemos para aqueles que, muito provavelmente, passar&atilde;o a data sozinhos.<br /> E se nesse Natal as conversas tamb&eacute;m fossem diferentes? Que tal convencionarmos que temas como pol&iacute;tica, futebol e not&iacute;cias ruins n&atilde;o pudessem ser abordadas, pelo menos nessa comemora&ccedil;&atilde;o?<br /> Poder&iacute;amos combinar e darmos prioridade aos temas felizes, amenos, &agrave;s alegrias da fam&iacute;lia, ao balan&ccedil;o positivo do ano, aos elogios, aos planos para o futuro.<br /> E, detalhe importante, que sejam totalmente proibidas a maledic&ecirc;ncia e a fofoca.<br /> N&atilde;o se trata s&oacute; de uma quest&atilde;o de religiosidade, mas de coer&ecirc;ncia. Se &eacute; uma reuni&atilde;o natalina, e voc&ecirc; &eacute; um crist&atilde;o, seja fiel a sua f&eacute;. Fa&ccedil;a, pelo menos alguma cita&ccedil;&atilde;o, alguma lembran&ccedil;a, alguma pequena homenagem precisa ser feita a quem est&aacute; aniversariando; Jesus Cristo.<br /> Alguns realizamos preces, o que j&aacute; &eacute; um bom come&ccedil;o. Mas, que tal relembrar alguma de suas excelentes li&ccedil;&otilde;es?<br /> Um dos seus feitos bastaria. Perceberemos que os ares dom&eacute;sticos mudar&atilde;o, que algo dentro de n&oacute;s ir&aacute; querer despertar.<br /> Muitas vezes se servem dessas ocasi&otilde;es para nos despertar do sono materialista em que nos encontramos na Terra.<br /> Proponhamo-nos a um Natal diferente. Proponhamo-nos ser diferentes. N&atilde;o nos deixemos levar pelas rotinas hipnotizantes, pela balb&uacute;rdia do mundo.<br /> Natal &eacute; convite para nascer de novo, para fazer de novo, e por que n&atilde;o: diferente?<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 11.12.2018</em></div> <br />

SEJA PATRÃO
19 Dez 20183:56EP 988

SEJA PATRÃO

<br /> SEJA PATR&Atilde;O<br /> <br /> Voc&ecirc; &eacute; empregado? ...<br /> Desculpe, usei o termo errado. Nesses tempos do politicamente correto e de eufemismos, a pergunta correta &eacute;: Voc&ecirc; &eacute; um colaborador? <br /> Vivem reclamando da empresa, do chefe...do Patr&atilde;o?<br /> Se sente um injusti&ccedil;ado e acha que merece ganhar mais?<br /> Tudo bem. N&atilde;o h&aacute; mal algum em querer um soldo maior, &eacute; um direito seu. <br /> Mas, ser&aacute; que voc&ecirc; tem ideia do que &eacute; administrar uma empresa e ter sobre os seus ombros a responsabilidade de centenas, quando n&atilde;o, milhares de fam&iacute;lias que dependem das suas decis&otilde;es nos neg&oacute;cios, para que ganhem os seus sustentos? <br /> Ent&atilde;o, aconselho que voc&ecirc; abra uma empresa e se torne Patr&atilde;o.<br /> Eu indico a todos abrirem uma empresa um dia e experimentar por alguns anos o que &eacute; a responsabilidade de enfrentar uma folha de pagamento, a regulariza&ccedil;&atilde;o de impostos e equipe, o processo de sele&ccedil;&atilde;o do time, o investimento em equipamentos, estrutura e conforto para o trabalho.<br /> Indico a todos que fa&ccedil;am esse experimento. Que aprendam a calcular o valor hora de um trabalho. Aprenda a calcular o valor de um sal&aacute;rio. Que invistam incont&aacute;veis horas com contadores. Que fiquem outras noites sem conseguir dormir preocupado com as contas.<br /> Indico tamb&eacute;m que experimentem formar pessoas, inspirar o melhor em cada um. <br /> Motivar com palavras, com respeito, honestidade e com dinheiro. <br /> Invista em marketing, vista a camisa e saia pelas ruas e redes sociais para atrair clientes.<br /> Experimente tamb&eacute;m segurar a onda quando os&rdquo; haters&rdquo;(inimigo em ingl&ecirc;s) e as cr&iacute;ticas chegarem. <br /> Quando duvidarem de voc&ecirc; e quando voc&ecirc; mesmo duvidar.<br /> De verdade eu recomendo isso. <br /> Recomendo ficar no cheque especial para n&atilde;o atrasar um dia a folha. <br /> Experimente tamb&eacute;m olhar no olho de um funcion&aacute;rio e demiti-lo. <br /> Chegar em casa detonado por cada plano, ideia, estrat&eacute;gia que n&atilde;o deu certo. Mas mesmo assim continuar firme e animado tentando.<br /> Fa&ccedil;a esse teste. Vai se ver acordando as 3 da manh&atilde; sem raz&atilde;o e com o pensamento num produto, numa conversa de escrit&oacute;rio ou num plano para evitar a fal&ecirc;ncia.<br /> Fa&ccedil;a esse favor a voc&ecirc; mesmo. <br /> Tente ser o filho da puta (colocar o bip de censura) do patr&atilde;o por alguns anos. Ser visto como explorador.<br /> Fa&ccedil;a esse teste. Mas fa&ccedil;a por acreditar que seu neg&oacute;cio vai muito al&eacute;m de dinheiro.<br /> E quando voc&ecirc; cansar, falir, ou tiver sucesso...<br /> lembre-se de tudo que voc&ecirc; passou. <br /> Guarde isso na alma. Voc&ecirc; um dia vai precisar, quando a mar&eacute; virar e transformar a vaidade em humildade, o ego em me desculpe, a marra em companheirismo, a malandragem em dedica&ccedil;&atilde;o, a inveja em desejo de sucesso e as certezas em d&uacute;vidas.<br /> Fa&ccedil;a esse experimento um dia. <br /> Abra uma empresa...ou pelo menos, Pense Nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 01.12.2018</em></div>

UM ANJO PARTIU
18 Dez 20184:16EP 987

UM ANJO PARTIU

<span style=''font-size: small;''>UM ANJO PARTIU<br /> <br /> Foi aos onze meses que os pais observaram que algo n&atilde;o estava muito bem com a pequena Luana.<br /> Com pouco mais de um ano, ela passou a ser atendida pelo setor de transplante de medula &oacute;ssea e os diagn&oacute;sticos foram os mais diversos. Nenhum muito preciso porque os sintomas eram incomuns.<br /> Ela recebeu transplante de medula. O sucesso inicial que deu esperan&ccedil;as e fez sorrir toda a fam&iacute;lia, logo se desvaneceria.<br /> A s&iacute;ndrome que apresentou, extremamente rara, foi se revelando quase insana. Os sangramentos intestinais levaram a muitas interna&ccedil;&otilde;es, a cauteriza&ccedil;&otilde;es por endoscopia, a transfus&otilde;es in&uacute;meras. Chegou a fazer quatro em um &uacute;nico dia.<br /> Tentou-se cirurgia no olho direito, pois a vis&atilde;o foi ficando comprometida. A falta de irriga&ccedil;&atilde;o na retina fez com que o resultado fosse o insucesso.<br /> Sua m&atilde;e a chamava meu pequeno ip&ecirc; amarelo, que floria o seu jardim.<br /> Luana nunca reclamava de coisa alguma. Encontrou alegria em meio &agrave; dor. Sem vis&atilde;o, ela enxergava muito bem com suas m&atilde;os mi&uacute;das. Com a alma via luz e vultos, o que lhe parecia extremamente suficiente para ser feliz.<br /> Rapidamente, ela ficou conhecida, conquistando m&eacute;dicos e enfermeiros.<br /> N&atilde;o havia quem n&atilde;o a desejasse atender, sempre com um sorriso no rosto, mesmo entre procedimentos dolorosos que se faziam necess&aacute;rios.<br /> E logo, para amenizar tantas dores, m&atilde;e e filha criaram um c&oacute;digo todo especial para se referirem &agrave;s coisas do dia a dia.<br /> Um c&oacute;digo que o pessoal do hospital logo aderiu: ver a press&atilde;o era fazer puf-puf; auscultar o cora&ccedil;&atilde;o era ouvir o tum-tum; o cat&eacute;ter se chamava caninho; as transfus&otilde;es eram o pap&aacute; do caninho e o clamp do caninho era o tic-tac que prendia o cabelo dele.<br /> E havia o Z&eacute; n&atilde;o qu&eacute; para os dias em que Luaninha dizia n&atilde;o, n&atilde;o e n&atilde;o e a Maria reina para os dias em que ela fazia um pouco de birra.<br /> Ela n&atilde;o chegou a completar cinco anos. Partiu, t&atilde;o docemente como chegara, sem aguardar o apagar das velinhas do anivers&aacute;rio, t&atilde;o pr&oacute;ximo.<br /> Na saudade, dias depois, escreveu-lhe a m&atilde;e:<br /> Minha linda. J&aacute; &eacute; seu anivers&aacute;rio! Parab&eacute;ns!<br /> Aqui em casa, nada de barulho... Nem de preparativos. Nada de madrugadas enrolando brigadeiros, nem de manh&atilde;s enchendo bal&otilde;es.<br /> Nada de correria para entregar convites da princesa para outras princesas. Nada de caf&eacute; da manh&atilde; na cama, de roupa bonita, nem de velinha para o bolo.<br /> Aqui tudo silencia e sente sua aus&ecirc;ncia. N&atilde;o tem o ranger do balan&ccedil;o, nem gargalhadas na varanda. N&atilde;o haver&aacute; vizinhos dizendo, no dia seguinte, que ouviram sua vozinha o dia todo.<br /> N&atilde;o tem caminhada na rua, nem florzinha colhida fresca para p&ocirc;r na aguinha. S&oacute; o barulho incessante do ventilador e o ping da torneira se revezam com minhas l&aacute;grimas de saudade.<br /> Mas a rua est&aacute; l&aacute;. Os vizinhos tamb&eacute;m. Ainda mora na varanda o seu balan&ccedil;o para que outras princesas possam brincar...<br /> Mora aqui tamb&eacute;m o seu riso e sua alegria e posso ouvir tudo isso, se fechar os olhos por um minuto! Mora aqui todo bem e as li&ccedil;&otilde;es que voc&ecirc; deixou. Mora aqui um cora&ccedil;&atilde;o de m&atilde;e aflito por saber se voc&ecirc; vai apagar velinhas a&iacute; onde est&aacute;.<br /> Amo voc&ecirc; para sempre! Parab&eacute;ns, meu anjo!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, em homenagem a<br /> Luana Costa Macedo, desencarnada em 15.11.2012.<br /> Em 15.3.2013.<br /> <br /> </span><br />

VONTADE
17 Dez 20183:55EP 986

VONTADE

<strong>Vontade</strong><br /> <br /> A vontade &eacute; a maior de todas as potencialidades da alma.<br /> Sua a&ccedil;&atilde;o &eacute; compar&aacute;vel a de um im&atilde;.<br /> A vontade de viver desenvolve em n&oacute;s a vida.<br /> Atrai-nos novos recursos vitais.<br /> A vontade de evoluir oportuniza-nos chances de crescimento e de progresso.<br /> O uso persistente e tenaz dessa faculdade soberana permite-nos modificar nossa natureza, vencer todos os obst&aacute;culos.<br /> &Eacute; pela vontade que dirigimos nossos pensamentos para alvos determinados.<br /> Na maior parte dos homens os pensamentos flutuam sem cessar.<br /> Essa mobilidade constante impossibilita a a&ccedil;&atilde;o eficaz da vontade.<br /> &Eacute; necess&aacute;rio saber concentrar-se, sintonizando com as esferas superiores e com as nobres aspira&ccedil;&otilde;es.<br /> A vontade pode agir tanto durante o sono quanto durante a vig&iacute;lia.<br /> Isso porque a alma valorosa que, determinada, busca alcan&ccedil;ar um objetivo na vida procura-o com tenacidade em todos os momentos da vida.<br /> Funciona como uma correnteza poderosa e constante que mina devagar e silenciosamente todos os obst&aacute;culos que se apresentem.<br /> Se o homem conhecesse a extens&atilde;o dos recursos que nele germinam, ficaria deslumbrado.<br /> N&atilde;o mais temeria o futuro, tampouco se julgaria fraco.<br /> Compreenderia sua for&ccedil;a e acreditaria na possibilidade de ele pr&oacute;prio alterar seu presente e seu futuro.<br /> O poder da vontade &eacute; ilimitado.<br /> O homem consciente de si mesmo e de seus recursos latentes sente crescer suas for&ccedil;as na raz&atilde;o de seus esfor&ccedil;os.<br /> Sabe que tudo o que de bem e bom desejar h&aacute; de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se.<br /> &Eacute; consolador e belo poder dizer: &ldquo;Sou uma intelig&ecirc;ncia e uma vontade livres. Edifico lentamente minha individualidade e minha liberdade.<br /> Conhe&ccedil;o a grandeza e a for&ccedil;a que existem em mim.<br /> Hei de amparar-me nelas e elevar-me acima de todas as dificuldades.<br /> Vencerei at&eacute; mesmo o mal que existe em mim.<br /> Hei de me desapegar de tudo que me acorrenta &agrave;s coisas grosseiras e levantar v&ocirc;o para realidades mais felizes.<br /> Para frente, sempre para frente.<br /> Tenho um guia seguro que &eacute; a compreens&atilde;o das leis da vida.<br /> Aprendi a conhecer-me, a crer em mim e a crer em Deus.<br /> Hei de me conservar firme na vontade inabal&aacute;vel de enobrecer-me e elevar-me.<br /> Atrairei, com o aux&iacute;lio de minha intelig&ecirc;ncia, riquezas morais e construirei para mim uma personalidade melhor.&rdquo;<br /> &Eacute; chegada a hora de despertar do pesado sono que nos envolve.<br /> &Eacute; necess&aacute;rio rasgar o v&eacute;u da ignor&acirc;ncia que nos prejudica o entendimento.<br /> Cabe-nos aprender a conhecer a n&oacute;s pr&oacute;prios e as nossas potencialidades.<br /> Compete-nos utiliz&aacute;-las.<br /> N&atilde;o nos entreguemos ao desespero.<br /> N&atilde;o nos julguemos fracos.<br /> Basta-nos querer para sentirmos o despertar de for&ccedil;as at&eacute; ent&atilde;o desconhecidas.<br /> Creiamos em nossos destinos imortais.<br /> Creiamos em Deus.<br /> Lembremo-nos: podemos ser o que efetivamente quisermos. <div style=''text-align: right;''><em><br /> Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> com base na terceira parte, item XX, do livro &ldquo;O problema do ser, do destino e da dor&rdquo;, de L&eacute;on Denis.<br /> Em 15.10.2013</em></div> <br /> &nbsp;

Nada tocando
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