Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
UM ABRAÇO
23 Jan 20192:41EP 1009

UM ABRAÇO

<strong><span style=''font-size: small;''>Um Abra&ccedil;o</span></strong><span style=''font-size: small;''><br /> <br /> O que voc&ecirc; faz quando est&aacute; com dor de cabe&ccedil;a, ou quando est&aacute; chateado?<br /> Ser&aacute; que existe algum rem&eacute;dio para aliviar a maioria dos problemas f&iacute;sicos e emocionais?<br /> Pois &eacute;, durante muito tempo estivemos &agrave; procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doen&ccedil;as, que curasse nossa depress&atilde;o e que nos aliviasse do estresse.<br /> Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos la&ccedil;os afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranquilos.<br /> Encontramos! O rem&eacute;dio j&aacute; havia sido descoberto e j&aacute; estava &agrave; nossa disposi&ccedil;&atilde;o. O mais impressionante de tudo &eacute; que ainda por cima n&atilde;o custa nada.<br /> Ali&aacute;s, custa sim, custa abrir m&atilde;o de um pouco de orgulho, um pouco de pretens&atilde;o de ser autossuficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.<br /> &Eacute; o abra&ccedil;o. O abra&ccedil;o &eacute; milagroso. &Eacute; medicina realmente muito forte. O abra&ccedil;o, como sinal de afetividade e de carinho, pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doen&ccedil;as, curar a depress&atilde;o, fortificar os la&ccedil;os afetivos.<br /> O abra&ccedil;o &eacute; um excelente t&ocirc;nico. Hoje sabemos que a pessoa deprimida &eacute; bem mais suscet&iacute;vel a doen&ccedil;as. O abra&ccedil;o diminui a depress&atilde;o e revigora o sistema imunol&oacute;gico.<br /> O abra&ccedil;o injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abra&ccedil;ada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abra&ccedil;o prolonga a vida e estimula a vontade de viver.<br /> Recentemente ouvimos a teoria muito interessante de uma psic&oacute;loga americana, dizendo que se precisa de quatro abra&ccedil;os por dia para sobreviver, oito abra&ccedil;os para manter-se vivo e doze abra&ccedil;os por dia para prosperar.<br /> E o mais bonito &eacute; que esse rem&eacute;dio n&atilde;o tem contraindica&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o h&aacute; maneira de d&aacute;-lo sem ganh&aacute;-lo de volta.<br /> * * *<br /> J&aacute; h&aacute; algum tempo temos visto, colado nos vidros de alguns ve&iacute;culos, um adesivo muito simp&aacute;tico, dizendo: Abrace mais!<br /> Eis uma proposta nobre: abra&ccedil;ar mais.<br /> O contato f&iacute;sico do abra&ccedil;o se faz necess&aacute;rio para que as trocas de energias se deem, e para que a afetividade entre duas pessoas seja constantemente revitalizada.<br /> O abra&ccedil;ar mais &eacute; um excelente come&ccedil;o para aqueles de n&oacute;s que nos percebemos um tanto afastados das pessoas, um tanto frios no trato com os outros.<br /> S&oacute; quem j&aacute; deu ou recebeu um sincero abra&ccedil;o sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.<br /> Muitos pedidos de perd&atilde;o foram traduzidos em abra&ccedil;os...<br /> Muitos dizeres eu te amo foram convertidos em abra&ccedil;os.<br /> Muitos sentimentos de saudade foram calados por abra&ccedil;os.<br /> Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abra&ccedil;o.<br /> Assim, convidamos voc&ecirc; a abra&ccedil;ar mais.<br /> Doe seu abra&ccedil;o apertado para algu&eacute;m, e receba imediatamente a volta deste ato carinhoso.<br /> Pense nisso! Abrace mais voc&ecirc; tamb&eacute;m.<br /> </span><br />

O VALOR DAS COISAS
22 Jan 20192:29EP 1008

O VALOR DAS COISAS

<span style=''font-size: small;''>O VALOR DAS COISAS<br /> <br /> Era uma vez um homem que tinha muitos p&eacute;s de rom&atilde;s em seu pomar.<br /> Por muitos outonos ele colocava suas rom&atilde;s em bandejas de prata, do lado de fora de sua casa, e em cima punha cartazes com os seguintes dizeres:<br /> Apanhe uma, de gra&ccedil;a. Seja bem-vindo.<br /> As pessoas passavam, olhavam, mas nenhuma delas apanhava uma fruta.<br /> Ent&atilde;o, depois de muitos outonos, o homem refletiu e tomou uma decis&atilde;o. No pr&oacute;ximo outono ele n&atilde;o p&ocirc;s as rom&atilde;s em bandeja de prata fora de sua resid&ecirc;ncia. P&ocirc;s apenas um cartaz bem alto que dizia:<br /> Temos aqui as melhores rom&atilde;s da terra, mas as vendemos por um valor maior que quaisquer outras rom&atilde;s.<br /> Qual n&atilde;o foi sua surpresa quando todos os homens e mulheres da vizinhan&ccedil;a vieram correndo comprar.<br /> * * *<br /> Essa pequena par&aacute;bola de Khalil Gibran, embora pare&ccedil;a simples, nos traz li&ccedil;&otilde;es valiosas.<br /> Nos dias atuais h&aacute; pessoas que, a exemplo daquele povo, desprezam as coisas simples ou que s&atilde;o de gra&ccedil;a e passam a valoriz&aacute;-las quando t&ecirc;m que pagar alto pre&ccedil;o por elas.<br /> &Eacute; um conceito equivocado de que o que &eacute; de gra&ccedil;a ou muito barato, n&atilde;o presta.<br /> Se ouvimos o an&uacute;ncio de um espet&aacute;culo qualquer, um concerto, uma pe&ccedil;a teatral, cuja entrada seja franca, logo pensamos que n&atilde;o vale a pena assistir.<br /> Se &eacute; o convite para uma palestra em que n&atilde;o se cobrar&aacute; ingresso, logo imaginamos que n&atilde;o pode ser coisa boa.<br /> Mas, se ao contr&aacute;rio, ouvimos a chamada para uma palestra de um profissional qualquer, cujo ingresso custar&aacute; um alto valor, ficamos logo entusiasmados e pensamos que vai ser muito boa.<br /> O que costumamos fazer, nesses casos, &eacute; julgar o valor das coisas pelo seu pre&ccedil;o, o que nem sempre &eacute; uma realidade.<br /> O verdadeiro afeto de um amigo, por exemplo, n&atilde;o &eacute; cobrado. E muitas vezes n&oacute;s n&atilde;o o valorizamos tanto quanto valorizamos um cliente, que significa para n&oacute;s um investimento financeiro.<br /> O carinho de uma m&atilde;e n&atilde;o nos custa nada, mas &eacute; mais valioso que qualquer bem da Terra.<br /> H&aacute; muitas coisas que nos chegam de gra&ccedil;a, mas s&atilde;o de valor inestim&aacute;vel. Talvez seja por isso que n&atilde;o tenham pre&ccedil;o em moeda.<br /> O ar que respiramos nos chega gratuitamente, e sem ele n&atilde;o viver&iacute;amos.<br /> A &aacute;gua que nos sustenta a vida, Deus nos d&aacute; de gra&ccedil;a.<br /> O perfume que as flores espalham, n&atilde;o nos custa nenhum centavo.<br /> * * *<br /> &Eacute; importante que passemos a ver as coisas pelo seu real valor e pela import&acirc;ncia que pode representar em nossas vidas.<br /> H&aacute; coisas que custam muito e nada acrescentam na nossa economia moral.<br /> E h&aacute; outras que n&atilde;o custam nenhuma moeda, mas que s&atilde;o de alta valia para nosso bem-estar f&iacute;sico e mental.<br /> Pense nisso!<br /> </span><br />

A BENÉFICA INFLUÊNCIA DA MÚSICA
21 Jan 20191:57EP 1007

A BENÉFICA INFLUÊNCIA DA MÚSICA

A BEN&Eacute;FICA INFLU&Ecirc;NCIA DA MUSICA<br /> <br /> No m&ecirc;s de mar&ccedil;o de 2008, a revista cient&iacute;fica Brain divulgou um estudo realizado por cientistas da Universidade de Helsinque, na Finl&acirc;ndia, com pacientes que sofreram derrame cerebral.<br /> Sessenta volunt&aacute;rios participaram da pesquisa, divididos em tr&ecirc;s grupos.<br /> O primeiro, formado por pacientes que foram expostos &agrave; audi&ccedil;&atilde;o musical, por duas horas di&aacute;rias. O segundo, por pacientes que ouviam livros-&aacute;udio.<br /> O terceiro grupo n&atilde;o ficou exposto a nenhum tipo de est&iacute;mulo auditivo.<br /> Ap&oacute;s tr&ecirc;s meses, os cientistas observaram que a mem&oacute;ria verbal melhorara 60% entre os pacientes que ouviam m&uacute;sica, comparado com apenas 18% do grupo dos livros-&aacute;udio e 29% entre os pacientes que n&atilde;o receberam est&iacute;mulos auditivos.<br /> A pesquisa demonstrou ainda que os pacientes que ouviram m&uacute;sica, durante a recupera&ccedil;&atilde;o, revelaram uma melhora de 17% na concentra&ccedil;&atilde;o e na habilidade de controlar e realizar opera&ccedil;&otilde;es mentais e resolver problemas.<br /> Teppo Sarkamo, que liderou o estudo, disse que a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; m&uacute;sica durante o per&iacute;odo de recupera&ccedil;&atilde;o estimula a atividade cognitiva e as &aacute;reas do c&eacute;rebro afetadas pelo derrame. Al&eacute;m de ajudar a prevenir a depress&atilde;o nos pacientes.<br /> A not&iacute;cia &eacute; maravilhosa e demonstra que, a cada dia, o homem avan&ccedil;a no conhecimento, ampliando seus conceitos.<br /> Que cientista conceberia, em anos recuados, que a arte poderia auxiliar a recupera&ccedil;&atilde;o do c&eacute;rebro humano?<br /> * * *<br /> Utilizemos a m&uacute;sica em nossa vida. A m&uacute;sica que emociona, que eleva.<br /> N&atilde;o h&aacute; necessidade de se ouvir somente m&uacute;sica erudita, cl&aacute;ssica.<br /> H&aacute; tantos compositores populares, de tantos pa&iacute;ses, com m&uacute;sicas bel&iacute;ssimas, que encantam e extasiam os que as escutam.<br /> Busquemo-las e deixemos que nossa alma cres&ccedil;a, enchendo-se de sons, de harmonia, de beleza.<br /> <br />

ISSO SIM SE CHAMA AMOR
18 Jan 20193:33EP 1005

ISSO SIM SE CHAMA AMOR

<strong>&nbsp;Isso se chama amor...&ndash; texto integral</strong><br /> <br /> <br /> <br /> Voc&ecirc; surgiu como suave melodia trazida pela brisa; dilatou-se no sil&ecirc;ncio de minha alma e fez-se moldura em meu viver.<br /> Isso se chama ventura.<br /> H&aacute; algo em voc&ecirc; que transparece num olhar, como estrela no c&eacute;u atapetado de astros e exterioriza-se num sorriso como can&ccedil;&atilde;o tocada na harpa dos ventos.<br /> Isso se chama ternura...<br /> Sem olhar, voc&ecirc; me percebe; sem falar, voc&ecirc; me diz; sem me tocar, voc&ecirc; me abra&ccedil;a...<br /> Isso se chama sensibilidade.<br /> Quando me perco em labirintos escuros, voc&ecirc; me mostra o caminho de volta...<br /> Quando exponho meus tantos defeitos, voc&ecirc; faz de conta que n&atilde;o nota...<br /> Se enlouque&ccedil;o, voc&ecirc; me devolve a raz&atilde;o...<br /> Isso se chama compaix&atilde;o.<br /> Nos dias em que as horas passam lentas, sem gra&ccedil;a e sem luz, nos seus bra&ccedil;os eu encontro alento.<br /> Quando os dias alegres de ver&atilde;o partem e em seu lugar chega o outono, cobrindo o ch&atilde;o com folhas secas, e o verde exuberante cede lugar ao cinza, nos seus bra&ccedil;os encontro harmonia.<br /> Isso se chama aconchego.<br /> Quando voc&ecirc; est&aacute; longe, no espelho da saudade eu vejo refletida a certeza do reencontro.<br /> Nas noites sem estrelas, quando a escurid&atilde;o envolve tudo em seu manto negro, voc&ecirc; me aponta a carruagem da madrugada, que vem despertar o dia com suas car&iacute;cias de luz...<br /> Isso se chama esperan&ccedil;a.<br /> Quando as mar&eacute;s dos problemas parecem tragar em suas ondas as minhas for&ccedil;as, em seus bra&ccedil;os encontro reconforto.<br /> Se as amarguras pairam sobre meus dias, trazendo desgosto e dor, sua presen&ccedil;a me traz tranquilidade.<br /> Voc&ecirc; &eacute; um raio de sol, nos dias escuros...<br /> &Eacute; ave graciosa que enfeita a amplid&atilde;o azul...<br /> Voc&ecirc; &eacute; alma e &eacute; cora&ccedil;&atilde;o.<br /> &Eacute; poema e &eacute; can&ccedil;&atilde;o...<br /> &Eacute; ternura e dedica&ccedil;&atilde;o...<br /> Nada imp&otilde;e, tudo compreende, tudo perdoa...<br /> Sua companhia &eacute; doce melodia, &eacute; convite a viver...<br /> ... E tudo isso se chama amor!<br /> Surge depois que as nuvens ilus&oacute;rias da paix&atilde;o se desvanecem.<br /> Que a alma se mostra nua, sem enfeites, sem fantasias, sem m&aacute;scaras...<br /> Enfim, o amor &eacute; esse sentimento que brota todos os dias, como a flor que explode de um bot&atilde;o, ao mais sutil beijo do sol...<br /> Isso, sim, se chama amor...<br />

FUI AJUDÁ-LO A CHORAR
17 Jan 20194:08EP 1004

FUI AJUDÁ-LO A CHORAR

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>FUI AJUDA-LO A CHORAR<br /> <br /> Como anda seu envolvimento com as outras pessoas?<br /> Voc&ecirc; &eacute; daqueles que se fecha em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe algu&eacute;m &agrave; sua volta que precisa de ajuda?<br /> Ou voc&ecirc; &eacute; daquelas almas que j&aacute; consegue se envolver com as dores alheias, procurando diminu&iacute;-las, ou pelo menos n&atilde;o deixando que algu&eacute;m sofra na solid&atilde;o?<br /> H&aacute; uma certa passagem que pode ilustrar isso. Foi vivida pelo autor Leo Buscaglia, quando, certa vez, foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competi&ccedil;&atilde;o era: A crian&ccedil;a que mais se preocupa com os outros.<br /> O vencedor foi um menino cujo vizinho &ndash; um senhor de mais de oitenta anos &ndash; acabara de ficar vi&uacute;vo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em l&aacute;grimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.<br /> Quando voltou para sua casa, a m&atilde;e lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.<br /> Nada. &ndash; Disse o menino &ndash; Ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter do&iacute;do muito. Eu fui apenas ajud&aacute;-lo a chorar.<br /> * * *<br /> A pureza do cora&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as &eacute; sempre fonte de ensinamentos profundos.<br /> Geralmente costumamos dizer que n&atilde;o estamos aptos a ajudar algu&eacute;m, por n&atilde;o sermos capazes, ou porque sabemos t&atilde;o pouco para consolar.<br /> Para muitos, essa &eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o ego&iacute;smo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de n&oacute;s mesmos, e que os outros s&atilde;o menos importantes.<br /> Para outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos temos capacidade de auxiliar.<br /> N&atilde;o nos preocupemos se n&atilde;o conhecemos palavras bonitas para dizer, ou se n&atilde;o podemos conceber uma sa&iacute;da miraculosa para uma dificuldade que algu&eacute;m atravesse.<br /> Nossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer Estou aqui com voc&ecirc;, s&atilde;o atitudes muito importantes.<br /> Muitas vezes, o que as pessoas precisam &eacute; de algu&eacute;m para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando o fantasma da solid&atilde;o para longe, e n&atilde;o permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso.<br /> Outras vezes, mais importante que os conselhos, que as li&ccedil;&otilde;es de moral, &eacute; o nosso abra&ccedil;o apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de algu&eacute;m.<br /> N&atilde;o precisamos ter todas as respostas e solu&ccedil;&otilde;es dos problemas do mundo em nossas m&atilde;os, para conseguir ajudar.<br /> Os verdadeiros her&oacute;is s&atilde;o aqueles que ofertam o que t&ecirc;m, o que sabem, e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas l&aacute;grimas aos outros.<br /> Voc&ecirc; sabia?<br /> Voc&ecirc; sabia que n&atilde;o precisamos dizer Meus p&ecirc;sames, &agrave;s pessoas, quando enfrentam a morte de um ente querido?<br /> O dicion&aacute;rio nos diz que a palavra p&ecirc;sames, significa pesar pelo falecimento ou infort&uacute;nio de algu&eacute;m. Assim sendo, torna-se um termo muito pesado, j&aacute; que aprendemos a compreender a morte, n&atilde;o como um desastre, um infort&uacute;nio, e sim uma passagem, uma mudan&ccedil;a na vida daquele que parte, e daqueles que ficam.<br /> N&atilde;o nos preocupemos em ter algo para dizer. Um abra&ccedil;o fala mais do que mil palavras. Uma prece silenciosa &eacute; como uma brisa suave consolando os cora&ccedil;&otilde;es que passam por esse momento.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. O que mais se<br /> preocupava, do livro Hist&oacute;rias para pais, filhos e netos, de Paulo<br /> Coelho, ed. Globo.<br /> Em 25.10.2013.<br /> </em></div> </span><br />

A VIDA, CORAGEM, BELEZA, MAGIA E ROMANTISMO
16 Jan 20196:43EP 1003

A VIDA, CORAGEM, BELEZA, MAGIA E ROMANTISMO

<strong>&nbsp;A vida: coragem, beleza, magia e romantismo.</strong><br /> <br /> &ldquo;A vida &eacute; assim: esquenta e esfria, aperta e da&iacute; afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente &eacute; coragem.&rdquo;<br /> <br /> Com essa pequena cita&ccedil;&atilde;o de um dos maiores cl&aacute;ssicos da literatura brasileira; Grande Sert&atilde;o Veredas de Guimar&atilde;es Rosa, damos in&iacute;cio com a mensagem do Pense Nisso de hoje.<br /> <br /> Sempre me pego pensando sobre o sentido da vida. Pergunto-me se cumprimos um destino ou se fazemos o nosso pr&oacute;prio destino, se h&aacute; um sentido maior para tudo que fazemos ou se estamos apenas flutuando na brisa, se a vida vale &agrave; pena ou se &eacute; uma causa perdida. Estamos sempre com pressa, correndo aqui e acol&aacute;, em tentativas desesperadas de encontrar um lugar para nos encaixar, de sermos mais amados, de prolongar os instantes de eternidade que escoam pelas nossas m&atilde;os.<br /> A complexidade da vida n&atilde;o permite que consigamos defini-la em um &uacute;nico sentido, j&aacute; que somos prec&aacute;rios e finitos, de tal modo que nunca conseguiremos ter a totalidade do que a define. Assim como, nunca estivemos do outro lado para saber o que de fato na espera. Dessa maneira, a &uacute;nica certeza que possu&iacute;mos &eacute; que estamos vivos e que enquanto estamos vivos, devemos impor &agrave; vida, que por ora possu&iacute;mos, a grandeza que ela necessita.<br /> <br /> Se devemos ter uma vida grandiosa, consequentemente, algo, a meu ver, n&oacute;s podemos concluir: a vida n&atilde;o &eacute; uma causa perdida. Por mais que na maior parte do tempo encontremos um mundo duro e seco, que vai aos poucos minando o nosso interesse e, sobretudo, a nossa capacidade de sentir; a vida est&aacute; cheia de belezas e magia. O grande problema &eacute; que estamos sempre ocupados demais para perceber as alegrias que a vida nos proporciona. Possu&iacute;mos uma cegueira seletiva, a qual n&atilde;o nos permite enxergar o que &eacute; essencial na vida.<br /> <br /> As nossas vidas burocr&aacute;ticas e automatizadas retiram a sensibilidade e a poesia que possibilitam o olhar l&uacute;dico sobre as coisas e que nos permite reparar nos pequenos prazeres da vida, os quais escondem a verdadeira beleza e felicidades que esta possui. Por que uma crian&ccedil;a fica encantada com a chuva, com uma flor ou com um p&aacute;ssaro? Por que as crian&ccedil;as se divertem fazendo desenhos ou comendo um biscoito? Porque em tudo isso h&aacute; beleza, no entanto, conforme vamos &ldquo;crescendo&rdquo;, vamos deixando a crian&ccedil;a que h&aacute; em n&oacute;s morrer e, assim, deixamos de enxergar o mundo de forma po&eacute;tica, isto &eacute;, com o cora&ccedil;&atilde;o, para t&atilde;o somente v&ecirc;-lo com os olhos. &Eacute; por esse motivo que Saint-Exup&eacute;ry dedicou &ldquo;O Pequeno Pr&iacute;ncipe&rdquo; &agrave; crian&ccedil;a que seu amigo L&eacute;on Werth foi um dia, j&aacute; que para enxergar o que h&aacute; de belo no mundo, deve-se necessariamente se olhar com o cora&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> At&eacute; mesmo para aqueles que somos gestores, e vivemos o competetivo mundo corporativo, devemos colocar o encantamento, a paix&atilde;o, o romantismo para que de fato, consigamos melhores resultados financeiros.<br /> O olhar po&eacute;tico n&atilde;o torna o mundo mais belo por ser mais ing&ecirc;nuo, e sim por ser mais l&uacute;cido, uma vez que percebe todas as tristezas que retiram nossa pot&ecirc;ncia e nossa vontade de viver, bem como, enxerga as verdadeiras belezas da vida, desvinculadas das mentiras disfar&ccedil;adas de felicidade que n&oacute;s adultos compramos para preencher o nosso vazio. Sendo assim, &eacute; preciso coragem para ser crian&ccedil;a e explorar a vida, com curiosidade para descobrir o que ela esconde, permitindo-se estar sem a padroniza&ccedil;&atilde;o da vida adulta, apenas brincando de forma distra&iacute;da, j&aacute; que como bem atenta Guimar&atilde;es Rosa: &ldquo;Alegria s&oacute; em raros momentos de distra&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<br /> <br /> At&eacute; que o ciclo se encerre e os sinos toquem, a vida &eacute; como uma noite fria puxando o nosso cobertor, cheia de dor e pen&uacute;ria. &Eacute; o abismo que olha profundamente nossos olhos numa tentativa de sedu&ccedil;&atilde;o. &Eacute; tristeza, porque h&aacute; tanto para se fazer em apenas uma vida. Todavia, a vida &eacute; tamb&eacute;m um desafio que est&aacute; repleto de alegria. &Eacute; a aurora que vem sobre as colinas toda manh&atilde;, &eacute; o canto dos p&aacute;ssaros, &eacute; o cheiro da chuva, &eacute; a conversa gostosa, &eacute; o abra&ccedil;o apertado, &eacute; o riso demorado. At&eacute; a morte a vida pode n&atilde;o ter um sentido maior, mas ela n&atilde;o &eacute; uma causa perdida, porque o que &eacute; essencial est&aacute; a nossa espera em raros momentos de distra&ccedil;&atilde;o se estivermos atentos observando com os olhos po&eacute;ticos do cora&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> At&eacute; que o ciclo se encerre e os sinos toquem ou at&eacute; a morte, a vida &eacute; cheia de momentos tristes, de perdas e derrotas que nos levam para o fundo do po&ccedil;o, que tornam nosso cora&ccedil;&atilde;o t&atilde;o seco e quebradi&ccedil;o que perdemos a capacidade de sentir. Mas &eacute; tamb&eacute;m uma experi&ecirc;ncia maravilhosa, repleta de momentos de felicidades que representam a eternidade que possu&iacute;mos. At&eacute; a morte a vida &eacute; sinuosa e complexa, sem qualquer manual de instru&ccedil;&atilde;o, mas, como dito, para quem sabe prestar aten&ccedil;&atilde;o, ela est&aacute; repleta de alegria e &eacute; isso que a torna bela e grande. Assim, a grandeza da vida consiste em ter a coragem de nunca deixar a crian&ccedil;a que existe em n&oacute;s morrer para que sempre consigamos ter poesia nos olhos e enxergar as felicidades, pois lembrando mais uma vez Guimar&atilde;es Rosa:<br /> <br /> &ldquo;<em>A vida &eacute; assim: esquenta e esfria, aperta e da&iacute; afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente &eacute; coragem</em>.&rdquo;<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com cita&ccedil;&atilde;o do livro <br /> &ldquo;Grande Sert&atilde;o: Veredas&rdquo; de Guimar&atilde;es Rosa<br /> Base no artigo de Erick Mor&atilde;es<br /> &ldquo;A Vida precisa &eacute; de Coragem&rdquo;.<br /> Em 29/07/2016</em></div>

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00