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PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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UM AMOR ESPECIAL
27 Fev 20195:33EP 1017

UM AMOR ESPECIAL

<strong>&nbsp;Um amor especial</strong><br /> <br /> <br /> Quando J&eacute;ssica veio ao mundo, trazia a cabe&ccedil;a amassada e os tra&ccedil;os deformados, devido ao parto dif&iacute;cil vivido por sua m&atilde;e.<br /> Todos a olhavam e faziam careta, dizendo que ela se parecia com um jogador de futebol americano espancado.<br /> Todos tinham a mesma rea&ccedil;&atilde;o, menos a sua av&oacute;. Quando a viu, a tomou nos bra&ccedil;os, e seus olhos brilharam. Olhou para aquele beb&ecirc;, sua primeira netinha e, emocionada, falou: Linda.<br /> No transcorrer do desenvolvimento daquela sua primeira netinha, ela estaria sempre presente. E um amor m&uacute;tuo, profundo, passou a ser compartilhado.<br /> Quando a av&oacute; recebeu o diagn&oacute;stico, anos depois, de mal de Alzheimer, toda a fam&iacute;lia se tornou especialista no assunto.<br /> Parecia que, aos poucos, ela ia se despedindo. Ou eles a estavam perdendo.<br /> Come&ccedil;ou a falar em fragmentos. Depois, o n&uacute;mero de palavras foi ficando sempre menor, at&eacute; n&atilde;o dizer mais nada.<br /> Uma semana antes de morrer, seu corpo perdeu fun&ccedil;&otilde;es vitais e ela foi removida, a conselho m&eacute;dico, para uma cl&iacute;nica de doentes terminais.<br /> J&eacute;ssica insistiu para ir v&ecirc;-la e seus pais a levaram. Ela entrou no quarto onde a av&oacute; Nana estava e a viu sentada em uma enorme poltrona, ao lado da cama.<br /> O corpo estava encurvado, os olhos fechados e a boca aberta, mole. A morfina a mantinha adormecida.<br /> Lentamente, J&eacute;ssica se sentou &agrave; sua frente. Tomou a sua m&atilde;o esquerda e a segurou. Afastou daquele rosto amado uma mecha de cabelos brancos e ficou ali, sentada, sem se mover, incapaz de dizer coisa alguma.<br /> Desejava falar, mas a tristeza que a dominava era tamanha, que n&atilde;o a conseguia controlar. Ent&atilde;o, aconteceu...<br /> A m&atilde;o da av&oacute; foi se fechando em torno da m&atilde;o da neta, apertando mais e mais. O que parecia ser um pequeno gemido se transformou em um som, e de sua boca saiu uma palavra: J&eacute;ssica.<br /> A garota tremeu. O seu nome. A av&oacute; tinha quatro filhos, dois genros, uma nora e seis netos. Como ela sabia que era ela?<br /> Naquele momento, a impress&atilde;o que J&eacute;ssica teve foi que um filme era exibido em sua cabe&ccedil;a. Viu e reviu sua av&oacute; nos quatorze recitais de dan&ccedil;a em que ela se apresentou.<br /> Viu-a sapateando na cozinha, com ela. Brincando com os netos, enquanto os demais adultos faziam a ceia na sala grande.<br /> Viu-a, sentada ao seu lado, no Natal, admirando a &aacute;rvore decorada com enfeites luminosos.<br /> Ent&atilde;o J&eacute;ssica olhou para ela, ali, e vendo em que se transformara aquela mulher, chorou.<br /> Deu-se conta de que ela n&atilde;o assistiria, no corpo, ao seu &uacute;ltimo recital de dan&ccedil;a, nem voltaria a torcer com ela pelo seu time de futebol.<br /> Nunca mais poderia se sentar ao seu lado, para admirar a &aacute;rvore de Natal. N&atilde;o a veria toda arrumada para o baile de sua formatura, ao final daquele ano.<br /> N&atilde;o estaria presente no seu casamento, nem quando seu primeiro filho nascesse.<br /> As l&aacute;grimas corriam abundantes pelas suas faces. Acima de tudo, chorava porque finalmente compreendia como a av&oacute; havia se sentido no dia em que ela nascera.<br /> A av&oacute; olhara atrav&eacute;s da sua apar&ecirc;ncia, enxergara l&aacute; dentro e vira uma vida.<br /> Lentamente, J&eacute;ssica soltou a m&atilde;o da av&oacute; e enxugou as l&aacute;grimas que molhavam o seu rosto.<br /> Ficou de p&eacute;, inclinou-se para a frente e a beijou.<br /> Num sussurro, disse para a av&oacute;: Voc&ecirc; est&aacute; linda.<br /> * * *<br /> Se desejas ensinar a teu filho o que &eacute; o amor, demonstra-o. N&atilde;o lhe negues a car&iacute;cia, a aten&ccedil;&atilde;o, a palavra.<br /> O que fa&ccedil;as ou digas &eacute; hoje a semeadura farta de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os que o mundo colher&aacute;, no transcurso dos anos dos teus rebentos.<br /> E o mundo te agradecer&aacute;, por teres sido algu&eacute;m que entregou ao mundo um ser que saiba amar, de forma incondicional e irrestrita.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Linda, <br /> de autoria de J&eacute;ssica Gardner, do livro Hist&oacute;rias para<br /> aquecer o cora&ccedil;&atilde;o dos adolescentes, de Jack Canfield,<br /> Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante.<br /> Em 23.10.2017.</em></div>

AFABILIDADE
26 Fev 20194:25EP 1016

AFABILIDADE

<strong>&nbsp;Afabilidade <br /> </strong><br /> Todos desejamos ser amados. Mas ser&aacute; que j&aacute; compreendemos a necessidade de sermos am&aacute;veis?<br /> A Hist&oacute;ria nos conta que todos os que foram h&oacute;spedes de Theodore Roosevelt, o presidente americano, ficaram espantados com a extens&atilde;o e a diversidade dos seus conhecimentos.<br /> Fosse um vaqueiro ou um domador de cavalos, um pol&iacute;tico ou diplomata, Roosevelt sabia o que lhe dizer.<br /> E como fazia isso? A resposta &eacute; simples: Todas as vezes que ele esperava um visitante, passava acordado at&eacute; tarde, na v&eacute;spera, lendo sobre o assunto que sabia interessar particularmente &agrave;quele h&oacute;spede.<br /> Porque Roosevelt sabia, como todos os grandes l&iacute;deres, que a estrada real para o cora&ccedil;&atilde;o de um homem &eacute; lhe falar sobre as coisas que ele mais estima.<br /> O ensa&iacute;sta e outrora professor de literatura em Yale, William Phelps, aprendeu cedo esta li&ccedil;&atilde;o.<br /> Narra a seguinte experi&ecirc;ncia:<br /> Quando tinha oito anos de idade, estava passando um final de semana com minha tia.<br /> Certa noite chegou um homem de meia idade que, depois de uma polida troca de gentilezas, concentrou sua aten&ccedil;&atilde;o em mim.<br /> Naquele tempo, andava eu muito entusiasmado com barcos, e o visitante discutiu o assunto, de tal modo, que me deu a impress&atilde;o de estar particularmente interessado no mesmo.<br /> Depois que ele saiu, falei vibrante: &ldquo;Que homem!&rdquo;<br /> Minha tia me informou que ele era um advogado de Nova York, que n&atilde;o entendia coisa alguma sobre barcos, nem tinha o menor interesse no assunto.<br /> &ldquo;Mas, ent&atilde;o, por que falou todo o tempo sobre barcos?&rdquo;<br /> &ldquo;Porque ele &eacute; um cavalheiro. Viu que voc&ecirc; estava interessado em barcos, e falou sobre coisas que lhe interessavam e lhe causavam prazer. Fez-se agrad&aacute;vel!&rdquo;<br /> * * *<br /> Inspirados nessas duas ricas experi&ecirc;ncias, indagamos: Ser&aacute; que nos esfor&ccedil;amos para nos tornarmos agrad&aacute;veis aos outros?<br /> Ser&aacute; que encontramos neste mundo cavalheiros com tais caracter&iacute;sticas de altru&iacute;smo e polidez?<br /> S&atilde;o raros, infelizmente. Por isso, a li&ccedil;&atilde;o nos mostra mais um caminho para a verdadeira caridade, ou mais uma sutil nuan&ccedil;a dessa virtude.<br /> Se desejamos ser amados, obviamente que precisamos nos esfor&ccedil;ar para sermos am&aacute;veis!<br /> A amabilidade &eacute; esta qualidade ou caracter&iacute;stica de quem &eacute; am&aacute;vel, por defini&ccedil;&atilde;o.<br /> &Eacute; ser polido, cort&ecirc;s, af&aacute;vel. &Eacute; agir com complac&ecirc;ncia.<br /> Desta forma, conclu&iacute;mos que:<br /> A benevol&ecirc;ncia para com os semelhantes, fruto do amor ao pr&oacute;ximo, produz a afabilidade e a do&ccedil;ura, que s&atilde;o a sua manifesta&ccedil;&atilde;o.<br /> * * *<br /> N&atilde;o ser&aacute; porque sorrias a todo instante que conseguir&aacute;s o milagre da fraternidade. A incompreens&atilde;o sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingan&ccedil;a.<br /> N&atilde;o ser&aacute; porque espalhes teus &oacute;sculos com os outros que edificar&aacute;s o teu santu&aacute;rio de carinho. Judas, enganado pelas pr&oacute;prias paix&otilde;es, entregou o Mestre com um beijo.<br /> Por outro lado, n&atilde;o &eacute; porque apregoas a verdade, com rigor, que te far&aacute;s aben&ccedil;oado na vida.<br /> Na alegria ou na dor, no verbo ou no sil&ecirc;ncio, no est&iacute;mulo ou no aviso, acende a luz do amor no cora&ccedil;&atilde;o e age com bondade.<br /> Cultiva a brandura sem afeta&ccedil;&atilde;o. E a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e af&aacute;vel.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 6, pt. 2, do livro<br /> Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dalle Carnegie,<br /> ed. Companhia Nacional; no item 6, do cap. IX do livro <br /> O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec,<br /> ed. FEB e no cap. Afabilidade e do&ccedil;ura, do livro Escr&iacute;nio de luz,<br /> de Francisco C&acirc;ndido Xavier,<br /> ed. O CLARIM.<br /> Em 25.9.2017</em></div>

A QUIMERA DAS MÍDIAS SOCIAIS
25 Fev 20196:42EP 1015

A QUIMERA DAS MÍDIAS SOCIAIS

&nbsp;apaixonados queimando-se naquele rec&iacute;proco sentimento, pensamos vitoriosos que nada de mau nos alcan&ccedil;a. Exceto os nossos pr&oacute;prios enganos.<br /> O autoengano &eacute; pe&ccedil;a-chave para a nossa sobreviv&ecirc;ncia. Mentimos n&atilde;o s&oacute; para os outros, mas, principalmente, para n&oacute;s mesmos. Mesmo protegidos na redoma da interatividade, continuamos s&oacute;s, ali, onde apenas a solid&atilde;o nos alcan&ccedil;a. Enquanto teclamos a torto e a direito, sugerindo que estamos sempre ON, a vida verdadeira continua OFF. E nunca nos damos conta de que, no fim, toda a solid&atilde;o que nos rodeia, essa sim, &eacute; real. Porque bytes, bits e pixels n&atilde;o transmitem calor. E o verbo sem o h&aacute;lito quente &eacute; apenas palavra morta.<br /> E no final, s&oacute; informamos as nossas quimeras, as nossas fantasias...e n&oacute;s comunicamos cada vez menos como pessoas reais. E &eacute; a isso, que chamamos de &ldquo;solid&atilde;o interativa&rdquo;.<br /> <br /> Assim, n&atilde;o ser&aacute; a tecnologia que nos afastar&aacute; da solid&atilde;o. Ela ainda se faz presente, em nosso existir, porque n&atilde;o vivenciamos os valores da solidariedade, da compaix&atilde;o, da fraternidade.<br /> E, por mais que a tecnologia se desenvolva, por mais recursos nos ofere&ccedil;a, jamais eliminar&aacute; a solid&atilde;o de dentro de n&oacute;s.<br /> Poder&aacute;, sim, agregar milhares de nomes em nossas redes de relacionamento. Por&eacute;m, para preencher as necessidades de nosso cora&ccedil;&atilde;o, para que nele n&atilde;o haja mais espa&ccedil;o para a solid&atilde;o, necessitamos cultivar a fraternidade, que pode at&eacute; se iniciar no mundo virtual, mas ter&aacute; que inevitavelmente, migrar para a realidade das a&ccedil;&otilde;es de nosso cora&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Com base no livro Informar n&atilde;o &eacute; Comunicar de Dominique Wolton. <br /> Editora Sulina 2010.<br /> Redigido em 10.06.2011.<br /> Atualizado em 05.09.2016<br /> <br />

PALAVRAS E AÇÕES
14 Fev 20192:23EP 1013

PALAVRAS E AÇÕES

<span style=''font-size: small;''>PALAVRAS E &Ccedil;&Otilde;ES<br /> <br /> O fil&oacute;sofo americano Ralph Waldo Emerson tem uma frase interessante quando trata a respeito das rela&ccedil;&otilde;es humanas. Diz o seguinte: Quem voc&ecirc; &eacute; fala t&atilde;o alto, que n&atilde;o consigo ouvir o que voc&ecirc; est&aacute; dizendo.<br /> Quantas vezes j&aacute; pensamos a respeito disso? Quantas vezes j&aacute; avaliamos o quanto nossas a&ccedil;&otilde;es pesam no nosso cotidiano?<br /> Muitas vezes, gostar&iacute;amos de ter um mundo mais justo, respeitoso. Discursamos de maneira eloquente, usando racioc&iacute;nio l&oacute;gico e perspicaz.<br /> Doutras vezes exigimos do pol&iacute;tico, do chefe, do parente a&ccedil;&otilde;es mais justas, posicionamento mais claro, atitude mais honesta.<br /> Indignamo-nos perante as injusti&ccedil;as sociais, escrevemos para os jornais, mandamos correios eletr&ocirc;nicos a uma infinidade de contatos, a fim de expressar nossa opini&atilde;o.<br /> Tudo isso &eacute; muito justo e o correto exerc&iacute;cio de cidadania cabe a cada um de n&oacute;s de maneira imposterg&aacute;vel.<br /> Por&eacute;m, j&aacute; refletimos o quanto nossas palavras s&atilde;o efetivamente coerentes com nossas a&ccedil;&otilde;es? Quanto de nosso discurso faz eco com nossos atos?<br /> Ningu&eacute;m tem o direito de exigir do outro aquilo que ainda n&atilde;o se esfor&ccedil;a por oferecer.<br /> Se voc&ecirc; recebe um troco a mais no caixa da padaria, e n&atilde;o se incomoda em devolver o que n&atilde;o lhe pertence, &eacute; furto.<br /> Se voc&ecirc; n&atilde;o se incomoda em subornar o policial quando est&aacute; sujeito a uma multa, est&aacute; fomentando a corrup&ccedil;&atilde;o.<br /> E se voc&ecirc; falsifica documenta&ccedil;&otilde;es e recibos, a fim de forjar sua declara&ccedil;&atilde;o de renda, est&aacute; incorrendo em crime contra o Estado.<br /> Muito embora desejemos uma sociedade melhor, faz-se necess&aacute;rio uma an&aacute;lise do nosso proceder, a fim de que entendamos se nossas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o coerentes com nosso discurso.<br /> Quem furta pouco, no troco do supermercado, furtaria muito, se tivesse oportunidade. Assim, se voc&ecirc; deseja pol&iacute;ticos mais honestos, que a honestidade comece por voc&ecirc;.<br /> Quem suborna em uma aparentemente inocente multa, compraria consci&ecirc;ncias a qualquer pre&ccedil;o, se assim tivesse condi&ccedil;&otilde;es.<br /> Desta forma, se voc&ecirc; anseia por rela&ccedil;&otilde;es sociais justas e direitos iguais para todos, comece por n&atilde;o exigir privil&eacute;gios que n&atilde;o t&ecirc;m cabimento.<br /> Quem n&atilde;o cumpre suas obriga&ccedil;&otilde;es sociais, a partir da sua pr&oacute;pria declara&ccedil;&atilde;o de renda, n&atilde;o titubearia em forjar licita&ccedil;&otilde;es, negocia&ccedil;&otilde;es ou desviar dinheiro p&uacute;blico.<br /> * * *<br /> Se voc&ecirc; sonha com governantes e homens de neg&oacute;cios que passem ao largo de conchavos e forma&ccedil;&atilde;o de quadrilhas de palet&oacute;, comece por voc&ecirc;.<br /> S&oacute; teremos direito de exigir uma sociedade mais justa, a partir do momento em que nosso discurso se concretize em valores e a&ccedil;&otilde;es.<br /> At&eacute; l&aacute;, correremos o risco de estarmos como o fil&oacute;sofo previu: nossas a&ccedil;&otilde;es falar&atilde;o t&atilde;o alto, que ningu&eacute;m conseguir&aacute; escutar o que estamos dizendo.<br /> PENSE NISSO, MAS PENSE AGORA!</span><br />

MORREU A PESSOA QUE ATRAPALHAVA A SUA VIDA
12 Fev 20192:54EP 1012

MORREU A PESSOA QUE ATRAPALHAVA A SUA VIDA

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>MORREU A PESSOA QUE ATRAPALHAVA A SUA VIDA<br /> <br /> Um dia, quando os funcion&aacute;rios chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:<br /> <br /> &quot;Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Voc&ecirc; est&aacute; convidado para o vel&oacute;rio na quadra de esportes&quot;.<br /> <br /> No in&iacute;cio, todos se entristeceram com a morte de algu&eacute;m, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agita&ccedil;&atilde;o na quadra de esportes era t&atilde;o grande, que foi preciso chamar os seguran&ccedil;as para organizar a fila do vel&oacute;rio. Conforme as pessoas iam se aproximando do caix&atilde;o, a excita&ccedil;&atilde;o aumentava:<br /> <br /> - Quem ser&aacute; que estava atrapalhando o meu progresso ?<br /> - Ainda bem que esse infeliz morreu !<br /> <br /> Um a um, os funcion&aacute;rios, agitados, se aproximavam do caix&atilde;o, olhavam pelo visor do caix&atilde;o a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabe&ccedil;a abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto sil&ecirc;ncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila at&eacute; chegar a sua vez de verificar quem estava no caix&atilde;o e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.<br /> <br /> A pergunta ecoava na mente de todos: &quot;Quem est&aacute; nesse caix&atilde;o&quot;?<br /> <br /> No visor do caix&atilde;o havia um espelho e cada um via a si mesmo... S&oacute; existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOC&Ecirc; MESMO! Voc&ecirc; &eacute; a &uacute;nica pessoa que pode fazer a revolu&ccedil;&atilde;o de sua vida. Voc&ecirc; &eacute; a &uacute;nica pessoa que pode prejudicar a sua vida. Voc&ecirc; &eacute; a &uacute;nica pessoa que pode ajudar a si mesmo. &quot;SUA VIDA N&Atilde;O MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU NAMORADO, OUNAMORADA, MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOC&Ecirc; MUDA! VOC&Ecirc; &Eacute; O &Uacute;NICO RESPONS&Aacute;VEL POR ELA.&quot;<br /> <br /> O mundo &eacute; como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus pr&oacute;prios pensamentos e seus atos. A maneira como voc&ecirc; encara a vida &eacute; que faz toda diferen&ccedil;a. A vida muda, quando &quot;voc&ecirc; muda&quot;.<br /> Pense Nisso, mas pense agora! <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com utiliza&ccedil;&atilde;o de parte do<br /> artigo de Luis Fernando Verissimo.<br /> Em 11.5.2013.<br /> </span><br />

HÁBITO
30 Jan 20192:47EP 1011

HÁBITO

<span style=''font-size: small;''>H&Aacute;BITO<br /> <br /> O h&aacute;bito &eacute; o conjunto de reflexos mentais acumulados, operando constante indu&ccedil;&atilde;o &agrave; rotina.<br /> A maioria de n&oacute;s que estamos na Terra vem de incont&aacute;veis s&eacute;culos nos quais viveu sem muita reflex&atilde;o e nem resist&ecirc;ncia moral.<br /> H&aacute; a tend&ecirc;ncia generalizada de consumir os pensamentos alheios, ajustando-se a eles.<br /> Por conta disso, exagera-se nas necessidades e se aparta da simplicidade com que seria f&aacute;cil viver em paz.<br /> Porque s&atilde;o muitas as pretensas necessidades, ergue-se todo um sistema defensivo em torno delas.<br /> Para assegurar o que entende ser um m&iacute;nimo necess&aacute;rio, o homem se torna ego&iacute;sta e cruel.<br /> Dando vaz&atilde;o ao instinto da posse, cria reflexos de ego&iacute;smo, orgulho, vaidade e medo.<br /> Caminha ao sabor das influ&ecirc;ncias mundanas, suscet&iacute;vel &agrave; opini&atilde;o alheia, aos ditames da moda e da m&iacute;dia.<br /> Por n&atilde;o refletir detidamente sobre os prop&oacute;sitos superiores da exist&ecirc;ncia, engana-se depois do ber&ccedil;o para se desenganar depois do t&uacute;mulo.<br /> Aprisiona-se no bin&ocirc;mio ilus&atilde;o-desilus&atilde;o, no qual gasta longos s&eacute;culos, come&ccedil;ando e recome&ccedil;ando a senda em que lhe cabe avan&ccedil;ar.<br /> N&atilde;o &eacute; l&iacute;cito desprezar a rotina construtiva.<br /> &Eacute; por ela que o ser se levanta no espa&ccedil;o e no tempo e conquista os recursos que lhe enobrecem a vida.<br /> Contudo, a evolu&ccedil;&atilde;o imp&otilde;e a institui&ccedil;&atilde;o de novos costumes, a fim de que o ser se liberte de f&oacute;rmulas inferiores.<br /> .<br /> Ainda hoje, no mundo, a justi&ccedil;a cheira a vingan&ccedil;a e o amor tem laivos de ego&iacute;smo.<br /> Tal se d&aacute; pelo reflexo condicionado de atitudes adotadas h&aacute; mil&ecirc;nios.<br /> Entretanto, a ci&ecirc;ncia da vida que jamais se esgota precisa induzir reflex&otilde;es que rompam com esses automatismos infelizes.<br /> Mais do que ser bonito, refinado, rico ou influente importa dignificar e purificar o pr&oacute;prio &iacute;ntimo.<br /> Para isso, nada melhor do que se habituar a servir, a perdoar e a compreender as dificuldades alheias.<br /> A automatiza&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos dignos, pela repeti&ccedil;&atilde;o constante, liberta da dor e da decep&ccedil;&atilde;o.<br /> Pense nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. XX <br /> do livro Pensamento e vida, pelo Esp&iacute;rito Emmanuel, <br /> psicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Feb.<br /> Em 02.09.2012<br /> </span><br />

OS BONS SÃO MAIORIA
26 Jan 20192:29EP 1010

OS BONS SÃO MAIORIA

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;OS BONS S&Atilde;O MAIORIA<br /> <br /> Uma campanha de marketing nacional trouxe uma verdade bela e esperan&ccedil;osa.<br /> Espalhados pelas cidades, v&aacute;rios outdoors revelavam alguns dados estat&iacute;sticos muito interessantes. Eis alguns deles:<br /> Para cada pessoa dizendo que tudo vai piorar, existem cem casais planejando ter filhos.<br /> Para cada corrupto existem oito mil doadores de sangue.<br /> Enquanto alguns destroem o meio ambiente, 98% das latinhas de alum&iacute;nio j&aacute; s&atilde;o recicladas no Brasil.<br /> Para cada tanque fabricado no mundo, s&atilde;o feitos cento e trinta e um mil bichos de pel&uacute;cia.<br /> Na Internet, a palavra amor tem mais resultados do que a palavra medo.<br /> Para cada muro que existe no mundo, se colocam duzentos mil tapetes escritos &ldquo;bem-vindo&rdquo;.<br /> Enquanto um cientista desenha uma nova arma, h&aacute; um milh&atilde;o de m&atilde;es fazendo past&eacute;is de chocolate.<br /> Existem raz&otilde;es para acreditar. Os bons s&atilde;o maioria.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Estamos precisando de vis&atilde;o otimista e positiva como esta em nosso mundo.<br /> Aqueles que desejam ver o mundo em p&acirc;nico e se alimentam de not&iacute;cias ruins &ndash; pois dizem que s&atilde;o essas que vendem &ndash; n&atilde;o podem mais controlar nossos sentimentos.<br /> N&oacute;s, como consumidores de not&iacute;cias, de informa&ccedil;&otilde;es, devemos mostrar que desejamos tamb&eacute;m ver o lado bom do mundo, da vida, das pessoas.<br /> Se analisarmos qualquer notici&aacute;rio, seja local ou nacional, iremos ainda perceber a grande domina&ccedil;&atilde;o das not&iacute;cias ruins, como se o mundo estivesse vivendo o caos absoluto.<br /> N&atilde;o &eacute; bem assim. Muito de bom est&aacute; sendo feito no mesmo instante em que ocorrem assassinatos, acidentes, crises pol&iacute;ticas, etc.<br /> O bem est&aacute; sendo constru&iacute;do no mundo, sim, mesmo os pessimistas e terroristas de plant&atilde;o dizendo que n&atilde;o ou mesmo se negando a ver.<br /> O que acontece &eacute; que, muitas vezes, os bons ainda s&atilde;o t&iacute;midos e receosos. Isso os impede de se sobrepor aos maus bulhentos e arrojados.<br /> <br /> Por que, no mundo, os maus t&ecirc;m geralmente maior influ&ecirc;ncia sobre os bons?<br /> <br /> Eis a resposta :<br /> <br /> &Eacute; pela fraqueza dos bons. Os maus s&atilde;o intrigantes e audaciosos, os bons s&atilde;o t&iacute;midos. Quando estes &uacute;ltimos quiserem, dominar&atilde;o.<br /> Permane&ccedil;amos refletindo sobre esta &uacute;ltima afirma&ccedil;&atilde;o: Quando os bons quiserem, dominar&atilde;o.<br /> Reflitamos qual nosso papel nesta mudan&ccedil;a. O que posso fazer para ter parte nesta domina&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica e definitiva do bem na face da Terra.<br /> Permitamos que nossos gestos de amor ganhem o mundo e mostrem &agrave; sombra que seus dias de domina&ccedil;&atilde;o est&atilde;o contados.<br /> Raia o sol de uma Nova Era. O tempo do amor finalmente chegou.<br /> Fa&ccedil;amos parte desta transforma&ccedil;&atilde;o de alegria que tomar&aacute; conta do orbe. Amemos mais. Participemos mais. Sorriamos mais.<br /> <br /> FA&Ccedil;A ISSO, MAS FA&Ccedil;A AGORA.</span><br />

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