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PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A VIDA DEPOIS DOS 50
3 Set 20193:25EP 1089

A VIDA DEPOIS DOS 50

<strong>&nbsp;A Vida Depois dos 50 </strong><br /> <br /> Quando ultrapassamos a barreira dos 50 anos, se tem a consci&ecirc;ncia que indubitavelmente, temos mais passado que futuro. Mas que isso n&atilde;o se transforme em neurose desfreada, ou pelo menos, que essa neurose seja trat&aacute;vel.<br /> Completar 50 anos de vida &eacute; um privil&eacute;gio.<br /> Ao chegarmos nesta idade &eacute; certo que perdemos algumas coisas, mas ganhamos outras tantas.<br /> Perdemos cabelos; ganhamos discernimento e nos tornamos mais condescendentes com os outros.<br /> Perdemos massa muscular; ganhamos vitalidade emocional.<br /> Perdemos um pouco da vis&atilde;o f&iacute;sica; e adquirimos uma vis&atilde;o mais clara do que realmente &eacute; importante na vida.<br /> A partir dos 50 anos de idade, ganhamos alguns quilos, e perdemos a vergonha de dizer &ldquo;eu te amo&rdquo;.<br /> Ao passar dos anos, ganhamos, perdemos, descartamos, e depois do cinquenta, nos reciclamos.<br /> Fazendo um balan&ccedil;o geral e minucioso, chegamos &agrave; conclus&atilde;o que perder ou ganhar, n&atilde;o &eacute; o cerne da quest&atilde;o. O que de fato importa, &eacute; o que podemos passar de bom para os nossos filhos, amigos e a todos os companheiros de jornada.<br /> Que possamos cantar a can&ccedil;&atilde;o da esperan&ccedil;a, a palavra que enleva e consola. E quando n&atilde;o temos a palavra certa, que o nosso silencio se torne verbo de solidariedade para com a dor dos nossos semelhantes.<br /> &Eacute; preciso tocar mais a harpa da ternura, e menos o tambor da guerra.<br /> Que culpemos menos as pessoas pelas nossas dores, e que compartilhemos mais as nossas alegrias.<br /> Que sejamos mais gratos pelo amor que recebemos, e menos rancorosos pelas maledic&ecirc;ncias recebidas.<br /> Sim, ao longo dos 50 anos acumulamos tristezas, magoas, raiva e decep&ccedil;&otilde;es. Mas, &eacute; preciso enfrentar os nossos dem&ocirc;nios para crescer e encarar a vida como ela &eacute;. E que, de nada adiantar&aacute; se jogar nos cantos e lamentar. O jeito &eacute; tentar ser feliz e escrever uma nova hist&oacute;ria da nossa vida. As prova&ccedil;&otilde;es nos amadurecem e acabamos por enxergar algo de bom...de positivo, que estava escondido. A cada dia uma nova experi&ecirc;ncia, uma nova hist&oacute;ria, sempre foi assim e sempre ser&aacute;.<br /> Enfim, que tenhamos os anos de vida que precisamos. Por&eacute;m, sempre com m&uacute;sica no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Que os cinquenta anos de vida sejam de uma feliz idade... e que tenhamos os anos de vida que precisamos.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nas experi&ecirc;ncias do <br /> Autor deste texto. <br /> Em 11.05.2017.</em></div> <br />

TRANSITORIEDADE
26 Ago 20194:20EP 1087

TRANSITORIEDADE

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>TRANSITORIEDADE<br /> <br /> Em face das preocupa&ccedil;&otilde;es que te ocupam a tela mental, levando-te a inquieta&ccedil;&otilde;es desnecess&aacute;rias, seria v&aacute;lido que fizesses uma avalia&ccedil;&atilde;o em torno de teu comportamento.<br /> Convidamos a uma r&aacute;pida an&aacute;lise de fatos ocorridos em tua exist&ecirc;ncia.<br /> Retorna, psiquicamente, h&aacute; apenas cinco anos, no teu passado recente e procura recordar as afli&ccedil;&otilde;es que ent&atilde;o te maceravam a alma.<br /> Enfermidades que te minavam o organismo, amea&ccedil;ando-te a exist&ecirc;ncia f&iacute;sica; problemas de sentimento emocional que te entristeciam; solid&atilde;o amarga em que te refugiavas; incertezas no trabalho que te oferecia recursos para uma vida honrada; expectativa em torno de metas que pareciam tardar; abandono de amigos que se apresentavam como irm&atilde;os...<br /> Mudemos a t&ocirc;nica das lembran&ccedil;as.<br /> Talvez estivesses cercado pela ternura de afetos que te afirmavam ser de natureza eterna; possu&iacute;as sa&uacute;de e equil&iacute;brio org&acirc;nico invej&aacute;veis; quem sabe tivessesmotiva&ccedil;&otilde;es emocionais para avan&ccedil;ar; independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica, seguran&ccedil;a no trabalho, bem-estar social e harmonia dom&eacute;stica.<br /> Cinco anos. Em apenas cinco anos, observa quantas mudan&ccedil;as ocorreram no tr&acirc;nsito das tuas horas.<br /> As enfermidades amea&ccedil;adoras partiram, os males desapareceram, o trabalho se te afirmou ideal, novos amigos vieram ter contigo...<br /> Surgiram metas promissoras e n&atilde;o poderias supor, naquela ocasi&atilde;o que, em determinado momento futuro, te encontrarias fortalecido e alegre, considerando os problemas ent&atilde;o vigentes.<br /> Cinco anos...<br /> Provavelmente, o afeto que acariciavas saiu do teu lado, deixando-te em afli&ccedil;&atilde;o; a sa&uacute;de bateu em retirada, os sentimentos ficaram em transtorno...<br /> O ganha-p&atilde;o tornou-se-te lugar de sofrimento; os recursos de que dispunhas mudaram de m&atilde;os; a conviv&ecirc;ncia social modificou-se em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas...<br /> E ainda, o lar, que parecia t&atilde;o bem estruturado, encontra-se em frangalhos...<br /> Essas ocorr&ecirc;ncias tiveram lugar em somente sessenta meses!<br /> * * *<br /> A exist&ecirc;ncia humana &eacute; transit&oacute;ria e cheia de surpresas.<br /> O que parece duradouro, torna-se de r&aacute;pida perman&ecirc;ncia.<br /> A seguran&ccedil;a diminui ou a intranquilidade asserena-se.<br /> Tudo est&aacute; em constante modifica&ccedil;&atilde;o.<br /> O importante &eacute; saber como conduzir-se nas m&uacute;ltiplas etapas em que a vida se manifesta.<br /> Ningu&eacute;m se encontra, na Terra, em regime de exce&ccedil;&atilde;o, portanto, sem ocorr&ecirc;ncias inesperadas, tanto boas quanto m&aacute;s, alegres quanto aflitivas.<br /> Sendo um planeta de prova&ccedil;&otilde;es e de expia&ccedil;&otilde;es, a transitoriedade &eacute; a sua marca.<br /> O que &eacute; muito bom, porque, da mesma forma que as quest&otilde;es gentis e felizes alteram-se, tamb&eacute;m aquelas de natureza destrutiva, angustiante, cedem lugar a outras mais amenas e confortadoras.<br /> N&atilde;o fosse assim, e ningu&eacute;m suportaria a presen&ccedil;a do sofrimento sem consolo, nem esperan&ccedil;a.<br /> Desse modo, nunca te permitas perturbar por acontecimentos que fazem parte do teu curr&iacute;culo evolutivo, j&aacute; que tudo ocorre de acordo com a programa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica mais &uacute;til &agrave; tua liberta&ccedil;&atilde;o espiritual.<br /> Nos momentos bons, carreguemos as for&ccedil;as, o &acirc;nimo. Nos momentos pesarosos, aprendamos, reflitamos e, em todos eles, continuemos crescendo para uma sociedade mais justa e fraterna.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> Convido voc&ecirc;, f&atilde; da Centro Am&eacute;rica FM, acessar o nosso site. L&aacute; voc&ecirc; encontra esse e muitos outros textos e &aacute;udios do Pense Nisso: centroamericafm.com.br<br /> <br /> <br /> </span><em><span style=''font-size: small;''>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 28, do livro O amor como solu&ccedil;&atilde;o, Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.<br /> Em 25.7.2015.</span></em><br />

IMPASSE
23 Ago 20196:58EP 1086

IMPASSE

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;IMPASSE<br /> <br /> A Escolha de Sofia &eacute; um cl&aacute;ssico que se transformou-se em exemplo de impasse, de dilema a ser resolvido. Sofia vive atormentada pela escolha que teve de fazer quando estava no campo de concentra&ccedil;&atilde;o. Entre todos os horrores pelos quais passou, o pior foi ter de escolher entre seu filho e sua filha qual dos dois deveriam ser mortos. Esta &eacute; a escolha de Sofia, uma m&atilde;e diante de um grande dilema .... em um document&aacute;rio, foi proposto um experimento te&oacute;rico para estudar a l&oacute;gica da decis&atilde;o .<br /> <br /> Imagine que um trem lotado encaminha-se para um precip&iacute;cio, redundando numa queda da qual n&atilde;o restariam sobreviventes.<br /> Posicionado em um entroncamento, voc&ecirc; pode ativar uma alavanca para desviar o comboio, fazendo-o atingir um pequeno grupo de pessoas. Sua interven&ccedil;&atilde;o certamente causaria um n&uacute;mero menor de v&iacute;timas. Como voc&ecirc; agiria? Pesquisas sobre esse dilema mostram que as pessoas agiriam segundo o princ&iacute;pio do &quot;menor dano&quot;. Em mais de 90% dos casos os sujeitos apertariam a barra salvando muitas pessoas, assumindo a responsabilidade pela morte de algumas outras. Por&eacute;m, dizer nem sempre &eacute; fazer. Experimentos nos quais &eacute; preciso agir - e n&atilde;o apenas declarar as inten&ccedil;&otilde;es - apontam outro resultado.<br /> A convic&ccedil;&atilde;o em torno de valores, princ&iacute;pios e regras pode se mostrar incrivelmente fr&aacute;gil diante da experi&ecirc;ncia real. Situa&ccedil;&otilde;es concretas, por sua vez, s&atilde;o muito sens&iacute;veis &agrave; contagem dos participantes.<br /> Sozinhos na situa&ccedil;&atilde;o do trem, voc&ecirc; e sua consci&ecirc;ncia provavelmente tomariam atitude diferente daquela que teriam se houvesse testemunha. Isto nos levam a pensar sobre situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis que precisam ser encaradas de frente e que vamos jogando de m&atilde;o em m&atilde;o como se fosse uma batata quente. Algu&eacute;m espera que algu&eacute;m resolva, este algu&eacute;m que resolveria pode ser qualquer um, inclusive Deus, para quem acredita nele. <br /> Temos, nos &uacute;ltimos anos aprendido muitos termos, palavras que significam viver ou morrer.<br /> Eutan&aacute;sia, que &eacute; a pr&aacute;tica pela qual se abrevia a vida de um enfermo incur&aacute;vel de maneira controlada e assistida. Crime pelo c&oacute;digo penal.<br /> Distan&aacute;sia, um prolongar da vida de modo artificial, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; mais esperan&ccedil;as, n&atilde;o h&aacute; chances de cura. Morte lenta, sofrida.<br /> Ortotan&aacute;sia, que significa morte correta, ou seja, a morte pelo seu processo natural. Neste caso o doente j&aacute; est&aacute; em processo natural da morte e recebe uma contribui&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico para que este estado siga seu curso natural.<br /> Conversar sobre isso &eacute; dif&iacute;cil, questionar se uma pessoa em coma tem capacidade de ouvir, e se ouve, tem ela condi&ccedil;&otilde;es ou poder de decidir se vive ou se desiste? Prefiro acreditar que sim. H&aacute; um apego e um apelo muito grande em se prolongar a vida, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; mais esperan&ccedil;as, mesmo sabendo que o que vem pela frente pode tornar-se insuport&aacute;vel para todos. Ent&atilde;o aqui entra a decis&atilde;o do maquinista do trem. Algu&eacute;m precisa fazer o papel do maquinista.<br /> <br /> O inconsciente &eacute; composto por figuras que o habitam e &eacute; sempre em companhia delas que voc&ecirc; ter&aacute; que decidir. A defesa in&oacute;cua do criminoso comum &eacute; alegar que est&aacute; em paz com sua consci&ecirc;ncia.<br /> Mas nunca estamos em paz com nossa consci&ecirc;ncia - ela &eacute; feita para nos atormentar, para rever continuamente as consequ&ecirc;ncias, causas e raz&otilde;es de nossos atos.<br /> Estar &quot;em paz com a consci&ecirc;ncia&quot; &Eacute;, no fundo, n&atilde;o ter consci&ecirc;ncia.<br /> Em seu Projeto de psicologia cient&iacute;fica para neur&oacute;logos, de 1895, Freud estabeleceu alguns fundamentos para uma l&oacute;gica da escolha. Em um verdadeiro processo de decis&atilde;o, temos de comparar situa&ccedil;&otilde;es de tal forma que proposi&ccedil;&otilde;es se formem em nossa consci&ecirc;ncia. Antes de qualquer escolha h&aacute; uma esp&eacute;cie de metadecis&atilde;o envolvendo os caminhos pelos quais a op&ccedil;&atilde;o pode ser feita. Podemos at&eacute; estar bem-intencionados, e acreditar que escolha &eacute; apenas uma elabora&ccedil;&atilde;o de pensamento. Mas temos um j&uacute;ri coletivo que ser&aacute; destinat&aacute;rio de nosso ju&iacute;zo. Perguntamos como agiriam as pessoas que conhecemos, amamos ou respeitamos e reciprocamente como ser&iacute;amos julgados por elas.<br /> <br /> A diferen&ccedil;a entre a verdade do que dizemos e o real do que fazemos emana do fato de que agir compromete, custa. Movendo a alavanca nos tornamos respons&aacute;veis diretos pela morte de inocentes. Esperando passivamente que o trem caia no precip&iacute;cio, ficamos em paz com nossa consci&ecirc;ncia, afinal &quot;algu&eacute;m&quot; deveria ter pensado nisso antes, algu&eacute;m da companhia de trens ou da vigil&acirc;ncia antiprecip&iacute;cios. Aqui surgem os dois outros elementos da l&oacute;gica freudiana da decis&atilde;o: a ang&uacute;stia e o tempo. A verdadeira escolha nunca &eacute; tomada sem a incerteza de um tempo de ang&uacute;stia. H&aacute; os que e deixam a alavanca intacta e contam com a teoria neur&oacute;tica do tempo indefinidamente el&aacute;stico no qual algu&eacute;m tomar&aacute; ou j&aacute; a tomou a decis&atilde;o certa por n&oacute;s. H&aacute; aqueles que se lan&ccedil;am heroicamente para a alavanca seguem outra forma de temporalidade neur&oacute;tica na qual o &quot;algu&eacute;m&quot; sou eu mesmo livrando-me da ang&uacute;stia de decidir.<br /> De uma forma mais simples, vem a pergunta: voc&ecirc; &eacute; quem decide, ou espera que algu&eacute;m decida por voc&ecirc;?<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 01.8.2015.</em></div> </span><br />

RELACIONAMENTO DE UM SÓ
22 Ago 20194:39EP 1085

RELACIONAMENTO DE UM SÓ

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>RELACIONAMENTO DE UM S&Oacute;<br /> <br /> Por mais que amemos, por mais que nos dediquemos e alimentemos esperan&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o aos nossos relacionamentos, por mais que queiramos, nem sempre o outro est&aacute; disposto a oferecer retorno. Ou tentamos ent&atilde;o manter uma rela&ccedil;&atilde;o unilateral, que pende somente sobre nossas cabe&ccedil;as, ou tomamos f&ocirc;lego e percebemos que chega de sermos tontos.<br /> N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil termos a no&ccedil;&atilde;o exata de quando estamos embarcando em um barco furado, quando j&aacute; fizemos tudo o que estava a nosso alcance, sem resultados consistentes. Da mesma forma, podemos nos enganar quanto &agrave;s reais inten&ccedil;&otilde;es do parceiro, caso sejamos o tipo de pessoa que espera demais, al&eacute;m da conta, sem prestar aten&ccedil;&atilde;o no que o outro tem para dar.<br /> Muitas vezes, idealizamos um romance a&ccedil;ucarado, esperamos que o outro corresponda &agrave;quilo que queremos, da forma como desejamos. No entanto, cada um tem a sua maneira pr&oacute;pria de se expressar e de se importar, ou seja, muitas vezes o parceiro n&atilde;o corresponder&aacute; de forma fidedigna &agrave;s expectativas que criamos e nem sempre isso quer dizer que ele n&atilde;o nos ama.<br /> No entanto, quando prestamos a aten&ccedil;&atilde;o devida e refletimos com sobriedade acerca da forma como o nosso relacionamento vem sendo constru&iacute;do, teremos, sim, a resposta aos nossos questionamentos, por mais dolorosa que seja. No fundo, sabemos bem se estamos recebendo amor verdadeiro, se estamos vivendo a troca, a partilha, a soma de que se devem constituir as trocas amorosas.<br /> Infelizmente, muitas pessoas mal percebem que o parceiro est&aacute; se despedindo a pouco e pouco, que os olhares deixaram de se cruzar, que as m&atilde;os pararam de se procurar, que o cora&ccedil;&atilde;o arrefeceu o ritmo e a intensidade de suas batidas, que o adeus h&aacute; muito j&aacute; se instalou. Ent&atilde;o, quando se d&atilde;o conta, o outro j&aacute; nem estava mais ali ao lado e tomou a decis&atilde;o de partir, em busca de ares menos densos onde pudesse respirar tranquilo, onde n&atilde;o fosse invis&iacute;vel. &Eacute; preciso se conscientizar de que a &uacute;nica coisa que o vazio nos devolve &eacute; o eco da nossa pr&oacute;pria e in&uacute;til insist&ecirc;ncia.<br /> &Eacute; assim que muitas pessoas se perdem umas das outras, ap&oacute;s o sofrimento calado e solit&aacute;rio da &uacute;nica parte que se entregou por inteiro, em v&atilde;o, por dias, meses, anos. E, quando tomamos a decis&atilde;o de sair dali, de nos libertarmos daquele vazio que suga e achata a nossa ess&ecirc;ncia, nada mais importar&aacute;, nada mais nos far&aacute; tentar de novo, porque o cansa&ccedil;o ent&atilde;o ter&aacute; varrido qualquer afetividade de dentro de n&oacute;s. J&aacute; n&atilde;o estaremos mais por ali, nem junto, nem perto de fato, apenas distantes o bastante para sobrevivermos longe do terreno arenoso da entrega in&uacute;til.<br /> Felizmente, seguiremos prontos para recome&ccedil;ar, pois estaremos levando conosco a nossa capacidade de amar com verdade, com entrega, de corpo e alma. <br /> ***<br /> Mas, para que esse amor n&atilde;o seja um relacionamento de um s&oacute;, devemos nos ater nos detalhes, nas pequenas observa&ccedil;&otilde;es, nas respostas &agrave;s perguntas mais simples que conseguimos alimentar a rela&ccedil;&atilde;o com demonstra&ccedil;&otilde;es de generosidade e de amor.<br /> Como um lubrificante a facilitar o movimento das engrenagens, esses sentimentos permitem que a vida a dois ganhe profundidade e solidez.<br /> Frente &agrave; resposta r&iacute;spida, utilizemo-nos da bondade da palavra suave e compreensiva.<br /> Substituamos o julgamento severo e r&iacute;gido, muitas vezes j&aacute; desgastado pelo tempo, pela generosidade de quem percebe e reconhece valores em quem nos acompanha.<br /> Pensemos nesses detalhes.<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 21.9.2016.</em></div> <br /> <br /> <br /> </span><br />

RELACIONAMENTO DE UM SÓ
21 Ago 20194:39EP 1084

RELACIONAMENTO DE UM SÓ

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>RELACIONAMENTO DE UM S&Oacute;<br /> <br /> Por mais que amemos, por mais que nos dediquemos e alimentemos esperan&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o aos nossos relacionamentos, por mais que queiramos, nem sempre o outro est&aacute; disposto a oferecer retorno. Ou tentamos ent&atilde;o manter uma rela&ccedil;&atilde;o unilateral, que pende somente sobre nossas cabe&ccedil;as, ou tomamos f&ocirc;lego e percebemos que chega de sermos tontos.<br /> N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil termos a no&ccedil;&atilde;o exata de quando estamos embarcando em um barco furado, quando j&aacute; fizemos tudo o que estava a nosso alcance, sem resultados consistentes. Da mesma forma, podemos nos enganar quanto &agrave;s reais inten&ccedil;&otilde;es do parceiro, caso sejamos o tipo de pessoa que espera demais, al&eacute;m da conta, sem prestar aten&ccedil;&atilde;o no que o outro tem para dar.<br /> Muitas vezes, idealizamos um romance a&ccedil;ucarado, esperamos que o outro corresponda &agrave;quilo que queremos, da forma como desejamos. No entanto, cada um tem a sua maneira pr&oacute;pria de se expressar e de se importar, ou seja, muitas vezes o parceiro n&atilde;o corresponder&aacute; de forma fidedigna &agrave;s expectativas que criamos e nem sempre isso quer dizer que ele n&atilde;o nos ama.<br /> No entanto, quando prestamos a aten&ccedil;&atilde;o devida e refletimos com sobriedade acerca da forma como o nosso relacionamento vem sendo constru&iacute;do, teremos, sim, a resposta aos nossos questionamentos, por mais dolorosa que seja. No fundo, sabemos bem se estamos recebendo amor verdadeiro, se estamos vivendo a troca, a partilha, a soma de que se devem constituir as trocas amorosas.<br /> Infelizmente, muitas pessoas mal percebem que o parceiro est&aacute; se despedindo a pouco e pouco, que os olhares deixaram de se cruzar, que as m&atilde;os pararam de se procurar, que o cora&ccedil;&atilde;o arrefeceu o ritmo e a intensidade de suas batidas, que o adeus h&aacute; muito j&aacute; se instalou. Ent&atilde;o, quando se d&atilde;o conta, o outro j&aacute; nem estava mais ali ao lado e tomou a decis&atilde;o de partir, em busca de ares menos densos onde pudesse respirar tranquilo, onde n&atilde;o fosse invis&iacute;vel. &Eacute; preciso se conscientizar de que a &uacute;nica coisa que o vazio nos devolve &eacute; o eco da nossa pr&oacute;pria e in&uacute;til insist&ecirc;ncia.<br /> &Eacute; assim que muitas pessoas se perdem umas das outras, ap&oacute;s o sofrimento calado e solit&aacute;rio da &uacute;nica parte que se entregou por inteiro, em v&atilde;o, por dias, meses, anos. E, quando tomamos a decis&atilde;o de sair dali, de nos libertarmos daquele vazio que suga e achata a nossa ess&ecirc;ncia, nada mais importar&aacute;, nada mais nos far&aacute; tentar de novo, porque o cansa&ccedil;o ent&atilde;o ter&aacute; varrido qualquer afetividade de dentro de n&oacute;s. J&aacute; n&atilde;o estaremos mais por ali, nem junto, nem perto de fato, apenas distantes o bastante para sobrevivermos longe do terreno arenoso da entrega in&uacute;til.<br /> Felizmente, seguiremos prontos para recome&ccedil;ar, pois estaremos levando conosco a nossa capacidade de amar com verdade, com entrega, de corpo e alma. <br /> ***<br /> Mas, para que esse amor n&atilde;o seja um relacionamento de um s&oacute;, devemos nos ater nos detalhes, nas pequenas observa&ccedil;&otilde;es, nas respostas &agrave;s perguntas mais simples que conseguimos alimentar a rela&ccedil;&atilde;o com demonstra&ccedil;&otilde;es de generosidade e de amor.<br /> Como um lubrificante a facilitar o movimento das engrenagens, esses sentimentos permitem que a vida a dois ganhe profundidade e solidez.<br /> Frente &agrave; resposta r&iacute;spida, utilizemo-nos da bondade da palavra suave e compreensiva.<br /> Substituamos o julgamento severo e r&iacute;gido, muitas vezes j&aacute; desgastado pelo tempo, pela generosidade de quem percebe e reconhece valores em quem nos acompanha.<br /> Pensemos nesses detalhes.<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 21.9.2016.</em></div> <br /> <br /> <br /> </span><br />

A NOVA GERAÇÃO DOS SESSENTA E SETENTA
20 Ago 20195:02EP 1083

A NOVA GERAÇÃO DOS SESSENTA E SETENTA

&nbsp;A Nova Gera&ccedil;&atilde;o dos Sessenta e Setenta <br /> <br /> <br /> Um amigo me enviou um texto, que a princ&iacute;pio n&atilde;o dei muita import&acirc;ncia.<br /> Mas, ao l&ecirc;-lo com mais aten&ccedil;&atilde;o e meditar a respeito do conte&uacute;do, me dei conta, que de fato &eacute; uma mensagem que vale a pena compartilhar com voc&ecirc; ouvinte do Pense Nisso.<br /> A mensagem, fala sobre a nova gera&ccedil;&atilde;o de homens e mulheres que chegaram aos sessenta ou setenta anos. <br /> Diz o texto:<br /> &ldquo;&quot;Se estivermos atentos, podemos notar que est&aacute; surgindo uma nova faixa social, a das pessoas que est&atilde;o em torno dos sessenta/setenta anos de idade, &eacute; a gera&ccedil;&atilde;o que rejeita a palavra &quot;sexagen&aacute;rio&quot;, porque simplesmente n&atilde;o est&aacute; nos seus planos deixar-se envelhecer.<br /> <br /> Trata-se de uma verdadeira novidade demogr&aacute;fica.<br /> Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta/setenta anos, teve uma vida razoavelmente satisfat&oacute;ria. <br /> S&atilde;o homens e mulheres independentes, que trabalham h&aacute; muitos anos e conseguiram mudar o significado t&eacute;trico que tantos autores deram, durante d&eacute;cadas, ao conceito de trabalho. <br /> Procuraram e encontraram, h&aacute; muito, a atividade de que mais gostavam e com ela ganharam a vida. <br /> Talvez seja por isso que se sentem realizados! Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que j&aacute; se aposentaram gozam plenamente cada dia, sem medo do &oacute;cio ou solid&atilde;o. Desfrutam a situa&ccedil;&atilde;o, porque depois de anos de trabalho, cria&ccedil;&atilde;o dos filhos, preocupa&ccedil;&otilde;es, fracassos e sucessos, sabem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um p&aacute;ssaro da janela de um 5&ordm; andar...<br /> <br /> Algumas coisas podem dar-se por adquiridas. <br /> Por exemplo: n&atilde;o s&atilde;o pessoas que estejam paradas no tempo: a gera&ccedil;&atilde;o dos &quot;sessenta/setenta&quot;, homens e mulheres, manejam o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que est&atilde;o longe e at&eacute; se esquecem do velho telefone fixo para contatar os amigos - mandam WhatsApp ou e-mails com as suas not&iacute;cias, ideias e viv&ecirc;ncias. <br /> De uma maneira geral est&atilde;o satisfeitos com o seu estado civil, e, quando n&atilde;o est&atilde;o, procuram mud&aacute;-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais. <br /> Ao contr&aacute;rio dos jovens, conhecem e pesam todos os riscos. Ningu&eacute;m se p&otilde;e a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota e parte pra outra...<br /> <br /> Os homens n&atilde;o invejam a apar&ecirc;ncia das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um traje de grife famosa, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de uma modelo. <br /> Em vez disso, conhecem a import&acirc;ncia de um olhar c&uacute;mplice, uma frase inteligente ou um sorriso iluminado pela experi&ecirc;ncia.<br /> <br /> Hoje, as pessoas na idade dos sessenta/setenta, est&atilde;o estreando uma idade que n&atilde;o tem nome. Antes seriam velhos e agora j&aacute; n&atilde;o o s&atilde;o. <br /> Hoje est&atilde;o com boa sa&uacute;de f&iacute;sica e mental; recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude, ela pr&oacute;pria tamb&eacute;m est&aacute; cheia de nostalgias e de problemas.<br /> <br /> Celebram o sol a cada manh&atilde; e sorriem para si pr&oacute;prios. Talvez por alguma raz&atilde;o secreta, que s&oacute; sabem e saber&atilde;o os que chegarem aos 60/70 no s&eacute;culo XXI&quot;<br /> A vida, com suas fases de inf&acirc;ncia, juventude, madureza, &eacute; uma experi&ecirc;ncia constante.<br /> Cada fase tem seu encanto, sua do&ccedil;ura, suas descobertas. S&aacute;bio &eacute; aquele que desfruta de cada uma das fases em plenitude, extraindo dela o melhor. Velho &eacute; quem vive uma vida pautada em coisas liquidas que destr&oacute;i a criatividade e nos distancia do ser real. <br /> Os jovens de sessenta/ setenta anos, suscitam uma condi&ccedil;&atilde;o humana na qual predominam a versatilidade em meio &agrave; incerteza e a vanguarda constante do eterno recome&ccedil;o. <br /> E curtem um bom e vigorante Rock &amp; Roll.<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> com base no artigo de miriam Goldenberg<br /> e no livro &ldquo;Vidas Liquidas&rdquo; de Zygmunt Bauman. Editora Zahar.<br /> Em 15.05.2018</em></div> <br />

OBJETIVOS DA VIDA
17 Ago 20194:13EP 1082

OBJETIVOS DA VIDA

<strong>&nbsp;Objetivos da vida</strong><br /> <br /> <br /> Existir significa ter vida, fazer parte do Universo, contribuir para a harmonia do Cosmo.<br /> Assim, a vida que pulsa na intimidade de cada um de n&oacute;s &eacute; um convite &agrave; nos integrarmos ao Universo, visto que somos herdeiros das estrelas.<br /> E a busca por um sentido, por entender a vida com um significado especial, &eacute; a for&ccedil;a propulsora para o progresso.<br /> Todo aquele que encontra um objetivo para viver, sejam seus ideais, suas necessidades ou mesmo suas ambi&ccedil;&otilde;es, ter&aacute; em sua vida um sentido maior.<br /> Mesmo sob cruciais e pesadas tormentas, o objetivo a se alcan&ccedil;ar ser&aacute; sempre a mola propulsora.<br /> Afinal, quando se tem o porqu&ecirc; viver, a forma como se vive, at&eacute; que se atinja o objetivo desejado, torna-se secund&aacute;ria.<br /> Viktor Frankl(frankol), psiquiatra judeu, afirmou que somente venceu os supl&iacute;cios dos campos de concentra&ccedil;&atilde;o da Segunda Guerra Mundial porque conseguiu encontrar um nobre objetivo para quando sa&iacute;sse de l&aacute;.<br /> Ele tinha tr&ecirc;s raz&otilde;es para viver: sua f&eacute;, sua voca&ccedil;&atilde;o e a esperan&ccedil;a de reencontrar a esposa. Ali onde tantos perderam tudo, Frankl reconquistou n&atilde;o somente a vida, mas algo maior.<br /> Assim, enquanto tantos resvalavam na fuga pelo suic&iacute;dio, nos dias de confinamento, ele superou as dores f&iacute;sicas e morais, ao se apoiar nos objetivos que se prop&ocirc;s alcan&ccedil;ar.<br /> Thomas Alva Edison, ap&oacute;s mais de dois mil experimentos, mantinha o mesmo &acirc;nimo na busca de solu&ccedil;&otilde;es para a cria&ccedil;&atilde;o da l&acirc;mpada el&eacute;trica, impulsionado que estava pelo objetivo da descoberta e da cria&ccedil;&atilde;o.<br /> Muitos aposentados e idosos, depressivos diversos, que se neurotizaram, recuperam-se atrav&eacute;s do servi&ccedil;o ao pr&oacute;ximo, da autodoa&ccedil;&atilde;o &agrave; comunidade, do labor em grupo, sem interesse pecuni&aacute;rio, reinventando raz&otilde;es e motivos para serem &uacute;teis, assim rompendo o ref&uacute;gio sombrio da perda do sentido existencial.<br /> Sem meta n&atilde;o se vive. Mas essa se trata sempre de um sentido pessoal, que ningu&eacute;m pode oferecer e que &eacute; particular a cada qual.<br /> N&atilde;o por outra forma que, comumente, pessoas atuantes, vibrantes, quando perdem o objetivo pelo qual pautavam a vida, resvalam nos sombrios caminhos da depress&atilde;o.<br /> Assim, cabe a cada um de n&oacute;s n&atilde;o se esquecer do significado maior da vida. Se os par&acirc;metros externos modificam-se, se a vida se altera, &eacute; natural que nossos objetivos tamb&eacute;m sigam curso semelhante.<br /> Por&eacute;m, n&atilde;o esque&ccedil;amos que ser&aacute; sempre objetivo de todos n&oacute;s a busca da constru&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima atrav&eacute;s do desenvolvimento intelectual e das conquistas morais.<br /> Ser&aacute; a conjuga&ccedil;&atilde;o desses dois valores que proporcionar&atilde;o bem-estar interior e plenitude.<br /> Quem percebe a vida como uma oportunidade constante e inesgot&aacute;vel de progresso e conquistas, jamais deixar&aacute; de possuir objetivos, pois ter&aacute; como meta maior a constru&ccedil;&atilde;o da plenitude existencial na intimidade da alma.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 5, do<br /> livro Amor, imbat&iacute;vel amor, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis,<br /> psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 1.9.2012.</em></div> <br />

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