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PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A PROCURA DA FELICIDADE
10 Jan 20204:07EP 1145

A PROCURA DA FELICIDADE

&nbsp; A procura da felicidade<br /> <br /> Quem de n&oacute;s n&atilde;o deseja ser feliz? Salvo os casos patol&oacute;gicos, as pessoas est&atilde;o sempre em busca da felicidade, ainda que n&atilde;o se deem conta disso.<br /> Mas, afinal, o que &eacute; a felicidade?<br /> A felicidade varia de pessoa para pessoa, e em cada momento da nossa vida, ela pode assumir aspectos diferentes.<br /> Quando estamos enfermos, a recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de seria a nossa felicidade. E envidamos todos os esfor&ccedil;os para conquist&aacute;-la.<br /> Se estamos desempregados, um emprego se constituiria em felicidade, por algum tempo.<br /> Se somos solteiros e desejamos unir-nos a algu&eacute;m, nossa felicidade seria encontrar a pessoa certa.<br /> No entanto, os que padecem fome e frio, encontrariam a felicidade num agasalho e na alimenta&ccedil;&atilde;o que refaz.<br /> J&aacute; para o torcedor, a explos&atilde;o de felicidade se d&aacute; quando a bola atinge o fundo da rede do time advers&aacute;rio.<br /> Enfim, a felicidade tem tantas faces quanto os anseios de cada criatura, variando de acordo com as circunst&acirc;ncias.<br /> Certa vez, lemos uma hist&oacute;ria que nos levou a refletir em que consiste a verdadeira felicidade.<br /> Foi narrada por uma mo&ccedil;a que se sentia momentaneamente infeliz e, andando pela rua viu um homem puxando uma carro&ccedil;a.<br /> Ao observar a cena, pensou: Pobre homem! Fazendo o trabalho de um animal irracional..<br /> Isso &eacute; que deve ser infelicidade!<br /> Pensando em ouvir de seus l&aacute;bios lamenta&ccedil;&otilde;es e queixas, aproximou-se e lhe perguntou:<br /> O senhor &eacute; muito infeliz, n&atilde;o &eacute;? Afinal, fazendo um trabalho desses...<br /> Confessa ela que o homem f&ecirc;-la mudar a paisagem &iacute;ntima, ao responder entusiasmado:<br /> N&atilde;o, senhora! Sou uma pessoa muito feliz. Tenho sa&uacute;de que nem mesmo preciso de um animal para puxar minha carro&ccedil;a.<br /> Tenho for&ccedil;a, consigo o meu sustento passeando pela cidade e ainda ganho sauda&ccedil;&otilde;es de pessoas bonitas como a senhora.<br /> * * *<br /> Como podemos perceber, a felicidade consiste em cada um contentar-se com o que tem e fazer da sua felicidade a alegria dos outros.<br /> A verdadeira felicidade &eacute; aquela sem mescla, &agrave; felicidade plena.<br /> Todavia, podemos viver com alegria, valorizando as coisas que temos e as conquistas morais que j&aacute; logramos, sem infelicitar-nos com o que n&atilde;o possu&iacute;mos e n&atilde;o est&aacute; ao nosso alcance.<br /> * * *<br /> Muitos de n&oacute;s buscamos a felicidade distante de onde ela se encontra.<br /> A cada momento o Universo nos oferece mil motivos para nos alegrar.<br /> A oportunidade de viver, de ter uma fam&iacute;lia, amigos, trabalho...<br /> A natureza, o sol, a chuva, a noite para o repouso, as chances de aprendizado em cada minuto que passa por n&oacute;s.<br /> At&eacute; mesmo os obst&aacute;culos do caminho s&atilde;o motivos de alegria, por nos ensinarem a super&aacute;-los, preparando-nos para a conquista da felicidade perene, que a todos nos aguarda.Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em hist&oacute;ria <br /> publicada no Jornal Caridade, de maio/junho de 1997...<br /> Em 19.06.2012.

GRANDEZA DA RENÚNCIA
8 Jan 20204:27EP 1144

GRANDEZA DA RENÚNCIA

<strong>&nbsp; Grandeza da ren&uacute;ncia</strong><br /> <br /> Alberto D&uuml;rer, o excelente pintor alem&atilde;o, antes de ser famoso, necessitando estudar, combinou com um jovem amigo, igualmente artista, sobre a necessidade de procurarem um n&uacute;cleo de maior cultura.<br /> Mudariam de cidade para que ambos pudessem aprimorar seu estilo.<br /> Porque n&atilde;o dispusessem de um mecenas, ou seja, um financiador ou padrinho que os ajudasse, estabeleceram um plano: um trabalharia como lavador de pratos, enquanto o outro iria estudar pintura.<br /> Assim, com a venda dos primeiros quadros, o que trabalhava passaria tamb&eacute;m a estudar.<br /> Chegando ao local pretendido, Alberto afirmou: Eu me dedicarei ao trabalho de lavar pratos. Contudo, o companheiro respondeu: N&atilde;o. Eu sou mais velho e j&aacute; tenho emprego no restaurante.<br /> Dessa forma, gra&ccedil;as &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do amigo, D&uuml;rer come&ccedil;ou a estudar e a pintar.<br /> Depois de um tempo, Alberto reunira uma soma que permitiria que o companheiro estudasse. Ele deixou o trabalho no restaurante e se dirigiu &agrave; escola.<br /> Percebeu, por&eacute;m, que a atividade rude lhe destru&iacute;ra a sensibilidade t&aacute;ctil, desequilibrara o ritmo motor.Deu-se conta de que nunca atingiria a genialidade, ainda mais, descobrindo a qualidade superior de D&uuml;rer.<br /> Dotado de sentimentos nobres, renunciou &agrave; carreira e retornou ao trabalho de lavador de pratos.<br /> Numa noite em que D&uuml;rer voltou ao est&uacute;dio, ao abrir silenciosamente a porta, estacou na sombra, vendo pela claraboia do teto o reflexo do luar que adentrava pelo c&ocirc;modo.<br /> A luz alumiava duas m&atilde;os postas em atitude de prece.<br /> Era o amigo, ajoelhado, que rogava b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os para o companheiro triunfar na pintura.<br /> O artista, comovido ante a cena, imortalizou-a numa pequena tela, que passou &agrave; posteridade como Estudo para as m&atilde;os de um Ap&oacute;stolo, para o altar de Heller, hoje na galeria Albertina, em Viena.<br /> * * *<br /> E n&oacute;s ouvintes, ser&aacute; que somos capazes de viver tal grau de ren&uacute;ncia?<br /> Em dias em que a competi&ccedil;&atilde;o nos desespera e afoga, exigindo que sejamos sempre melhores do que os outros, sen&atilde;o n&atilde;o somos ningu&eacute;m &ndash; ser&aacute; que j&aacute; descobrimos o caminho seguro da ren&uacute;ncia?<br /> A ren&uacute;ncia &eacute; a emo&ccedil;&atilde;o dos Esp&iacute;ritos superiores transformada em b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os pelo caminho dos homens.<br /> Quem renuncia estabelece, para o pr&oacute;ximo, a diretriz do futuro em clima de paz.<br /> A ren&uacute;ncia &eacute; melhor para quem a oferta.<br /> Poder ceder, quando &eacute; f&aacute;cil disputar; reconhecer o valor de outrem, quando se lhe est&aacute; ao lado, ensejando-lhe oportunidade de crescimento; ajudar sem competir, s&atilde;o express&otilde;es elevadas da ren&uacute;ncia que d&aacute; &agrave; vida um sentido de significativa grandeza.<br /> Felizes aqueles que hoje cedem para amanh&atilde; receber; os que agora doam para mais tarde enriquecer-se; os que compreendem que a verdadeira felicidade consiste em ajudar e passar, sem impor nem tomar.<br /> Quem renuncia, enfloresce a alma de paz, granjeando a gratid&atilde;o da vida pelo que recebe.<br /> <div style=''text-align: right;''><em><br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 8, do livro Receitas de paz, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal<br /> Em 04.10.2012.</em></div>

INFLUÊNCIAS NA INFÂNCIA
7 Jan 20204:36EP 1143

INFLUÊNCIAS NA INFÂNCIA

&nbsp;INFLU&Ecirc;NCIAS NA INF&Acirc;NCIA<br /> <br /> Na Fran&ccedil;a, ele foi um dos mais ardorosos adeptos do romantismo. Foi membro da Academia Francesa e chamado de Le&atilde;o das tulherias, em raz&atilde;o do seu esp&iacute;rito combativo.<br /> No Brasil, influenciou escritores e poetas como Castro Alves, Gon&ccedil;alves Dias, Jos&eacute; de Alencar e Casimiro de Abreu.<br /> Idealista, n&atilde;o se atemorizava pelas consequ&ecirc;ncias das suas iniciativas. Foi defensor dos exclu&iacute;dos e sua obra &eacute; farta em demonstrar as injusti&ccedil;as sociais do seu tempo.<br /> Falamos do poeta, escritor e jornalista Victor Hugo. Pois essa figura &iacute;mpar, quando tinha onze anos, escreveu estes versos: Eu tive em minha loira inf&acirc;ncia ah, t&atilde;o ef&ecirc;mera, tr&ecirc;s mestres: um jardim, um velho padre e minha m&atilde;e...<br /> Tem fundamento semelhante afirmativa. O jardim deve ter sido o da casa onde habitou, na capital francesa, quando crian&ccedil;a.<br /> O contato com a natureza lhe moldou a observa&ccedil;&atilde;o minuciosa que o transformaria em um escritor detalhista.<br /> Olhando a grama crescer no jardim, aprendeu a aben&ccedil;oar a chuva generosa e o sol que assim a fazia brotar vi&ccedil;osa.<br /> Observando as formigas min&uacute;sculas transitando pelas alamedas, transportando seus tesouros para o formigueiro, aprendeu a respeitar os pequenos, dos quais jamais se esqueceria.<br /> O velho padre, do convento pr&oacute;ximo de sua casa, com certeza foi quem lhe ministrou as li&ccedil;&otilde;es do Evangelho de Jesus. Li&ccedil;&otilde;es que ele aprendeu muito bem: amor ao pr&oacute;ximo, compaix&atilde;o para com a dor alheia, igualdade de direitos, justi&ccedil;a.<br /> Dos l&aacute;bios maternos recebeu as primeiras li&ccedil;&otilde;es de Deus, Pai generoso e bom.<br /> Victor Hugo passou com sua m&atilde;e a maior parte da inf&acirc;ncia porque o pai, um militar, sempre estava longe, em servi&ccedil;o.<br /> Ela o instruiu a respeito da vida imortal do Esp&iacute;rito. Certeza que ele tinha e que o levou a escrever a um amigo, cuja esposa desencarnara:<br /> Caro Lamartine, uma grande desgra&ccedil;a vos fere. Necessito p&ocirc;r meu cora&ccedil;&atilde;o junto do vosso.<br /> Eu venerava aquela que am&aacute;veis. Vosso alto Esp&iacute;rito v&ecirc; al&eacute;m do horizonte. Percebeis distintamente a vida futura.<br /> N&atilde;o &eacute; a v&oacute;s que se precisa dizer: Esperai. Sois daqueles que sabem e esperam.<br /> Ela &eacute; sempre vossa companheira, invis&iacute;vel, mas presente. Perdestes a esposa, mas n&atilde;o a alma.<br /> Esse &eacute; o discurso de quem &eacute; amigo, de quem cr&ecirc; na Imortalidade e distribui esperan&ccedil;as.<br /> Discurso de quem viveu na natureza, foi alimentado pelo Evangelho de Jesus e a do&ccedil;ura de um cora&ccedil;&atilde;o materno.<br /> * * *<br /> Todo investimento educativo na inf&acirc;ncia frutificar&aacute; positivamente, ofertando &agrave;s na&ccedil;&otilde;es homens dignos e cidad&atilde;os honrados.<br /> Se &agrave; educa&ccedil;&atilde;o se acrescentar o ensino do Evangelho de Jesus, que &eacute; a condu&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito imortal para os verdadeiros objetivos da vida, que transcendem a materialidade, ent&atilde;o poderemos ficar tranquilos.<br /> Isso nos permitir&aacute; ter a certeza de que o mundo do amanh&atilde; se constituir&aacute; de governantes corretos, executivos respons&aacute;veis, pais e m&atilde;es de fam&iacute;lia exemplares, enfim, homens de bem.<br /> Invistamos na inf&acirc;ncia.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo Duas naus, um<br /> capit&atilde;o..., da revista Reformador, de fevereiro de 2001, ed. Feb.<br /> Em 12.12.2012.<br />

APENAS O ESSENCIAL
6 Jan 20204:59EP 1142

APENAS O ESSENCIAL

&nbsp;APENAS O ESSENCIAL<br /> <br /> Eu contei os meus anos, e descobri que tenho menos tempo para viver daqui para frente, do que j&aacute; vivi at&eacute; agora.<br /> Eu tenho muito mais passado, que futuro.<br /> Ent&atilde;o, n&atilde;o tenho mais tempo para lidar com a mediocridade.<br /> Eu n&atilde;o quero reuni&otilde;es, em que desfilam egos inflamados.<br /> Inquieto-me com os invejosos, cobi&ccedil;ando lugar de quem eles admiram.<br /> Eu j&aacute; n&atilde;o tenho tempo para conversas in&uacute;teis, sobre vidas alheias, que nem fazem parte da minha.<br /> Eu j&aacute; n&atilde;o tenho tempo para administrar melindres de pessoas idosas, mas ainda imaturas.<br /> Eu detesto pessoas que n&atilde;o debatem conte&uacute;dos, mas apenas r&oacute;tulos.<br /> Eu quero viver ao lado de gente que sabe rir...sabe rir de seus trope&ccedil;os. Quero viver ao lado de pessoas que n&atilde;o se encanta com os seus triunfos, n&atilde;o se considera eleita, antes da hora.<br /> Quero viver ao lado de gente que n&atilde;o foge da sua mortalidade...eu quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade;<br /> Apenas o essencial faz a vida valer apena...e para mim, basta o essencial.<br /> <br /> &Eacute; essencial livrar-se dos falsos valores que levam a julgamentos igualmente falsos; abandonar tolas crendices, filhas da ang&uacute;stia e do medo do desconhecido.<br /> Existe ainda o perigo do deslumbre que cega a mente e ilude nossa capacidade de julgar; a vaidade tola e a megalomania, caminhos que levam a bezerros de ouro, &agrave; paix&atilde;o pela conquista do poder pelo poder, ou como forma de submeter o pr&oacute;ximo.<br /> Nossos olhos, muitas vezes, emprestam lentes de Narciso, capazes de distorcer nossa real imagem e os julgamentos que fazemos dos nossos atos.<br /> S&oacute; o tempo permite &agrave;queles que dele fazem bom uso, cultivando o saber e examinando a vida em profundidade, perceber as coisas realmente importantes e belas.<br /> N&oacute;s, humanos, como as flores, os p&aacute;ssaros e tudo que &eacute; vivo, temos um ciclo que se inicia com o nascimento, prossegue com o florescer da maturidade e termina com a morte.<br /> Morremos todos, sem a beleza ou o vigor f&iacute;sico. De nada adiantam nossas conquistas terrestres, todas s&atilde;o fugazes.<br /> Se algo for eterno, ser&aacute; apenas a consci&ecirc;ncia que adquirimos neste viver.<br /> Esse enorme mist&eacute;rio da vida e da morte &eacute; o mais tranquilo, l&iacute;mpido e belo espet&aacute;culo ao qual nenhum outro se compara, mas que s&oacute; pode ser observado e compreendido com o tempo, com o passar do tempo. Esse &eacute; um privil&eacute;gio reservado aos que usaram bem seu tempo de vida.<br /> &Eacute; contradit&oacute;rio, mas &eacute; preciso aceitar a nossa morte para se entender e vislumbrar toda a beleza da vida.<br /> Da&iacute;, talvez, a sabedoria popular do velho ditado que diz: &quot;Neste mundo, quem mais olha menos v&ecirc;, quem n&atilde;o morre n&atilde;o v&ecirc; Cristo.&quot;<br /> Acreditamos que, no ditado popular, a palavra Cristo significa &quot;ter consci&ecirc;ncia do processo da vida&quot;.<br /> Se f&ocirc;ssemos capazes de menores ilus&otilde;es e maior consci&ecirc;ncia, certamente ser&iacute;amos muito mais felizes.<br /> Ter&iacute;amos maior prazer no trabalho, tratar&iacute;amos o pr&oacute;ximo com mais amor e respeito; ser&iacute;amos mesmo capazes de am&aacute;-lo, n&atilde;o por nossos interesses, mas sim por ele mesmo.<br /> N&atilde;o ter&iacute;amos a maioria das nossas preocupa&ccedil;&otilde;es, dormir&iacute;amos melhor, administrar&iacute;amos melhor nossas energias e n&atilde;o permitir&iacute;amos que tolas fantasias e ang&uacute;stias desnecess&aacute;rias se apossassem de nosso ser.<br /> Viver&iacute;amos em paz, ter&iacute;amos mais tempo para as crian&ccedil;as, as flores e os p&aacute;ssaros.<br /> N&atilde;o necessitar&iacute;amos do consumo de drogas ou de bens sup&eacute;rfluos, usar&iacute;amos nosso tempo e nossa energia para coisas muito mais prazerosas: pensar e examinar a vida, livrar-nos de falsos valores, fantasias e miragens, encontrar a ess&ecirc;ncia da vida, ver com os olhos da alma.<br /> Apague as luzes, dilate as pupilas da alma e veja.<br /> <div style=''text-align: right;''><br /> <em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em texto de Mario de Andrade e do Professor Oriovisto Guimar&atilde;es, do Centro Universit&aacute;rio Positivo - UNICENP.<br /> Em 04.01.2015.</em></div> <br />

E JÁ É ANO NOVO, OUTRA VEZ
1 Jan 20204:49EP 1141

E JÁ É ANO NOVO, OUTRA VEZ

<strong>&nbsp; E j&aacute; &eacute; Ano Novo, outra vez</strong><br /> <br /> <br /> Quando chega, &eacute; sempre pleno de esperan&ccedil;as. Espera-se o Ano Novo para come&ccedil;ar vida nova, para estabelecer novas metas de vida, prop&oacute;sitos renovados para tantas coisas...<br /> &Eacute; comum as pessoas elaborarem suas listas de bons prop&oacute;sitos para o novo ano.<br /> Mesmo sabendo que o tempo somente existe em fun&ccedil;&atilde;o dos movimentos estabelecidos pelo planeta em que nos encontramos, &eacute; interessante essa movimenta&ccedil;&atilde;o individual, toda vez que o novoper&iacute;odo convencional de um ano reinicia.<br /> Mas, falando de lista de bons prop&oacute;sitos, j&aacute; se deu conta que, quase sempre, esquecemos o que listamos?<br /> Alguns at&eacute; esquecemos onde guardamos a tal lista, o que atesta da pouca disposi&ccedil;&atilde;o em perseguir os itens elencados.<br /> Ano Novo deve ter um significado especial.<br /> Embora o tempo seja sempre o mesmo, essa conven&ccedil;&atilde;o se reveste de import&acirc;ncia na medida em que, nos condicionando ao in&iacute;cio de uma etapa diferente, renovada, sintamo-nos emulados a uma renova&ccedil;&atilde;o.<br /> Renova&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos, de atitudes, como estar mais com a fam&iacute;lia, reorganizando as horas do trabalho profissional.<br /> Importar-se mais com os filhos, lembrando-se de n&atilde;o somente indagar se j&aacute; fizeram a li&ccedil;&atilde;o, mas participar, olhando, lendo as observa&ccedil;&otilde;es feitas pelos professores nos cadernos, interessando-se pelos conte&uacute;dos disciplinares.<br /> Sair mais com as crian&ccedil;as, n&atilde;o somente para passeios como a praia, a viagem de f&eacute;rias.<br /> Mas, no dia a dia, um momento para um lanche e uma conversa, uma sa&iacute;da para deliciar-se com um sorvete.<br /> Outros, para s&oacute; ficar olhando a carinha lambuzada de chocolate, literalmente afundando-se na ta&ccedil;a de sorvete.<br /> Outros, mais longos, para acompanhar o passo vacilante de quem est&aacute; aprendendo a andar.<br /> Uma tarde para um papo com os que j&aacute; est&atilde;o preparando a mochila para se retirar do cen&aacute;rio desta vida, quem sabe, nos pr&oacute;ximos meses?<br /> Isto &eacute; viver Ano Novo. Sair com amigos, abra&ccedil;ar amigos, sorrir pelo simples prazer de sorrir.<br /> Trocar e-mails afetuosos, n&atilde;o somente os corriqueiros que envolvam decis&otilde;es e finan&ccedil;as. Usar o telefone para dar um ol&aacute;, desejar boa viagem, feliz anivers&aacute;rio!<br /> Bom, voc&ecirc; tamb&eacute;m pode fazer prop&oacute;sitos de comer menos doces ou diminuir os carboidratos da sua dieta, visando melhor condi&ccedil;&atilde;o de vida ou simplesmente adequar seu peso.<br /> Tamb&eacute;m pode pensar em mudar o visual. Quem sabe modificar o corte de cabelo, tentar pentear para outro lado, fazer uma visita ao dentista.<br /> E &eacute; claro, um bom check-up. Porque cuidar da sa&uacute;de &eacute; essencial.<br /> Bom mesmo &eacute; n&atilde;o esquecer de formular prop&oacute;sitos para sua alma.<br /> Assim, acrescente na lista: estudar mais, ler mais, entender mais o outro, devotar-se a um trabalho volunt&aacute;rio, servir a algu&eacute;m com alegria e bom &acirc;nimo.<br /> Com certeza, cada um ter&aacute; outros muitos itens a serem acrescentados &agrave; lista.<br /> At&eacute; mesmo coisas simples como alterar os roteiros de idas e vindas do trabalho-lar-escola.<br /> Ou coisas mais complicadas, como se dispor a pensar um pouco no outro e n&atilde;o exclusivamente em si, no relacionamento a dois.<br /> Imprescind&iacute;vel, no entanto, &eacute; que voc&ecirc; coloque a lista &agrave; vista, para olhar muitas vezes, durante todo o novo ano.<br /> Importante que se lembre de l&ecirc;-la, para ir acompanhando o que j&aacute; conseguiu e onde ou em que ainda precisa investir mais, insistindo, at&eacute; a vit&oacute;ria.<br /> Seja este Ano Novo o ano de concretas realiza&ccedil;&otilde;es na sua vida!<br /> A todos que estiveram ao nosso lado em 2014, agradecemos e renovamos, a nossa amizade para 2015. Que seja um ano bem &ldquo;Easy&rdquo; para todos n&oacute;s.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 24.12.2014.<br />

DESEJO, VONTADE E FELICIDADE
31 Dez 20195:26EP 1140

DESEJO, VONTADE E FELICIDADE

<strong>&nbsp; Desejo, Vontade e Felicidade</strong><br /> <br /> Nesta edi&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, vamos nos dedicar aos nossos desejos, vontades e felicidades...o que &eacute; propicio para essa &eacute;poca de fim de ano. Quando os nossos desejos e vontades, est&atilde;o aflorados.<br /> <br /> E pra falar sobre os desejos e vontades , e consequentemente, da pretensa felicidade, convocamos o filosofo alem&atilde;o Immanuel Kant.<br /> O pensador, em sua obra &ldquo;Cr&iacute;tica da Raz&atilde;o Pura&rdquo;, nos contempla com uma profunda an&aacute;lise moral e distintiva de desejo e vontade; e convida-nos &agrave; reflex&atilde;o sobre as nossas escolhas. <br /> Desejo &eacute; tudo o que emerge do pensamento, sem que se possa controlar; &eacute; o impulso instintivo, &eacute; a avidez pelo prazer das sensa&ccedil;&otilde;es. <br /> Vontade &eacute; a a&ccedil;&atilde;o regida pela raz&atilde;o, independentemente da corrente dos desejos, ou seja, &eacute; o uso da raz&atilde;o para deliberar escolhas. Muito diferente de desejo, vontade &eacute; o saber materializado em conduta; &eacute; tudo o que o pensamento produz para se sobrepor aos instintos, a fim de viver melhor. Em suma, Vontade &eacute; o controle dos nossos Desejos cegos e sem limites.<br /> A vontade percebe que, apesar do desejo, &eacute; poss&iacute;vel viver na contram&atilde;o dos instintos. A isso chamamos liberdade, que &eacute; quando adquirimos a compet&ecirc;ncia deliberativa sobre as pr&oacute;prias inclina&ccedil;&otilde;es. Sou livre quando, ao perceber os meus desejos, consigo agir racionalmente, contrariando o que sugerem meus impulsos.<br /> A moral n&atilde;o &eacute; uma vigil&acirc;ncia castradora, mas um olhar sobre si mesmo; &eacute; um lugar na mente onde a reflex&atilde;o imp&otilde;e os limites que imperam a conduta. <br /> No entanto, se n&oacute;s n&atilde;o conhecermos as nossas fraquezas, seremos escravos dos nossos desejos.<br /> O que difere o homem dos outros animais &eacute; a sua capacidade de pensar para agir, de modo que aquele que se conduz pelos seus instintos e inclina&ccedil;&otilde;es, aproxima-se da animalidade; mas aquele que age pela via da raz&atilde;o aproxima-se de sua destina&ccedil;&atilde;o moral. E aqui n&atilde;o falamos da moral teol&oacute;gica, que &eacute; dogm&aacute;tica. E sim, falamos da moral indulgente, flex&iacute;vel e condescendente.<br /> Ao entender a felicidade como ac&uacute;mulo de desejos saciados, o homem tende a priorizar a busca pelos prazeres dos sentidos e das vaidades, sem perceber que quanto mais se sacia um prazer biol&oacute;gico ou vaidoso, mais extravagantes e intensos estes prazeres ter&atilde;o de ser futuramente, a fim de se obter o mesmo n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o. Usemos como a analogia, a coca&iacute;na; que para produzir o mesmo efeito de felicidade, &eacute; necess&aacute;rio aumentar a dose.<br /> A fase da vontade surge, frequentemente, quando os excessos dos desejos atendidos, resulta em adoecimento f&iacute;sico e psicol&oacute;gico. Observando o comportamento humano na sociedade atual percebemos que a maioria necessita do sofrimento para compreender que a sacia&ccedil;&atilde;o de desejos n&atilde;o representa um estado real de felicidade ao longo do tempo.<br /> Por isso que no mundo dos famosos e dos bem servidos financeiramente, vemos tantos desca&iacute;dos em depress&otilde;es, que, em alguns casos, acabam em suic&iacute;dios.<br /> &Eacute; importante, que quando o sentimento de total insatisfa&ccedil;&atilde;o nos aflige, busquemos a compreens&atilde;o de n&oacute;s mesmos. Libertos da pris&atilde;o dos desejos que nos faz sofrer, conquistamos a liberdade, balizada na raz&atilde;o.<br /> Num mundo ca&oacute;tico, caracterizado somente pelo desejo do poder, dinheiro e fama, o pre&ccedil;o final &eacute; a infelicidade.<br /> Mas quando usamos da nossa vontade, que &eacute; a raz&atilde;o inclinada ao aprendizado &eacute;tico-moral, nos trar&aacute;, por consequ&ecirc;ncia, a serenidade, o equil&iacute;brio e a felicidade.<br /> Por isso, nesse novo ano, tenhamos mais vontades... para controlar os nossos desejos.<br /> Pense nisso...e tenha um feliz ano novo.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base<br /> na aula do professor Clovis de Barros Filho e<br /> na obra de Immanuel Kant &ldquo;&ldquo;A Cr&iacute;tica da Raz&atilde;o Pura&rdquo;<br /> Em 26.12.2018<br />

A MELODIA DO AMOR
28 Dez 20195:07EP 1139

A MELODIA DO AMOR

&nbsp; A MELODIA DO AMOR<br /> <br /> Ataques terroristas, independente de onde sejam realizados, s&atilde;o viol&ecirc;ncias contra a Humanidade inteira.<br /> Assombro, destrui&ccedil;&atilde;o, medo. Amea&ccedil;as invis&iacute;veis que levam para longe a pouca paz de que dispomos, instaurando um reinado de inseguran&ccedil;a.<br /> Representam o que h&aacute; de mais triste e baixo no ser humano. &Eacute; o mal representado em a&ccedil;&otilde;es, o mal que ainda encontra guarida em tantas almas no globo.<br /> Ao longo dos tempos, tentamos combater o mal com outro mal maior. Vimos que n&atilde;o deu certo. A dor s&oacute; aumentou.<br /> Vestimos a vingan&ccedil;a de justi&ccedil;a e sa&iacute;mos por a&iacute; como loucos, cheios de justificativas, tentando aplacar nossa sede de paz, de amor, repletos de &oacute;dio no cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Ainda hoje, tanto no plano material, como no mundo espiritual, grande quantidade de Esp&iacute;ritos se enraiza na raiva, na indigna&ccedil;&atilde;o e na m&aacute;goa, acreditando ser o revide a solu&ccedil;&atilde;o que ir&aacute; lhes acalmar o &iacute;ntimo desequilibrado.<br /> N&atilde;o... Esse n&atilde;o pode ser o &uacute;nico caminho.<br /> Causar dor ao outro nos traz paz? Anula ou faz desaparecer o que nos fizeram? Acalma o cora&ccedil;&atilde;o desesperado?<br /> Ser&aacute; que s&eacute;culos e s&eacute;culos de sofrimento n&atilde;o nos fizeram enxergar a verdade ainda?<br /> Os que tentaram nos dar as respostas foram calados de s&uacute;bito. Ouvir falar em perd&atilde;o, compreens&atilde;o e bem, quando estamos feridos, chega a ser ofensivo. Escondemo-nos da verdade.<br /> A verdade pode ser dif&iacute;cil num primeiro instante. Lutar contra nossos &iacute;mpetos e tend&ecirc;ncias milenares exige esfor&ccedil;o fora do comum.<br /> Por&eacute;m, compensa, tenhamos certeza. A verdade liberta.<br /> Ela sempre esteve ao nosso alcance. O caminho alternativo sempre esteve em nossas rotas, nos chamando.<br /> A outra face. A outra face...<br /> A face do amor frente ao &oacute;dio. A face dos bra&ccedil;os abertos que aceitam, frente &agrave; intoler&acirc;ncia que repudia. A face da caridade que constr&oacute;i frente &agrave;s bombas que despeda&ccedil;am.<br /> A outra face. N&atilde;o a face da indiferen&ccedil;a, mas a da a&ccedil;&atilde;o inteligente no bem, pois se o mal &eacute; ardiloso, perspicaz, sorrateiro, o bem &eacute; articulado, amoroso e vigilante.<br /> Assim, quando atacados, de que forma for, apresentemos uma face diferente daquela que nos atingiu. O &oacute;dio e a viol&ecirc;ncia podem persistir por um tempo, mas n&atilde;o resistem ao poder absoluto e superior do amor.<br /> Quando do terr&iacute;vel ataque sofrido pela cidade de Paris, em 2015, foram muitos que resolveram oferecer a face do amor.<br /> Um pianista an&ocirc;nimo ousou trazer seu piano de cauda para a rua, posicionou o instrumento em frente a um dos locais onde diversas pessoas haviam morrido, e tocou lindamente para todos que passavam.<br /> Ao som de Imagine, de John Lennon, l&aacute;grimas se misturavam a sorrisos atrav&eacute;s da arte. A m&uacute;sica, como ora&ccedil;&atilde;o e canto de esperan&ccedil;a, convidava todos a refletirem sobre seu futuro, sobre suas vidas e objetivos maiores.<br /> Nos dedos do pianista misterioso n&atilde;o havia &oacute;dio nem desejo de vingan&ccedil;a. Havia empatia para com a dor de seus conterr&acirc;neos e um profundo desejo de paz.<br /> Naquele lugar de tanta afli&ccedil;&atilde;o, ao som dos tiros e bombas, que ainda ecoavam cru&eacute;is pelas constru&ccedil;&otilde;es, misturava-se agora a melodia do amor.<br /> * * *<br /> Imagine todas as pessoas partilhando todo o mundo.<br /> Voc&ecirc; pode dizer que eu sou um sonhador, mas n&atilde;o sou o &uacute;nico.<br /> Espero que algum dia voc&ecirc; se junte a n&oacute;s.<br /> E o mundo viver&aacute; como um s&oacute;.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com cita&ccedil;&atilde;o de<br /> versos da m&uacute;sica Imagine, de John Lennon.<br /> Em 7.3.2016

Nada tocando
PENSE NISSO
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