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PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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OS 13 PASSOS PARA O BEM
3 Ago 20202:30EP 1225

OS 13 PASSOS PARA O BEM

<strong>&nbsp;OS 13 PASSOS PARA O BEM</strong><br /> <br /> Caros ouvintes do pense nisso;<br /> Durante a nossa exist&ecirc;ncia deparamos com v&aacute;rios manuais e livros de auto-ajuda , que nos indicam formulas para o sucesso... Mas, para construirmos os alicerces de uma vida mais feliz e fraterna, devemos seguir 13 passos para o bem. N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, mas devemos pelo menos tentar. A seguir o pense nisso, traz os 13 passos para um bem viver:<br /> <br /> 1- por mais que lhe falem da tristeza . . .<br /> . . . Prossiga sorrindo !<br /> 2- por mais que lhe demonstrem rancor . . .<br /> . . . Prossiga perdoando !<br /> 3- por mais que lhe tragam decep&ccedil;&otilde;es . . .<br /> . . . Prossiga confiando !<br /> 4- por mais que lhe ameacem de fracasso . . .<br /> . . . Prossiga apostando na vit&oacute;ria !<br /> 5- por mais que lhe apontem erros . . .<br /> . . . Prossiga com os seus acertos !<br /> 6- por mais que discursem sobre a ingratid&atilde;o . . .<br /> . . . Prossiga ajudando !<br /> 7- por mais que noticiem a mis&eacute;ria . . .<br /> . . . Prossiga crendo na prosperidade !<br /> 8- por mais que lhe mostrem destrui&ccedil;&otilde;es . . .<br /> . . . Prossiga na constru&ccedil;&atilde;o !<br /> 9- por mais que acenem doen&ccedil;as . . .<br /> . . . Prossiga vibrando sa&uacute;de !<br /> 10- por mais que exibam ignor&acirc;ncia . . .<br /> . . . Prossiga exercitando sua intelig&ecirc;ncia !<br /> 11- por mais que o assustem com a velhice . . .<br /> . . . Prossiga sentindo-se jovem !<br /> 12- por mais que plantem o mal . . .<br /> . . . Prossiga semeando o bem !<br /> 13- por mais que contem mentiras . . .<br /> . . . Prossiga na sua verdade !<br /> Por mais dif&iacute;cil que lhe pare&ccedil;am <br /> essas 13 tarefas . . .<br /> <br /> . . . Prossiga acreditando na capacidade que <br /> deus lhe deu para cumpr&iacute;-las !<br /> <br /> Pense nisso, e construa uma vida melhor pra voc&ecirc; e para a sua fam&iacute;lia.<br /> <div style=''text-align: right;''><em><br /> Reda&ccedil;&atilde;o do pense nisso.<br /> Em 18.06.2013</em></div>

SÍNDROME DO ELEFANTE PRESO
30 Jul 20206:00EP 1223

SÍNDROME DO ELEFANTE PRESO

<strong>S&iacute;ndrome do Elefante Preso</strong><br /> <br /> Voc&ecirc; j&aacute; pensou porque o elefante, um animal enorme, fica preso a uma corda fr&aacute;gil que, com poucos esfor&ccedil;os ele arrebentaria?<br /> Isso ocorre porque o homem usa um meio eficaz de submet&ecirc;-lo, quando o elefante ainda &eacute; um beb&ecirc; e desconhece a for&ccedil;a que tem.<br /> Preso a uma corda, o beb&ecirc; elefante tenta escapar. Faz esfor&ccedil;os, se debate, se machuca, mas n&atilde;o consegue arrebentar as amarras.<br /> A cena se repete por alguns anos. As tentativas de libertar-se s&atilde;o in&uacute;teis. O elefante desiste.<br /> Vencido pelas amarras, ele acredita que todos os seus esfor&ccedil;os ser&atilde;o in&uacute;teis, para sempre.<br /> Assim &eacute; que, depois de adulto, o gigante fica preso a uma fina corda que ele poderia romper com esfor&ccedil;os insignificantes.<br /> Fazendo um paralelo com o ser humano, poder&iacute;amos indagar: Por que um ser t&atilde;o grandioso, com tantos talentos, se deixa vencer por amarras t&atilde;o sutis e sem fundamento?<br /> S&atilde;o cordas invis&iacute;veis que v&atilde;o imobilizando um gigante e, por fim, ele se conforma e se submete, sem questionamentos.<br /> <br /> Desde a tenra idade at&eacute; a adolesc&ecirc;ncia somos amarrados com cordas ou correntes - conceitos, doutrinas, costumes, escala social, ensinamentos de obedi&ecirc;ncia, subordina&ccedil;&atilde;o - e crescemos carregando estas fict&iacute;cias amarras na mente e n&atilde;o importa a cultura ou o pa&iacute;s em que se vive. E mais, tudo isso em nome da tradi&ccedil;&atilde;o e do bem-estar social! Quem n&atilde;o segue a tradi&ccedil;&atilde;o &eacute; considerado um desajustado! Se teimar em continuar a desobedecer &eacute; tido como subversivo - em rela&ccedil;&atilde;o a governos -, herege - em rela&ccedil;&atilde;o a igrejas -, ou um louco ou demente -, pela sociedade. Fugir do padr&atilde;o imposto incomoda aos l&iacute;deres; pais, governantes e religiosos, ningu&eacute;m gosta de ser desobedecido e adoram impor normas! Claro, quando somos pequenos &eacute; necess&aacute;rio que algu&eacute;m cuide de n&oacute;s, nos eduque, nos proteja, nos encaminhe para a vida, por&eacute;m, toda esta did&aacute;tica emprega o medo! Desde a mais inocente hist&oacute;ria nos contada tem fundo de submiss&atilde;o; o Bicho pap&atilde;o, a Cuca vem pegar, Saci-Perer&ecirc;, Mula sem cabe&ccedil;a, o medo do escuro, a religi&atilde;o dominante onde se reside &eacute; que a correta, o pecado, Deus castiga...<br /> Todos elogiam e gostam de pessoas humildes, mas poucos desejam possuir esta &ldquo;virtude&rdquo;.<br /> <br /> Entretanto, os costumes mudam, mesmo sem a anu&ecirc;ncia dos que tentam manter as r&eacute;deas de tudo. Surgem novas religi&otilde;es, novos meios de comunica&ccedil;&otilde;es, o saber se espalha via livros, jornais, r&aacute;dios, televis&atilde;o, internet, a ci&ecirc;ncia desmente boa parte de mitos e lendas, e, mesmo assim, muitos ainda continuam presos &agrave;s correntes fict&iacute;cias que os aprisionam a vida inteira. Surge nova safra dos donos do poder entupindo-nos e massacrando-nos de &ldquo;verdades&rdquo; e conceitos, e, tudo volta a ser como antes, mas com uma nova metodologia de se fazer a mesma coisa: obedecer, submiss&atilde;o! <br /> Todos pregam a liberdade, mas para propagar livremente sua causa, criticam ou rebaixam outras doutrinas ou qualquer outro estilo de pensamento para se sentiram por cima, mas se est&aacute; no mesmo lugar, pois foi o outro que foi rebaixado e n&atilde;o a sua organiza&ccedil;&atilde;o que subiu. N&atilde;o &eacute; por ter mais torcedores que um time de futebol &eacute; o melhor time ou sempre &eacute; o campe&atilde;o. Portanto, ter ou pertencer &agrave; maioria n&atilde;o significa possuir a &ldquo;verdade&rdquo;.<br /> Ser livre &eacute; n&atilde;o pertencer a nenhuma causa, mas ter a sua pr&oacute;pria causa, &eacute; ter conhecimento de todas para n&atilde;o ser engessado, criar sua pr&oacute;pria base de ensinamentos para orientar-se na vida. Quem pertence a uma determinada causa n&atilde;o &eacute; livre o bastante para falar em liberdade, a causa o torna preso a determinados conceitos, sua vis&atilde;o &eacute; m&iacute;ope e distorcida para poder opinar sem paix&otilde;es sobre outros assuntos.<br /> Jamais devemos nos ater a um s&oacute; princ&iacute;pio ou causa. Quanto mais se sabe sobre outras coisas melhor entendemos e respeitamos nossos semelhantes. Devemos sempre dar uma peneirada em tudo que nos falam e ensinam e toda doutrina tem seu ponto fraco, ent&atilde;o, exclua-os, assim, sempre se ter&aacute; a parte mais ben&eacute;fica e saud&aacute;vel, e se cria por si s&oacute; um comp&ecirc;ndio de boas coisas. Sempre veja os dois lados de tudo.<br /> <br /> * *<br /> <br /> Voc&ecirc; &eacute; um ser especial.<br /> Seu destino lhe pertence. N&atilde;o se permita prender pelas cordas invis&iacute;veis que outras mentes desejam impor a voc&ecirc;.<br /> Voc&ecirc; tem um sol interior e sua for&ccedil;a &eacute; muito maior do que possa imaginar.<br /> Rompa com todas as amarras e busque as alturas... Voc&ecirc; &eacute; filho da luz e herdeiro das estrelas.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no texto de Lucas Durand <br /> C&oacute;digo do texto: T4268451 <br /> e na pr&oacute;pria vis&atilde;o do autor do Pense Nisso.<br /> Em 08.07.2019.</em></div>

IMPASSE
27 Jul 20206:58EP 1221

IMPASSE

&nbsp;IMPASSE<br /> <br /> A Escolha de Sofia &eacute; um cl&aacute;ssico que se transformou-se em exemplo de impasse, de dilema a ser resolvido. Sofia vive atormentada pela escolha que teve de fazer quando estava no campo de concentra&ccedil;&atilde;o. Entre todos os horrores pelos quais passou, o pior foi ter de escolher entre seu filho e sua filha qual dos dois deveriam ser mortos. Esta &eacute; a escolha de Sofia, uma m&atilde;e diante de um grande dilema .... em um document&aacute;rio, foi proposto um experimento te&oacute;rico para estudar a l&oacute;gica da decis&atilde;o .<br /> <br /> Imagine que um trem lotado encaminha-se para um precip&iacute;cio, redundando numa queda da qual n&atilde;o restariam sobreviventes.<br /> Posicionado em um entroncamento, voc&ecirc; pode ativar uma alavanca para desviar o comboio, fazendo-o atingir um pequeno grupo de pessoas. Sua interven&ccedil;&atilde;o certamente causaria um n&uacute;mero menor de v&iacute;timas. Como voc&ecirc; agiria? Pesquisas sobre esse dilema mostram que as pessoas agiriam segundo o princ&iacute;pio do &quot;menor dano&quot;. Em mais de 90% dos casos os sujeitos apertariam a barra salvando muitas pessoas, assumindo a responsabilidade pela morte de algumas outras. Por&eacute;m, dizer nem sempre &eacute; fazer. Experimentos nos quais &eacute; preciso agir - e n&atilde;o apenas declarar as inten&ccedil;&otilde;es - apontam outro resultado.<br /> A convic&ccedil;&atilde;o em torno de valores, princ&iacute;pios e regras pode se mostrar incrivelmente fr&aacute;gil diante da experi&ecirc;ncia real. Situa&ccedil;&otilde;es concretas, por sua vez, s&atilde;o muito sens&iacute;veis &agrave; contagem dos participantes.<br /> Sozinhos na situa&ccedil;&atilde;o do trem, voc&ecirc; e sua consci&ecirc;ncia provavelmente tomariam atitude diferente daquela que teriam se houvesse testemunha. Isto nos levam a pensar sobre situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis que precisam ser encaradas de frente e que vamos jogando de m&atilde;o em m&atilde;o como se fosse uma batata quente. Algu&eacute;m espera que algu&eacute;m resolva, este algu&eacute;m que resolveria pode ser qualquer um, inclusive Deus, para quem acredita nele.<br /> Temos, nos &uacute;ltimos anos aprendido muitos termos, palavras que significam viver ou morrer.<br /> Eutan&aacute;sia, que &eacute; a pr&aacute;tica pela qual se abrevia a vida de um enfermo incur&aacute;vel de maneira controlada e assistida. Crime pelo c&oacute;digo penal.<br /> Distan&aacute;sia, um prolongar da vida de modo artificial, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; mais esperan&ccedil;as, n&atilde;o h&aacute; chances de cura. Morte lenta, sofrida.<br /> Ortotan&aacute;sia, que significa morte correta, ou seja, a morte pelo seu processo natural. Neste caso o doente j&aacute; est&aacute; em processo natural da morte e recebe uma contribui&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico para que este estado siga seu curso natural.<br /> Conversar sobre isso &eacute; dif&iacute;cil, questionar se uma pessoa em coma tem capacidade de ouvir, e se ouve, tem ela condi&ccedil;&otilde;es ou poder de decidir se vive ou se desiste? Prefiro acreditar que sim. H&aacute; um apego e um apelo muito grande em se prolongar a vida, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; mais esperan&ccedil;as, mesmo sabendo que o que vem pela frente pode tornar-se insuport&aacute;vel para todos. Ent&atilde;o aqui entra a decis&atilde;o do maquinista do trem. Algu&eacute;m precisa fazer o papel do maquinista.<br /> <br /> O inconsciente &eacute; composto por figuras que o habitam e &eacute; sempre em companhia delas que voc&ecirc; ter&aacute; que decidir. A defesa in&oacute;cua do criminoso comum &eacute; alegar que est&aacute; em paz com sua consci&ecirc;ncia.<br /> Mas nunca estamos em paz com nossa consci&ecirc;ncia - ela &eacute; feita para nos atormentar, para rever continuamente as consequ&ecirc;ncias, causas e raz&otilde;es de nossos atos.<br /> Estar &quot;em paz com a consci&ecirc;ncia&quot; &Eacute;, no fundo, n&atilde;o ter consci&ecirc;ncia.<br /> Em seu Projeto de psicologia cient&iacute;fica para neur&oacute;logos, de 1895, Freud estabeleceu alguns fundamentos para uma l&oacute;gica da escolha. Em um verdadeiro processo de decis&atilde;o, temos de comparar situa&ccedil;&otilde;es de tal forma que proposi&ccedil;&otilde;es se formem em nossa consci&ecirc;ncia. Antes de qualquer escolha h&aacute; uma esp&eacute;cie de metadecis&atilde;o envolvendo os caminhos pelos quais a op&ccedil;&atilde;o pode ser feita. Podemos at&eacute; estar bem-intencionados, e acreditar que escolha &eacute; apenas uma elabora&ccedil;&atilde;o de pensamento. Mas temos um j&uacute;ri coletivo que ser&aacute; destinat&aacute;rio de nosso ju&iacute;zo. Perguntamos como agiriam as pessoas que conhecemos, amamos ou respeitamos e reciprocamente como ser&iacute;amos julgados por elas.<br /> <br /> A diferen&ccedil;a entre a verdade do que dizemos e o real do que fazemos emana do fato de que agir compromete, custa. Movendo a alavanca nos tornamos respons&aacute;veis diretos pela morte de inocentes. Esperando passivamente que o trem caia no precip&iacute;cio, ficamos em paz com nossa consci&ecirc;ncia, afinal &quot;algu&eacute;m&quot; deveria ter pensado nisso antes, algu&eacute;m da companhia de trens ou da vigil&acirc;ncia antiprecip&iacute;cios. Aqui surgem os dois outros elementos da l&oacute;gica freudiana da decis&atilde;o: a ang&uacute;stia e o tempo. A verdadeira escolha nunca &eacute; tomada sem a incerteza de um tempo de ang&uacute;stia. H&aacute; os que e deixam a alavanca intacta e contam com a teoria neur&oacute;tica do tempo indefinidamente el&aacute;stico no qual algu&eacute;m tomar&aacute; ou j&aacute; a tomou a decis&atilde;o certa por n&oacute;s. H&aacute; aqueles que se lan&ccedil;am heroicamente para a alavanca seguem outra forma de temporalidade neur&oacute;tica na qual o &quot;algu&eacute;m&quot; sou eu mesmo livrando-me da ang&uacute;stia de decidir.<br /> De uma forma mais simples, vem a pergunta: voc&ecirc; &eacute; quem decide, ou espera que algu&eacute;m decida por voc&ecirc;?<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 01.8.2015.

AMOR SENTIMENTAL
25 Jul 20204:36EP 1220

AMOR SENTIMENTAL

Quantas vezes voc&ecirc; mulher, olhou para o seu companheiro e n&atilde;o se indagou: - bem que ele poderia ser como o personagem da novela tal; rom&acirc;ntico, seguro, observador...<br /> <br /> E voc&ecirc; marido?Muitas vezes devem ter fantasiado o mesmo com rela&ccedil;&atilde;o a sua esposa. Ah se ela fosse mais magra ou se reclamasse menos das coisas, se fosse mais compreensiva, mais envolvente. Tal como a personagem do filme.<br /> Fantasias. Devaneios.Utopias.<br /> <br /> A atriz Rita Hayworth tornou-se famosa vivendo nas telas o mito da mulher sensual. Em 1946, tornou-se deusa do amor interpretando o papel que lhe daria maior gl&oacute;ria: Gilda.<br /> <br /> Dali em diante foi sempre dif&iacute;cil para ela conseguir que as pessoas separassem Rita de Gilda. As pessoas a olhavam e a viam como Gilda, a personagem do filme.<br /> <br /> Por isso mesmo, Rita chegou a se casar por sete vezes. Em suas entrevistas, ela dizia que jamais conseguira ser verdadeiramente amada.<br /> <br /> Os homens procuram Gilda, namoram Gilda, casam-se com Gilda e depois descobrem que sou Rita, simplesmente Rita.<br /> <br /> O que a famosa atriz queria dizer &eacute; que os homens n&atilde;o conseguiam v&ecirc;-la como o ser humano, com defeitos, com desejos e anseios muito diferentes daqueles da personagem que interpretava no filme. Por isso, acabavam se desiludindo e abandonando-a.<br /> <br /> Isso acontece muito. Trata-se do que Erich Fromm chama de amor sentimental. &Eacute; o amor que s&oacute; &eacute; experimentado em fantasia e n&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es concretas com a pessoa, que &eacute; real.<br /> <br /> Assim, homens e mulheres, que n&atilde;o se sentem felizes em seus casamentos, encontram satisfa&ccedil;&atilde;o no consumo de filmes, novelas, contos amorosos e can&ccedil;&otilde;es de amor.<br /> <br /> Comovem-se at&eacute; &agrave;s l&aacute;grimas quando participam da feliz ou infeliz hist&oacute;ria de amor do casal, na tela, como se fosse a sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria.<br /> <br /> As mulheres que ficam aguardando um gesto de gentileza do marido, alguma atitude rom&acirc;ntica e nada recebem, escolhem como seu ideal o gal&atilde; da telenovela da atualidade.<br /> <br /> Sim, aquele &eacute; um homem verdadeiramente gentil. Ele sabe elogiar o cabelo, a roupa nova da sua amada. Tem a capacidade de renunciar &agrave; companhia dos amigos para estar com ela. Manda flores, escreve e fala frases bonitas.<br /> <br /> Assim tamb&eacute;m o homem que v&ecirc; no papel da atriz o seu ideal de mulher e se torna espectador do amor alheio.<br /> <br /> Vibra com tudo o que a cena lhe mostra, mas quando retorna &agrave; sua vida real, se torna frio.<br /> <br /> No entanto, amar, antes de tudo, consiste em dar, n&atilde;o em receber.<br /> <br /> E o que uma pessoa pode dar para outra? A mais importante maneira de dar n&atilde;o est&aacute; nas coisas materiais, est&aacute; em dar de si mesmo, do que tem de mais precioso, dar de sua vida.<br /> <br /> Dar da sua alegria, da sua compreens&atilde;o, da sua aten&ccedil;&atilde;o, da sua tristeza, enfim, de todas as express&otilde;es e manifesta&ccedil;&otilde;es daquilo que vive em si.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Diferentemente do amor &ndash;paix&atilde;o, o amor sublime &eacute; de ess&ecirc;ncia divina. Todos os homens, do primeiro ao &uacute;ltimo, t&ecirc;m, no fundo do cora&ccedil;&atilde;o, a centelha desse fogo sagrado.<br /> <br /> O amor &eacute; o mais elevado dos sentimentos. &Eacute; esse sol interior que re&uacute;ne em seu ardente foco todas as aspira&ccedil;&otilde;es sobre-humanas.<br /> <br /> Quem ama encontra, todos os dias, raz&otilde;es para a pr&oacute;pria felicidade que &eacute;, em s&iacute;ntese, a felicidade daqueles que ama.<br /> Pense Nisso, e viva o amor real, o amor sublime.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nos caps. II e III, do livro A arte de amar, de Erich Fromm, ed. Itatiaia e nos itens 8 e 9 do cap. XI de O evangelho segundo o espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb. Em 06.7.2012.

AJUDANDO A CHORAR
23 Jul 20203:28EP 1219

AJUDANDO A CHORAR

AJUDANDO A CHORAR<br /> <br /> Como anda seu envolvimento com as outras pessoas? Voc&ecirc; &eacute; daqueles que se fecha em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe algu&eacute;m a sua volta que precisa de ajuda? Ou voc&ecirc; &eacute; daquelas almas que j&aacute; conseguem se envolver com as dores alheias, procurando diminu&iacute;-las ou, pelo menos, n&atilde;o deixando que algu&eacute;m sofra na solid&atilde;o? <br /> <br /> H&aacute; uma certa passagem que pode ilustrar isso. <br /> <br /> Foi vivida pelo autor, Leo Buscaglia, quando certa vez foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competi&ccedil;&atilde;o era &quot;A crian&ccedil;a que mais se preocupa com os outros&quot;. O vencedor foi um menino, cujo o vizinho, um senhor de mais de 80 anos, acabara de ficar vi&uacute;vo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em l&aacute;grimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo. Quando voltou para sua casa, a m&atilde;e lhe perguntou o que dissera ao pobre homem. &quot;Nada&quot;, disse o menino, ele tinha perdido a sua mulher e isso deve ter do&iacute;do muito, eu fui apenas ajud&aacute;-lo ao chorar.<br /> <br /> A pureza do cora&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as &eacute; sempre fonte de ensinamentos profundos. Geralmente, costumamos dizer que n&atilde;o estamos aptos a ajudar algu&eacute;m, por n&atilde;o sermos capazes ou porque sabemos t&atilde;o pouco para consolar. Para muitos, essa &eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o ego&iacute;smo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de n&oacute;s mesmos e que os outros s&atilde;o menos importantes. Para outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos temos capacidade de auxiliar. N&atilde;o nos preocupemos se n&atilde;o conhecemos palavras bonitas para dizer ou se n&atilde;o podemos conceber uma sa&iacute;da miraculosa para uma dificuldade que algu&eacute;m atravessa. Nossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer &quot;eu estou aqui com voc&ecirc;&quot;, s&atilde;o atitudes muito importantes.<br /> <br /> Muitas vezes, o que as pessoas precisam &eacute; de algu&eacute;m para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando fantasma da solid&atilde;o para longe, e n&atilde;o permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso. Outras vezes, mais importantes que os conselhos, que as li&ccedil;&otilde;es de moral, &eacute; o nosso abra&ccedil;o apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de algu&eacute;m. N&atilde;o precisamos ter todas as respostas e solu&ccedil;&otilde;es dos problemas do mundo em nossas m&atilde;os para conseguir ajudar. Os verdadeiros her&oacute;is s&atilde;o aqueles que ofertam o que tem, o que sabem e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas l&aacute;grimas aos outros.&nbsp;<br /> <br /> N&atilde;o nos preocupemos em termos algo para dizer. Um abra&ccedil;o fala mais do que mil palavras. Uma prece silensiosa &eacute; como uma brisa suave consolando os cora&ccedil;&otilde;es que passam por esse momento.<br /> <br /> Pense nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> <em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. O que mais se preocupava, do livro Hist&oacute;rias para pais, filhos e netos, de Paulo Coelho, ed. Globo.<br /> Em 25.10.2013.</em>

MEU FILHO, VOCÊ É A LUZ DO SOL
21 Jul 20206:19EP 1218

MEU FILHO, VOCÊ É A LUZ DO SOL

<strong>&nbsp;Meu filho, Voc&ecirc; &eacute; a Luz do Sol</strong><br /> <br /> N&atilde;o h&aacute; dor maior dor que a perda de um filho...<br /> Aprendemos a am&aacute;-los de uma forma t&atilde;o grandiosa, t&atilde;o completa, que n&atilde;o conseguimos mais enxergar o mundo sem a sua presen&ccedil;a ao nosso lado.<br /> Descobrimos um tipo de amor que nos faz crescer e nos faz amar a vida como nunca antes hav&iacute;amos amado.<br /> E subitamente s&atilde;o levados... aos poucos meses, nos primeiros anos... Ou um pouco mais tarde. Levados de nosso rega&ccedil;o atrav&eacute;s da morte t&atilde;o cruel.<br /> <br /> &quot;Um pai, uma m&atilde;e, nunca deveriam enterrar seus filhos&quot; - diz o pensamento popular, fazendo men&ccedil;&atilde;o &agrave; ordem natural da vida para os que deveriam partir antes. Mas infelizmente essa n&atilde;o &eacute; uma lei.<br /> <br /> Em setembro de 2015, Nolan Rayn de quatro anos, estava com o nariz entupido. Seus pais pensaram que era apenas um resfriado simples. No entanto, ele logo come&ccedil;ou a ter dificuldade em respirar e os medicamentos n&atilde;o estavam a ajudar. Dois meses depois, os m&eacute;dicos descobriram que era um tumor que estava causando o bloqueio das suas vias a&eacute;reas.<br /> Nolan foi diagnosticado com rabdomiossarcoma, uma forma rara e normalmente incur&aacute;vel de c&acirc;ncer. Ruth, sua m&atilde;e, compartilhou o dia a dia da luta de seu filho.<br /> Depois de v&aacute;rios tratamentos, Nolan foi ficando mais fraco. Infelizmente, o c&acirc;ncer se espalhou por todo o corpo. Quando a doen&ccedil;a se espalha dessa forma, isso diminui as chances de sobreviv&ecirc;ncia de 40% para 20%.<br /> Quando Nolan foi ao hospital pela &uacute;ltima vez, o menino n&atilde;o comia h&aacute; dias e vomitava constantemente.<br /> A m&atilde;e de Nolan descreve os &uacute;ltimos dias no hospital:<br /> <br /> &quot;Eu me sentei e coloquei minha cabe&ccedil;a contra a dele e tive a seguinte conversa:<br /> D&oacute;i para respirar, n&atilde;o &eacute; meu filho?<br /> Bem&hellip; sim mam&atilde;e. Respondeu Nolan<br /> Voc&ecirc; est&aacute; com muita dor n&atilde;o &eacute; beb&ecirc;?<br /> O pequeno, olhando para baixo, respondeu que Sim.<br /> Ruth, com o cora&ccedil;&atilde;o de m&atilde;e despeda&ccedil;ado, disse: - Esse c&acirc;ncer &eacute; uma porcaria. Voc&ecirc; n&atilde;o precisa lutar mais meu anjinho!<br /> N&atilde;o? Mas eu vou lutar..por voc&ecirc; mam&atilde;e, eu vou lutar.<br /> N&atilde;o! &ndash; &Eacute; isso que voc&ecirc; tem feito? Lutar pela mam&atilde;e?<br /> Sim, mam&atilde;e. <br /> Nolan Ray - disse a sua m&atilde;e bem s&eacute;ria - qual &eacute; o trabalho da m&atilde;e?<br /> Me manter seguro! Respondeu o pequeno com um grande sorriso.<br /> Ent&atilde;o meu Doce&hellip; Eu n&atilde;o posso mais fazer isso aqui. A &uacute;nica maneira de mant&ecirc;-lo seguro &eacute; no c&eacute;u. Disse Ruth em pratos.<br /> Nolan, fitando os olhos de sua m&atilde;e disse: - Ent&atilde;ooo&hellip;. vou para o C&eacute;u e brincar at&eacute; voc&ecirc; chegar l&aacute;! Voc&ecirc; vir&aacute; certo?<br /> Claro! Voc&ecirc; n&atilde;o vai se livrar da mam&atilde;e t&atilde;o facilmente!<br /> Obrigado, m&atilde;e!!!&rdquo; &ndash; agradeceu o pequeno enfraquecido pela terr&iacute;vel doen&ccedil;a.<br /> Nos dias seguintes, Nolan s&oacute; dormia. Seus pais pensaram em ir para casa passar uma &uacute;ltima noite juntos &ndash; mas quando terminaram de fazer as malas, Nolan agarrou a m&atilde;o de sua m&atilde;e e disse que estava bem, eles poderiam ficar no hospital.<br /> <br /> &quot;Meu her&oacute;i de 4 anos estava tentando me certificar de que as coisas eram f&aacute;ceis para mim&rdquo;, escreve Ruth em seu post na rede social. Por volta das 21:00, n&oacute;s est&aacute;vamos assistindo YouTube na cama (Peppa Pig, mais precisamente) e eu perguntei a Nolan se podia entrar no banho, pois n&atilde;o tinha permiss&atilde;o para deix&aacute;-lo e precisava to&aacute;a-lo a todo instante.Ele disse: &lsquo;Ummmm, ok, m&atilde;e. Pe&ccedil;a ao tio Chris que venha se sentar comigo e irei por esse caminho para que eu possa te ver.&quot; <br /> Ruth ficou, de p&eacute; na porta do banheiro, virou-se para Nolan e disse: &ldquo;Continue olhando aqui, vou s&oacute; demorar dois segundos&quot;.<br /> Depois, Ruth correu e pulou na cama com ele, e colocou a m&atilde;o no lado direito do rosto de seu filhinho. Ent&atilde;o , algo emocionante aconteceu, descrito por Ruth assim:<br /> <br /> Meu anjo respirou fundo, abriu os olhos, sorriu para mim e disse: &ldquo;Eu amo voc&ecirc;, mam&atilde;e...<br /> Em seguida, virou a cabe&ccedil;a em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; sua m&atilde;e, a fitou com os seus castanhos e com o brilho da ternura &agrave;s 23:54, Rollin Nolan Scully, de quatro anos, faleceu enquanto a sua m&atilde;e cantava &lsquo;You&rsquo;re My Sunshine&rsquo; em seu ouvido.<br /> <br /> ...Abrace o seu filhinho e ou&ccedil;a a can&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> com base nas postagens no facebook de Nolan Strong <br /> <br /> Em 16.3.2018.<br />

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