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PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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MORREU A PESSOA QUE ATRAPALHAVA A SUA VIDA
14 Ago 20202:54EP 1233

MORREU A PESSOA QUE ATRAPALHAVA A SUA VIDA

&nbsp;Morreu a pessoa que atrapalhava a sua vida.<br /> <br /> <br /> Um dia, quando os funcion&aacute;rios chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:<br /> <br /> &quot;Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Voc&ecirc; est&aacute; convidado para o vel&oacute;rio na quadra de esportes&quot;.<br /> <br /> No in&iacute;cio, todos se entristeceram com a morte de algu&eacute;m, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agita&ccedil;&atilde;o na quadra de esportes era t&atilde;o grande, que foi preciso chamar os seguran&ccedil;as para organizar a fila do vel&oacute;rio. Conforme as pessoas iam se aproximando do caix&atilde;o, a excita&ccedil;&atilde;o aumentava:<br /> <br /> - Quem ser&aacute; que estava atrapalhando o meu progresso ?<br /> - Ainda bem que esse infeliz morreu !<br /> <br /> Um a um, os funcion&aacute;rios, agitados, se aproximavam do caix&atilde;o, olhavam pelo visor do caix&atilde;o a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabe&ccedil;a abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto sil&ecirc;ncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila at&eacute; chegar a sua vez de verificar quem estava no caix&atilde;o e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.<br /> <br /> A pergunta ecoava na mente de todos: &quot;Quem est&aacute; nesse caix&atilde;o&quot;?<br /> <br /> No visor do caix&atilde;o havia um espelho e cada um via a si mesmo... S&oacute; existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOC&Ecirc; MESMO! Voc&ecirc; &eacute; a &uacute;nica pessoa que pode fazer a revolu&ccedil;&atilde;o de sua vida. Voc&ecirc; &eacute; a &uacute;nica pessoa que pode prejudicar a sua vida. Voc&ecirc; &eacute; a &uacute;nica pessoa que pode ajudar a si mesmo. &quot;SUA VIDA N&Atilde;O MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU NAMORADO, OUNAMORADA, MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOC&Ecirc; MUDA! VOC&Ecirc; &Eacute; O &Uacute;NICO RESPONS&Aacute;VEL POR ELA.&quot;<br /> <br /> O mundo &eacute; como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus pr&oacute;prios pensamentos e seus atos. A maneira como voc&ecirc; encara a vida &eacute; que faz toda diferen&ccedil;a. A vida muda, quando &quot;voc&ecirc; muda&quot;.<br /> Pense Nisso, mas pense agora! <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com utiliza&ccedil;&atilde;o de parte do<br /> artigo de Luis Fernando Verissimo.</em></div>

TODA CONQUISTA POSSUI UMA HISTÓRIA
13 Ago 20205:04EP 1232

TODA CONQUISTA POSSUI UMA HISTÓRIA

&nbsp;Era uma tarde de domingo, quando um escultor recebeu a visita de um amigo. O escultor estava ocupado, fazendo o que gostava, trabalhando na produ&ccedil;&atilde;o de uma est&aacute;tua. Os dois conversaram um pouco e, para n&atilde;o tomar tanto tempo, logo o amigo foi embora.<br /> <br /> Dias depois, esse mesmo amigo voltou a visitar o escultor, que continuava trabalhando. Olhando a est&aacute;tua, o amigo disse: &ldquo;mas voc&ecirc; n&atilde;o fez nada nessa est&aacute;tua desde a &uacute;ltima vez que eu te vi?&rdquo;.<br /> <br /> Ele respondeu: &ldquo;Rapaz, eu trabalhei muito! Retoquei o lado esquerdo, poli o lado direito, ajustei as afei&ccedil;&otilde;es, e esculpi um m&uacute;sculo. Dei mais express&atilde;o ao l&aacute;bio e mais for&ccedil;a aos bra&ccedil;os, veja!&rdquo;, disse ele apontando para a est&aacute;tua.<br /> <br /> O amigo disse: &ldquo;Ah, mas foi pouca coisa!&rdquo;. O escultor ent&atilde;o falou: &ldquo;Sim, talvez tenha sido pouca coisa, mas lembre-se que s&atilde;o as pequenas coisas, juntas, que levam algo &agrave; excel&ecirc;ncia&rdquo;.<br /> <br /> O escultor desta hist&oacute;ria era algu&eacute;m seguro nas suas convic&ccedil;&otilde;es. Ele entendia que a pressa n&atilde;o o levaria ao resultado desejado e que os detalhes fariam toda a diferen&ccedil;a. Defendia a&ccedil;&otilde;es bem empregadas, zelo em cada processo, e o exerc&iacute;cio da paci&ecirc;ncia. O escultor sabia exatamente o que fez, e o porqu&ecirc; fez. Entendia que a dedica&ccedil;&atilde;o poderia trazer bons resultados.<br /> <br /> A inconveni&ecirc;ncia do amigo n&atilde;o o entristeceu; pelo contr&aacute;rio, foi uma oportunidade para que o escultor, com sabedoria, pudesse lhe transmitir um ensinamento. At&eacute; aquela hora, aquele rapaz tinha uma vis&atilde;o limitada sobre a est&aacute;tua, mas depois da conversa, a vis&atilde;o foi ampliada. Ele entendeu que a est&aacute;tua tinha um alto valor, n&atilde;o s&oacute; pelo produto f&iacute;sico que se formava diante dos seus olhos, mas pela motiva&ccedil;&atilde;o com que ela era idealizada... fruto de maturidade.<br /> <br /> &Eacute; fato que a maturidade n&atilde;o se consolida em apenas um, dois dias, uma semana ou um m&ecirc;s. Leva tempo, prepara&ccedil;&atilde;o, entrega. Esta &eacute; uma recompensa para quem se permite viver uma s&eacute;rie de etapas, no campo intelectual, profissional, ou mesmo no relacionamento com as pessoas.<br /> <br /> A verdade &eacute; que o amadurecimento &eacute; resultado de experi&ecirc;ncias, erros, acertos, ren&uacute;ncias, aprendizados... &Eacute; como um atleta que, antes, se prepara durante meses e anos, pra vencer um campeonato..<br /> <br /> S&atilde;o rar&iacute;ssimas as conquistas que se consolidam da noite para o dia. Uma pessoa bem-sucedida provavelmente pagou um alto pre&ccedil;o pra isso...<br /> <br /> Talvez, por causa da correria do dia a dia, voc&ecirc; n&atilde;o tenha se dado conta que todo mundo, cada um na sua realidade, enfrenta uma grande batalha para conquistar seus objetivos. As batalhas podem ser pr&aacute;ticas ou at&eacute; mesmo interiores, como traumas vividos em alguma &eacute;poca da vida, problemas na fam&iacute;lia, dificuldade financeira, ou um problema de sa&uacute;de...<br /> <br /> A verdade &eacute; que n&atilde;o conhecemos o que as pessoas passaram na vida at&eacute; alcan&ccedil;arem seus objetivos; N&atilde;o conhecemos os sonhos que elas carregam. Muitas, apesar dos seus gigantes, n&atilde;o desistiram, persistiram, conseguiram com f&eacute; e determina&ccedil;&atilde;o romper as limita&ccedil;&otilde;es, tiveram ideias criativas, e hoje se destacam de alguma maneira.<br /> <br /> Outras, levaram um longo per&iacute;odo trabalhando num projeto, num produto, colocaram em pr&aacute;tica o conhecimento, receberam cr&iacute;ticas, e continuam em busca de um lugar ao sol...<br /> <br /> S&atilde;o in&uacute;meras as pessoas que passam um longo per&iacute;odo se preparando, estudando, se atualizando... porque entendem a import&acirc;ncia de cada processo...<br /> <br /> Quando foi a &uacute;ltima vez que voc&ecirc; admirou os talentos e a dedica&ccedil;&atilde;o de outras pessoas? Voc&ecirc; conhece quais foram os desafios que elas enfrentaram at&eacute; aqui? Converse mais, admire mais, permita-se aprender mais. Toda conquista possui uma hist&oacute;ria...<br /> <br /> PENSE NISSO, MAS... PENSE AGORA.

HABITO
12 Ago 20202:49EP 1231

HABITO

&nbsp;H&aacute;bito<br /> <br /> O h&aacute;bito &eacute; o conjunto de reflexos mentais acumulados, operando constante indu&ccedil;&atilde;o &agrave; rotina.<br /> A maioria de n&oacute;s que estamos na Terra vem de incont&aacute;veis s&eacute;culos nos quais viveu sem muita reflex&atilde;o e nem resist&ecirc;ncia moral.<br /> H&aacute; a tend&ecirc;ncia generalizada de consumir os pensamentos alheios, ajustando-se a eles.<br /> Por conta disso, exagera-se nas necessidades e se aparta da simplicidade com que seria f&aacute;cil viver em paz.<br /> Porque s&atilde;o muitas as pretensas necessidades, ergue-se todo um sistema defensivo em torno delas.<br /> Para assegurar o que entende ser um m&iacute;nimo necess&aacute;rio, o homem se torna ego&iacute;sta e cruel.<br /> Dando vaz&atilde;o ao instinto da posse, cria reflexos de ego&iacute;smo, orgulho, vaidade e medo.<br /> Caminha ao sabor das influ&ecirc;ncias mundanas, suscet&iacute;vel &agrave; opini&atilde;o alheia, aos ditames da moda e da m&iacute;dia.<br /> Por n&atilde;o refletir detidamente sobre os prop&oacute;sitos superiores da exist&ecirc;ncia, engana-se depois do ber&ccedil;o para se desenganar depois do t&uacute;mulo.<br /> Aprisiona-se no bin&ocirc;mio ilus&atilde;o-desilus&atilde;o, no qual gasta longos s&eacute;culos, come&ccedil;ando e recome&ccedil;ando a senda em que lhe cabe avan&ccedil;ar.<br /> N&atilde;o &eacute; l&iacute;cito desprezar a rotina construtiva.<br /> &Eacute; por ela que o ser se levanta no espa&ccedil;o e no tempo e conquista os recursos que lhe enobrecem a vida.<br /> Contudo, a evolu&ccedil;&atilde;o imp&otilde;e a institui&ccedil;&atilde;o de novos costumes, a fim de que o ser se liberte de f&oacute;rmulas inferiores.<br /> .<br /> Ainda hoje, no mundo, a justi&ccedil;a cheira a vingan&ccedil;a e o amor tem laivos de ego&iacute;smo.<br /> Tal se d&aacute; pelo reflexo condicionado de atitudes adotadas h&aacute; mil&ecirc;nios.<br /> Entretanto, a ci&ecirc;ncia da vida que jamais se esgota precisa induzir reflex&otilde;es que rompam com esses automatismos infelizes.<br /> Mais do que ser bonito, refinado, rico ou influente importa dignificar e purificar o pr&oacute;prio &iacute;ntimo.<br /> Para isso, nada melhor do que se habituar a servir, a perdoar e a compreender as dificuldades alheias.<br /> A automatiza&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos dignos, pela repeti&ccedil;&atilde;o constante, liberta da dor e da decep&ccedil;&atilde;o.<br /> Pense nisso.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. XX <br /> do livro Pensamento e vida, pelo Esp&iacute;rito Emmanuel, <br /> psicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Feb.<br />

ALGUÉM MELHOR
10 Ago 20202:45EP 1229

ALGUÉM MELHOR

<strong>&nbsp;Algu&eacute;m Melhor</strong><br /> <br /> Qual foi a experi&ecirc;ncia de vida que transformou voc&ecirc; em algu&eacute;m melhor?<br /> N&atilde;o responda essa pergunta agora.Espere at&eacute; o final desta edi&ccedil;&atilde;o do pense nisso.<br /> * * *<br /> A vida tem costume de surpreender. De repente, aparece algu&eacute;m que, com um gesto, abre nossos olhos. Ou um acidente no percurso, apontando para novas dire&ccedil;&otilde;es.<br /> A noticia de uma grave enfermidade, a partida para o al&eacute;m tumulo de um ente amado.<br /> &Agrave;s vezes, &eacute; uma viagem ou um encontro programado que segue rumos inesperados e nos transforma.<br /> &Eacute; a soma de eventos assim, , que nos faz melhores, mais fortes, mais maduros.<br /> Pode ser uma soneca no &ocirc;nibus, um encontro com um desconhecido, um raio que clareia tudo ou a proximidade da morte.<br /> O que importa &eacute; olhar para essas experi&ecirc;ncias e reconhecer que elas nos ensinaram e, do seu jeito, nos fizeram mais felizes.<br /> Sem pedir nada em troca, s&atilde;o pequenas gra&ccedil;as plantadas no cotidiano. Como se fossem sinais, apontando para lugares onde podemos ser mais leves e alegres.<br /> Ent&atilde;o, quando olhamos para tr&aacute;s e enxergamos o caminho percorrido, s&oacute; nos resta agradecer, do fundo do cora&ccedil;&atilde;o, &agrave; vida, que nos faz uma vers&atilde;o melhor de n&oacute;s mesmos.<br /> * * *<br /> Todas as for&ccedil;as da natureza nos impulsionam para frente, rumo ao progresso inevit&aacute;vel. Progresso da alma, que vai se tornando mais sens&iacute;vel, mais amorosa, mais madura.<br /> Progresso tamb&eacute;m da mente, mais esclarecida, com capacidade de tomar decis&otilde;es com mais seguran&ccedil;a.<br /> Aproveite esses momentos de reflex&atilde;o, onde voc&ecirc; estiver, para lembrar que experi&ecirc;ncias fizeram de voc&ecirc; algu&eacute;m melhor, e se voc&ecirc; soube ou est&aacute; sabendo aprender com os acontecimentos da vida.<br /> Todos eles, julgados como bons ou maus por n&oacute;s, trazem dentro de si o objetivo de depurar o Esp&iacute;rito aprendiz.<br /> Bem, agora voc&ecirc; pode responder a pergunta para si mesmo.<br /> Qual foi a experi&ecirc;ncia de vida que transformou voc&ecirc; em algu&eacute;m melhor?<br /> Tenha um dia de luz e n&atilde;o desperdice mais um dia de aprendizado.<br /> Pense nisso.<br /> (Tarde)Que a sua tarde seja aben&ccedil;oada e repleta de novos aprendizados.<br /> Nesta noite, n&atilde;o importa onde voc&ecirc; esteja, seja uma noite de reflex&otilde;es e que voc&ecirc; possa dizer: &ldquo; O dia foi bom, mesmo n&atilde;o sendo como eu queria.Mas, foi o dia que eu precisava para o meu amadurecimento&rdquo;.<br /> Pense Nisso e tenha uma boa noite.<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base em mat&eacute;ria da revista<br /> Sorria n&ordm; 23, de dezembro/janeiro 2012, de autoria de Jaqueline Li,<br /> J&eacute;ssica Martineli, Karina S&eacute;rgio Gomes, Rafaela Dias, Rita Loiola,<br /> Tissiane Vicentin e Val&eacute;ria Mendon&ccedil;a.<br /> Adapta&ccedil;&atilde;o de L.C.M.<br /> Em 28.06.2012.<br /> </em></div>

SEGUIR COM FÉ
8 Ago 20204:52EP 1228

SEGUIR COM FÉ

<span style=''font-size: small;''>SEGUIR COM F&Eacute;<br /> <br /> Dia 29 de agosto de 2005. Uma tempestade tropical de escala 5 atinge a costa sudeste dos Estados Unidos da Am&eacute;rica.<br /> <br /> Os ventos do furac&atilde;o, que recebeu o nome de Katrina, atingiram 280 quil&ocirc;metros por hora, e devastaram a hist&oacute;rica cidade de Nova Orleans.<br /> <br /> Mais de um milh&atilde;o de pessoas foram evacuadas. Seiscentas mil casas, na grande maioria de pessoas pobres, foram destru&iacute;das.<br /> <br /> Um dos furac&otilde;es mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos, deixou cerca de mil e trezentos mortos.<br /> <br /> Muitos relatos se misturam ao do senhor J.R., habitante de 65 anos de idade, sem autom&oacute;vel, cart&atilde;o de cr&eacute;dito ou dinheiro poupado.<br /> <br /> Ouvira pelo r&aacute;dio, tr&ecirc;s dias antes, que a tempestade se aproximava, e que a desocupa&ccedil;&atilde;o era fortemente recomendada.<br /> <br /> Mas, sem ter para onde ir, e com a esposa numa cadeira de rodas, a sa&iacute;da era quase imposs&iacute;vel.<br /> <br /> O Sr. J.R. decide permanecer e enfrentar a tempestade, a exemplo do que sempre fizera antes. Com estoque de comida e &aacute;gua, a fam&iacute;lia se sentia preparada.<br /> <br /> Por&eacute;m, na segunda-feira, a ruptura dos diques inundou em poucas horas aquela &aacute;rea, uma das regi&otilde;es mais baixas de Nova Orleans.<br /> <br /> A subida r&aacute;pida da &aacute;gua for&ccedil;ou J.R. a tirar a mulher da cadeira de rodas, mas mesmo seus consider&aacute;veis 1 metro e 90 cent&iacute;metros n&atilde;o foram suficientes para evitar a trag&eacute;dia.<br /> <br /> Escapando de seus bra&ccedil;os, sua amada morre submersa.<br /> * * *<br /> Como seguir adiante depois de acontecimentos como este?<br /> <br /> Como lidar com essas trag&eacute;dias do cotidiano, sem nos deixar esmorecer e desistir?<br /> <br /> Certamente, cada um dever&aacute; encontrar a sua maneira, o seu alicerce, mas possivelmente todos eles passem, mesmo que sem perceber, por um maior: a confian&ccedil;a em Deus.<br /> <br /> N&atilde;o falamos desse deus, com d min&uacute;sculo, que criamos ao longo do tempo, &agrave; nossa imagem e semelhan&ccedil;a.<br /> <br /> N&atilde;o, esse deus est&aacute; desgastado, cansado, e talvez em seus &uacute;ltimos dias...<br /> <br /> Referimo-nos &agrave; Intelig&ecirc;ncia Suprema, o Criador, onipresente, bom e justo.<br /> <br /> Referimo-nos ao Deus das Leis perfeitas, que n&atilde;o se vinga, que n&atilde;o &eacute; tomado pela ira em circunst&acirc;ncia alguma, e que ama todas as Suas criaturas, n&atilde;o preterindo ningu&eacute;m.<br /> <br /> E neste amor supremo, que ainda escapa de nossa compreens&atilde;o, est&atilde;o des&iacute;gnios, experi&ecirc;ncias, ensinamentos que, por vezes, ainda temos dificuldades em entender.<br /> <br /> Esta intelig&ecirc;ncia est&aacute; no controle de tudo. Nada acontece sem que Ele e Suas leis permitam.<br /> <br /> Deus n&atilde;o Se esquece, nada deixa de lado, n&atilde;o privilegia.<br /> <br /> Ele nos d&aacute; o que precisamos neste ou naquele momento, para que continuemos nosso crescimento moral e intelectual rumo &agrave; felicidade.<br /> <br /> Seus des&iacute;gnios, por vezes ainda nos deixam perplexos, mas se dermos a Ele uma chance, uma chance apenas, vislumbraremos suas raz&otilde;es logo adiante.<br /> <br /> Veremos que Ele apenas atendia nossa necessidade &iacute;ntima, como um Pai amoroso que faz sempre o melhor ao filho, mesmo este ainda n&atilde;o compreendendo Suas a&ccedil;&otilde;es.<br /> * * *<br /> Adiante... &Eacute; for&ccedil;oso seguir adiante.<br /> <br /> Estagnados no agora, sem horizonte, perde-se a raz&atilde;o de ir, de continuar.<br /> <br /> N&atilde;o esmore&ccedil;as... D&aacute; mais uma chance &agrave; vida e ver&aacute;s que ela e o Criador te reservam dias melhores...<br /> <br /> Confia... E segue sempre... Adiante...com f&eacute;.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso. <br /> <br /> </span><br />

DRIBLANDO A DOR
7 Ago 20205:01EP 1227

DRIBLANDO A DOR

<span style=''font-size: small;''>DRIBLANDO A DOR<br /> <br /> Mais de uma vez me recordo. Na inf&acirc;ncia, quando eu reclamava de alguma dor e como se costuma dizer fazia corpo mole para n&atilde;o cumprir alguma tarefa, escutava a hist&oacute;ria outra vez.<br /> Certa vez, a dor veio visitar a Terra. Vestiu-se de forma adequada e chegou a uma casa pobre. Havia crian&ccedil;as, uma mulher cansada de tantos afazeres e um homem marcado pelas horas de trabalho exaustivo.<br /> A dor gostou do lugar e se aninhou no ded&atilde;o do p&eacute; direito daquele pai de fam&iacute;lia. Naquele dia, quase noite, ele se recolheu e nem deu muita aten&ccedil;&atilde;o para a tal da dor porque o cansa&ccedil;o era maior do que ela.<br /> Mal despertou a madrugada o homem acordou, pulou da cama e come&ccedil;ou a se preparar para sair.<br /> N&atilde;o desejando despertar as crian&ccedil;as e a esposa, ele se ergueu no escuro e logo bateu o ded&atilde;o num brinquedo esquecido no ch&atilde;o.<br /> Ai, disse ele baixinho. Ui, que dor!<br /> Acariciou o dedo dolorido com a m&atilde;o calosa e enfiou o p&eacute; no cal&ccedil;ado. A dor lhe deu uma espetada. Afinal, ela n&atilde;o estava gostando nada de ficar ali, apertada.<br /> O homem, respons&aacute;vel, saiu mancando. O dedo latejava. Ele sentiu a dor diminuir um pouco quando tirou o p&eacute; do cal&ccedil;ado, no trajeto que fez de &ocirc;nibus.<br /> Contudo, logo mais chegou ao destino. Cal&ccedil;ou o sapato e andou.<br /> Assim foi o dia inteiro. A dor reclamando, o homem sentindo mas dizendo: Eu preciso continuar. N&atilde;o posso perder este emprego. Meus filhos dependem de mim.<br /> E tudo acontecia. Ora o ded&atilde;o topava na quina de um m&oacute;vel, ora o sapato apertava mais, ora...<br /> A noite surpreendeu o homem na labuta, suando, trabalhando. A dor j&aacute; n&atilde;o aguentava mais.<br /> E, quando ao ir para casa, o ded&atilde;o topou numa pedra do caminho, foi o fim. A dor ficou muito zangada e disse: Vou embora. Este homem n&atilde;o sabe me tratar bem.<br /> E l&aacute; se foi. Perto dali, ela encontrou uma casa muito bonita, confort&aacute;vel e entrou.<br /> Um homem estava largado no sof&aacute; da sala, assistindo televis&atilde;o. A dor gostou de tudo que viu e se instalou no ded&atilde;o do p&eacute;.<br /> Ai, gritou ele. Que coisa esquisita. Que dor terr&iacute;vel!<br /> J&aacute; providenciou uma almofada para acomodar o p&eacute;. Ao recolher-se para dormir, enfaixou o local e no dia seguinte, fez repouso.<br /> E no outro, e no outro.<br /> A dor adorou aquele tratamento vip e tomou uma resolu&ccedil;&atilde;o: N&atilde;o saio mais daqui!<br /> * * *<br /> Quando a hist&oacute;ria terminava, eu j&aacute; sabia que teria que dar conta das minhas responsabilidades.<br /> Era a forma que a freira do orfanato, onde fiquei por quatro anos, me ensinar que eu devia ser forte; que pequenas dores deviam ser suportadas e de forma alguma serem motivo para n&atilde;o se cumprir as obriga&ccedil;&otilde;es.<br /> Essa atitude serviu para me tornar algu&eacute;m com maior capacidade de suportar reveses e dificuldades.<br /> Quando tudo parecia conspirar contra mim e eu tinha vontade de desistir, lembrava da hist&oacute;ria da dor. E retomava a luta.<br /> * * *<br /> A dor f&iacute;sica &eacute; sempre sinal de que algo n&atilde;o est&aacute; bem no organismo. O bom senso nos diz que se deve procurar aux&iacute;lio m&eacute;dico para a adequada verifica&ccedil;&atilde;o do que seja, antes que o mal avance.<br /> No entanto, pequenos inc&ocirc;modos levam algumas pessoas, por vezes, a logo optarem por aus&ecirc;ncias na atividade profissional e descumprimento de suas obriga&ccedil;&otilde;es.<br /> S&atilde;o desculpas, fugas com vistas a se furtar ao dever.<br /> Pensemos nisso e n&atilde;o nos permitamos entregar por pequenas coisas.<br /> Afinal, quem aprende a bem administrar pequenas quest&otilde;es f&iacute;sicas angaria fortaleza moral para eventuais dificuldades org&acirc;nicas graves que possa vir a ter e, mesmo, fortalecimento para as dores morais que tenha que enfrentar.<br /> Pensemos nisso.</span> <div style=''text-align: right;''><span style=''font-size: small;''><em><br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base na obra de og mandino<br /> Em 15.01.2013</em>.</span></div>

PESOS E MEDIDAS
4 Ago 20203:48EP 1226

PESOS E MEDIDAS

<strong>&nbsp;Pesos e medidas<br /> </strong> <br /> Segundo os dicion&aacute;rios, justi&ccedil;a quer dizer conformidade com o direito. Virtude de dar a cada um o que &eacute; seu.<br /> Todavia, n&oacute;s que, tantas vezes, temos cobrado da Divindade que sacie a nossa sede de justi&ccedil;a, se analisarmos profundamente, n&atilde;o estamos verdadeiramente com sede de justi&ccedil;a, no real sentido do termo.<br /> No conv&iacute;vio di&aacute;rio, muitas vezes nos surpreendemos agindo de forma injusta.<br /> O trato com as pessoas que nos rodeiam &eacute; diferenciado conforme a posi&ccedil;&atilde;o social ou financeira, de subalternidade ou de autoridade, de que cada uma esteja investida.<br /> Se nos dirigimos &agrave; servi&ccedil;al que faz a faxina, por exemplo, falamos de determinada forma, num tom de voz e aten&ccedil;&atilde;o distinto do que empregamos para falar com pessoas que ocupam cargos que, a nosso ver, s&atilde;o mais importantes.<br /> Se a pessoa que nos procura est&aacute; vestida com trajes elegantes, mesmo que n&atilde;o saibamos de quem se trate, a nossa defer&ecirc;ncia &eacute; imediata.<br /> Mas, se est&aacute; envolta de farrapos, bem diferente &eacute; a nossa aten&ccedil;&atilde;o.<br /> Outro exemplo, &eacute; quando nosso ve&iacute;culo come&ccedil;a a demonstrar sinais de que em breve ter&aacute; o motor fundido. Qual a primeira id&eacute;ia que nos vem &agrave; mente?<br /> Se f&ocirc;ssemos pessoas justas, certamente far&iacute;amos uma boa revis&atilde;o reparando os danos e, ao ofert&aacute;-lo a algu&eacute;m, no caso de venda, falar&iacute;amos a verdade ao comprador.<br /> Mas o que normalmente ocorre &eacute; a id&eacute;ia de pass&aacute;-lo adiante o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel. E quem compr&aacute;-lo que fique com o preju&iacute;zo. E pensamos:&rdquo; me dei bem, sou muito esperto.&rdquo;<br /> Mas nos achamos pessoas justas.<br /> Se o inverso acontece conosco, imediatamente nos indignamos diante do que chamamos uma grande desonestidade. Como p&ocirc;de algu&eacute;m nos vender um ve&iacute;culo prestes a fundir o motor? Que injusti&ccedil;a!<br /> Se observamos os governantes corruptos a tirar vantagens pessoais com os recursos p&uacute;blicos, imediatamente levantamos a voz para criticar e exigir justi&ccedil;a.<br /> Mas, quantos de n&oacute;s compramos atestados falsos para ludibriar o patr&atilde;o e receber o sal&aacute;rio integral?<br /> No transito estacionamos em fila dupla, pouco nos importando se estamos atrapalhando o bom andamento do j&aacute; confuso transito.<br /> Usamos, nos v&aacute;rios momentos, dois pesos e duas medidas. E como nos conhecemos, sabemos porque agimos dessa maneira. Sabemos quais s&atilde;o as nossas verdadeiras inten&ccedil;&otilde;es.<br /> Assim, podemos nos perguntar: Ser&aacute; que temos mesmo sede de justi&ccedil;a? Ou ser&aacute; que nos pesos e medidas s&oacute; temos pensado em n&oacute;s mesmos?<br /> A justi&ccedil;a Divina &eacute; real e se cumprir&aacute; quando efetivamente tivermos sede de justi&ccedil;a, usando um &uacute;nico peso e uma &uacute;nica medida, com imparcialidade.<br /> * * *<br /> Os Mestres superiores nos ensinam que, caso tenhamos d&uacute;vidas quanto ao procedimento que devamos adotar com algu&eacute;m, que nos coloquemos no lugar desse algu&eacute;m e fa&ccedil;amos exatamente o que desejar&iacute;amos que nos fosse feito.<br /> Dessa forma, jamais nos equivocaremos, uma vez que todos queremos o melhor para n&oacute;s mesmos.<br /> Pensemos nisso!<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 18.06.2012</em></div>

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