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PODCAST · 3049 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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BRUNO GIORDANO - UM VÔO À LIBERDADE
28 Ago 20204:15EP 1241

BRUNO GIORDANO - UM VÔO À LIBERDADE

<strong>&nbsp;Bruno Giordano &ndash; um vôo a liberdade</strong><br /> <br /> <br /> A cidade de Roma estava abarrotada de gente. Eram peregrinos vindos de toda a Europa para as celebrações do jubileu do ano de 1600, que aconteceriam durante o ano todo.<br /> Especialmente naquele dia a população se aglomerava para contemplar um espetáculo singular.<br /> As tochas acesas ao longo do caminho iluminavam a pálida manhã de fevereiro.<br /> O filósofo e monge de cinquenta e dois anos caminhava lentamente sobre as pedras frias...<br /> Descalço e acorrentado pelo pescoço, vestia um lençol branco estampado com cruzes, demônios e chamas vermelhas.<br /> Aquele homem magro vencia, a passos lentos, os oitocentos metros desde a Torre Nona, onde estivera encarcerado, e o campo das flores, ampla praça onde seria executado.<br /> Alguns monges seguiam ao seu lado convidando-o ao arrependimento. De tempos a tempos aproximavam o crucifixo dos seus lábios, dando-lhe oportunidade de salvar-se.<br /> A população se acotovelava para ver um herege famoso morrer na fogueira...<br /> Chegando à praça, onde a morte o aguardava, o filósofo se negou mais uma vez a beijar a cruz. Então foi amordaçado, despido, atado a uma estaca de ferro e coberto com lenhas e palhas até o queixo.<br /> O fogo foi ateado. E, enquanto as labaredas chamuscavam lhe a barba e seus pulmões se enchiam de fumaça, Giordano Bruno tinha o olhar fixo no Infinito...<br /> Enquanto a pele estalava sob o calor das chamas e o sangue fervia nas veias, o notável filósofo ainda guardava uma convicção: não iria para o inferno.<br /> A certeza de que veria outros sóis, inúmeros mundos celestiais e viajaria através do Infinito, lhe davam uma paz indescritível.<br /> Em seu julgamento, no ano de 1592, em Veneza, Giordano Bruno disse aos seus julgadores: que a terra não era único planeta criado por Deus, e cada estrela possuía vários planetas.<br /> Bruno foi morto na fogueira por defender a ideia de que a terra não era o único planeta que existia no universo. E que muitos orbitam outras estrelas.<br /> Ironicamente ele acreditava que suas ideias apenas engrandeciam a gloria do criador.<br /> O Monge Giordano Bruno escreveu: &ldquo;Deus é reverenciado não apenas em um, mas em muitos incontáveis sois. Não em uma única terra, num único mundo, mas em milhares, milhões...numa infinidade de planetas. Isso é um convite para que todos nós, celebremos um criador muito maior; o criador do universo infinito.&rdquo;<br /> Foi graças a suas convicções que Bruno não titubeou ante a fogueira que o aguardava...<br /> Bastaria apenas beijar a cruz... Mas ele preferiu a liberdade da verdade...<br /> Sabia que as chamas nada mais fariam do que enviar sua alma na direção de outros sóis, onde poderia viajar através do Infinito...<br /> <br /> Há muitas moradas na casa de meu Pai. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito.&rdquo;<br /> Essas palavras foram colhidas e registradas pelo Evangelista João. Trata-se de um discurso de esperança.<br /> Jesus nos diz que a casa do Pai, o Universo, é um local de muitos lares, de muitas humanidades.<br /> Não estamos sós neste imenso Universo. Nossa Terra não é o único planeta habitado. A vida é farta e infinita no cosmos, que é a casa do nosso Pai do qual, somos herdeiros.<br /> Pense Nisso. <div style="" text-align:=""><em>Redação do Pense Nisso.<br /> Com base no documentário do Discovery Channel &ndash;<br /> &ldquo;Giordano Bruno &ndash; Herege do infinito&rdquo;<br /> Em 11.12.2014.</em></div>

A QUIMERA DAS MÍDIAS SOCIAIS
27 Ago 20206:42EP 1240

A QUIMERA DAS MÍDIAS SOCIAIS

&nbsp;apaixonados queimando-se naquele recíproco sentimento, pensamos vitoriosos que nada de mau nos alcança. Exceto os nossos próprios enganos.<br /> O autoengano é peça-chave para a nossa sobrevivência. Mentimos não só para os outros, mas, principalmente, para nós mesmos. Mesmo protegidos na redoma da interatividade, continuamos sós, ali, onde apenas a solidão nos alcança. Enquanto teclamos a torto e a direito, sugerindo que estamos sempre ON, a vida verdadeira continua OFF. E nunca nos damos conta de que, no fim, toda a solidão que nos rodeia, essa sim, é real. Porque bytes, bits e pixels não transmitem calor. E o verbo sem o hálito quente é apenas palavra morta.<br /> E no final, só informamos as nossas quimeras, as nossas fantasias...e nós comunicamos cada vez menos como pessoas reais. E é a isso, que chamamos de &ldquo;solidão interativa&rdquo;.<br /> <br /> Assim, não será a tecnologia que nos afastará da solidão. Ela ainda se faz presente, em nosso existir, porque não vivenciamos os valores da solidariedade, da compaixão, da fraternidade.<br /> E, por mais que a tecnologia se desenvolva, por mais recursos nos ofereça, jamais eliminará a solidão de dentro de nós.<br /> Poderá, sim, agregar milhares de nomes em nossas redes de relacionamento. Porém, para preencher as necessidades de nosso coração, para que nele não haja mais espaço para a solidão, necessitamos cultivar a fraternidade, que pode até se iniciar no mundo virtual, mas terá que inevitavelmente, migrar para a realidade das ações de nosso coração.<br /> <br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Com base no livro Informar não é Comunicar de Dominique Wolton.<br /> Editora Sulina 2010.<br /> Redigido em 10.06.2011.<br /> Atualizado em 05.09.2016<br /> &nbsp;

A VIDA... SEGUNDO A MORTE
26 Ago 20203:29EP 1239

A VIDA... SEGUNDO A MORTE

Muitos livros e filmes, personificam a morte como personagem central da história.<br /> <br /> &nbsp; Imaginemos como seria a visão desse personagem, que tanto nos assustam, a nosso respeito.<br /> <br /> &nbsp; Imagino que morte teria o seguinte diálogo:<br /> <br /> &ldquo;Um fato simples: você vai morrer.<br /> <br /> Apesar de todos os esforços, a vida física não é para sempre. Desculpe ser um desmancha prazer.<br /> <br /> O meu conselho é: quando a sua hora chegar, não se apavore, isso não vai ajudar.<br /> <br /> &nbsp; &nbsp; Mas primeiro deixe me apresentar devidamente...se bem que em algum dia você vai me conhecer. Não antes da sua hora , é claro. Tenho como política evitar os vivos.<br /> <br /> &nbsp; &nbsp; Sempre gostei da minha imagem com o manto e foice, sombrio e poderoso. Infelizmente, sou mais banal e corriqueiro.<br /> <br /> &nbsp; &nbsp; &nbsp;Quando eu vou ao encontro de alguém, sempre leio os sonhos simples, ou grandiosos. Então, dou o meu beijo...E roubo as suas maldades, os seus egos, vaidades, ambições...egoísmos. Muitas vezes, eu sinto os arrependimentos de não fazerem mais pelas pessoas que elas amavam em vida. Muitas se revoltam, mas isso não importa. Eu sigo a lei e não a transgrido...ninguém, por mais rico que seja, poderá negociar comigo.<br /> <br /> Algumas almas, deslizam suavemente para os meus braços; são tão leves...tão afáveis...<br /> <br /> No meu trabalho, sempre encontro nos seres humanos, o que eles têm de melhor e de pior. Vejo a sua feiura e a sua beleza...E me pergunto: como uma mesma coisa, pode ser duas?<br /> <br /> Eu já vi inúmeras coisas:<br /> <br /> Presenciei as piores desgraças do mundo, e trabalhei para os piores vilões e tiranos.<br /> <br /> Vi também grandes maravilhas, e pessoas que mais pareciam anjos...Mas, ainda é como eu mencionei no início desse dialogo: NINGUÉM VIVE PRA SEMPRE.<br /> <br /> &nbsp; &nbsp; Quando vou buscar alguém que teve uma vida sabia e generosa, acredite, eu me emociono. Fico imaginando, como é de fato...viver!<br /> <br /> Você que tem esse privilegio, como tem vivido?<br /> <br /> Pense Nisso...e viva de maneira intensa, com as pessoas que fazem a diferença na sua vida. Não desperdice o seu tempo com besteiras...com coisas pequenas.<br /> <br /> E não se apavore comigo.Pois que, posso lhe assegurar:<br /> <br /> Sereis sempre vivo, pois que eu, a tão temida morte, nada mais sou do que uma transformação, e não um aniquilamento.<br /> <br /> ***********<br /> <br /> Espero que você tenha gostado da mensagem de hoje. Espero mais ainda; que ela tenha sido útil.<br /> <br /> Texto elaborado com base no livro &ldquo;A Menina que roubava Livros&rdquo; -&nbsp; do escritor australiano Markus Zusak, publicado em 2005 pela editora Picador. No Brasil e em Portugal, foi lançado pela Intrínseca Presença<br /> <br /> <br /> &nbsp;

QUESTÃO DE ESCOLHA
22 Ago 20204:25EP 1237

QUESTÃO DE ESCOLHA

QUEST&Atilde;O DE ESCOLHA<br /> <br /> Voc&ecirc; j&aacute; se deu conta de que vivemos num mundo de grandes reclama&ccedil;&otilde;es? Reclama-se de tudo. Do fornecedor, do empregador, do funcion&aacute;rio, da mercadoria, do restaurante, do servi&ccedil;o p&uacute;blico, da crise, da concorr&ecirc;ncia, do governo. <br /> Naturalmente, a &eacute;poca &eacute; de conscientiza&ccedil;&atilde;o e as pessoas est&atilde;o sendo convidadas a cobrar seus direitos. Direitos do consumidor, do eleitor, do cidad&atilde;o, do ser humano. <br /> Cobrar direitos est&aacute; correto. Faz parte do respeito que, como seres humanos, devemos cultivar. <br /> Contudo, em s&iacute;ntese, todas as reclama&ccedil;&otilde;es devem ser feitas primeiro a n&oacute;s mesmos. Sim, porque fomos n&oacute;s que fizemos as escolhas: do fornecedor, do empregador, da mercadoria, dos governantes. <br /> Com rela&ccedil;&atilde;o aos que nos governam consideremos que, se eles n&atilde;o est&atilde;o agindo como esper&aacute;vamos, devemos admitir que fomos infelizes na escolha. <br /> Ao utilizarmos o nosso direito de cidad&atilde;o, como nos servimos do voto? Como fizemos nossas escolhas? Pela emo&ccedil;&atilde;o do momento, por alguns dizeres inflamados, por uns discursos agressivos? <br /> Ser&aacute; que se tiv&eacute;ssemos mais aten&ccedil;&atilde;o, examinado a vida do candidato como cidad&atilde;o, profissional e pol&iacute;tico, ter&iacute;amos votado nele? <br /> E que dizer da crise? Crise se supera com trabalho, com esfor&ccedil;o, com criatividade. Os grandes descobridores n&atilde;o se deixaram abater pela crise econ&ocirc;mica, pela ironia dos seus pares, pela descren&ccedil;a das suas &eacute;pocas ou pelas persegui&ccedil;&otilde;es da ignor&acirc;ncia. <br /> Acreditaram em si, nas suas id&eacute;ias e ideais. Lutaram e ofereceram ao mundo novos continentes, mostrando horizontes mais amplos. <br /> Concorr&ecirc;ncia? Que bom que existe. Deve nos servir de est&iacute;mulo para melhor servir ao nosso cliente, para melhor atend&ecirc;-lo, para lhe oferecer o melhor produto. <br /> Equipe irrespons&aacute;vel? Mas quem a contratou? Quem a coordena? Somos n&oacute;s. N&oacute;s contratamos os colaboradores, os orientamos e treinamos. <br /> Eles s&atilde;o nosso retrato. Se percebem que valorizamos a criatividade, eles ousam. Se observam que desprezamos a organiza&ccedil;&atilde;o, se tornam relapsos. <br /> Quando descobrem que somos centralizadores, largam tudo em nossas m&atilde;os. <br /> Se estamos colhendo problemas, tenhamos a certeza de que plantamos problemas. Nossa vida s&oacute; tomara outro rumo quando tivermos a capacidade de mudar interiormente. <br /> Pense nisso <br /> &ldquo;O amor que voc&ecirc; quer encontrar nos outros, a paz que reclama e tenta encontrar, dependem de voc&ecirc;.&rdquo; <br /> O di&aacute;logo, base de toda a conviv&ecirc;ncia, tamb&eacute;m depende de voc&ecirc;. <br /> O caminho para a renova&ccedil;&atilde;o depende de voc&ecirc;. A realiza&ccedil;&atilde;o que voc&ecirc; julga especial depende de voc&ecirc;. <br /> A organiza&ccedil;&atilde;o que tanto apregoa depende de voc&ecirc;. <br /> Ponderar, queixar-se ou produzir; atrapalhar ou servir; desprezar ou valorizar; revoltar-se ou colaborar; adoecer ou curar; rebaixar ou elevar; monologar ou dialogar; ensimesmar-se ou se abrir; estacionar ou progredir: tudo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha. <br /> E essa escolha depende unicamente de voc&ecirc;.&rdquo; <br /> <br /> Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no livro: &ldquo;A Revolu&ccedil;&atilde;o dos Campe&otilde;es&rdquo;, de Roberto Shiniyashiki, ed. Infinito, SP, cap. 2, Sua vida &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia do que voc&ecirc; &eacute;. <br /> <br />

OBJETIVOS DA VIDA
20 Ago 20203:54EP 1235

OBJETIVOS DA VIDA

<strong>&nbsp;Objetivos da vida</strong><br /> <br /> <br /> Existir significa ter vida, fazer parte do Universo, contribuir para a harmonia do Cosmo.<br /> Assim, a vida que pulsa na intimidade de cada um de n&oacute;s &eacute; um convite &agrave; nos integrarmos ao Universo, visto que somos herdeiros das estrelas.<br /> E a busca por um sentido, por entender a vida com um significado especial, &eacute; a for&ccedil;a propulsora para o progresso.<br /> Todo aquele que encontra um objetivo para viver, sejam seus ideais, suas necessidades ou mesmo suas ambi&ccedil;&otilde;es, ter&aacute; em sua vida um sentido maior.<br /> Mesmo sob cruciais e pesadas tormentas, o objetivo a se alcan&ccedil;ar ser&aacute; sempre a mola propulsora.<br /> Afinal, quando se tem o porqu&ecirc; viver, a forma como se vive, at&eacute; que se atinja o objetivo desejado, torna-se secund&aacute;ria.<br /> Viktor Frankl(frankol), psiquiatra judeu, afirmou que somente venceu os supl&iacute;cios dos campos de concentra&ccedil;&atilde;o da Segunda Guerra Mundial porque conseguiu encontrar um nobre objetivo para quando sa&iacute;sse de l&aacute;.<br /> Ele tinha tr&ecirc;s raz&otilde;es para viver: sua f&eacute;, sua voca&ccedil;&atilde;o e a esperan&ccedil;a de reencontrar a esposa. Ali onde tantos perderam tudo, Frankl reconquistou n&atilde;o somente a vida, mas algo maior.<br /> Assim, enquanto tantos resvalavam na fuga pelo suic&iacute;dio, nos dias de confinamento, ele superou as dores f&iacute;sicas e morais, ao se apoiar nos objetivos que se prop&ocirc;s alcan&ccedil;ar.<br /> Thomas Alva Edison, ap&oacute;s mais de dois mil experimentos, mantinha o mesmo &acirc;nimo na busca de solu&ccedil;&otilde;es para a cria&ccedil;&atilde;o da l&acirc;mpada el&eacute;trica, impulsionado que estava pelo objetivo da descoberta e da cria&ccedil;&atilde;o.<br /> Muitos aposentados e idosos, depressivos diversos, que se neurotizaram, recuperam-se atrav&eacute;s do servi&ccedil;o ao pr&oacute;ximo, da autodoa&ccedil;&atilde;o &agrave; comunidade, do labor em grupo, sem interesse pecuni&aacute;rio, reinventando raz&otilde;es e motivos para serem &uacute;teis, assim rompendo o ref&uacute;gio sombrio da perda do sentido existencial.<br /> Sem meta n&atilde;o se vive. Mas essa se trata sempre de um sentido pessoal, que ningu&eacute;m pode oferecer e que &eacute; particular a cada qual.<br /> N&atilde;o por outra forma que, comumente, pessoas atuantes, vibrantes, quando perdem o objetivo pelo qual pautavam a vida, resvalam nos sombrios caminhos da depress&atilde;o.<br /> Assim, cabe a cada um de n&oacute;s n&atilde;o se esquecer do significado maior da vida. Se os par&acirc;metros externos modificam-se, se a vida se altera, &eacute; natural que nossos objetivos tamb&eacute;m sigam curso semelhante.<br /> Por&eacute;m, n&atilde;o esque&ccedil;amos que ser&aacute; sempre objetivo de todos n&oacute;s a busca da constru&ccedil;&atilde;o &iacute;ntima atrav&eacute;s do desenvolvimento intelectual e das conquistas morais.<br /> Ser&aacute; a conjuga&ccedil;&atilde;o desses dois valores que proporcionar&atilde;o bem-estar interior e plenitude.<br /> Quem percebe a vida como uma oportunidade constante e inesgot&aacute;vel de progresso e conquistas, jamais deixar&aacute; de possuir objetivos, pois ter&aacute; como meta maior a constru&ccedil;&atilde;o da plenitude existencial na intimidade da alma.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 5, do<br /> livro Amor, imbat&iacute;vel amor, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis,<br /> psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br />

COMEÇANDO O DIA
17 Ago 20204:21EP 1234

COMEÇANDO O DIA

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>COME&Ccedil;ANDO O DIA<br /> <br /> O homem acordou pela manh&atilde; e recordou-se de algo que lera em um livreto: Comece o dia na luz da ora&ccedil;&atilde;o. O amor de Deus nunca falha.<br /> E ent&atilde;o decidiu orar: Senhor, hoje, at&eacute; o momento, me comportei bem.<br /> N&atilde;o fofoquei. N&atilde;o me zanguei. N&atilde;o fui ganancioso, mal-humorado, precipitado ou ego&iacute;sta.<br /> Estou realmente satisfeito com isso.<br /> Mas, em poucos minutos, senhor, vou me levantar, e da&iacute; em diante, provavelmente vou precisar de muito mais ajuda. Obrigado.<br /> * * *<br /> Assim mesmo &eacute; a prece. Um di&aacute;logo franco com a Divindade, onde o ser exp&otilde;e a pr&oacute;pria alma.<br /> N&atilde;o h&aacute; necessidade de longas frases, nem de palavras ensaiadas. &Eacute; o que a alma sente e deixa transbordar.<br /> Um pedido simples, mas profundo. Um pedido de quem reconhece que a necessidade maior reside em si mesmo, nas suas defici&ecirc;ncias morais.<br /> Um exame de consci&ecirc;ncia e um pedido de socorro.<br /> A resposta &eacute; exatamente a fortaleza para vencer, a pouco e pouco, as dificuldades &iacute;ntimas e ir vivendo melhor a cada dia, conquistando a paz.<br /> Devotando-se ao trabalho, sem se deter a observar defeitos alheios e muito menos a coment&aacute;-los, semeia-se tranquilidade no ambiente profissional.<br /> N&atilde;o se permitindo envolver pelas teias do nervosismo, da inquieta&ccedil;&atilde;o, os problemas v&atilde;o sendo solucionados um a um, na medida em que surjam.<br /> Sem desejar possuir em demasia, usufruir de todos os prazeres que os bens terrenos oferecem, o homem se entrega &agrave;s lutas do cotidiano, sereno e confiante.<br /> N&atilde;o se permitindo o mau humor por coisa nenhuma, por um contratempo no tr&acirc;nsito, um defeito mec&acirc;nico no carro, um funcion&aacute;rio que n&atilde;o atende aos deveres, a criatura distribui serenidade onde se encontre.<br /> Sem precipita&ccedil;&atilde;o, ouve o seu semelhante at&eacute; o fim, antes de dar respostas que nem sempre atendem ao que o outro deseja.<br /> Deixando de lado o ego&iacute;smo, o homem se sente feliz em compartilhar o de que disponha e se torna uma pessoa amiga, prestativa.<br /> Compartilhar coisas pequenas, simples, como oferecer uma carona a um vizinho, emprestar um livro, indicar uma boa leitura.<br /> Compartilhar o que detenhamos inclui os valores intr&iacute;nsecos do ser, que tem a ver com a vida e os seus objetivos.<br /> Portanto, compartilhemos a nossa certeza da exist&ecirc;ncia de Deus, da imortalidade da alma com aqueles que se debatem no mundo, sem f&eacute;, sem rumo, sem objetivos.<br /> E guardemos a certeza de que ,se assim rogarmos a Deus que nos ajude, Ele estar&aacute; conosco, auxiliando-nos nessas pequenas grandes autoconquistas di&aacute;rias, que somente redundar&atilde;o em felicidade para n&oacute;s mesmos.<br /> * * *<br /> Cada dia &eacute; um presente especial que Deus concede aos homens.<br /> Cada dia &eacute; de tal forma &uacute;nico, que nunca se repete. Observemos como o sol rompe a treva da noite, trazendo a manh&atilde; radiante, sempre com um novo colorido.<br /> As flores de ontem n&atilde;o est&atilde;o exatamente iguais hoje. As gotas da chuva que caem em abund&acirc;ncia n&atilde;o s&atilde;o aquelas que rolaram em dias anteriores.<br /> Tudo &eacute; novo a cada dia. Essa &eacute; a grande mensagem de Deus para os homens: a renova&ccedil;&atilde;o da oportunidade de crescer, melhorar-se e ser feliz.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com prece inicial<br /> de autoria ignorada.<br /> Em 26.1.2013.</em></div> </span><br />

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