NOTAS DO EPISÓDIO
<strong> Não venha roubar minha solidão, se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca.</strong><br /> <br /> O titulo do Pense Nisso de hoje foi transcrito da frase proferida pelo filosofo alemão Friedrich Nietzsche, conhecido como o “filosofo da afirmação da vida”.<br /> Nos tempos atuais, tempos de vidas liquidas, onde tudo é descartável, as pessoas se agarram cada vez mais na solidão. E tem na solidão como um estilo de vida positivo.<br /> Dias desses, numa enquete feita por um programa radiofônico, fi feita a seguinte pergunta: - Você acha que é possível ser feliz vivendo sozinho?<br /> Pelas respostas percebemos que a solidão, nos dias de hoje, seja mais atraente do que imaginamos.<br /> Pessoas diziam que: “Com tanta gente fútil que nos cerca, solidão está mais para um remédio”<br /> Haviam aqueles que opinavam dizendo que; “a solidão é luxo, nos dias atuais.<br /> Muitos afirmavam que, preferem a solidão como um modo de se protegerem da infâmia do politicamente correto. Onde você corre o risco de ser processado por dizer "Oi”,que pode ser acusado de assédio ou estupro.E arrematam: “É melhor viver num casulo,do que ter uma dor de cabeça explicando o inexplicável.<br /> O que fica claro, diante dessas afirmações, é que a solidão se tornou uma amiga protetora para a nossa sociedade que tudo é tão liquido, que vê no relacionamento interpessoal, como um problema que somente a solidão resolve!<br /> <br /> Se perguntar para alguns homens, porque não se casam e constituem uma família, eles respondem: prefiro um pet, que num provável divorcio, não leva metade dos meus bens e nem me processa.<br /> Muitas mulheres diziam que preferem uma vida de solidão do que ter que conviver com pessoa machista, controladora e sofrer violência doméstica. O que estão corretas.<br /> Será que as redes sociais tem ajudado pra esse processo de individualização da sociedade e esse apego tão grande pela solidão?<br /> É lá, nas redes sociais, que vivemos a fantasia de sermos o que não somos. Garantimos o nosso momento de sermos aquilo que todos querem que sejamos. Só não podemos ser aquilo, que de fato, queremos ser. <br /> A solidão se tornou a nossa amiga. Porque é ela que, aparentemente, nos oferece a proteção. Parece, que é na solidão que encontramos a nos mesmos. Na solidão, nos permitimos tirar as mascaras que precisamos usar para agradar as pessoas da nossa igreja, da nossa família, as pessoas que trabalham conosco e que exigem de nós uma vida que elas querem que vivamos. E não uma vida que seja uma opção nossa; com os acertos e erros. E aqueles de nós que ousamos viver segundo as nossas covicções, corremos o risco de sermos taxados de machistas, feministas, esquerdistas, direitistas, marxistas, fascistas... e outros “istas”. Talvez, a solidão seja o melhor remédios para uma condição psíquica que assola o mundo: a normose.<br /> Mas, o que é a normose? <br /> Normose é um conceito que se refere a normas, crenças e valores sociais que causam angústia e podem ser fatais, em outras palavras, normose é um conjunto de "comportamentos normais de uma sociedade que causam sofrimento e morte"<br /> Mas, isto é um assunto para outro dia...para um outro Pense Nisso..<br /> ***<br /> E quanto a frase de Nietzsche, que diz "Não venha roubar minha solidão, se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca” -Vamos oferecer algo mais valioso em troca:<br /> Ofereçamos em troca, aquelas coisas, entre aspas, “antiquadas”. Como por exemplo: as visitas entre amigos, com os intermináveis bate-papos, que hoje se extinguiram, graças a dispositivos tecnológicos que permitem contatos na nossa aldeia global, sem sair da frente de um visor;<br /> . Cultivar amizades, distribuir afagos, buscar companheiros para o entretenimento sadio, aplaudir um teatro, sair com colegas de trabalho para uma tarde de lazer junto à natureza são atos a que todos podemos nos propor.<br /> Para espantar a solidão existem fórmulas especiais e muito fáceis. Basta programar-se e convidar amigos para o final de semana.<br /> Abrir o lar para um encontro simpático, sem a exagerada preocupação de servir petiscos muito elaborados, que demandam tempo enorme no seu preparo, quando o tempo deve ser dispensado aos que elegemos para estarem conosco, algumas horas.<br /> Aprendamos a desfrutar da companhia do outro. Deus criou o homem para viver em sociedade. No contato humano é que burilamos experiências e sentimentos, aprendendo a disciplina do próprio proceder.<br /> E, se acaso, formos daquelas criaturas que afirmamos não ter amigos, colegas ou seja quem for para recepcionar ou visitar, há muitos seres no mundo, sem ninguém. Crianças que foram abandonadas e que precisam de um lar e de afeto.<br /> Há os que temem assumir a responsabilidade de adoção plena. Contudo, por que não lhes dispensar algumas horas de carinho por semana?<br /> Preparemos o lar, com brinquedos, alguns pratos diferentes, saborosos e repletemos a alma de felicidade, doando amor.<br /> A mais expressiva técnica para espantar a solidão é dispor-se a amar. E há tantos que esperam pela nossa disposição de amar!<br /> Se temermos buscar em instituições que abrigam esses pequenos, por qualquer questão pessoal que ainda não consigamos vencer, olhemos ao redor.<br /> Não haverá, perto de nós, crianças solitárias e tristes, que anseiem por um gesto de carinho?<br /> O mundo aguarda nosso amor. Espanquemos as nuvens espessas da solidão em que nos abrigamos e comecemos a ser felizes, fazendo alguém feliz, porque o amor somente beneficia a quem ama.<br /> Portanto, vamos viver uma vida menos liquida e parar de solicitar que a solidão seja sólida.<br /> Pense Nisso, mas pense agora<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso.<br /> Em 12.04.2019.</em></div> <br /> <br />
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