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PODCAST · 3186 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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DISCIPLINA
13 Dez 20193:02EP 1210

DISCIPLINA

DISCIPLINA<br /> \n<br /> \nMuitos de n&oacute;s, quando ouvimos falar em disciplina, logo imaginamos estruturas militares rigorosas, normas que amedrontam, ou algo assim.<br /> \nNo entanto, disciplina &eacute; &ldquo;a ordem que conv&eacute;m ao funcionamento regular de uma organiza&ccedil;&atilde;o&rdquo;, observa&ccedil;&atilde;o de preceitos ou normas&rdquo;.<br /> \nNosso lar &eacute; a primeira organiza&ccedil;&atilde;o da qual fazemos parte, e &eacute; a&iacute;, portanto, que deve come&ccedil;ar a disciplina.<br /> \nSem d&uacute;vida, alguns de n&oacute;s damos aos filhos uma comodidade que resulta mais tarde em indisciplina.<br /> \nTalvez n&atilde;o o fa&ccedil;amos com essa inten&ccedil;&atilde;o, mas o resultado nos escapa e nos desagrada.<br /> \nMovidos pelo afeto, tantas vezes nos esquecemos de estabelecer normas que conv&ecirc;m ao bom funcionamento dessa organiza&ccedil;&atilde;o chamada de lar.<br /> \nEnvolvemos os pequeninos em cuidados e zelos, e &agrave;s vezes exageramos na dose, prejudicando a sua forma&ccedil;&atilde;o moral.<br /> \nAlguns de n&oacute;s criamos nossos filhos como se fossem pr&iacute;ncipes ou princesas, fazendo tudo por eles. Ensinandolhes que s&oacute; t&ecirc;m direitos, e nenhum dever.<br /> \nEm contrapartida, passamos a eles a id&eacute;ia de que n&oacute;s, pais, s&oacute; temos deveres e nenhum direito.<br /> \nSe chegamos em casa e vamos fazer nossa refei&ccedil;&atilde;o, e o pequeno solicita nossa aten&ccedil;&atilde;o, imediatamente largamos o prato e vamos atend&ecirc;lo.<br /> \nSe estamos ao telefone e ele fala conosco, deixamos de dar aten&ccedil;&atilde;o ao outro lado da linha para ouv&iacute;lo.<br /> \nEle tem o direito a falar quando quiser, no volume que achar conveniente.<br /> \nTem o direito a fazer suas refei&ccedil;&otilde;es tranq&uuml;ilamente, dormir a hora que desejar, jogar as roupas sujas onde quiser. Deixar seus brinquedos espalhados pela casa inteira. Algu&eacute;m far&aacute; tudo por ele.<br /> \nNossos filhos crescem. Envolvemse numa outra organiza&ccedil;&atilde;o a que chamamos sociedade, e a&iacute; come&ccedil;am os problemas.<br /> \nAqueles a quem ensinamos que s&oacute; tinham direitos, agora cobram da sociedade o mesmo tratamento que lhes foi dispensado dentro do lar, ao longo da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia.<br /> \nQuando saem no tr&acirc;nsito, querem que todos abram alas. Afinal eles querem passar.<br /> \nN&atilde;o se importam se ir&atilde;o obstruir os cruzamentos, nos sem&aacute;foros, impedindo a passagem dos outros, ou se ir&atilde;o atrapalhar em filas duplas. Afinal eles sempre tiveram a prefer&ecirc;ncia.<br /> \nQuando necessitam de algum processo junto aos &oacute;rg&atilde;os competentes, querem ser atendidos primeiro. Seus direitos v&ecirc;m sempre em antes.<br /> \n&Eacute; importante que reflitamos acerca de como tem sido o nosso comportamento diante dos filhos.<br /> \n&Eacute; importante estabelecer limites, que devem ser respeitados.<br /> \nImportante dar aos filhos responsabilidades desde a inf&acirc;ncia, como ajudar a manter a casa em ordem, respeitar os direitos dos demais membros da fam&iacute;lia, etc.<br /> \nE jamais devemos esquecer que o exemplo &eacute; a melhor forma de educa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nSe somos daqueles que acreditamos que a disciplina n&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria, observemos um ve&iacute;culo rodando sem freios, e poderemos ter uma ideia do que seja a falta de limites.<br /> \nPense nisso!<br /> \nSe queremos ver nossos direitos respeitados, comecemos por respeitar os dos outros.<br /> \nSe queremos um tr&acirc;nsito organizado, sejamos disciplinados, respeitando os direitos de todos os que circulam pelas ruas.<br /> \nSe todos observarmos nossos limites, nossos deveres, nossas obriga&ccedil;&otilde;es, teremos uma sociedade harmoniosa.<br /> \nPense nisso, mas pense agora!

SENTIR NA PRÓPRIA PELE
10 Dez 20194:20EP 1209

SENTIR NA PRÓPRIA PELE

&nbsp; SENTIR NA PR&Oacute;PRIA PELE<br /> \n<br /> \nUma determinada ONG alem&atilde; apresentou, de forma inusitada, um excelente exemplo de marketing social.<br /> \nEm alguns cinemas da Alemanha, o p&uacute;blico entrava para assistir aos filmes e se deparava com diversos cobertores dobrados, colocados um em cada poltrona.<br /> \nNada foi dito ou explicado e, conforme os primeiros an&uacute;ncios e trailers iam passando, a sala come&ccedil;ava a esfriar, chegando a temperaturas baix&iacute;ssimas, similares &agrave;s das madrugadas de inverno naquela regi&atilde;o.<br /> \nEnt&atilde;o, subitamente, uma mensagem come&ccedil;ava a aparecer, mostrando moradores de rua em muita dificuldade, assim como seus pr&oacute;prios relatos narrando os problemas causados pelo frio intenso.<br /> \nAo final da mensagem, um deles, inclusive, em tom de bom humor, dizia para que n&atilde;o incomodassem mais as pessoas no cinema e as deixassem assistir a seus filmes.<br /> \nA campanha finalizava avisando &agrave;s pessoas que, em cada cobertor que receberam, havia um c&oacute;digo, que poderiam ler com seus celulares, e efetuar uma doa&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea para ajudar os moradores de rua, os sem teto.<br /> \nO resultado foi surpreendente. Ap&oacute;s realizarem a experi&ecirc;ncia em diversas salas de cinema de todo o pa&iacute;s, computaram um retorno de noventa e cinco por cento, isto &eacute;, noventa e cinco por cento das pessoas que estiveram nessas salas de cinema se comoveram e fizeram doa&ccedil;&otilde;es.<br /> \n* * *<br /> \nA interessante experi&ecirc;ncia revela que ainda precisamos sentir na pr&oacute;pria pele para que desenvolvamos a verdadeira empatia para com o outro.<br /> \nColocar-se no lugar do outro &eacute; fundamental para que possamos entender a situa&ccedil;&atilde;o do nosso pr&oacute;ximo e ajud&aacute;-lo sem ressalvas e sem medo.<br /> \nDeus e Sua provid&ecirc;ncia, nos processos das vidas sucessivas, nos coloca em tais situa&ccedil;&otilde;es, para que aprendamos a enxergar a vida, as pessoas, estando do outro lado.<br /> \nAssim, renascemos, muitas vezes, em condi&ccedil;&otilde;es opostas &agrave;s que antes t&iacute;nhamos no planeta, como por exemplo, tendo que lidar com a mis&eacute;ria material, muitos de n&oacute;s que, em exist&ecirc;ncia anterior, tivemos tudo e nem sequer olhamos para os lados para encontrar o pr&oacute;ximo necessitado.<br /> \nEm pa&iacute;ses, onde ainda se vive a realidade de castas, de segrega&ccedil;&otilde;es de ra&ccedil;as etc, aqueles que detinham o poder, que viviam privil&eacute;gios, renascem por vezes entre os subjugados; tanto quanto os que antes ocupavam posi&ccedil;&otilde;es de inferioridade, retornam como ricos, como poderosos &ndash; quando necess&aacute;rio.<br /> \nEssas varia&ccedil;&otilde;es, essas mudan&ccedil;as de lado se fazem necess&aacute;rias para que alarguemos nossos horizontes e enxerguemos a vida de forma diferente, com menos ego&iacute;smo, com menos orgulho.<br /> \nCostumamos dizer que s&oacute; quem passou por esta ou aquela situa&ccedil;&atilde;o sabe como &eacute; estar l&aacute;.<br /> \nPor&eacute;m, podemos desenvolver em n&oacute;s esse costume, essa pr&aacute;tica saud&aacute;vel de nos colocarmos no lugar do outro, buscando estar em seu sentimento e, assim, compreend&ecirc;-lo melhor em todas as situa&ccedil;&otilde;es.<br /> \nSeremos mais indulgentes e, por consequ&ecirc;ncia natural, mais caridosos com nosso pr&oacute;ximo.<br /> \nA empatia nos tira da indiferen&ccedil;a, da estagna&ccedil;&atilde;o, desse como que sono profundo onde ainda estamos todos n&oacute;s que insistimos em enxergar apenas nosso pr&oacute;prio umbigo.<br /> \nPensemos no outro. Sintamo-nos como o outro. Ajudemos.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 28.10.2013.<br /> \n<br />

A SERENIDADE
7 Dez 20195:08EP 1208

A SERENIDADE

&nbsp;A Serenidade<br /> \n<br /> \n<br /> \nVoc&ecirc; j&aacute; parou para observar, algum dia, como as pessoas andam pelas ruas apreensivas?<br /> \n<br /> \nO semblante sempre carregado e o cenho franzido traduzem a ang&uacute;stia &iacute;ntima. A problem&aacute;tica em que se encontram mergulhados.<br /> \n<br /> \nEm alguns momentos, a impress&atilde;o que se tem &eacute; que a maioria das gentes anda em batalha interior constante.<br /> \n<br /> \nE nos perguntamos: Onde a serenidade? Em especial daqueles de n&oacute;s que ostentamos o adjetivo de sermos religiosos.<br /> \n<br /> \nAcaso teremos esquecido a exorta&ccedil;&atilde;o que diz: A cada dia basta o seu cuidado? <br /> \n<br /> \n&Eacute; por essa raz&atilde;o que, com regularidade, a Provid&ecirc;ncia Divina permite que Seus mission&aacute;rios visitem a Terra, travestidos em corpos humanos e nas mais variadas frentes de trabalho. <br /> \n<br /> \nRecordamos que em 1958, o Mundo assistiu &agrave; posse de mais um Papa. <br /> \nAos 77 anos, &Acirc;ngelo Giuseppe Roncalli assumiu o papado com o nome de Jo&atilde;o XXIII. &Acirc;ngelo Roncalli era um homem que causava um impacto sempre favor&aacute;vel nas pessoas.<br /> \n<br /> \nReconhecia claramente suas limita&ccedil;&otilde;es e era dotado de um vivo senso de humor.<br /> \n<br /> \nSurpreendeu pela coragem de inaugurar debates sobre temas intoc&aacute;veis at&eacute; ent&atilde;o. <br /> \n<br /> \nEm um documento asseverou que todos os homens t&ecirc;m direito de escolher a sua religi&atilde;o. <br /> \n<br /> \nEm 1960, num dos seus escritos, ele registrou uma p&aacute;gina com not&aacute;vel sentimento de religiosidade universal.<br /> \n<br /> \nChama-se O Dec&aacute;logo da Serenidade e cont&eacute;m dez sugest&otilde;es de conduta para o homem que deseja a paz.<br /> \n<br /> \n1&ordf; primeiro Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma s&oacute; vez.<br /> \n<br /> \n2&ordf; segundo - Hoje, apenas hoje, procurarei ter o m&aacute;ximo cuidado na minha conviv&ecirc;ncia; cort&ecirc;s nas minhas maneiras, a ningu&eacute;m criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir &agrave; for&ccedil;a ningu&eacute;m, sen&atilde;o a mim mesmo.<br /> \n<br /> \n3&ordf; terceiro - Hoje, apenas hoje, serei feliz, na certeza de que fui criado para a felicidade, n&atilde;o s&oacute; no outro Mundo, mas tamb&eacute;m j&aacute; neste.<br /> \n<br /> \n4&ordf; quarto - Hoje, apenas hoje, adaptar&not;-me-ei &agrave;s circunst&acirc;ncias, sem pretender que sejam todas as circunst&acirc;ncias a se adaptarem aos meus desejos.<br /> \n<br /> \n5&ordf; quinto - Hoje, apenas hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que, assim como o alimento &eacute; necess&aacute;rio para a vida do corpo, assim a boa leitura &eacute; necess&aacute;ria para a vida da alma.<br /> \n<br /> \n6&ordf; sexto - Hoje, apenas hoje, farei uma boa a&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o direi a ningu&eacute;m.<br /> \n<br /> \n7&ordf; s&eacute;timo - Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custe fazer, e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ningu&eacute;m o saiba.<br /> \n<br /> \n8&ordf; oitavo - Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez n&atilde;o o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrev&ecirc;-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecis&atilde;o.<br /> \n<br /> \n9&ordf; nono - Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente, embora as circunst&acirc;ncias mostrem o contr&aacute;rio, que a Provid&ecirc;ncia de Deus se ocupa de mim como se n&atilde;o existisse mais ningu&eacute;m no Mundo.<br /> \n<br /> \n10&ordf; d&eacute;cimo - Hoje, apenas hoje, n&atilde;o terei nenhum temor. De modo especial n&atilde;o terei medo de gozar o que &eacute; belo e de crer na bondade.<br /> \n* * *<br /> \n&emsp;<br /> \n<br /> \n<br /> \nO homem do futuro, que define as conquistas das virtudes nos esfor&ccedil;os do presente, descobre o imenso prazer de ser bom, humano e benevolente para com todos, sem distin&ccedil;&atilde;o de ra&ccedil;as, nem de cren&ccedil;as, porque em todos os homens v&ecirc; irm&atilde;os seus.<br /> \n<br /> \nPense nisso! Mas, pense agora. <br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto O dec&aacute;logo da serenidade,<br /> \nda Revista Reformador de agosto de 1996, ed. Feb. <br /> \nEm 11.07.2012.<br />

CRÉDITOS DE VIDA
2 Dez 20194:45EP 1206

CRÉDITOS DE VIDA

&nbsp;CR&Eacute;DITOS DE VIDA <br /> \n<br /> \nJamais esque&ccedil;a seus sonhos, eles ser&atilde;o o motor da sua exist&ecirc;ncia, eles ser&atilde;o o gosto e o odor das suas manh&atilde;s.&quot;<br /> \n<br /> \n&quot;A d&uacute;vida e a escolha que o acompanham s&atilde;o as duas for&ccedil;as que fazem vibrar as cordas das nossas emo&ccedil;&otilde;es. Lembre-se sempre de que a &uacute;nica que conta &eacute; a harmonia dessa vibra&ccedil;&atilde;o.&quot;<br /> \n<br /> \n&quot;Todos os come&ccedil;os das manh&atilde;s s&atilde;o silenciosos, mas s&oacute; alguns sil&ecirc;ncios s&atilde;o sin&ocirc;nimos de aus&ecirc;ncia, outros, &aacute;s vezes, s&atilde;o ricos de cumplicidade.&quot;<br /> \n<br /> \n&quot;Nada &eacute; imposs&iacute;vel, s&oacute; os limites de nossas mentes definem certas coisas como inconceb&iacute;veis. Muitas vezes &eacute; preciso resolver muitas equa&ccedil;&otilde;es para admitir um novo racioc&iacute;nio. &Eacute; uma quest&atilde;o de tempo e de limites do nosso c&eacute;rebro. Transplantar um cora&ccedil;&atilde;o, fazer voar um avi&atilde;o de 350 toneladas, andar na Lua deve ter dado muito trabalho, mas foi preciso, sobretudo, de imagina&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o, quando nossos s&aacute;bios, t&atilde;o s&aacute;bios, declaram imposs&iacute;vel transplantar um c&eacute;rebro, viajar &agrave; velocidade da luz, clonar um ser humano, digo a mim mesmo que, afinal, n&atilde;o aprenderam nada sobre seus pr&oacute;prios limites, deve-se pensar que tudo &eacute; poss&iacute;vel e que &eacute; uma quest&atilde;o de tempo, o tempo de compreender como &eacute; poss&iacute;vel.&quot;<br /> \n<br /> \n&quot;Todas as manh&atilde;s, ao acordar, recebemos um cr&eacute;dito de 86.400 segundos de vida para aquele dia, e quando vamos dormir &agrave; noite n&atilde;o h&aacute; transporte dessa quantia. O que n&atilde;o foi vivido naquele dia est&aacute; perdido, o ontem acabou de passar. Todas as manh&atilde;s essa magia recome&ccedil;a, ganhamos um novo cr&eacute;dito de 86.400 segundos de vida e essa regra do jogo &eacute; incontorn&aacute;vel: o banco pode fechar nossa conta a qualquer momento, sem nenhum aviso pr&eacute;vio; a qualquer momento a vida pode ser interrompida. E o que fazemos com nossos 86.400 segundos cotidianos?&quot;<br /> \n<br /> \n&quot;Sempre gostei muito da noite, por causa do sil&ecirc;ncio das silhuetas sem sombra, dos olhares que n&atilde;o cruzamos durante o dia. Como se dois mundos compartilhassem a cidade sem se conhecer, sem imaginar a reciprocidade da exist&ecirc;ncia do outro.&quot;<br /> \n<br /> \n&quot;Identificar a felicidade quando ela est&aacute; a seus p&eacute;s, ter a coragem e a determina&ccedil;&atilde;o de se abaixar para peg&aacute;-la... E para mant&ecirc;-la. Essa &eacute; a intelig&ecirc;ncia do cora&ccedil;&atilde;o.&quot;<br /> \n<br /> \n&quot;Acredito que o cotidiano &eacute; a fonte da cumplicidade, &eacute; a&iacute; que, em vez de h&aacute;bitos, podemos inventar &ldquo;o luxo e o banal&rdquo;, o incomensur&aacute;vel e o comum.&quot;<br /> \n<br /> \n&quot;- N&atilde;o perten&ccedil;o a um sistema, sempre lutei contra isso. Vejo as pessoas de quem gosto, vou aonde quero ir, leio um livro porque ele me atrai e n&atilde;o porque ele &ldquo;deve ser lido&rdquo;, e toda a minha vida &eacute; assim.&quot;<br /> \n<br /> \n&quot;J&aacute; que n&atilde;o se pode viver tudo, o importante &eacute; viver o essencial, e cada um de n&oacute;s tem o &ldquo;seu essencial.&rdquo;<br /> \n<br /> \n&quot;Acredite que a coisa de que o homem tem menos consci&ecirc;ncia &eacute; da pr&oacute;pria vida.&quot;<br /> \n<br /> \n&quot;Voc&ecirc; quer entender o que &eacute; um ano de vida: pergunte a um estudante que acabou de ser reprovado no exame de fim de ano. Um m&ecirc;s de vida: fale com a m&atilde;e que acabou de dar &agrave; luz um filho prematuro e que est&aacute; esperando que ele saia da incubadora para segurar o beb&ecirc; nos bra&ccedil;os, s&atilde;o e salvo. Uma semana: pergunte a um homem que trabalha numa f&aacute;brica ou numa mina para alimentar a fam&iacute;lia. Um dia: pergunte a duas pessoas loucamente apaixonadas que est&atilde;o esperando para se encontrar. Uma hora: pergunte a um claustr&oacute;fobo, preso num elevador quebrado. Um segundo: olhe a express&atilde;o de um homem que acabou de escapar de um acidente de carro, e um mil&eacute;simo de segundo: pergunte ao atleta que acabou de ganhar a medalha de prata nas Olimpiadas e n&atilde;o a medalha de ouro pela qual treinou durante toda a sua vida.&quot;<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 02.01.2013.<br />

FANATISMO E TOLERÂNCIA
30 Nov 20194:03EP 1205

FANATISMO E TOLERÂNCIA

&nbsp;FANATISMO E TOLER&Acirc;NCIA<br /> \n<br /> \n&Eacute; natural que nas nossas escolhas, nas nossas andan&ccedil;as, encontremos essa ou aquela filosofia de vida que mais nos pare&ccedil;a adequada.<br /> \n&Eacute; compreens&iacute;vel que a escolha religiosa de cada um de n&oacute;s tenha um car&aacute;ter pr&oacute;prio e pessoal, que mais concorde com nossa vis&atilde;o de mundo e de um Deus...ou mesmo que n&atilde;o se acredite em um criador.<br /> \nAssim tamb&eacute;m escolhemos o partido pol&iacute;tico, o time de futebol, o esporte preferido para praticar, o hobby para os momentos de lazer, que nos pare&ccedil;a o melhor, e que tenha mais significado para n&oacute;s.<br /> \nComo temos hist&oacute;rias de vida diferentes, percep&ccedil;&otilde;es de mundo, valores, capacidades intelectuais e emocionais muito pessoais e individualizadas, cada um de n&oacute;s faz suas escolhas externas em coer&ecirc;ncia com aquilo que j&aacute; conquistou intimamente.<br /> \nDessa forma, mesmo que n&atilde;o concordemos com a op&ccedil;&atilde;o de vida de outrem, mesmo que tal ou qual situa&ccedil;&atilde;o jamais possa ser nossa escolha, para algu&eacute;m isso pode ser o melhor.<br /> \nPortanto, compreender que n&atilde;o ser&atilde;o todos que aceitar&atilde;o a nossa religi&atilde;o como a melhor, que ver&atilde;o nossa profiss&atilde;o como a mais acertada escolha ou que conseguir&atilde;o entender nossas op&ccedil;&otilde;es, tudo isso faz parte da vida.<br /> \nTodas as vezes que tentarmos for&ccedil;ar algu&eacute;m a pensar como n&oacute;s, entraremos em campo perigoso.<br /> \nQuando somos intolerantes com as op&ccedil;&otilde;es distintas das nossas, quando n&atilde;o vemos com naturalidade outros caminhos trilhados por tantos, estamos demonstrando nossa inflexibilidade com a diversidade do pensar e do agir alheios.<br /> \nO pr&oacute;ximo passo, seguido &agrave; intoler&acirc;ncia, ser&aacute; certamente o do fanatismo.<br /> \nQuando n&atilde;o conseguimos aceitar as op&ccedil;&otilde;es alheias, n&atilde;o conseguimos ver outros caminhos para trilhar, tendemos a impor nossas escolhas como a &uacute;nica verdade e a &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o l&iacute;cita e saud&aacute;vel.<br /> \nSeremos aqueles que tentaremos impor nossa religi&atilde;o, nossa filosofia de vida, nosso esporte ou nosso hobby aos que nos cercam, para que eles se conven&ccedil;am da nossa certeza, esquecendo-nos de que ela &eacute; nossa e de mais ningu&eacute;m.<br /> \nDisso conclu&iacute;mos que n&atilde;o nos cabe impor a ningu&eacute;m nossa cren&ccedil;a, seja religiosa, seja de vida, ou de qualquer matiz.<br /> \n* * *<br /> \nSe convidados a opinar sobre o que seja, que possamos expor nosso ponto de vista com naturalidade e tranquilidade, mas sem pretens&atilde;o ou arrog&acirc;ncia, como se o nosso caminho fosse o &uacute;nico que conduz para a felicidade, para o bem-estar.<br /> \nQuando temos necessidade de impor o que pensamos, mostramos n&atilde;o s&oacute; a fragilidade e incertezas que carregamos, como a necessidade constante de auto afirmar nossas cren&ccedil;as.<br /> \nNuma sociedade t&atilde;o diversificada como a nossa, pratiquemos a toler&acirc;ncia e a compreens&atilde;o para com o pr&oacute;ximo.<br /> \nMesmo as op&ccedil;&otilde;es err&ocirc;neas que o outro, porventura, tenha feito, ser&atilde;o li&ccedil;&otilde;es preciosas para seu aprendizado, que talvez n&atilde;o ocorressem se n&atilde;o fosse de tal maneira.<br /> \nPermitamos a cada um a liberdade do pensar e do agir, fazendo, de nossa parte, as op&ccedil;&otilde;es que nos levem &agrave; felicidade, &agrave; paz e &agrave; consci&ecirc;ncia tranquila.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nEm 18.03.2015.<br />

IMPORTANTE LIÇÃO
29 Nov 20194:16EP 1204

IMPORTANTE LIÇÃO

&nbsp; IMPORTANTE LI&Ccedil;&Atilde;O<br /> \n<br /> \nNuma &eacute;poca em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de dez anos entrou numa lanchonete e se sentou a uma mesa.<br /> \nUma gar&ccedil;onete colocou um copo d'&aacute;gua na frente dele.<br /> \nQuanto custa um sundae? Ele perguntou.<br /> \nCincoenta centavos, respondeu a gar&ccedil;onete.<br /> \nO menino puxou as moedas do bolso e come&ccedil;ou a cont&aacute;-las.<br /> \nBem, quanto custa o sorvete simples? Perguntou outra vez.<br /> \nA essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa. A gar&ccedil;onete foi se irritando. De maneira brusca, respondeu: Trinta e cinco centavos.<br /> \nO menino, mais uma vez, contou as moedas e disse: Eu vou querer, ent&atilde;o, o sorvete simples.<br /> \nDepressa, a mo&ccedil;a trouxe o sorvete simples e a conta, colocou na mesa e saiu. O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu.<br /> \nQuando a gar&ccedil;onete voltou e come&ccedil;ou a limpar a mesa, n&atilde;o p&ocirc;de deixar de chorar. Ali, do lado do prato, havia duas moedas de cinco centavos e cinco moedas de um centavo. Ou seja, o menino n&atilde;o p&ocirc;de pedir o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da gar&ccedil;onete.<br /> \n* * *<br /> \nSer grato aos que nos servem &eacute; um dever tanto quanto servir com alegria.<br /> \nQuem serve, deve mostrar gratid&atilde;o pela oportunidade do trabalho. Quem &eacute; servido deve demonstrar gratid&atilde;o pelo servi&ccedil;o do outro, de que necessita.<br /> \nAfinal, todos somos, na Terra, dependentes uns dos outros.<br /> \nJ&aacute; imaginou em que se transformaria o panorama do mundo sem a contribui&ccedil;&atilde;o de faxineiros, pedreiros, carpinteiros, jardineiros?<br /> \nO que seria do hospital, com m&eacute;dicos, enfermeiras e gente especializada nos laborat&oacute;rios, se faltasse a faxina para garantir a limpeza?<br /> \nComo poderia garantir a qualidade dos seus p&atilde;es e doces, o padeiro, sem o concurso do produtor que lhe entregasse a farinha de boa qualidade?<br /> \nDe que valeria o trabalho muito bem pensado e estruturado de engenheiros e arquitetos, se faltasse a preciosa m&atilde;o de obra de serventes e carpinteiros?<br /> \nEm todo lugar, sempre, dependemos uns dos outros. O que abre a loja e exp&otilde;e a mercadoria, necessita do cliente que observe, goste e compre.<br /> \nClientes e vendedores, patr&otilde;es e empregados, superiores e subordinados, necessitamos e muito uns dos outros. N&atilde;o podemos sobreviver, muito menos viver uns sem os outros.<br /> \nPor isso, a melhor t&eacute;cnica &eacute; nos unir, dar as m&atilde;os, valorizarmo-nos uns aos outros e sermos gratos pela oportunidade de servir e receber servi&ccedil;os.<br /> \n* * *<br /> \nO com&eacute;rcio &eacute; tamb&eacute;m uma escola de fraternidade. Realmente, precisamos da aten&ccedil;&atilde;o do vendedor, mas o vendedor espera de n&oacute;s a mesma atitude.<br /> \nSempre que nos sintamos no direito de reclamar, n&atilde;o fa&ccedil;amos do nosso verbo um instrumento de agress&atilde;o.<br /> \nPor vezes, a pessoa mal-humorada, em seus contatos p&uacute;blicos, carrega um pesado fardo de inquieta&ccedil;&atilde;o e doen&ccedil;a.<br /> \nAcostumemo-nos a pedir por favor aos que trabalham em reparti&ccedil;&otilde;es, armaz&eacute;ns, lojas, lanchonetes e hot&eacute;is.<br /> \nAntes de serem empregados &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o de clientes, s&atilde;o seres humanos que sentem alegria, dor, t&ecirc;m seus problemas e esperam compreens&atilde;o dos demais seres humanos.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em hist&oacute;ria de autoria<br /> \nignorada e no cap. 11 do livro Sinal verde, pelo Esp&iacute;rito Andr&eacute; Luiz,<br /> \npsicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Cec.<br /> \nEm 14.08.2012.</em></div>

CÂNCER MORAL
28 Nov 20193:33EP 1203

CÂNCER MORAL

&nbsp;C&Acirc;NCER MORAL<br /> \n<br /> \nCaro ouvinte, voc&ecirc; se considera uma pessoa mal humorada?<br /> \nTalvez os que tenhamos problemas com varia&ccedil;&otilde;es constantes de humor n&atilde;o reconhe&ccedil;amos, assim, com tanta facilidade.<br /> \nMas, se voc&ecirc; perceber que vez ou outra &eacute; atacado por uma crise de mau humor, vale a pena refletir sobre esta mensagem a seguir:<br /> \nO mau humor sistem&aacute;tico - v&iacute;cio de comportamento emocional gera a irritabilidade que desencadeia in&uacute;meros males no indiv&iacute;duo, em particular, e no grupo social onde o mesmo se movimenta, em geral.<br /> \nDesconcertando a raz&atilde;o, provoca tend&ecirc;ncias negativas que devem ser combatidas, promovendo a maledic&ecirc;ncia e a indisposi&ccedil;&atilde;o de &acirc;nimo.<br /> \nTodos aqueles que o alimentam, transferem-se de um para outro estado de desajuste org&acirc;nico e psicol&oacute;gico, dando margem &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as psicossom&aacute;ticas de tratamento complexo.<br /> \nTodas as criaturas t&ecirc;m o dever de trabalhar pelo pr&oacute;prio progresso intelecto-moral, esfor&ccedil;ando-se por vencer as m&aacute;s inclina&ccedil;&otilde;es.<br /> \nO azedume resulta, tamb&eacute;m, da inveja mal disfar&ccedil;ada quanto do ci&uacute;me incontido.<br /> \nAti&ccedil;a as labaredas destruidoras da desaven&ccedil;a, enquanto se compraz na observ&acirc;ncia da ru&iacute;na e do desconforto do pr&oacute;ximo.<br /> \nMuitas formas de c&acirc;nceres t&ecirc;m sua g&ecirc;nese no comportamento moral insensato, nas atitudes mentais agressivas, nas rogativas emocionais enfermi&ccedil;as.<br /> \nO mau humor &eacute; fator cancer&iacute;geno que ora ataca uma larga faixa da sociedade imprudente.<br /> \n* * *<br /> \nRevista-se de equil&iacute;brio ante os mal-humorados e violentos, maledicentes e agressivos.<br /> \nEles se encontram enfermos, sim, em marcha para a loucura que os vence sob a aprova&ccedil;&atilde;o da vontade acomodada.<br /> \nVigie as nascentes dos seus sentimentos e lute com destemor, nas paisagens &iacute;ntimas, contra o mau humor.<br /> \nConquiste o t&iacute;tulo de pac&iacute;fico ou fa&ccedil;a-se pacificador.<br /> \n* * *<br /> \nQuando voc&ecirc; perceber que o mau humor est&aacute; batendo &agrave; sua porta, pare e reflita.<br /> \nRespire fundo. Se poss&iacute;vel, pare tudo o que esteja fazendo, e se permita cinco minutos de sil&ecirc;ncio, de descanso, de solid&atilde;o.<br /> \nQuando essa lente negativista quiser controlar seus atos e pensamentos, lembre-se das raz&otilde;es que tem para estar feliz!<br /> \nLembre-se de tudo que est&aacute; dando certo em sua vida.<br /> \nEntre em contato com a natureza. Leia uma mensagem otimista. Fa&ccedil;a uma ora&ccedil;&atilde;o. Procure rir um pouco.<br /> \nO segredo pode estar na mudan&ccedil;a dos pensamentos, da rotina, da sintonia.<br /> \nQuem cultiva o bom humor tem sa&uacute;de abundante, tem amigos por perto e est&aacute; sempre disposto a aprender.<br /> \nQuem cultiva o bom humor j&aacute; vive a felicidade, mesmo n&atilde;o tendo consci&ecirc;ncia disso.<br /> \nJ&aacute; pensou nisso? Se n&atilde;o, pense agora!<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 12 da obra Receitas de paz, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> \nEm 23.07.2012.

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