A SERENIDADE

PENSE NISSO · EP 1208

A SERENIDADE

7 Dez 2019 · DURAÇÃO 5:08
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&nbsp;A Serenidade<br /> \n<br /> \n<br /> \nVoc&ecirc; j&aacute; parou para observar, algum dia, como as pessoas andam pelas ruas apreensivas?<br /> \n<br /> \nO semblante sempre carregado e o cenho franzido traduzem a ang&uacute;stia &iacute;ntima. A problem&aacute;tica em que se encontram mergulhados.<br /> \n<br /> \nEm alguns momentos, a impress&atilde;o que se tem &eacute; que a maioria das gentes anda em batalha interior constante.<br /> \n<br /> \nE nos perguntamos: Onde a serenidade? Em especial daqueles de n&oacute;s que ostentamos o adjetivo de sermos religiosos.<br /> \n<br /> \nAcaso teremos esquecido a exorta&ccedil;&atilde;o que diz: A cada dia basta o seu cuidado? <br /> \n<br /> \n&Eacute; por essa raz&atilde;o que, com regularidade, a Provid&ecirc;ncia Divina permite que Seus mission&aacute;rios visitem a Terra, travestidos em corpos humanos e nas mais variadas frentes de trabalho. <br /> \n<br /> \nRecordamos que em 1958, o Mundo assistiu &agrave; posse de mais um Papa. <br /> \nAos 77 anos, &Acirc;ngelo Giuseppe Roncalli assumiu o papado com o nome de Jo&atilde;o XXIII. &Acirc;ngelo Roncalli era um homem que causava um impacto sempre favor&aacute;vel nas pessoas.<br /> \n<br /> \nReconhecia claramente suas limita&ccedil;&otilde;es e era dotado de um vivo senso de humor.<br /> \n<br /> \nSurpreendeu pela coragem de inaugurar debates sobre temas intoc&aacute;veis at&eacute; ent&atilde;o. <br /> \n<br /> \nEm um documento asseverou que todos os homens t&ecirc;m direito de escolher a sua religi&atilde;o. <br /> \n<br /> \nEm 1960, num dos seus escritos, ele registrou uma p&aacute;gina com not&aacute;vel sentimento de religiosidade universal.<br /> \n<br /> \nChama-se O Dec&aacute;logo da Serenidade e cont&eacute;m dez sugest&otilde;es de conduta para o homem que deseja a paz.<br /> \n<br /> \n1&ordf; primeiro Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma s&oacute; vez.<br /> \n<br /> \n2&ordf; segundo - Hoje, apenas hoje, procurarei ter o m&aacute;ximo cuidado na minha conviv&ecirc;ncia; cort&ecirc;s nas minhas maneiras, a ningu&eacute;m criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir &agrave; for&ccedil;a ningu&eacute;m, sen&atilde;o a mim mesmo.<br /> \n<br /> \n3&ordf; terceiro - Hoje, apenas hoje, serei feliz, na certeza de que fui criado para a felicidade, n&atilde;o s&oacute; no outro Mundo, mas tamb&eacute;m j&aacute; neste.<br /> \n<br /> \n4&ordf; quarto - Hoje, apenas hoje, adaptar&not;-me-ei &agrave;s circunst&acirc;ncias, sem pretender que sejam todas as circunst&acirc;ncias a se adaptarem aos meus desejos.<br /> \n<br /> \n5&ordf; quinto - Hoje, apenas hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que, assim como o alimento &eacute; necess&aacute;rio para a vida do corpo, assim a boa leitura &eacute; necess&aacute;ria para a vida da alma.<br /> \n<br /> \n6&ordf; sexto - Hoje, apenas hoje, farei uma boa a&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o direi a ningu&eacute;m.<br /> \n<br /> \n7&ordf; s&eacute;timo - Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custe fazer, e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ningu&eacute;m o saiba.<br /> \n<br /> \n8&ordf; oitavo - Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez n&atilde;o o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrev&ecirc;-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecis&atilde;o.<br /> \n<br /> \n9&ordf; nono - Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente, embora as circunst&acirc;ncias mostrem o contr&aacute;rio, que a Provid&ecirc;ncia de Deus se ocupa de mim como se n&atilde;o existisse mais ningu&eacute;m no Mundo.<br /> \n<br /> \n10&ordf; d&eacute;cimo - Hoje, apenas hoje, n&atilde;o terei nenhum temor. De modo especial n&atilde;o terei medo de gozar o que &eacute; belo e de crer na bondade.<br /> \n* * *<br /> \n&emsp;<br /> \n<br /> \n<br /> \nO homem do futuro, que define as conquistas das virtudes nos esfor&ccedil;os do presente, descobre o imenso prazer de ser bom, humano e benevolente para com todos, sem distin&ccedil;&atilde;o de ra&ccedil;as, nem de cren&ccedil;as, porque em todos os homens v&ecirc; irm&atilde;os seus.<br /> \n<br /> \nPense nisso! Mas, pense agora. <br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto O dec&aacute;logo da serenidade,<br /> \nda Revista Reformador de agosto de 1996, ed. Feb. <br /> \nEm 11.07.2012.<br />

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