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PODCAST · 3186 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A SOBERBA
17 Nov 20204:49EP 1354

A SOBERBA

<strong>&nbsp;A Soberba</strong><br /> \n<br /> \nCarl Segan escreveu que a astronomia é uma experiência que forma o caráter e ensina a humildade.<br /> \n<br /> \nCertamente, não há melhor demonstração da tolice das vaidades humanas do que se observar um mapa astronômico em que o nosso planeta aparece como um minúsculo ponto.<br /> \n<br /> \nE basta se estudar um pouco a História da Humanidade para se ter ainda mais a dimensão da tolice das nossas ambições.<br /> \n<br /> \nLemos a respeito dos grandes conquistadores e nos perguntamos: De que lhes valeu tantos crimes, em nome de conquistas de territórios e submissão de povos?<br /> \n<br /> \nLembramos de Temujin, que comandou a Mongólia, sucedendo ao pai. Bastou uma vitória militar e o povo o declarou Gêngis Khan, que quer dizer imperador universal.<br /> \n<br /> \nPara fazer jus à homenagem, ele saiu em uma campanha militar, que durou vinte e cinco anos. Conquistou os tártaros e a China.<br /> \n<br /> \nDepois, as hordas mongóis varreram a Rússia, detonaram o Império Persa, engoliram a Polônia, a Hungria e ameaçaram a Europa como um todo.<br /> \n<br /> \nTemujin morreu aos sessenta e cinco anos. Foi sucedido por seu filho Ogedei e, por algum tempo, as conquistas continuaram. Mas, depois, o Império começou a se esfacelar e as hordas mongóis tomaram o rumo de casa.<br /> \n<br /> \nRecordamos de Alexandre, o grande, o mais célebre conquistador do mundo antigo. Tornou-se rei aos vinte anos, após o assassinato de seu pai.<br /> \n<br /> \nSua carreira é muito conhecida. Conquistou um império que ia dos Balcãs à Índia, incluindo o Egito e o atual Afeganistão.<br /> \nFoi o maior e mais rico império que já existiu. Morreu antes de completar trinta e três anos, não se sabe se por envenenamento, malária, febre tifoide ou alcoolismo.<br /> \n<br /> \nNão se discutem os benefícios das campanhas, pois Gêngis Khan uniu as tribos mongóis e tornou conhecidos do Ocidente os povos do Oriente, enquanto Alexandre, admirador das ciências e das artes, transformou Alexandria em centro cultural, científico e econômico, por trezentos anos.<br /> \n<br /> \nNo entanto, de que lhes valeu tanto sangue derramado, tantas terras conquistadas? A morte lhes encerrou as carreiras e seus impérios bem cedo se esfacelaram.<br /> \n<br /> \nIsso nos remete a reflexionarmos a respeito de nós mesmos. O que estamos fazendo para alcançar nossa realização pessoal?<br /> \nEstamos agindo de forma ética, correta, ou buscamos destruir quem esteja à frente, exatamente como faziam os grandes conquistadores?<br /> \n<br /> \nCerto, não nos servimos do assassinato físico, mas quantos sonhos alheios teremos destruído, em nosso propósito de ascensão?<br /> \n<br /> \nOs verdadeiros valores são morais. Esses não são destruídos pelo tempo e nem são amaldiçoados pela memória dos que foram derrotados, no decorrer da nossa jornada de conquistas.<br /> \n<br /> \nPensemos nisso: os verdadeiros objetivos da vida são transcendentais.<br /> \n<br /> \nAfinal, a vida neste planeta é transitória. Rapidamente se esvai. O importante é o que levaremos em nossa bagagem individual, dentro d&rsquo;alma.<br /> \n<br /> \nPensemos nisso e, aproveitando os dias que se nos oferecem à frente, estabeleçamos um planejamento estribado no amor.<br /> \n<br /> \nAssim, por curta ou longa que seja nossa existência, sempre seremos lembrados como quem semeou a boa semente, em algum canteiro do mundo.<br /> \n<br /> \nSermos benevolentes e justos, eis a meta a ser batida.<br /> \n<br /> \nPense Nisso \n<div style="" text-align:=""><em>Redação do Pense Nisso.</em></div> \n

CRIANDO UM SENTIDO PARA A VIDA
11 Nov 20205:00EP 1353

CRIANDO UM SENTIDO PARA A VIDA

&nbsp;CRIANDO UM SENTIDO PARA A VIDA<br /> \n<br /> \nTempos atrás, este redator, escreveu, ou tentou escrever, uma mensagem com o título &ndash;&ldquo;Qual o Sentido da Vida?.<br /> \nNaquela Ocasião, muitos dos nossos fãs não entenderam muito bem a proposta da mensagem do Pense Nisso. Sendo Assim, resolvemos abordar o mesmo assunto, mas de uma maneira mais simples. No bem da verdade, vamos usar um fato que ocorreu durante uma das palestras do astrofísico americano, Neil Degrasse Tyson. Na ocasião, o famoso cientista estava fazendo uma palestra, quando um garotinho de 7 anos, de surpresa fez a pergunta:<br /> \n-&ldquo;Qual o sentido da vida?<br /> \nE a Resposta do cientista foi maravilhosa.<br /> \nEle começou dizendo que as pessoas fazem esta pergunta acreditando que sentido é algo que se possa procurar. Não consideram a possibilidade de que sentido da vida é algo que se cria.<br /> \nExatamente isso: sentido da vida é algo que a pessoa produz para si e para os outros.<br /> \nEle, como homem da ciência, quando pensa nisso, questiona-se: Será que aprendi algo hoje que não sabia ontem? Será que estou pelo menos um pouquinho mais perto de tudo o que há para se saber no Universo?<br /> \nO astrofísico acredita que se vive um dia sequer em que nada aprendeu, desperdiçou aquele dia.<br /> \nSão pensamentos poderosos. Vale a pena refletir um pouco a respeito deles.<br /> \nEm vários momentos da vida buscamos esse tal sentido. Em cada fase do viver ele tem características distintas, dependendo de nossa maturidade.<br /> \nAlguns chegam a pensar que esse sentido está longe de onde nasceram e partem em jornadas pelo mundo. Jornadas, muitas vezes intermináveis, buscando algo que não sabem bem o que é.<br /> \nHá quem busque nas religiões da Terra. Migram dessa para aquela, dependendo da que lhes satisfaça, nesse ou naquele momento de vida ou estado de espírito.<br /> \nPorém, voltemos à proposta do astrofísico: criar um sentido para a vida e não encontrar um.<br /> \nEncontrar dá a impressão de algo que está lá fora, é externo. Criar diz respeito a um movimento que parte de nós, apenas de nós.<br /> \nSão forças que mobilizamos para alcançar algo valioso.<br /> \nAssim, se acionamos nossas energias e as direcionamos para o estudo sério de uma determinada área do conhecimento, que poderá trazer bons frutos para a comunidade à nossa volta, estamos criando um sentido.<br /> \nSe abraçamos a paternidade, a maternidade com consciência, entendendo nosso papel de orientadores, de educadores, de promotores de paz para a nova era, estamos criando um sentido para nossa vida.<br /> \nSe conseguimos dedicar parte do nosso tempo a alguma causa social nobre, como trabalhador voluntário, sabendo que estamos mudando o mundo, eis-nos dando sentido à nossa vida.<br /> \nSe somos uma pessoa de bem; se recebemos de braços abertos quem nos chega; se estamos sempre prontos para ajudar e não medimos esforços para isso; se somos amigos verdadeiros e construímos nossa vida sobre estas bases, aí está o sentido para nossa vida.<br /> \nSão muitas as formas de criar esse sentido. Cada um encontrará a sua na intimidade de seu próprio ser.<br /> \n* * *<br /> \nPensemos. Questionemo-nos diariamente: Será que aprendi algo hoje que não sabia ontem? Não apenas na esfera do conhecer do intelecto, mas também na área moral.<br /> \nSerá que estou melhor? O que fiz para estar melhor? Que esforços empreendi?<br /> \ne congratulemo-nos quando percebermos as vitórias e encontrarmos o sentido, a motivação, a felicidade.<br /> \nA lei do progresso é uma das leis Divinas que nos coloca sempre no caminho da ascensão.<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso, com base na palestra do astrofísico<br /> \nNeil Degrasse Tyson &ndash; criando um sentido para a Vida<br /> \n&nbsp;

POR QUE OS CÃES VIVEM MENOS?
6 Nov 20203:38EP 1352

POR QUE OS CÃES VIVEM MENOS?

<p><strong>Por que os cães vivem menos?</strong></p> \n \n<p>Você já se perguntou por que os cães vivem menos que as pessoas? O veterinário Jorge encontrou esta resposta num dia de trabalho, quando conheceu Pedro, um garotinho de seis anos de idade.</p> \n \n<p>Jorge foi chamado para examinar um cão de 13 anos de vida chamado Batuta. A família esperava por um milagre.</p> \n \n<p>O veterinário examinou Batuta e descobriu que o animalzinho já estava muito mal e que nada poderia ser feito&hellip;</p> \n \n<p>O cão foi cercado pela família. O menino, Pedro, parecia tão calmo, acariciando o cãozinho pela última vez.</p> \n \n<p>Jorge se perguntava se a criança entendia o que estava acontecendo. Em poucos minutos, Batuta caiu pacificamente dormindo para nunca mais acordar.</p> \n \n<p>O garotinho parecia aceitar sem dificuldade. A mãe perguntava:</p> \n \n<p>&ldquo;Por que a vida dos cães é mais curta do que a dos seres humanos?&rdquo;</p> \n \n<p>Pedro disse: &ldquo;Eu sei por quê&rdquo;</p> \n \n<p>A explicação do menino mudou a maneira de ver a vida de todos a sua volta.</p> \n \n<p>Ele disse: &ldquo;A gente vem ao mundo para aprender a viver uma boa vida, como amar aos outros o tempo todo e ser boa pessoa, né?! Como os cães já nascem sabendo fazer tudo isso, eles não têm que viver por tanto tempo como nós. Entendeu?&rdquo;</p> \n \n<p>Aquela resposta trouxe um nó na garganta. E é verdade. Faz todo sentido.</p> \n \n<p>Se observássemos melhor os cães, nós, seres humanos, aprenderíamos muito com eles:</p> \n \n<p>Talvez, quando nossa família chegasse em casa, passaríamos a correr até a porta para cumprimentá-la. Não seríamos indiferentes com sua chegada.</p> \n \n<p>Também não perderíamos uma oportunidade de passear com quem amamos.</p> \n \n<p>Assim como os cães, permita que a experiência do ar fresco e do vento no seu rosto seja de puro êxtase!</p> \n \n<p>Tire cochilos. E alongue-se antes de se levantar.</p> \n \n<p>Separe um tempo para correr e brincar. Seus filhos e netos vão gostar muito disso.</p> \n \n<p>Aprenda com os cães.</p> \n \n<p>Evite &ldquo;morder&rdquo; quando apenas um &ldquo;rosnado&rdquo; seria suficiente. Uma atitude precipitada pode provocar feridas, dores, e deixar marcas.</p> \n \n<p>Quando o clima estiver muito quente, faça como os cães. Beba muita água e deite-se na sombra de uma árvore.</p> \n \n<p>Quando você estiver feliz, dance movendo todo o seu corpo.</p> \n \n<p>Não desista dos seus sonhos. Se o que você quer está &ldquo;enterrado&rdquo;&hellip; cave até encontrar.</p> \n \n<p>Ah, e Seja fiel, independente da situação.</p> \n \n<p>Quando alguém estiver num mal dia, fique em silêncio, sente-se próximo e suavemente faça-o sentir que você está ali. Pode ter certeza, sua companhia fará toda a diferença.</p> \n \n<p>Pense Nisso, mas... pense agora</p> \n \n<p>(*) Pense Nisso adaptado do texto &ldquo;Por que os cães vivem menos que as pessoas?&rdquo; (Autoria desconhecida).</p> \n

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE
5 Nov 20204:30EP 1351

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE

<strong>CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE</strong><br /> \n<br /> \n<span font-size:="" style="">Atravessamos na Terra, fase de dificuldades sem conta, nas áreas de cultura geral.<br /> \nDesconhece-se a estrutura da própria linguagem que se fala. Usam-se gírias ou expressões chulas que denunciam a pobreza dos falantes relativamente à formação cultural.<br /> \nIgnoram-se os fatos históricos que envolvem a sociedade em que se vive.<br /> \nEspalham-se infames zombarias, inventam-se lendas sem beleza e sem sentido, refletindo a pouca madureza social.<br /> \nNão se cogita de penetrar as razões desse ou daquele monumento, sentindo-se, tantos, impulsionados pelo instinto destruidor e vândalo, que, incapazes de compreender, por descaso, preferem pichar, destroçar ou poluir de modo drástico, o que encontram pela frente.<br /> \nO gosto pelas Bibliotecas, pelas salas de arte, por Museus, por Teatros e pela literatura excelente de todos os tempos, tudo tem ficado na retaguarda das preferências.<br /> \nOs desportos nobres e educativos ainda contam com poucos adeptos.<br /> \nTemos, ao revés, um quadro enorme dos que procuram os exercícios desportivos excitantes e violentos, que pouco ou nada acrescentam no âmbito das conquistas do Espírito.<br /> \nEncontram-se, com maior frequência, muitos que se ajustam a espetáculos pornográficos, do palco ou da tela, em franco deboche à sensibilizante arte.<br /> \n* * *<br /> \nDiante de tudo isso, precisamos com urgência de educação e de boas referências.<br /> \nO bom gosto se forma pela contemplação do excelente e não do sofrível, dizia Goethe, compreendendo com perfeição a construção do aprendizado na alma humana.<br /> \nCabe aos pais e aos educadores mostrarem o excelente, preencher os educandos de boas referências desde cedo, se desejarem desenvolver neles uma cultura rica e útil.<br /> \nAs crianças, os jovens, precisam estar mergulhados num caldo cultural que favoreça o desenvolvimento de uma massa crítica, que proporcione a contemplação do belo, que os ensine a pensar e a sentir.<br /> \nAs grandes mídias estão repletas de um verdadeiro lixo cultural, se podemos chamar assim, porque nós, a grande maioria, consumimos isso.<br /> \nAliás, a palavra consumo é uma das preferidas nos tempos atuais, inclusive invadindo áreas em que não há como se conjugar o verbo consumir, na essência, pois o que não é material, o que não é tangível, não se consome.<br /> \nNa verdadeira arte nada se consome. A arte se contempla, se admira. Ela alimenta a todos quando é instrumento do belo e do bem e nunca se acaba, pois o que se consome, se finda.<br /> \nPodemos consumir um CD, um arquivo de MP3, mas nunca uma bela música.<br /> \nÉ tempo de retirar as cascas e máscaras que criamos através de nossos vícios morais, e nos permitir enxergar tudo como realmente é.<br /> \nO que verdadeiramente importa para mim? Não sou um consumidor, sou um ser, e estou aqui para crescer moral e intelectualmente.<br /> \nQuero aprender com quem já esteve aqui, com a História do meu povo, com os grandes, com os missionários, com aqueles que deram a vida para que hoje tivesse o conforto de que desfruto.<br /> \nEstou aqui para me tornar mais sábio, não o sábio de Biblioteca apenas, mas o que tem condições de aplicar em sua vida tudo aquilo que aprende, que faz de seu conhecimento uma mola propulsora para que possa amar mais e melhor.<br /> \nCultura e amor. Eis o que precisamos com urgência.</span><br /> \n&nbsp; \n<div style="" text-align:=""><em><span font-size:="" style="">Redação do Pense Nisso, com base no cap. Juventude e cultura,<br /> \ndo livro Cântico da juventude, pelo Espírito Ivan de Albuquerque,<br /> \npsicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter.<br /> \nEm 31.3.2015</span></em></div> \n

UM MUNDO MELHOR
3 Nov 20204:09EP 1350

UM MUNDO MELHOR

<p><strong>Um mundo melhor</strong></p> \n \n<p>Quantas vezes ouvimos, ou nós mesmos repetimos que o mundo está cada dia pior? Somos nós, seres humanos, em várias ocasiões, os porta-vozes do pessimismo.</p> \n \n<p>Basta um acontecimento ruim, para justificar nossa tese de que tudo vai de mal a pior. Dizemos que perdemos a crença na Humanidade, que o mundo não tem jeito. E outras tantas afirmações de desânimo.</p> \n \n<p>Mas, será isso mesmo verdade? Será que a Humanidade vai de mal a pior, como muitas vezes afirmamos?</p> \n \n<p>O historiador holandês Rutger Bergman reuniu em seu livro &ldquo;Utopia para realistas&rdquo;, alguns dados interessantes.</p> \n \n<p>Segundo ele, em 1820, 84% da população mundial vivia em extrema pobreza. Cem anos depois o número baixou pela metade. No início do Século XXI, menos de 10% da população mundial vive em extrema pobreza.</p> \n \n<p>Assuntos que eram ficção científica, há pouco tempo, tornam-se realidade: implantes cerebrais que restituem a visão, pernas robóticas que permitem paraplégicos se locomoverem com autonomia, cirurgias de alta precisão feitas por robôs.</p> \n \n<p>A energia solar ficou 99% mais barata nos últimos quarenta anos. Desde 1994, o número de pessoas com acesso a Internet saltou assustadoramente.</p> \n \n<p>A expectativa de vida global hoje é mais do que o dobro do que era em 1900.</p> \n \n<p>Desde 1990, a taxa de mortalidade por tuberculose caiu para quase a metade. A partir do ano 2000, o número de mortes por malária e AIDS sofreu uma grande queda;</p> \n \n<p>Se pararmos pra olhar o que tem dado certo, talvez percebamos que existem muitos pontos positivos também no mundo.</p> \n \n<p>Há milhões de pessoas colaborando para o mundo ser um lugar melhor do que imaginamos ou percebemos.</p> \n \n<p>São incontáveis os que se sacrificam pelos seus filhos, que fazem o melhor que podem na sua profissão, que atuam voluntariamente em causas nobres.</p> \n \n<p>Cabe, no entanto, lembrarmos sempre que cada um de nós pode dar sua cota de colaboração, oferecendo ao mundo o que temos de melhor, na mente e no coração;</p> \n \n<p>Talvez você não tenha percebido, mas tudo aquilo que focamos, expande.</p> \n \n<p>Se você foca no problema, ainda que seja pequeno, aos seus olhos pode tornar-se maior.</p> \n \n<p>Que possamos usar toda nossa energia, sabedoria e criatividade para pensar no lado bom da vida. Nas pessoas que temos por perto, nas conquistas que colecionamos e desafios que já vencemos.</p> \n \n<p>Que a nossa história de vida sirva para inspirar outros; e que possamos levar mais luz, independente das circunstâncias. Que sejamos aqueles que anunciam um mundo melhor, através de boas atitudes;</p> \n \n<p>Você pode pensar: Mas tenho tantos gigantes ainda para vencer!</p> \n \n<p>Todos nós temos. Mas não nos esqueçamos dos muitos motivos que também temos para celebrar.</p> \n \n<p>Pense nisso... mas, pense agora.</p> \n \n<p>(*)Pense Nisso, baseado no texto do Momento Espírita, com dados extraídos do livro Utopia para realistas, de Rutger Bergman, ed. Sextante.</p> \n

APRENDENDO COM A MORTE
2 Nov 20204:02EP 1349

APRENDENDO COM A MORTE

<strong>APRENDENDO COM A MORTE</strong><br /> \n<br /> \n<span font-size:="" style="">Toda vez que se pensa na morte, imagina-se que é o outro quem vai morrer, não nós. Mas, todos vamos morrer. É o que existe de mais preciso.<br /> \nNão importa se somos ilustres ou desconhecidos, que tenhamos muitos diplomas ou sequer tenhamos cursado o ensino fundamental.<br /> \nNão importa se tenhamos estragado nossa vida, tornando-a quase insuportável, ou se a tornamos bela, harmoniosa. Todos vamos morrer.<br /> \nMas, se isso é o que há de mais certo na nossa vida, por que tememos tanto a morte?<br /> \nSegundo Léo Buscaglia, só tememos a morte quando não estamos vivendo. Se estamos envolvidos no processo de vida, não vamos gritar, nem gemer. Se tratamos bem as pessoas enquanto estavam ao nosso lado, na carne, nós as deixaremos morrer com dignidade, sem que tenham que se sentir culpadas porque morreram antes de nós.<br /> \nA morte é um processo contínuo e belo da vida. É uma boa amiga, pois nos diz que não temos para sempre e temos que viver agora. Por isso, cada minuto é precioso. E temos que viver conforme esta verdade.<br /> \nQuando alguém está falando conosco, escutemos e não olhemos por cima do ombro para ver o que mais está acontecendo. Usufruamos o momento. Olhemos a pessoa nos olhos. Ouçamos o que ela tem a dizer. Pode ser que seja o seu último contato conosco.<br /> \nE nos empenhemos em ouvir sua voz, gravando-a em nossa memória. Assim, quando tivermos saudades do timbre daquela voz, poderemos amenizá-la, acionando os preciosos mecanismos cerebrais, escutando-a outra vez, na intimidade da alma.<br /> \nA morte nos ensina que o momento é sempre agora. É este o momento para pegar o telefone e ligar para a pessoa que amamos e dizer que a amamos. É este o momento de atender o chamado do filho e observá-lo enquanto ele se balança no galho mais alto da árvore e, feliz, nos pergunta: Viu o que eu faço?<br /> \nÉ o momento de pararmos de ler o jornal e almoçarmos com a família, de corpo e alma presentes. Dar-se conta de que o filho está com o joelho machucado e perguntar onde foi que se esfolou. Olhar para a esposa e fazer um carinho, dizer-lhe como, apesar dos anos, ela continua a namorada encantadora e porque, um dia, nos apaixonamos por ela.<br /> \nA morte nos ensina que não temos a eternidade na Terra. Ensina que nada aqui é permanente. Ensina-nos a deixar as coisas terrenas, que não há nada a que nos possamos agarrar, senão aos sentimentos que nos acompanharão aonde formos.<br /> \nA morte nos diz para olharmos hoje para o mar, com olhos de quem quer mesmo olhar o mar. Encantar-se com o pôr do sol, reconhecendo que este pôr do sol, com estas tonalidades, jamais se repetirá.<br /> \nFinalmente, a morte nos diz para vivermos agora, sem querer de forma ansiosa viver o momento seguinte, porque afinal, ninguém pode ter a certeza de que ele existirá para nós.<br /> \nEste é um grande desafio. Viver o instante presente, com toda intensidade, usufruindo todo o encanto, amor e ternura que ele nos pode oferecer.<br /> \n* * *<br /> \n<br /> \nA vida é como um delicioso picolé de groselha, sabemos que uma hora vai acabar. É é por isso, que devemos saborear cada pedacinho, cada momento dela.<br /> \nPense Nisso, mas pense agora.<br /> \nRedação do Pense Nisso, com base no cap.<br /> \nAs crianças de amanhã, do livro Vivendo, amando e aprendendo,<br /> \nde Léo Buscaglia, ed. Nova Era.</span>

ESCOLAS OU PRESIDIOS
26 Out 20204:20EP 1348

ESCOLAS OU PRESIDIOS

<p><strong>Escolas ou presídios?</strong></p> \n \n<p>A história daquele jovem de 18 anos, não é diferente das histórias de muitos jovens pobres dessa idade, em nosso país e nos demais países subdesenvolvidos.</p> \n \n<p>Ele estava ali, contra o muro, ao lado do carro roubado, em frente às câmeras e ao repórter que fazia a matéria para levar ao ar num desses programas de TV que exploram as misérias humanas.</p> \n \n<p>O jovem estava vestido com visível pobreza. Camiseta, bermuda e &ldquo;chinelo de&nbsp;dedo&rdquo;.</p> \n \n<p>Em pé, com as costas no muro, ele apertava as pálpebras para evitar que as lágrimas caíssem, mas elas brotavam, teimosas, e rolavam pelo seu rosto amedrontado, apavorado, indefeso.</p> \n \n<p>Ele não havia roubado o carro, era apenas o entregador.</p> \n \n<p>Perseguido pela polícia, na curva de um viaduto ele perdeu a direção do veículo e se chocou contra a murada.</p> \n \n<p>Agora estava ali, com as mãos algemadas e rodeado por policiais e pelos repórteres.</p> \n \n<p>O outro garoto que estava com ele no carro no momento do acidente não era focalizado, já que era menor de idade.</p> \n \n<p>O repórter, que sabia parte da história, perguntou ao jovem, desejando saber mais sobre o assunto: &ldquo;Sabemos que você não roubou esse veículo, mas poderia dizer para onde iria levá-lo?&rdquo;</p> \n \n<p>E a resposta do jovem:&nbsp;&ldquo;Nóis não sabe. Nóis tava levando o carro e alguém ia informá pra nóis o que era pra fazê.&rdquo;</p> \n \n<p>Não havia dúvida...</p> \n \n<p>Estava ali a prova da nossa falência, como sociedade, dita civilizada.</p> \n \n<p>Todos nós, brasileiros, somos responsáveis pelo que aconteceu com aquele jovem e com os demais jovens e crianças do nosso país.</p> \n \n<p>Sim, ele, como os demais, é um dos filhos da nossa pátria, e, portanto, responsabilidade nossa.</p> \n \n<p>Quando não se constroem escolas, é preciso construir presídios para segregar os delinqüentes, que não tiveram acesso às letras.</p> \n \n<p>Sem dúvida que o acesso à escola não é garantia de honestidade, e disso temos provas diariamente.</p> \n \n<p>No entanto, a falta de escola tem sido a grande responsável pela delinqüência de nossas crianças, adolescentes e jovens.</p> \n \n<p>E esse era o caso daquele garoto, que ainda trazia no rosto o semblante da inocência, da fragilidade, da insegurança, do abandono social.</p> \n \n<p>Não havia dúvida de que era fruto da miséria, filho de pais que também não tiveram acesso à escola, ou talvez nem tivesse pais.</p> \n \n<p>Pelas necessidades que portava, foi usado por alguma quadrilha de ladrões de carros.</p> \n \n<p>Para ganhar alguns trocados e sobreviver, arriscava a própria&nbsp;vida.</p> \n \n<p>Talvez você esteja se perguntando: &ldquo;E o que eu tenho a ver com isso? Isso é problema dos governantes.&rdquo;</p> \n \n<p>Mas a própria consciência lhe pergunta: &ldquo;E se fosse seu filho, seu irmão, seu neto, seu sobrinho?&rdquo;</p> \n \n<p>É preciso, não há dúvida, socorrer a infância, construir escolas, criar condições de acesso das crianças ao estudo, à alimentação, à moradia, à segurança.</p> \n \n<p>Ou, então, não restará outra opção a não ser construir presídios e mais presídios...</p> \n \n<p>E vale considerar que os custos de manutenção de um detento, em nosso país, é muito, mas muito maior do que os custos de um aluno na escola.</p> \n \n<p>Além disso, o cárcere tem outros tantos prejuízos para o indivíduo e para a sociedade, que não deixa dúvida que a escola é a melhor e mais barata das&nbsp;alternativas.</p> \n \n<p>E a decisão, como sempre, é nossa.</p> \n \n<p>Pensemos nisso!</p> \n \n<p>Texto da Equipe de Redação do Pense Nisso com base em fatos reais.</p> \n \n<p><br /> \n&nbsp;</p> \n

ABORRECIMENTOS
24 Out 20203:23EP 1347

ABORRECIMENTOS

ABORRECIMENTOS<br /> \n<br /> \n<span font-size:="" style="">Nada mais comum, nas atividades terrenas, do que o hábito enraizado das querelas, dos desentendimentos, das chateações.<br /> \nComo um campo de meninos, em que cada gesto, cada nota, cada menção se torna um bom motivo para contendas e mal-entendidos, também na sociedade dos adultos o mesmo fenômeno ocorre.<br /> \nMais do que compreensível é que você, semelhante a um menino de pavio curto, libere adrenalina nos episódios cotidianos que desafiem a sua estabilidade emocional.<br /> \nCompreensível que se agite, que se irrite, que altere a voz, que afivele ao rosto expressões feias de diversos matizes.<br /> \nEm virtude do nível do seu mundo íntimo, tudo isso é possível de acontecer.<br /> \nContudo, você não veio à Terra para fixar deficiências, mas para tratá-las, cultivando a saúde.<br /> \nVocê não se acha no mundo para submeter-se aos impulsos irracionais, mas para fazê-los amadurecer para os campos da razão lúcida.<br /> \nVocê não nasceu para se deixar levar pelo destempero, pela irritação que desarticula o equilíbrio, mas tem o dever de educar-se, porque tem na pauta da sua vida o compromisso de cooperar com o Universo, à medida que cresça, que amadureça, que se enobreça.<br /> \nDesse modo, os seus aborrecimentos diários, embora sejam admissíveis em almas infantis e destemperadas, já começam a provocar ruídos infelizes, desconcertantes e indesejáveis, nas almas que se encontram no mundo para dar conta de compromissos mais elevados.<br /> \nAssim, observe-se. Conheça-se no aprendizado do bem, um pouco mais. Esforce-se por melhorar-se.<br /> \nResista um pouco mais aos impulsos da fera que ainda ronda as suas experiências íntimas.<br /> \nPerante as perturbações alheias, aprenda a analisar e não repetir.<br /> \nDiante da rebeldia de alguém, analise e retire a lição para que não faça o mesmo.<br /> \nNotando a explosão violenta de alguém, reflita nas consequências danosas, a fim de não fazer o mesmo.<br /> \nCada esforço que você fizer por melhorar-se, para que, pouco a pouco, mas sempre, você cresça e se ilumine, e tendo superado a si mesmo, transformando suas noites morais em radiosas manhãs de sol.<br /> \n* * *<br /> \nQuando você for visitado por uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponha-se a ela.<br /> \nE, quando houver conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, diga, de si para consigo, cheio de justa satisfação: Fui o mais forte.<br /> \nPense nisso, mas pense agora.<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso com base no cap. 13 do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.</span>

Nada tocando
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