NOTAS DO EPISÓDIO
<strong> A Soberba</strong><br /> \n<br /> \nCarl Segan escreveu que a astronomia é uma experiência que forma o caráter e ensina a humildade.<br /> \n<br /> \nCertamente, não há melhor demonstração da tolice das vaidades humanas do que se observar um mapa astronômico em que o nosso planeta aparece como um minúsculo ponto.<br /> \n<br /> \nE basta se estudar um pouco a História da Humanidade para se ter ainda mais a dimensão da tolice das nossas ambições.<br /> \n<br /> \nLemos a respeito dos grandes conquistadores e nos perguntamos: De que lhes valeu tantos crimes, em nome de conquistas de territórios e submissão de povos?<br /> \n<br /> \nLembramos de Temujin, que comandou a Mongólia, sucedendo ao pai. Bastou uma vitória militar e o povo o declarou Gêngis Khan, que quer dizer imperador universal.<br /> \n<br /> \nPara fazer jus à homenagem, ele saiu em uma campanha militar, que durou vinte e cinco anos. Conquistou os tártaros e a China.<br /> \n<br /> \nDepois, as hordas mongóis varreram a Rússia, detonaram o Império Persa, engoliram a Polônia, a Hungria e ameaçaram a Europa como um todo.<br /> \n<br /> \nTemujin morreu aos sessenta e cinco anos. Foi sucedido por seu filho Ogedei e, por algum tempo, as conquistas continuaram. Mas, depois, o Império começou a se esfacelar e as hordas mongóis tomaram o rumo de casa.<br /> \n<br /> \nRecordamos de Alexandre, o grande, o mais célebre conquistador do mundo antigo. Tornou-se rei aos vinte anos, após o assassinato de seu pai.<br /> \n<br /> \nSua carreira é muito conhecida. Conquistou um império que ia dos Balcãs à Índia, incluindo o Egito e o atual Afeganistão.<br /> \nFoi o maior e mais rico império que já existiu. Morreu antes de completar trinta e três anos, não se sabe se por envenenamento, malária, febre tifoide ou alcoolismo.<br /> \n<br /> \nNão se discutem os benefícios das campanhas, pois Gêngis Khan uniu as tribos mongóis e tornou conhecidos do Ocidente os povos do Oriente, enquanto Alexandre, admirador das ciências e das artes, transformou Alexandria em centro cultural, científico e econômico, por trezentos anos.<br /> \n<br /> \nNo entanto, de que lhes valeu tanto sangue derramado, tantas terras conquistadas? A morte lhes encerrou as carreiras e seus impérios bem cedo se esfacelaram.<br /> \n<br /> \nIsso nos remete a reflexionarmos a respeito de nós mesmos. O que estamos fazendo para alcançar nossa realização pessoal?<br /> \nEstamos agindo de forma ética, correta, ou buscamos destruir quem esteja à frente, exatamente como faziam os grandes conquistadores?<br /> \n<br /> \nCerto, não nos servimos do assassinato físico, mas quantos sonhos alheios teremos destruído, em nosso propósito de ascensão?<br /> \n<br /> \nOs verdadeiros valores são morais. Esses não são destruídos pelo tempo e nem são amaldiçoados pela memória dos que foram derrotados, no decorrer da nossa jornada de conquistas.<br /> \n<br /> \nPensemos nisso: os verdadeiros objetivos da vida são transcendentais.<br /> \n<br /> \nAfinal, a vida neste planeta é transitória. Rapidamente se esvai. O importante é o que levaremos em nossa bagagem individual, dentro d’alma.<br /> \n<br /> \nPensemos nisso e, aproveitando os dias que se nos oferecem à frente, estabeleçamos um planejamento estribado no amor.<br /> \n<br /> \nAssim, por curta ou longa que seja nossa existência, sempre seremos lembrados como quem semeou a boa semente, em algum canteiro do mundo.<br /> \n<br /> \nSermos benevolentes e justos, eis a meta a ser batida.<br /> \n<br /> \nPense Nisso \n<div style="" text-align:=""><em>Redação do Pense Nisso.</em></div> \n
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