NOTAS DO EPISÓDIO
<span style=''font-size: small;''> Na língua portuguesa existem palavras com vários significados. Nem sempre sabemos o que realmente significam no contexto em que estão inseridas.<br /> \nA palavra gentil, por exemplo, segundo os dicionários, quer dizer: de boa linhagem; nobre, fidalgo; elegante, garboso; que agrada pela delicadeza de sentimentos ou fineza de maneiras; amável.<br /> \nE a palavra polidez quer dizer: caráter ou qualidade do que é polido; atitude gentil; cortesia, civilidade.<br /> \nGeralmente as pessoas gostam de ser consideradas gentis e polidas, pois esses termos pressupõem atitudes nobres.<br /> \nNo entanto, a pessoa pode ser gentil e polida e não ser ética e nem moralmente correta.<br /> \nUma pessoa que se comporta com gentileza e polidez não está, necessariamente, agindo com bondade, equidade, complacência e gratidão.<br /> \nO excesso de polidez e de gentileza pode até ser muito inconveniente.<br /> \nÉ por isso que o ditado popular: É polido demais para ser honesto tem sua razão de ser.<br /> \nAquele que é gentil e polido, em excesso, passa por pouco verdadeiro. Isso porque, às vezes, a honestidade, a seriedade e a verdade exigem que se desagrade alguém.<br /> \nLevada muito a sério, a polidez é o contrário da autenticidade.<br /> \nOs muito polidos são como crianças grandes demasiadamente bem comportadas, prisioneiras de regras, iludidas pelos costumes e pelas conveniências.<br /> \nAssim, entende-se que uma pessoa polida não deve ser, só por esse fato, considerada virtuosa.<br /> \nA polidez pode ser uma atitude externa, como uma fina camada de verniz, adquirida pelas regras de etiqueta, e não ter ressonância no interior da alma.<br /> \nUma pessoa pode ser gentil e enérgica ao mesmo tempo, sem que isso a torne menos gentil.<br /> \nPessoas que nunca contrariam ninguém não podem estar sendo honestas nem verdadeiras.<br /> \nUma pessoa gentil sabe usar a sua autenticidade com moderação, bom senso e firmeza, sem resvalar na pieguice ou na loucura.<br /> \nJá uma pessoa vil não deixa de ter mau caráter pelo fato de ser polida.<br /> \nGeralmente, esse equívoco de interpretação confunde a análise e julga-se mais pela aparência do que pela essência.<br /> \nGENTILEZA E POLIDEZ<br /> \n</span>GENTILEZA E POLIZES<br /> \n<br /> \nÉ por isso que um gentil cavalheiro ou uma dama polida, quando provocados, podem tornar-se irreconhecíveis, pela grosseria de seus atos e gestos.<br /> \nIsso porque a provocação não resiste à pedra de toque, as mazelas internas rompem o verniz e a criatura mostra-se tal qual é: uma fera.<br /> \nNesses momentos usa todas as armas possíveis para agredir, sem mensurar se há justiça ou não em suas atitudes insanas.<br /> \nQuanto mais fina a camada de verniz, mais facilmente surgirão as intimidações dos oponentes mostrando-lhes, de alguma forma, que estão investidas de algum poder, atrás do qual se protegem.<br /> \nQuando não se tem argumentos lógicos, justos e coerentes, apela-se para o grito, a carteirada ou a força bruta.<br /> \nÉ essa maldade que vai aparecer sempre que ficar exposto o verdadeiro caráter do indivíduo, que está escondido por trás da polidez ou da falsa gentileza.<br /> \nPor tudo isso vale construir um bom caráter de dentro para fora, pois ninguém poderá se manter por muito tempo sobre bases falsas.<br /> \nSeja essencialmente gentil e sua gentileza se exteriorizará naturalmente, tão natural como o ato de respirar.<br /> \nPense nisso e tenha um bom dia<br /> \nPense nisso, e que a tarde lhe seja agradável e inspiradora<br /> \nPense nisso, e desejamos uma ótima noite com muita, onde você estiver.<br /> \nRedação do Pense Nisso, com base no cap. 20 de <br /> \nO livro das virtudes de sempre, de Ramiro Marques,<br /> \ned. Landy e no Evangelho de Mateus, cap. 23, vv 27 e 28.<br /> \nEm 05.07.2012.<br /> \n<br />
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