O HOMEM E OS ANIMAIS

PENSE NISSO · EP 744

O HOMEM E OS ANIMAIS

1 Jul 2017 · DURAÇÃO 3:45
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<span style=''font-size: small;''>O HOMEM E OS ANIMAIS<br /> \n<br /> \nQuando nascem, despertam a aten&ccedil;&atilde;o e o carinho dos humanos. S&atilde;o engra&ccedil;adinhos, fr&aacute;geis, t&atilde;o pequenos.<br /> \nC&atilde;ezinhos requisitados pelas crian&ccedil;as que desejam fazer deles seu brinquedo.<br /> \nE assim, eles s&atilde;o levados para casa. Enquanto pequenos, tudo &eacute; levado &agrave; conta de peraltices pr&oacute;prias de quem est&aacute; descobrindo o mundo ao seu redor.<br /> \nA crian&ccedil;a o leva para todo lugar, e o c&atilde;ozinho a segue, sempre fiel.<br /> \nN&atilde;o &eacute; raro que durmam juntos e, &agrave; mesa, o animalzinho fica ao lado, aguardando os bocados que o pequerrucho lhe passa &agrave; boca.<br /> \nBrincam juntos no jardim, no interior da casa, nas piscinas.<br /> \nA crian&ccedil;a nem sempre &eacute; suficientemente cuidadosa e por vezes, pisa na cauda do c&atilde;o, puxa-lhe as orelhas, aperta-o em demasia.<br /> \nO animal solta um latido meio sufocado, dizendo da dor que sentiu, mas continua fiel, nem pensando em revidar a agress&atilde;o, mesmo involunt&aacute;ria.<br /> \nPulam, saltam, correm um atr&aacute;s do outro, enquanto as horas v&atilde;o somando os dias...<br /> \nCresce o animal. Agora, j&aacute; n&atilde;o &eacute; t&atilde;o engra&ccedil;adinho assim.<br /> \nEle solta p&ecirc;lo por todo lugar e, porque ningu&eacute;m lhe ensinou o que ele podia e o que n&atilde;o podia fazer, &eacute; castigado porque arranhou o sof&aacute; da sala.<br /> \nPorque mordeu o chinelo rec&eacute;m comprado.<br /> \nPorque rasgou a bola, com os dentes.<br /> \nE, at&eacute; mesmo, porque as suas necessidades fisiol&oacute;gicas foram feitas em lugares inapropriados.<br /> \n<br /> \nA crian&ccedil;a tamb&eacute;m cresce. Os interesses mudam. E, um dia, o animal que vivia em uma fam&iacute;lia, rodeado por todos, dentro de casa, gozando da confian&ccedil;a dom&eacute;stica, se v&ecirc; colocado no quintal.<br /> \nMas, como faz buracos, traz terra para o piso da garagem, ele &eacute; preso a uma coleira e uma corda.<br /> \nAo menos fosse em lugar confort&aacute;vel. Contudo, por vezes, fica exposto ao sol, &agrave; chuva, ao vento. Preso.<br /> \nSuas pernas desejam correr, pular. Sua cauda abana a cada barulho significativo, seu bem conhecido, que os ouvidos registram: o carro chegando; a algazarra das crian&ccedil;as vindo da escola; o barulho da bola quicando no muro, no ch&atilde;o, na m&atilde;o, no muro...<br /> \nQuando as luzes se acendem na casa, ele olha e fica aguardando que algu&eacute;m se lembre dele, outra vez.<br /> \nFinalmente, chega um dia em que ele &eacute; colocado no carro da fam&iacute;lia. Vai alegre.<br /> \nA viagem &eacute; longa, por estradas que n&atilde;o acabam nunca. Ent&atilde;o, o ve&iacute;culo estaciona.<br /> \nEle corre para fora, esperando que algu&eacute;m o chame, que corra atr&aacute;s dele.<br /> \nMas, logo percebe que o carro fecha as portas de novo e arranca, perdendo-se na poeira da estrada.<br /> \nEle corre, tenta alcan&ccedil;ar. Por que eles n&atilde;o param? Por que o esqueceram?<br /> \nIndesej&aacute;vel, foi abandonado.<br /> \nA partir da&iacute;, sua vida ser&aacute; um peregrinar pelas estradas, pelas ruas, &agrave; cata de comida, &aacute;gua, um lugar para morar.<br /> \nCachorro sem dono.<br /> \nN&atilde;o chegue perto. Ele pode morder.<br /> \nN&atilde;o toque nele. Deve estar doente. Veja como est&aacute; magro.<br /> \nCachorro de ningu&eacute;m.<br /> \nSeus dias acabar&atilde;o logo mais, sob as rodas de um autom&oacute;vel, ou por enfermidade ou tristeza...<br /> \n* * *<br /> \nPensemos, olhando nossos animais de estima&ccedil;&atilde;o, como os estamos tratando.<br /> \nS&atilde;o seres vivos: t&ecirc;m fome, sede. Sentem cansa&ccedil;o, calor, frio. Sobretudo precisam de afeto, de aten&ccedil;&atilde;o.<br /> \nOs animais est&atilde;o sob a guarda e prote&ccedil;&atilde;o dos homens.<br /> \nAssim disp&ocirc;s a Lei Divina: que servissem ao homem e o homem, de sua vez, os protegesse e amparasse.<br /> \nN&atilde;o percamos de vista este dever para com nossos irm&atilde;os inferiores, os animais.<br /> \nPENSE NISSO.</span><br />

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