APRENDER A FLORESCER

PENSE NISSO · EP 577

APRENDER A FLORESCER

22 Out 2016 · DURAÇÃO 4:24
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<span style=''font-size: small;''>APRENDER A FLORESCER<br /> \n<br /> \nEla era uma jovem das fam&iacute;lias mais ricas de Los Angeles. Prestes a se casar, seu noivo foi convocado para o Vietn&atilde;. Antes, deveria passar por um treinamento de um m&ecirc;s.<br /> \nEnamorada, ela optou por antecipar o casamento e partir com ele. Ao menos poderia passar o m&ecirc;s do treinamento pr&oacute;ximo dele, antes de sua partida para terras t&atilde;o long&iacute;nquas e perigosas.<br /> \nPr&oacute;ximo &agrave; base do deserto da Calif&oacute;rnia onde se daria o treinamento, havia uma aldeia abandonada de &iacute;ndios Navajos e uma das cabanas foi especialmente preparada para receber o casal.<br /> \nO primeiro dia foi de felicidade. Ele chegou cansado, queimado pelo sol de at&eacute; 45 graus. Ela o ajudou a tirar a farda e deitar-se. Foi rom&acirc;ntico e maravilhoso.<br /> \nAo final da semana, ela estava infeliz e ao fim de dez dias estava entrando em desespero.<br /> \nO marido chegava exausto do treinamento, que come&ccedil;ava &agrave;s cinco horas da manh&atilde; e terminava &agrave;s dez horas da noite. Ela era vi&uacute;va de um homem vivo, sempre exaurido. Escreveu para a m&atilde;e, dizendo que n&atilde;o aguentava mais e perguntando se deveria abandon&aacute;-lo.<br /> \nAlguns dias depois, recebeu a resposta. A velha senhora, de muito bom senso, lhe enviou uma quadrinha em versos livres que dizia mais ou menos assim:<br /> \nDois homens viviam em uma cela de imunda pris&atilde;o. Um deles olhava para o alto e enxergava estrelas. O outro, olhava para baixo e somente via lama. Abra&ccedil;os. Mam&atilde;e.<br /> \nA jovem entendeu. Ela e o marido estavam em uma cela, cada um a seu modo. Ver as estrelas ou contemplar a lama era sua op&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPela primeira vez, em vinte dias de vida no deserto, ela saiu para conhecer os arredores.<br /> \nLogo adiante, surpreendeu-se com a beleza de uma concha de caracol. Ela conhecia conchas da praia, mas aquelas eram diferentes, bel&iacute;ssimas.<br /> \nQuando seu marido chegou naquela noite, quase que ela nem o percebeu, t&atilde;o aplicada estava em separar e classificar as conchas que recolhera durante todo o dia.<br /> \nQuando terminou o treinamento e ele foi para a guerra, ela decidiu permanecer ali mesmo. Descobrira que o deserto era um mar de belezas.<br /> \nDe seus estudos e pesquisas resultou um livro que &eacute; considerado a obra mais completa acerca de conchas marinhas, porque o deserto da Calif&oacute;rnia um dia foi fundo de mar e &eacute; um imenso dep&oacute;sito de f&oacute;sseis e riquezas minerais.<br /> \nMais tarde, com o retorno do esposo do Vietn&atilde;, ela voltou a Los Angeles, com a vida enriquecida por experi&ecirc;ncias salutares. Tudo porque ela aprendera a florescer onde Deus a colocara.<br /> \n* * *<br /> \nExistem flores nos jardins bem cuidados. Existem flores agrestes em pleno cora&ccedil;&atilde;o &aacute;rduo do deserto.<br /> \nExistem flores perdidas pelas orlas dos caminhos, enfeitando veredas an&ocirc;nimas.<br /> \nMuitas sementes manifestam sua vida florescendo a partir de um pequeno gr&atilde;o de terra, perdido entre pedras brutas, demonstrando que a sabedoria est&aacute; em florescer onde se &eacute; plantado.<br /> \nFlorescer, mesmo que o jardineiro sejam os ventos graves ou as &aacute;guas abundantes.<br /> \nFlorescer, ainda que as condi&ccedil;&otilde;es de calor e umidade nem sempre sejam as favor&aacute;veis...<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base na palestra Flores&ccedil;a <br /> \nonde for plantado, proferida por Divaldo Pereira Franco.<br /> \nEm 25.01.2013.</span><br />

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