NOTAS DO EPISÓDIO
<strong> Pesos e medidas<br /> \n</strong> <br /> \nSegundo os dicionários, justiça quer dizer conformidade com o direito. Virtude de dar a cada um o que é seu.<br /> \nTodavia, nós que, tantas vezes, temos cobrado da Divindade que sacie a nossa sede de justiça, se analisarmos profundamente, não estamos verdadeiramente com sede de justiça, no real sentido do termo.<br /> \nNo convívio diário, muitas vezes nos surpreendemos agindo de forma injusta.<br /> \nO trato com as pessoas que nos rodeiam é diferenciado conforme a posição social ou financeira, de subalternidade ou de autoridade, de que cada uma esteja investida.<br /> \nSe nos dirigimos à serviçal que faz a faxina, por exemplo, falamos de determinada forma, num tom de voz e atenção distinto do que empregamos para falar com pessoas que ocupam cargos que, a nosso ver, são mais importantes.<br /> \nSe a pessoa que nos procura está vestida com trajes elegantes, mesmo que não saibamos de quem se trate, a nossa deferência é imediata.<br /> \nMas, se está envolta de farrapos, bem diferente é a nossa atenção.<br /> \nOutro exemplo, é quando nosso veículo começa a demonstrar sinais de que em breve terá o motor fundido. Qual a primeira idéia que nos vem à mente?<br /> \nSe fôssemos pessoas justas, certamente faríamos uma boa revisão reparando os danos e, ao ofertá-lo a alguém, no caso de venda, falaríamos a verdade ao comprador.<br /> \nMas o que normalmente ocorre é a idéia de passá-lo adiante o mais rápido possível. E quem comprá-lo que fique com o prejuízo. E pensamos:” me dei bem, sou muito esperto.”<br /> \nMas nos achamos pessoas justas.<br /> \nSe o inverso acontece conosco, imediatamente nos indignamos diante do que chamamos uma grande desonestidade. Como pôde alguém nos vender um veículo prestes a fundir o motor? Que injustiça!<br /> \nSe observamos os governantes corruptos a tirar vantagens pessoais com os recursos públicos, imediatamente levantamos a voz para criticar e exigir justiça.<br /> \nMas, quantos de nós compramos atestados falsos para ludibriar o patrão e receber o salário integral?<br /> \nNo transito estacionamos em fila dupla, pouco nos importando se estamos atrapalhando o bom andamento do já confuso transito.<br /> \nUsamos, nos vários momentos, dois pesos e duas medidas. E como nos conhecemos, sabemos porque agimos dessa maneira. Sabemos quais são as nossas verdadeiras intenções.<br /> \nAssim, podemos nos perguntar: Será que temos mesmo sede de justiça? Ou será que nos pesos e medidas só temos pensado em nós mesmos?<br /> \nA justiça Divina é real e se cumprirá quando efetivamente tivermos sede de justiça, usando um único peso e uma única medida, com imparcialidade.<br /> \n* * *<br /> \nOs Mestres superiores nos ensinam que, caso tenhamos dúvidas quanto ao procedimento que devamos adotar com alguém, que nos coloquemos no lugar desse alguém e façamos exatamente o que desejaríamos que nos fosse feito.<br /> \nDessa forma, jamais nos equivocaremos, uma vez que todos queremos o melhor para nós mesmos.<br /> \nPensemos nisso!<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso.<br /> \nEm 18.06.2012</em></div>
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