O ZELADOR DA FONTE

PENSE NISSO · EP 528

O ZELADOR DA FONTE

9 Ago 2016 · DURAÇÃO 4:28
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<span style=''font-size: small;''>O ZELADOR DA FONTE<br /> \n<br /> \nConta uma lenda austr&iacute;aca que em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo Conselho Municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de &aacute;gua da comunidade.<br /> \n<br /> \nO cavalheiro com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de &aacute;gua fresca.<br /> \n<br /> \nNingu&eacute;m lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esfor&ccedil;o para a retirada de entulhos.<br /> \n<br /> \nAos poucos, o povoado come&ccedil;ou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela &aacute;gua cristalina.<br /> \n<br /> \nRodas d'&aacute;gua de v&aacute;rias empresas da regi&atilde;o come&ccedil;aram a girar dia e noite.<br /> \n<br /> \nAs planta&ccedil;&otilde;es eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordin&aacute;ria.<br /> \n<br /> \nOs anos foram passando. Certo dia, o Conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente.<br /> \n<br /> \nUm dos membros do Conselho resolveu inspecionar o or&ccedil;amento e colocou os olhos no sal&aacute;rio pago ao zelador da fonte.<br /> \n<br /> \nDe imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago h&aacute; anos, pela cidade.<br /> \n<br /> \nE para qu&ecirc;? O que &eacute; que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma.<br /> \n<br /> \nSeu discurso a todos convenceu. O Conselho Municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte de imediato.<br /> \n<br /> \nNas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as &aacute;rvores come&ccedil;aram a perder as folhas.<br /> \n<br /> \nPequenos galhos ca&iacute;am nas piscinas formadas pelas nascentes.<br /> \n<br /> \nCerta tarde, algu&eacute;m notou uma colora&ccedil;&atilde;o meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a &aacute;gua estava escura.<br /> \n<br /> \nMais uma semana e uma pel&iacute;cula de lodo cobria toda a superf&iacute;cie ao longo das margens.<br /> \n<br /> \nO mau cheiro come&ccedil;ou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d'&aacute;gua come&ccedil;aram a girar lentamente, depois pararam.<br /> \n<br /> \nOs turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado.<br /> \n<br /> \nO Conselho Municipal tornou a se reunir, em sess&atilde;o extraordin&aacute;ria e reconheceu o erro grosseiro cometido.<br /> \n<br /> \nImediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte.<br /> \n<br /> \nAlgumas semanas depois, as &aacute;guas do aut&ecirc;ntico rio da vida come&ccedil;aram a clarear. As rodas d'&aacute;gua voltaram a funcionar.<br /> \n<br /> \nVoltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso. <br /> \n* * *<br /> \nAssim como o Conselho da pequena cidade, somos muitos de n&oacute;s que n&atilde;o consideramos determinados servidores.<br /> \n<br /> \nAqueles que se desdobram todos os dias para que o p&atilde;o chegue &agrave; nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas; os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos.<br /> \n<br /> \nH&aacute; quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o &ocirc;nibus, abra os port&otilde;es da empresa.<br /> \n<br /> \nServidores an&ocirc;nimos. Quase sempre passamos por eles sem v&ecirc;-los.<br /> \n<br /> \nMas, sem seu trabalho, o nosso n&atilde;o poderia ser realizado ou a vida seria invi&aacute;vel.<br /> \n<br /> \nO mundo &eacute; uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa espec&iacute;fica, mas indispens&aacute;vel.<br /> \n<br /> \nSe algu&eacute;m n&atilde;o executar o seu papel, o todo perecer&aacute;.<br /> \n<br /> \nDependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para ser felizes!<br /> \n<br /> \nPensemos nisso!<br /> \n<br /> \nTexto com base<br /> \nno cap. O zelador da fonte, de Charles R.<br /> \nSwindoll, do livro Hist&oacute;rias para o<br /> \ncora&ccedil;&atilde;o, de Alice Gray, ed. United Press.</span><br /> \n<br /> \n<br />

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