NOTAS DO EPISÓDIO
<span style=''font-size: small;''>CIÚME DESTRUIDOR<br /> \n<br /> \nA vida de Ana se tornara muito ruim, desde o momento em que começara a desconfiar que Artur, seu marido, tinha outra mulher.<br /> \nAna olhava para ele e se sentia traída. Toda vez que Artur chegava atrasado do trabalho, mesmo que dissesse que fora o trânsito complicado ou uma reunião de última hora, ela pensava: Demorou por causa da outra. Devem ter se encontrado hoje. Por isso se atrasou.<br /> \nA paz do lar ficou comprometida. Ele chegava cansado, ela estava mal-humorada e procurava todos os motivos para reclamar.<br /> \nPor vezes, ela surpreendia Artur dispersivo. O pensamento distante. Era o suficiente para pensar consigo mesma: Olhe só como está pensativo! Aposto que está pensando nela.<br /> \nFinalmente, um dia, ela resolveu seguir o marido para o surpreender.<br /> \nEsperou-o na saída do trabalho. Ele pegou o carro, andou algumas quadras e parou na floricultura. Ela viu quando ele escolheu as maravilhosas flores e saiu carregando-as com carinho.<br /> \nMau caráter, pensou ela. Gastando com outra.<br /> \nAquilo a deixou de tal forma desconcertada, que começou a chorar. Foi para casa e se jogou na cama.<br /> \nChorou muito.<br /> \nPouco depois, ela ouviu a porta abrir e seu marido chegar. Escutou os passos dele na escada, subindo até o quarto do casal, onde ela estava.<br /> \nMal o viu adentrar o quarto, ela se sentou na cama, os olhos vermelhos de chorar, os cabelos em desalinho e desabafou:<br /> \nEu vi tudo. Você não pode negar. Comprou flores para ela. Rosas vermelhas maravilhosas. Você me traiu. Traiu o nosso amor.<br /> \nAlterada, ela se levantou e avançou na direção dele. Para sua surpresa, verificou que ele trazia nas mãos o lindo ramalhete de rosas vermelhas.<br /> \nUm pouco chateado, estendendo o ramalhete para ela, ele falou:<br /> \nAna, hoje é dia do nosso aniversário de casamento. Você não lembrou?<br /> \n* * *<br /> \nO ciúme cria quadros exagerados, fomentando desconfiança. Atestado de insegurança, destrói o relacionamento pelo clima de tensão que cria a todo momento.<br /> \nCultivador da infelicidade, o ciúme altera a correta visão dos fatos, aumentando a importância de pequenos atrasos, desejos não atendidos, esquecimentos de datas e compromissos a dois.<br /> \nCriando azedume, envenena a alma e desassossega o pensamento.<br /> \nColocando óculos escuros na visão mental, tudo faz parecer sombrio, devastador.<br /> \nUma distração é tida à conta de desinteresse. O atraso para um encontro é considerado desrespeito.<br /> \nFora da realidade sempre, o ciúme provoca cenas desastrosas e desgastantes, em situações onde uma leve indagação ou uma conversa a dois, com toda a certeza, resolveria.<br /> \n* * *<br /> \nNunca deixemos que o ciúme nos atormente. Ele é o responsável pela devastação de corações e de lares.<br /> \nSe nos sentimos inseguros, fortifiquemos a relação a dois com diálogos mais profundos, com saídas para um passeio ao luar ou um final de semana a sós.<br /> \nSe o outro estiver, verdadeiramente, permitindo que a relação esfrie, que o amor amorne, providenciemos o melhor para o estreitamento dos laços afetivos, guardando a certeza de que é nos pequenos gestos que a relação se fortalece.<br /> \nRedação do Pense Nisso, com base no cap. 48, <br /> \ndo livro Para que minha vida se transforme, v. 1, de <br /> \nMaria Salete e Wilma Ruggeri, ed. Verus.<br /> \nEm 24.10.2014.<br /> \n<br /> \n</span><br />
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